Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Conteudista
Prof.ª Dra. Márcia Pereira Cabral
Revisão Textual
Aline de Fátima Camargo da Silva
Currículo e Atendimento Educacional 
na Educação Infantil
2
Sumário
Objetivos da Unidade ............................................................................................................3
Concepção de Currículo ...................................................................................................... 4
Currículo na Educação Infantil ............................................................................................7
Os Alunos da Educação Infantil ......................................................................................... 9
Interações Pessoais ............................................................................................................ 10
Interações Educador-Criança ........................................................................................... 11
Áreas da Criança na Educação Infantil ............................................................................17
Em Síntese .......................................................................................................... 19
Atividades de Fixação ........................................................................................ 20
Material Complementar ................................................................................... 21
Referências ......................................................................................................... 22
Gabarito .............................................................................................................. 23
3
Atenção, estudante! Aqui, reforçamos o acesso ao conteúdo on-line para 
que você assista à videoaula. Será muito importante para o entendimento 
do conteúdo.
Este arquivo PDF contém o mesmo conteúdo visto on-line. Sua disponibili-
zação é para consulta off-line e possibilidade de impressão. No entanto, re-
comendamos que acesse o conteúdo on-line para melhor aproveitamento.
• Abordar a concepção de currículo na Educação Infantil;
• Conhecer os perfis de alunos(as) da Educação Infantil;
• Aprender sobre as diferentes interações entre educador(a)-criança-família.
Objetivos da Unidade
4
Concepção de Currículo
Todas as pessoas envolvidas com educação, sejam docentes, discentes, governan-
tes ou profissionais, embora por diversos objetivos ou motivações, preocupam-se 
com a maneira como a educação de crianças e jovens acontece, uma vez que se 
desenvolverá, por meio dela, o projeto de formação da sociedade. Espera-se que a 
educação dê conta da formação integral dos estudantes. Esses pensamentos aca-
bam refletindo na busca de teorias que enfocam as questões curriculares, ou seja, 
com o currículo trabalhado nas escolas.
VOCÊ SABE RESPONDER?
Como a compreensão da concepção de currículo na Educação Infantil, o conheci-
mento dos perfis dos(as) alunos(as) dessa etapa e a exploração das diversas inte-
rações entre educador(a), criança e família contribuem para o desenvolvimento de 
práticas pedagógicas eficazes e inclusivas nesse contexto educacional?
Reflita
Você sabe o que é currículo?
Se você pesquisar o significado dessa palavra, encontrará, entre outros, que currí-
culo – do latim, curriculum – significa percurso, carreira, curso, ato de correr. O seu 
significado, porém, abrange não somente o ato de correr, mas também o modo, a 
forma de fazê-lo (a pé, de carro, a cavalo etc.), o local (estrada, pista, rua, hipódromo 
etc.) e o que ocorre no curso ou percurso efetuado.
O que esse percurso tem a ver com a educação? Moreira (1999) mostra que se en-
contram registros, ao longo dos tempos, de significados diferentes para o termo 
currículo. A maioria o relaciona a “conteúdos” ou “experiências de aprendizagem”. 
Alguns registros o mostram ligado à ideia de plano, objetivos educacionais ou texto, 
e, mais recentemente, como avaliação.
Seguindo o significado literal da palavra currículo,
5
[...] pode-se dizer que este pode ser definido como o percurso que leva 
à aquisição de conhecimentos que possam fazer do indivíduo subme-
tido a ele um profissional que domina sua área e está apto a exercer 
funções na mesma.
Fonte: Moreira; Silva, 2000
Tratando-se de um percurso, você deve ter percebido que pode se tratar de algo 
parado e fixo, contudo flexível e contínuo, o qual direcione as atividades envolvidas 
nesse percurso para o objetivo da educação, que é a aprendizagem e o crescimento 
dos alunos.
O processo de organização curricular precisa abarcar os conhecimentos teóricos e 
a prática educativa, isto é, a maneira como esses saberes serão trabalhados em sala 
de aula, considerando-se a relevância desses conteúdos para a vida do estudante, 
assim como “por que” e “como” trabalhá-los (Moreira, 1999).
Figura 1 – Crianças desenhando
Fonte: Freepik
Leitura
A maneira como a educação formal se apre-
senta teve diversas mudanças ao longo do 
tempo. De perspectivas mais rígidas até mo-
delos mais dinâmicos, ela se apresentou de 
diversas maneiras e gerou diferentes percep-
ções sobre sua estruturação. Saiba mais sobre 
o tema lendo a matéria Percurso formativo: 
entre o tradicional e o disruptivo.
http://http://google.com.br
https://bit.ly/374su3J
6
Quais conteúdos são relevantes para a aprendizagem do discente e a forma como 
ele será disponibilizado e trabalhado, são escolhas que farão a diferença no alcance 
da aprendizagem.
Importante
O currículo não pode, portanto, ser estático, ele deve estar sem-
pre em construção, uma vez que precisa acompanhar as mudan-
ças e necessidades de cada aluno, de cada escola. Não se pode 
pensar em elaborar um currículo, determinando o quê, quando e 
como ensinar sem pensar no “para quem” e “onde”, elementos 
importantíssimos na determinação da organização curricular.
Todos os envolvidos no processo de organização curricular vivem em uma socieda-
de na qual o conhecimento, as tecnologias, relações sociais e políticas influenciam 
suas escolhas, trabalho, estudos, enfim, suas vidas.
Assim, o currículo não deve se configurar como um meio neutro de transmitir uma 
série de conteúdos, conhecimentos ou informações a um estudante passivo. É ne-
cessário reconhecer o processo de busca e aquisição do conhecimento, ensinando 
aos alunos que aprender não é armazenar resultados, mas, sim, participar do proces-
so que torna possível a aprendizagem.
Você deve pensar, então, que o currículo é muito mais abrangente em termos de 
aprendizagem, devendo realmente se preocupar com a maneira como serão orga-
nizadas as atividades, os conteúdos e conhecimentos, de forma que os objetivos 
previstos em determinado curso possam ser alcançados.
Ao aprofundar os estudos sobre esse tema, Masetto (2003) remete a três importan-
tes conceitos:
Currículo como um conjunto de disciplinas responsáveis pela transmissão dos co-
nhecimentos específicos para a formação profissional. As disciplinas se sobrepõem 
e não interagem entre si. Cabe ao estudante tentar estabelecer ligações disciplina-
res com o objetivo de sintetizar o conhecimento, alcançar a aprendizagem e adquirir 
competência profissional.
7
Diz-se oculto, pois não está previsto no currículo formal, documentado. Surge 
de colocações e discussões apresentadas no local de aprendizagem, referente 
a habilidades, valores e outros aspectos que aparecem e permitem que o pro-
fessor trabalhe assuntos atuais e emergentes, que não estão expressamente 
colocados nos currículos.
Currículo oculto
Currículo como um conjunto de conhecimentos, de saberes, competências, 
habilidades, experiências, vivências e valores que os discentes precisam adqui-
rir e desenvolver, de maneira integrada e explícita, mediante práticas e ativida-
des de ensino e de situações de aprendizagem.
Currículo integrado
A noção de currículo apresentada dessa forma é mais abrangente, porque engloba a 
organização da aprendizagem na área cognitiva, e em outros aspectos fundamentais da 
pessoa humana e do profissional: saberes, competências,habilidades, valores, atitudes 
e ainda mais: ela mantém a idéia de que as aprendizagens sejam adquiridas explicita-
mente, mediante práticas e atividades planejadas intencionalmente para que aconte-
çam de forma efetiva, e não apenas por acaso, ou quando der certo (Masetto, 2003).
Com isso, você precisa refletir sobre a questão do currículo como uma organização de diferen-
tes elementos, os quais devem incluir disciplinas, conteúdos, atividades, pesquisas, discussões, 
dinâmicas, técnicas, métodos e recursos, que permitam ao aluno alcançar a aprendizagem. Ele 
necessita ser rico e flexível nas oportunidades de aprendizagem oferecidas aos discentes.
Currículo na Educação Infantil
Depois de sua leitura acerca da concepção de currículo, você já saberá que não esta-
mos falando somente de conteúdos preestabelecidos a serem transmitidos ou ensina-
dos aos estudantes, com base em técnicas e métodos geralmente usados para facilitar 
sua aprendizagem. Ressalte-se que “A idéia [sic] de currículo envolve a apresentação 
de conhecimentos e inclui um conjunto de experiências de aprendizagem que visam 
favorecer a assimilação e a reconstrução desses conhecimentos” (Moreira, 1999, p. 12).
8
Piletti (2000) nos mostra que nos últimos anos, a ideia de currículo se tornou mais 
rica e abrangente:
A tendência, nas décadas recentes, tem sido de usar o termo currículo num 
sentido mais amplo, para referir-se à vida e a todo o programa da esco-
la, inclusive às atividades extraclasses. Aliás, as atividades extraclasses são 
muito importantes para a formação da personalidade da criança. Elas enri-
quecem o plano escolar e, consequentemente, a personalidade da criança. 
Além disso, são uma importante fonte de motivação. 
Fonte: Piletti, 2000, p. 52
Você deve estar se perguntando por que estudar currículo para desenvolver seu tra-
balho na Educação Infantil. Realmente, falar sobre isso causa estranheza em muitas 
pessoas, até mesmo, da área da educação. Mas, como primeira etapa da educação 
básica, destinada ao atendimento de crianças de 0 a 5 anos e definitivamente in-
serida no sistema educacional brasileiro, é preciso proporcionar a elas o bem-estar 
físico, afetivo-social e intelectual, mediante atividades lúdicas que criem oportuni-
dades de desenvolvimento, a fim de estimular a curiosidade, a espontaneidade e 
a harmonia. Todas essas atividades contribuem para a sua integração no triângulo 
família-escola-comunidade, e serão desenvolvidas a partir do currículo adotado.
Ao pensar na educação de nossas crianças, nós, professores, devemos ter em 
mente que currículo é tudo o que acontece na vida de uma criança, na vida de seus 
pais e na nossa vida, isto é, “[...] Consiste em experiências, por meio das quais as 
crianças alcançam a auto-realização[sic] e, ao mesmo tempo, aprendem a contri-
buir para a construção de melhores comunidades e de um melhor futuro” (Ragan 
apud Piletti, 2000, p. 52).
Atualmente, tudo que cerca o aluno, em todas as horas do dia, constitui matéria 
para o currículo (Reis apud Piletti, 2000, p. 52). E na Educação Infantil não podemos 
pensar ou agir de forma diversa. Independentemente da idade de nossos estudan-
tes, devemos ter em mente que eles necessitam ser educados em sua totalidade, 
aprendendo conteúdos, ampliando suas habilida-
des, desenvolvendo atitudes e valores, além de es-
tarem equilibrados emocionalmente. Não podemos 
nos esquecer também de que, na educação infantil, 
o educar não pode excluir o cuidar. Ambos andam 
Tudo aquilo que o aluno vive e vê, pode-se constituir em currículo: con-
teúdos, conhecimento científico, cultura, acontecimentos, conhecimentos 
gerais, meio ambiente, saúde, música etc.
Ambos andam juntos 
nesse nível de ensino.
9
juntos nesse nível de ensino.
Assim, mesmo que nossa disciplina esteja focada no trabalho com crianças entre 0 
e 5 anos, você, como professor, deve ter uma postura que privilegie a construção de 
um currículo que possa, realmente, auxiliá-los a aprender, crescer, e a se desenvol-
ver, independentemente do nível de ensino ou da idade de seus discentes, ou, ainda, 
no que diz respeito a conteúdos, mas como seres humanos, cidadãos prontos a levar 
para fora da escola as lições de vida as quais certamente podemos vivenciar juntos.
Portanto, a postura do docente, a forma como ele vê seus alunos, como desenvolve 
sua prática, como acredita ou não na educação como instrumento de crescimento 
e transformação, vai influenciar na elaboração do currículo a ser trabalhado e na sua 
prática pedagógica.
O estudante não é somente um reprodutor do conhecimento, mas, sim, produtor e 
construtor de saberes. O que nossas crianças aprendem não deve ter impacto ape-
nas no instante em que se estuda e aborda determinado assunto, pelo contrário, ela 
precisa ser parte fundamental de construção de seu caráter e de seu futuro.
É sob esse ponto de vista, da participação da criança na própria aprendizagem e de 
nossa responsabilidade, tanto nas oportunidades propiciadas para seu crescimento 
quanto no exemplo que somos para ela, que você necessita pensar no currículo.
O objetivo maior dessas reflexões é colaborar na construção de um currículo arti-
culado no atendimento educacional na Educação Infantil, discutindo as tendências 
teóricas e pedagógicas para esse nível de ensino, pensando na formação da criança 
e suas interações com pais, educadores e outras crianças.
Para isso, é preciso que você saiba quem são as crianças que recebemos nas escolas 
de educação infantil e como elas aprendem.
Os Alunos da Educação Infantil
Entender quem são nossas crianças é crucial para que o trabalho com elas realizado 
renda bons frutos. É também importante saber como elas, independentemente da 
etnia, da religião, da cultura ou do nível socioeconômico, são vistas pela sociedade. 
O contexto familiar também é bastante relevante para essa percepção.
Ao trabalhar com educação infantil, você vai perceber que as crianças vêm de dife-
rentes formações familiares, situações socioeconômicas, culturas ou regiões. Além 
disso, elas vivem em um mundo globalizado e, portanto, têm grande capacidade de 
observação e de intervenção.
10
Desse modo, ao entrarem na escola, elas já trazem conhecimentos adquiridos de sua 
vivência na família, com os amiguinhos, na comunidade religiosa a qual pertence. E 
ignorar este conhecimento prévio da criança é perder uma grande oportunidade de 
enriquecer a elaboração do currículo.
[...] o desenvolvimento da criança é produto de instituições sociais e sis-
temas educacionais, como família, escola, igreja, que ajudam a construir 
seu próprio pensamento e descobrir o significado da ação do outro e de 
sua própria ação. 
Fonte: Vygotsky, 1931, apud Cardoso; Oliveira, 2009, p. 2
Por esses motivos, o trabalho com Educação Infantil pede atenção especial às in-
terações que se estabelecem envolvendo a criança, pois, a partir delas, pode-se fa-
cilitar ou dificultar tanto a aprendizagem quanto o desenvolvimento dos pequenos.
Interações Pessoais
A criança não é um corpo a ser mantido limpo sob uma cabeça a ser mantida ocu-
pada, como muito já se pensou. Ela é uma totalidade que integra aspectos físicos, 
afetivos e cognitivos, que tomam sentido por meio da linguagem e da cultura. As 
suas relações com outras pessoas, sejam pessoas 
adultas ou crianças, são oportunidades para que ela 
se constitua como sujeito único, com uma forma 
toda particular de reagir às situações. Uma educa-
ção que cuida da criança dá atenção constante a 
todos esses aspectos.
Vídeo
O vídeo Currículo na Educação Infantil: de-
finições legais apresenta as definições jurí-
dicas e as possibilidades acerca do conceito 
de currículo. O vídeo faz parte do Programa 
do Curso de Pedagogia Unesp/Univesp, inte-
grante da disciplina de Educação Infantil.
Uma educação que cui-
da da criança dá atenção 
constante a todos esses 
aspectos.
http://google.com.br
https://youtu.be/xgWFOKF-4oQ
11
A Educação Infantil deve criar para cada uma delas múltiplas oportunidades paraque 
ela possa se expressar e respeitar os sentimentos, ideias, costumes e preferências 
do outro. É preciso garantir, ainda, que cada criança seja aceita com suas caracterís-
ticas físicas e morais. Uma educação cuidadosa seleciona experiências socialmente 
relevantes de aprendizagem e propõe metas valiosas à construção de competên-
cias, apoiando, assim, a formação de um autoconceito positivo do educando.
Nesse contexto, as relações afetivas das crianças se apresentam como fatores im-
portantes em seu desenvolvimento e crescimento.
Interações Educador-Criança
Sabemos que as brincadeiras e os jogos infantis são fundamentais para o desenvolvi-
mento e a aprendizagem da criança. Eles são recursos privilegiados que devemos ga-
rantir enquanto direitos da infância. Mas, nesse processo, qual é o papel do educador?
Para que a criança brinque e se envolva com a brincadeira, é primordial que ela se 
sinta emocionalmente bem na relação com quem a cerca, que, no contexto do CEI, 
são os educadores e as outras crianças. Essa ideia indica que, para ela, suas relações 
sociais têm muita importância e devemos considerá-las com seriedade.
Quando compreendemos essa característica do desenvolvimento infantil, tornam-
-se mais evidentes o papel e a função da interação enquanto um aspecto essencial 
a fim de que a criança se socialize, aprenda, cresça etc.
Quando a criança brinca, é muito comum ouvirmos frases do tipo: “ela está apenas 
brincando, não é sério!” Ou, no outro extremo: “por que você não brinca disto? E 
agora daquilo outro?...”. Esses são exemplos de atitudes que não colocam o educa-
dor como parceiro e interlocutor da criança: ou ele se afasta ou dita regras. Mas qual 
será a medida?
O primeiro passo é entendermos que a brincadeira é um ritual interativo (por exem-
plo, quando o adulto se esconde atrás de um pano e diz: “achou!”) no qual a função 
do educador é também assegurar a expressão da criança, acolhendo suas emoções 
Leitura
“Interagir com a criança é muito importante 
para o seu desenvolvimento”, diz pediatra 
americana.
http://http://google.com.br
https://bit.ly/2Y1d0td
12
e necessidades, permitindo, assim, que ela estruture seu pensamento. Além disso, 
ele deve ser uma pessoa verdadeira, que se relaciona afetivamente com ela, gerando 
condições para que ela questione, reflita etc. 
Desse modo, na convivência cotidiana, o educador pode ser uma pessoa que trans-
mita segurança para a criança, acolhendo suas emoções. Ele precisa ser capaz de 
ouvi-la, valorizando suas perguntas e produções, e de respeitar suas opiniões. Agindo 
assim, ele se torna um parceiro.
A ação do educador como mediador da relação que as crianças estabelecem en-
tre si auxilia para que elas desenvolvam capacidades, como tomadas de decisões, 
construção e apreensão de regras, cooperação, diálogo, solidariedade etc. Assim, 
ele favorece o desenvolvimento de sentimentos de justiça e atitudes de cuidado que 
a criança passa a ter com ela própria e com as outras pessoas.
O educador, quando considera a criança como um ser ativo em seu processo de de-
senvolvimento, faz a mediação entre ela e seu meio, podendo usar inúmeros recur-
sos como o próprio espaço físico do CEI, materiais, brinquedos, atividades plásticas 
etc. Mas é fundamental o modo pelo qual ele se relaciona com a criança: como a 
observa, apoia, dá respostas, explica os acontecimentos e as regras, questiona. 
Em outras palavras, o educador deve interagir com a criança, sendo um facilitador, 
interventor, problematizador e propositor, levando em conta suas reações e encora-
jando e incentivando seus modos de brincar e de compreender o mundo. Assim, ele, 
em conjunto com as crianças, poderão se transformar e descobrir vários modos de 
se relacionar.
Leitura
Leia O papel do professor frente à questão 
do brincar para crianças de 04 (quatro) a 
06 (seis) anos.
http://http://google.com.br
https://bit.ly/308uYfW
13
Quando o educador compartilha uma brincadeira ou jogo com a criança, ele pode 
ajudá-la a enfrentar eventuais insucessos, estimular seu raciocínio, sua criatividade, 
reflexão, autonomia etc. Isso quer dizer que, quando ele tem intenção de brincar 
junto com ela, há a possibilidade de criar diversas situações que estimulem o desen-
volvimento dela, como a inteligência, a afetividade, entre outros.
Vídeo
No filme Sociedade dos Poetas Mortos 
(1990), o professor John Keating, interpreta-
do por Robin Willians, ingressa como docen-
te em um colégio somente de garotos. Por 
meio da criatividade, das artes e do pensa-
mento crítico, ele usa abordagens diferencia-
das para captar a atenção e o interesse dos 
jovens para a educação. 
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) de 1990, em seu artigo 53, dispõe 
que a família tem o direito de conhecer e de participar da elaboração da proposta 
pedagógica das instituições educacionais que seus filhos frequentam.
A relação entre o CEI e as famílias é importante para ambos, dado que compartilham 
a educação das crianças. Contudo, frequentemente, essa relação é atravessada por 
muitas emoções, que vão da alegria à tristeza, da raiva à gratidão. Por isso, a forma-
ção do professor de Educação Infantil precisa discutir novas formas de diálogo e de 
trabalho compartilhadas com as famílias.
Abrir a unidade educacional à presença constante e à participação ativa da 
família em seu cotidiano não é fácil! Ao frequentar o CEI, os pais passam a 
observar o que acontece lá dentro e a fazer mais perguntas, a dar sugestões 
e a fazer pedidos que nem sempre podemos atender. É, então, que apare-
cem as distinções individuais, uma vez que cada pai ou mãe requer um tipo 
de atenção diferente. Cada grupo familiar pode ter uma história, uma baga-
gem cheia de diversos valores, crenças e formas de ver o mundo.
https://youtu.be/Oo9R1neW4lw
https://youtu.be/Oo9R1neW4lw
14
Tentar enquadrar as famílias em modelos rígidos, com base em um pretenso “funcio-
namento ideal”, é correr o risco de considerar a existência de apenas uma ou poucas 
formas possíveis de viver, de se relacionar e de experienciar o mundo. Agindo assim, 
pode-se cometer o engano de considerar as famílias que se afastam de um preten-
so modelo ideal como sendo perigosas ao bom desenvolvimento psíquico e moral 
das crianças, sem avaliar a dinâmica daquele contexto familiar em uma sociedade 
concreta.
Apesar de a legitimação do divórcio ter acontecido recentemente, a separação de 
casais é uma prática que já ocorre desde de longa data e a qual tem se acentuado 
cada vez mais. Hoje, não é difícil encontrarmos famílias em que tanto pai quanto mãe 
já tiveram outras uniões conjugais e filhos.
Leitura
Leia a matéria Divórcio sem traumas: 
como conversar com a criança, de 
acordo com a idade (2018).
Além das separações, assistimos, atualmente, a uma grande diversidade de formas 
de organização familiar: famílias agregadas ou compostas por apenas um dos pais 
morando com os filhos, avós que assumem o neto de sua filha adolescente e pessoas 
solteiras ou casais homossexuais que adotam crianças. Essas novas configurações 
familiares de pais e irmãos biológicos separados, padrastos e meios-irmãos, exige-se 
constantes redefinições de valores e atitudes na família e na sociedade.
O ambiente escolar ao ser considerado, junto com a família, um local de socialização, 
tem grande responsabilidade no modo de como vai se posicionar diante dos diferen-
tes valores e atitudes, de ordem familiar e social.
As relações familiares, tal como as relações entre a escola e as famílias, são, 
em geral, permeadas por conflitos e tensões inevitáveis, porém, promoto-
res do desenvolvimento, pois é do conflito que resulta a inovação cultural.
Contudo, muitas vezes, ocorrem formas de violência as quais requerem do educa-
dor/professor alguma atitude em defesa dos direitos da criança. Ao se constatar 
alguma forma de violência dirigida a ela – física ou simbólica, ocorrida em casa ou 
na escola, sejam espancamentos, castigos, humilhações, abuso sexual, abandono 
http://http://google.com.brhttps://glo.bo/2MqddAO
15
(desde não lhe trocar fraldas por muitas horas até trancá-la no quarto ou deixá-la 
por longo tempo vendo TV) –, é preciso consultar o ECA, discutir com os colegas e 
refletir sobre qual deverá ser a atitude mais adequada em benefício dessa criança.
Situações de insegurança e risco sociais, como pobreza, desemprego, violência, uso 
de drogas, morte, doenças físicas e mentais, podem ser fatores de desagregação 
que prejudicam a família no exercício de suas funções de apoio e de socialização, 
tornando-se problemáticas à medida que as pessoas deixam de ter perspectivas 
para compreender e superar esses conflitos.
A instituição de Educação Infantil, apesar de não substituir políticas de assistência 
à família, deve pensar um trabalho com a família, pois cabe à creche ou pré-escola 
oferecer um espaço no qual ela possa ser acolhida para ampliar sua aprendizagem 
sobre o que é ser cidadã, sendo respeitada em suas particularidades e apoiada, de 
modo a repensar e a traçar formas mais produtivas de participação e, aos poucos, 
transformar sua realidade.
Muitos docentes de Educação Infantil que assumem uma postura autoritária, co-
brando das famílias das crianças condutas as quais elas não podem adotar e de acre-
ditar que elas nada têm a contribuir para o trabalho da instituição só faz aumentar 
os conflitos, os desentendimentos, as mágoas recíprocas. Com essa postura, eles 
perdem valiosas oportunidades de entender a realidade dos pais e a das crianças, ao 
mesmo tempo em que, os familiares são prejudicados com relação a entender os 
propósitos educativos da escola, bem como as possibilidades e limitações pessoais, 
materiais ou institucionais nele presentes.
Importante
Nas relações entre a família e a escola, as aproximações explici-
tam conflitos e requerem negociações que considerem os sen-
timentos que vão surgindo. Para resolvê-los, é necessário buscar, 
no diálogo, uma definição cada vez mais nítida do papel e das fun-
ções de cada parte. Dito assim, parece fácil desenhá-la, mas não é.
Para promover maior diálogo com as famílias, é necessário “desacomodar” nossos 
sistemas de crenças e valores. Isso exige disponibilidade para ouvir sem julgamentos 
prévios e, ao mesmo tempo, um exercício de objetividade para explicar o trabalho 
que é feito.
16
Não podemos nos esquecer de que o homem é 
passional. Amor, ódio, carinho, rejeição, aceitação 
são sentimentos que temos para com nossos fi-
lhos, irmãos, marido, esposa e também para com as 
crianças, colegas de trabalho e famílias. Devemos, 
portanto, saber lidar com essas emoções. Sem isso, 
brigaríamos todos os dias e teríamos, em seguida, 
de pedir desculpas ou continuar brigando durante 
toda a vida!
Para conquistar um ambiente mais tranquilo e harmonioso junto às famílias, pode-
mos, além das festas tradicionais e reuniões, criar alguns eventos a fim de incentivar 
a participação dos pais: quando possível, organizar um café da manhã no pátio em 
comemoração à chegada da primavera; um sarau; uma feirinha de exposição das 
produções das crianças; um teatrinho rápido, encenado por pais e educadores jun-
tos em um final de tarde.
Não podemos nos 
esquecer de que o 
homem é passional. 
Importante
Ao prepararmos uma reunião, é primordial encontrar meios de 
fazer com que os pais se sintam bem recebidos. Quando os 
chamamos para apontar o que devem ou não fazer, eles aca-
bam deixando de comparecer, a menos que sejam obrigados. É 
mais interessante quando os chamamos para informar a respei-
to do projeto pedagógico ou para debater um tema específico. 
Nessas ocasiões, aqueles que estiverem mais motivados e inte-
ressados, certamente, mudarão de postura em relação à escola 
e a seus profissionais.
Podemos investigar, entre os familiares, aqueles que têm habilidades especiais, 
como saber tocar um instrumento, ser um bom contador de histórias, saber lidar 
com marcenaria e com pintura, ter dotes culinários, jardinagem etc. e convidá-los 
para ir à escola desenvolver essas atividades com as crianças. Essa é uma forma de 
participação na qual contribui para que a família passe a conhecer um pouco mais o 
cotidiano escolar, principalmente, a fim de que as crianças participem da integração 
entre suas famílias e sua escola.
17
Áreas da Criança na Educação 
Infantil
Além de considerar o contexto geral da infância na educação infantil, é preciso en-
tender que essa etapa do desenvolvimento também não é homogênea. Em cada ida-
de, são desenvolvidas habilidades e potencialidades que se desenvolvem à medida 
que a criança aprende novas atividades, noções e conceitos.
O que ela sabe fazer em determinado momento de sua vida depende de variados 
fatores. Uma criança é capaz de começar a falar, por exemplo, por imitação de sons. 
Ou pode ter sido estimulada a determinar algumas relações com a pessoa que cuida 
dela, desenvolvendo o interesse em se comunicar, aguçando a vontade de entender 
e fazer-se entendida.
Você já deve ter observado que, de um modo geral, as crianças apresentam estágios 
de desenvolvimento os quais são determinados por conhecimentos e habilidades 
inerentes à sua faixa etária e, normalmente, comuns a todas as crianças da mesma 
idade. Essas fases representam avanços na qualidade daquilo que elas têm possibi-
lidade de realizar antes ou depois dessa mudança, representando a passagem para 
outra etapa de desenvolvimento.
Os estágios são universais, ou seja, todos os seres humanos passam pelas mesmas 
etapas, ainda que não necessariamente na mesma idade. O biólogo Jean Piaget ob-
servou que as crianças passam por estágios de desenvolvimento nos quais permi-
tem que avancem no conhecimento e ação.
Mesmo assim, as crianças não são iguais. Os momentos em que ocorrem os saltos 
qualitativos podem ser variados, conforme cada uma delas e dos grupos culturais 
aos quais pertencem. Daí a relevância de percebermos e entendermos o contexto no 
qual elas se desenvolvem. Os meios ricos em estímulos e afeto proporcionam uma 
evolução mais rápida no desenvolvimento das capacidades do que contextos menos 
ricos em estímulos ou afetividade.
Leitura
Dica de artigo: Da Ação à Compreensão: 
um passeio pela Teoria de Piaget.
https://bit.ly/49SfpL7
18
Existem, dessa maneira, traços gerais da evolução da criança na etapa da educação 
infantil. Podemos dividir o desenvolvimento infantil em três grandes áreas:
Área motora
relaciona-se com o desenvolvimento dos 
movimentos do corpo humano, tanto em sua 
globalidade como dos segmentos corporais. Nas 
crianças, destacamos o equilíbrio, o andar, falar, 
correr, pular, a coordenação motora, entre outros.
Área cognitiva
refere-se à capacidade de compreender o mundo 
e de atuar nele, em diferentes idades, por meio da 
linguagem ou da resolução de situações-problema 
que são apresentadas às crianças. É preciso lembrar 
que, na faixa etária da educação infantil, a criança 
tem grande capacidade de criação e comunicação, 
fazendo uso de diversas linguagens: verbal, gestual, 
artística, do faz-de-conta, entre outras.
Área afetiva
engloba o desenvolvimento do equilíbrio pessoal, 
o qual faz com que a criança se sinta bem consigo 
mesma; da relação interpessoal, que auxilia no 
confronto com situações e pessoas novas; e da 
atuação e inserção social, a qual permite à criança 
estabelecer relações cada vez mais alheias, 
distanciadas, bem como atuar no mundo que a rodeia.
Apresentar etapas ou estágios de desenvolvimento divididos dessa forma é muito 
útil como um recurso de estudo e para que você entenda as diferentes áreas de 
desenvolvimento das crianças, porém, sabemos que o desenvolvimento é global e 
há constantes relações entre as capacidades desenvolvidas, inclusive entre as áreas. 
Além disso, as crianças se diferem entre si, o que faz com que as de uma mesma 
idade estejam em diferentes graus de desenvolvimento.
Entender de que modo os estágios do desenvolvimento afetam o aprendizado é 
fundamental no contexto do currículo escolar. Igualmente, é essencial compreenderquais são as formas de aprendizado – brincadeiras e interações, por exemplo – já 
que elas influenciam diretamente as metodologias e premissas que devem ser consi-
deradas no planejamento. Esses desdobramentos do aprendizado serão abordados 
futuramente.
19
Nesta Unidade, você aprendeu que elaborar um currículo no trabalho com a Educação 
Infantil não é algo estranho, mas necessário. Para isso, o docente precisa saber como 
integrar o conhecimento que se espera que a criança adquira com situações cotidia-
nas, com a vivência dela e de suas expectativas.
Além disso, você viu como as relações interpessoais são importantes para a criança, 
pois ela aprende e cresce a partir dessas interações. Ainda, verificamos que o pro-
fessor e a escola devem estabelecer relações de parceria com a família, para que a 
criança tenha o sentimento de pertencimento aos dois grupos: familiar e escolar.
A partir do seu conhecimento sobre currículo e do entendimento da importância 
das relações estabelecidas entre você e as crianças e seus pais, respeito às relações 
entre as próprias crianças, você poderá desenvolver um rico trabalho junto a elas na 
Educação Infantil.
Em Síntese
20
1 – Qual é a característica fundamental da concepção de currículo na Educação 
Infantil?
a. Currículo rígido e padronizado para todas as crianças, sem flexibilidade. 
b. Ênfase exclusiva em atividades acadêmicas, como alfabetização e matemática. 
c. Abordagem centrada apenas no desenvolvimento cognitivo das crianças. 
d. Reconhecimento da importância de considerar as experiências e culturas das 
crianças em sua construção. 
e. Foco exclusivo na preparação das crianças para o ensino fundamental.
2 – Das alternativas a seguir, qual representa uma das principais razões para 
promover uma forte interação entre educador, criança e família no processo de 
aprendizagem?
a. Minimizar o papel da família na educação da criança, garantindo que a escola seja 
a única influência educativa. 
b. Isolar a criança de influências externas para criar um ambiente de aprendizado 
mais controlado. 
c. Reduzir a importância do educador como mediador do processo de aprendizagem. 
d. Promover uma aprendizagem mais holística, considerando a influência de dife-
rentes contextos na vida da criança. 
e. Limitar a participação da família à supervisão das tarefas de casa.
Atividades de Fixação
Atenção, estudante! Veja o gabarito desta atividade de fixação no fim 
deste conteúdo.
21
“Começo da Vida” Detalha o Desenvolvimento Infantil na Primeira Infância
https://bit.ly/3cBZukV 
Um Estudo Reflexivo sobre o Currículo na Educação Infantil
https://bit.ly/3GEiIbr
O Interacionismo Social e a Investigação da Brincadeira Infantil: 
Uma Análise Teoricometodológica
https://bit.ly/3RiORv7
Leituras
Material Complementar
22
Referências
BASSEDAS, E. et al. Aprender e Ensinar na Educação Infantil. Artmed, 1999.
BRANCO, R.; LIMA, L.C. Práticas dos professores frente ao currículo oculto: Aula 
para além do planejado no ensino da matemática. In: CONGRESSO NACIONAL DE 
EDUCAÇÃO (EDUCERE), 12., Curitiba, 2015. Anais [...] Curitiba: [s.n.]. v.12, p. 2328-
2337, 2015. 
BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do 
Adolescente e dá outras providências. Disponível em: . Acesso em: 06/10/2023.
CARDOSO, I.; OLIVEIRA, J. S. Prática da atividade de Vygostky. 2009. Disponível 
em: . Acesso em: 
05/10/2023.
MASETTO, M. T. Didática: a aula como centro. São Paulo: FTD, 1997.
MASETTO, M. T. Competência Pedagógica do professor universitário. São Paulo: 
Summus, 2003.
MOREIRA, A. F. B.; CANDAU, V. M. Indagações sobre currículo. Caderno Currículo, 
Conhecimento e Cultura. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação 
Básica, 2007.
MOREIRA, A. F. B. Currículo: Questões atuais. Campinas, SP: Papirus, 1997.
MOREIRA, A. F.; SILVA, T. T. (orgs). Currículo, Cultura e Sociedade. 2000.
PILETTI, C. Didática Geral. São Paulo: Ática, 2000.
SÃO PAULO. Secretaria Municipal de Educação de. Organização do Trabalho 
Pedagógico. Módulo 2. São Paulo: SME/DOT, 2002.
23
Questão 1
d) Reconhecimento da importância de considerar as experiências e culturas das 
crianças em sua construção. 
Justificativa: uma característica fundamental da concepção de currículo na Edu-
cação Infantil é o reconhecimento da importância de considerar as experiências e 
culturas das crianças em sua construção. O currículo na Educação Infantil deve ser 
sensível às necessidades e interesses individuais das crianças, bem como às suas 
experiências familiares e culturais. Isso promove um ambiente de aprendizado mais 
inclusivo e relevante.
Questão 2
d) Promover uma aprendizagem mais holística, considerando a influência de dife-
rentes contextos na vida da criança. 
Justificativa: promover uma forte interação entre educador, criança e família no 
processo de aprendizagem é fundamental para uma abordagem mais holística da 
educação. Isso reconhece que a aprendizagem não ocorre apenas na escola, mas 
também é influenciada pelo ambiente familiar e outras experiências da criança. 
Integrar esses diferentes contextos ajuda a criar uma compreensão mais comple-
ta das necessidades e interesses dela, promovendo, assim, um aprendizado mais 
significativo.
Gabarito
	_nb1ke4e4w8x9
	_iqzdslrs1yej
	_wy77nl9kuc3w
	_9e5p1lrlne27
	_3ioi52bpx5l4
	_u0a1gfeko16r
	_ze5yisfwpfmr
	_vpxuebphtpxm
	_51h9tqtu7shq
	_b37chi85xd93
	_6r192hm932ir
	Concepção de Currículo
	Currículo na Educação Infantil
	Os Alunos da Educação Infantil
	Interações Pessoais
	Interações Educador-Criança
	Áreas da Criança na Educação 
Infantil

Mais conteúdos dessa disciplina