Código de Processo Civil Anotado - OAB Paraná
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Código de Processo Civil Anotado - OAB Paraná


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NO CASO, DA REQUERIDA. FIXAÇÃO DE HO-
NORÁRIOS EM FAVOR DO CURADOR ESPECIAL NÃO JUSTIFICADA. RECURSO 
PROVIDO. (TJPR. 17ª CC. AC 1009547-5. Rel.: Fernando Paulino da Silva Wolff 
Filho. J. 15.05.2013)
AÇÃO MONITÓRIA. ANTECIPAÇÃO DOS HONORÁRIOS AO CURADOR ESPE-
CIAL. IMPOSSIBILIDADE. INAPLICABILIDADE DO ART. 19 DO CPC. VERBA A 
SER PAGA PELO SUCUMBENTE, EX VI DO ART. 20 DO CPC. RECURSO PROVI-
DO. (TJPR. 4ª CC. AI 949732-3. Rel.: Guido Döbeli. J. 07.05.2013)
EXECUÇÃO. NOMEAÇÃO DE CURADOR ESPECIAL. INTEGRANTE DE NÚCLEO 
DE PRÁTICA JURÍDICA DE UNIVERSIDADE. ATIVIDADE EQUIVALENTE À DE-
FENSOR PÚBLICO. Art. 5º, § 5º da Lei nº 1060/50. Prazo em dobro. (TJPR. 16ª 
CC. AC 974918-2. Rel.: Joatan Marcos de Carvalho. J. 06.02.2013)
Art. 10. O cônjuge somente necessitará do consentimento do 
outro para propor ações que versem sobre direitos reais imobi-
liários. 
§ 1º Ambos os cônjuges serão necessariamente citados para as 
ações: 
I - que versem sobre direitos reais imobiliários; 
II - resultantes de fatos que digam respeito a ambos os cônjuges 
ou de atos praticados por eles;
III - fundadas em dívidas contraídas pelo marido a bem da família, 
mas cuja execução tenha de recair sobre o produto do trabalho 
da mulher ou os seus bens reservados;
IV - que tenham por objeto o reconhecimento, a constituição 
ou a extinção de ônus sobre imóveis de um ou de ambos os 
Artigo 9ºKleber Cazzaro
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I. Dispensa de outorga uxória: O cônjuge está dispensado de buscar autori-
zação do outro quando o regime for da separação absoluta dos bens. (CC, Art. 
1647, II). Em sendo qualquer outra situação, haverá de buscá-la. O regime de 
casamento a ser observado é o que vigia à época da propositura da ação. A 
autorização pode ser dada de qualquer forma, desde que o modo seja idôneo, 
espontâneo e sem qualquer vício. 
 
II. União estável: as regras do artigo 10 se referem às pessoas casadas regu-
larmente. Em que pese haja divergência jurisprudencial sobre isso, aquelas que 
vivem em união estável ou possuem sociedade de fato não se subordinam a tal 
regra. Logo, desnecessária autorização recíproca para ajuizar ação real. Con-
tudo, elas podem ser titulares em conjunto de um direito real imobiliário. Neste 
caso, deverão participar da causa, obrigatoriamente. Eles daí, estão associados 
em condomínio e assim devem ser juridicamente tratados.
JULGADOS 
Ação pauliana
\u201cA ação pauliana tem natureza pessoal, e não real, razão pela qual não é ne-
cessária a citação dos cônjuges do devedor-doador e dos donatários. Necessi-
dade, contudo, de citação do cônjuge do devedor que participou do contrato de 
doação por força do inciso II do art. 10 do Código de Processo Civil\u201d. (STJ. 3T. 
REsp 750.135/RS. Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino. J. 12/04/2011)
Reintegração na posse
\u201cA citação de ambos os cônjuges nas ações possessórias somente se faz im-
prescindível quando se trata de composse ou ato por ambos praticados. A dis-
cussão viu-se superada, no caso, em razão da modificação do art. 10 do CPC 
pela lei 8.952/1994, que normatizou a posição majoritariamente construída por 
doutrina e jurisprudência\u201d. (STJ. 4T. REsp 76.721/PR. Rel. Min. Sálvio de Figuei-
redo Teixeira. J. 19/02/1998)
Reintegração de posse. citação do cônjuge da parte demandada
É dispensável, por não se tratar de ação real. (STJ. 3T. REsp 40.721/MG. Rel. 
Min. Nilson Naves. J. 13/06/1994)
Artigo 10Kleber Cazzaro
AUTOR
Kleber Cazzaro
cônjuges.
§ 2º Nas ações possessórias, a participação do cônjuge do au-
tor ou do réu somente é indispensável nos casos de composse 
ou de ato por ambos praticados.
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Ação anulatória de ato jurídico. contrato de cessão de direitos possessór-
ios. outorga conjugal. desnecessidade
Instrumento que não visa a transmitir a propriedade ou a gravar de ônus real o 
imóvel, cedendo tão somente os direitos de posse do bem. Art. 1647, I, do Có-
digo Civil. (TJPR. 7ª CC. AC 889844-8. Rel.: Luiz Sérgio Neiva de Lima Vieira. J. 
02.04.2013)
Ação declaratória de nulidade de ato jurídico
\u201cA outorga uxória é requisito legal imprescindível para a validade do ato de com-
pra e venda, sob pena de ser considerado nulo. No caso concreto, os vende-
dores (genitores) não estavam presentes no ato solene, pois estavam represen-
tados pelo seu bastante procurador, cuja procuração, inclusive, não lhe conferia 
poderes especiais para alienar bem imóvel. Portanto, ausente a devida vênia 
conjugal.\u201d (TJPR. 11ª CC. AC 931408-7. Rel.: Gamaliel Seme Scaff. J. 21.11.2012)
Embargos de terceiro
\u201cDesnecessário o consentimento conjugal para a oposição de embargos de 
terceiro quando o negócio jurídico é de natureza pessoal e foi celebrado por 
apenas um dos cônjuges\u201d. (TJPR. 7ª CC. AC 953366-8. Rel. Guilherme Luiz 
Gomes. J. 09.10.2012)
Ação declaratória de anulabilidade de escritura pública de compra e venda
\u201cA ausência de consentimento ou outorga uxória em declaração de transferência 
de imóvel pertencente ao patrimônio do casal é ato jurídico absolutamente nulo 
e, por isso, imprescritível, podendo sua nulidade ser declarada a qualquer tem-
po, além de não produzir qualquer efeito jurídico\u201d. (TJPR. 7ª CC. AC 900967-8. 
Rel. Luiz Sérgio Neiva de Lima Vieira. J. 18.09.2012)
Embargos do devedor 
\u201cA anulação dos atos do marido praticados sem outorga da mulher, só por ela 
ou seus herdeiros poderá ser demandada uma vez que a fiança assim concedi-
da, com violação do art. 235, III, do Código Civil, é anulável e não nula de pleno 
direito\u201d. (TAPR. 3CC (extinto TA). AC 164436-6. Rel.: Hamilton Mussi Corrêa. J. 
02.10.2001)
Promessa de compra e venda de imóvel não loteado 
\u201cA promessa de compra e venda de imóvel não loteado, por gerar apenas obri-
gação de fazer, não exige, para sua validade, ou para sua eficácia, a outorga da 
mulher do promitente-comprador, respondendo o marido por perdas e danos, 
caso essa outorga não seja concedida, nos termos do art. 929, do CC. Válida 
a promessa de compra a venda, a adjudicação dela decorrente não pode ser 
anulada, porque a este tempo já dissolvida a sociedade conjugal, vale dizer, im-
possível falar-se em necessidade de consentimento conjugal para o ato\u201d. (TJPR. 
2ª CC. AC 69282-6. Rel.: Munir Karam. J. 24.05.2000)
Art. 11. A autorização do marido e a outorga da mulher podem 
Artigo 10Kleber Cazzaro
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I. Suprimento: Só tem aplicabilidade para o caso de um dos cônjuges estiver 
ocupando o pólo passivo da ação. Em regra o pedido poderá ser feito no juízo 
de família porquanto é matéria alusiva a casamento. Pode ser considerado o ju-
sto motivo pela recusa. Assim, se a negativa é justificável é possível o requeren-
te ter o pedido negado. Também é possível buscar tal situação quando um dos 
cônjuges estiver impossibilitado de consentir. Por exemplo: cônjuge viajando, 
ausente, em lugar inacessível, incapacitado, etc. E esta demora de conseguir o 
consentimento pode acarretar, por exemplo, prescrição e decadência do direito 
que será defendido.
JULGADOS 
Outorga uxória
\u201cSeparados judicialmente os cônjuges, é competente o juízo do foro do domic-
ílio do réu para o exame do pedido de suprimento judicial de outorga uxória, ain-
da que a outorga se refira à acordo de divisão de bens imóveis\u201d. (STJ. 3T. REsp 
122.013/SP. Rel. Min. Antônio De Pádua Ribeiro. J. 24/05/2005)
Escritura pública 
\u201cSe a escritura faz expressa menção ao acórdão transitado em julgado, onde 
dispensada a autorização do outro cônjuge para a venda do imóvel, fazendo 
inclusive parte integrante do ato notarial, a ausência de alvará judicial não rende 
ensejo a nulidade. Há de prevalecer o conteúdo e não a forma, notadamente se, 
como ocorre na espécie, não há prejuízo para a meação, assegurada por outros 
bens bastantes\u201d. (STJ. 4T. REsp 1056858/RJ. Rel. Min. Fernando Gonçalves. J. 
21/08/2008)
Ação de usucapião 
\u201cA propositura da ação de usucapião, pelo varão, depende do consentimento