Resumo Direito Constitucional   Aula 14 (06.02.2012)
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Resumo Direito Constitucional Aula 14 (06.02.2012)


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composição pelos tribunais da lista de advogados ou de 
membros do Ministério Público - e a fórmula de compartilhamento de poderes 
entre as entidades corporativas e os órgãos judiciários na seleção dos candidatos 
ao "quinto constitucional" adotada pela Constituição vigente (CF, art. 94 e 
parágrafo único). 1. Na vigente Constituição da República - em relação aos textos 
constitucionais anteriores - a seleção originária dos candidatos ao "quinto" se 
transferiu dos tribunais para "os órgãos de representação do Ministério Público e 
da advocacia"-, incumbidos da composição das listas sêxtuplas - restando àqueles, 
os tribunais, o poder de reduzir a três os seis indicados pelo MP ou pela OAB, para 
submetê-los à escolha final do Chefe do Poder Executivo. 2. À corporação do 
Ministério Público ou da advocacia, conforme o caso, é que a Constituição atribuiu 
 Direito Constitucional 
Data: 06.02.2012 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
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o primeiro juízo de valor positivo atinente à qualificação dos seis nomes que indica 
para o ofício da judicatura de cujo provimento se cogita. 3. Pode o Tribunal 
recusar-se a compor a lista tríplice dentre os seis indicados, se tiver razões 
objetivas para recusar a algum, a alguns ou a todos eles, as qualificações pessoais 
reclamadas pelo art. 94 da Constituição (v.g. mais de dez anos de carreira no MP 
ou de efetiva atividade profissional na advocacia.) 4. A questão é mais delicada se 
a objeção do Tribunal fundar-se na carência dos atributos de "notório saber 
jurídico" ou de "reputação ilibada": a respeito de ambos esses requisitos 
constitucionais, o poder de emitir juízo negativo ou positivo se transferiu, por força 
do art. 94 da Constituição, dos Tribunais de cuja composição se trate para a 
entidade de classe correspondente. 5. Essa transferência de poder não elide, 
porém, a possibilidade de o tribunal recusar a indicação de um ou mais dos 
componentes da lista sêxtupla, à falta de requisito constitucional para a 
investidura, desde que fundada a recusa em razões objetivas, declinadas na 
motivação da deliberação do órgão competente do colegiado judiciário. 6. Nessa 
hipótese ao Tribunal envolvido jamais se há de reconhecer o poder de substituir a 
lista sêxtupla encaminhada pela respectiva entidade de classe por outra lista 
sêxtupla que o próprio órgão judicial componha, ainda que constituída por 
advogados componentes de sextetos eleitos pela Ordem para vagas diferentes. 7. 
A solução harmônica à Constituição é a devolução motivada da lista sêxtupla à 
corporação da qual emanada, para que a refaça, total ou parcialmente, conforme 
o número de candidatos desqualificados: dissentindo a entidade de classe, a ela 
restará questionar em juízo, na via processual adequada, a rejeição parcial ou 
total do tribunal competente às suas indicações. 
(MS 25624, Relator(a): Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Tribunal Pleno, julgado em 
06/09/2006, DJ 19-12-2006 PP-00036 EMENT VOL-02261-05 PP-00946 RTJ VOL-
00207-02 PP-00617) 
Se, eventualmente, o Tribunal não constatar o não preenchimento dos 
requisitos, do Decreto do Executivo que seleciona um dos indicados na lista tríplice, 
caberá MS para impugnar a escolha. 
A regra do quinto constitucional se aplica aos TJs, TRFs, TRTs e TST. 
Observação: Para o STJ, aplica-se a regra do terço constitucional, que segue os 
mesmos procedimentos do quinto constitucional. Desta forma, 11 Ministros devem ser 
indicados dentre membros da OAB e membros do MP. 
Com relação ao número de vagas, não é possível que constituição estadual 
preveja que 4/5 das vagas do Tribunal devem ser de juízes de carreira, pois não fica 
garantido que 1/5 das vagas será preenchido por advogados e membros do MP. Isto 
porque nem sempre o número de membros é divisível por 5. Quando a divisão do 
quinto constitucional der número fracionado, necessário que se arredonde para cima o 
 Direito Constitucional 
Data: 06.02.2012 
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número de vagas, ainda que a fração dê menos de 0,5, como entende o STF (Vide AO 
493, ADI 160 e MS 22.323). 
EMENTA: Tribunal de Justiça. Se o número total de sua composição não for 
divisível por cinco, arredonda-se a fração restante (seja superior ou inferior à 
metade) para o número inteiro seguinte, a fim de alcançar-se a quantidade de 
vagas destinadas ao quinto constitucional destinado ao provimento por 
advogados e membros do Ministério Público. 
(AO 493, Relator(a): Min. OCTAVIO GALLOTTI, Primeira Turma, julgado em 
06/06/2000, DJ 10-11-2000 PP-00081 EMENT VOL-02011-01 PP-00001) 
 
EMENTA: 1 - MINISTÉRIO PÚBLICO ESPECIAL JUNTO AOS TRIBUNAIS DE CONTAS. 
Não lhe confere, a Constituição Federal, autonomia administrativa. Precedente: 
ADI 789. Também em sua organização, ou estruturalmente, não é ele dotado de 
autonomia funcional (como sucede ao Ministério Público comum), pertencendo, 
individualmente, a seus membros, essa prerrogativa, nela compreendida a plena 
independência de atuação perante os poderes do Estado, a começar pela Corte 
junto à qual oficiam (Constituição, artigos 130 e 75). 2 - TRIBUNAIS DE JUSTIÇA. A 
eles próprios compete (e não ao Governador) a nomeação dos Desembargadores 
cooptados entre os Juízes de carreira (Constituição, art. 96, I, c). Precedentes: ADI 
189 e ADI 190. Inconstitucionalidade da previsão, pela Carta estadual, de 
percentual fixo (4/5), para o preenchimento das vagas destinadas aos oriundos da 
magistratura, pela possibilidade de choque com a garantia do provimento, do 
quinto restante, quando não for múltiplo de cinco o número de membros do 
Tribunal. Inconstitucionalidade, por igual, da dispensa de exigência, quanto aos 
lugares destinados aos advogados e integrantes do Ministério Público, do 
desempenho de dez anos em tais atividades. Decisões tomadas por maioria, 
exceto quanto à prejudicialidade, por perda de objeto, dos dispositivos transitórios 
referentes à instalação da Capital e à criação de municípios do Estado do 
Tocantins. 
(ADI 160, Relator(a): Min. OCTAVIO GALLOTTI, Tribunal Pleno, julgado em 
23/04/1998, DJ 20-11-1998 PP-00002 EMENT VOL-01932-01 PP-00001) 
 
CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL. MANDADO DE SEGURANÇA. DECADENCIA. ATO 
COMPLEXO. C.F., ART. 94, PARAGRAFO ÚNICO. LEI 1.533/51, ART. 18. 
CONSTITUCIONAL. TRIBUNAL: COMPOSIÇÃO: QUINTO CONSTITUCIONAL. 
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL: SOBRA. NUMERO TOTAL DA COMPOSIÇÃO QUE 
NÃO E MULTIPLO DE CINCO. ARREDONDAMENTO. C.F., ART. 94, ART. 107, I. I. - 
DECADENCIA DO DIREITO A IMPETRAÇÃO: INOCORRENCIA, TENDO EM VISTA QUE 
O ATO DE NOMEAÇÃO DE JUIZ DO TRF E ATO COMPLEXO,
Sebastião
Sebastião fez um comentário
muito obrigada pretendo fazer concurso pro STF Analista e vou me prepara para concurso de Juiz federal substituto com o pessoal do Ênfase são muitos bons, investimento certo!
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