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INTERNA Página 1 de 28 Em Período de Análise Crítica Obrigatória _ PE-1PBR-00208 – Versão 05.00 – Padrão Ativo MANUAL DE SEGURANÇA (MS) Aprovado por Gustavo Henrique Ribeiro Gomes (SMS/ECES/SEG) em 03/05/2024 | Gerido por SMS/DE&P/SEG-OFF 1. OBJETIVO 2. APLICAÇÃO 3. DESCRIÇÃO 4. REGISTROS 5. DEFINIÇÕES 1. OBJETIVO Estabelecer práticas de trabalho seguro, procedimentos de controle em atividades especiais e as condutas de segurança para prevenir a ocorrência de acidentes, incidentes e doenças ocupacionais nas instalações abrangidas por este padrão, de modo a preservar a saúde e a segurança dos trabalhadores, o meio ambiente, a integridade de instalações e equipamentos e a continuidade operacional. 2. APLICAÇÃO Petróleo Brasileiro S.A. Este padrão se aplica às seguintes Gerências Executivas da DE&P, DENGE e DLCM: E&P/AGP E&P/AGUP E&P/BUZIOS E&P/TAR E&P/EXP E&P/LIBRA E&P/GPP DENGE/POÇOS DENGE/SUB DENGE/PDP nos projetos de E&P DENGE/SRGE nos projetos de E&P DLCM/LOEP DLCM/LOG nas operações marítimas com o E&P e DENGE 3. DESCRIÇÃO 3.1. REQUISITOS DAS ATIVIDADES INTERNA Página 2 de 28 3.1.1. Este padrão é vinculado ao processo "Gerir segurança ocupacional". 3.1.2. O Manual de Segurança (MS) e os padrões que o compõem se aplicam a todas as instalações cobertas pelo item 2 (Abrangência), nas fases de Construção, Comissionamento, Operação e Descomissionamento. . 3.2. RESPONSABILIDADES 3.2.1. Compete aos gestores da função SMS que atendem as instalações cobertas pelo item 2 (Abrangência): a. realizar desdobramento deste padrão para as respectivas áreas; b. cuidar da conformidade e zelar pela qualidade intrínseca do conteúdo deste padrão; c. revisar este padrão, quando necessário, em acordo com os gestores de SMS das demais áreas. 3.2.2. Compete aos gestores incluídos na lista de distribuição deste padrão: a. realizar o desdobramento deste padrão para as instalações sob sua responsabilidade; b. zelar pelo cumprimento e fazer cumprir os requisitos deste padrão; c. definir os profissionais de sua gerência que devem ter conhecimento e que devem ser treinados neste padrão. . 3.3. REGRAS DE OURO DA PETROBRAS Este padrão e os demais referenciados no item 6 são aderentes às 10 Regras de Ouro da Petrobras: INTERNA Página 3 de 28 . 3.4. ESTRUTURA DO MANUAL DE SEGURANÇA 3.4.1. A estrutura do Manual de Segurança é apresentada no Anexo A e sua forma de utilização está descrita no item 3.8.1.4. 3.4.2. O conteúdo dos padrões do Manual de Segurança está organizado para direcionar a informação à força de trabalho, seguindo estrutura uniforme com foco nos requisitos de segurança das tarefas: INTERNA Página 4 de 28 3.5. EPI . 3.5.1. O empregado deve utilizar os equipamentos de proteção individual (EPI) fornecidos pelo empregador para a realização de suas atividades. 3.5.2. Para empregados da PETROBRAS, os EPI devem atender aos requisitos constantes no PE-1PBR-00494. Nas instalações do E&P adicionalmente deve ser atendido o PE-2E&P-00963. Nota: Em cada padrão do Manual de Segurança (MS) listados no item 6, também há a indicação dos EPI específicos a cada atividade. 3.5.3. Para empregados contratados, os EPI devem atender à NR-06, aos requisitos dos padrões do Manual de Segurança aplicáveis à sua atividade e, onde houver, aos requisitos contratuais específicos da atividade. 3.5.4. Toda a força de trabalho própria e contratada que trabalha em instalações industriais em locais com risco de fogo repentino deve usar uniforme confeccionado em tecido resistente ao fogo (FR), com manga estendida, com o punho e a gola fechados. 3.5.5. Para empregados da PETROBRAS, a especificação das vestimentas FR é definida no PE-1PBR-00309. 3.5.6. No caso de utilização de calça e camisa, a camisa deve ser colocada por dentro da calça. 3.5.7. Para dispensar o uso de uniforme FR nas áreas operacionais onde não houver risco de fogo repentino, a unidade deve justificar a decisão por meio de análise de risco. 3.5.8. Os empregados da PETROBRAS devem utilizar uniforme na cor laranja, conforme PE-1PBR-00494. Nas instalações do E&P adicionalmente deve ser atendido o PE- 2E&P-00963. 3.5.9. Os empregados das empresas contratadas que trabalham em instalações marítimas devem utilizar uniforme em cor contrastante com o mar, preferencialmente na cor laranja. ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00494/PE-1PBR-00494.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-2E%26P-00963/PE-2E%26P-00963.docx https://www.gov.br/trabalho/pt-br/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00309/PE-1PBR-00309.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00494/PE-1PBR-00494.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-2E%26P-00963/PE-2E%26P-00963.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-2E%26P-00963/PE-2E%26P-00963.docx INTERNA Página 5 de 28 3.5.10. O empregado é responsável pela conservação e guarda dos EPI que lhe são fornecidos. 3.5.11. Nas áreas operacionais devem ser utilizados os seguintes EPI básicos: calçado de segurança, capacete com jugular, óculos de segurança, protetor auricular e luvas. 3.5.12. Mesmo que em determinada área operacional não seja obrigatória a utilização permanente de protetor auricular ou de luvas, permanece a obrigatoriedade do porte destes EPI nesta área. 3.5.13. Nas instalações marítimas, em situações de emergência, os trabalhadores devem se dirigir para os pontos de reunião com uniforme de trabalho, capacete, botas e colete salva-vidas. Nota: Quando houver impedimentos no ponto de reunião ou nos locais onde os EPI e os coletes salva-vidas são retirados, a unidade deve dispor de pontos alternativos com esses recursos. 3.5.14. Deve ser utilizada fita adesiva verde na lateral do capacete para identificação de estagiários e da força de trabalho de primeiro acesso nas instalações operacionais. 3.5.15. Além do EPI básico, em função do local e do trabalho a ser executado, o profissional de segurança deve indicar EPI específicos ou complementares, conforme os padrões específicos de cada atividade listados neste MS. 3.5.16. Mediante avaliação do risco, deve ser restringida a utilização de luvas na operação de ferramentas rotativas, observando o disposto no manual de cada ferramenta e as seguintes orientações gerais: a. utilização de luvas para proteção das mãos contra agentes abrasivos e escoriantes durante a operação de ferramentas rotativas portáteis que possuem proteção das partes rotativas e empunhadura para segurar a ferramenta (ex: esmerilhadeira); b. não utilização de luvas durante a operação de ferramentas rotativas estacionárias (ex: torno mecânico, esmeril, fresadora, furadeira de coluna); c. na operação de ferramentas rotativas estacionárias também não deve ser utilizada camisa com mangas compridas ou, se utilizada, deve estar com as duas mangas dobradas até acima da altura do cotovelo. 3.5.17. Cremes protetores, quando utilizados, devem ter sua formulação especificada para o tipo de agente químico presente na atividade. Cremes protetores não substituem o uso de luvas de segurança, quando a atividade exigir proteção para o risco mecânico. 3.5.18. Para comitivas, agentes fiscalizadores e visitantes, a instalação deve disponibilizar os EPI necessários para acesso à área industrial. 3.5.18.1. A exceção pode ocorrer para os agentes fiscalizadores de Órgãos externos que necessitam utilizar os seus próprios uniformes, independentemente da cor, mantendo-se a obrigatoriedade de que estejam permanentemente acompanhados por profissional da instalação portando meio de comunicação. INTERNA Página 6 de 28 3.5.19. Nas atividades que demandema utilização de sistemas de ar mandado para proteção respiratória dos executantes, as tomadas de ar respirável devem ser claramente identificadas e diferenciadas das tomadas de outros gases, tais como N2, O2, Argônio etc. 3.5.19.1. As equipes de trabalho devem ser advertidas sobre a localização e forma de identificação das tomadas de ar respirável e sua diferenciação dos demais tipos de gases. . 3.6. FERRAMENTAS . 3.6.1. Requisitos gerais 3.6.1.1. Antes da realização de qualquer trabalho, os equipamentos, ferramentas e acessórios a serem utilizados devem ser inspecionados, de modo a garantir que estejam em perfeitas condições de uso. 3.6.1.2. Ferramentas defeituosas, desgastadas ou danificadas devem ser substituídas de imediato. 3.6.1.3. Ferramentas manuais devem ser utilizadas somente com a finalidade para a qual foram projetadas, vetando-se improvisos. 3.6.1.4. Não é permitido o porte de ferramentas manuais nos bolsos das vestimentas. 3.6.1.5. Após a conclusão dos serviços, as ferramentas utilizadas devem ser limpas e preservadas para guarda. Caso alguma ferramenta tenha sido danificada, tal fato deve ser comunicado ao supervisor para sua substituição. Toda ferramenta manual danificada deve ser inutilizada e descartada de forma apropriada. 3.6.1.6. Devem ser atendidos os requisitos de segurança fornecidos pelos fabricantes sobre a operação e manutenção das ferramentas, máquinas e equipamentos. 3.6.1.7. Ferramentas e equipamentos não devem ser deixados em locais onde possam provocar lesão pessoal, dano aos equipamentos ou à operação, assim como obstruir a livre circulação das pessoas. 3.6.1.8. Ferramentas, instrumentos e materiais não devem ser arremessados. 3.6.1.9. Os armários para acondicionamento dos equipamentos utilizados em emergências devem ter seu acesso desobstruído. 3.6.1.10. Para trabalhos em equipamentos elétricos, as ferramentas manuais devem possuir isolamento compatível com a tensão e com as condições de operação. INTERNA Página 7 de 28 3.6.1.11. As ferramentas elétricas manuais devem possuir isolamento duplo ou reforçado, cabo sem emendas e plugues com coloração e arranjo de pinos específicos, evitando sua conexão em fonte de tensão diferente da especificada. 3.6.1.12. Ao término do serviço ou parada temporária, as ferramentas elétricas devem ser desenergizadas. 3.6.1.13. Não é permitido limpar equipamentos elétricos com água, vapor, óleo diesel ou qualquer líquido inflamável, a menos que o equipamento esteja desenergizado e seu invólucro seja apropriado para suportar o agente da limpeza. 3.6.1.14. Não é permitido permanecer nas proximidades de trabalhadores que estejam usando máquinas, ferramentas ou equipamentos com potencial de causar lesões. 3.6.1.15. Para as tarefas que exijam impactos ou torques, deve ser avaliada e priorizada a utilização de ferramentas hidráulicas, pneumáticas, multiplicadores mecânicos de torque ou similares, evitando o uso de ferramentas manuais. 3.6.1.16. Não é permitido utilizar qualquer artifício para manter a ferramenta em operação contínua, através do bloqueio de seu dispositivo de acionamento. 3.6.1.17. A válvula de ar deve fechar-se automaticamente, quando cessar a pressão da mão do operador sobre os dispositivos de partida. 3.6.1.18. As mangueiras e conexões de alimentação das ferramentas pneumáticas ou hidráulicas devem ser dimensionadas para resistir, no mínimo, 1,5 vezes as pressões de serviço, estar firmemente acopladas ao sistema e afastadas das vias de circulação ou protegidas quando houver a necessidade de atravessar as vias de circulação. 3.6.1.19. Devem ser usados cabos de segurança entre as conexões de mangueira para prevenir chicoteamento em caso de desconexão acidental. Nota: Nos mangotes com conexão por rosca, deve ser verificado o ajuste do rosqueamento. A aplicação de cabo de segurança em conexões roscadas é prática recomendada. 3.6.1.20. O suprimento de ar para as mangueiras deve ser desligado e a pressão aliviada, quando a ferramenta pneumática não estiver em uso. 3.6.1.21. Não é permitido o estrangulamento (dobra para bloqueio de fluxo) de mangueiras pressurizadas ou não. 3.6.1.22. As ferramentas de equipamentos pneumáticos portáteis devem ser desconectadas manualmente e nunca pela pressão do ar comprimido. INTERNA Página 8 de 28 3.6.1.23. Quando sua utilização for interrompida, as ferramentas pneumáticas devem ser despressurizadas. 3.6.1.24. Os dispositivos de acionamento devem estar na posição desligada antes de serem conectados ao sistema de alimentação. 3.6.1.25. As ferramentas manuais que possuem partes cortantes devem ter estas partes protegidas. 3.6.1.26. A utilização de facas, lâminas e outros tipos de ferramentas consideradas armas brancas, somente é autorizada mediante a existência de procedimento para atividades específicas (ex: cozinha e marinharia), não sendo permitida a utilização em atividades sem a devida análise e autorização. 3.6.1.27. Para a inspeção de ferramentas e equipamentos contratados, observar também as orientações e as listas de verificação definidas no item 3.8.9. 3.6.1.28. O Anexo G apresenta um conjunto de procedimentos seguros de operação para ferramentas e equipamentos de oficina, que podem ser revisados e adaptados para serem afixados em local visível próximo a cada equipamento (prática recomendada). .. 3.6.2. Requisitos específicos para marretas 3.6.2.1. O uso desta ferramenta deve ser restrito à impossibilidade de realização do trabalho com ferramentas hidráulicas, pneumáticas, multiplicadores mecânicos de torque ou similares. 3.6.2.2. O gerente da instalação é o responsável por autorizar a utilização de marretas, devendo considerar essa opção somente após esgotadas alternativas mais seguras, conforme item anterior. Nota: Especificamente para as Sondas que operam junto às Plataforma Fixas, o gerente da instalação pode delegar a autorização ao supervisor da Sonda, que deverá seguir os procedimentos de segurança da gestão de POÇOS. 3.6.2.3. Sendo adotada, a utilização da marreta deve ser precedida de inspeção quanto à sua integridade, devendo ser aplicada a lista de verificação estabelecida no Anexo B. 3.6.2.4. A marreta deve ser identificada com TAG e nome da empresa responsável. Marretas sem identificação não devem ser utilizadas. 3.6.2.5. A marreta deve ser específica ao tipo e local do trabalho a ser executado. INTERNA Página 9 de 28 3.6.2.6. Não é permitido qualquer tipo de solda no corpo da marreta. 3.6.2.7. A superfície de impacto da marreta deve estar isenta de rebarbas, trincas e deformações. 3.6.2.8. A trajetória prevista da marreta deve estar desimpedida durante o trabalho. 3.6.2.9. Para as áreas classificadas zona 0 e 1, quando indispensável o uso de marreta, esta deve ser de nylon, borracha ou metal não centelhante. 3.6.2.10. Após a utilização, a marreta deve ser novamente inspecionada, antes de ser aceita sua devolução no almoxarifado. .. 3.6.3. Ferramentas de impacto 3.6.3.1. As mesmas restrições aplicadas às marretas (impossibilidade de aplicação de ferramentas mais seguras) também se aplicam às ferramentas de impacto (ex.: martelos, chaves de impacto). Ver itens 3.6.2.1 e 3.6.2.2. 3.6.3.1.1. Para utilização de martelos em áreas classificadas, recomenda-se como boa prática também aplicar a lista de verificação estabelecida no Anexo B. 3.6.3.2. Quando adotadas chaves de impacto, priorizar o uso da chave estrela de bater, por possuir mais pontos de contato com o parafuso e melhor distribuição da força aplicada. Recomenda-se adotar a chave fixa de impacto somente quando não houver espaço físico para trabalhar com a chave estrela. 3.6.3.3. Não é permitido bater a marreta contra chave de impacto solta. 3.6.3.4. A chave de impacto não deve ser mantida em sua posição diretamente com as mãos. Deve ser presa por cabo flexívelou pela instalação de porca arruelada para travamento da chave de bater sobre a porca a ser afrouxada ou apertada. Na impossibilidade deste recurso, utilizar extensor industrial para proteção das mãos e dedos. 3.6.3.5. Quando utilizada em conjunto com marreta a chave deve receber golpes apenas no maçalote localizado na extremidade do cabo. .. 3.6.4. Furadeiras 3.6.4.1. A instalação ou troca de brocas deve ser feita com a ferramenta desconectada da fonte de alimentação e o aperto final deve ser feito com a chave apropriada fornecida pelo fabricante. INTERNA Página 10 de 28 3.6.4.2. Deve-se evitar contato com a broca imediatamente após a sua utilização. . 3.6.5. Ferramentas com disco rotativo: lixadeira, esmeril, esmerilhadeira, policorte e serra de disco 3.6.5.1. Os discos destas ferramentas devem possuir anteparo de proteção (carter). 3.6.5.2. A peça a ser trabalhada deve ser posicionada ou fixada adequadamente, não sendo permitido utilizar o corpo para escorá-la. 3.6.5.3. A operação da ferramenta deve ser feita, quando necessário, com o uso das duas mãos, sempre utilizando a empunhadura, que deve ser segurada com firmeza. 3.6.5.4. Ao desligar a ferramenta, o disco deve estar voltado para cima. 3.6.5.5. A ferramenta somente deve ser solta quando o disco parar por completo. 3.6.5.6. Deve ser usado disco compatível com a rotação da máquina. 3.6.5.7. Deve ser usada lâmina adequada para aplicação ao material a ser cortado. 3.6.5.8. Não é permitido utilizar discos de corte para operações de desbaste; 3.6.5.9. Deve ser interrompida a utilização da máquina no caso de trepidação do disco. 3.6.5.10. Devem ser evitados impactos contra o disco abrasivo. 3.6.5.11. A troca ou aperto de acessórios deve ser realizada com a ferramenta desconectada da fonte de alimentação e com a chave fornecida pelo fabricante. . 3.6.6. Ferramentas rotativas estacionárias: Torno mecânico, fresadora, furadeira de coluna 3.6.6.1. Somente operar equipamentos rotativos estacionários seguindo procedimentos de trabalho e segurança específicos, elaborados conforme manual do equipamento e atendendo a NR-12. 3.6.6.2. Somente operar equipamentos rotativos estacionários que estejam com suas proteções e sistemas de parada de emergência instalados e funcionais. https://www.gov.br/trabalho/pt-br/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs INTERNA Página 11 de 28 3.6.6.3. As áreas de circulação ao redor dos equipamentos rotativos estacionários devem estar dimensionadas de forma que os trabalhadores e transportadores movimentem-se com segurança, ser devidamente demarcadas e mantidas desobstruídas. 3.6.6.4. Nunca aproximar as mãos da peça ou das partes móveis do equipamento em movimento. O manuseio e fixação da peça a ser usinada deve ocorrer somente com a ferramenta parada. Nunca efetuar medições na peça sendo usinada com a máquina em movimento. 3.6.6.5. Na operação de máquinas rotativas estacionárias, observar a restrição para o uso de luvas e mangas compridas conforme item 3.5.16 (EPI). Luvas devem ser usadas somente com a ferramenta parada, durante a colocação e fixação da peça a ser usinada, quando esta for grande e apresentar bordas, cantos ou superfícies cortantes. 3.6.6.6. A vestimenta do usuário não deve estar folgada ou solta em seu corpo. 3.6.6.7. Cabelos compridos soltos, anéis, relógios e demais adornos, não podem ser utilizados em nenhuma situação no trabalho com ferramentas rotativas. 3.6.6.8. Nunca empregar a força motriz da máquina para soltar ou apertar a peça a ser usinada. 3.6.6.9. Nunca remover cavacos da peça sendo usinada com as mãos. Usar dispositivo apropriado para remoção dos cavacos e sempre parar a máquina para fazer tal operação. 3.6.6.10. Nunca se ausentar da máquina em operação para desenvolver outra atividade. .. 3.6.7. Utilização de drones 3.6.7.1. Nas inspeções, manutenções, reparos e outras atividades que utilizem Veículos Aéreos Não Tripulados (drones) deve ser atendido o PE- 1PBR-00792. 3.6.7.2. Deve ser avaliado o risco e estabelecidas medidas de controle aplicáveis para a utilização de drones em áreas classificadas. 3.6.7.3. Devem ser avaliadas as operações simultâneas na instalação para a utilização do drone. 3.6.7.4. Deve ser elaborado mapa limitando a área permitida ao voo do drone, notadamente sobre áreas com a presença de trabalhadores. 3.6.7.5. Não operar drones durante pousos e decolagens de aeronaves. ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00792/PE-1PBR-00792.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00792/PE-1PBR-00792.docx INTERNA Página 12 de 28 . ... 3.7. MATERIAIS . 3.7.1. Os produtos químicos usados devem estar acompanhados da respectiva Ficha de Informação de Segurança do Produto Químico (FISPQ), que deve ser mantida em local de fácil acesso aos trabalhadores. 3.7.2. Devem ser avaliadas previamente as condições dos locais destinados ao armazenamento e ao emprego de materiais. Não é permitida a disposição de materiais combustíveis sobre ou próximo a superfícies quentes de equipamentos. 3.7.3. Os requisitos de segurança para os materiais a serem empregados nas instalações devem estar contemplados no planejamento específico do trabalho ou nos procedimentos operacionais da unidade. .. 3.8. MÉTODOS . 3.8.1. Requisitos gerais 3.8.1.1. Não é permitido trabalhar ou acessar as instalações da PETROBRAS sob efeito de álcool ou outras drogas. 3.8.1.2. Nenhum trabalho deve ser iniciado sem que seja destinado um período adequado para o seu planejamento e autorizado, conforme PE-1PBR-00210. 3.8.1.3. Todo trabalho deve ser planejado e executado de modo a atender aos requisitos dos padrões referenciados no item 6 deste MS. 3.8.1.4. Para utilizar o MS, devem ser observadas as 3 etapas contidas no Anexo A: 1ª etapa - Planejamento: Avaliar se o trabalho exige a emissão de permissão para trabalho (PT), se ocorrem trabalhos simultâneos e se é necessária a preparação e liberação do equipamento controlando suas energias perigosas com aplicação do LIBRA; 2ª etapa - Condição especial do trabalho: Avaliar se o ambiente onde o trabalho será executado exige alguma condição especial; 3ª etapa - Atividade específica: Avaliar o trabalho a ser executado e suas condições específicas. 3.8.1.5. Como prática recomendada, as unidades podem disponibilizar para seus colaboradores o livreto PBS (Padrão Básico de Segurança), que apresenta as principais recomendações do Manual de Segurança (MS). O livreto do PBS tem formato ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00210/PE-1PBR-00210.docx INTERNA Página 13 de 28 de bolso a fim de facilitar seu uso em campo, como ferramenta de lista de verificação (LV) . Notas: 1) O arquivo editável do PBS está disponibilizado para as unidades na Equipe do Manual de Segurança no Teams e sua utilização é facultativa; 2) O PBS não exaure todos os itens dos padrões do MS, os colaboradores devem possuir conhecimento dos padrões disponíveis no portal de gestão e procedimentos das empresas contratadas, que sejam aplicáveis à suas atividades; 3) A disseminação do PBS deverá ser feita pelo técnico de segurança nos rituais preexistentes (DDSMS, Briefing de Segurança, Domingão, etc) mais conveniente para gestão de bordo. 4) A unidade que optar pela utilização do PBS deve indicar, na fase de planejamento, o número do PBS aplicável à intervenção no campo de observação da PT (Permissão para Trabalho). 3.8.1.6. A entrada e permanência em locais que possam conter gases ou vapores inflamáveis deve atender as seguintes orientações básicas: a. em qualquer local da instalação, sempre que for detectada atmosfera contendo gases ou vapores inflamáveis deve-se paralisar a tarefa, sair do local e comunicar a liderança imediata da Operação. b. a Operação deverá analisare avaliar a condição de segurança operacional, definir as ações a serem tomadas e não permitir a entrada de nenhum trabalhador em atmosfera inflamável. Notas: 1) Para espaços confinados deve ser atendido o PE-1PBR- 00214. 2) Para trabalhos a quente deve ser atendido o PE-1PBR- 00232. 3.8.1.7. O uniforme de trabalho deve ser mantido limpo e íntegro, não sendo permitido usar roupas contaminadas com produtos químicos que possam constituir risco para a saúde, causar irritações à pele ou provocar ignição quando em contato com o fogo. 3.8.1.8. Não é permitido limpar as roupas ou a pele com ar comprimido, solventes ou produtos inflamáveis. 3.8.1.9. Na área industrial não é permitido o uso de adorno metálico ou quaisquer tipos de adornos pessoais que fiquem soltos e que possam causar danos aos trabalhadores (pulseiras, brincos, cordões etc.). Os cabelos devem ser presos e preferencialmente colocados na parte interna do capacete. 3.8.1.10. Não é permitido o uso de lentes de contato na execução do processo de solda elétrica e manuseio de produtos químicos corrosivos. 3.8.1.11. Não é permitido limpar ou lubrificar partes móveis de máquinas em operação. 3.8.1.12. Somente é permitido fumar nos locais previamente definidos e identificados por placas de sinalização. 3.8.1.13. O trabalhador deve deslocar-se pelo seu lado direito, usando o corrimão, ao transitar por passarelas e escadas. ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00214/PE-1PBR-00214.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00214/PE-1PBR-00214.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00232/PE-1PBR-00232.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00232/PE-1PBR-00232.docx INTERNA Página 14 de 28 3.8.1.14. É permitido o trabalho individual em instalações remotas terrestres e marítimas desabitadas, somente se não houver requisito legal em contrário e a atividade for suportada por análise de risco específica e procedimento de execução, com medidas de controles para eventuais emergências. 3.8.1.15. Não é permitido usar a prática de pressurizar tambores com ar comprimido para forçar a transferência de líquidos. Este recurso só pode ser usado em recipientes adequados para trabalhos sob pressão. 3.8.1.16. Não é permitido remover a proteção de partes móveis de máquinas, exceto para o caso de teste ou inspeção que necessite que a máquina esteja operando. Neste caso, a proteção deve ser retirada com a máquina inoperante e reinstalada antes de reiniciar sua operação normal. 3.8.1.17. Não é permitida a reutilização de revestimentos térmicos quando impregnados por substâncias combustíveis ou inflamáveis. 3.8.1.18. Antes de realizar qualquer intervenção, deve-se avaliar se a mesma configura uma mudança. Em caso afirmativo, devem ser previstas no planejamento as medidas de contingenciamento, onde aplicáveis, para o período em que durar a mudança, atendendo ao PP-1PBR-00605. 3.8.1.19. Os acidentes e incidentes decorrentes das atividades nas áreas operacionais devem ser prontamente relatados, conforme PP-1PBR-00150, e devem passar por investigação que estabeleça ações que evitem a sua repetição. 3.8.1.20. As rotas de fuga devem estar permanentemente desobstruídas e sinalizadas. 3.8.1.21. Os equipamentos, ferramentas e materiais devem ser recolhidos ao término do trabalho. 3.8.1.22. Toda a área deve ser mantida organizada, limpa e isenta de resíduos. Os resíduos devem ser tratados conforme PP-1PBR-00416. 3.8.1.23. Não é permitida a prática de pesca nas instalações marítimas. 3.8.1.24. Não é permitido o uso de aparelhos de telefonia celular e equipamentos eletrônicos nas áreas operacionais das instalações marítimas e terrestres. Seu uso é permitido somente em áreas administrativas ou de vivência. 3.8.1.24.1. Onde for necessário meios de comunicação remota, deve ser selecionada prioritariamente tecnologia que permita comunicação efetiva e segura, considerando os riscos operacionais (ex.: rádio intrinsecamente seguro). 3.8.1.24.2. Considerando as peculiaridades de determinada área operacional, podem ser utilizados dispositivos de mobilidade e telefonia celular voltados exclusivamente para a utilização no trabalho, desde que existam diretrizes aprovadas e estabelecidas em padrões da respectiva área. [Abrangência 2023-000513: Acidente Fatal por Atropelamento de Empilhadeira] 3.8.1.24.3. Nas áreas administrativas ou de vivência, o uso do celular deve ser realizado de forma segura, com o usuário parado: não ande olhando o celular! ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PP-1PBR-00605/PP-1PBR-00605.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PP-1PBR-00150/PP-1PBR-00150.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PP-1PBR-00416/PP-1PBR-00416.docx INTERNA Página 15 de 28 3.8.1.24.4. Mesmo nas áreas administrativas e de vivência das instalações marítimas e terrestres, o uso do celular é proibido durante as instruções de segurança (Briefing), reuniões e diálogos de segurança (DDSMS) e principalmente durante situações de alarme de emergência, real ou simulado. 3.8.1.25. Os aparelhos eletrônicos e/ou telefones lacrados pela Segurança Patrimonial no ato do embarque devem permanecer lacrados até o desembarque, salvo se autorizados pelo gerente da instalação. 3.8.1.26. Não é permitido o uso de máquinas fotográficas nas unidades marítimas e terrestres, exceto para situações sob autorização expressa do gerente da instalação. 3.8.1.27. Ao abrir e fechar portas, especialmente portas estanque e portas com sistema de fechamento pneumático ou hidráulico, deve-se ter cuidado com a posição das mãos e membros para evitar prensamento. Nunca permanecer na trajetória da abertura e fechamento de portas. Nota: Nas instalações com portas estanque dotadas de sistema de fechamento pneumático ou hidráulico, deve ser avaliada a necessidade de instalação de sinalização de segurança ou aplicação de instrução de segurança para os colaboradores que as utilizam como acesso. 3.8.1.28. Ao abrir e fechar portas, também deve-se estar atento com a ação do vento, com o balanço (no caso de instalações marítimas) e, onde houver, com a diferença de pressão entre ambientes sendo acessados. Tais condições podem provocar movimentos bruscos das portas. 3.8.1.29. Ao liberar atividades para execução, devem ser observadas condições meteorológicas com possíveis impactos na segurança das pessoas, tais como vento, incidência de ondas e balanço da instalação. Observar limites em padrões específicos, a exemplo dos trabalhos em altura. 3.8.1.30. Em unidades marítimas, recomenda-se interromper atividades não essenciais, tais como jogos na quadra de esportes, quando o balanço estiver acima de 3° (três graus). ... 3.8.2. Diálogos Diários de Segurança (DDS) 3.8.2.1. Devem ser realizados Diálogos Diários de Segurança (DDS) antes do início das atividades operacionais, incluindo, minimamente: a. as tarefas que serão executadas no dia ou turno de trabalho, de forma simultânea ou não; b. o processo de trabalho, os riscos e as medidas preventivas; c. as causas dos alarmes de evacuação a bordo e as respectivas medidas de segurança a serem a dotadas; d. as paradas não programadas ocasionadas por incidentes operacionais. 3.8.2.2. Nas passagens de turno e turma das áreas operacionais, os DDS devem contemplar INTERNA Página 16 de 28 também as mudanças no processo e as intervenções nos equipamentos e sistemas que possam ter impacto na segurança operacional. 3.8.2.3. Os DDS e as informações das passagens de turno e turma com relevância para a segurança operacional devem ser registrados e rastreáveis. 3.8.2.4. Para as equipes de manutenção, construção e montagem, a comprovação de realização do DDS pode ser incluída na própria Permissão de Trabalho, quando aplicável. Autoavaliação de Fadiga 3.8.2.5. Ao final do DDS,ao distribuir as tarefas para sua equipe, a liderança deve solicitar para cada membro que realize a autoavaliação de fadiga estabelecida no Anexo D, sempre que houver atividades críticas ou de alto potencial de risco previstas. Notas: 1) Esse item se aplica tanto para as atividades executadas por Permissão para Trabalho (PT), quanto para atividades operacionais (produção, embarcação, facilidades); 2) A fadiga pode afetar o desempenho, reduzir a atenção do indivíduo e equipe, diminuir a produtividade, reduzir padrões de trabalho e levar a acidentes. Os sinais relacionados à fadiga podem ser divididos em três categorias: a. cognitivos ou mentais: resposta lenta a situações normais ou de emergência, lapsos de atenção, mau julgamento de distância e tempo; b. físicos: incapacidade de permanecer acordado; dificuldades motoras; maior frequência de queda de objetos como ferramentas; c. comportamentais: alterações de humor, irritabilidade; desatenção a procedimentos e normas, aumento de omissões, erros e descuido. 3) É facultativo o registro e arquivamento do Anexo D junto ao DDS. As Unidades podem estabelecer que a pratica da autoavaliação seja realizada através de cartões plastificados, eletronicamente ou por outros meios. O que se indica nesse item é o relato diário da condição de fadiga por cada colaborador para a sua respectiva liderança. 3.8.2.6. Sempre que a liderança ou o membro da equipe identificar em sua avaliação o enquadramento nas categorias de fadiga 1 ou 2 do Anexo D, deve ser aplicada a ação requerida indicada, não expondo colaboradores sob efeito de fadiga na condução / execução de atividades críticas ou de alto potencial de risco. . .. 3.8.3. Instruções de acesso às instalações operacionais: briefing de segurança 3.8.3.1. Deve estar disponível na instalação comprovante da ciência dos trabalhadores nas instruções de acesso (briefing de segurança), cujo conteúdo deve incluir minimamente: a. a descrição sucinta das características da instalação; b. a situação operacional da instalação, indicação das áreas restritas ou interditadas e os serviços críticos em andamento; c. os tipos de alarme disponíveis, destacando os de emergência; d. os procedimentos, os recursos, as rotas de fuga e os pontos de encontro para INTERNA Página 17 de 28 emergências; e. a localização dos recursos de salvatagem, no caso de instalações marítimas; f. os EPI obrigatório para acesso na área operacional; g. as regras de convívio, especialmente no que diz respeito ao silêncio nas áreas das acomodações; h. orientações para atendimento ambulatorial quando necessário, programas de saúde em andamento e os cuidados básicos de higiene e saúde pessoal; i. os cuidados com o Meio Ambiente e as orientações para o descarte apropriado de resíduos; j. a identificação das lideranças de bordo; k. outras informações importantes que a unidade achar necessárias. 3.8.3.2. O material do briefing deve ser atualizado quando houver mudança no Plano de Emergências. 3.8.3.3. As instruções devem ser transmitidas pelo gerente da instalação ou profissional por ele indicado. 3.8.3.4. Nas instalações marítimas e terrestres em regime de confinamento, o briefing de segurança deve ser aplicado para: a. residentes; b. pessoal de primeiro embarque; c. comitivas. Notas: 1) Considera-se como público de comitiva, o pessoal não residente em visita a instalação, que não irá pernoitar na instalação; 2) Os vídeos do briefing de segurança de acesso às instalações estão disponibilizados na equipe do Manual de Segurança no Teams. 3.8.3.5. As unidades devem aplicar conteúdos direcionados aos públicos definidos no item anterior, atendendo ao item 3.8.3.1. 3.8.3.6. O pessoal de primeiro embarque em instalações marítimas, além da apresentação do briefing de segurança, também deve ser levado aos seus respectivos pontos de reunião e estações de abandono (baleeiras), bem como receber instruções práticas de utilização do colete salva-vidas. 3.8.3.7. No caso de embarque em UMS - Unidade de Manutenção e Segurança, que esteja conectada à instalação marítima, o pessoal deve receber: a. as instruções de segurança da UMS assim que chegar a bordo; b. as instruções de segurança para realizar o transbordo na gangway; c. as instruções de segurança da plataforma onde irá realizar trabalhos, antes ou logo após o primeiro transbordo de seu período de embarque; 3.8.3.8. No momento que antecede o desembarque das equipes, deve ser apresentado o briefing de segurança da respectiva aeronave. INTERNA Página 18 de 28 . 3.8.4. Requisitos para isolamentos de áreas com restrição e proibição de acesso 3.8.4.1. Regra de Ouro: Nunca acesse área isolada. Nunca se posicione sob uma carga suspensa ou entre veículos, parados ou em movimento. Mantenha-se em locais seguros e protegidos. 3.8.4.2. Deve ser evitado permanecer em locais onde sejam executadas atividades das quais não se esteja participando. 3.8.4.3. Não é permitido acessar áreas isoladas sem permissão do responsável pela área e pelo responsável da atividade sendo realizada no local. 3.8.4.4. Nas atividades que possam oferecer risco para outras pessoas, deve ser estabelecida a estratégia para controle, restrição, proibição e interdição de acesso. A estratégia adotada deve considerar o tipo e a temporalidade do isolamento, conforme a seguir. 3.8.4.5. Quanto ao tipo: Área com restrição de acesso: Deve ser aplicada em locais com acesso permitido somente para pessoas autorizadas e envolvidas nas atividades executadas. Nesse caso é necessário uso de sinalização de área restrita, com acesso livre somente a pessoal autorizado. Exemplos: a. áreas de movimentação de cargas; b. salas de painéis elétricos; c. casas de bombas de FPSO. Isolamento com proibição de acesso: Deve ser aplicado em áreas com possível queda de objetos e risco de queda com diferença de nível para pessoas. Nesse caso é necessário instalação de recursos de isolamento de área e impedimento de acesso, tais como cavaletes com corrente. Exemplos: a. áreas abaixo de montagens e desmontagens de andaime sendo executadas; b. áreas com pisos gradeados ou guarda corpos removidos; c. áreas com abertura de bocas de visita localizadas em pisos com circulação de pessoas; d. locais onde estejam ocorrendo movimentação de cargas com grandes dimensões; e. áreas de perigo (red zone) abaixo de torres de perfuração. Interdição de acesso: Deve ser aplicada sempre que a condição de integridade de uma área, sistema ou equipamento gere risco grave e iminente às pessoas. Nesse caso é necessário a montagem de estrutura rígida, com tubos de andaime, e placa sinalização. O acesso em locais interditados somente deve ocorrer com análise de risco específica e Permissão para Trabalho, com o objetivo de reparar a condição que gerou a interdição. 3.8.4.6. Quanto a temporalidade: INTERNA Página 19 de 28 Isolamento permanente: Deve ser aplicado nas áreas onde a condição de risco não muda. Exemplo: áreas de perigo (red zone) abaixo de torres de perfuração em sondas. Isolamento temporário: Deve ser aplicado nas áreas onde estejam sendo realizadas atividades que possam originar riscos de quedas de objetos, projeção de materiais e queda de pessoas. Exemplos: áreas de movimentação de carga, áreas abaixo de locais onde estejam sendo realizados trabalhos em altura. 3.8.4.7. Para locais com proibição de acesso temporária devido ao risco de queda de pessoas, é obrigatória a instalação de bloqueio físico, por cavaletes com correntes ou guarda corpo de andaime, e a identificação do risco com placa sinalização. Nota: Quando utilizadas, as correntes plásticas devem ser de cor contrastante para facilitar visualização. 3.8.4.8. Para locais com proibição de acesso permanente ou com interdição de acesso, é obrigatória a montagem de estrutura rígida, com guarda corpo próprioou com tubos de andaime, e a identificação do risco com placa sinalização. 3.8.4.9. Deve ser feita a correta delimitação e identificação da área isolada, principalmente onde o isolamento for temporário. 3.8.4.10. Nos serviços que envolvam o isolamento de área é recomendado instalar sinalização que alerte sobre o risco ou tipo de atividade realizada dentro da área isolada. 3.8.4.11. Para locais com isolamentos temporários, sua remoção deve ocorrer após concluído o serviço, somente após a eliminação da condição de risco que exigiu sua instalação. 3.8.4.12. Ao aplicar isolamento ou interdição em determinada área, deve ser evitada a obstrução das rotas de fuga da instalação. Deve ser avaliada as alternativas existentes no arranjo físico da plataforma, consultando sempre que necessário o Plano de Segurança (Safety Plan). 3.8.4.13. Quando for necessário aplicar isolamento ou interdição com obstrução de rotas de fuga, devem ser estabelecidas rotas de fuga alternativas das áreas de serviço para as áreas seguras da instalação (acomodações, pontos de encontro e postos de abandono). 3.8.4.14. A alteração provisória das rotas de fuga deve considerar a necessidade de adequação da sinalização. 3.8.4.15. Nos isolamentos temporários com obstrução de rotas de fuga, deve ser planejada a sua remoção nos intervalos e no final do turno de trabalho, para liberar o trânsito de pessoas, desde que os locais estejam em condições seguras. 3.8.4.16. Quando na aplicação de isolamentos ou interdições de acesso, temporários ou permanentes, não for possível estabelecer rotas de fuga alternativas, devem ser aplicados os requisitos do PP-1PBR-00605 e estabelecidas medidas contingenciais. ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PP-1PBR-00605/PP-1PBR-00605.docx INTERNA Página 20 de 28 3.8.4.17. A aplicação de interdições e isolamentos permanentes que alterem o arranjo de projeto da instalação, devem ser avaliadas observando os requisitos do PP-1PBR-00605. 3.8.4.18. A aplicação de interdições e isolamentos não deve acarretar impedimentos no acesso a equipamentos de segurança e salvatagem. 3.8.4.19. Quando na aplicação de interdições e isolamentos ocorrer obstrução a acessos necessários para continuidade operacional, devem ser observados os requisitos do PP-1PBR- 00605. ... 3.8.5. Supervisão das atividades Os trabalhos realizados nas áreas operacionais devem ser acompanhados ou possuir supervisão conforme tipo de atividade, dentre elas: a. trabalhos em altura devem ter a forma de supervisão estabelecida no planejamento ou no procedimento específico conforme PE-1PBR-00218; b. trabalhos em acesso por corda devem ser supervisionados conforme requisitos do PE- 1PBR-00219; c. trabalhos a quente com chama aberta devem estar sob acompanhamento do observador de trabalhos a quente conforme PE-1PBR-00232; d. trabalhos em espaços confinados devem estar sob responsabilidade do supervisor de entrada e devem estar sob acompanhamento permanente de um vigia conforme PE-1PBR- 00214; e. trabalhos em eletricidade devem ser realizados somente por trabalhadores autorizados e capacitados, qualificados ou habilitados conforme NR-10 e ter planejamento aprovado por profissional legalmente habilitado conforme PE-1PBR-00213; f. a preparação e liberação de equipamentos e sistemas para intervenção (abertura, bloqueio, instalação e remoção de dispositivos de isolamento) deve ser realizada sob supervisão direta dos responsáveis pela operação e atender aos padrões PE-1PBR-00212 e PE-1PBR-00213; g. a necessidade da presença contínua ou intermitente do supervisor deverá ser definida na etapa de planejamento de acordo com os riscos e procedimentos associados com a atividade. Notas: 1) A sistemática de liberação de trabalhos nas áreas operacionais é responsabilidade do respectivo Gerente da Instalação conforme PE-1PBR-00210; 2) A liberação e verificação periódica dos trabalhos nos locais de execução é atribuição dos respectivos responsáveis pela operação dos equipamentos e sistemas da instalação. .. 3.8.6. Soluções alternativas para proteção coletiva Nos trabalhos de construção e reparo naval nas unidades marítimas, mediante cumprimento dos requisitos previstos na NR-34, é permitida a adoção de soluções alternativas referentes às medidas de proteção coletiva, às técnicas de trabalho e ao uso de equipamentos, tecnologias e outros dispositivos que: a. propiciem avanço tecnológico em segurança e saúde dos trabalhadores; b. objetivem a implementação de medidas de controle e de sistemas preventivos de ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PP-1PBR-00605/PP-1PBR-00605.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PP-1PBR-00605/PP-1PBR-00605.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PP-1PBR-00605/PP-1PBR-00605.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00218/PE-1PBR-00218.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00219/PE-1PBR-00219.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00219/PE-1PBR-00219.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00232/PE-1PBR-00232.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00214/PE-1PBR-00214.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00214/PE-1PBR-00214.docx https://www.gov.br/trabalho/pt-br/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00213/PE-1PBR-00213.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00212/PE-1PBR-00212.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00213/PE-1PBR-00213.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00210/PE-1PBR-00210.docx https://www.gov.br/trabalho/pt-br/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs INTERNA Página 21 de 28 segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho; c. garantam a realização das tarefas e atividades de modo seguro e saudável. .. 3.8.7. Aproximação e trabalho seguro entre embarcações e unidades marítimas 3.8.7.1. As operações de embarcações com as unidades marítimas de produção e perfuração, devem ser planejadas com pelo menos 48 horas de antecedência à aproximação, para a efetiva avaliação dos riscos e estabelecimento das ações de controle. 3.8.7.2. Nas operações entre embarcações e unidades marítimas de produção e perfuração em que o planejamento com a antecedência de 48 horas não for possível, o primeiro contato com a unidade deve ser realizado antes da embarcação adentrar a zona de 1500 m (para unidades na abrangência do Programa SCC-CO2) ou 500m (nas demais). Nota: As unidades marítimas incluídas na abrangência do Programa SCC-CO2 estão discriminadas no Anexo E. 3.8.7.3. Para operações e transporte marítimo não rotineiro junto as unidades marítimas (ex.: pull-in, pull-out, serviços submarinos, inspeção de mangotes) deve ser emitido o Protocolo de Aproximação estabelecido no Anexo E. 3.8.7.4. Para o transporte marítimo rotineiro de cargas e pessoas junto às unidades marítimas (ex.: abastecimento de diesel, água, rancho, embarque e desembarque de pessoas) não se aplica o Protocolo de Aproximação. Nesse caso deve ser atendido o PP-2LEP-00002. 3.8.7.5. Para o transbordo emergencial de pessoas entre embarcação e unidade marítima, com autorização do gerente da unidade marítima a bordo, não se aplica o Protocolo de Aproximação. Nesse caso deve ser atendido o PE-1PBR-00243. 3.8.7.6. No preenchimento do Protocolo de Aproximação (Anexo E) ou, no caso de operações de mergulho, do Certificado de Operação de Mergulho (CLM), conforme PE- 1PBR-00221, devem ser observados os procedimentos próprios da Unidade. A análise de riscos de aproximação deverá considerar o arranjo geral da unidade marítima e seu mapa de pontos de descarte, e a possibilidade de afloramentode gás proveniente da ruptura de risers flexíveis de injeção de gás (para as unidades na abrangência do Programa SCC-CO2). 3.8.7.7. Deve ser realizada reunião (videoconferência, contato telefônico ou via rádio, conforme tecnologia disponível na embarcação) entre as lideranças da embarcação e unidade marítima para alinhamento dos riscos da aproximação e assinatura do Protocolo de Aproximação ou CLM. A análise de riscos de aproximação das operações entre embarcações e unidades marítimas de produção e perfuração, que utilizem o Protocolo, deverá seguir o modelo do Anexo F. 3.8.7.8. Com base na análise de risco realizada, nas informações do Protocolo de Aproximação ou CLM e na previsão das condições meteoceanográficas, a embarcação deve elaborar o seu Plano de Aproximação, conforme modelo apresentado no Anexo H, definindo a área segura para realização da operação e a forma de aproximação com a unidade marítima. ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PP-2LEP-00002/PP-2LEP-00002.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00243/PE-1PBR-00243.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00221/PE-1PBR-00221.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00221/PE-1PBR-00221.docx INTERNA Página 22 de 28 3.8.7.9. A embarcação deve informar para a unidade marítima a forma de aproximação definida em seu plano. 3.8.7.10. A liderança da embarcação deve dar ampla divulgação do Protocolo de Aproximação ou CLM, bem como do seu Plano de Aproximação, para suas equipes a bordo. 3.8.7.11. Durante a operação das embarcações com as unidades marítimas, devem ser evitados descartes a partir da unidade marítima que possam provocar a presença de névoas, gases tóxicos e/ou inflamáveis na região de operação das embarcações. 3.8.7.11.1. Nas unidades marítimas que possuam descarte contínuo ou automático de gases, devem ser avaliadas as condições meteoceanográficas no momento da operação, com verificação do impacto dos respectivos descartes durante a operação com a embarcação. 3.8.7.12. Caso seja identificada ruptura de riser flexível de injeção de gás pela unidade marítima na abrangência do Programa SCC-CO2, esta deverá informar a ocorrência imediatamente às embarcações que estejam dentro da zona de 1500 m. As embarcações próximas a unidade marítima deverão contemplar no Plano de Respostas a Emergência as ações necessárias para possível saída desta zona. 3.8.7.13. As embarcações devem manter o monitoramento constante dos gases na embarcação, principalmente quanto à concentração de H2S, explosividade (LEL%) e monóxido de carbono (CO) durante toda a operação dentro dos 500 metros de proximidade com a unidade marítima. 3.8.7.13.1. No caso das unidades marítimas incluídas no programa do SCC-CO2 que possuam injeção de gás por linhas flexíveis (unidades discriminadas no Protocolo - Anexo E), conforme Protocolo de Aproximação, sempre que as embarcações adentrarem a zona de 1500 m, estas deverão manter o monitoramento contínuo de explosividade (LEL%). A comunicação deve ser constante entre as embarcações e demais unidades próximas para minimizar os riscos de ocorrer a ignição da nuvem e impactar o convés das embarcações. 3.8.7.14. Quando as medições da embarcação alertarem para a presença de H2S, explosividade e/ou monóxido de carbono, a atividade não deve ser iniciada. Se a atividade já tiver sido iniciada deve ser realizada a interrupção segura da operação e efetuar o afastamento da unidade marítima. 3.8.7.15. As ações devem ser tomadas conforme níveis estabelecidos na tabela abaixo: Tabela 1 - Monitoramento na embarcação Leitura no ambiente Nível do 1º alarme - Comunicar à Unidade Marítima Nível do 2º alarme - Interromper a atividade H2S [ppm] 4 8 CO [ppm] 19,5 39 Explosividade [%LEL] até 10 maior que 10 Nota: Nas embarcações de mergulho, devido aos riscos à captação de ar para os mergulhadores, para qualquer leitura acima de 0 (zero) a atividade não deve ser iniciada. INTERNA Página 23 de 28 3.8.7.16. Em operações com unidades marítimas de produção e perfuração incluídas no programa do SCC-CO2 que possuem injeção de gás por linhas flexíveis, ao adentrar a zona de 1500m, as embarcações devem adotar medidas de controle para atividades que possam gerar fontes de ignição conforme PE-1PBR-00232 3.8.7.17. A aplicabilidade do protocolo descrito nos itens anteriores em plataformas desabitadas ou fora de operação deve ser avaliada nas respectivas Gerências de Operação. Caso seja definida a dispensa de atendimento ao protocolo, tal decisão deve ser justificada tecnicamente e formalizada junto as unidades gestoras das embarcações. ... 3.8.8. Inspeções de segurança e saúde 3.8.8.1. As unidades devem possuir e implementar plano de inspeção de segurança e saúde de suas instalações, considerando os riscos das atividades e as operações desenvolvidas. 3.8.8.2. Para instalações marítimas, o plano deve conter cronograma anual de inspeções mensais conforme NR-37. O cronograma deve ser elaborado pelo SMS e implementado pela liderança da plataforma, com participação da CIPA. 3.8.8.3. O plano de cada unidade deve contemplar a inspeção de ferramentas, equipamentos e áreas das empresas contratadas em atividade dentro de suas instalações, conforme item 3.8.9 a seguir. . 3.8.9. Inspeção de ferramentas, equipamentos e áreas contratadas 3.8.9.1. As ferramentas e equipamentos de empresas contratadas, bem como os equipamentos alugados para operar nas áreas operacionais, devem ser inspecionados, com registro nas listas de verificação constantes no Anexo C e seguindo a seguinte sistemática: 1ª Inspeção (antes do ingresso nas instalações da PETROBRAS): Inspeção realizada no site da empresa proprietária ou responsável pelo aluguel da máquina/equipamento antes do envio para o local de instalação. Esta inspeção deve ser realizada por equipe formada por: a. representante da empresa proprietária ou responsável pelo aluguel; b. representante da gerência responsável pelo contrato com conhecimento técnico sobre a operação do equipamento; c. profissional de segurança, quando a gerência do contrato julgar necessário. 2ª Inspeção (antes do primeiro uso, já nas instalações da PETROBRAS): Inspeção a ser realizada no local de instalação da máquina/equipamento, logo na chegada do mesmo e antes da 1ª partida. Esta inspeção deve ser realizada por equipe formada por: a. responsável da área operacional onde a máquina está sendo instalada; b. fiscal local do contrato ou representante da gerência de contrato com conhecimento técnico sobre a operação do equipamento; ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00232/PE-1PBR-00232.docx https://www.gov.br/trabalho/pt-br/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs INTERNA Página 24 de 28 c. representante da empresa proprietária ou responsável pelo aluguel; d. profissional de segurança da instalação ou unidade; 3ª Inspeção (periódica): Inspeção realizada em periodicidade de até dois meses, durante o período de operação da máquina/equipamento. Sempre que a máquina/equipamento deixar de ser usado por mais de 60 dias deverá ser realizada nova inspeção para o retorno de operação. Esta inspeção deve ser realizada por equipe formada por: a. responsável da área operacional onde a máquina foi instalada; b. fiscal local do contrato ou representante da gerência de contrato com conhecimento técnico sobre a operação do equipamento; c. representante da empresa proprietária ou responsável pelo aluguel, quando houver. 3.8.9.2. As áreas e canteiros das empresas contratadas, suas oficinas, almoxarifados e escritórios, que estejam dentro das instalações da PETROBRAS, bem como UMS conectada a unidades marítimas, também devem passar por inspeção geral dentro de uma periodicidade não superior a três meses. Para essasinspeções deve ser utilizada a lista de verificação de áreas contratadas constante no Anexo C. 3.8.9.3. Os desvios identificados nas inspeções devem ser objeto de medidas corretivas sob responsabilidade da empresa responsável pelos respectivos equipamentos, ferramentas ou áreas, cabendo a unidade da PETROBRAS realizar a fiscalização de atendimento. 3.8.9.4. Ferramentas e equipamentos com desvios de segurança devem ser retirados de utilização até quitação da pendência. 3.8.9.5. Ferramentas e equipamentos que não possam ser recuperados devem ser inutilizados e retirados das instalações da PETROBRAS. . 3.8.10. Rotas de fuga e saídas de emergência 3.8.10.1. Conforme DI-1PBR-00081, os ambientes administrativos, industriais e marítimos devem ser identificados e sinalizados de acordo com o Manual de Sinalização para Ambientes Administrativos, Industriais e Marítimos Petrobras. 3.8.10.2. As rotas de fuga devem atender a Filosofia de Segurança e as Especificações Técnicas aplicadas ao projeto da instalação e estar sinalizadas com pictogramas de direção padronizados, indicando as saídas de emergência. 3.8.10.3. Nas instalações marítimas, todas as áreas de circulação de pessoas nos ambientes operacionais devem atender ao disposto no item 37.25.8 da NR-37 (Rotas de fuga, saídas, portas e iluminação de emergência). 3.8.10.4. As Unidades, com suporte de sua área de SMS, devem inspecionar regularmente a sinalização das rotas de fuga, bem como inspecionar e testar a sinalização e a iluminação de emergência de suas instalações. https://petrobras.workplace.com/work/file_viewer/2279024908926535/?surface=KNOWLEDGE_BASE https://petrobras.workplace.com/work/file_viewer/2279024908926535/?surface=KNOWLEDGE_BASE INTERNA Página 25 de 28 3.8.10.5. Nos compartimentos fechados protegidos por sistema fixo de combate a incêndio por CO2, além dos requisitos estabelecidos nos itens anteriores, para que ocorra o escape adequado das pessoas em caso de disparo do sistema, o responsável da área protegida deve fornecer instruções específicas para os executantes dos trabalhos no interior destes ambientes, tais como: a. reconhecimento das rotas de fuga e sinalização das saídas de emergência; b. localização da sinalização sonora e visual do disparo de CO2; c. tempo para descarga após alarme (identificar a temporização específica do ambiente); d. reforçar a orientação de sair imediatamente do ambiente quando qualquer alarme for percebido. 3.8.10.6. Nos compartimentos fechados protegidos por sistema fixo de combate a incêndio por CO2 e nas respectivas salas de baterias de CO2, deve ser instalada sinalização de advertência para evacuação, impedimento de acesso e não haver disparo do sistema com pessoas no interior dos compartimentos protegidos. As placas de sinalização devem seguir a padronização estabelecida na NFPA-12. Os modelos mínimos são apresentadas no Anexo I. 3.8.11. Higiene Ocupacional, Fatores Humanos e Ergonomia 3.8.11.1. Para a gestão de higiene ocupacional dos empregados devem ser seguidos os padrões PP-1PBR-00438, PE-1PBR-00484, PE-1PBR-00473 e PE-1PBR-00606. 3.8.11.2. Para a gestão de fatores humanos e ergonomia dos empregados devem ser seguidos os padrões PE-1PBR-00191 e PP-1PBR-00683. .. 3.9. MÃO DE OBRA 3.9.1. Compete à força de trabalho: a. utilizar o MS como ferramenta de trabalho no seu dia a dia, considerando o fluxograma do Anexo A; b. executar trabalhos ou tarefas que sejam de seu total conhecimento; c. paralisar a execução do trabalho e pedir orientação ao supervisor em caso de dúvida ou identificação de uma situação de risco que possa causar acidente ou incidente; d. informar ao supervisor sempre que estiver doente ou com algum mal estar; e. obedecer aos padrões, normas e regulamentos de segurança; f. não colocar em risco outros empregados, equipamentos ou instalações; g. manter-se atento e obedecer à sinalização de segurança; h. participar dos DDS, treinamentos de segurança e simulados de emergência; i. conhecer o plano de emergência da instalação; j. orientar outros componentes da força de trabalho com relação à aspectos de segurança - CUIDAR E SER CUIDADO. 3.9.2. É dever de todos os colaboradores da PETROBRAS atender ao Código de Conduta ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PP-1PBR-00438/PP-1PBR-00438.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00484/PE-1PBR-00484.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00473/PE-1PBR-00473.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00606/PE-1PBR-00606.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00191/PE-1PBR-00191.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PP-1PBR-00683/PP-1PBR-00683.docx INTERNA Página 26 de 28 Ética. Para o escopo do presente Manual de Segurança, observar os seguintes deveres de SMS do Código de Conduta Ética: a. Conhecer e seguir as Regras de Ouro em todas as suas atividades; b. Cuidar de si próprio, dos colegas e, ainda, permitir ser cuidado; c. Executar atividades apenas quando autorizado, apto e capaz, valendo-se dos procedimentos e equipamentos adequados e em condições físicas e psicológicas para fazê-lo. 3.9.3. Toda a força de trabalho somente deve executar atividades em áreas, equipamentos ou máquinas para os quais sejam autorizados, devendo estar habilitados, qualificados ou capacitados. 3.9.4. Para os empregados próprios os treinamentos de SMS estão definidos no PE-1PBR- 00903. 3.9.5. Para empregados contratados os treinamentos de SMS devem atender às Normas Regulamentadoras, aos requisitos dos padrões do Manual de Segurança e aos requisitos contratuais específicos de suas atividades. 3.9.6. Em função das exigências técnicas de cada NR (Normas Regulamentadoras), onde aplicável, as unidades da PETROBRAS ou suas empresas contratadas devem indicar em seus quadros, os Profissionais Legalmente Habilitados ou Responsáveis Técnicos, para atendimento e disseminação dos requisitos das respectivas NR às suas instalações, à exemplo da NR-12 (Segurança no trabalho em máquinas e equipamentos), NR-33 (Segurança e saúde nos trabalhos em espaços confinados) e NR-35 (Trabalho em altura). 3.9.7. O supervisor da atividade deve orientar os executantes quanto aos riscos envolvidos e os cuidados a serem adotados. ... 3.10. CONDIÇÕES ESPECÍFICAS 3.10.1. O arquivamento e período de retenção da documentação de SMS deve atender a requisitos específicos em função do tipo de documento e da legislação aplicável. Para o escopo do Manual de Segurança, cita-se as seguintes documentações: a. listas de presença de treinamentos no local de trabalho, instruções de segurança para acesso (briefing) e diálogos de segurança (DDS): nas instalações marítimas devem ser arquivados por 5 (cinco) anos, conforme NR-37; b. permissões para trabalho: prazos específicos de arquivamento conforme tipo de PT são estabelecidos no PE-1PBR-00210; Nota: Os documentos podem ser emitidos e armazenados em meio digital com certificado digital, conforme estabelecido na NR-01. 3.10.2. Condições específicas não previstas neste padrão devem ser encaminhadas aos Gestores da Função SMS de sua respectiva unidade para avaliação da pertinência de sua inclusão no MS. .. 3.11. CONDIÇÕES ESPECIAIS DE TRABALHO ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00903/PE-1PBR-00903.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00903/PE-1PBR-00903.docx https://www.gov.br/trabalho/pt-br/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs https://www.gov.br/trabalho/pt-br/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs https://www.gov.br/trabalho/pt-br/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs https://www.gov.br/trabalho/pt-br/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00210/PE-1PBR-00210.docxhttps://www.gov.br/trabalho/pt-br/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs INTERNA Página 27 de 28 3.11.1. Para fins deste padrão, as condições especiais de trabalho nas instalações do E&P e DP são: trabalhos em altura, trabalhos em espaço confinado, trabalhos em áreas com presença de H2S, trabalhos sobre o mar e operações de mergulho. 3.11.1.1. Trabalhos em altura também devem atender o PE-1PBR-00218 e, onde aplicável, os padrões PE-1PBR-00219 e PE-1PBR-00220. 3.11.1.2. Trabalhos no interior de espaços confinados também devem atender o PE- 1PBR-00214. 3.11.1.3. Trabalhos em áreas com presença de H2S também devem atender o PE- 1PBR-00217. 3.11.1.4. Trabalhos com operações de mergulho também devem atender o PE-1PBR- 00221. 3.11.1.5. Trabalhos sobre o mar também devem atender o PE-1PBR-00222. 3.11.2. Para a execução de um trabalho em condições especiais (por ex.: trabalho de pintura no interior de um espaço confinado) é necessário o atendimento simultâneo aos requisitos de segurança contidos no padrão da atividade específica (por ex. pintura) acrescidos dos requisitos de segurança da condição especial de trabalho (por ex. espaço confinado). 4. REGISTROS Tabela 2 - Registros Identificação Armazenamento Classificação Recuperação Retenção Disposição Intervenções: PT e documentos anexos, LVs, Plano de Isolamento etc. Sistema Eletrônico de PT e Físico (papel ou escaneamento) Interna Número e data da PT Sistema Eletrônico: permanente Físico: 30 dias, 2 anos ou 5 anos conforme requisito aplicável ao tipo da PT Não aplicável Tarefas Operacionais Procedimentadas: Padrão SINPEP Portal de Gestão Interna Número do procedimento e data da verificação Em sistema: permanente Não aplicável Manutenções Preventivas e Detectivas: SAP Interna Número e data da Ordem de Manutenção Em sistema: permanente Não aplicável ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00218/PE-1PBR-00218.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00219/PE-1PBR-00219.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00220/PE-1PBR-00220.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00214/PE-1PBR-00214.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00214/PE-1PBR-00214.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00217/PE-1PBR-00217.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00217/PE-1PBR-00217.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00221/PE-1PBR-00221.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00221/PE-1PBR-00221.docx ../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00222/PE-1PBR-00222.docx INTERNA Página 28 de 28 Ordem de Manutenção - OM Demais situações: Critério da unidade Gestão da unidade Interna Critério pela Gestão da unidade Critério pela Gestão da unidade Critério pela Gestão da unidade 5. DEFINIÇÕES Gerente da instalação - Para fins do Manual de Segurança, é o empregado indicado pela unidade para atuar como o responsável pela instalação. Instalação - Representa a área operacional (por ex. plataforma, sonda, estação coletora, entre outros). Programa SCC-CO2 - Programa de prevenção ao mecanismo de falha de dutos flexíveis devido à corrosão sob tensão pelo CO2. Supervisor da atividade - Para fins do Manual de Segurança, é o trabalhador que exerce liderança sobre os demais membros da equipe. Trabalhador qualificado - Profissional que comprovar conclusão de curso específico na sua área de atuação reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino. Trabalhador habilitado - Trabalhador qualificado e com registro no competente conselho de classe. Trabalhador capacitado - Profissional que recebe treinamento específico em sua área de atuação, sob orientação de um trabalhador habilitado. Unidade - Unidade de Operações ou Unidade de Serviço. 1. OBJETIVO 2. APLICAÇÃO 3. DESCRIÇÃO 4. REGISTROS 5. DEFINIÇÕES