Resumo Direito Constitucional   Aula 14 (06.02.2012)
26 pág.

Resumo Direito Constitucional Aula 14 (06.02.2012)


DisciplinaDireito Constitucional I69.974 materiais1.612.570 seguidores
Pré-visualização10 páginas
de 
Justiça, fiscalizar, reexaminar, interferir e/ou suspender os efeitos decorrentes de 
 Direito Constitucional 
Data: 06.02.2012 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
 Centro: Rua Buenos Aires, 56 - 2º, 3º e 5º andares \u2013 Tel.: (21) 2223-1327 16 
Barra: Shopping Downtown \u2013 Av. das Américas, 500 - bl. 21, salas 157 e 158 \u2013 Tel.: (21) 2494-1888 
Conheça nossa loja online: www.enfaseonline.com.br 
 
 
atos de conteúdo jurisdicional emanados de magistrados e Tribunais em geral, sob 
pena de, em tais hipóteses, a atuação administrativa de referido órgão estatal - 
por traduzir comportamento \u201cultra vires\u201d - revelar-se arbitrária e destituída de 
legitimidade jurídico-constitucional. Doutrina. Precedentes (MS 28.598-MC-
AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno, v.g.). 
(MS 27148 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 
11/05/2011, DJe-098 DIVULG 24-05-2011 PUBLIC 25-05-2011 EMENT VOL-02529-
01 PP-00184) 
 
1.6.3. Finalidade da Atuação do CNJ 
O CNJ realiza o controle da atuação administrativa e financeira do Judiciário, 
bem como o cumprimento dos deveres funcionais. 
Destaque-se que a atuação na fiscalização financeiro-orçamentária pelo CNJ, 
por ser controle interno, não exclui a atuação do Legislativo, através do Tribunal de 
Contas4. 
A Corregedoria Nacional de Justiça foi criada no âmbito do CNJ para a 
fiscalização do cumprimento dos deveres funcionais dos magistrados, tendo o STF 
entendido que esta atua de forma concorrente com as Corregedorias dos Tribunais. Ou 
seja, independentemente de a Corregedoria Regional estar atuando ou não, o CNJ 
possui competência para fiscalizar. 
 
1.6.4. Composição 
O CNJ é composto de 15 membros. Dos 9 membros oriundos do Poder 
Judiciário, 3 são oriundos do STF, 3 do STJ e 3 do TST. 
Do STF, 1 dos membros é o Presidente, que ocupará igualmente a presidência 
do CNJ, outro é desembargador e 1 é juiz estadual. 
Do STJ, um dos membros será Ministro do STJ, que será o Corregedor do CNJ, 1 
desembargador federal e 1 juiz federal. 
Do TST, 1 será ministro do TST, outro será desembargador do TRT e o último 
juiz do trabalho. 
Dos 6 membros externos ao Judiciário, 2 membros serão indicados pelo PGR (1 
do MPE e 1 do MPF), 2 advogados indicados pela OAB e 2 cidadãos indicados pelo 
Legislativo (1 da Câmara e 1 do Senado). 
 
4
 Essa mesma lógica é válida para o Poder Executivo, que possui a CGU como órgão de controle interno, 
mas não afasta a atuação do TCU. 
 Direito Constitucional 
Data: 06.02.2012 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
 Centro: Rua Buenos Aires, 56 - 2º, 3º e 5º andares \u2013 Tel.: (21) 2223-1327 17 
Barra: Shopping Downtown \u2013 Av. das Américas, 500 - bl. 21, salas 157 e 158 \u2013 Tel.: (21) 2494-1888 
Conheça nossa loja online: www.enfaseonline.com.br 
 
 
O membro do CNJ exerce mandato de 2 anos, sendo possível apenas 1 
recondução. Ressalvado o Presidente do STF, todos os membros devem ser nomeados 
pelo Presidente da República após a sabatina pelo Senado Federal (aprovação por 
maioria absoluta). 
Importante destacar que os membros do CNJ, por crime de responsabilidade, 
respondem perante o Senado e, por crime comum, respondem perante o STF. 
Destaque-se, ainda, que o PGR e o Presidente do Conselho Federal da OAB 
oficiarão junto ao CNJ. 
 
2º Horário 
 
1.7. Súmula Vinculante 
A possibilidade de edição de súmula vinculante também foi instituída pela EC 
nº 45/04, sendo instituto bastante aplicado pelo STF. 
 
1.7.1. Razão de Ser da Súmula Vinculante 
A principal razão de ser da súmula vinculante é a necessidade de promover a 
segurança jurídica, por o controle de constitucionalidade difuso não ter efeito 
vinculante, o que gera insegurança na ordem jurídica, pois juízes e tribunais abaixo do 
STF podem decidir de maneira divergente (realidade do sistema americano). 
Nos EUA, existe a figura do precedente vinculante, decorrente da stare decisis 
et nom quieta movere (está decidido e deve ser mantido), que impõe aos juízes e 
tribunais inferiores o seguimento da decisão do tribunal superior. 
No Brasil, quando o controle concentrado foi adotado, não se instituiu a figura 
da stare decisis e, para tentar solucionar este problema, a Constituição de 1934 
estabeleceu a possibilidade de o Senado suspender a execução da norma declarada 
inconstitucional pelo STF em controle difuso, atribuindo à decisão efeito erga omnes 
anteriormente não possuído. 
Todavia, a atuação do Senado é discricionária, motivo pelo qual esta previsão 
não solucionaria a insegurança jurídica. 
Cumpre destacar que o sistema romano-germânico adota o modelo da Civil 
Law, ou seja, há primazia das leis positivadas, utilizando-se o método dedutivo. Já o 
modelo anglo-saxão, que adota o sistema da Commom Law, utiliza o raciocínio 
indutivo, em que o desenvolvimento das teses gerais se dá a partir do caso concreto 
 Direito Constitucional 
Data: 06.02.2012 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
 Centro: Rua Buenos Aires, 56 - 2º, 3º e 5º andares \u2013 Tel.: (21) 2223-1327 18 
Barra: Shopping Downtown \u2013 Av. das Américas, 500 - bl. 21, salas 157 e 158 \u2013 Tel.: (21) 2494-1888 
Conheça nossa loja online: www.enfaseonline.com.br 
 
 
(leading case), que se torna paradigmático à solução dos demais casos concretos 
relacionados a ele. Desta forma, o sistema romano-germânico é normativista e o 
anglo-saxão é judicialista. Daí decorre a importância da jurisprudência nos EUA, que 
faz parte da própria criação do direito. 
O stare decisis, que cria a figura do precedente vinculante, gera uma vinculação 
relativa, tendo em vista haver possibilidade de o juiz se afastar do precedente 
vinculante no caso concreto. Isto se dá nos casos de: 
a) overruling: significa a superação do precedente, quando verificada uma 
alteração legislativa ou uma nova realidade (contexto histórico-social), bem como 
quando se verifica a injustiça da solução. 
b) distinguishing: significa que o juiz, no novo caso concreto, pode verificar que 
este apresenta elementos diferenciados do caso concreto que gerou o precedente, 
permitindo o afastamento do entendimento vinculante. 
É inegável, pois, que a figura do stare decisis é uma das grandes inspirações 
para a criação da súmula vinculante. 
 
1.7.2. Evolução do Direito Brasileiro antes da Criação da Súmula Vinculante 
Alguns institutos foram instituídos antes da previsão da possibilidade de edição 
de súmula vinculante, a fim de tentar vincular um caso novo a precedentes, quais 
sejam: 
a) Cláusula de Reserva de Plenário: 
Encontra-se no atual art. 97, CRFB, significando que o plenário do tribunal é 
que possui a competência para declarar a inconstitucionalidade
Sebastião
Sebastião fez um comentário
muito obrigada pretendo fazer concurso pro STF Analista e vou me prepara para concurso de Juiz federal substituto com o pessoal do Ênfase são muitos bons, investimento certo!
1 aprovações
Carregar mais