Historia da Arte 2007 LIVRO
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Historia da Arte 2007 LIVRO


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pós-moderno, pois \u201cas 
denominações não são casuais. Elas carregam signifi cados\u201d (SANTAELLA, 1994, p.30). Assim, vê-se 
logo uma vinculação explícita com o Moderno, uma relação de contigüidade. O prefi xo pós indicando 
uma posteridade, o que vem depois, mantendo, contudo. uma referencialidade. Não traz a ruptura, o 
antagonismo do prefi xo anti, indica uma continuidade diferenciada. Essa identidade umbilical é marcada 
por uma negação ou modifi cação. Para caracterizar o pós-moderno recorre-se ao moderno:
a única grande diferença entre ambos está apenas e muito mais na 
perda das ilusões heróicas, dos ideais de grandeza e da agressividade 
combativa, ainda infantis e mesmo adolescentes, dos modernistas, 
perda esta que caracteriza uma mudança substancial sob o nome de 
pós-modernidade (SANTAELLA, 1994, p.28)
O mundo mudou e o projeto modernista, a crença em um mundo melhor, não se realizou. A 
tecnologia dominou o cotidiano, vivencia-se uma crise de valores, o bombardeio incessante de infor-
mações aleatórias, o império das imagens, da simulação que supera a realidade. O indivíduo tornou-se 
consumista, hedonista e narcisista (SANTOS, 1997, p.86). A pós-modernidade é marcada pela desilusão, 
pela descrença. Evoca o mal du siècle, o spleen do século XIX. Mas, agora, não há desespero, rebeldia, 
tédio ou angústia inquietante dos românticos oitocentistas. O que domina é a apatia, o desencanto, a 
anomia (ausência de lei), a falta de identidade ou pertencimento, o vazio. Não há esperança, projetos de 
futuro, o que importa é o presente, o aqui e agora. Não há verdade, há possibilidades. Não há certezas, 
vive-se a revisão dos conceitos, a dúvida. O pós-modernismo é experimentação, ecletismo, pluralidade, 
irreverência. Não existe unidade e sim, tendências individuais, fragmentações. A condição pós-moderna 
ARTE PÓS-MODERNA
História da Arte 77
\u201cé precisamente a difi culdade de sentir e representar o mundo onde se vive\u201d (SANTOS, 1997, p.108). E 
por isso, não há objetivos e propostas únicas, há uma desconstrução de valores. Jair Ferreira dos Santos 
aponta dois momentos do pós-moderno: rupturas e resistências. 
Período de ruptura (1950-1970)
Nesse primeiro momento pós-moderno simplifi ca-se o objeto artístico, numa postura anti-inte-
lectualista, em busca de uma comunicação direta, objetiva com o público; há a fusão com a estética de 
massa; materiais não artísticos são experimentados; superfi cialidade e efemeridade são as suas legendas. 
É o tempo da Action Painting, Pop-Art, Op-Art, arte cinética, arte povera, land art (arte terra). 
Período de resistência (desde 1980)
O segundo momento do pós-modernismo é o da Geração 1980, cansada de experimentação, sem 
perspectivas, sem ilusões, uma reação ao \u201cvale tudo\u201d. Há vários artistas e vertentes individuais. É o domí-
nio do pastiche e do neo-expressionismo.
Na arte pós-moderna não é a obra em si o que importa e, sim, o processo, o conceito. Com um 
bom discurso se constrói a arte. A questão é tão séria que o historiador da arte Argan se pergunta se a arte 
não morreu. Seria muito radical e de um extremo pessimismo acreditar nisso, é preferível crer na dinâmica 
da arte, em tranformações. Quais serão os novos caminhos da arte?
Atividade complementar
Qual era a principal busca do Impressionismo?
Em que consiste o Pós-Impressionismo?
 O que é um revival?
1.
2.
3.
FTC EaD | HISTÓRIA78
Qual é a diferença entre Fauvismo e Cubismo?
Como você defi niria a arte Pós-Moderna?
4.
5.
Estante do historiador
A História da Arte \u2013 Escrito pelo historiador da Arte Ernst 
H. Gombrich, editado pela LTC, encontra-se em sua 16ª edição. 
Esse livro introdutório enfoca a arte desde as pinturas rupestres 
até a arte experimental dos dias atuais. Tecendo várias conexões, o 
autor descreve seu objetivo como sendo o de trazer alguma ordem 
compreensível à riqueza de nomes, períodos e estilos artísticos.
Cinema e história
Sede de viver \u2013 Produção norte-americana da MGM, diri-
gida por Vicente Minneli, lançado em 1956. O fi lme abor-
da a vida do pintor Van Gogh, mestre do impressionismo, 
dividido entre a genialidade e a sua mente atormentada. 
Saiba Mais!
História da Arte 79
ABÓBADA \u2013 Cobertura arqueada de pedras aparelhadas (aduelas), tijolos ou betão. A abóbada de 
berço é semicilíndrica e formada por arcos sucessivos. A abóbada de arestas é resultado da inter-
secção de duas abóbadas de berço iguais.
ÁBSIDE \u2013 Recinto semicircular ou poligonal de uma igreja, coberta por uma cúpula.
AFRESCO \u2013 Técnica de pintura sobre a parede, argamassa fi na úmida. Os pigmentos são diluídos 
em água e a pintura é absorvida pela argamassa ao secar.
APADANA - Tenda em pedra, sua origem nômade. Sala de audiências dos palácios persas, formada 
por muitas e altas colunas. 
AQUEDUTO \u2013 Canal artifi cial para condução de água de uma nascente a uma cidade.
ARCADA \u2013 Conjunto, sucessão de arcos, sustentados por colunas ou pilares.
ARCO \u2013 Elemento de construção curvo, acima de um vão.
ARCO OGIVAL OU QUEBRADO \u2013 arco característico da arquitetura gótica, formado pelo cru-
zamento de duas curvas que se encontram e formam um ângulo mais ou menos agudo na parte 
superior. Distribui melhor as forças de equilíbrio da cobertura.
ARCO PLENO \u2013 Arco de seção semicircular, que forma um ângulo de 180º.
ARCOBOTANTE \u2013 Arco característico da arquitetura gótica, que se enconta à parede da cons-
trução para receber o peso da cobertura, descarregando-o nos contrafortes. Eles diminuem a carga 
das paredes, possibilitando que sejam mais estreitas e possuam muitas e grandes aberturas. 
ARTE RUPESTRE \u2013 Arte feita nas rochas, geralmente nas paredes das das cavernas. 
ATLANTE - Escultura masculina usada como suporte, coluna em um edifício. Seu feminino cha-
ma-se cariátide.
ATRIUM OU ÁTRIO \u2013 Pátio central interno de uma casa romana. Pátio aberto de entrada, que 
antecede a fachada de uma igreja.
AURÉOLA \u2013 Ou halo ou nimbo. Círculo luminoso que rodeia a cabeça de fi guras divinas ou san-
tas, como sinal de distinção.
BETÃO \u2013 Mistura de areia ou cascalho com argamassa ou cimento inventada no Oriente Próximo, 
aperfeiçoada pelos Romanos e retomada no Renascimento.
BOTARÉU \u2013 Contraforte que serve de apoio aos arcobotantes.
BRONZE \u2013 Liga de cobre e estanho, usado na escultura desde a Pré-História.
CANELURA \u2013 Entalhes ou sulcos verticais no fuste de uma coluna ou pilastra.
CAPITEL \u2013 Parte superior de uma coluna ou pilastra, acima do fuste e sob a arquitrave.
CARIÁTIDE \u2013 Escultura feminina usada como suporte, coluna em um edifício. Seu masculino 
chama-se atlante.
CATACUMBA \u2013 Cemitério subterrâneo. 
CELLA \u2013 Sala principal, santuário do templo, reservado à imagem do deus. Também chamada de nãos.
CHIAROSCURO \u2013 Claro-escuro. Artifício que consiste em pintar partes iluminadas e partes de 
sombra, numa modelagem de formas através dos contrastes da luz e da sombra.
Glossário
FTC EaD | HISTÓRIA80
CLERESTÓRIO \u2013 Conjunto de janelas altas, dispostas sobre um telhado adjacente.
COLATERAL \u2013 Nave ou passagem paralela à nave principal.
COLUNA \u2013 Elemento arquitetônico, suporte vertical cilíndrico, composto geralmente por três 
partes: base, fuste e capitel. Quando está encostada numa parede é chamada adossada; quando está 
inserida em um muro é dita embebida (coluna de meio corpo). 
COLUNATA \u2013 Conjunto de colunas dispostas regularmente.
CONTRAFORTE \u2013 Suporte construído numa parede externa para sustentar o peso de uma abó-
boda ou arco interno.
CORO \u2013 Espaço reservado para o clero, na capela-mor, à direita e à esquerda do altar, com uma ou 
mais fi las de bancadas. Parte da Igreja destinada ao canto do ofício.
CROMLECH - Conjunto de menires e dolmens alinhados, agrupados em círculo.
CRUZ GREGA \u2013 Cruz na qual as linhas vertical e horizontal são de igual tamanho. 
CRUZ LATINA \u2013 Cruz na qual a linha