Fundamentos e estrutura do cooperativismo
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Fundamentos e estrutura do cooperativismo


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e profissionais em cada unidade organizacional,
da tarefa mais simples à abordagem mais ampla e importante, com suas funções, bem
como a relação de cada parte para com as demais e a cooperativa toda. Devem ser consi-
derados alguns aspectos, tais como:
\u2022 departamentalização, que é o agrupamento, de acordo com um critério específico de
homogeneidade, das atividades e dos correspondentes recursos \u2013 humanos, financeiros,
materiais e equipamentos \u2013 em unidades organizacionais da cooperativa;
\u2022 níveis hierárquicos que representam o conjunto de cargos com um mesmo nível de
autoridade na cooperativa;
\u2022 amplitude de controle é o número de subordinados que um chefe pode supervisionar,
pessoalmente, de maneira efetiva e adequada;
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\u2022 delegação é a transferência de determinado nível de autoridade de um chefe para seu
subordinado. Destaca-se que a correspondente responsabilidade pela execução da ta-
refa delegada, no entanto, deve continuar com o chefe;
\u2022 centralização é a maior concentração do poder decisório na alta administração da co-
operativa, e
\u2022 descentralização é a menor concentração do poder decisório na alta administração da
cooperativa, sendo, portanto, mais bem distribuído por seus diversos níveis hierárquicos.
b) sistema de informações gerenciais e o processo de transformação de dados em informa-
ções que são utilizadas na estrutura decisória da cooperativa, e proporcionam a susten-
tação administrativa para otimizar os resultados esperados, os quais são estabelecidos
no planejamento estratégico.
III \u2013 Componentes Diretivos
Dentro dessa abordagem um item importante é a liderança, definitiva como o processo
em que uma pessoa é capaz, por suas características individuais, de aprender as necessidades
e expectativas dos cooperados e dos profissionais da cooperativa, bem como de exprimi-las de
forma válida e eficiente, obtendo o engajamento e a participação de todos no desenvolvimen-
to e na instituição dos trabalhos necessários ao alcance das metas e dos objetivos da coopera-
tiva. Também nesse caso os aspectos a seguir relacionados precisam ser considerados:
a) Comunicação é o processo interativo e de entendimento, assimilação e operacionalização
de uma mensagem \u2013 dado, informação, ordem \u2013 entre o emissor e o receptor por um
canal, em determinado momento e visando a um objetivo específico da cooperativa.
b) Supervisão é a catalisação e a orientação dos recursos humanos, direta ou indiretamente
subordinados, em direção a metas e objetivos estabelecidos pela cooperativa em seu pro-
cesso de planejamento estratégico.
c) Coordenação é a capacidade de integrar, com método e ordem, os diversos conhecimen-
tos, atividades e pessoas alocadas no desenvolvimento de um processo, projeto ou siste-
ma, visando a um objetivo comum da cooperativa.
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d) Decisão é o delineamento de um futuro estado de coisas, que pode ser verdadeiro ou
falso, em razão dos elementos que o tomador de decisão tem disponíveis e que lhe propor-
cionam uma visão factual da situação presente e futura. Corresponde a uma escolha
entre vários caminhos alternativos que levam a determinado resultado.
e) Ação é a capacidade de tomar e pôr em prática as decisões necessárias para a solução das
situações diagnosticadas, otimizando os recursos disponíveis e alcançando os resultados
previamente estabelecidos pela cooperativa.
 IV \u2013 Componentes Tecnológicos
Os componentes tecnológicos são fundamentais para qualquer organização, em espe-
cial as cooperativas. O termo \u201ctecnologia\u201d nasceu com a revolução industrial no final do
século 18 e tem se estendido para outras áreas do conhecimento, além dos setores industri-
ais. O Dicionário da Língua Portuguesa (Holanda, 2007) define a palavra \u201ctecnologia\u201d como
\u201cum conjunto de conhecimentos, especialmente princípios científicos, que se aplicam a um
determinado ramo de atividade\u201d. Atualmente o termo tecnologia se estende para múltiplas
áreas do conhecimento, desde as Engenharias, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Exatas
e Naturais, inclusive as Ciências Humanas.
Neste livro usaremos as definições de tecnologia organizadas em três níveis, os quais
estão associados ao ambiente das organizações cooperativas:
a) Produto ou serviço oferecido, que corresponde à razão de ser da cooperativa, quando se
considera sua interação com os cooperados e o mercado em geral. O produto ou serviço
oferecido, em seu momento de assistência pós-venda, pode \u2013 e deve \u2013 ser um dos extremos
do processo de avaliação do modelo de gestão da cooperativa. Não se pode esquecer que
a outra parte desse processo também vem de fora da cooperativa, pois deve corresponder
às necessidades e expectativas dos clientes, formados pelos cooperados e pelo mercado
em geral, considerando tanto os clientes atuais quanto os potenciais, representados pe-
los não-clientes, que nunca foram clientes, bem como pelos ex-clientes, que deixaram de
sê-lo, o que pode significar uma situação problemática para a cooperativa.
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b) Processo que corresponde a um conjunto de atividades seqüenciais que apresentam rela-
ção lógica entre si, com a finalidade de atender e, preferencialmente, exceder as necessi-
dades e expectativas dos clientes externos (cooperados e mercado) e internos da coopera-
tiva (funcionários). O processo corresponde ao foco básico para a instituição e o desen-
volvimento do modelo de gestão nas cooperativas.
c) Conhecimento é a capacidade de entender o conceito e a estruturação de um assunto,
bem como efetivar sua aplicação em uma realidade específica da cooperativa. Essa
conceituação de conhecimento corresponde à amplitude maior da tecnologia, que pode
ser entendida como o conhecimento aplicado.
V \u2013 Componentes Comportamentais
Dentro dessa abordagem devem ser considerados os seguintes elementos:
a) Capacitação e habilidade de identificar, adquirir e aplicar conhecimentos \u2013 conceituais,
metodológicos e técnicos \u2013 em processos e atividades de sua área de atuação na cooperativa.
b) Desempenho e resultado efetivo que um funcionário apresenta quanto às atividades de
um cargo e função, em determinado período, em relação aos resultados negociados e
estabelecidos para uma atividade, área ou cooperativa.
c) Potencial, que engloba o conjunto de conhecimentos que um funcionário tem para desem-
penhar outras atividades, correlacionadas ou não a seu atual cargo e função cooperativa.
d) Comportamento ligado à operacionalização de um conjunto de atitudes que uma pessoa
apresenta em relação aos diversos fatores que estão presentes em seu ambiente de atuação.
e) Comprometimento, que é o processo interativo em que se consolida a responsabilidade
isolada ou solidária pelos resultados esperados pela cooperativa e seus associados.
A esses cinco elementos da abordagem comportamental e sua interação com o modelo
de gestão das cooperativas podem se agregar outros aspectos comportamentais importan-
tes, para os quais os dirigentes e gerentes executivos de cooperativas devem estar atentos,
por exemplo, aspectos ligados à liderança, poder e relações interpessoais.
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VI \u2013 Componentes da Mudança
As mudanças nos acompanham durante toda a vida. Elas se mostram cada vez mais rápi-
das, amplas e profundas, necessitando dos líderes, técnicos e profissionais, com capacidades
adicionais para acompanhá-las, além de serem, eles próprios, agentes de mudanças e inova-
ções, fazendo com isso que as inovações e mudanças sejam compatíveis e convergentes com os
objetivos da organização, em especial a organização cooperativa. Nesse sentido se requer:
a) Administração de resistências \u2013 processo de identificação