A Influência das crianças na decisão de compra dos pais
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A Influência das crianças na decisão de compra dos pais


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e não fazer nada, que foram as mais citadas pelos 
ambos os sexos. 
 
Lembrança de marcas citadas pelas meninas 
Tabela 6 \u2013 Marcas citadas pelas meninas 
Marcas citadas pelas meninas NA 
Não respondeu 3 
Vestuário 5 
Nike 4 
Rebook 1 
Alimento 4 
Nestlê 3 
Garoto 1 
Celular 1 
Oi 1 
Fonte: autora 
 
Os resultados dessa tabela são bem divididos, sendo respondido pela maioria das meninas 
vestuário e produtos alimentícios. 3 não responderam por falta de opções, e o resto falou a 
primeira coisa que veio na cabeça, expressão usadas por elas mesmas. 
Essas marcas que foram citadas são as que mais entram no convívio das meninas, como 
vestuário, alimento e telefonia celular. 
 
Universidade Presbiteriana Mackenzie 
9 
Lembrança de marcas citadas pelos meninos 
Tabela 7 \u2013 Marcas citadas pelos meninos 
Marcas citadas pelos meninos NA 
Não respondeu 5 
Vestuário 7 
Nike 6 
Osklen 1 
Alimento 8 
Nestlê 2 
Kibom 2 
Sadia 1 
Pulmann 1 
Hall's 1 
Caçulinha 1 
Auto 1 
Toyota 1 
Tecnologia 2 
Nintendo 1 
Sony 1 
Fonte:autora 
 
Na categoria de vestuário e alimento foi aonde se obteve maiores citações, pois são coisas 
que fazem parte do dia a dia dos meninos. A tabela dos meninos percebe-se que é maior, 
pois eles citaram diversos produtos alimentícios, como marca de pães e balas. Também 
observa-se que existem duas categorias que não se encontra na tabela das meninas, que 
são produtos automotivos e de tecnologia, o que eles tem maior interesse, pelo vídeo-game. 
 
Conclusão 
Este trabalho teve como objetivo analisar se as crianças conseguem convencer seus pais de 
comprar o que elas querem, e com o resultado positivo, analisar como conseguem. Analisar 
de que forma convencem seus pais a comprarem o objeto desejado. Aonde e como elas 
aprendem a ser consumistas, como se sentem ao ver vários brinquedos diferentes 
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diariamente na televisão, quais os fatores que mais chamam atenção, se elas preferem 
qualidade ou quantidade, e identificar os fatores ação e reação da mídia perante as 
crianças. Foi analisado como as crianças decidem o que querem comprar e se realmente 
entendem o que é consumo, ou se compram sem saber o que estão fazendo. 
Para atingi-lo foi necessário estudarmos um breve referencial teórico e pesquisa empírica 
com 40 crianças, alunas do Colégio Presbiteriano Mackenzie. Junto com a professora Maria 
de Fátima, que nos cedeu seu horário nas aulas de ensino religioso nos 3° e 4° anos do 
ensino fundamental. As idades das crianças variam entre 9 a 11 anos. A metodologia usada 
foi quantitativa exploratória. Após a revisão da bibliografia, foi elaborado um questionário 
com 70 perguntas, sendo 19 delas se assinalar e as outras 51 dissertativas. 
Conforme a aplicação do questionário, as principais conclusões que se obteve foram as 
seguintes: 
Foram entrevistados 23 meninos e 17 meninas totalizando quarenta entrevistas. Vale 
ressaltar que se trata de amostra não probabilística por conveniência, assim sendo este 
perfil não representa o perfil do universo. 
A idade das crianças variam de oito a onze anos, porém o que temos em maior quantidade 
são crianças de 8 e 9 anos, por estarem no terceiro e quarto ano e terem entrado na escola 
com 6 anos. As crianças com idade superior são menores pois são as que repetiram de ano, 
ou entraram atrasadas na escola. 
Foi importante perguntar se as crianças têm pais separados, pois assim podem conseguir 
com mais facilidade o que desejam, pois ficam sozinhos com seu pai ou mãe, podendo 
assim contar seus pedidos. E o resultado foi que mais de 50% das crianças tem pais 
separados. 
A região do centro é onde mora a maioria das crianças entrevistadas, pela localização do 
Colégio Presbiteriano Mackenzie, que se encontra no bairro Higienópolis. 
Os meninos com pais separados são a maioria, quase o dobro das meninas, um resultado 
significativo. 100% das crianças entrevistadas estão no 3° e 4° ano e já sabe ler, o que 
facilita para escolha dos produtos no mercado, pois lêem o que é o produto, e o que ele 
\u2018\u2019faz\u2019\u2019 se for brinquedo, como se faz, e assim sucessivamente. 
Quando foi questionado a criança o que ela faz para convencer seus pais a comprarem um 
determinado produto vimos que no total, os maiores resultados foram obtidos para imploro 
(12), peço pra ele comprar, pedindo por favor (9), e não faço nada (8). O que chamou 
atenção é que somente uma das meninas disse que arrumaria a casa para ganhar o que 
quer, pois a maioria delas respondeu que imploram para conseguir o produto desejado. Já 
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os meninos dividiram a maioria das respostas entre implorar e não fazer nada, que foram as 
mais citadas pelos ambos os sexos. 
Nas marcas citadas pelas meninas, os resultados da tabela são bem divididos, sendo 
respondido pela maioria das meninas vestuário e produtos alimentícios. 3 não responderam 
por falta de opções, e o resto falou a primeira coisa que veio na cabeça, expressão usadas 
por elas mesmas. Essas marcas que foram citadas são as que mais entram no convívio das 
meninas, como vestuário, alimento e telefonia celular. 
Já as marcas citadas pelos meninos a categoria de vestuário e alimento foi aonde obtivemos 
maiores citações, pois são coisas que fazem parte do dia a dia dos meninos. A tabela dos 
meninos é maior, pois eles citaram diversos produtos alimentícios, como marca de pães e 
balas. Também podemos observar que existem duas categorias que não se encontra na 
tabela das meninas, que são produtos automotivos e de tecnologia, o que eles tem maior 
interesse, pelo vídeo-game. 
Conforme a respostas das crianças podemos afirmar que há indícios de que as crianças 
conseguem comprar o que querem no mercado. Seja pedindo, implorando ou barganhando. 
Conseguem sim, influenciar seus pais na hora da compra e são induzidos pela compra tanto 
pelas coisas que vêem na televisão, quanto nas conversas com os amigos, pois se o amigo 
fala bem de uma determinada marca, quer dizer que ela é boa. 
Nota-se também que as mães acabam comprando para agradar seu filho, e que o 
argumento mais forte que os pequenos usam é que já tiveram algum contato com o produto, 
e que gostaram, sempre contando detalhes, o que faz a mãe comprar o produto. Também é 
perceptível que a maioria das crianças desta idade ainda não tem apegos a marca, mas sim 
pelo gosto (se for algo comestível), pela quantidade de vezes que o produto aparece na 
televisão e se algum amiguinho possuí (se for brinquedo). Nesta idade ainda não possuem 
decisão de compra e nem os pais perguntam para eles o que comprar, desde roupas até 
alimentos na maioria das vezes são escolhidos pelos pais. 
Ao realizar as entrevistas com as crianças, também descobrimos que eles são 
completamente leais às marcas, são conquistados pelas embalagens, e pelo brinde que 
ocasionalmente ganham comprando determinado produto. Querem escolher seus próprios 
produtos, e conforme questionário respondido pelas crianças, na maioria das vezes as 
crianças são atendidas. 
 
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Referencias 
AMARAL, Sylvia Mendonça do. Perigos do consumismo infantil. Disponível em: 
<http://www.revistafatorbrasil.com.br/ver_noticia.php?not=2049 >. Acesso em: 01 Julho de 
2011 
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