Trabalho de direito do trabalho I
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Trabalho de direito do trabalho I


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por \u201cmercado global\u201d. A questão da internacionalização de uma indústria ou de uma empresa moderna deixou de ser uma opção para se tornar numa questão de sobrevivência.

Deveremos no entanto, distinguir na internacionalização o conceito de comércio internacional e ou negócio internacional. O comércio internacional, refere-se unicamente a importações e exportações, enquanto que, negócio internacional é um conceito mais abrangente, que inclui a produção no exterior.

No caso das empresas portuguesas do têxtil e vestuário, a realidade mostra que hoje as que apresentam melhor situação económico-financeira e que têm projecto de crescimento são precisamente aquelas que entenderam os mercados externos (e os seus desafios) como uma oportunidade e não como uma ameaça ou uma fatalidade. Vendendo onde há compradores que procuram os seus produtos e serviços, independentemente de estes se encontrarem em mercados maduros ou emergentes, mas também adquirindo matérias-primas e produtos acabados, para fabricar competitivamente ou para apresentar portefólios de artigos diversos, verdadeiros mix de produtos básicos e de produtos elaborados, mas que possam ir de encontro às necessidades dos clientes, os quais compram cada vez mais numa lógica integrada, procurando economizar recursos financeiros e humanos, mas especialmente tempo.

Mundialização

O que é Mundialização?

Surgido nos Estados Unidos no início dos anos 1980, o termo \u201cglobalização\u201d, ou \u201cmundialização\u201d, significa então, a globalização dos mercados, colocando em concorrência, no mundo todo, os atores econômicos e financeiros nacionais ou multinacionais. Esse conceito traduzia uma inegável liberação do comercio. A partir dos anos 1990, tomou um significado múltiplo para traduzir uma situação que evoluía com excepcional rapidez.
Operou-se em 1990 uma revolução nas comunicações graças às NTIC (novas tecnologias de informação e da comunicação), cujo fenômeno conhecido como \u201cINTERNET\u201d foi o mais espetacular. O planeta transformou-se em uma aldeia e o termo \u201cglobalização\u201d enriqueceu-se ainda sob o aspecto atual. A proporção em tempo real e para todos os lugares de sons e imagens mostrou que o termo globalização, puramente econômico em princípio, vai muito alem dessa esfera, por dizer respeito a pessoas, identidades, valores e ainda a política e ideologia.
Como não confundir, hoje, mundialização \u2013 com seus múltiplos significados \u2013 com a americanização do planeta? É verdade que a originalidade da atual supremacia americana reside no fato de que a potencia dominante exporta ao mesmo tempo suas mercadorias, seus serviços, suas tecnologias, mas também sua cultura, sua visão de mundo liberal, diretamente por maio do Estado, mas também, e talvez, sobretudo, através de suas empresas transnacionais, Microsoft, coca-cola, Nike, e outras são símbolos mais conhecidos. Jamais Grã-Bretanha, França ou Alemanha do inicio do século passado puderam, como hoje fazem os Estados Unidos, orquestrar e dominar a mundialização.

Neoliberalismo
As principais economias, que ainda hoje exercem grandes forças políticas nos dias atuais, tiveram sua origem de desenvolvimento firmado em dois pontos cruciais que foram fundamentais e que mudaram de forma efetiva as relações de produção, além de domínios geopolíticos como o controle do processo de inovação tecnológica e do capital.

O neoliberalismo teve como adeptos países como Inglaterra, a Primeira-Ministra Margareth Tacher adotou o modelo em 1970, e Estados Unidos, o presidente norte-americano Ronald Reagan adotou o modelo na década de 1980.

A ideologia principal remete ao estado a intervenção na economia e na livre circulação de capitais, nesse contexto o papel do governo focaliza em adoção de medidas de redução de serviços públicos, como as privatizações de empresas estatais, controle de gastos públicos, menores investimentos em políticas assistencialistas (aposentadoria, seguro desemprego e pensionistas).

O neoliberalismo significa uma doutrina político-econômica que corresponde a uma experiência de adaptar aos princípios do liberalismo econômico as condições do capitalismo moderno.

Segundo a escola liberal clássica, os neoliberais acreditam que a economia tem seu curso designado de uma forma natural e livre e o determinante desse discurso é o preço, o neoliberalismo se difere do liberalismo a partir do pensamento de que o mercado seja desenvolvido de forma espontânea, isso significa que para que o preço sirva para ser um mecanismo de regulação da economia é necessário que haja condições favoráveis para o bom funcionamento do mercado no qual é também de extrema importância a estabilidade financeira e monetária.

A regulação do mercado deve ser feita pelo estado, no que diz respeito aos excessos na livre concorrência. Uma parcela dos neoliberais possui a ideologia e prega a defesa de pequena empresa, confrontando os grandes monopólios.

No fator social o neoliberalismo protege a limitação da herança de grandes fortunas com intuito de oferecer condições de igualdade possibilitando a concorrência.

Consenso de Washington é um conjunto de medidas - que se compõe de dez regras básicas - formulado em novembro de 1989 por economistas de instituições financeiras baseadas em Washington D.C., como o FMI, o Banco Mundial e o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, fundamentadas num texto do economista John Williamson, do International Institute for Economy, e que se tornou a política oficial do Fundo Monetário Internacional em 1990, quando passou a ser "receitado" para promover o "ajustamento macroeconômico" dos países em desenvolvimento que passavam por dificuldades.

Segundo Dani Rodrik: "Enquanto as lições tiradas pelos proponentes (do Consenso de Washington) e dos céticos diferem, é legítimo dizer que ninguém mais acredita no Consenso de Washington. A questão agora não é saber se o Consenso de Washington ainda vive; é saber-se o que deverá substituí-lo".[1]\ufffd\ufffd HYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Consenso_de_Washington" \l "cite_note-NEWAGENDA-1" [2]
	

O termo "Consenso de Washington"
John Williamson criou a expressão "Consenso de Washington", em 1990, originalmente para significar: "o mínimo denominador comum de recomendações de políticas econômicas que estavam sendo cogitadas pelas instituições financeiras baseadas em Washington D.C. e que deveriam ser aplicadas nos países da América Latina, tais como eram suas economias em 1989."[3]
Desde então a expressão "Consenso de Washington" fugiu ao controle de seu criador e vem sendo usada para abrigar todo um elenco de medidas e para justificar políticas neoliberais, com as quais nem mesmo Williamson concorda:

"Claro que eu nunca tive a intenção que meu termo fosse usado para justificar liberalizações de contas de capital externo\u2026monetarismo, supply side economics, ou minarquia (que tira do Estado a função de prover bem-estar social e distribuição de renda), que entendo serem a quintessência do pensamento neoliberal".[3]
O Consenso de Washington na prática da política econômica mundial
Independentemente das intenções originais de seu criador, o termo "Consenso de Washington" foi usado ao redor do mundo para consolidar o receituário de caráter neoliberal - na onda mundial que teve sua origem no Chile de Pinochet, sob orientação dos Chicago Boys, que seria depois seguida por Thatcher, na Inglaterra (thatcherismo) e pela supply side economics de Ronald Reagan (reaganismo), nos Estados Unidos.

O FMI passou a recomendar a implementação dessas medidas nos países emergentes, durante a década de 90, como meios para acelerar seu desenvolvimento econômico.

De início essas idéias foram aceitas e adotadas por dezenas de países sem serem muito questionadas.

Só após a grave crise asiática, em 1997, da quase quebra da Rússia, que viu seu PIB cair 30%, da "quebra" da economia Argentina[4] - que recebia notas A+ do FMI pelo zelo com que aplicava suas sugestões[5] - e de vários outros desajustes econômicos ocorridos pelo mundo, o "Consenso" foi adaptado