Sapatas
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8.2 VERIFICAÇÕES E DIMENSIONAMENTO..................................................................98 
8.3 SAPATA DE FORMA TRAPEZOIDAL.......................................................................100 
8.4 SAPATA ASSOCIADA COM VIGA DE RIGIDEZ ....................................................101 
8.5 EXEMPLO 9 ..................................................................................................................102 
9. QUESTIONÁRIO................................................................................................................111 
10. RERERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..............................................................................112 
 
 
 
UNESP \u2013 Bauru/SP \u2013 Sapatas de Fundação 1
1. DEFINIÇÕES 
 
 As definições apresentadas a seguir tomam como base a norma NBR 6122/2010. 
 
1.1 FUNDAÇÃO SUPERFICIAL 
 
 A fundação superficial é também chamada fundação rasa ou direta. É definida como: 
\u201celemento de fundação em que a carga é transmitida ao terreno pelas tensões distribuídas sob a 
base da fundação, e a profundidade de assentamento em relação ao terreno adjacente à 
fundação é inferior a duas vezes a menor dimensão da fundação.\u201d 
 Quanto ao dimensionamento, as fundações superficiais devem ser definidas por meio de 
dimensionamento geométrico e de calculo estrutural. 
 
1.2 SAPATA DE FUNDAÇÃO 
 
 Sapata de fundação é um \u201celemento de fundação superficial, de concreto armado, 
dimensionado de modo que as tensões de tração nele resultantes sejam resistidas pelo emprego 
de armadura especialmente disposta para esse fim.\u201d 
 
1.3 TIPOS DE SAPATAS 
 
 Sapata Isolada: transmite ações de um único pilar, que pode estar centrado ou 
excêntrico; pode ser retangular, quadrada, circular, etc., (Figura 1). 
 
h=cte h = var
 
 
Figura 1 \u2013 Sapata isolada. 
 
 
 Sapata corrida: \u201cSapata sujeita à ação de uma carga distribuída linearmente ou de 
pilares ao longo de um mesmo alinhamento.\u201d, (Figura 2). 
parede
sapata OU
 
Figura 2 \u2013 Sapata corrida para apoio de parede. 
 
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 Sapata associada: é a sapata comum a mais de um pilar, sendo também chamada sapata 
combinada ou conjunta (Figura 3). Transmitem ações de dois ou mais pilares e é utilizada como 
alternativa quando a distância entre duas ou mais sapatas é pequena. 
 
PLANTA
VR
A
A
P1 P2
ELEVAÇÃO CORTE AA
Viga de
rigidez
 
 
Figura 3 \u2013 Sapata associada (viga de fundação). 
 
 
 Viga alavanca ou viga de equilíbrio: \u201celemento estrutural que recebe as cargas de um 
ou dois pilares (ou pontos de carga) e é dimensionado de modo a transmiti-las centradas às 
fundações. Da utilização de viga de equilíbrio resultam cargas nas fundações diferentes das 
cargas dos pilares nelas atuantes.\u201d É comum em pilar de divisa onde o momento fletor 
resultante da excentricidade da ação com a reação da base deve ser resistido pela \u201cviga de 
equilíbrio\u201d (VE), Figura 4. 
 
sapata 2
VA
Viga alavanca (VA)
sapata 1
 
Figura 4 \u2013 Sapata com viga de equilíbrio. 
 
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 A configuração das vigas baldrames (VB) em relação à sapata pode variar, conforme 
alguns casos indicados na Figura 5. 
 
VB
VB
Viga
baldrame
(VB)
 
Figura 5 \u2013 Posicionamento da viga baldrame em relação à sapata. 
 
 
1.4 DETALHES CONSTRUTIVOS 
 
 \u201cA base de uma fundação deve ser assente a uma profundidade tal que garanta que o 
solo de apoio não seja influenciado pelos agentes atmosféricos e fluxos d\u2019água. Nas divisas com 
terrenos vizinhos, salvo quando a fundação for assente sobre rocha, tal profundidade não deve 
ser inferior a 1,5 m\u201d (NBR 6122/96, item 6.4.2). A Figura 6 mostra alguns detalhes construtivos 
sugeridos para as sapatas. 
 
\uf8f3
\uf8f2
\uf8f1
\u2265
cm20
3/h
h 0 
> 3
1
Lastro de concreto simples
( \u2265 5cm, fck \u2265 )\u3c3solo, rocha
h
h 0
3 a 10 cm
\u3b1
 
Figura 6 \u2013 Sugestão para alguns detalhes construtivos da sapata. 
 
 
 \u3b1 \u2264 30° (ângulo do talude natural do concreto fresco \u2013 não é obrigatório). 
 
 
2. SAPATAS ISOLADAS 
 
Nas sapatas isoladas, o centro de gravidade da sapata deve coincidir com o centro de 
aplicação da ação do pilar; a menor dimensão deve ser \u2265 60 cm (NBR 6122/96, 6.4.1); a relação 
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entre os lados deve ser A/B \u2264 2,5. Regularmente, os lados A e B devem ser escolhidos de modo 
que cA \u2248 cB , mostrados na Figura 7. 
 
 Se cA = cB : 
 
 A \u2013 ap = B \u2013 bp 
 
 
A \u2013 B = ap \u2013 bp \u21d2 Asx \u2248 Asy (ou AsA \u2248 AsB) 
 
 
B
A
b p
ap
C B
CACA
C B
 
Figura 7 \u2013 Notação para a sapata isolada. 
 
 
2.1 CLASSIFICAÇÃO QUANTO À RIGIDEZ 
 
 Conforme a NBR 6118/03 (item 22.4.1), a classificação das sapatas quanto à rigidez é: 
 Sapata rígida: 
3
 )a -(A 
h p\u2265 
 
 Sapata flexível: 
3
 )a -(A 
h p< 
 
h
A
ap Pilar
 
Figura 8 \u2013 Altura h da sapata. 
 
 
com: h = altura da sapata (Figura 8); 
 A = dimensão (lado) da sapata numa determinada direção; 
 ap = dimensão do pilar na direção do lado A. 
 
Nota: a classificação acima deve ser verificada segundo as duas direções da sapata, ou seja, 
segundo as direções dos lados A e B de sapatas retangulares. 
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 Pelo CEB-70, a sapata é rígida quando: 
 
0,5 \u2264 tg \u3b2 \u2264 1,5 (26,6º \u2264 \u3b2 \u2264 56,3º) 
 
tg \u3b2 = h / c 
 
h
ap Pilar
\u3b2
C
Balanço
 
Figura 9 \u2013 Ângulo \u3b2 e balanço c. 
 
 
 E também: 
 
 tg \u3b2 < 0,5 \u21d2 sapata flexível; 
 
tg \u3b2 > 1,5 \u21d2 bloco de fundação - dispensa-se a armadura de flexão porque o concreto 
resiste a \u3c3t . 
 
 
2.2 COMPORTAMENTO ESTRUTURAL 
(NBR 6118/03, 22.4.2) 
 
2.2.1 Sapatas Rígidas 
 
 São aquelas com alturas \u201cgrandes\u201d e tem a preferência no projeto de fundações. 
 
a) há flexão nas duas direções (A e B), com a tração na flexão sendo uniformemente distribuída 
na largura da sapata. As armaduras de flexão AsA e AsB são distribuídas uniformemente nas 
larguras A e B da sapata (Figura 10). 
 
Sapata
rígida
As B
As AA
 
Figura 10 \u2013 Armaduras positivas de flexão de sapata isolada. 
 
 
b) há atuação de força cortante nas duas direções (A e B), não apresentando ruptura por tração 
diagonal, e sim por compressão diagonal, a ser verificada conforme o item 19.5.3.1 (Figura 11). 
Não há possibilidade de punção, porque a sapata fica inteiramente dentro do cone de punção. 
 
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Seção a ter compressão
verificada (item 19.5.3.1
da NBR6118)
\u3c3I
\u3c3II
 
Figura 11 \u2013 Tensões principais na sapata isolada. 
 
 
2.2.2 Sapatas Flexíveis 
 
 São aquelas com alturas \u201cpequenas\u201d. \u201cEmbora de uso mais raro, as sapatas flexíveis são 
utilizadas para fundação de cargas pequenas e solos relativamente fracos.\u201d (NBR 6118/03). 
 
a) há flexão nas duas direções, mas a tração na flexão não é uniforme na largura (Figura 12); 
b) há a necessidade da verificação à punção. 
N
p
M
(variável)
 
Figura 12 \u2013 Momento fletor na sapata flexível. 
 
 
2.3 DISTRIBUIÇÃO DE TENSÕES NO SOLO 
 
 As principais variáveis que afetam a distribuição de tensões são: características das 
cargas aplicadas, rigidez relativa fundação-solo, propriedades do solo e intensidade das cargas. 
(ver Velloso e Lopes \u2013 Fundações, v.1, ed. Oficina de Textos). 
 A distribuição real não é uniforme, mas por simplicidade, na maioria dos casos, admite-se 
a distribuição uniforme, o que geralmente resulta esforços solicitantes maiores (Figura 13). A 
NBR 6122 (6.3.2) admite a distribuição uniforme, exceto no caso de fundações apoiadas sobre 
rocha. 
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Rígida
distribuiçao
admitida
distribuição
real