Apostila de Estatistica Geral e Aplicada
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Apostila de Estatistica Geral e Aplicada


DisciplinaIntrodução à Estatística251 materiais2.032 seguidores
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de correlação linear simples.......................................................................................... 205 
 
 
\u2022 Regressão linear simples.................................................................................................................. 206 
 
 
\u2022 Exemplo: correlação linear direta (com gráfico)................................................................................ 207 
 
 
\u2022 Exemplo: correlação linear inversa (com gráfico)............................................................................. 209 
 
\u2022 Aplicações (correlação linear)........................................................................................................... 211 
 
 
 
 
TABELA 1 (Distribuição Normal Padronizada): coeficiente z.................................................... 225 
 
 
 
 
TABELA 2 (Distribuição de Student): coeficiente t...................................................................... 226 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.................................................................................................... 227 
 
 
 3
 
 
I N T R O D U Ç Ã O 
 
 
 
O que é Estatística? 
 
A palavra estatística é derivada da palavra latina status (que significa \u201cestado\u201d). Os primeiros usos da 
estatística envolviam compilação de dados e gráficos que descreviam vários aspectos de um estado ou país. A 
partir de 1662, com a publicação de John Graunt, com a informação estatística sobre nascimentos e mortes, 
iniciaram-se os estudos sobre taxas de mortalidade, doenças, tamanho de populações, renda, taxa de 
desemprego etc. 
Segundo Dugé de Bernonville, a Estatística é um conjunto de métodos e processos quantitativos que serve 
para estudar e medir os fenômenos coletivos. 
Também, podemos definir a Estatística como um conjunto de técnicas que permite, de forma sistemática, 
organizar, descrever, analisar e interpretar dados oriundos de estudos ou experimentos, realizados em qualquer 
área do conhecimento. 
R a m o s d a E s t a t í s t i c a 
 
 
A Estatística se divide em três ramos: 
\u2022 Estatística Descritiva 
\u2022 Teoria da Probabilidade 
\u2022 Inferência Estatística 
E s t a t ís t i c a D e s c r i t i v a 
 
 
A Estatística Descritiva compreende a organização, o resumo e, em geral, a simplificação de informações 
que podem ser muito complexas. Ela utiliza números para descrever fatos. Como exemplos, citamos: a média 
industrial, a taxa de desemprego, a durabilidade média de produtos, a média de estudantes etc. 
Aqui se enquadram as medidas de tendência central ou medidas de posição (média aritmética, mediana e 
moda) e as medidas de dispersão ou variabilidade (desvio médio e desvio padrão). 
 
 
T e o r ia d a P r o b a b i l i d a d e 
 
 
A probabilidade é utilizada para se estudar a incerteza oriunda de fenômenos de caráter aleatório. 
 
Fenômeno aleatório: é uma situação ou acontecimento cujos resultados não podem ser previstos com 
certeza. Por exemplo, as condições climáticas, taxa de inflação etc. 
 
A teoria da probabilidade está dentro do que é conhecido como um sistema axiomático: começamos com 
algumas verdades básicas conhecidas e construímos um sistema lógico ao seu redor. Em sua forma mais pura, o 
sistema não tem valor prático. Sua praticidade vem do conhecimento de como utilizar a teoria para produzir 
aproximações práticas. 
 
Por mais potente que seja, é natural que nenhuma estatística vai convencer alguém que uma determinada 
conclusão seja verdadeira. 
 
Uma aplicação importante da teoria é feita nos testes de diagnósticos. A incerteza está presente porque, 
apesar das alegações dos fabricantes, nenhum teste disponível é perfeito. Podemos, por exemplo, concluir que 
cada amostra de sangue cujo resultado seja positivo para o HIV abrigue realmente o vírus? Para responder esta 
questão, precisamos confiar no comportamento de médio e longo prazo dos testes de diagnósticos. A teoria da 
probabilidade nos permite quantificar esse comportamento. 
 
Outras aplicações: 
a) Que garantia temos de que todos os paraquedas irão funcionar corretamente quando acionados? 
b) Que garantia temos do fabricante de latas em conserva de que o produto poderá ser consumido dentro 
da validade especificada? Ele terá o mesmo valor nutritivo? 
c) Que garantia temos de um fabricante de medicamentos de que o produto poderá ser utilizado dentro da 
validade especificada? Ele terá o mesmo efeito desejado? 
 
 
 4
 
 
I n f e r ê n c i a E s t a t í s t i c a 
 
Este é o terceiro ramo da Estatística, no qual envolve a formulação de certos julgamentos sobre um todo 
(população) após examinar apenas uma parte dele (amostra aleatória), isto é, tomar decisões com base em 
dados colhidos de uma amostra. 
A inferência estatística é feita por meio de testes de hipóteses, mas como toda inferência, está sujeita a 
erro. 
A inferência estatística está baseada na Teoria das Probabilidades. 
 
Inferir significa tirar por conclusão; deduzir pelo raciocínio. 
 
 
 
U s o s e A b u s o s d a E s t a t í s t i c a 
 
A Estatística tornou-se uma ferramenta tão importante que nos dias de hoje é utilizada praticamente em 
todos os campos do conhecimento. 
Como exemplos, podemos citar: os fabricantes estão fornecendo melhores produtos a custos menores, 
através dos controles de qualidade; controle de doenças, poluição atmosférica, mais segurança nas empresas e 
nas rodovias, maior produção na agricultura etc. 
Mas, também temos que tomar alguns cuidados para não obter resultados distorcidos, ocasionados por 
descuido ou ignorância, por objetivos pessoais, por alegações enganosas etc. 
 
 
 
A n á l i s e E x p l o r a t ó r i a d o s D a d o s 
 
Ao coletarmos determinados dados em um levantamento, podemos ter um objetivo específico, ou 
simplesmente, estamos fazendo uma observação para saber o que esses dados nos revelam. É importante saber 
que devemos relacionar três características dos dados: 
1ª) A natureza ou forma da distribuição; 
2ª) Um valor representativo (média, mediana, moda); 
3ª) Uma medida de variação (desvio médio, desvio padrão). 
Devemos tomar o cuidado de observar e analisar os dados coletados para evitarmos erros grosseiros que 
poderão prejudicar as nossas conclusões. 
 
Como exemplo, se estivermos coletando os salários dos funcionários de determinada categoria de uma 
empresa, que estão compreendidos numa faixa de R$ 800,00 a R$ 1.500,00, exceto um deles de que foi de R$ 
10.000,00, não podemos simplesmente considerar todos esses valores para obtermos as características dessa 
distribuição; precisamos verificar se esse salário que está muito alto em relação aos demais não foi um erro de 
digitação, ou seja, o salário real poderia ser de R$ 1.000,00 e foi digitado R$ 10.000,00, e isto irá distorcer 
totalmente as nossas conclusões a respeito desses salários. 
 
 
E s t a t í s t i c a c o m C a l c u l a d o r a s e C o m p u t a d o r e s 
 
Todos os estudantes de Estatística percebem a importância e facilidade que as calculadoras proporcionam 
na aprendizagem dos diversos tópicos que são estudados no decorrer do curso. 
Com o advento do computador, diminuímos, e muito, a árdua tarefa de trabalhar com uma grande 
quantidade de números. Podemos citar, entre outros, dois softwares que estão no mercado e que muito nos 
auxiliam: o STATDISK e MINITAB. Mas precisamos tomar alguns cuidados com essa automação, pois ela pode 
levar um indivíduo sem preparo específico a utilizar técnicas inadequadas para resolver determinado tipo de 
problema, logo é necessária a compreensão e domínio dos conceitos básicos da Estatística. 
 
 
C á l c u l o d e M e d i d a s 
 
Antes de iniciar os cálculos