Resumo Direito Constitucional   Aula 10 (10.10.2011)
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Resumo Direito Constitucional Aula 10 (10.10.2011)


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Salientou que o art. 226, parágrafo 7º, CRFB prevê o direito de 
planejamento familiar, que envolve o direito de limitar o número de filhos e de não 
ter filhos, bem como o de ter filhos, motivo pelo qual o casal pode se valer da 
fertilização in vitro para gerá-los. 
Desta forma, passados os 3 anos após o congelamento, as células-tronco não 
servem mais para a gravidez e, tanto utilizá-las para fins científicos, quanto o seu 
descarte ou mesmo a sua criação violam a vida. A solução seria impedir a fertilização in 
 Direito Constitucional 
Data: 10/10/2011 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
 Centro: Rua Buenos Aires, 56 - 2º, 3º e 5º andares \u2013 Tel.: (21) 2223-1327 11 
Barra: Shopping Downtown \u2013 Av. das Américas, 500 - bl. 21, salas 157 e 158 \u2013 Tel.: (21) 2494-1888 
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vitro, mas isto impediria o direito ao planejamento familiar, não sendo possível a 
proibição deste procedimento. 
Art. 226, § 7º - Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da 
paternidade responsável, o planejamento familiar é livre decisão do casal, 
competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o 
exercício desse direito, vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituições 
oficiais ou privadas. 
Com isto, o ministro entendeu que a sobra de células-tronco é inevitável, 
motivo pelo qual deve ser utilizada pelo bem de outras pessoas em pesquisas 
científicas. 
\u2022 Vedação à eutanásia: a eutanásia (morte suave) é a abreviação da vida para 
fazer cessar o sofrimento da pessoa. Não se confunde com induzimento, instigação ou 
auxílio ao suicídio, em que a própria pessoa atenta contra sua vida, tendo em vista que 
um terceiro é que pratica a eutanásia e responde criminalmente por homicídio. 
Para os defensores da eutanásia, do direito à vida se extrai o direito à existência 
digna (art. 170, caput, CRFB), podendo a pessoa lutar contra a existência indigna 
gerada pelo seu estado de saúde. E se esta situação de saúde que acarreta sofrimento 
excessivo ao indivíduo for permanente, aquele tem o direito à morte. 
Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na 
livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os 
ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: 
No entanto, a eutanásia ativa não é permitida no Brasil. 
Uma situação diferente é a eutanásia passiva, em que o indivíduo não quer 
mais manter a sua vida e se recusa a realizar o tratamento médico, sendo 
problemática, pois, em tese, o paciente pode se responsabilizar pela não utilização da 
terapia médica (assinatura de termo), eximindo-se a responsabilidade do médico. 
\u2022 Embate entre vida e liberdade religiosa: nenhum ritual pode envolver 
sacrifício humano, por óbvio. Mas o ponto que merece destaque é a transfusão de 
sangue para testemunhas de Jeová. 
Discute-se se o médico pode se sobrepor à liberdade religiosa e realizar a 
transfusão de sangue. Caso a pessoa esteja inconsciente, ou seja incapaz, o direito à 
vida deve se sobrepor e o médico, via de regra, realiza a transfusão por decisão 
judicial. 
No entanto, se a pessoa não quiser se submeter à transfusão estando livre e 
consciente, prevalece que o médico não deve realizá-la, pois a liberdade de religião 
deve se sobrepor, salvaguardando-se a autodeterminação individual e a dignidade da 
 Direito Constitucional 
Data: 10/10/2011 
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pessoa humana. Deve-se pensar na alteridade para a resolução do caso, que é a 
capacidade de se colocar no lugar do outro. 
 
1.4.2. Princípio da Legalidade 
 
1.4.2.1. Questões Relevantes 
 
\u2022 O Princípio da Legalidade pode ser entendido dentro de dois ângulos: 
a) para o indivíduo (art. 5º, II, CRFB): traduz-se na autonomia da vontade. 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, 
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a 
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à 
propriedade, nos termos seguintes: 
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em 
virtude de lei; 
b) para a Administração Pública (art. 37, CRFB): esta só pode agir quando a lei 
determinar. 
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios 
de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao 
seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998): 
O Princípio da Legalidade está abaixo do Princípio da Constitucionalidade, 
segundo o qual toda a ordem se fundamenta na CRFB. Para Paulo Bonavides, o estado 
de direito tem dois momentos: o 1º momento é o Princípio da Legalidade, segundo o 
qual todo o estado de direito fundamenta-se na lei, enquanto o 2º momento é o 
Princípio da Constitucionalidade, em que o estado de direito se alicerça na 
Constituição. Desta forma, o Princípio da Legalidade deve ser lido de acordo com a 
Constituição da República. 
Em consequência disto, não havendo lei, o Estado não interfere nas relações 
privadas a priori, mas violada a dignidade da pessoa humana, com fundamento na 
Constituição, o Estado deve agir. 
 
\u2022 O Princípio da Legalidade desdobra-se em: 
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a) Princípio da Legalidade Lato Sensu: relaciona-se à exigência de norma 
jurídica. 
b) Princípio da Reserva Legal: mais específico, por se relacionar à lei em 
sentido formal, advindo do Princípio da Legalidade Lato Sensu. 
Exemplo: as restrições aos direitos fundamentais só podem ser processadas 
por lei formal, observado o Princípio da Reserva Legal. 
 
2º Horário 
1.4.3. Princípio da Igualdade 
Encontra previsão no art. 5º, caput e inciso I, CRFB 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, 
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a 
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à 
propriedade, nos termos seguintes: 
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta 
Constituição; 
 
1.4.3.1. Questões Relevantes