Código de Processo Civil Anotado - OAB Paraná
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Código de Processo Civil Anotado - OAB Paraná


DisciplinaDireito Processual Civil I45.757 materiais805.032 seguidores
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194.288-9, Quarta Câmara Cível (extinto TA), Rel. Sérgio Rodrigues, 
Julg. 18/09/2002, Pub. 04/10/2002). 
I. Impropriedade terminológica constante na norma: 
Mais uma vez a lei fala incorretamente em substituição quando na verdade há a 
sucessão processual, pois o sucessor vai defender direito próprio.
II. Suspensão do processo: 
Com a morte de qualquer das partes, o processo se suspende, a teor do CPC, 
art. 265, I e § 1º, até que seja feita a sucessão processual, pelo seu espólio ou 
pelos seus sucessores, conforme prevê o CPC, art. 1055. Será admitida a su-
cessão pelos herdeiros na hipótese de inexistência de patrimônio suscetível de 
abertura de inventário. Até que a sucessão ocorra não se opera a prescrição 
intercorrente. 
III. Aplicabilidade da norma às pessoas jurídicas:
 
A morte de qualquer das partes equipara-se à pessoa jurídica que foi extinta 
(RT 630/102) e a fusão de empresas públicas (RT 671/125) ou particulares. Em 
sendo extinta a empresa, ela deverá ser representada em juízo por seus sócios; 
em havendo fusão a empresa incorporadora sucede a incorporada. 
IV. Inexistência de sucessão nas ações intransmissíveis: 
Nas ações que versem sobre direito personalíssimo não se admite a sucessão, 
devendo o processo ser extinto, sem resolução de mérito (CPC, art. 267, IX), 
caso, por exemplo, do divórcio. Questão, entretanto, interessante diz respeito 
ao pedido de indenização por danos morais. O entendimento pacificado é que 
desde que ajuizada a demanda de indenização por danos morais pelo titular do 
direito, aplica-se o artigo em comento, ocorrendo a sucessão (apesar de de-
cisões isoladas em sentido contrários). No caso de a demanda ainda não haver 
sido proposta pelo titular do direito falecido, há posicionamento do STJ de que 
os herdeiros não têm legitimidade para a propositura da demanda.
Artigo 42Maria de Lourdes Viégas Georg
Art. 43. Ocorrendo a morte de qualquer das partes, dar-se-á a 
substituição pelo seu espólio ou pelos seus sucessores, obser-
vado o disposto no art. 265.
AUTOR
Maria de Lourdes Viégas Georg
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JULGADOS 
Suspensão do feito
\u201cPROCESSUAL CIVIL \u2013 AGRAVO DE INSTRUMENTO \u2013 EXECUÇÃO DE TÍTULO 
EXTRAJUDICIAL. MORTE DE UM DOS LITISCONSORTES PASSIVOS \u2013 NECES-
SIDADE DE SUSPENSÃO DO PROCESSO À REGULARIZAÇÃO DA REPRESEN-
TAÇÃO DO DE CUJUS \u2013 AUSÊNCIA DE FATO QUE JUSTIFIQUE EXCEPCIONA-
LIDADE À INCIDÊNCIA DO ARTIGO 265, INCISO I, DO CÓDIGO DE PROCESSO 
CIVIL. Agravo de instrumento provido. 
(TRF4, AI 0013570-21.2011.404.0000/PR, Quarta Turma, Rel. Carlos Eduardo 
Thompson Flores Lenz, Julg. 30/11/2011, Pub. 16/12/2011). 
\u201cAGRAVO INTERNO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO \u2013 PROCESSO DE EXE-
CUÇÃO \u2013 FALECIMENTO DA PARTE \u2013 HABILITAÇÃO DE HERDEIROS. EXEGE-
SE DO ART. 43 DO CPC \u2013 AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA ABERTURA DE 
INVENTÁRIO \u2013 SUBSTITUIÇÃO PELO ESPÓLIO OU SUCESSORES \u2013 DECISÃO 
QUE NÃO MERECE REPARO \u2013 AGRAVO INTERNO CONHECIDO E DESPROVI-
DO. A substituição processual de parte no processo, em virtude de falecimen-
to do exequente, constitui procedimento singelo de regularização subjetiva da 
relação processual, mediante ingresso do respectivo espólio ou dos herdeiros, 
nos termos do art. 43 do CPC, podendo provocar a paralização temporária da 
ação, até a recomposição daquela relação, independentemente de existir, ou 
não, bens em nome do \u201cde cujus\u201d para serem partilhados.\u201d 
(TJ-PR, Agravo 849.331-4/01, Décima Segunda Câmara Cível, Rel. José Cicho-
cki Neto, Julg. 07/03/12, unânime). 
\u201cPROCESSO CIVIL \u2013 SUSPENSÃO DO PROCESSO DE EXECUÇÃO \u2013 ÓBITO DE 
UMA DAS PARTES. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE NÃO CARACTERIZADA. \u2013 
Uma vez que, em face do óbito de qualquer das partes, cumpre ao magistrado 
determinar a suspensão do processo de execução até que se habilitem os su-
cessores, não se opera a prescrição intercorrente durante o período em que o 
feito esteve sobrestado, ainda que se esclareça, posteriormente, que o evento 
morte de fato não ocorreu.\u201c 
(TRF4, AG 200504010102149, Sexta Turma, Rel. João Batista Pinto Silveira, Pub, 
DJU. 16/11/2005). 
Nulidade
\u201cFALTA DE SUCESSÃO. MORTE DA PARTE. É nulo o processo se não foi dada 
oportunidade para a sucessão da parte falecida no curso do processo (RT 
508/202).
Sociedade extinta
 \u201cA sociedade extinta deve ser representada em juiz por seus sócios\u201d. (RJTJESP 
114/129).
\u201cA empresa incorporadora sucede a incorporada em todos os seus direitos e 
obrigações, de modo que a indenização por esta devida em processo já em 
Artigo 43Maria de Lourdes Viégas Georg
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fase de execução constitui obrigação a ser satisfeita pela incorporadora\u201d. (RSTJ 
75/159).,
Indenização por danos morais
\u201cNos termos do artigo 43 do Código de Processo Civil, em ação de indenização 
por danos morais e materiais por ato ilícito, é cabível a sucessão processual do 
autor por seus genitores.\u201c 
(STJ, REsp 829.789/RJ, Segunda Turma, Rel. Min. Castro Meira, Julg. 05/09/2006).
\u201cOcorrendo a morte do autor que sofreu o dano moral é possível sua substitu-
ição por seu espólio, a teor do art. 43 do CPC, sem que isso infrinja a intrans-
missibilidade de tal direito, vez que já havia sido exercido a tempo e modo por 
seu titular\u201d. ((TJ/MG, Apelação Cível 455.613-0, Sexta Câmara Cível, Rel. Dídimo 
Inocêncio de Paula, Julg. 03/03/2005).
Em sentido contrário, considerando intransmissível a ação, quando da morte do 
autor durante a tramitação do processo: JTJ 239/242.
\u201cSomente aqueles que sofreram, direta ou indiretamente, danos morais, podem 
pleitear a respectiva reparação, pelo que não se admite que a ação de indeni-
zação seja proposta jure hereditatis. Na ação de indenização de danos morais, 
os herdeiros da vítima carecem de legitimidade ativa ad causam\u201d. (STJ, REsp 
302.029, Terceira Turma, - STJ-RF 364/345). 
I. Revogação expressa ou tácita: 
A revogação do mandato pode ocorrer expressa ou tacitamente, sendo sufi-
ciente a outorga de nova procuração sem ressalva de reserva de poderes do 
instrumento anterior. Compete ao mandante comunicar ao mandatário a revo-
gação do mandato (CC, arts. 686, caput e 687).
II. Constituição de novo advogado: 
A providência, que o artigo comentado determina (de constituição de outro ad-
vogado no mesmo ato da revogação do mandato anterior), tem fundamento para 
garantir o curso regular do processo. Caso o mandante não constitua novo ad-
vogado, o juiz deverá intimar a parte para providenciar a regularização de sua 
representação (CPC, art. 13). Em não cumprida a determinação de regularização 
pelo autor, o juiz decretará a nulidade do processo; em não cumprida a determi-
Art. 44. A parte, que revogar o mandato outorgado ao seu advo-
gado, no mesmo ato constituirá outro que assuma o patrocínio 
da causa.
AUTOR
Maria de Lourdes Viégas Georg
Artigo 43Maria de Lourdes Viégas Georg
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nação pelo réu, reputar-se-á revel e se quem não der cumprimento ao despacho 
judicial for o terceiro, será excluído do processo. Também há o entendimento de 
que a revogação do mandato judicial pela parte não interrrompe nem suspende 
o prazo recursal.
JULGADOS 
Duplicidade de mandatos
PROCESSUAL CIVIL. OUTORGA DE DOIS MANDATOS EM MOMENTOS DI-
VERSOS. INEXISTÊNCIA DE RESSALTA DA PROCURAÇÃO ANTERIOR. REVO-
GAÇÃO TÁCITA. 1. Há revogação tácita de mandato com a constituição de novo 
procurador sem ressalva do instrumento procuratório anterior. 2. É inexistente o 
recurso ou a ação quando o advogado subscritor não tem procuração e/ou sub-
stabelecimento nos autos. 3. Recurso ordinário provido. (STJ, Recurso Ordinário 
em Mandado de Segurança 23672/MG, Segunda Turma, Rel. Mauro Campbell 
Marques, Julg. 14/06/2011, Pub. 21/06/2011).
Prazo recursal
\u201cA revogação de mandato judicial pela parte não interrompe nem suspende pra-
zo recursal\u201d. (RJTJSP 107/309)
I. Renúncia ao mandato: 
A renúncia é ato unilateral e extingue o contrato de mandato, sendo direito do