Código de Processo Civil Anotado - OAB Paraná
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Código de Processo Civil Anotado - OAB Paraná


DisciplinaDireito Processual Civil I45.809 materiais806.196 seguidores
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aos honorários advocatícios sucumbenciais, 
tendo o advogado o direito de executá-lo ou cedê-lo a terceiro, se: (a) compro-
vada a validade do ato de cessão dos honorários advocatícios sucumbenciais, 
realizado por escritura pública; e (b) discriminado no precatório o valor devido a 
título da respectiva verba advocatícia\u201d. (STJ. 5T. AgRg no REsp 1103947/RS. Rel. 
Min. Campos Marques (desembargador convocado do TJ/PR). j. 11/06/2013)
\u201cHavendo mais de um advogado nos autos, sucessivamente e sem vínculo entre 
si, cada um receberá seus honorários de forma proporcional aos serviços efe-
tivamente realizados\u201d. (STJ. 3T. AgRg no REsp 1255041/MS. Rel. Min. Paulo De 
Tarso Sanseverino. J. 11/06/2013)
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\u201cOs honorários contratuais decorrentes de contratação de serviços advocatícios 
extrajudiciais são passíveis de ressarcimento, nos termos do art. 395 do CC/02. 
O exercício regular do direito de ressarcimento aos honorários advocatícios, por-
tanto, depende da demonstração de sua imprescindibilidade para solução ex-
trajudicial de impasse entre as partes contratantes ou para adoção de medidas 
preparatórias ao processo judicial, bem como da prestação efetiva de serviços 
privativos de advogado e da razoabilidade do valor dos honorários convenciona-
dos\u201d. (STJ. 3T. REsp 1274629/AP. Rel. Min. Nancy Andrighi. J. 16/05/2013)
\u201cNão seria razoável conferir direitos sobre os honorários de sucumbência à ad-
vogado que somente ingressa no processo para se insurgir contra direito do an-
tigo procurador sobre os mesmos e que representa o autor em recurso de ape-
lação tão somente para pleitear sua participação em mencionados honorários. 
Não se olvide que o art.22 da Lei nº 8.906/1994 estipula expressamente que 
os honorários de sucumbência pertencem ao advogado que prestou o serviço 
profissional e não àquele que apenas ingressa no processo, sem atuação signi-
ficante para o deslinde do feito\u201d. (TJPR. 11CC. AC 932129-5. Rel.: Gamaliel Seme 
Scaff. J. 21.11.2012)
\u201cOs honorários advocatícios devem ser fixados em montante razoável de modo 
a não penalizar severamente o vencido, bem como não menosprezar o trabal-
ho desenvolvido pelo profissional que obteve êxito na causa.\u201d (TJPR. 7CC. AC 
714489-4. Rel.: Luiz Osório Moraes Panza. J. 22.02.2011)
\u201eA verba honorária há de ser fixada sopesando-se critérios que guardem a mí-
nima correspondência com a responsabilidade assumida pelo advogado, em 
quantia razoável que embora não penalize severamente o vencido, também não 
se mostre aviltante, sob pena de violação ao princípio da justa remuneração do 
trabalho profissional.\u201c (TJPR. 18CC. AC 0366028-6. Rel. Des. Abraham Lincoln 
Calixto. J. 08.08.2007)
I. Advogado autônomo
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Art. 21. Se cada litigante for em parte vencedor e vencido, serão 
recíproca e proporcionalmente distribuídos e compensados 
entre eles os honorários e as despesas. 
Parágrafo único: Se um litigante decair de parte mínima do pedido, 
o outro responderá, por inteiro, pelas despesas e honorários. 
AUTOR
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Os honorários advocatícios pertencem ao advogado. E ele tem o direito autôno-
mo para executar a sentença nesta parte, podendo requerer que o precatório, 
quando necessário, seja expedido em seu favor exclusivamente. É nula qual-
quer disposição, cláusula, regulamento ou convenção individual ou coletiva que 
retire do advogado o direito ao recebimento dos honorários de sucumbência. 
(Lei 8906/1994, art. 23 e 24, parágrafo 3º).
II. Advogado empregado
Os honorários de sucumbência dos advogados empregados constituem fundo 
comum, cuja destinação é decidida pelos profissionais integrantes do serviço 
jurídico da empresa ou por seus representantes. Salvo acordo contrário, feito 
especificamente sobre isso. (Regulamento da Lei 8.906/1994, art. 14, parágrafo 
único).
Súmula nº 306 do STJ: \u201cOs honorários advocatícios devem ser compensados 
quando houver sucumbência recíproca, assegurado o direito autônomo do ad-
vogado à execução do saldo sem excluir a legitimidade da própria parte\u201d. 
Súmula nº 326 do STJ: \u201cNa ação de indenização por dano moral, a condenação 
em montante inferior ao postulado na inicial não implica sucumbência recíproca\u201d.
JULGADOS 
Liquidação de sentença. \u201cCabe ao juiz da liquidação fixar a proporção da su-
cumbência entre as partes\u201d. (STJ. 1T. AgRg no REsp 385817/DF. Rel. Min. Hum-
berto Gomes De Barros. J. 15/10/2002)
\u201cÉ possível proceder-se à compensação dos honorários advocatícios fixados 
na ação de conhecimento com aqueles arbitrados em sede de embargos à exe-
cução em favor do INSS\u201d. (STJ. 2T. REsp 1369353/PR. Rel. Min. Eliana Calmon. 
J. 04/04/2013)
\u201cOs honorários de sucumbência, quando vencedor o ente público, não consti-
tuem direito autônomo do Advogado Público, porque integram o patrimônio da 
entidade, não pertencendo ao procurador ou representante judicial. Logo, é legí-
tima a determinação do juízo de origem quanto à compensação dos honorários 
devidos ao ente público com o crédito objeto da execução promovida contra o 
mesmo\u201d. (STJ. 1T. AgRg no AREsp 5.466/SP. Rel. Min. Benedito Gonçalves. J. 
23/08/2011)
\u201cQuando há sucumbência em parte mínima do pedido, incide a regra do artigo 
21, parágrafo único do Código de Processo Civil, incumbindo ao derrotado na 
lide suportar a integralidade dos ônus sucumbenciais. O artigo 20, §4º, do Có-
digo de Processo Civil menciona a sua aplicação as \u201ecausas de pequeno valor\u201c, 
não se confundindo com \u201epequena condenação\u201c. (TJPR. 12CC. AC 893677-6. 
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Rel.: Ângela Maria Machado Costa. J. 28.11.2012)
\u201cEm sede de ação civil pública, a condenação do Ministério Público ao paga-
mento de honorários advocatícios somente é cabível na hipótese de compro-
vada e inequívoca má-fé; dentro de absoluta simetria de tratamento e à luz da 
interpretação sistemática do ordenamento jurídico, não pode o `parquet\u2018 bene-
ficiar-se dessa verba, quando for vencedor na ação civil pública\u201d. (TJPR. 5CC. 
ACR 958257-4. Rel. Adalberto Jorge Xisto Pereira. J. 12.03.2013)
I. Fatores determinantes
Apesar de divergência na doutrina, a situação do artigo deve prevalecer apenas 
para os casos em que houver demonstração de que o Réu agiu com malandra-
gem, velhacaria, malícia. E ainda só poderá ocorrer se por tal fato houver pro-
telação, retardamento, inadvertidos, que prejudiquem a regular instrução e o 
julgamento da causa ou que se levou a prática de atos que seriam necessários 
se o acusado tivesse cumprido sua parte, no processo, a tempo. 
II. Abrangência e necessidade de impugnação
Enquanto a primeira parte do artigo vale para o Réu, na segunda, que trata de 
situação que ocorra a partir do saneamento do processo, vale para qualquer 
participante dele. Independe a posição subjetiva que esteja ocupando, havendo 
provocação de situação que retarde indevidamente o curso da ação, nasce fato 
gerador que enseja a obrigação de pagar. Todavia, para que tudo isso ocorra 
é necessário haver impugnação da parte contrária (CPC, art. 31), sob pena de 
preclusão.
III. Situações gerais
Apesar de o artigo falar apenas em resposta, a mesma condição vale para pro-
por a exceção de impedimento. Outros casos como exceção e reconvenção, 
p.ex., não se aplicam à regra porque a ausência de movimentação nesse senti-
do gera preclusão à parte que teria interesse em tal procedimento. Afora a perda 
Artigo 21Kleber Cazzaro
Art. 22. O réu que, por não arguir na sua resposta fato impeditivo, 
modificativo ou extintivo do direito do autor, dilatar o julgamento 
da lide, será condenado nas custas a partir do saneamento do 
processo e perderá, ainda que vencedor na causa, o direito 
haver do vencido honorários advocatícios. 
AUTOR
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do direito de haver do vencido os honorários advocatícios, a sanção do artigo 
está limitada para custas