Apostila Administração de Materiais concurso Polícia Federal
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situações em 
que empresas demitem de uma só vez, até mesmo todos os componentes 
de seu setor de compras. Por exemplo, já foi manchete da Gazeta Mercantil 
o fato de a Fiat brasileira ter demitido \u201coito funcionários da área de compras 
\u2013 alguns com cargos de gerência -, acusados de estar recebendo propinas 
e presentes de fornecedores\u201d, além de suspeitas de superfaturamentos ou 
desvio de dinheiro. 
No setor público, todo processo de licitação é claramente definido atra-
vés de legislação específica (Lei 8.666/93), cujo fim precípuo é resguardar 
os interesses do Estado. 
Outro aspecto concernente à ética em compras é o manuseio de infor-
mações, como o repasse dos critérios de julgamento e dados contidos nas 
propostas já entregues a um outro fornecedor que ainda está elaborando a 
proposta a sua. Esse comportamento aético leva a situações em que forne-
cedores altamente qualificados se neguem a apresentar propostas a \u201cclien-
tes\u201d não confiáveis. Estabelece-se assim uma relação de desconfiança que 
prejudica a todos, isto é, todos perdem. 
A fim de evitar estas situações, mais uma vez o código de ética entra 
em cena. A empresa deve estabelecer políticas claras sobre as informa-
ções que devem ser manuseadas. 
Pode-se inferir que a área de compras, outrora restrita à atividade de 
aquisição, atualmente é parte de um processo complexo que engloba 
outras áreas que executam papel estratégico na organização. 
Contudo, apesar da função compras ser mais relevante em algumas 
empresas do que em outras, em qualquer organização ela deve receber 
real atenção, visando que pode significar uma grande minimização dos 
custos. 
Neste cenário, o exercício da compra deve ser posicionado no proces-
so de suprimentos como uma poderosa ferramenta de melhoria na lucrativi-
dade da empresa. Sendo que para tanto, o profissional deve primar pela 
qualidade, bem como quantidade almejada, fazendo a melhor opção na 
escolha dos fornecedores. 
Movimentação 
Movimentar materiais é uma tarefa que demanda grande esforço. A uti-
lização de equipamentos adequados para cada tipo de material a ser trans-
portado pode contribuir para uma melhor execução desta tarefa. 
Cada vez mais, novos equipamentos, mais modernos e sofisticados, 
são introduzidos no mercado, e a escolha do melhor equipamento depende 
de muitas variáveis, como o custo, o produto a ser manuseado, a necessi-
dade ou não de mão de obra especializada, espaço disponível, entre ou-
tros. 
Movimentação de Materiais 
Movimentação de materiais: é a arte e a ciência do fluxo de materiais, 
envolvendo a embalagem, movimentação e estocagem. \u2013 IMAM 
O manuseio ou a movimentação interna de produtos e materiais signifi-
ca transportar pequenas quantidades de bens por distâncias relativamente 
pequenas, quando comparadas com as distâncias na movimentação de 
longo curso executadas pelas companhias transportadoras. É atividade 
executada em depósitos, fábricas, e lojas, assim como no transbordo entre 
tipos de transporte. Seu interesse concentra-se na movimentação rápida e 
de baixo custo das mercadorias (o transporte não agrega valor e é um item 
importante na redução de custos). Métodos e equipamentos de movimenta-
ção interna ineficientes podem acarretar altos custos para a empresa 
devido ao fato de que a atividade de manuseio deve ser repetida muitas 
vezes e envolve a segurança e integridade dos produtos. 
Além disso, a utilização adequada dos recursos contribui para o au-
mento da capacidade produtiva e oferece melhores condições de trabalho 
para os empregados da empresa. 
As Leis de Movimentação 
Para se manter eficiente um sistema de movimentação de materiais, 
existe ainda certas \u201cleis\u201d que, sempre dentro das possibilidades, devem ser 
levadas em consideração. São elas: 
1. Obediência ao fluxo das operações - Disponha a trajetória dos mate-
riais de forma que a mesma seja a sequência de operações. Ou seja, utilize 
sempre, dentro do possível, o arranjo tipo linear. 
2. Mínima distância - Reduza as distâncias e transporte pela eliminação 
de ziguezagues no fluxo dos materiais. 
3. Mínima manipulação - Reduza a frequência de transporte manual. O 
transporte mecânico custa menos que as operações de carga e descarga, 
levantamento e armazenamento. Evite manipular os materiais tanto quanto 
possível ao longo do ciclo de processamento. 
4. Segurança e satisfação - Leve sempre em conta a segurança dos 
operadores e o pessoal circulante, quando selecionar o equipamento de 
transporte de materiais. 
5. Padronização - Use equipamento padronizado na medida do possí-
vel. O custo inicial é mais baixo, a manutenção é mais fácil e mais barata e 
a utilização desse equipamento é mais variada por ser mais flexível que 
equipamentos especializados. 
6. Flexibilidade - O valor de determinado equipamento para o usuário é 
proporcional à sua flexibilidade, isto é, capacidade de satisfazer ao trans-
porte de vários tipos de cargas, em condições variadas de trabalho. 
7. Máxima utilização do equipamento - Mantenha o equipamento ocu-
pado tanto quanto possível. Evite acúmulo de materiais nos terminais do 
ciclo de transporte. Se não puder manter o equipamento de baixo investi-
mento, mantenha o quociente carga útil / carga morta tão baixo quanto 
possível, 1/4 e considerado o ideal. 
8. Máxima utilização da gravidade - Use a gravidade sempre que pos-
sível. Pequenos trechos motorizados de transportadores podem elevar 
carga a uma altura conve¬niente para suprir trechos longos de transportes 
por gravidade. 
9. Máxima utilização do espaço disponível - Use o espaço \u201csobre cabe-
ças\u201d sempre que for possível. Empilhe cargas ou utilize suportes especiais 
para isso. 
10. Método alternativo - Faça uma previsão de um método alternativo 
de movimen¬tação em caso de falha do meio mecânico de transporte. Essa 
alternativa pode ser bem menos eficiente que o processo definitivo de 
transporte, mas pode ser de grande valor em casos de emergência. Exem-
plos: colocação de pontos esparsos para instalação de uma talha manual; 
prever espaço para movimentação de uma empilhadeira numa área coberta 
por uma ponte rolante. 
11. Menor custo total - Selecione equipamentos na base de custos to-
tais e não somente do custo inicial mais baixo, ou do custo operacional, ou 
somente de manutenção. O equipamento escolhido deve ser aquele que 
apresenta o menor custo total para uma vida útil razoável e a uma taxa de 
retorno do investimento adequado. 
Equipamento 
Existe uma grande variedade de equipamentos. Deve-se avaliar o cus-
to-benefício, o aumento da produtividade pode compensar gastos um 
pouco maiores. Em alguns casos, a escolha fica limitada por causa do tipo 
de material, espaço disponível ou o próprio custo. Não basta ter o equipa-
mento certo - é preciso utilizá-lo de forma racional e otimizada. Os tipos 
mais comuns são: 
Sistemas de transportadores contínuos: 
Consiste na movimentação constante entre dois pontos pré-
determinados. São utilizados em mineração, indústrias, terminais de carga 
e descarga, terminais de recepção e expedição ou em armazéns. 
Exemplos de sistemas de transportes contínuos: 
\u2022 Esteiras transportadoras: São equipamentos de ampla aplicação, po-
dem ser de correia, fita ou de tela metálica utilizadas geralmente para 
grandes quantidades de material. 
\u2022 As fitas metálicas podem ser feitas de aço-carbono, aço inoxidável e 
aço revestido por borracha. Nas esteiras o ângulo máximo de inclinação é 
função das características do material (entre 20 e 35º). 
\u2022 As esteiras transportadoras apresentam a desvantagem de possuir 
uma pequena flexibilidade na trajetória. 
\u2022 Transportadores de roscas: São indicados para a movimentação de 
materiais pulverizados não corrosivos ou abrasivos. Utilizados em silos, 
moinhos, indústria farmacêutica, etc. O transporte é feito através da rotação 
do eixo longitudinal