Apostila Administração de Materiais concurso Polícia Federal
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Apostila Administração de Materiais concurso Polícia Federal


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atenda a seu fluxo: 
a) Armazenagem por agrupamento: Facilita as tarefas de arrumação e 
busca, mas nem sempre permite o melhor aproveitamento do espaço; 
b) Armazenagem por tamanhos: Permite bom aproveitamento do espa-
ço; 
c) Armazenagem por frequência: Implicam armazenar tão próximo 
quanto possível da saída os materiais que tenham maior frequência de 
movimentos; 
d) Armazenagem Especial 
- Ambiente climatizado: Destinado a materiais que exigem tratamento 
especial; 
- Inflamáveis: Os produtos inflamáveis obedecem a rígidas normas de 
segurança. 
Critérios para armazenagem de cilindros de gases especiais: 
Grupo 1: Não inflamáveis, não corrosivos, baixa toxidez; 
Grupo 2: Inflamáveis, não corrosivos, baixa toxidez; 
Grupo 3: Inflamáveis, tóxicos e corrosivos; 
Grupo 4: Tóxicos e/ou corrosivos, não inflamáveis; 
Grupo 5: Espontaneamente inflamáveis; 
Grupo 6: Muito venenosos: 
Os cilindros devem ser colocados em áreas cobertas, ventiladas e em 
posição vertical, de modo compacto, impedindo a movimentação. Somente 
podem ser armazenados juntos os gases cuja soma dos números do grupo 
perfizerem 5 (argônio \u2013 grupo 1 + amônia \u2013 grupo 4); 
- Perecíveis: Devem ser armazenados segundo o método \u201cFIFO\u201d (\u201cFirst 
in First Out\u201d) \u2013 \u201co primeiro que entra é o primeiro que sai\u201d. 
e) Armazenagem em área externa \u2013 muitos materiais podem ser arma-
zenados em áreas externas, o que diminui os custos e amplia o espaço 
interno. Podem ser colocados em áreas externas material a granel, tambo-
res e contentores, pecas fundidas, chapas de metal e outros. 
Coberturas Alternativas 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração de Recursos Materiais A Opção Certa Para a Sua Realização 25 
- Galpão fixo: Construído com perfilados de alumínio extrudado e cone-
xões de aço galvanizado, cobertos com laminado de PVC anti-chama, de 
elevada resistência a rasgos, fungos e raios ultravioleta; 
- Galpão móvel: Semelhante ao galpão fixo, com a vantagem de possu-
ir flexibilidade (capacidade de deslocamento) permitindo a manipulação de 
materiais em qualquer lugar, eliminando a necessidade de corredores. 
Independente de qualquer critério ou consideração à seleção do méto-
do de armazenamento, é oportuno salientar a conveniência a respeito às 
indicações contidas nas embalagens em geral, por meio dos símbolos 
convencionais que indicam os cuidados a serem seguidos no manuseio, 
transporte e armazenagem, de acordo com a carga contida. 
Embalagem 
A embalagem se tornou item fundamental da vida de qualquer pessoa 
e principalmente das atividades de qualquer empresa. 
O desenvolvimento da embalagem acompanhou o desenvolvimento 
humano, da necessidade inicial do homem de armazenar água e alimentos 
em algum recipiente, visando à sobrevivência própria, até o inicio das 
atividades comerciais, e disseminação do uso das embalagens. 
Atualmente estão presentes em todos os produtos, com formas varia-
das, e funções variadas, sempre com a evolução das tecnologias utilizadas, 
que as tornam cada vez mais eficientes e estratégicas. 
Para a logística, a embalagem é item de fundamental importância, pos-
sui relacionamento em todas as áreas, e é essencial para atingir o objetivo 
logístico de disponibilizar as mercadorias no tempo certo, nas condições 
adequadas ao menor custo possível, principalmente na distribuição interna-
cional. 
Para se ter uma ideia da representatividade da embalagem na econo-
mia, segundo Moura e Banzato (2000), os gastos com embalagem repre-
sentam aproximadamente 2% do PNB. E o Brasil perde entre 10% e 15% 
da sua receita de exportação por causa de embalagens deficientes. 
As principais funções da embalagem são: contenção, proteção e co-
municação. 
A contenção refere-se à função de conter o produto, de servir como re-
ceptáculo, por exemplo, quando ocorre do produto vazar da embalagem, 
esta função não foi cumprida. O grau de eficiência da embalagem nesta 
função depende das características do produto. Uma mercadoria perigosa, 
inflamável, deve sempre ter 100% de eficiência, realizando o investimento 
necessário para tal. Enquanto que um fabricante de um material de menor 
valor, como sal, por exemplo, pode permiti-se utilizar uma embalagem com 
menor grau de eficiência nesta função, o mesmo ocorre com relação à 
função de proteção. 
A função de proteção possibilita o manuseio do produto até o consumo 
final, sem que ocorra danos na embalagem, e/ou produto. Também com 
relação a esta função deve-se estabelecer o grau desejado de proteção ao 
produto. 
Alguns dos principais riscos aos qual a embalagem está submetida 
são: choques, aceleração, temperatura, vibração, compressão, oxidação, 
perfuração, esmagamento, entre outros. 
E a função de comunicação é a que permitem levar a informação, utili-
zando diversas ferramentas, como símbolos, impressões, cores. Nas emba-
lagens primárias, esta função ocorre diretamente com os consumidores 
finais, trazendo informações sobre a marca e produto. E nas embalagens 
ditas industriais, relacionadas à logística, a comunicação ocorre na medida 
em que impressões de códigos de barra nas embalagens, marcações, 
cores ou símbolos permitam a localização e identificação de forma facilitada 
nos processos logísticos de armazenagem, estoque, separação de pedidos, 
e transporte. 
A interação da embalagem com as operações logísticas, deve iniciar-se 
no planejamento da embalagem, pois nesta etapa são definidos aspectos 
fundamentais, que irão influenciar todo o processo, como: dimensões, tipo 
de material, design, custo e padronização das embalagens. 
Estes aspectos são fundamentais para o planejamento e eficiência no 
armazenamento e transporte dos produtos, caso a embalagem não seja 
planejada de acordo com os recursos existentes (máquinas movimentação, 
espaço físico, modal transporte), será necessário adequar todos os recur-
sos à embalagem. Segundo Moura & Banzato (2001) ao se falar em padro-
nização de embalagens, na maioria das vezes refere-se à padronização 
das dimensões, e não do material. Isto porque são estas as características 
que influenciam mais a capacidade do equipamento de movimentação, e 
não o tipo de material utilizado na fabricação. 
A redução da variabilidade de embalagens facilita o armazenamento, 
manuseio e movimentação dos materiais, reduzindo o tempo de realização 
destas tarefas, por proporcionar uma padronização destes métodos, dos 
equipamentos de movimentação, e de armazenamento. Além da redução 
do tempo, outra vantagem da padronização é a redução de custos. 
A embalagem tem interação com todas as funções da logística, arma-
zenamento, manuseio, movimentação de materiais, e transporte. Desta 
interação com as funções logísticas, pode-se conseguir redução de custos, 
de tempo na entrega final do produto, redução de perdas, e aumento do 
nível de serviço ao cliente. 
Na movimentação de materiais, dentro dos armazéns, e na troca de 
modal de transporte, é onde a embalagem sofre os maiores impactos, que 
podem causar danos a embalagem primária, e produto, e onde os impactos 
da falta de planejamento podem ser percebidos, seja pelo alto número de 
perdas, e/ou adaptação dos equipamentos de transporte, seja pelo aumen-
to do custo decorrente destas perdas, e impossibilidade de padronização 
dos métodos e equipamentos de movimentação, que acabam por aumentar 
a necessidade de mão-de-obra e reduzir a eficiência. 
Neste sentido Moura & Banzato (2000) citam alguns pontos a serem 
analisados: até que ponto a embalagem para Matéria-Prima e para produ-
tos acabados facilita as operações de recebimento, descarga, inspeção, 
movimentação; até que ponto as unidades de movimentação como caixa, 
paletes e contenedores facilitam a estocagem, e até que ponto a embala-
gem facilita o