Apostila Administração de Materiais concurso Polícia Federal
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Apostila Administração de Materiais concurso Polícia Federal


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= CUSTO DE AQUISIÇÃO + CUSTO DE 
TRANSFORMAÇÃO. 
O controle da eficiência dos custos de transformação já são perfeita-
mente realizados através de técnicas consagradas, entretanto o controle da 
eficiência de aquisição constitui um problema de difícil equacionamento, 
principalmente em virtude de a atividade de aquisição estar voltada para 
fora da empresa e sujeita a um sem-número de fatores ainda não controlá-
veis. 
Muitos estudos têm mostrado que os gastos relativos a compras em 
empresas de manufatura podem alcançar mais de 50% da receita líquida. 
Estratégias de Aquisição de Recursos Materiais e Patrimoniais 
A definição de uma estratégia correta de compras pode dar à empresa 
uma grande vantagem competitiva. Se por um lado ela decidir produzir mais 
internamente, ganha dependência, mas perde flexibilidade. Por outro lado, 
se decidir comprar mais de terceiros em detrimento de fabricação própria, 
pode tornar-se dependente. Nesse caso, deve decidir também o grau de 
relacionamento que deseja com seus parceiros. 
Componentes que são vitais para o produto final eram sempre fabrica-
dos internamente. Essa concepção está mudando com o desenvolvimento 
de parcerias estratégicas nos negócios. Outra situação praticamente de-
terminante é aquela em que a fabricação de um componente exige altos 
investimentos, fora do alcance de eventuais fornecedores. Mesmo assim, 
são usuais as situações em que um grande fabricante financia as instala-
ções de um futuro fornecedor, pois não interessa a ele produzir o referido 
componente. 
Quando se tem uma demanda simultaneamente alta e estável, a fabri-
cação dos materiais necessários internamente pode ser uma boa opção. 
Basicamente podemos ter duas estratégias operacionais que irão defi-
nir as estratégias de aquisição dos bens materiais, a verticalização e a 
horizontalização. Ambas têm vantagens e desvantagens e, de um modo 
geral, o que é vantagem em uma passa a ser desvantagem na outra e vice-
versa. 
Verticalização 
A verticalização é a estratégia que prevê que a empresa produzirá in-
ternamente tudo o que puder, ou pelo menos tentará produzir. Foi predomi-
nante no início do século, quando as grandes empresas praticamente 
produziam tudo que usavam nos produtos finais ou detinham o controle 
acionário de outras empresas que produziam os seus insumos. O exemplo 
clássico é o da Ford, que produzia o aço, o vidro, centenas de componen-
tes, pneus e até a borracha para a fabricação dos seus automóveis. A 
experiência da plantação e seringueiras no Brasil, na Fordlândia no Ama-
zonas, até hoje é citada como exemplo. s principais vantagens da verticali-
zação são a independência de terceiros \u2013 a empresa tem maior liberdade a 
alteração de suas políticas, prazos e padrão de qualidade, além de poder 
priorizar um produto em detrimento de outro que naquele momento é me-
nos importante, ficando com ela os lucros que seriam e passados aos 
fornecedores e mantendo o domínio sobre tecnologia própria \u2013 a tecnologia 
que o fornecedor desenvolveu, muitas vezes com a ajuda da empresa, não 
será utilizada também para os concorrentes. 
A estratégia da verticalização apresenta também desvantagens. Ela e-
xige maior investimento em instalações e equipamentos. Assim, já que a 
empresa está envolvendo mais recursos e imobilizando-os, ela acaba tendo 
menor flexibilidade para alterações nos processos produtivos, seja para 
incorporar novas tecnologias ou para alterar volumes de produção decor-
rentes de variações no mercado \u2013 quando se produz internamente é difícil e 
custosa a decisão de parar a produção quando a demanda é baixa e com-
prar novos equipamentos e contratar mais funcionários para um período 
incerto de alta procura. 
Horizontalização 
A horizontalização consiste na estratégia de comprar de terceiros o 
máximo possível dos itens que compõem o produto final ou os serviços de 
que necessita. É tão grande a preferência da empresa moderna por ela 
que, hoje em dia, um dos setores de maior expansão foi o de terceirização 
e parcerias. De um modo geral não se terceiriza os processos fundamentais 
(core process), por questões de detenção tecnológica, qualidade do produ-
to e responsabilidade final sobre ele. 
Entre as principais vantagens da horizontalização estão a redução de 
custos \u2013 não necessita novos investimentos em instalações industriais; 
maior flexibilidade para alterar volumes de produção decorrentes de varia-
ções no mercado \u2013 a empresa compra do fornecedor a quantidade que 
achar necessária, pode até não comprar nada determinado mês; conta com 
know how dos fornecedores no desenvolvimento de novos produtos (enge-
nharia simultânea).A estratégia de horizontalização apresenta desvanta-
gens como a possível perda do controle tecnológico e deixar de auferir o 
lucro decorrente do serviço ou fabricação que está sendo repassada. 
Locação ou Arrendamento Mercantil 
Comprar ou Alugar? 
Arrendamento Mercantil = Leasing (sempre ligado a um banco) 
O cliente escolhe um bem, o banco o compra e aluga ao cliente. O cli-
ente, ao final, pode ter a opção de comprar o bem. 
Vantagens: mais fácil obter o leasing do que o empréstimo, não exige 
grande desembolso inicial de capital, risco do bem se tornar obsoleto é do 
arrendador, os pagamentos do aluguel são dedutíveis como despesas do 
exercício. 
Desvantagens: o arrendatário não pode depreciar o bem, não aprovei-
tando os benefícios tributários, tem de devolver o equipamento após o 
término do contrato, o arrendador pode não querer renovar o contrato, 
precisa pedir autorização do arrendador quando quiser fazer qualquer 
alteração ou melhoria no bem. 
Leaseback 
Quando o cliente compra o bem, vende para o arrendatário e aluga. 
Forma da empresa levantar capital de giro. 
Tipos de Compras 
Toda e qualquer ação de compra é precedida por um desejo de con-
sumir algo ou investir. Existem, pois, basicamente, dois tipos de compra: 
- a compra para consumo e; 
- a compra para investimento. 
Compra para investimento 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração de Recursos Materiais A Opção Certa Para a Sua Realização 20 
Enquadram-se as compras de bens e equipamentos que compõem o 
ativo da empresa (Recursos Patrimoniais ). 
Compras para consumo 
São de matérias primas e materiais destinados a produção, incluindo-
se a parcela de material de escritório. Algumas empresas denominam este 
tipo de aquisição como compras de custeio. 
As compras para consumo, segundo alguns estudiosos do assunto, 
subdividem-se em: 
- compras de materiais produtivos e; 
- compras de material improdutivo. 
Materiais Produtivos 
São aqueles materiais que integram o produto final, portanto, neste ca-
so, matéria-prima e outros materiais que fazem parte do produto, sendo 
que estes diferem de indústria - em função do que é produzido. 
Materiais improdutivos 
São aqueles que, sendo consumido normal e rotineiramente, não inte-
gram o produto, o que quer dizer que é apenas material de consumo força-
do ou de custeio. Em função do local onde os materiais estão sendo adqui-
ridos, ou de suas origens, a compra pode ser classificada como: Compras 
Locais ou Compras por Importação. 
Compras Locais 
As atividades de compras locais podem ser exercidas na iniciativa pri-
vada e no serviço público. A diferença fundamental entre tais atividades é a 
formalidade no serviço público e a informalidade na iniciativa privada, muito 
embora com procedimentos praticamente idênticos, independentemente 
dessa particularidade. As Leis nº 8.666/93 e 8.883/94, que envolvem as 
licitações no serviço público, exigem total formalidade. Seus procedimentos 
e aspectos legais serão detalhados em Compras no Serviço Público. 
Compras por Importação 
As compras por importação envolvem a participação