EMPREENDEDORISMO SUSTENTÁVEL, UMA AGENDA PARA EMPREENDEDORES DE MPEs
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EMPREENDEDORISMO SUSTENTÁVEL, UMA AGENDA PARA EMPREENDEDORES DE MPEs


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que o fato de criar uma empresa com base em um produto 
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 08/11/2013 
stakeholders agrupados sob uma 
perspectiva, com a concepção de que \u201cum todo é maior do que a soma de suas partes\u201d, 
os de Isaak (2002) ao 
mencionar que a idéia de sustentabilidade para uma personalidade empreendedora pode conter 
entendimento holístico 
perspectiva específica de uma área de 
 
Além dos modelos de Young e Tilley (2006) e de Schlange (2009), Borges et al. (2013) 
a o empreendedorismo sustentável organizada em indicadores e 
 
Com responsabilidade social empresarial 
Sem responsabilidade social empresarial 
demonstra a relação entre os indicadores com os tipos de empreendedorismo 
. Borges et al. (2013) argumentam que pesquisas empíricas realizadas com essas 
diferentes categorias podem evidenciar empreendedores sustentáveis atentos aos negócios 
ientais ou sociais e não apenas empreendedores que se voltam aos aspectos econômicos e 
financeiros, como único argumento de se fazer negócios. Estes empreendedores seriam 
reconhecidos como aqueles que se preocupam com as questões sociais, além de aprenderem a 
a responsabilidade social empresarial. Os tipos de 
pelos autores resumem em nichos de sustentabilidade que 
negócios ambientais ou para negócios sociais. 
fato de criar uma empresa com base em um produto 
 
 
 
 
 
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Anais do II SINGEP e I S2IS \u2013 São Paulo \u2013 SP \u2013 Brasil \u2013 07 e 08/11/2013 
 
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ambiental ou social, não significa necessariamente que o empreendedor agirá com 
responsabilidade social e ambiental. Assim, identificar que tipo de papel da sustentabilidade o 
negócio encaminha, se como meio ou como objetivo e ainda se o indicador do negócio tem ou 
não responsabilidade social empresarial. Os autores ressaltam que boa parte das MPEs ainda 
vive a dicotomia desses dois fatores \u2013 ambiental e social, e avaliar esses itens faz toda 
diferença. 
De maneira geral, no contexto das MPEs, as questões voltadas à sustentabilidade ainda são 
vistas como um desafio de difícil alcance para muitos dos empreendedores, quer seja por falta 
de informação, quer seja por questões relacionadas à sua formação. 
 
Reflexões finais 
O tema do desenvolvimento sustentável, embora já presente na agenda de empresas e na 
literatura desde a década de 1980, ainda prescinde de uma prática empresarial no contexto das 
MPEs. Há evidencias de que são poucas as empresas que efetivamente se orientam por esta 
visão. Ao planejar uma estratégia que contempla a sustentabilidade, é necessário considerar os 
interesses dos stakeholders, bem como o envolvimento dos mesmos com o desenvolvimento 
da economia local, da educação e da participação da comunidade. Isso implica em considerar 
o desenvolvimento sustentável como um processo que impõe mudanças e limites, ao se 
considerar que seu princípio dificilmente deixará de ser defensável por todos e pelo fato de 
que os diferentes grupos de interesse reagem de forma distinta. Assim, observa-se que nem 
todas as empresas e empreendedores compartilham a crença de que o desenvolvimento 
sustentável faz muito sentido para o mundo dos negócios. 
Por outro lado, há a necessidade de se desenvolver habilidades de forma sustentável para se 
garantir o presente sem se dificultar que as futuras gerações caminhem de maneira saudável. 
Este é o princípio do desenvolvimento sustentável \u2013 não muito difícil de ser entendido, porém 
difícil de ser praticado. 
Borges et al (2013) afirmam que a prática da responsabilidade social empresarial pode tornar 
mais complexa a vida do empreendedor sustentável. Para esses autores, o empreendedor terá 
que compor os custos e dificuldades de implementação desta responsabilidade em um 
mercado que, apesar de receptivo aos produtos ambientais e sociais, prefere quase sempre 
produtos mais baratos ou que agreguem outros atributos. 
A busca pelo crescimento econômico, abrindo perspectivas para a sociedade sem destruir o 
ambiente, não pode mais ser um desafio inatingível, mas um item constante na pauta dos 
empreendedores, independentemente do porte e do ramo de suas empresas. As ações de 
sustentabilidade, sobretudo aquelas vivenciadas pelas MPEs por meio de seus 
empreendedores, podem refletir na redução da pobreza, além de servir de exemplo para outras 
comunidades, deixando um legado para a humanidade. 
Almeida (2002) pontua que, à primeira vista, o reconhecimento de tal poder e riqueza nas 
mãos das corporações contradizem a nova realidade do mundo tripolar, em que o poder é 
equilibrado entre empresas, governo e sociedade civil organizada e a área de ação dessas três 
bases se dá nas dimensões econômica, ambiental e social. As contradições aparentes são uma 
característica do mundo contemporâneo e a sobrevivência será o prêmio para quem melhor 
souber lidar com elas. 
As MPEs precisam rever suas agendas para contribuir com esses aspectos e também deixar 
um legado, não apenas para a sociedade, mas também para as famílias, tendo em vista que boa 
parte dessas empresas é constituída de grupos familiares. 
 
 
 
 
 
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Anais do II SINGEP e I S2IS \u2013 São Paulo \u2013 SP \u2013 Brasil \u2013 07 e 08/11/2013 
 
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Carvalho et al. (2013) ressaltam que um dos pontos fundamentais para que a sustentabilidade 
passe a fazer parte da pauta dos empreendedores está relacionado ao processo de 
aprendizagem e da formação pessoal e social dos mesmos, que ocorre mediante diferentes 
experiências. A busca por informações, a aprendizagem adquirida formal ou informalmente, 
participação em cursos ou palestras e aprendizagem com familiares mais experientes podem 
ser recursos que contribuam com o desenvolvimento dos negócios, firmando o papel do 
empreendedor como um agente responsável e atento às questões da sustentabilidade. 
Assim, ao planejarem suas ações, é preciso alinhar os negócios das empresas aos princípios 
do desenvolvimento sustentável, procurando envolver as pessoas e colaboradores do negócio, 
no contexto das práticas, por mais simples que sejam, pois somente dessa maneira será 
possível criar hábitos de sustentabilidade e incorporá-los à cultura organizacional, levando 
isso para a sociedade e para as famílias. Essas ações terão implicações diretas para os 
stakeholders, no sentido de criação de valor do negócio, maior envolvimento deles com o 
negócio, e ainda a oportunidade dos empreendedores se destacarem como agente que não são 
movidos exclusivamente pelo fator econômico. 
Essas medidas podem contribuir para que as MPEs recorram às práticas do desenvolvimento 
sustentável como um fio condutor dos negócios, de modo a oferecerem ao planeta, ao 
mercado e aos consumidores a chance de testar a criatividade no desenvolvimento de novas 
práticas empreendedoras e exigir a assunção de responsabilidades num movimento de 
comprometimento recíproco. Isto implica em promover mudanças na própria cultura e 
assumir uma responsabilidade junto aos stakeholders na viabilização das estratégias de 
negócio que visam ao equilíbrio dos princípios norteadores do desenvolvimento sustentável. 
Sabe-se que não se trata de uma tarefa simples e fácil, pois irá requerer das pessoas um 
despojamento de usos e costumes enraizados. Por outro lado, os movimentos em pró do verde 
e da sociedade precisam ser reforçados, pois dificilmente o princípio do desenvolvimento 
sustentável deixará de ser defensável por todos, apesar das diferentes reações e 
compartilhamento dos grupos de interesse nas atividades praticadas pelas empresas. 
Coordenar esses esforços seria o grande desafio de empreendedores para viabilizar as práticas 
de desenvolvimento sustentável e impulsionar estas práticas como estratégia de