Psicologia do Aconselhamento
102 pág.

Psicologia do Aconselhamento


DisciplinaAconselhamento e Orientação em Psicologia20 materiais180 seguidores
Pré-visualização49 páginas
BARROS SANTOS.O. Aconselhamento Psicológico e Psicoterapia.1982 1 
 
Aconselhamento Psicológico & Psicoterapia 
Auto-afirmação - um determinante básico 
 
OSWALDO DE BARROS SANTOS 
 
Conselho Diretor: 
Anita de Castilho e Marcondes Cabral 
Nelson Rosamilha 
Oswaldo de Barros Santos 
 
In memorian: 
Dante Moreira Leite 
 
LIVRARIA PIONEIRA EDITORA São Paulo 
 
Capa: 
Jairo Porfírio 
 
 
1982 
 
Todos os direitos reservados por 
ENLO MATHEUS GUAZZELLI & CIA. LIDA. 02515 - Praça Dirceu de 
Lima, 313 Telefone: 266-0926 - São Paulo 
 
 
BIBLIOTECA PIONEIRA DE CIÊNCIAS SOCIAIS 
PSICOLOGIA 
 
 
 
 
BARROS SANTOS.O. Aconselhamento Psicológico e Psicoterapia.1982 2 
 
índice 
 
Introdução. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
 
PARTE I VISÃO GLOBAL DOS PROCEDIMENTOS ORIENTADORES E TERAPÊUTICOS 
 
1. Diagnóstico, Orientação, Aconselhamento e Psicoterapia .. . . . . . . . . . . . 
O longo caminho: do diagnóstico para a assistência psicológica. O uso de testes psicológicos. 
Orientação, aconselhamento e psicoterapia. 
 
2. Métodos Centrados no Contexto Sócio-Cultural. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
Fundamentos. Procedimentos comuns. Técnicas específicas. 
 
3. Procedimentos Centrados no Contexto Pessoal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
Fundamentos. Procedimentos comuns. Técnicas específicas. 
 
4. Métodos Mistos e Métodos Centrados no Problema. " . . . . . . . . . . . . . . 
Fundamentos. Procedimentos comuns. Técnicas específicas. Aconselhamento e terapia em 
processos de grupo. 
 
5. A Revolução Rogeriana no Campo do Aconselhamento Psicológico e da Psicoterapia . . . 
Síntese histórica. Idéias básicas e originais. As condições terapêuticas essenciais. Evolução das 
idéias: o experienciar e as atuações em grupo. 
 
PARTE 11 OBSERVAÇÕES PESSOAIS 
 
6. Hipótese Sobre a Auto-Afirmação Como Determinante Básico do Comportamento . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
Resultados de terapia e fundamentos para uma nova hipótese. Seria possível um neo-
rogerianismo? A motivação e os determinantes do comportamento. A auto-afirmação como motivo básico 
e emocionalmente preponderante. 
 
7. A Personalidade e a Auto-Afirmação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
O Eu Pessoal, o Eu Social e a emergência da auto-afirmação. A ocorrência patológica. Neurose e 
significado da vida. Valores sociais e a auto-afirmação. Perspectivas humanísticas e filosóficas. 
 
8. Contribuições à Terapia Psicológica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 
Objetivos básicos: desenvolvimento pessoal e psicoterapia. Metodologia psicoterápica: a 
dinâmica do processo. 
 
 
BARROS SANTOS.O. Aconselhamento Psicológico e Psicoterapia.1982 3 
 
 
PARTE III 
APLICAÇÕES EM SITUAÇÕES ESPECIAIS 
 
9. Filhos e Alunos Difíceis. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
Como ocorrem os problemas. Medidas gerais. 
 
10. Ações Preventivas na Educação, na Família e no Trabalho. . . . . . . . . . . .. 
 
11. A Vida na sua Terceira Fase: a Valorização do Idoso. . . . . . . . . . . . . . . . 
Técnicas de orientação e psicoterapia 
 
Referências bibliográficas. . . . . ., . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 
English-abstract . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
 
 
 
 
 
BARROS SANTOS.O. Aconselhamento Psicológico e Psicoterapia.1982 4 
 
 
 
 
 
 
 
In memorian: 
Dante moreira leite 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BARROS SANTOS.O. Aconselhamento Psicológico e Psicoterapia.1982 5 
 
 
 
Introdução 
 
Os métodos, técnicas ou modelos de atuação, originários de atitudes naturais ou de 
comportamentos direcionados, freqüentemente usados para ajudar as pessoas com problemas 
psicológicos, são extremamente variados; dependem de concepções filosóficas e sociais, como, 
igualmente, dos recursos situacionais, profissionais, éticos e operacionais. Ademais, as ciências do 
comportamento colocam dúvidas e interrogações sobre os efeitos dos procedimentos orientadores ou 
terapêuticos em virtude de pesquisas pouco elucidativas. 
Os conceitos e as indicações ou lembretes existentes neste livro resultam, de um lado, de 
informações bibliográficas e, de outro, de observações e inferências pessoais que, em muitos anos, 
logramos realizar. É uma ligeira coletânea de posições teóricas e da metodologia correspondente, 
seguida de uma hipótese sobre a auto-afirmação como determinante básico do comportamento e, em 
conseqüência, de procedimentos e técnicas terapêuticas. 
Todas as considerações, sugestões e hipóteses estão francamente abertas à crítica de todos 
aqueles que se dedicam ao estudo ou à aplicação prática do aconselhamento psicológico e da 
psicoterapia, seja na situação natural e espontânea dos relacionamentos humanos, seja na situação 
profissional. O que se pretende é colocar nossas observações - ainda que falhas ou limitadas - a serviço 
desses alvos. Serão especialmente acolhidas as apreciações e contribuições relacionadas com a 
proposição original, isto é, com a hipótese de ser a auto-afirmação o determinante básico do 
comportamento no plano psicológico. 
Agradeço a meus alunos e ex-alunos da Universidade de São Paulo pelo incentivo e pistas que 
me ofereceram e aos clientes que _e proporcionaram o mais, fecundo material para estudos e 
conclusões. Agradeço, também, às psicólogas Alice Maria de Carvalho Delitti e Walderez B.F. Bittencourt 
pela gentileza em rever e comentar o texto do capítulo 4, oferecendo úteis contribuições. 
 
 O.B.S. 
BARROS SANTOS.O. Aconselhamento Psicológico e Psicoterapia.1982 6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PARTE I 
 
VISÃO GLOBAL DOS PROCEDIMENTOS ORIENTADORES E TERAPÊUTICOS 
BARROS SANTOS.O. Aconselhamento Psicológico e Psicoterapia.1982 7 
 
1. Diagnóstico, Orientação, Aconselhamento e Psicoterapia 
1.1. O longo caminho: do diagnóstico para a assistência psicológica 
Poucos terão definido tão bem a evolução da Psicologia no plano operacional, como Rogers 
(1942) o fez ao examinar sua contribuição ao bem-estar e à assistência que dela se poderia esperar. 
Disse o fundador do método centrado na pessoa que, na década de 1920, o interesse pelo ajustamento 
do indivíduo era essencialmente de estilo analítico e de diagnóstico. "Floresceram os estudos de casos, 
os testes, os registros e observações e os rótulos de diagnóstico psiquiátrico. Com o tempo, essa 
tendência voltou-se da diagnose para a terapia, para a procura de meios e de processos pelos quais o 
indivíduo encontre a ajuda de que necessita. Atualmente, preocupamo-nos mais com a descoberta de 
recursos terapêuticos mais efetivos na assistência ao indivíduo. A dinâmica do processo de ajustamento 
substitui a longa fase de descrições e rotulações". 
Realmente, se nos detivermos no estudo das teorias e das técnicas psicológicas, parece ser 
possível inferir que a maioria dos trabalhos psicológicos era orientada mais no sentido de conhecer a 
personalidade do que em intervir no complexo enredo do comportamento humano. As técnicas de 
diagnóstico tiveram seu apogeu nos anos de 1920 a 1960. A psicometria e os estudos estatísticos 
relacionados com a sensibilidade, a precisão e a validade dos instrumentos de avaliação psicológica 
desenvolveram-se de forma sensível dando
Francisco
Francisco fez um comentário
valei cara
0 aprovações
Carregar mais