Resumo Direito Constitucional   Aula 13 (30.01.2012)
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Resumo Direito Constitucional Aula 13 (30.01.2012)


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CRFB), 
o Presidente da República será obrigado a agir, mas a CRFB confere certa 
discricionariedade a sua atuação (art. 36, parágrafo 3º, CRFB). 
Art. 36, § 3º - Nos casos do art. 34, VI e VII, ou do art. 35, IV, dispensada a 
apreciação pelo Congresso Nacional ou pela Assembléia Legislativa, o decreto 
limitar-se-á a suspender a execução do ato impugnado, se essa medida bastar ao 
restabelecimento da normalidade. 
Com isto, o Presidente poderá: 
a) expedir decreto de suspensão do ato que está gerando a causa de 
intervenção, caso a mera suspensão seja suficiente, não necessitando de aprovação 
pelo Congresso Nacional. 
b) expedir decreto de intervenção se verificar que a suspensão do ato não é 
suficiente. 
 
1.5. Representação Interventiva (Lei nº 12.562/11) 
 Direito Constitucional 
Data: 30.01.2012 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
 Centro: Rua Buenos Aires, 56 - 2º, 3º e 5º andares \u2013 Tel.: (21) 2223-1327 7 
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1.5.1. Legitimidade Ativa 
Cabe ao PGR ingressar com a representação interventiva. 
 
1.5.2. Competência 
A competência para julgamento da representação interventiva é do STF. 
 
1.5.3. Objeto 
O objeto da representação interventiva é a recusa à execução de lei federal ou 
violação de princípio constitucional sensível, que podem se manifestar por meio de um 
ato normativo ou administrativo, assim como por omissão. 
 
1.5.4. Parâmetro 
O parâmetro é o art. 34, VI e VII, CRFB. 
 
1.5.5. Petição Inicial 
Segue a mesma lógica que qualquer inicial no controle de constitucionalidade, 
devendo ser apresentados o objeto e o parâmetro. 
Caso o relator entenda que a petição é inepta, poderá indeferi-la liminarmente, 
decisão da qual cabe agravo. Todavia, preenchidos os requisitos corretamente, o 
relator deferirá a inicial e, se houver pedido de cautelar: 
a) o relator poderá ouvir o legitimado passivo, o AGU e o PGR, no prazo comum 
de 5 dias. 
b) conceder a cautelar e: 
\u2022 suspender processos judiciais ou administrativos; 
\u2022 suspender decisão judicial ou administrativa; 
\u2022 determinar outra medida pertinente à matéria. 
Nas hipóteses de não haver pedido de cautelar ou depois de apreciada a 
cautelar ocorrerão as seguintes etapas: 
1ª. prestação das informações pelo legitimado passivo (prazo de 10 dias); 
2ª. manifestação do AGU (prazo de 10 dias); 
 Direito Constitucional 
Data: 30.01.2012 
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3ª. manifestação do PGR (prazo de 10 dias); 
4ª. Se necessário: designação de perito/audiência pública/requisição de 
informações adicionais; 
5ª. possibilidade de amicus curiae; 
6ª. Decisão final: o quórum de presença é de 8 ministros, enquanto o quórum 
de decisão é de 6 ministros. Haverá comunicação às autoridades ou órgãos 
responsáveis, bem como ao Presidente da República (se procedente o pedido), que 
terá 15 dias para agir (fazer o decreto de suspensão ou de intervenção). 
 
1.5.6. Decreto Interventivo 
No decreto interventivo, expedido pelo Presidente da República, deverá 
constar o prazo da intervenção, as condições, a amplitude e o interventor (se houver). 
Com relação à amplitude, poderá abranger toda a Administração Pública ou 
apenas parte dela. 
No tocante ao Poder Judiciário, a intervenção que venha a afetá-lo em sua 
função típica é ainda mais excepcional, sendo que parcela significativa da doutrina 
entende pela impossibilidade desse tipo de intervenção federal, sustentando que 
deveria haver o deslocamento da função a outro órgão jurisdicional. 
Note-se que, caso a intervenção se dê no Poder Legislativo, a função legiferante 
passará ao Governador do Estado, se este não for afastado. 
O decreto de intervenção passa pela aprovação do CN e, caso este esteja em 
recesso, será realizada convocação extraordinária. 
 
1.5.7. Fim da Intervenção 
Cessada a intervenção, as autoridades afastadas retornam aos seus cargos, se 
não houver impedimento legal. 
 
1.6. Intervenção Estadual 
Está prevista no art. 35, CRFB, com procedimento bastante assemelhado ao da 
intervenção federal. 
Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios 
localizados em Território Federal, exceto quando: 
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I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a 
dívida fundada; 
II - não forem prestadas contas devidas, na forma da lei; 
III \u2013 não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção 
e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde; (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000) 
IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a 
observância de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a 
execução de lei, de ordem ou de decisão judicial. 
Registre-se que, em respeito ao princípio da simetria, o PGJ possui legitimidade 
para propor representação ao TJ (art. 35, IV, CRFB). 
Importante destacar que o STF entende não ser cabível RE da decisão do TJ que 
decide sobre a intervenção estadual, tendo em vista que a natureza da intervenção é 
de procedimento político-administrativo, não havendo decisão jurisdicional 
propriamente dita no caso. 
 
2. Poder Legislativo 
 
2.1. Congresso Nacional 
 
2.1.1. Composição 
É composto da Câmara dos Deputados (representantes do povo) e pelo Senado 
Federal (representantes dos Estados). 
Note-se que o Poder Legislativo é exercido pelo CN, que é composto de duas 
casas. 
 
2.1.2. Sistema Eleitoral 
Na Câmara, o sistema eleitoral é o proporcional, em que há um número 
mínimo de 8 deputados e máximo de 70, ou seja, nem todos os Estados elegem o 
mesmo número de deputados. 
Os votos são computados para a legenda ou partido, fazendo-se cálculo para se 
verificar o número de votos necessário para que se obtenham vagas, que serão 
ocupadas pelos candidatos mais votados. 
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