Apostila Administração de Materiais concurso Polícia Federal
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- Fat. Classe \u201cA\u201d = Fat. Total x 70 / 100; 
- Defina os itens da classe \u201cB\u201d 
Exemplo: 20% do faturamento; 
- Defina os itens da classe \u201cC\u201d 
Exemplo:10% do faturamento; 
- Após conhecidos esses valores define-se os itens de cada classe. 
Lei de Pareto - Princípio 80/20 
Vilfredo Pareto, um economista italiano, em 1897, realizou um estudo 
estatístico que, mais tarde, viria a se tornar conhecido como Lei de Pareto 
ou Regra 80/20. 
Naquela ocasião, ele estava analisando os padrões de riqueza e renda 
na Inglaterra e constatou que a maior parte das riquezas estavam nas 
mãos de poucas pessoas. 
Até aí, nada de mais. Mas o que chamou a sua atenção foi um padrão, 
uma relação matemática entre a proporção de pessoas e a renda recebida 
por este grupo: 20% das pessoas de qualquer grupo que ele estudasse, 
detinha 80% da riqueza disponível. 
Essa distribuição desequilibrada recebeu o nome de Lei de Pareto ou 
Regra 80/20 e até hoje é amplamente confirmada, em diversas oportunida-
des Obviamente que a relação entre causas e efeitos não é exatamente 
80/20, mas algo próximo desta proporção. 
A relação 80/20 é apenas um referencial. O que mais surpreendeu, na 
pesquisa de Vilfredo Pareto, é que o desequilíbrio representado pelo princí-
pio 80/20 pode ser observado em diversas outras relações causas/efeitos 
do dia-a-dia. 
O Princípio 80/20 afirma que existe um forte desequilíbrio entre causas 
e efeitos, entre esforços e resultados e entre ações e objetivos alcançados. 
O Princípio afirma, de uma maneira genérica, que 80% dos resultados que 
obtemos estão relacionados com 20% dos nossos esforços. Em outras 
palavras: uma minoria de ações leva a maior parte dos resultados, em 
contra-partida, uma maioria de ações leva a menor parte dos resultados. A 
seguir alguns fatos que ilustram o Princípio 80/20: 
* 80% do total de vendas está relacionado com 20% dos produtos. 
* 80% dos lucros de uma empresa está relacionada com 20% dos pro-
dutos. 
* 80% dos lucros está relacionado com 20% dos clientes. 
* 80% dos acidentes de trânsito é causado por 20% dos motoristas. 
* 80% dos usuários de computador usa apenas 20% dos recursos dis-
poníveis 
* 80% do tempo usamos 20% de nossas roupas. 
* 80% das pessoas prefere 20% dos sabores ou cores disponíveis. 
* 80% dos resultados são obtidos por 20% dos funcionários. 
Podemos usar o o princípio 80/20 na nossa empresa, na nossa carreira 
e na nossa vida pessoal. A ideia central é: \u201cIdentificar os 20% de esfor-
ços/ações que são responsáveis pela geração de 80% dos resultados e nos 
concentrarmos neles, procurando melhorá-los e aperfeiçoá-los cada dia 
mais. 
Um exemplo muito interessante de aplicação do princípio 80/20 vem da 
IBM, empresa americana da área de computação. A IBM descobriu, em 
1963, que 80% dos recursos de um computador são gastos executando 
20% das instruções do Sistema Operacional. O que a IBM fez? A IBM 
concentrou a sua equipe de programadores na melhoria e aperfeiçoamento 
das instruções mais utilizadas, com o objetivo de torná-las mais rápidas e 
eficientes. Com isso o Sistema Operacional melhorou consideravelmente. 
Uma empresa pode concentrar esforços nos 20% dos clientes que são 
responsáveis por 80% das vendas ou lucros. Pode alocar recursos para 
pesquisa e desenvolvimento dos 20% de produtos que são responsáveis 
por 80% das vendas ou lucros. Pode investir mais em treinamento e desen-
volvimento dos 20% dos funcionários que são responsáveis por 80% dos 
resultados e assim por diante. 
OBS: GERALMENTE EM PROVAS DE CONCURSOS ASSOCIAM A 
CLASSIFICAÇÃO ABC COM A LEI DE PARETO . 
VEJAMOS ALGUMAS DICAS PARA RESOLVER ESTAS QUESTÕES: 
- O primeiro fator que se deve ter para classificar é o critério de clas-
sificação, um item que se classifica como \u201cC\u201d em relação ao critério do 
valor econômico, pode ser \u201cA\u201d em relação ao critério de importância opera-
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração de Recursos Materiais A Opção Certa Para a Sua Realização 18 
cional, por exemplo: um parafuso. Quando na questão não estabelecer 
critério, está implícito o critério do valor econômico. 
- O segundo fator que precisamos ter é o padrão de classificação, 
exemplo: considero \u2018A\u201d os itens que perfazem 70% do valor do estoque. Se 
não informar o padrão utilizo a Lei de Pareto, considero \u201cA\u201d os itens que 
perfazem 80% do valor e 20% da quantidade. 
- Se não for possível identificar a relação 80-20 a única afirmação que 
posso fazer é que o item de maior valor unitário será classe \u201cA\u201d. 
3 Compras. 
3.1 Organização do setor de compras. 
3.2 Etapas do processo. 
3.3 Perfil do comprador. 
3.4 Modalidades de compra. 
3.5 Cadastro de fornecedores. 
Função Compras 
Esta função passou a conquistar seu espaço e reconhecimento ao lon-
go do tempo, sendo que saber comprar de forma mais adequada para a 
organização é determinante para sua permanência no mercado. Seu de-
senvolvimento e equilíbrio visando as diferentes necessidades dos diversos 
setores existentes dentro de uma empresa. 
No processo de suprimento de materiais e serviços, a função de com-
pras constitui um elemento crucial, sendo que a escolha certa dos insumos 
e fornecedores repercutirá no preço final do produto a ser ofertado. 
Uma vez evidenciada a relevância da aquisição de materiais em quan-
tidade e qualidade compatíveis com as expectativas da empresa, pode-se 
inferir que a redução dos custos e a maximização dos lucros são variáveis 
que se vinculam substancialmente ao ato da compra. 
Outro aspecto a ser ressaltado no assunto abordado é a questão da 
disponibilidade dos materiais e serviços no prazo adequado, ou seja, quan-
to mais eficiente for o lead time de compra \u2013 lapso temporal entre a deci-
são de compra de um item e sua efetiva liberação pelo controle de qualida-
de para adesão ao estoque, ou fornecimento à produção \u2013 mais otimizada 
será a aplicação e a oferta dos produtos e serviços. 
\u201cA inadequação de especificações, prazos, performance e preços cau-
sam transtorno ao processo operacional com atrasos na produção, não-
atendimento da qualidade, elevação dos custos e insatisfação do cliente.\u201d 
(POZO, 2002, p. 140) 
Neste contexto, a capacidade de diferenciação, bem como a eficácia 
no processo, tornam-se variáveis determinantes na valorização do produto, 
minimização de custos e conquista de novos clientes. 
Objetivos da Função Compras 
Como já mencionado no tópico inicial, o setor de compras tem a grande 
responsabilidade de suprir a empresa com os insumos adequados às 
particularidades da organização, atendendo as necessidades do mercado. 
Outrossim, obter e coordenar o fluxo contínuo de suprimentos de modo 
a atender aos programas de produção; comprar os materiais aos melhores 
preços, não fugindo aos parâmetros qualitativos e quantitativos; e procurar 
as melhores condições para a empresa, são alguns dos objetivos do setor 
de compras. (DIAS, 2005) 
Tendo em vista a evolução dos objetivos da função compras, pode-se 
constatar que a mesma ocorreu, em grande parte, em função da globaliza-
ção, a qual desenvolveu fornecedores mais especializados, graças à evolu-
ção das tecnologias e o surgimento da internet \u2013 responsável atualmente 
pela realização de grande parte dos negócios no mundo inteiro. 
Os objetivos de compras devem estar alinhados aos objetivos estraté-
gicos da empresa como um todo, visando o melhor atendimento ao cliente 
externo e interno. Essa preocupação tem tornado a função compras extre-
mamente dinâmica, utilizando-se de tecnologias cada vez mais sofisticadas 
e atuais tais como: 
- O EDI (electronic data interchange), tecnologia para transmissão de 
dados eletronicamente. O computador do cliente é ligado diretamente ao 
computador do fornecedor, independentemente dos hardwares