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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO CENTRO DE EDUCAÇÃO E HUMANIDADES FACULDADE DE EDUCAÇÃO Curso de Licenciatura em Pedagogia – modalidade EaD Disciplina: Ciência e Educação 2 Coordenadora: Profa. Fatima Branquinho Nome: Paula Cristina da Silva Araujo Polo: Belfordroxo Proposta para AD1 – 2026/1 Estudantes de CE2, Essa AD1 tem duas partes. Na primeira, mais usual, você vai medir o seu estudo, sua interação com o conteúdo das aulas de 1 a 7 de um modo particular. A segunda, vai ser algo que associa, de um jeito mais estreito que a primeira, o conteúdo estudado na Aula 6 à vida prática, ao cotidiano, ao coletivo. Mãos à obra! Um educador tem um compromisso com a ampliação da consciência daqueles com quem trabalha em relação ao meio ambiente e à saúde coletiva. Um educador não é apenas fonte de conhecimento científico, mas alguém que sabe orientar os alunos sobre como usar esse conhecimento em seu favor e da coletividade. Sua dedicação vai fazer a diferença. Essa equipe estará a sua disposição nos horários e locais já definidos. Conte conosco! Parte 1 AULA 1 1- Conhecimentos sobre a natureza e a saúde podem ser produzidos a partir do método científico. É assim que nascem as ciências, os diferentes campos científicos. Há três grupos de filósofos dedicados ao estudo da produção desses conhecimentos e da prática científica que foram apresentados na Aula 1. Quais as principais características da concepção de ciência própria ao grupo de Latour e Woolgar? (0,5 ponto) a) Pode ser caracterizado por acreditar na neutralidade da comunidade científica, do conhecimento e da prática científica. Para eles, a realidade está dada, existe para ser descoberta. As ciências são a única verdade sobre a realidade, são superiores a qualquer outra forma de conhecer. b) Não acredita na neutralidade (apesar de insistir que as ciências e os cientistas são superiores a outros modos de conhecer): a comunidade científica é entendida a partir da natureza da sociedade capitalista em que ela se insere, visando atender interesses. c) O conhecimento sobre a realidade é construído de acordo com o contexto histórico, mas a prática científica ainda é tida como superior a outros modos de conhecer a natureza O campo científico é um espaço de lutas no qual cientistas buscam o monopólio da competência científica. d) O conhecimento não é tido como dado, algo a ser descoberto sobre a realidade, como resultado natural da prática científica. Minuciosa investigação é feita a partir do que os próprios cientistas consideram como relevante investigar e não nos interesses da sociedade capitalista. Outros saberes sobre a realidade são igualmente relevantes mesmo tendo sido produzidos por outros métodos que não o científico. e) Pode ser caracterizado por acreditar na neutralidade da comunidade científica, do conhecimento e da prática científica. Outros saberes sobre a realidade são igualmente relevantes mesmo tendo sido produzidos por outros métodos que não o científico. Resposta: Letra D: O conhecimento não é tido como dado, algo a ser descoberto sobre a realidade, como resultado natural da prática científica. Minuciosa investigação é feita a partir do que os próprios cientistas consideram como relevante investigar e não nos interesses da sociedade capitalista. Outros saberes sobre a realidade são igualmente relevantes mesmo tendo sido produzidos por outros métodos que não o científico. AULA 3 2 - Um dos objetivos da Aula 3 foi: Evidenciar a importância de considerar a indissociabilidade entre o biológico e o social, a fim .de melhor compreender as relações entre o homem e os fenômenos naturais. Você deve assistir o vídeo sobre os saberes e fazeres de ceramistas fluminenses e pernambucanos, disponível na Aula 3, e escolher dois ceramistas para transcrever uma fala de cada um que destaque a indissociabilidade entre a natureza e o seu trabalho. a) Ceramista 1 (dizer o nome do ceramista escolhido e em que momento em minutos a fala está) (1,0 pontos): Resposta: Nome do Ceramista: MIRIAM MACHADO - Artista - Visconde de Mauá/RJ Momento no vídeo (minutos): 7:28 - 7:48. Fala Transcrita: “É uma consistência boa e é natural também, náo é uma coisa química tóxica não tem cheiro e não faz mal e é da terra mesmo né então eu encontro uma relação assim bem profunda assim com a mãe Terra mesmo né com a natureza e o barro para mim é tranformação eu vejo isso ele se transforma ele se traduz.” b) Ceramista 2 (dizer o nome do ceramista escolhido e em que momento em minutos a fala está) (1,0 pontos): Resposta: Nome do Ceramista: TIAGO AMORIM - Artista e artesão- Olinda/PE Momento no vídeo (minutos): 10:38 - 10:53. Fala Transcrita: “Para mim o Barro é o princípio vital né presente na Bíblia quando diz que o homem foi feito do Barro eu acho que isso tem muito a ver, é uma história mal contada né, mas tem muito haver com a realidade porque nós somos filhos da terra né é da Terra que nós extraimos tudo né.” AULA 5 3- “O poder que a Ciência confere, propaga-se por meio do discurso do próprio professor que enaltece o saber científico como único conhecimento verdadeiro sobre a Natureza. Assim, o saber dos alunos é ignorado, na maioria das vezes, em nome da validade do conhecimento científico.” Segundo Foucault (1998), a escola aparece como instituição que escolhe quais são os saberes fundamentais para a formação dos “novos homens” e o saber científico se institui como o instrumento dessa formação. Descreva em duas linhas como o professor pode favorecer a (des)hierarquização do conhecimento na escola. (0,5 ponto) Resposta: Ao integrar os saberes populares dos alunos como conhecimentos legítimos em sala de aula. Essa postura democrática valoriza a diversidade cultural e fortalece a autoestima do estudante perante o conhecimento científico. AULA 7 4 - A construção do conhecimento científico e os resultados dessa prática beneficiam de diferentes modos e intensidades diferentes grupos sociais. Essa questão é política, seu encaminhamento passa, obrigatoriamente, por reflexões que são, ao mesmo tempo, próprias às Ciências Naturais, à Sociologia e à Educação. a) Qual é a relação entre diversidade biológica, cultural e propriedade intelectual e; (0,5 ponto) Resposta: Essa relação é de interdependência, mas também de muito conflito . De um lado, temos a diversidade biológica (as plantas na natureza) e, do outro, a diversidade cultural (o saber dos povos tradicionais sobre como usá-las), e as duas caminham juntas. O problema é que o nosso sistema de propriedade intelectual foca apenas na lógica científica e não reconhece o valor do saber popular, tratando-o apenas como algo que já existe e não pode ser patenteado. Isso cria uma injustiça: grandes empresas usam esse conhecimento para fabricar remédios e lucrar com patentes, mas as comunidades que descobriram o uso daquelas plantas acabam não recebendo os benefícios de forma justa . Mesmo com tentativas de mediação por leis internacionais, essa disputa entre o saber acadêmico e o tradicional ainda está longe de ser resolvida . b) Qual é a importância da pesquisa etnobotânica para a fabricação de novos fármacos? (0,5 ponto) Resposta: A pesquisa etnobotânica é essencial porque ela funciona como um atalho para a ciência, já que organiza as informações que o povo já usa no dia a dia . Para a indústria farmacêutica, ter acesso ao saber popular sobre uma planta é como receber uma "pista" valiosa: sem isso, descobrir um novo remédio seria muito mais caro e demorado, pois os cientistas teriam que testar tudo do zero. No fundo, essa pesquisa valoriza o papel dos curandeiros e das comunidades locais, que são quem realmente conhece o potencial das plantas e ajuda a conectar a natureza com a fabricação de novos medicamentos. Parte 2 Para realizar a Parte 2 de sua AD1 você precisa assistir o vídeo disponibilizado na AULA 6. 5 – Elabore um plano de ação (com um coletivo de sua escolha: seus alunos, se já der aulas, seus vizinhos do condomínio, um grupo de pessoas da igreja/templo que você frequenta etc...). A orientação para a elaboração da pergunta/problema ambiental ou de saúde que será resolvido com o plano de ação que será elaborado está no vídeo que consta da aula 6. Mais uma vez: se você não tiver alunos ainda ou não estiver fazendo estágio em algum estabelecimento de ensino que possa abrir espaço para essa experiência pedagógica, sugerimos que busque um espaço não formal de educação, como por exemplo, igreja, orfanato. O objetivo dessa AD1 é favorecer o desenvolvimento de hábitos coletivos, extra muros da escola/universidade que impactem menos nosso meio ambiente e tragam outros benefícios para a comunidade. Este plano de ação deverá ser feito de acordo com os parâmetros da aula 6: as 5 etapas de um plano de atividades aplicáveis em uma pesquisa-ação. (Essa questão vale 5,0 pontos. A pergunta vale 1,0 e cada uma das 5 etapas do plano de ação vale 0,8). Resposta: O aluno deverá escrever um projeto que promova atitudes de cuidado com o meio ambiente e a saúde seguindo os tópicos da aula 6. ATENÇÃO: Esse plano de ação será colocado em prática no intervalo entre a AD1 e a AD2. O resultado dessa prática será a sua AD2. Você precisará registrar o percurso da realização do projeto de extensão com imagens (fotos/vídeos que registrem a sua atuação) Toda a orientação para a elaboração e realização do plano de ação apresentado como resposta da questão 5 será dada nas videotutorias, nas tutorias presenciais no seu polo (procure estar presente) e no atendimento da tutora a distância. Resposta: Plano de Ação: Vigilância Coletiva contra a Dengue na Minha Rua Coletivo escolhido: Moradores e vizinhos da minha rua. Pergunta/Problema (1,0 ponto) "Como a criação de uma rede de vigilância entre vizinhos e a realização de um mutirão de limpeza podem eliminar focos do mosquito e diminuir os riscos de contágio na nossa rua?" Etapas do Plano de Ação (0,8 ponto cada) Etapa 1: Observação (Diagnóstico) Ação: Farei uma caminhada pela rua observando pontos críticos, como bueiros entupidos, terrenos baldios com lixo acumulado, garrafas descartadas incorretamente e calhas visivelmente obstruídas. Objetivo: Levantar os principais "perigos" da vizinhança para apresentar aos moradores. Etapa 2: Análise (Discussão com o Coletivo) Ação: Criarei um grupo de WhatsApp com os vizinhos ou aproveitarei o já existente para compartilhar fotos dos pontos críticos observados e propor uma conversa sobre o aumento dos casos de dengue na região. Objetivo: Fazer com que os vizinhos percebam que o problema de um é o problema de todos, incentivando a participação coletiva. Etapa 3: Planejamento da Ação Ação: Agendaremos um "Sábado de Combate", onde cada morador ficará responsável por revisar seu próprio quintal (caixas d'água, ralos e plantas). Planejaremos também a limpeza de uma área comum ou terreno que esteja acumulando água. Recursos: Sacos de lixo, areia para vasos de plantas e luvas. Etapa 4: Execução Ação: No dia marcado, realizaremos o mutirão. Enquanto alguns limpam áreas externas, outros trocam a água de plantas por areia e verificam recipientes descartados. Distribuirei um "checklist" digital no grupo para que ninguém esqueça nenhum ponto da casa. Registro: Tirarei fotos dos vizinhos participando e do lixo/focos sendo eliminados. Etapa 5: Avaliação Ação: Uma semana após o mutirão, farei uma nova observação na rua e perguntarei no grupo se notaram diminuição de mosquitos ou se encontraram novos desafios. Objetivo: Verificar se a ação gerou uma mudança real de hábito e se os vizinhos pretendem manter a vigilância semanal. REFERÊNCIAS https://www.youtube.com/watch?v=RwACafKqROo&t=2s file:///C:/Users/paula/Downloads/aula%201%20(1).pdf https://www.youtube.com/watch?v=RwACafKqROo&t=2s file:///C:/Users/paula/Downloads/aula%201%20(1).pdf file:///C:/Users/paula/Downloads/aula%203%20(1).pdf file:///C:/Users/paula/Downloads/aula%205%20(1).pdf file:///C:/Users/paula/Downloads/Aula%206%20(1).pdf file:///C:/Users/paula/Downloads/aula%2007%20(1).pdf file:///C:/Users/paula/Downloads/aula%203%20(1).pdf file:///C:/Users/paula/Downloads/aula%205%20(1).pdf file:///C:/Users/paula/Downloads/Aula%206%20(1).pdf file:///C:/Users/paula/Downloads/aula%2007%20(1).pdf