Resumo Direito Constitucional   Aula 11 (04.11.2011)
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Resumo Direito Constitucional Aula 11 (04.11.2011)


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por Segregação ou por Desagregação ou Centrífuga2: Estado 
unitário se subdivide e forma uma federação. 
 
4.2. Quanto à Concentração de Poder ou à Repartição de Competências 
a. Federação Centrípeta: a concentração de poder se dá mais na União 
(poder central), sendo mais centralizada. 
b. Federação Centrífuga: a concentração do poder se dá nos Estados, na 
parte de fora, portanto. 
A federação brasileira, quanto à origem, é centrífuga; e, quanto à concentração 
de Poder, é centrípeta. 
Observação: Os EUA são federação centrípeta na origem e centrífuga na 
concentração de Poder. 
 
4.3. Quanto ao Modelo ou à Organização 
a. Federação Simétrica: é aquela em que a organização dos estados segue 
o modelo de organização da União. 
No Brasil, por adotar-se a federação simétrica, os estados não podem adotar 
outro modelo que não o republicano presidencialista. 
b. Federação Assimétrica: não há reprodução obrigatória do modelo. 
Observação: Normalmente, os termos federação simétrica e assimétrica são 
utilizados na classificação quanto ao modelo. Porém, há autores que os usam quanto 
ao equilíbrio entre a União e os Estados. Nesse sentido, a federação seria equilibrada 
quando os poderes dados aos Estados e à União não prevaleçam uns em face dos 
outros. A federação simétrica seria a equilibrada, por isso considerada ideal; a 
assimétrica é aquela em que prevalece o desequilíbrio, caso em que ou os Estados ou a 
União têm mais poder em detrimento dos outros. 
 
1
 Força de fora para dentro. 
2
 Força de dentro para fora. 
 D. Constitucional 
Data: 04/11/2011 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
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Quanto ao equilíbrio, a federação brasileira é assimétrica, por concentrar mais 
poderes na União. Já, quanto à organização, nossa federação é simétrica. 
 
5. Formas de Governo 
República Monarquia 
Eletividade. Hereditariedade. 
Periodicidade nas eleições. Vitaliciedade (governante 
permanece até sua morte) 
Há responsabilidade do 
governante. 
Irresponsabilidade do 
governante (the king can do no 
wrong) 
Obviamente, o Brasil é uma república. 
 
6. Sistemas de Governo 
Presidencialismo Parlamentarismo 
Unidade do Poder Executivo. Dualidade do Poder Executivo. 
Separação de Poderes. Colaboração entre os Poderes3 
Irresponsabilidade Política. Responsabilidade Política. 
No presidencialismo, fala-se em unidade do Poder Executivo, pois o Chefe de 
Estado e o Chefe de Governo são a mesma autoridade: o Presidente da República. Já, 
no parlamentarismo, fala-se em dualidade, porque essa representação não se dá pela 
mesma autoridade: o Chefe de Estado será o monarca (monarquia parlamentarista) ou 
o Presidente (república parlamentarista); e o Chefe de Governo é o Primeiro-Ministro. 
No parlamentarismo, há responsabilidade política, que significa que o 
parlamento pode determinar a destituição do Primeiro-Ministro sem que isso 
represente uma sanção decorrente de infração, mas tão somente em razão da perda 
da confiança. Da mesma forma, o Primeiro-Ministro pode determinar a dissolução do 
 
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 Afinal o Primeiro-Ministro depende da confiança do parlamento. 
 D. Constitucional 
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parlamento e convocação de novas eleições em função da confiança, o que representa 
jogo político. 
Já, no presidencialismo, fala-se em irresponsabilidade política, porque o 
Presidente da República só sofre o processo de impeachment se tiver cometido uma 
infração. O processo de impeachment não tem natureza apenas política, exigindo o 
cometimento de infração para a instauração. Fala-se em conteúdo político-
administrativo, que não se restringe ao meramente político. 
 
7. Democracia 
a. Democracia Direta: o próprio povo toma as decisões políticas. 
b. Democracia Indireta: o povo escolhe seus representantes, que tomam 
as decisões em nome do povo, tratando-se da democracia representativa. 
c. Semidireta: tem-se a escolha de representantes pelo povo, mas há 
também formas de participação direta do povo. Trata-se de democracia representativa 
com possibilidade de participação direta, sendo chamada de democracia participativa. 
Esse é o caso brasileiro, consoante art. 1º, parágrafo único e art. 14 da CRFB. 
CRFB, Art. 1º, Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por 
meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. 
Observação: O plebiscito e referendo são formas de consulta popular, sendo 
que o primeiro é prévio e o segundo posterior. 
De relevo analisar as formas de participação direta do povo: 
a. Direito de receber informações perante órgão público. 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, 
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a 
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à 
propriedade, nos termos seguintes: 
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu 
interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no 
prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja 
imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; (Regulamento) 
b. Direito de petição e de certidão. 
Art. 5º, XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de 
taxas: 
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra 
ilegalidade ou abuso de poder; 
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b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e 
esclarecimento de situações de interesse pessoal; 
c. Ação popular. 
Art. 5º, LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que 
vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado 
participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio 
histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada