Apostila Administração de Materiais concurso Polícia Federal
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e que se encontram também ao longo das diver-
sas seções que compõem o processo produtivo. Diferem dos materiais em 
processamento pelo seu estágio mais avançado, pois se encontram quase 
acabados, faltando apenas mais algumas etapas do processo produtivo 
para se transformarem em materiais acabados ou em PAs. 
Estoques de Materiais Acabados ou Componentes 
Os estoques de materiais acabados - também denominados compo-
nentes - referem-se a peças isoladas ou componentes já acabados e pron-
tos para serem anexados ao produto. São, na realidade, partes prontas ou 
montadas que, quando juntadas, constituirão o PA. 
Estoques de Produtos Acabados (Pas) 
Os Estoques de Pas se referem aos produtos já prontos e acabados, 
cujo processamento foi completado inteiramente. Constituem o estágio final 
do processo produtivo e já passaram por todas as fases, como MP, materi-
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração de Recursos Materiais A Opção Certa Para a Sua Realização 9
ais em processamento, materiais semi-acabados, materiais acabados e 
PAs. 
Previsão de Estoques 
A gestão de estoque é, basicamente, o ato de gerir recursos ociosos 
possuidores de valor econômico e destinado ao suprimento das necessida-
des futuras de material , numa organização. 
Os investimentos não são dirigidos por uma organização somente para 
aplicações diretas que produzam lucros, tais como os investimentos em 
máquinas e em equipamentos destinados ao aumento da produção e, 
consequentemente, das vendas. Outros tipos de investimentos, aparente-
mente, não produzem lucros. Entre estes estão as inversões de capital 
destinadas a cobrir fatores de risco em circunstâncias imprevisíveis e de 
solução imediata. É o caso dos investimentos em estoque, que evitam que 
se perca dinheiro em situação potencial de risco presente. Por exemplo, na 
falta de materiais ou de produtos que levam a não realização de vendas, a 
paralisação de fabricação, a descontinuidade das operações ou serviços 
etc., além dos custos adicionais e excessivos que, a partir destes fatores, 
igualam, em importância estratégica e econômica, os investimentos em 
estoque aos investimentos ditos diretos. 
Porém, toda a aplicação de capital em inventário priva de investimentos 
mais rentáveis uma organização industrial ou comercial. Numa organização 
pública, a privação é em relação a investimentos sociais ou em serviços de 
utilidade pública. 
A gestão dos estoques visa, portanto, numa primeira abordagem, man-
ter os recursos ociosos expressos pelo inventário, em constante equilíbrio 
em relação ao nível econômico ótimo dos investimentos. E isto é obtido 
mantendo estoques mínimos, sem correr o risco de não tê-los em quantida-
des suficientes e necessárias para manter o fluxo da produção da enco-
menda em equilíbrio com o fluxo de consumo. 
Normalmente, a previsão dos estoques é fundamentada de acordo com 
a área de vendas, mas em muitos casos de logística, em específico a 
Administração de Estoques, precisa prover os fornecedores de informações 
quanto a necessidades de materiais para atender a demanda mesmo não 
tendo dados da área de vendas/ marketing. 
A previsão das quantidades futuras é uma tarefa importantíssima no 
planejamento empresarial e esta deverá levar em consideração os fatores 
que mais afetam o ambiente e que possam interferir no comportamento dos 
clientes. 
Segundo DIAS, 1996 devemos considerar duas categorias de informa-
ções as quais são: 
1) Informações quantitativas: 
\u2022 Eventos 
\u2022 Influencia da propaganda. 
\u2022 Evolução das vendas no tempo. 
\u2022 Variações decorrentes de modismos. 
\u2022 Variações decorrentes de situações econômicas. 
\u2022 Crescimento populacional. 
2) Informações Qualitativas 
\u2022 Opinião de gerentes. 
\u2022 Opinião de vendedores. 
\u2022 Opinião de compradores. 
\u2022 Pesquisa de mercado. 
É bom reforçar, que por si só não são suficientes as informações quan-
titativas e qualitativas, é necessário também, a utilização de modelos ma-
temáticos. 
Analisando os gráficos de evolução de demanda de mercado esboça-
dos a seguir, podemos verificar: 
Quanto a Evolução de Consumo Constante (ECC), notamos que o 
volume de consumo permanece constante, sem alterações significativas. 
Como exemplo, estão as empresas que mantêm suas vendas estáveis, 
seja lá qual for seu produto, mercado ou concorrentes. 
 
Quanto a Evolução de Consumo Sazonal (ECS), o volume de con-
sumo passa por oscilações regulares no decorrer de certos período ou do 
ano, sendo influenciado por fatores culturais e ambientais, com desvios de 
demanda superiores/inferiores a 30% de valores médios é o caso de: 
sorvetes, enfeites de natal, ovos de páscoa etc. 
 
Em relação a Evolução de Consumo e Tendências (ECT), o volume 
de consumo aumenta ou diminui drasticamente no decorrer de um período 
ou do ano, sendo influenciado por fatores culturais, ambientais, conjunturais 
e econômicos, acarretando desvios de demanda positiva ou negativa. 
Exemplos: negativos serão os produtos que ficaram ultrapassados no 
mercado(maquina de escrever) ou que estão sofrendo grande concorrência 
ou ainda, por motivos financeiros (a empresa perde seu crédito e passa a 
reduzir sua produção). Em relação aos desvios positivos, temos as industri-
as de computadores com uma crescimento ascendente no mercado. 
 
Na prática podemos visualizar combinações dos diversos modelos de 
evolução de demanda, em decorrência das variáveis que influenciam as 
empresas, mas num percentual maior pela qualidade da administração 
empresarial realizada. 
Se conhecermos bem a evolução de demanda, ficará mais fácil elabo-
rarmos a previsão futura de demanda, podemos classificar a demanda em : 
ltens de demanda independente: são aqueles cuja demanda não de-
pende da demanda de nenhum outro item. Típico exemplo de um item de 
demanda independente é um produto final. Um produto final tem sua de-
manda dependente do mercado consumidor e não da demanda de qual-
quer outro item. 
Itens de demanda dependente: são aqueles cuja demanda depende 
da demanda de algum outro item. A demanda de um componente de um 
produto final, por exemplo, é dependente da demanda do produto final. 
Para a produção de cada unidade de produto final, uma quantidade bem 
definida e conhecida do componente será sempre necessária. Os itens 
componentes de uma montagem são chamados de itens \u201cfilhos\u201d do item 
\u201cpai\u201d, que representa a montagem. 
Quantos copos de liquidificador se deve comprar? Depende da quanti-
dade de motorzinho fabricado. 
A diferença entre os dois itens (demanda independente e demanda de-
pendente) é que a demanda do primeiro tem de ser prevista com base nas 
características do mercado consumidor e a demanda do segundo por 
dependente de outro item, é calculada com base na demanda deste. 
A Previsão de Estoques é o ponto de partida, a base da administração 
de materiais. Qualquer tipo de consumo deve ser previsto e se possível 
calculado, e para tanto poderemos usar diversos modelos disponíveis no 
mercado como: 
\u2022 Método do Último Período (MUP) 
É o mais simples, sem fundamento matemático, utiliza como previsão 
para o próximo período o valor real do período anterior. 
Exemplo: A VIPAS, teve neste ano o volume de vendas de vidros : Ja-
neiro, 5. 000; Fevereiro 4.400; Março 5.300; Abril 5.600; Maio 5.700, Ju-
nho5.800; e Julho 6.000. De acordo com o método MUP calcular a previsão 
de demanda para agosto. 
Para agosto (MUP) = o último período foi julho, 6.000 unidades portan-
to, a previsão para agosto será de 6.000 unidades. Verificamos a precarie-
dade deste método e infelizmente é muito utilizado nas empresas devido as 
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