Historia da Arte 2007 LIVRO
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Historia da Arte 2007 LIVRO


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Idade Média, Renascimento e Barroco, até 
chegar ao século XX.
Cinema e história
Agonia e êxtase \u2013 Produção norte-americana da 20th Century Fox, 
dirigida por Carol Reed, lançado em 1965. Charlton Heston e Rex 
Harrison interpretam duas das mais marcantes personalidades da 
Renascença italiana: Michelangelo e o Papa Júlio II. O fi lme aborda a 
tensa relação entre eles durante a pintura da Capela Sistina.
Saiba Mais!
FTC EaD | HISTÓRIA68
NOVAS IMPRESSÕES: DO 
IMPRESSIONISMO AO PÓS-
MODERNISMO
IMPRESSIONISMO
O movimento artístico denominado Impressionismo estabeleceu-se entre 1850 e 1900, expressando-
se através da pintura. Sua denominação é decorrente do quadro Impressão: Nascer do Sol de Claude Monet 
(1840-1926), sobre o qual o crítico de arte Louis Leroy pejorativamente construiu o termo impressionista. 
Esse estilo é uma reação à rigidez formalista da Academia. Sua principal característica é a importância que 
confere à cor e à luz. As tonalidades cromáticas não devem ser impressas através da mistura de tintas, elas 
devem ser construídas no próprio quadro através da disposição de várias cores puras levando a uma asso-
ciação ótica por parte do espectador. As próprias sombras são coloridas, obedecendo ao princípio das cores 
complementares, já utilizado por Delacroix. As formas não devem ter contornos. O pintor impressionista 
pintava ao ar livre para melhor capturar a efemeridade da luminosidade única de um momento, a impressão 
do momento. A partir desses princípios, cada artista trilhou seu próprio caminho.
Claude Monet (1840-1926) era um observa-
dor da luz; o cavalete, as tintas e os pincéis eram as 
suas ferramentas. Sua temática eram as paisagens, 
que se tornavam o mote para o seu foco principal: 
a luz. As suas séries retratam as paisagens em dife-
rentes momentos de iluminação. As mais famosas 
foram as da Catedral de Rouen e a das nenúfares. 
Nesses quadros, um conjunto de manchas de cor 
cintila. Seus quadros parecem ser a visão de um 
míope: sem contornos defi nidos, desfocados as-
semelham-se a borrões. Na imagem a seguir, qua-
se que sentimos o movimento suave da água e das 
nuvens, que estão refl etidas na água.
Pierre Auguste Renoir (1841-1919) era o 
pintor da joie de vivre, alegria de viver. Ele era um pintor urbano, de pessoas em movimento. Sua obra de maior 
impacto foi Le Moulin de la Galette (O Moinho Galette), que retrata um local público de diversão em pleno 
movimento. Através de um jogo de cor, luz e sombra, ele capta o momento, um clima de vivacidade e alegria.
Nenúfares. Claude Monet. Óleo sobre tela, 1903. Dimensões: 
74,6 x 105,3cm. Coleção privada.
O Moinho de la Galette. Auguste Renoir. Óleo sobre telas, 1876. 
Dimensões: 131 x 175 cm. Musée d\u2019Orsay, Paris, França.
História da Arte 69
Edgar Degas (1834-1917) foi gravurista, pintor e escul-
tor. Sua formação de desenhista fez com que usasse o pastel 
para obter efeitos de traço, tonalidade e cor. Suas obras re-
tratam ambientes interiores, com luz artifi cial. Seu objetivo é 
capturar o momento de um movimento. O teatro e a dança o 
fascinam, utilizando cenas desses como referências fi gurativas 
em seu trabalho. Diferentemente dos demais impressionistas, 
trabalhava em estúdio e não ao ar livre. Os personagens mais 
comuns, como bailarinas e cavalos, eram os seus preferidos. 
As suas bailarinas são capturadas em pleno movimento. A 
perspectiva oblíqua é empregada para imprimir dinâmica.
É difícil rotular o grande escultor francês Auguste Ro-
din (1840-1917). Experiências escultóricas impressionistas fo-
ram realizadas por Degas, mas Rodin atinge outro patamar. Ele 
pode ser considerado impressionista em sua busca por plasmar 
o momento da criação. Em duas de suas mais conhecidas obras, 
O Pensador e O Beijo, seu objetivo é capturar, de forma tridi-
mensional, o momento signifi cativo de um gesto humano. Suas 
composições são intensas, exibem o princípio estético do inacaba-
do. O Beijo tornou-se o símbolo da paixão carnal. As duas fi guras 
humanas individuais se entrelaçam pontualmente, realçando em 
suas posturas a sensualidade dos corpos despidos.
Prima Ballerina. Edgar Degas. Pastel, 58,4 x 
42,0 m. Museu do Louvre, Paris, França.
O Beijo. Auguste Rodin. Escultura 
em mármore, 1886-98. Museu Ro-
din, Paris, França.
Mulher em sua toilette. Berthe Morisot, 1895.
O movimento impressionista nasceu nas reuniões com seus principais pintores no estúdio foto-
gráfi co de Nadar, na Rue de Capucines, Paris. 
Há poucas mulheres presentes na História da Arte. No Impressionismo está presente a fi gura 
da pintora francesa Berthe Morisot (1841-1895). Discípula de Corot e Millet, começou a buscar novos 
caminhos. Conheceu o pintor impressionista Manet, tornando-se sua discípula e passando a pintar 
ao ar livre, e acabou casando com um irmão deste. Foi a primeira mulher aceita no grupo dos artistas 
impressionistas, participando da primeira exposição destes em 1874. Pintora de paisagens, seu tema 
principal foram as cenas da vida doméstica, que trata com extraordinário lirismo. Sua característica são 
as pinceladas curtas e rápidas que diluem os contornos das formas. 
Você Sabia?
FTC EaD | HISTÓRIA70
PÓS-IMPRESSIONISMO
Segundo Janson (1984, p. 619), o Pós-Impressionismo 
designa um grupo de artistas que, tendo passado por uma fase im-
pressionista, se sentiram insatisfeitos perante as limitações do esti-
lo e o ultrapassaram em diferentes direções. Como não partilhavam 
um objetivo comum, torna-se difícil encontrar para eles um termo 
mais descritivo que o de Após-Impressionismo. Em todo caso, não 
eram \u2018anti-impressionistas\u2019. Longe de tentarem desfazer os efeitos da 
\u2018Revolução de Manet\u2019, quiseram, pelo contrário, levá-la mais além. O 
Após-Impressionismo é uma fase mais tardia do movimento que co-
meçara na década de 1860 com quadros como o Déjeuner de Manet.
Assim, o Pós-Impressionismo foi uma busca empreendida por artistas impressionistas, individu-
almente, por novos caminhos, novas formas de expressão. Não há uma unidade entre eles, nem técnica 
nem temática. Não há um programa único. Não há uma organização formal. Apenas uma origem co-
mum: o Impressionismo. As experiências deles irão infl uenciar os movimentos da Arte Moderna. 
O pintor francês Paul Cézanne (1839-1906) passou a buscar a 
representação através da redução dos objetos a formas geométricas 
tridimensionais: esfera, cubo, cilindro, etc. Por isso, é um precursor 
do movimento Cubista. O volume e as cores fortes são essenciais em 
sua obra. Para ressaltar o volume realizava distorções das formas e 
acentuava os contornos em preto. Interessava-lhe \u201ctanto a estabilidade 
como a instabilidade das coisas, tanto o seu valor conceitual como o 
ótico, a realidade dessas coisas como a realidade da tinta sobre sua 
tela\u201d (LYNTON, 1966, p.48). A natureza-morta é seu tema predileto, 
embora tenha executado paisagens e retratos. 
George-Pierre Seurat (1859-91), em busca da captura da luz, de 
sua apreensão em um momento, desenvolveu uma técnica de representação pictórica denominada Pontilhis-
mo ou Divisionismo. Essa técnica consiste em compor as formas através de pequenos pontos ou manhas 
justapostos, que levam a uma mistura ótica na visualização da obra pelo espectador. Esses pontos são vistos 
de perto, mas se fundem à distância. As cores são subdivididas em vários pequenos pontos de uma varieda-
de de tons, segundo a lei das cores complementares. Dessa forma, ele traduz a luz em cor. Esse seu método 
pictórico, \u201cbaseado no estudo científi co da realidade, serviu de apoio a uma tendência para o uso livre e an-
tinaturalista da cor, tendência que veio a constituir um dos alicerces da pintura moderna\u201d (LYNTON, 1966, 
p.47). Ele vai infl uenciar o Fauvismo e o Futurismo.
As composições de Seurat tendem a um caráter estático 
e à simplifi cação da forma. Um dos seus quadros mais