Apostila Administração de Materiais concurso Polícia Federal
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Apostila Administração de Materiais concurso Polícia Federal


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37.800 - 4650,03 = 7a 
33.149,97 = 7a 
a = 33.149,00 / 7 a = 4.735,71 
P(MMMQ) = a + bx 
a = 4.735,71 
b = 221,43 
x = 7 (Quantidade de Períodos) 
P (MMMQ) = 4.735,71 + 221,43 x 7 
P(MMMQ) = 4.735,71 + 1.550,01 
Pagosto (MMMQ) = 6.285,72 ou Pagosto(MMMQ)= 6.286 unidades 
Custos de Estoques 
Custo de armazenagem 
São diretamente proporcionais ao estoque médio e ao tempo de per-
manência em estoques. A medida que aumenta a quantidade de material 
em estoque, aumenta os custos de armazenagem que podem ser agrupa-
dos em diversas modalidades: 
- Custos de capital: juros,depreciação ( o capital investido em estoque 
deixa de render juros) 
- Custos com pessoal: salários encargos sociais ( mais pessoas para 
cuidar do estoque) 
- Custos com edificações: aluguel, imposto, luz (maior área para guar-
dar e conservar os estoques) 
- Custos de manutenção: deterioração, obsolescência, equipamento 
(maiores as chances de perdas e inutilização, bem como mais custos de 
mão-de-obra e equipamentos). Este custo gira aproximadamente em 25% 
do valor médio de seus produtos. Também estão envolvidos os custos 
fixos (que independem da quantidade), como por exemplo, o aluguel de 
um galpão. 
Para calcular o custo de armazenagem de determinado material, po-
demos utilizar a seguinte expressão: 
Custo de armazenagem = Q/2 x T x P x I 
Onde: 
Q = Quantidade de material em estoque no tempo considerado 
P = Preço unitário do material 
I = Taxa de armazenamento, expressa geralmente em termos de por-
centagem do custo unitário. 
T = Tempo considerado de armazenagem 
 
Custo de pedido 
São inversamente proporcionais aos estoques médios. Quanto mais 
vezes se comprar ou se preparar a fabricação, menores serão os estoques 
médios e maiores serão os custos decorrentes do processo tanto de com-
pras como de preparação, ou seja, maior estoque requer menor quantidade 
de pedidos,com lotes de compras maiores, o que implica menor custo de 
aquisição e menores problemas de falta ou atraso e, consequentemente, 
menores custos . O total das despesas que compõem os custos de pedidos 
incluem os custos fixos (os salários do pessoal envolvidos na emissão dos 
pedidos- que independem da quantidade) e variáveis (referentes ao pro-
cesso de emissão e confecção dos produtos). 
Chamaremos de B o custo de um pedido de compra. Para calcularmos 
o custo anual de todos os pedidos colocados no período de um ano é 
necessário multiplicar o custo de cada pedido pelo número de vezes que, 
em um ano, foi processado. 
Se (N) for o número de pedidos efetuados durante um ano, o resultado 
será: 
B x N = custo total de pedidos (CTA) 
O total das despesas que compõe o CTA é: 
a) Mão-de-obra - para emissão e processamento; 
b) Material - utilizado na confecção do pedido (papel, etc); 
c) Custos indiretos - despesas ligadas indiretamente com o pedido (te-
lefone, luz, etc). 
Após apuração anual destas empresas teremos o custo total anual dos 
pedidos. Para calcular o custo unitário é só dividir o CTA pelo número total 
anual de pedidos. 
B = CTA / N = Custo unitário do pedido 
 
- Método para cálculo do custo do pedido: 
1) Mão de obra: Salários e encargos + honorários do pessoal envolvi-
do, anual; 
2) Material: Papel, caneta, envelope, material de informática, etc, anual; 
3) Custos indiretos: Telefone, luz, correios, reprodução, viagens, custo 
de área ocupada, servidor de Internet, etc, anual. 
 
 
 
Custos Fixos 
Independem da quantidade; 
Envolve tanto custos de armazenagem quanto custos de pedido. 
 
 
Custo por falta de estoque 
No caso de não cumprir o prazo de entrega de um pedido colocado, 
poderá ocorrer ao infrator o pagamento de uma multa ou até o cancelamen-
to do pedido, prejudicando assim a imagem da empresa perante o cliente. 
Este problema acarretará um custo elevado e de difícil medição relacionado 
com a imagem, custos, confiabilidade, concorrência etc. 
Lote Econômico de Compras - LEC 
É a quantidade que se adquire, onde os custos totais são os menores 
possíveis, ocorre quando o custo do pedido é igual ao custo de armazena-
gem. 
 
Como calcular o LEC: 
LEC = raiz quadrada de 2 x CP x D / CA 
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Administração de Recursos Materiais A Opção Certa Para a Sua Realização 12 
 
CP = custo de um pedido 
D= demanda/consumo 
CA= custo de armazenagem por unidade 
Restrições ao LEC 
1. Espaço de Armazenagem - uma empresa que passa a adotar o mé-
todo em seus estoques, pode deparar-se com o problema de falta de espa-
ço, pois, às vezes, os lotes de compra recomendados pelo sistema não 
coincidem coma capacidade de armazenagem do almoxarifado; 
2. Variações do Preço de Material - Em economias inflacionarias calcu-
lar e adquirir a quantidade ideal ou econômica de compra, com base nos 
preços atuais para suprir o dia de amanhã, implicaria, de certa forma, 
refazer os cálculos tantas vezes quantas fossem as alterações de preços 
sofridas pelo material ao longo do período, o que não se verifica, com 
constância, nos países de economia relativamente estável, onde o preço 
permanece estacionário por períodos mais longos; 
3. Dificuldade de Aplicação - Esta dificuldade decorre, em grande parte, 
da falta de registros ou da dificuldade de levantamento dos dados de cus-
tos. Entretanto, com referência a este aspecto, erros, por maiores que 
sejam, na apuração destes custos não afetam de forma significativa o 
resultado ou a solução final. São poucos sensíveis à alterações razoáveis 
nos fatores de custo considerados. Estes são, portanto, sempre de precisão 
relativa; 
4. Natureza do Material - Pode vir a se constituir em fator de dificulda-
de. O material poderá tornar-se obsoleto ou deteriorar-se; 
5. Natureza de Consumo - A aplicação do lote econômico de compra, 
pressupõe, em regra, um tipo, de demanda regular e constante, com distri-
buição uniforme. Como isto nem sempre ocorre com relação à boa parte 
dos itens, é possível que não consigamos resultados satisfatórios ou espe-
rados com os materiais cujo consumo seja de ordem aleatória e descontí-
nua. 
Podemos, nestas circunstâncias, obter uma quantidade pequena que 
inviabilize a sua utilização. 
Controle dos Estoques 
O objetivo básico do controle de estoques é evitar a falta de material 
sem que esta diligência resulte em estoque excessivos às reais necessida-
des da empresa. O controle procura manter os níveis estabelecidos em 
equilíbrio com as necessidades de consumo ou das vendas e os custos daí 
decorrentes. Para mantermos este nível de água, no tanque, é preciso que 
a abertura ou o diâmetro do ralo permita vazão proporcional ao volume de 
água que sai pela torneira. Se fecharmos com o ralo destampado, inter-
rompendo, assim, o fornecimento de água, o nível, em unidades volumétri-
cas, chegará, após algum tempo, a zero. Por outro lado, se a 
mantivermos aberta e fecharmos o ralo, impedindo a vazão, o nível su-
birá até o ponto de transbordar. Ou, se o diâmetro do raio permite a saída 
da água, em volume maior que a 
entrada no tanque, precisaremos abrir mais a torneira, permitindo o flu-
xo maior para compensar o excesso de escapamento e evitar o esvazia-
mento do tanque. 
De forma semelhante, os níveis dos estoques estão sujeitos à veloci-
dade da demanda. Se a constância da procura sobre o material for maior 
que o tempo de ressuprimento, ou estas providências não forem tomadas 
em tempo oportuno, a fim de evitar a interrupção do fluxo de reabasteci-
mento, teremos a situação de ruptura ou de esvaziamento do seu estoque, 
com prejuízos visíveis para a produção, manutenção, vendas etc. 
Se, em outro caso, não dimensionarmos bem as necessidades do es-
toque, poderemos chegar ao ponto de excesso de material ou ao transbor-
damento dos