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(Livro) David Ausubel - Aquisição e Retenção de Conhecimentos - Uma Perspectiva Cognitiva

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aplicação de tais resultados ao
às práticas e materiais de instrução. Parte da última investigação já está a ser
 países tais como o México, o Brasil, a Venezuela e os Países Baixos.
aioria dos investigadores dos processos mentais superiores e da psicologia edu-
rna-se agora aparente que as abordagens cognitivas (reconhecendo o papel da
nitiva existente no estudante na aquisição, retenção, organização e transferência
gnificados) se aplicam, actualmente, em áreas da aprendizagem escolar, tais
dizagem através do domínio, aquisição de conceitos, resolução de problemas,
, reflexão e julgamento. O rápido declínio do neobehaviorismo, em primeiro
rangeiro (onde nunca ganhou raízes fortes) e de alguma forma mais tarde nos
xvi PREFÁCIO
Estados Unidos, onde teve a sua origem, é actualmente um ponto assente, quer na psicologia
experimental, quer na psicologia educacional americanas. Tem sido acompanhado por uma
diminuição correspondente do número de estudos de investigação e de dissertações sobre a
aprendizagem por memorização na aprendizagem escolar e nas áreas relacionadas e por um
desaparecimento virtual de mecanismos de ensino e de abordagens operantes de reforço do
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ropriados, tem sido o declínio das abordagens da ‘aprendizagem pela desco-
prendizagem processual’, da ‘aprendizagem pela investigação’, etc.
ma tendência tem sido acompanhada por uma vaga de interesses pelos factores
icos da aprendizagem. Isto porque, actualmente, se considera de um modo geral
 realmente passível de se conhecer depende tanto da natureza, da extensão, das
as capacidades e dos processos cognitivos humanos e do desenvolvimento dos
longo da vida, como da natureza objectiva daquilo que os seres humanos procu-
a sua cognoscibilidade e da metodologia para se adquirirem tais conhecimentos
gia, método científico). Do mesmo modo, também se fazem neste livro algumas
es gerais relativamente (1) à relação entre os conjuntos de conhecimentos, tal
sentados através de consensos escolares numa determinada disciplina (ex.:
onografias, estudos de investigação), e a forma como tais conhecimentos estão
s e organizados nas estruturas cognitivas de determinados professores e alunos,
 como esta relação se altera como uma função da maturidade intelectual (altera-
as etárias na transformação de informações) e da sofisticação de matérias.
el que o leitor observador e com discernimento, que possua uma boa memória,
urpreendido com o grau de redundância que encontra neste livro. Contudo, esta
 é mais intencional do que acidental. Reflecte vastamente a forte convicção
 autor, mas não confirmada em termos empíricos, de que a substância de uma
 ideia fica fortalecida ao máximo na memória, caso seja discutida nos contextos
relevante, em vez de receber uma consideração apenas na primeira vez em que
to. Por outras palavras, a repetição multicontextual de uma ideia consolida-a
ente mais na memória do que as repetições dentro do mesmo contexto. Nesta
 abraça-se a redundância multicontextual de forma tão vigorosa e inequívoca,
vido aos resultados experimentais extremamente convincentes de Hull1 sobre a
 conceitos e, também, porque os manuais e os docentes universitários america-
 evitar completamente a redundância de qualquer tipo – aparentemente de forma
iva – como se o facto de não o fazerem representasse a violação de um ponto de
o para os mesmos.
el que a redundância seja o primeiro mecanismo pedagógico e psicológico que
es utilizaram para facilitar a aprendizagem verbal significativa (bem como a
m por memorização). A fundamentação lógica para esta prática era simples, mas
m modo geral, as sequências idênticas ordenadas ao acaso ou, até mesmo, de
l e significativa, raramente se repetem vezes suficientes, em situações não forja-
 C. L. Principles of Behavior. New York: Appleton-Century, 1943.
xvii
das e com uma proximidade suficiente, para que os estudantes possam concluir que as suas
componentes se relacionam mutuamente, de uma determinada forma, e são avaliadas como
‘correctas’ e ‘erradas’ pelo professor. Na devida altura, este mecanismo conhecido por
‘exercício’, embora frequentemente depreciado como memorizado e mecânico (não pen-
sado), tornou-se uma técnica de instrução padrão aceite e parte dos apetrechos pedagógicos
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, a prática pedagógica do exercício entrou num descrédito geral entre muitos
na altura em que se popularizaram as abordagens de ‘aprender fazendo’ e de
m pela descoberta. Esta variante multicontextual inicial de redundância simples,
nte a do ‘exercício’, não só eleva a aprendizagem à tarefa alvo como um resul-
osição do aprendiz às tentativas multicontextuais, como também diferencia,
ente, esta tarefa de aprendizagem de outras de formação de conceitos, seme-
mpetitivas.
eitores também podem ficar de algum modo surpreendidos com a preponderân-
ências mais antigas citadas no texto desta monografia. Contudo, este facto
aior influência exercida sobre o desenvolvimento e o conteúdo da Teoria da
 por certos movimentos históricos e actuais da psicologia, tais como o Estrutura-
ncionalismo, a Psicologia da Gestalt e determinados aspectos da Teoria dos
Bartlett) e da Psicologia Cognitiva, do que por outros movimentos psicológicos
 como o Neobehaviorismo, o Processamento de Informação, a Cibernética, os
mputadorizados, as Redes Associativas e Semânticas.
as tendências teóricas também lidaram mais na prática com os aspectos de
o do que com os aspectos significativos da aprendizagem e da retenção e, no
 uma origem mais recente do que as primeiras teorias. Por conseguinte, consi-
er em termos históricos, quer substanciais, mais relevante citar as ideias teóricas
os das investigações dos primeiros movimentos ideários, devido à relação teó-
ais próxima para com a aprendizagem por recepção e a retenção significativas.
se mais relevante e útil, para o leitor com interesses históricos, a possibilidade
entar esta política acima descrita de citação de referências do que gerar a falsa
e actualização através da citação de referências muito mais recentes e actuais, as
rdade, possuem muito menos peso na Teoria da Assimilação. 
ha-se precaução na localização e qualificação histórica das tendências teóricas
eadas. Grande parte da recente mudança das abordagens neobehavioristas para
quer na psicologia experimental, quer na educacional e na teoria da aprendiza-
 aparente do que real. Uma boa parte daquilo que, hoje em dia, passa como teo-
a, lida, na verdade, mais com os fenómenos perceptuais e trata-se ou de uma
behaviorista revestida de terminologia cognitiva, ou de uma teoria pseudocog-
da em termos de pressupostos mecanicistas (neobehavioristas) subjacentes. A
ndência americana pelo empirismo como um fim por