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DisciplinaPortuguês para Concurso716 materiais4.764 seguidores
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por objetivo contar uma história real, fictícia ou mesclando dados reais e 
imaginários. Baseia-se numa evolução de acontecimentos, mesmo que não mantenham 
relação de linearidade com o tempo real. Sendo assim, está pautada em verbos de ação e 
conectores temporais. 
A narrativa pode estar em 1ª ou 3ª pessoa, dependendo do papel que o narrador assuma 
em relação à história. Numa narrativa em 1ª pessoa, o narrador participa ativamente dos 
fatos narrados, mesmo que não seja a personagem principal (narrador = personagem). Já 
a narrativa em 3ª pessoa traz o narrador como um observador dos fatos que pode até 
mesmo apresentar pensamentos de personagens do texto (narrador = observador). 
O bom autor toma partido das duas opções de posicionamento para o narrador, a fim de 
criar uma história mais ou menor parcial, comprometida. Por exemplo, Machado de 
Assis, ao escrever Dom Casmurro, optou pela narrativa em 1ª pessoa justamente para 
apresentar-nos os fatos segundo um ponto de vista interno, portanto mais parcial e 
subjetivo. 
1.1 Narração objetiva X Narração subjetiva 
objetiva - apenas informa os fatos, sem se deixar envolver emocionalmente com o que 
está noticiado. É de cunho impessoal e direto. 
subjetiva - leva-se em conta as emoções, os sentimentos envolvidos na história. São 
ressaltados os efeitos psicológicos que os acontecimentos desencadeiam nos 
personagens. 
Observação - o fato de um narrador de 1ª pessoa envolver-se emocionalmente com 
mais facilidade na história, não significa que a narração subjetiva requeira sempre um 
narrador em 1ª pessoa ou vice-versa. 
1.2 Elementos básicos da narrativa: 
Fato - o que se vai narrar (O quê?) 
Tempo - quando o fato ocorreu (Quando?) 
Lugar - onde o fato se deu (Onde?) 
Personagens - quem participou ou observou o ocorrido (Com quem?) 
Causa - motivo que determinou a ocorrência (Por quê?) 
Modo - como se deu o fato (Como?) 
Conseqüências (Geralmente provoca determinado desfecho) 
A modalidade narrativa de texto pode constituir-se de diferentes maneiras: piada, peça 
teatral, crônica, novela, conto, fábula etc. 
Uma narrativa pode trazer falas de personagens entremeadas aos acontecimentos, faz-se 
uso dos chamados discursos: direto, indireto ou indireto livre. 
No discurso direto, o narrador transcreve as palavras da própria personagem. Para tanto, 
recomenda-se o uso de algumas notações gráficas que marquem tais falas: travessão, 
dois pontos, aspas. Mais modernamente alguns autores não fazem uso desses recursos. 
O discurso indireto apresenta as palavras das personagens através do narrador que 
reproduz uma síntese do que ouviu, podendo suprimir ou modificar o que achar 
necessário. A estruturação desse discurso não carece de marcações gráficas especiais, 
uma vez que sempre é o narrador que detém a palavra. Usualmente, a estrutura traz 
verbo dicendi (elocução) e oração subordinada substantiva com verbo num tempo 
passado em relação à fala da personagem. 
Quanto ao discurso indireto livre, é usado como uma estrutura bastante informal de 
colocar frases soltas, sem identificação de quem a proferiu, em meio ao texto. Trazem, 
 
Sugestões,críticas,envio de questões para resolução em sala,envie e-mail para janainasicoli@hotmail.com 
muitas vezes, um pensamento do personagem ou do narrador, um juízo de valor ou 
opinião, um questionamento referente a algo mencionado no texto ou algo parecido. 
Esse tipo de discurso é o mais usado atualmente, sobretudo em crônicas de jornal, 
histórias infantis e pequenos contos. 
2. Descrição: 
Caracteriza-se por ser um "retrato verbal" de pessoas, objetos, animais, sentimentos, 
cenas ou ambientes. Entretanto, uma descrição não se resume à enumeração pura e 
simples. O essencial é saber captar o traço distintivo, particular, o que diferencia aquele 
elemento descrito de todos os demais de sua espécie. 
Os elementos mais importantes no processo de caracterização são os adjetivos e 
locuções adjetivas. Desta maneira, é possível construir a caracterização tanto no sentido 
denotativo quanto no conotativo, como forma de enriquecimento do texto. 
Enquanto uma narração faz progredir uma história, a descrição consiste justamente em 
interrompê-la, detendo-se em um personagem, um objeto, um lugar, etc. 
2.1 Elementos básicos de uma descrição: 
nomear / identificar - dar existência ao elemento (diferenças e semelhanças) 
localizar / situar - determinar o lugar que o elemento ocupa no tempo e no espaço 
qualificar - testemunho do observador sobre os seres do mundo 
A qualificação constitui a parte principal de uma descrição. Qualificar o elemento 
descrito é dar-lhe características, apresentar um julgamento sobre ele. A qualificação 
pode estar no campo objetivo ou no subjetivo. Uma forma muito comum de 
qualificação é a analogia, isto é, a aproximação pelo pensamento de dois elementos que 
pertencem a domínios distintos. Pode ser feita através de comparações ou metáforas. 
2.2 Descrição subjetiva X Descrição objetiva: 
objetiva - sem impressões do observador, tentando maior proximidade com o real 
subjetiva - visão do observador através de juízos de valor 
No terreno objetivo temos as informações (dados do conhecimento do autor do texto: 
livro comprado em Lisboa), as caracterizações (dados que estão no objeto de descrição: 
livro vermelho). Já no subjetivo, estão as qualificações (impressões subjetivas sobre o 
ser ou objeto: livro interessante). O ideal é que uma descrição possa fundir a 
objetividade, necessária para a "pintura" ser a mais verídica possível, e a subjetividade 
que torna o texto bem mais interessante e agradável. Sendo assim, a descrição deve ir 
além do simples "retrato", deve apresentar também uma interpretação do autor a 
respeito daquilo que descreve. 
3. Dissertação 
Introdução 
A folha em branco, o tempo passando. As unhas roídas, o tema dado e nenhuma idéia. 
Muitas pessoas já passaram por uma situação semelhante, em que não sabiam 
absolutamente por onde começar a escrever sobre determinado assunto. 
Escrever pode ser fácil para qualquer pessoa, desde que esta queira se empenhar para 
tanto. Não há mágicas ou fórmulas práticas para aprender a escrever. Na verdade, é um 
trabalho que depende sobremaneira do empenho do interessado em aprender. 
Para este intento, algumas dicas práticas podem ser dadas para auxiliar, mas nada 
substitui a necessidade de escrever sempre. O ato da escrita deve se tornar algo natural, 
a fim de afastar o fantasma do "branco total". Além disso, a leitura e a atualização de 
informações também colaboram muito na qualidade do texto. 
 
Sugestões,críticas,envio de questões para resolução em sala,envie e-mail para janainasicoli@hotmail.com 
O objetivo da redação é chegar a um texto que será tão repleto de escolhas pessoais 
(idéias, palavras, estruturas frasais, organização, exemplos) que, até partindo de um 
mesmo assunto geral, milhares de pessoas podem chegar a um bom resultado 
apresentando trabalhos nitidamente diferentes. 
Para desenvolver esse trabalho, a presente apostila direciona-se ao estudo dissertativo. 
Será considerada uma média de trinta linhas para as redações, sobretudo no tocante à 
distribuição destas linhas nas subdivisões textuais apresentadas 
Muitas vezes, as maiores dificuldades estão na concretização das idéias no papel. Para 
auxiliar neste processo, a apostila conta também com um suporte de Língua Portuguesa. 
A preocupação aqui não é de nomenclaturas ou classificações, o que teve relevo foi a 
funcionalidade lingüística no momento da escrita. 
Alguns pontos merecem destaque especial para um aprimoramento da escrita: 
ler mais 
adquirir o hábito de escrever 
pontuar adequadamente 
organizar idéias 
construir períodos mais curtos