Resumo Direito Constitucional   Aula 11 (04.11.2011)
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Resumo Direito Constitucional Aula 11 (04.11.2011)


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que, por considerar a particularidade da 
norma discutida \u2014 voltada à segurança do cidadão \u2014 entendia ser concorrente, entre 
Estado-membro e União, a competência legislativa atinente à matéria e julgava 
improcedente o pleito. ADI 874/BA, rel. Min. Gilmar Mendes, 3.2.2011. 
e. O Plenário julgou procedente pedido formulado em ação direta ajuizada 
pelo Procurador-Geral da República para declarar a inconstitucionalidade da Lei 
2.050/92, que alterou a Lei 1.748/90, ambas do Estado do Rio de Janeiro, referente a 
medidas de segurança nos estacionamentos destinados a veículos automotores. O 
dispositivo impugnado proíbe a cobrança de qualquer quantia pela utilização de 
estacionamento em locais particulares. Aduziu-se a inconstitucionalidade material da 
 D. Constitucional 
Data: 04/11/2011 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
 Centro: Rua Buenos Aires, 56 - 2º, 3º e 5º andares \u2013 Tel.: (21)2223-1327 24 
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norma, considerada a afronta ao exercício normal do direito de propriedade (CF, art. 
5º, XXII), e a inconstitucionalidade formal, uma vez que teria sido invadida a 
competência privativa da União para legislar sobre direito civil (CF, art. 22, I). ADI 
1623/RJ, rel. Min. Joaquim Barbosa, 17.3.2011. 
f. ADI e usurpação de competência - Por reputar caracterizada a 
usurpação da competência privativa da União para legislar sobre direito processual 
(CF, art. 22, I), o Plenário, em votação majoritária, julgou parcialmente procedente 
pedido formulado em ação direta ajuizada pelo Conselho Federal da Ordem dos 
Advogados do Brasil para declarar a inconstitucionalidade do art. 114 da Lei 
Complementar paulista 734/93 (Lei Orgânica do Ministério Público estadual). O 
dispositivo adversado determina que mais de um órgão do Ministério Público não 
oficiará simultaneamente no mesmo processo ou procedimento. De início, rejeitou-
se, por maioria, a preliminar de perda parcial do objeto da ação em virtude da 
derrogação tácita do preceito originalmente contestado pelo citado art. 114. Na 
situação dos autos, o requerente impugnava os artigos 6º, I; 16; 17, parágrafo único, e 
18, caput, da Lei Complementar 667/91, daquela mesma unidade federativa. Ocorre 
que, posteriormente, fora instituída a referida LC 734/93, a qual reproduzira, na 
literalidade, o conteúdo normativo deste último preceito, sem que houvesse 
interrupção de vigência. Entendeu-se que, embora o requerente não tivesse aditado 
a inicial da forma mais adequada, sua manifestação no sentido de que o art. 18 da LC 
667/91 estaria em vigor por força do art. 114 da LC 734/93 poderia ser aceita como 
tal. Vencidos os Ministros Joaquim Barbosa e Marco Aurélio que assentavam a 
prejudicialidade da ação. No mérito, por maioria, asseverou-se que o tema 
concernente a eventuais incompatibilidades à atuação simultânea de um mesmo órgão 
do Ministério Público no feito envolveria matéria processual e não de organização local 
da instituição. Vencidos os Ministros Marco Aurélio e Cezar Peluso, Presidente, ao 
fundamento de que não se teria uma disciplina processual propriamente dita, mas 
norma que versaria sobre organização, competência daquele ente. Quanto aos demais 
dispositivos questionados, o Plenário rejeitou o pleito de inconstitucionalidade. No 
tocante ao art. 6º, I, da LC 667/91, aduziu-se ter ocorrido mera mudança de 
nomenclatura, ao ser alterada a denominação do cargo de \u201cPromotor de Justiça 
Curador Judicial de Ausentes e Incapazes\u201d para \u201cPromotor de Justiça Cível\u201d. No mesmo 
sentido concluiu-se em relação ao art. 16, pois apenas revogara atribuição 
indevidamente conferida ao parquet como a curadoria, no processo civil, de réu revel 
ou preso, função da Defensoria Pública. Por fim, relativamente ao art. 17 \u2014 que 
conferiu prazo de 30 dias, a contar da vigência da lei, para apresentação de proposta 
de distribuição dos serviços, facultada a preservação de funções exercidas antes desse 
diploma legal, sem prejuízo das novas atribuições cometidas \u2014, considerou-se que a 
 D. Constitucional 
Data: 04/11/2011 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
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norma cuidaria da reorganização interna da carreira, sem mácula à Constituição. ADI 
932/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 17.12.2010. 
g. Ação Direta de Inconstitucionalidade. 2. Nomeação de Chefe de Polícia. 
Exigência de que o indicado seja não só delegado de carreira \u2013 como determinado pela 
Constituição Federal \u2013 como também que esteja na classe mais elevada. 3. Inexistência 
de vício de iniciativa. 4. Revisão jurisprudencial, em prol do princípio federativo, 
conforme ao art. 24, XVI, da Constituição Federal. 5. Possibilidade de os Estados 
disciplinarem os critérios de acesso ao cargo de confiança, desde que respeitado o 
mínimo constitucional. 6. Critério que não só se coaduna com a exigência 
constitucional como também a reforça, por subsidiar o adequado exercício da função e 
valorizar os quadros da carreira. 7. Ação julgada improcedente. ADI N. 3.062-GO 
RELATOR: MIN. GILMAR MENDES. 
h. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI ESTADUAL. 
ESTACIONAMENTO EM LOCAIS PRIVADOS. COBRANÇA. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA AO 
ART. 22, I DA CONSTITUIÇÃO. Esta Corte, em diversas ocasiões, firmou entendimento 
no sentido de que invade a competência da União para legislar sobre direito civil (art. 
22, I da CF/88) a norma estadual que veda a cobrança de qualquer quantia ao 
usuário pela utilização de estabelecimento em local privado (ADI 1.918, rel. min. 
Maurício Corrêa; ADI 2.448, rel. Min. Sydney Sanches; ADI 1.472, rel. min. Ilmar 
Galvão). Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente. ADI N. 1.623-RJ 
RELATOR: MIN. JOAQUIM BARBOSA. 
i. \u201cO caput do art. 195 da Constituição do Estado do Amapá estabelece 
que \u2018o plano diretor, instrumento básico da política de desenvolvimento econômico e 
social e de expansão urbana, aprovado pela Câmara Municipal, é obrigatório para os 
municípios com mais de cinco mil habitantes\u2019. Essa norma constitucional estadual 
estendeu, aos municípios com número de habitantes superior a cinco mil, a 
imposição que a Constituição Federal só fez àqueles com mais de vinte mil (art. 182, 
§ 1º). Desse modo, violou o princípio da autonomia dos municípios com mais de 
cinco mil e até vinte mil habitantes (...).\u201d (ADI 826, Rel. Min. Sydney Sanches, DJ 
12/03/99) 
j. "Lei estadual que estabelece número de vereadores. Autonomia 
municipal. Inconstitucionalidade. Precedentes. Argüição de inconstitucionalidade do § 
1º, I a X, e do §2º, todos do art. 67 da Constituição do Estado de Goiás. Viola a 
autonomia dos municípios (art. 29, IV, da CF/1988) lei estadual que fixa número de 
vereadores ou a forma como essa fixação deve ser feita." (ADI 692, Rel. Min. Joaquim 
Barbosa, DJ