Resumo Direito Constitucional   Aula 14 (06.02.2012)
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Resumo Direito Constitucional Aula 14 (06.02.2012)


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b) garantias funcionais: relacionam-se diretamente ao órgão, ou seja, ao 
magistrado. Subdividem-se em: 
b.1) garantias de independência: visam a garantir o ofício sem interferências 
externas. 
\u2022 vitaliciedade: o magistrado só pode perder seu cargo mediante decisão 
judicial. É adquirida na 1ª instância após 2 anos de exercício. No âmbito dos 
tribunais, o desembargador ou ministro que não era magistrado anteriormente, 
já adquire a vitaliciedade assim que toma posse, ou seja, não há período 
aquisitivo. 
Observação: Também têm vitaliciedade os membros do MP e do Tribunal de 
Contas. 
\u2022 inamovibilidade: é a impossibilidade de o magistrado ser removido. A 
remoção compulsória só é possível na hipótese de interesse público e pode ser 
determinada por maioria absoluta do próprio Tribunal ou do CNJ. 
\u2022 irredutibilidade dos subsídios: é garantia nominal, mas não real, pois a 
irredutibilidade não protege o subsídio do juiz da inflação, nem da carga 
tributária. 
 
b.2) Imparcialidade: São as vedações aos magistrados, que se encontram no 
art. 95, parágrafo único, CRFB. 
Art. 95, Parágrafo único. Aos juízes é vedado: 
I - exercer, ainda que em disponibilidade, outro cargo ou função, salvo uma de 
magistério; 
II - receber, a qualquer título ou pretexto, custas ou participação em processo; 
III - dedicar-se à atividade político-partidária. 
IV - receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas 
físicas, entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei; 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 
V - exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de decorridos 
três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração. (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 
 Direito Constitucional 
Data: 06.02.2012 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
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Nada impede que um magistrado, ao exercer a função de magistério, possa 
ocupar dois ou mais cargos, pois o STF entendeu que se trata de função e não cargo 
propriamente dito (Vide ADI 3.126). 
EMENTA: Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada contra a Resolução no 
336, de 2.003, do Presidente do Conselho da Justiça Federal, que dispõe sobre o 
acúmulo do exercício da magistratura com o exercício do magistério, no âmbito da 
Justiça Federal de primeiro e segundo graus. 2. Alegação no sentido de que a 
matéria em análise já encontra tratamento na Constituição Federal (art. 95, 
parágrafo único, I), e caso comportasse regulamentação, esta deveria vir sob a 
forma de lei complementar, no próprio Estatuto da Magistratura. 3. Suposta 
incompetência do Conselho da Justiça Federal para editar o referido ato, 
porquanto fora de suas atribuições definidas no art. 105, parágrafo único, da 
Carta Magna. 4. Considerou-se, no caso, que o objetivo da restrição 
constitucional é o de impedir o exercício da atividade de magistério que se 
revele incompatível com os afazeres da magistratura. Necessidade de se avaliar, 
no caso concreto, se a atividade de magistério inviabiliza o ofício judicante. 5. 
Referendada a liminar, nos termos em que foi concedida pelo Ministro em 
exercício da presidência do Supremo Tribunal Federal, tão-somente para 
suspender a vigência da expressão "único (a)", constante da redação do art. 1o da 
Resolução no 336/2003, do Conselho de Justiça Federal. 
(ADI 3126 MC, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, julgado em 
17/02/2005, DJ 06-05-2005 PP-00006 EMENT VOL-02190-01 PP-00186 RTJ VOL-
00193-03 PP-00888) 
Imperioso destacar que o Supremo, no MS 25.938, decidiu que os juízes não 
podem ocupar cargos na Justiça Desportiva. 
EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. RESOLUÇÃO N. 10/2005, DO CONSELHO 
NACIONAL DE JUSTIÇA. VEDAÇÃO AO EXERCÍCIO DE FUNÇÕES, POR PARTE DOS 
MAGISTRADOS, EM TRIBUNAIS DE JUSTIÇA DESPORTIVA E SUAS COMISSÕES 
DISCIPLINARES. ESTABELECIMENTO DE PRAZO PARA DESLIGAMENTO. NORMA 
PROIBITIVA DE EFEITOS CONCRETOS. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA N. 266 DO 
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DE ACUMULAÇÃO DO CARGO 
DE JUIZ COM QUALQUER OUTRO, EXCETO O DE MAGISTÉRIO. 1. A proibição 
jurídica é sempre uma ordem, que há de ser cumprida sem que qualquer outro 
provimento administrativo tenha de ser praticado. O efeito proibitivo da conduta - 
acumulação do cargo de integrante do Poder Judiciário com outro, mesmo sendo 
este o da Justiça Desportiva - dá-se a partir da vigência da ordem e impede que o 
ato de acumulação seja tolerado. 2. A Resolução n. 10/2005, do Conselho Nacional 
de Justiça, consubstancia norma proibitiva, que incide, direta e imediatamente, no 
patrimônio dos bens juridicamente tutelados dos magistrados que desempenham 
funções na Justiça Desportiva e é caracterizada pela auto-executoriedade, 
prescindindo da prática de qualquer outro ato administrativo para que as suas 
 Direito Constitucional 
Data: 06.02.2012 
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determinações operem efeitos imediatos na condição jurídico-funcional dos 
Impetrantes. Inaplicabilidade da Súmula n. 266 do Supremo Tribunal Federal. 3. As 
vedações formais impostas constitucionalmente aos magistrados objetivam, de 
um lado, proteger o próprio Poder Judiciário, de modo que seus integrantes sejam 
dotados de condições de total independência e, de outra parte, garantir que os 
juízes dediquem-se, integralmente, às funções inerentes ao cargo, proibindo que a 
dispersão com outras atividades deixe em menor valia e cuidado o desempenho da 
atividade jurisdicional, que é função essencial do Estado e direito fundamental do 
jurisdicionado. 4. O art. 95, parágrafo único, inc. I, da Constituição da República 
vinculou-se a uma proibição geral de acumulação do cargo de juiz com qualquer 
outro, de qualquer natureza ou feição, salvo uma de magistério. 5. Segurança 
denegada. 
(MS 25938, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 
24/04/2008, DJe-172 DIVULG 11-09-2008 PUBLIC 12-09-2008 EMENT VOL-02332-
02 PP-00370 RTJ VOL-00207-01 PP-00276) 
Note-se que os magistrados não podem dedicar-se à atividade político-
partidária, vedação esta absoluta, como decidido no RE 127.246. 
EMENTA: - Recurso contra diplomação de Prefeito sob alegação de ocorrência de 
vedação constitucional(artigos 128, par. 5.,II, "e", e 130 da Carta Magna) por ser o 
candidato eleito membro do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do 
Estado do Rio de Janeiro. Interpretação do artigo 29, par. 3., do ADCT da 
Constituição Federal. - Ao contrario do que ocorre com os juizes em geral, cujo 
exercício da atividade
Sebastião
Sebastião fez um comentário
muito obrigada pretendo fazer concurso pro STF Analista e vou me prepara para concurso de Juiz federal substituto com o pessoal do Ênfase são muitos bons, investimento certo!
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