Resumo Direito Constitucional   Aula 14 (06.02.2012)
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Resumo Direito Constitucional Aula 14 (06.02.2012)


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político-partidária e vedada absolutamente, por 
incapacidade ínsita a função mesma de juiz, o mesmo não sucede com os 
membros do Ministério Público, certo como e que a vedação que o artigo 128, II, 
"e", lhes impõe admite, por força mesma do texto constitucional, que a lei 
ordinária lhe abra exceções, o que, evidentemente, só e admissível quando não há 
incompatibilidade absoluta entre o exercício da função pública e o da atividade 
político-partidária, mas, apenas, conveniência para o desempenho daquela. - Em 
se tratando de membro de Ministério Público, a relatividade dessa 
incompatibilidade e tão frágil que a Constituição não se limitou a admitir uma 
vedação excepcionável por lei, mas a tornou ainda mais tênue com o disposto no 
par. 3. do artigo 29 do do ADCT o qual reza: "Poderá optar pelo regime anterior no 
que diz respeito as garantias e vantagens, o membro do Ministério Público 
admitido antes da promulgação da Constituição, observando-se, quanto as 
vedações, a situação jurídica na data desta". - A única exegese admissível para dar 
sentido plausível a essa frase final desse parágrafo será a de considerar que, 
independentemente da opção, quanto as vantagens e as garantias a que alude a 
parte inicial do dispositivo, as vedações ora criadas, mesmo com relação aos que 
não optaram por vantagens e garantias anteriores que afastem algumas delas ou 
todas elas, não se aplicam de imediato, mas se devera respeitar a situação jurídica 
existente no momento da promulgação da Constituição enquanto ela não se 
 Direito Constitucional 
Data: 06.02.2012 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
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extinga por força mesmo do ato inicial de que resultou. Recurso extraordinário 
não conhecido. 
(RE 127246, Relator(a): Min. MOREIRA ALVES, Tribunal Pleno, julgado em 
10/04/1991, DJ 19-04-1996 PP-12220 EMENT VOL-01824-04 PP-00659 RTJ VOL-
00162-03 PP-01024) 
Importante registrar que a quarentena de saída relaciona-se ao período de 
limitação em que o juiz não pode exercer a advocacia e não é de 40 dias, mas 3 anos 
como previsto no art. 95, V, CRFB. 
 
1.6. Conselho Nacional de Justiça (CNJ) 
O CNJ é criação da EC nº 45/04, o que suscita alguns questionamentos sobre a 
sua constitucionalidade. 
 
1.6.1. Argumentos Contrários ao CNJ 
Alguns doutrinadores entendem que o CNJ seria órgão de controle externo, 
uma vez que sua composição não é exclusiva dos membros do próprio Judiciário. Isto 
porque, 9 conselheiros são oriundos da Magistratura e os outros 6 membros são 
oriundos do MP, OAB e da indicação de 2 cidadãos pelo Legislativo (1 da Câmara e 1 do 
Senado). Essa composição heterogênea revelaria uma natureza externa ao Judiciário. 
Outra crítica é a de que o CNJ é órgão federal que faria controle de órgãos 
estaduais, violando o Pacto Federativo. 
 
1.6.2. Argumentos Favoráveis ao CNJ 
O STF entendeu pela constitucionalidade do CNJ, pois foi criado no âmbito do 
próprio Judiciário, sendo órgão deste Poder com natureza administrativa, realizando, 
portanto, controle interno e não externo. 
Ademais, sua composição heterogênea não muda a natureza de órgão do Poder 
Judiciário, pois não é imprescindível que se tenha membro da magistratura de carreira 
em órgão jurisdicional, como acontece com o próprio Supremo. 
O CNJ é órgão de cunho nacional, ou seja, não é órgão federal fazendo controle 
de órgãos estaduais, pois uma das características do Judiciário é a indivisibilidade. 
Além disso, o CNJ é órgão administrativo que está abaixo do próprio STF na estrutura 
do Poder Judiciário (Vide MS 27.148). 
 Direito Constitucional 
Data: 06.02.2012 
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E M E N T A: MANDADO DE SEGURANÇA \u2013 CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) 
- DELIBERAÇÃO NEGATIVA QUE, EMANADA DO CNJ, RECONHECEU A 
INCOMPETÊNCIA DESSE ÓRGÃO DE CONTROLE INTERNO DO PODER JUDICIÁRIO 
PARA INTERVIR EM PROCESSOS DE NATUREZA JURISDICIONAL - INEXISTÊNCIA, NA 
ESPÉCIE, DE QUALQUER RESOLUÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA QUE 
HAJA DETERMINADO, ORDENADO, INVALIDADO, SUBSTITUÍDO OU SUPRIDO ATOS 
OU OMISSÕES EVENTUALMENTE IMPUTÁVEIS A MAGISTRADO DE JURISDIÇÃO 
INFERIOR - NÃO CONFIGURAÇÃO, EM REFERIDO CONTEXTO, DA COMPETÊNCIA 
ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - HIPÓTESE DE 
INCOGNOSCIBILIDADE DA AÇÃO DE MANDADO DE SEGURANÇA - INCOMPETÊNCIA 
ABSOLUTA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, NÃO OBSTANTE ÓRGÃO DE 
CONTROLE INTERNO DO PODER JUDICIÁRIO, PARA INTERVIR EM PROCESSOS DE 
NATUREZA JURISDICIONAL - IMPOSSIBILIDADE CONSTITUCIONAL DE O CNJ (QUE 
SE QUALIFICA COMO ÓRGÃO DE CARÁTER EMINENTEMENTE ADMINISTRATIVO) 
FISCALIZAR, REEXAMINAR E SUSPENDER OS EFEITOS DECORRENTES DE ATO DE 
CONTEÚDO JURISDICIONAL - PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - 
MAGISTÉRIO DA DOUTRINA \u2013 RECURSO DE AGRAVO A QUE SE NEGA 
PROVIMENTO. RESOLUÇÕES NEGATIVAS DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, 
DESPOJADAS DE CONTEÚDO DELIBERATIVO, POR NADA DETERMINAREM, SÃO 
INSUSCETÍVEIS DE CONTROLE PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM SEDE 
MANDAMENTAL ORIGINÁRIA. - O pronunciamento do Conselho Nacional de 
Justiça que consubstancie recusa de intervir em determinado procedimento ou, 
então, que envolva mero reconhecimento de sua incompetência ou, ainda, que 
nada determine, que nada imponha, que nada avoque, que nada aplique, que 
nada ordene, que nada invalide, que nada desconstitua não faz instaurar, para 
efeito de controle jurisdicional, a competência originária do Supremo Tribunal 
Federal. - O Conselho Nacional de Justiça, em tais hipóteses, considerado o próprio 
conteúdo negativo de suas resoluções (que nada provêem), não supre, não 
substitui, nem revê atos ou omissões eventualmente imputáveis a órgãos 
judiciários em geral, inviabilizando, desse modo, o acesso ao Supremo Tribunal 
Federal, que não pode converter-se em instância revisional ordinária dos atos e 
pronunciamentos administrativos emanados do CNJ. Precedentes. O CONSELHO 
NACIONAL DE JUSTIÇA NÃO DISPÕE, CONSTITUCIONALMENTE, DE COMPETÊNCIA 
PARA APRECIAR OU REVER MATÉRIA DE CONTEÚDO JURISDICIONAL. - O Conselho 
Nacional de Justiça, embora integrando a estrutura constitucional do Poder 
Judiciário como órgão interno de controle administrativo, financeiro e disciplinar 
da magistratura - excluídos, no entanto, do alcance de referida competência, o 
próprio Supremo Tribunal Federal e os seus Ministros (ADI 3.367/DF) -, qualifica-
se como instituição de caráter eminentemente administrativo, não dispondo de 
atribuições funcionais que lhe permitam, quer colegialmente, quer mediante 
atuação monocrática de seus Conselheiros ou, ainda, do Corregedor Nacional
Sebastião
Sebastião fez um comentário
muito obrigada pretendo fazer concurso pro STF Analista e vou me prepara para concurso de Juiz federal substituto com o pessoal do Ênfase são muitos bons, investimento certo!
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