Resumo Direito Constitucional   Aula 13 (30.01.2012)
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Resumo Direito Constitucional Aula 13 (30.01.2012)


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determinado. 
\u2022 prazo certo: trata-se da delimitação temporal da atuação da CPI. É cabível a 
prorrogação, entendendo o STF que é possível, inclusive, mais de uma prorrogação, 
desde que não ultrapasse a mesma legislatura (4 anos), ou seja, ao findar uma 
legislatura, finda-se também a CPI no estado em que se encontra. A legislatura é o 
limite intransponível da atuação da CPI. 
 
d) Atuação da CPI: 
\u2022 Poder de Convocação: pode convocar pessoas para depor na condição de 
investigado ou de testemunha, poder que inclui a condução coercitiva. 
 
2
 As constituições de 1934 e 1937 não previam a possibilidade de criação de CPIs, mas estas foram 
criadas. 
 Direito Constitucional 
Data: 30.01.2012 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
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No caso de o indivíduo ser convocado e não ter recursos suficientes para 
comparecer, não estará sujeito à condução coercitiva, devendo o Legislativo arcar com 
os custos do seu comparecimento. 
Frise-se que magistrados podem ser convocados para depor em CPI por aquilo 
que não seja a sua atividade fim. Exemplo: Um juiz não pode ser convocado para depor 
sobre as razões pelas quais concedeu uma cautelar. 
Com relação à convocação de índio para depor, o art. 231, parágrafo 5º, CRFB 
impõe que o grupo indígena não pode ser removido de suas terras, a não ser em 
situações específicas. Com isto, o STF entende que a proteção dada ao grupo é 
estendida aos índios, não podendo estes ser convocados a depor fora de suas terras 
(depoimento deve ocorrer dentro das terras do indígena). 
Art. 231, § 5º - É vedada a remoção dos grupos indígenas de suas terras, salvo, "ad 
referendum" do Congresso Nacional, em caso de catástrofe ou epidemia que 
ponha em risco sua população, ou no interesse da soberania do País, após 
deliberação do Congresso Nacional, garantido, em qualquer hipótese, o retorno 
imediato logo que cesse o risco. 
\u2022 Poder Investigativo: a CPI tem o poder de investigação próprio das 
autoridades judiciais, o que não significa dizer que tem os mesmos poderes de juiz. 
Desta forma, CPI não possui o poder de cautela, que é exclusivo de magistrados. 
Exemplo: A CPI não pode decretar a indisponibilidade dos bens. 
Desta forma, a CPI não pode invadir o Princípio da Reserva de Jurisdição, que 
significa que certas medidas só podem ser determinadas pelo juiz propriamente dito, 
como a busca domiciliar, a interceptação telefônica e a prisão, salvo em flagrante. 
Importante destacar que não se deve confundir interceptação telefônica, que é 
a captação do conteúdo da conversa, com a quebra do sigilo de dados, entendida 
como o acesso às informações (dados fiscais, bancário e telefônico). 
A CPI, desta feita, pode decretar a quebra do sigilo de dados, pois não está 
afeta à reserva de jurisdição. Para isso, é necessária fundamentação, demonstração da 
necessidade absoluta da medida, delimitação pessoal (quem e quais pessoas vão 
sofrer a quebra, fundamentando com relação a cada uma delas) e a delimitação 
temporal da medida. 
Em relação à prisão, a CPI não tem legitimidade para a sua decretação, salvo no 
caso de flagrante e desde que haja o cometimento de um crime em flagrante (fato que 
se diz crime ser efetivamente um delito). Como o indivíduo tem o direito ao silêncio 
perante a CPI, decorrente do Princípio da Não Autoincriminação (Nemo Denetur Se 
Detegere), não pode ser preso quando se recusar a falar, por a hipótese não ser 
 Direito Constitucional 
Data: 30.01.2012 
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configurada como crime. Com isto, diversos HCs preventivos são impetrados no STF 
para a concessão de salvo conduto quando da prestação de depoimento em CPI. 
Note-se que as regras do processo penal são aplicáveis ao indivíduo que for 
ouvido na condição de investigado, não tendo este o compromisso de dizer a verdade. 
Observação: o convocado tem o direito à assistência de advogado e/ou 
familiar. 
\u2022 A CPI não tem poder decisório no sentido de condenação: terminado o 
trabalho, a CPI elabora um relatório que é encaminhado ao MP. Havendo a 
configuração de competência da Justiça Federal, o relatório é encaminhado ao MPF, 
caso contrário irá ao MPE. 
\u2022 Medidas determinadas devem respeitar o Princípio da Colegialidade: 
qualquer medida de investigação deve ser aprovada pela maioria, tendo o Supremo 
afirmado por diversas vezes que a CPI tem que atuar com base na legalidade. 
 
2.2.1.1.2. Tribunal de Contas 
a) Natureza Jurídica: o Tribunal de Contas trata-se de órgão autônomo ligado 
ao Poder Legislativo. 
 
b) Composição: o TCU é composto de 9 ministros, sendo 6 indicados pelo Poder 
Legislativo e 3 indicados pelo Presidente da República, caso em que 1 tem que ser 
escolhido dentre os auditores dos Tribunais de Contas, outro dos MPs Especiais e um 
terceiro de livre escolha, observados os requisitos constitucionais. 
O TCE é composto por 7 conselheiros, sendo 4 advindos do Legislativo estadual 
e 3 indicados pelo Governador, seguindo-se a mesma lógica prevista para o Presidente 
da República (simetria), como entende o STF. 
Note-se que a carreira de auditor é interna (própria) do Tribunal de Contas. 
O Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas não está na estrutura 
do MP tradicional, não sendo possível que membros do MP tradicional atuem naquele. 
O membro do MP Especial é chamado de Procurador do Tribunal de Contas. 
Importante destacar que a lei que rege o MP Especial é de iniciativa do Tribunal de 
Contas. 
c) Atuação: a CRFB afirma que o controle das contas é feito pelo Poder 
Legislativo, sendo a prestação de contas feita perante este. O dever de prestar contas 
inclui tanto as pessoas naturais, como as pessoas jurídicas, sejam de direito público ou 
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de direito privado, desde que manuseiem recursos públicos de alguma forma (bens, 
verbas etc). Com isto, se a pessoa integrar a Administração Pública e não receber