Código de Processo Civil Anotado - OAB Paraná
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Código de Processo Civil Anotado - OAB Paraná


DisciplinaDireito Processual Civil I45.573 materiais802.254 seguidores
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da 
mulher, sob pena de nulidade do processo\u201d. (STJ. 3T. REsp 60.592/SP. Rel. Min. 
Ari Pargendler. J. 29/06/1999)
suprir-se judicialmente, quando um cônjuge a recuse ao outro 
sem justo motivo, ou lhe seja impossível dá-la. 
Parágrafo único. A falta, não suprida pelo juiz, da autorização 
ou da outorga, quando necessária, invalida o processo. 
Artigo 11Kleber Cazzaro
AUTOR
Kleber Cazzaro
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Avalista 
\u201cNos termos do art. 1647, III, do Código Civil, a outorga uxória é medida ne-
cessária nos casos de concessão de aval pelo cônjuge, pois tem como escopo 
evitar a dilapidação do patrimônio do casal pelo marido. Assim, cabe a aquele 
que se beneficia do aval tomar as cautelas necessárias de modo a se precaver 
de eventuais prejuízos em razão do reconhecimento da sua invalidade\u201d. (TJPR. 
15ª CC. AI 911826-9. Rel.: Jucimar Novochadlo. J. 08.08.2012)
AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL. CON-
TRATO DE CONFISSÃO DE DÍVIDA. TÍTULO LÍQUIDO, CERTO E EXIGÍVEL. CI-
TAÇÃO VÁLIDA DO EXECUTADO. SOLIDARIEDADE. AVAL. AUSÊNCIA DE OU-
TORGA UXÓRIA. EXEGESE DO ARTIGO 1.647, INCISO III, DO CÓDIGO CIVIL. 
DESNECESSIDADE. (TJPR. 14ª CC. AI 928437-3. Rel.: Celso Jair Mainardi. J. 
01.08.2012)
RESOLUÇÃO CONTRATUAL C/C COBRANÇA DE MULTA. MORA DOS COMPRA-
DORES CARACTERIZADA. RESCISÃO POR INADIMPLÊNCIA DOS COMPRADO-
RES. CABIMENTO DA MULTA CONTRATUAL. PRESCINDIBILIDADE DA ESCRI-
TURA PÚBLICA. CONVENÇÃO DE OUTORGA SOMENTE APÓS QUITAÇÃO DO 
CONTRATO. OUTORGA UXÓRIA. DESNECESSIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE 
TRANSFERÊNCIA DO IMÓVEL. NÃO CONFIGURADA. RECURSO DESPROVIDO. 
(TJPR. 6ª CC. AC 873454-7. Rel.: Ângela Khury Munhoz da Rocha. J. 10.07.2012)
Legitimidade 
\u201cA legitimidade para questionar a nulidade da garantia prestada sem outorga 
uxória é do cônjuge que não a subscreveu, nos termos do artigo 1650 do Código 
Civil\u201d. (TJPR. 15a CC. AC 917924-4. Rel.: Hamilton Mussi Corrêa. J. 20.06.2012)
Nulidade de fiança
\u201cDe acordo com o art. 239 do Código Civil de 1916, o cônjuge que não prestou 
outorga uxória detém legitimidade ativa ad causam para buscar a nulidade da 
fiança prestada sem o seu consentimento. A nulidade da fiança, ante a ausência 
de outorga uxória, invalida todo o ato, sendo impossível resguardar a meação 
apenas do cônjuge que não consentiu com sua prestação\u201d. (TJPR. 18ª CC. AC 
687902-3. Rel.: Carlos Mansur Arida. J. 29.06.2011)
Ausência de outorga uxória. Legitimidade para sua arguição
\u201cA ausência de outorga uxória, que se constitui em nulidade relativa, só pode 
ser arguida pelo cônjuge prejudicado, não podendo ser alegada pela parte que 
à ela deu causa, por não lhe ser dado arguir a própria torpeza (art. 150/CC)\u201d. 
(TJPR. 17ª CC. AC 573821-2. Rel.: Francisco Jorge. J. 19.08.2009)
Exigência de outorga uxória para validade de hipoteca na constância do 
casamento
INDEPENDENTE DO REGIME DE BENS ADOTADO. ARTIGO 235, INCISO I, DO 
CÓDIGO CIVIL. LEGITIMIDADE SE RESTRINGE AO CÔNJUGE PARA PLEITEAR 
O SUPRIMENTO DE CONSENTIMENTO. (TAPR. 5 CC (extinto TA). AC 206996-9.. 
Artigo 11Kleber Cazzaro
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Rel.: Rosana Andriguetto de Carvalho. J. 02.10.2002)
Suprimento de autorização marital
\u201cPara o suprimento judicial da autorização do marido e a outorga da mulher, pre-
visto no artigo 11 do Código de Processo Civil não existe procedimento próprio, 
devendo-se adotar o rito geral da jurisdição voluntária (CPC, arts. 1.103 a 1.112)\u201d. 
(TJPR. 4ª CC. AC 113477-8. Rel.: Sydney Zappa. J. 13.03.2002)
Artigo 11Kleber Cazzaro
Art. 12. Serão representados em juízo, ativa e passivamente:
I - a União, os Estados, o Distrito Federal e os Territórios, por 
seus procuradores;
II - o Município, por seu Prefeito ou procurador;
III - a massa falida, pelo síndico;
IV - a herança jacente ou vacante, por seu curador;
V - o espólio, pelo inventariante;
VI - as pessoas jurídicas, por quem os respectivos estatutos de-
signarem, ou, não os designando, por seus diretores;
VII - as sociedades sem personalidade jurídica, pela pessoa a 
quem couber a administração dos seus bens;
VIII - a pessoa jurídica estrangeira, pelo gerente, representante 
ou administrador de sua filial, agência ou sucursal aberta ou in-
stalada no Brasil (art. 88, parágrafo único);
IX - o condomínio, pelo administrador ou pelo síndico.
§ 1º Quando o inventariante for dativo, todos os herdeiros e su-
cessores do falecido serão autores ou réus nas ações em que 
o espólio for parte.
§ 2º - As sociedades sem personalidade jurídica, quando de-
mandadas, não poderão opor a irregularidade de sua constitu-
ição.
§ 3º O gerente da filial ou agência presume-se autorizado, pela 
pessoa jurídica estrangeira, a receber citação inicial para o pro-
cesso de conhecimento, de execução, cautelar e especial.
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I. Capacidade processual
O artigo trata da representação necessária para que a parte tenha capacidade 
processual. O representante não é parte no processo. Representação proces-
sual significa alguém que, em nome alheio, defende direito ou interesse alheio. 
Não pode ser confundida com Legitimidade ordinária: alguém que, em nome 
próprio, defende direito ou interesse próprio. Nem com Legitimidade extraor-
dinária: alguém que, em nome próprio, defende direito ou interesse alheio. Falha 
na representação, no pólo ativo, poderá causar extinção da causa, sem julga-
mento do mérito. Já se a situação for com o Réu, ele poderá ser decretado revel. 
As irregularidades do artigo 12 permitem que sejam sanadas. 
II. Outros
Também podem ser autores e/ou réus outras pessoas. Por exemplo: a massa 
insolvente, o grupo, a classe, a categoria de pessoas titulares de direitos coleti-
vos, o Procon ou órgão oficial de defesa do consumidor. (CDC, Art. 81, parágrafo 
único, II e 82). O nascituro. (CC, 2º, 1778 e 1779). Pessoas jurídicas estrangeiras, 
com filial sediada no Brasil, poderão ser acionadas em processo aqui instaura-
do. Assim como juiz brasileiro também tem competência para atuar em proces-
sos que estejam envolvidas pessoas estrangeiras, quer estejam no pólo ativo 
ou passivo. Basta que a obrigação tenha que ser cumprida aqui ou que a causa 
de pedir envolva fato ocorrido no Brasil, ou imóvel por aqui. (CPC, Art. 88, 89) 
E ainda, \u201cao titular de direito eventual, nos casos de condição suspensiva ou 
resolutiva, é permitido praticar os atos destinados a conservá-lo\u201d. (CC, Art. 130)
III. Entes despersonalizados
As assembleias legislativas e câmaras municipais não podem ser parte em pro-
cesso porque não possuem personalidade jurídica. 
IV. Espólio
Ele só pode figurar como parte nas ações cujo objeto versar sobre interesses 
patrimoniais. Ele nada mais é que a massa indivisa de bens deixada pelo fale-
cido. Ações de cunho pessoal, como por exemplo uma investigação de paterni-
dade, são os herdeiros e/ou sucessores do falecido é que devem ocupar o pólo 
da causa. Cuidado importante é com o inventariante, se dativo. Ele não tem po-
deres de representação. Em ação onde o espólio for réu, é necessária a citação 
de todos os herdeiros e sucessores do falecido. 
V. Juizados Especiais
Estadual: Nas causas de valor até (20) vinte salários mínimos, as partes com-
AUTOR
Kleber Cazzaro
Artigo 12Kleber Cazzaro
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parecerão pessoalmente, podendo ser assistidas por advogado; nas de valor 
superior, a assistência é obrigatória. (Lei 9.099/95, Art. 9º). Federal: Caberá 
para as causas de valor até (60) sessenta salários mínimos. E as partes po-
derão designar, por escrito, representantes para a causa, advogado ou não. (Lei 
10.259/2001, Art. 3º, 6º); 
Súmula nº 644 do STF: \u201cAo titular do cargo de procurador de autarquia não se 
exige a apresentação de instrumento de mandato para representá-la em juízo\u201d.
JULGADOS 
Câmara de vereadores
\u201ea despeito de sua capacidade processual para postular direito próprio (atos 
interna corporis) ou para defesa de suas prerrogativas, a Câmara de Vereadores