Resumo Direito Constitucional   Aula 12
19 pág.

Resumo Direito Constitucional Aula 12


DisciplinaDireito Constitucional I69.696 materiais1.607.058 seguidores
Pré-visualização7 páginas
7º - Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Presidente 
da República, nos casos dos § 3º e § 5º, o Presidente do Senado a promulgará, e, 
se este não o fizer em igual prazo, caberá ao Vice-Presidente do Senado fazê-lo. 
A sanção é ato de aquiescência do Presidente da República, podendo ser 
expressa ou tácita, consoante art. 66, § 3º da CRFB. 
a. Sanção Expressa: se feita dentro do prazo de 15 dias úteis. 
 D. Constitucional 
Data: 18/11/2011 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
 Centro: Rua Buenos Aires, 56 - 2º, 3º e 5º andares \u2013 Tel.: (21)2223-1327 10 
Barra: Shopping Downtown \u2013 Av. das Américas, 500 - bl. 21, salas 157 e 158 \u2013 Tel.: (21)2494-1888 
www.enfasepraetorium.com.br 
 
 
b. Sanção Tácita: se superado este prazo. 
Há certa incongruência no texto constitucional, afinal o art. 66, § 1º dispõe o 
prazo de 15 dias úteis para o veto presidencial, enquanto o parágrafo 3º fala em 15 
dias para a sanção tácita, que poderia ser considerados como dias corridos. Diante 
disso, entende-se que o prazo em ambos os casos será de 15 dias úteis. 
Nota-se que não existe o veto tácito, tendo o constituinte optado pela sanção 
diante do silêncio presidencial. 
 
2º Horário 
 
1.3.1.1.2.5. Veto Presidencial 
O veto é um ato solene, razão pela qual só pode ser expresso. Este ainda se 
sujeita a prazo específico de 15 dias úteis. 
Trata-se de ato supressivo, na medida em que o Presidente da República só 
pode retirar parte do texto e não acrescentar, podendo ser: 
a. Total: o texto é vetado na sua integralidade. 
b. Parcial: apenas parte do texto é vetado. Aqui se mostra presente o 
princípio da não parcelaridade, pelo que o veto não pode incidir sobre palavras ou 
expressões, mas apenas sobre o dispositivo na totalidade (parágrafo ou inciso, por 
exemplo). Com isso, pretendeu-se evitar a manipulação do texto. 
Além do mais, o veto é ato motivado, podendo-se falar em: 
a. Motivação Jurídica: por conta de inconstitucionalidade. 
b. Motivação Política: por contrariedade ao interesse público. 
Destaca-se que o veto é relativo, por estar sujeito a controle político do 
Congresso Nacional, sendo que a rejeição ao veto se dá por maioria absoluta. 
Outra característica do veto é a sua inimpugnabilidade judicial, ou seja, não 
cabe o controle judicial do veto, pelo que se caracteriza por ser insindicável. 
O STF entende que o veto é ato de natureza política, ainda que sua motivação 
possa ser jurídica ou política, motivo pelo qual não cabe MS ou ADPF (Vide ADPF 1)em 
face de veto presidencial. Nesse sentido, a via própria para tanto é a impugnação 
judicial da lei. 
Argüição de descumprimento de preceito fundamental. Lei nº9882, de 3.12.1999, 
que dispõe sobre o processo e julgamento da referida medida constitucional. 2. 
 D. Constitucional 
Data: 18/11/2011 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
 Centro: Rua Buenos Aires, 56 - 2º, 3º e 5º andares \u2013 Tel.: (21)2223-1327 11 
Barra: Shopping Downtown \u2013 Av. das Américas, 500 - bl. 21, salas 157 e 158 \u2013 Tel.: (21)2494-1888 
www.enfasepraetorium.com.br 
 
 
Compete ao Supremo Tribunal Federal o juízo acerca do que se há de 
compreender, no sistema constitucional brasileiro, como preceito fundamental. 3. 
Cabimento da argüição de descumprimento de preceito fundamental. Necessidade 
de o requerente apontar a lesão ou ameaça de ofensa a preceito fundamental, e 
este, efetivamente, ser reconhecido como tal, pelo Supremo Tribunal Federal. 4. 
Argüição de descumprimento de preceito fundamental como instrumento de 
defesa da Constituição, em controle concentrado. 5. Argüição de descumprimento 
de preceito fundamental: distinção da ação direta de inconstitucionalidade e da 
ação declaratória de constitucionalidade. 6. O objeto da argüição de 
descumprimento de preceito fundamental há de ser "ato do Poder Público" 
federal, estadual, distrital ou municipal, normativo ou não, sendo, também, 
cabível a medida judicial "quando for relevante o fundamento da controvérsia 
sobre lei ou ato normativo federal, estadual ou municipal, incluídos os anteriores à 
Constituição". 7. Na espécie, a inicial aponta como descumprido, por ato do Poder 
Executivo municipal do Rio de Janeiro, o preceito fundamental da "separação de 
poderes", previsto no art. 2º da Lei Magna da República de 1988. O ato do 
indicado Poder Executivo municipal éveto aposto a dispositivo constante de 
projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal da Cidade do Rio de Janeiro, 
relativo ao IPTU. 8. No processo legislativo, o ato de vetar, por motivo de 
inconstitucionalidade ou de contrariedade ao interesse público, e a deliberação 
legislativa de manter ou recusar o veto, qualquer seja o motivo desse juízo, 
compõem procedimentos que se hão de reservar à esfera de independência dos 
Poderes Políticos em apreço. 9. Não é, assim, enquadrável, em princípio, o veto, 
devidamente fundamentado, pendente de deliberação política do Poder 
Legislativo - que pode, sempre, mantê-lo ou recusá-lo, - no conceito de "ato do 
Poder Público", para os fins do art. 1º, da Lei nº 9882/1999. Impossibilidade de 
intervenção antecipada do Judiciário, - eis que o projeto de lei, na parte vetada, 
não é lei, nem ato normativo, -poder que a ordem jurídica, na espécie, não confere 
ao Supremo Tribunal Federal, em via de controle concentrado. 10. Argüição de 
descumprimento de preceito fundamental não conhecida, porque não admissível, 
no caso concreto, em face da natureza do ato do Poder Público impugnado. 
Vale observar que alguns autores entendam de modo diverso, dizendo que o 
veto poderia ser impugnado judicialmente no caso de motivação jurídica, afinal o STF é 
o último intérprete da Constituição. No entanto, como se viu, não é esse o 
entendimento da jurisprudência. 
 
1.3.1.1.3. Fase Complementar \u2013 Promulgação e Publicação 
Trata-se da promulgação e da publicação, sendo que aquela consiste no ato de 
declaração da existência da norma, enquanto a publicação é o ato destinado a dar 
ciência sobre a norma. 
 D. Constitucional 
Data: 18/11/2011 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
 Centro: Rua Buenos Aires, 56 - 2º, 3º e 5º andares \u2013 Tel.: (21)2223-1327 12 
Barra: Shopping Downtown \u2013 Av. das Américas, 500 - bl. 21, salas 157 e 158 \u2013 Tel.: (21)2494-1888 
www.enfasepraetorium.com.br 
 
 
A promulgação é feita pelo Presidente da República no prazo de 48 horas. 
Ainda no caso em que haja veto presidencial e o Congresso o rejeite, mostra-se 
necessária a promulgação pelo Presidente da República, afinal por meio desta não se 
denota concordância ou discordância. 
Se o Presidente da República não fizer a promulgação em 48 horas, cabe ao 
Presidente do Senado; se este não o fizer