Manual de Agregados para a Construcao Civil 1 edicao
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Manual de Agregados para a Construcao Civil 1 edicao


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disso, a publicação do título de licenciamento implicará na baixa na 
transcrição da autorização de pesquisa e no arquivamento do respectivo 
processo, cabendo ao titular o cumprimento de todas as obrigações inerentes 
ao título até a data da publicação do registro de licença. 
Na hipótese de o requerimento de opção de mudança de regime vir a ser 
protocolizado antes de completado um terço do prazo de vigência da 
autorização de pesquisa, fica o titular dispensado da apresentação do relatório 
dos trabalhos de pesquisa realizados. 
Assim, vencido o alvará de pesquisa antes da publicação do registro de 
licença sem que o titular tenha requerido a sua prorrogação, será efetuada baixa 
na transcrição do título, prosseguindo-se o requerimento de registro de licença 
nos seus ulteriores termos. 
2.2.4. Requerimento de Concessão de Lavra 
A lavra se constitui em um conjunto de operações coordenadas 
objetivando o aproveitamento industrial da jazida, desde a extração das 
substâncias minerais úteis que contiver, até o beneficiamento das mesmas. 
No caso das substâncias minerais de emprego na construção civil, elas não 
podem ser submetidas a processo industrial de beneficiamento e também não 
podem se destinar como matéria-prima à indústria de transformação, sejam 
elas aproveitadas através do Regime de Licenciamento ou do Regime de 
Autorização e Concessão. 
Aspectos Legais 
 
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O requerimento de concessão de lavra deverá ser dirigido ao Ministro de 
Estado de Minas e Energia e deverá ser instruído com os seguintes elementos 
de informação e prova: certidão de registro, no Departamento Nacional de 
Registro do Comércio, da entidade constituída; designação das substâncias 
minerais a lavrar, com indicação do alvará de pesquisa outorgado, e de 
aprovação do respectivo Relatório; denominação e descrição da localização do 
campo pretendido para a lavra, relacionando-o, com precisão e clareza, aos 
vales dos rios ou córregos, constantes de mapas ou plantas de notória 
autenticidade e precisão, e estradas de ferro e rodovias, ou, ainda, a marcos 
naturais ou acidentes topográficos de inconfundível determinação; suas 
confrontações com autorização de pesquisa e concessões de lavras vizinhas, se 
as houver, e indicação do Distrito, Município, Comarca e Estado, e, ainda, 
nome e residência dos proprietários do solo ou posseiros; definição gráfica da 
área pretendida, delimitada por figura geométrica formada, obrigatoriamente, 
por segmentos de retas com orientação Norte-Sul e Leste-Oeste verdadeiros, 
com dois de seus vértices, ou excepcionalmente um, amarrados a ponto fixo e 
inconfundível do terreno, sendo os vetores de amarração definidos por seus 
comprimentos e rumos verdadeiros, e configuradas, ainda, as propriedades 
territoriais por ela interessadas, com os nomes dos respectivos superficiários, 
além de planta de situação; servidões de que deverá gozar a mina; plano de 
aproveitamento econômico da jazida; prova de disponibilidade de fundos ou 
da existência de compromissos de financiamento, necessários para a execução 
do plano de aproveitamento econômico e operação da mina. 
Além disso, o Plano de Aproveitamento Econômico da jazida deverá se 
constituir de Memorial explicativo e Projetos ou anteprojetos referentes ao 
método de mineração a ser adotado, fazendo referência à escala de produção 
prevista inicialmente e à sua projeção; ao transporte na superfície; às 
instalações de energia, de abastecimento de água e condicionamento de ar; à 
higiene da mina e dos respectivos trabalhos; às moradias e suas condições de 
habitabilidade para todos os que residem no local da mineração. 
Uma vez publicada a Portaria de Concessão de Lavra, a concessionária 
deverá recolher uma taxa de emolumentos e requerer a imissão de posse da 
jazida, no prazo de noventa dias, contados da publicação da Portaria. E, sob 
pena de sanções, a concessionária é obrigada a iniciar os trabalhos previstos no 
plano de lavra, dentro do prazo de seis meses, contados da data da publicação 
da Portaria de Concessão no Diário Oficial da União, salvo motivo de força 
maior, a juízo do DNPM; 
Manual de Agregados para Construção Civil \u2013 CETEM 
 
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O minerador tem, consequentemente, diversas obrigações para proteger 
tanto a jazida \u2013 para posterior aproveitamento \u2013 como o meio ambiente. 
Assim, deve lavrar a jazida de acordo com o plano de lavra aprovado pelo 
DNPM, e cuja segunda via, devidamente autenticada, deverá ser mantida no 
local da mina; extrair somente as substâncias minerais indicadas na Portaria de 
Concessão; comunicar imediatamente ao DNPM o descobrimento de qualquer 
outra substância mineral não incluída na Portaria de Concessão; executar os 
trabalhos de mineração com observância das normas regulamentares; confiar, 
obrigatoriamente, a direção dos trabalhos de lavra a técnico legalmente 
habilitado ao exercício da profissão; não dificultar ou impossibilitar, por lavra 
ambiciosa, o aproveitamento ulterior da jazida; responder pelos danos e 
prejuízos a terceiros, que resultarem, direta ou indiretamente, da lavra; 
promover a segurança e a salubridade das habitações existentes no local; evitar 
o extravio das águas e drenar as que possam ocasionar danos e prejuízos aos 
vizinhos; evitar poluição do ar, ou da água, que possa resultar dos trabalhos de 
mineração; tomar as providências indicadas pela Fiscalização dos Órgãos 
Federais; não suspender os trabalhos de lavra, sem prévia comunicação ao 
DNPM; manter a mina em bom estado, no caso de suspensão temporária dos 
trabalhos de lavra, de modo a permitir a retomada das operações; e apresentar 
ao DNPM - até o dia 15 de março de cada ano, relatório das atividades 
realizadas no ano anterior. 
3. LEGISLAÇÃO AMBIENTAL 
São três as Licenças Ambientais indispensáveis à obtenção de direito 
mineral para explotação de substâncias minerais de emprego imediato na 
construção civil: Licença Prévia - LP, Licença de Instalação - LI e Licença de 
Operação \u2013 LO, seja através do Regime de Licenciamento, seja através do 
Regime de Autorização e Concessão. 
3.1. Registro de Licenciamento 
O licenciamento ambiental, indispensável para a outorga e publicação do 
Registro de Licenciamento, está disciplinado pela Resolução CONAMA nº 10, 
de 6 de dezembro de 1990. 
Para a solicitação da Licença Prévia - LP, de Instalação - LI e de 
Operação - LO deverão ser apresentados os documentos relacionados nos 
Anexos I, II e III dessa Resolução nº 10/1990, de acordo com o tipo de 
Aspectos Legais 
 
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empreendimento e fase em que se encontre. Caso o empreendimento necessite 
ser licenciado por mais de um Estado, dada a sua localização ou abrangência de 
sua área de influência, os órgãos estaduais deverão manter entendimento 
prévio no sentido de, na medida do possível, uniformizar as exigências a serem 
formuladas, para que não acarretem ao minerador dispêndios perfeitamente 
evitáveis. 
A critério do órgão ambiental competente, o empreendimento, em 
função de sua natureza, localização, porte e demais peculiaridades, poderá ser 
dispensado da apresentação dos Estudos de Impacto Ambiental - EIA e do 
respectivo Relatório de Impacto Ambiental - RIMA. É o caso do 
aproveitamento dos agregados da construção civil que não acarretam danos 
muito significativos ao meio ambiente. 
Todavia, na hipótese da dispensa de apresentação dos EIA/RIMA, o 
minerador deverá apresentar um Relatório de Controle Ambiental - RCA, 
elaborado de acordo com as diretrizes a serem estabelecidas pelo órgão 
ambiental. 
A Licença Prévia deverá ser requerida ao órgão ambiental, ocasião em 
que o minerador deverá apresentar os Estudos de Impacto Ambiental com o 
respectivo Relatório de Impacto Ambiental ou o Relatório de Controle 
Ambiental e demais documentos necessários. Neste caso, o órgão ambiental 
competente, após a análise da documentação pertinente,