Apostila Administração de Materiais concurso Polícia Federal
68 pág.

Apostila Administração de Materiais concurso Polícia Federal


DisciplinaConcursos129.947 materiais289.801 seguidores
Pré-visualização50 páginas
Até 1781 eles não tinham desenvolvido 
uma organização capaz de suprir o exército e aquela altura já era muito 
tarde. 
Na segundo guerra mundial, também a logística teve um papel prepon-
derante. A invasão da Europa pelas forças aliadas foi um exercício de 
logística altamente proficiente, tal como foi a derrota de Rommel no deser-
to. Entretanto, enquanto generais e marechais dos tempos remotos com-
preenderam o papel crítico da logística, estranhamente, somente num 
passado recente e que as organizações empresariais reconheceram o 
aspecto vital que o gerenciamento logístico pode ter para a obtenção da 
vantagem competitiva. 
Em parte, deve-se esta falta de reconhecimento ao baixo nível de com-
preensão dos benefícios da logística integrada. 
Conceituando Logística 
O conceito de logística é coordenar todas as atividades relacionadas à 
aquisição, movimentação e estocagem de materiais. Esta abordagem 
considera o fluxo inteiro de materiais e peças, desde os fornecedores até o 
estabelecimento de manufatura, com seus depósitos e linhas de produção, 
e também depois da manufatura, no fluxo de peças e produtos, através dos 
armazéns e centros de distribuição até os clientes, este fluxo é controlado e 
planejado como um sistema integrado. 
Existem muitas maneiras de definir o conceito de logística, alguns auto-
res definem como: 
\u201cA logística consiste em fazer chegar a quantidade certa das mercado-
rias certas ao ponto certo, no tempo certo, nas condições e ao mínimo 
custo; a logística constitui-se num sistema global, formado pelo inter-
relacionamento dos diversos segmentos ou setores que a compõem. Com-
preende a embalagem e a armazenagem, o manuseio, a movimentação e o 
transporte de um modo geral, a estocagem em trânsito e todo o transporte 
necessário, a recepção, o acondicionamento e a manipulação final, isto é, 
até o local de utilização do produto pelo cliente\u201d. ( MOURA, 1998: 51). 
A logística é responsável pelo planejamento, operação e controle de 
todo o fluxo de mercadorias e informação, desde a fonte fornecedora até o 
consumidor\u201d. (ALT & MATINS, 2000: 252) 
A logística empresarial é o processo de planejamento, implementação 
e o controle do fluxo e armazenagem eficientes e de baixo custo de maté-
rias-primas, estoque em processo, produto acabado e informações relacio-
nadas, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o objetivo de 
atender aos requisitos do cliente. (BALLOU, 1998:42). 
A cadeia de suprimentos / produtiva 
Para melhor entender o conceito de cadeia produtiva, apresentam-se 
as seguintes definições: 
[...] Uma simples empresa geralmente não está habilitada a controlar 
seu fluxo de produto inteiro no canal, desde as fontes de matéria-prima até 
o ponto final de consumo, embora esta seja uma oportunidade emergente. 
Para propósitos práticos, a logística empresarial para empresas individuais 
tem um escopo estreito. Normalmente o máximo controle gerencial que 
pode ser esperado está sobre o suprimento físico imediato e sobre os 
canais de distribuição. O canal de suprimento físico refere-se ao hiato de 
tempo e espaço entre as fontes de material imediato de uma empresa e 
seus pontos de processamento. Da mesma maneira, o canal de distribuição 
física refere-se ao hiato de tempo e espaço entre os pontos de processa-
mento da empresa e seus clientes. Devido às similaridades nas atividades 
entre os dois canais, o suprimento físico (normalmente chamado adminis-
tração de materiais) e a distribuição física compreendem atividades que 
estão integradas na logística empresarial. O gerenciamento da logística 
empresarial é também popularmente chamado de gerenciamento da cadeia 
de suprimentos (BALLOU, 2001). Cadeia produtiva é o conjunto de ativida-
des econômicas que se articulam progressivamente desde o início da 
elaboração de um produto (inclui matérias-primas, máquinas e equipamen-
tos, produtos intermediários...) até o produto final, a distribuição e comercia-
lização (BRASIL, 2000). 
Cadeia produtiva é o conjunto de atividades econômicas que se articu-
lam progressivamente desde o início da elaboração de um produto. Isso 
inclui desde as matérias-primas, insumos básicos, máquinas e equipamen-
tos, componentes, produtos intermediários até o produto acabado, a distri-
buição, a comercialização e a colocação do produto final junto ao consumi-
dor, constituindo elos de uma corrente (INSTITUTO BRASILEIRO DA 
QUALIDADE E PRODUTIVIDADE, 1999). 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração de Recursos Materiais A Opção Certa Para a Sua Realização 27 
Cadeia produtiva é o conjunto de organizações (principalmente empre-
sas), cujos processos, atividades, produtos e serviços são articulados entre 
si, como elos de uma mesma corrente, segundo uma sequência lógica 
progressiva ao longo de todo o ciclo produtivo de determinado produto ou 
serviço. Envolve todas as fases do ciclo produtivo, desde o fornecimento de 
insumos básicos até a chegada do produto ou serviço ao consumidor, 
cliente ou usuário final, bem como as respectivas organizações que perten-
cem e constituem os chamados segmentos produtivos da cadeia\u201d (BRASIL, 
2000b). Ballou, por seu lado, utiliza-se do termo cadeia de suprimento. 
Todas as demais definições aqui apresentadas são complementares e, 
neste sentido, serão tomadas como referência. Portanto, o termo utilizado 
neste artigo será \u201ccadeia produtiva\u201d, o qual refere-se ao conjunto de organi-
zações, cujos processos, atividades, produtos e serviços são articulados 
entre si como elos de uma mesma corrente, numa sequência lógica pro-
gressiva ao longo de todo o processo produtivo de determinado produto ou 
serviço. 
A título de ilustração, e com base nas definições apresentadas, a figura 
1 apresenta um exemplo de cadeia produtiva. 
 
Fontes - A cadeia começa com fontes que podem fornecer os ingredi-
entes básicos para dar início a uma cadeia produtiva - matérias-primas. 
Esse primeiro elo é suficiente para dar início ao processo sem transformar a 
cadeia em uma conexão infinita. 
Processadores - a primeira conexão é com o processador, que trans-
forma a matéria-prima em produtos, componentes ou serviços, claramente 
identificável como consumível na cadeia. 
As conexões vão evoluindo para os processadores que constroem, 
montam e equipam o produto final. 
Distribuidores - a cadeia precisa de alternativas para conduzir o pro-
duto ao consumidor. Embora existam vários meios disponíveis, o sistema 
de distribuição se adequa às exigências da maior parte das cadeias de 
suprimento. Esse sistema transporta o produto final da fábrica para um 
depósito ou centro de distribuição, 
se necessário, e entrega as quantidades adequadas ao estabelecimen-
to de varejo no momento em que for solicitado. 
Atacadistas/Varejistas - em suas prateleiras, os estabelecimentos a-
tacadistas / varejistas oferecem o produto para o possível comprador. Entre 
os varejistas existem, por exemplo, as lojas de departamentos, as mercea-
rias, grandes lojas ou pequenos negociantes, dos quais a compra é feita. 
Embora a cadeia física de distribuição esteja concluída nesse ponto, o 
modelo ficaria incompleto se não fossem incluídos os consumidores. 
Consumidores - Tomam a decisão final, selecionando seus produtos 
preferidos e efetuando as compras que concluem e trazem resultados para 
a cadeia. 
EDI e Internet 
Segundo Lankford & Johnson (2000), o EDI, abreviação de Electronic 
Data Interchange, ou, em português, Intercâmbio Eletrônico de Dados, é 
uma forma de comunicação eletrônica que permite a troca de informações e 
documentos em formatos estruturados que podem ser processados por 
determinado tipo de software. 
O impacto do uso do EDI na Gestão das Atividades Logísticas 
Quando as tecnologias EDI e Internet