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Marina Franco, Suene Oliveira, Stephany Santos, Mário
Castro e Ana Paula Matos 
FÁRMACOS QUE
ATUAM NA PELE
Introdução
Terapia tópica 
Preparações dermatológicas
Princípios ativos de uso tópico
Xampus
Referências
SUMÁRIO
FARMACOLOGIA APLICADA ÀS
DERMOPATIAS EM VETERINÁRIA
IMPORTÂNCIA CLÍNICA:
Alterações na pele e
fâneros são queixas
frequentes dos tutores.
A pele é um órgão
resistente, mas
constantemente
exposto a agressões
externas.
FATORES QUE
COMPROMETEM A PELE:
Endócrino
Nutricionais
Metabólicos
Parasitários
Micóticos
Bacterianos 
Degenerativos
Neoplasicos
PORQUE PREOCUPA OS
TUTORES:
A pele é o maior órgão
do corpo.
Fica visível e qualquer
lesão chama atenção.
A busca por tratamento
é imediata — às vezes
sem foco no diagnóstico
preciso.
ABORDAGEM
TERAPÊUTICA:
Tratamentos tópicos
e/ou sistêmicos.
A escolha depende do
tipo e gravidade da
lesão.
 PARA UMA PRESCRIÇÃO
EFICAZ:
Conhecer as
características
ontogênicas, funcionais,
histológicas e
bioquímicas do
tegumento.
TERAPIA TÓPICA
LIMITAÇÕES NA PRÁTICA
VETERINÁRIA :
Lambedura e
autolimpeza risco de
ingestão do
medicamento 
 Contaminação do
ambiente e dos objetos
Necessidade de
tricotomia prévia 
 Aplicação trabalhosa
em animais agitados
 Alto custo
LIMITAÇÕES NA MEDICINA
VETERINÁRIA
Conhecimento sobre
veículos, princípios
ativos e formas
farmacêuticas
 Atenção a efeitos
colaterais tegumentares
e sistêmicos
Parceria com farmácia
de manipulação
confiável
Avaliar o engajamento e
colaboração dos
tutores
TRATAMENTO POR VIA
TÓPICA NA VETERINÁRIA:
Utilizado desde os
primórdios da medicina
humana e veterinária
 Acesso direto e visível
ao maior órgão do corpo:
a pele
Indicado para: Lesôes
localizadas, infecções
fúngicas e bacterianas,
infestações parasitárias e
disturbios de
ceratinização e sebáceos
AVANÇOS E SOLUÇÕES:
Crescimento do uso
desde os anos 1980
Produtos com maior
eficácia e menos efeitos
colaterais 
 Formulações magistrais,
com baixo custo e alta
efetividade
FUNDAMENTOS
DA TERAPIA
TÓPICA
FUNDAMENTOS DA TERAPIA
TÓPICA:
Objetivo: Aplicar fármacos
diretamente na pele
Veículo ideal: Facilita absorção e
ação do princípio ativo
Tipos de veículos: Cremes,
pomadas, loções, sprays, géis
FATORES FISICO-QUÍMICOS:
Solubilidade dos fármacos
Liberação do ativo pelo veículo
Hidratação da pele = mais
permeabilidade
Interações: fármaco–veículo–pele
FATORES BIOLÓGICOS:
Idade: Filhotes absorvem mais
Tipo de pele: Pele inflamada →
mais absorção
Região do corpo: Algumas áreas
absorvem mais (fronte, membros,
etc.)
IMPORTÂNCIA CLÍNICA:
Escolha correta = tratamento
eficaz
Prévia hidratação pode melhorar
resultado
Conhecimento técnico sobre pele
animal é essencial
LIMPEZA DE PELE E HIGIENE
ANIMAL
Escovação completa: remover pelos enovelados e sujidades
Inspeção: espaços interdigitais, patas, poros, orelhas
Corte de unhas / garras
Expressão dos sacos anais: higiene e prevenção de
inflamações
Tricotomia localizada: regiões internas das orelhas
Proteção auricular: algodão parafinado no banho
Evitar cotonetes: risco de lesão e irritação no ouvido
Uso de ceruminolíticos: limpeza suave e segura do canal
auditivo
PRODUTOS UTILIZADOS
Xampus: limpeza, brilho, remoção de oleosidade sem
agressão
Condicionadores e óleos: hidratação, maciez e proteção da
pele
XAMPUS:
Ação: ensaboante, detergente, surfactante
Remove: sujeira, sebo, escamas
Efeito colateral: resseca a pele
pH da pele canina: neutro (7–7,4)
Xampus humanos: pH ácido – ⚠ atenção!
Xampus ensaboantes x detergentes 
 CONDICIONADORES / CREMES RINSES
Reduzem: eletricidade estática ⚡
Funções: hidratar, encorpar, dar brilho ✨
Reposição de: óleos e ácidos graxos
Veículo para medicamentos tópicos 💊
OIL RINSES (ÓLEOS PÓS-BANHO)
Repõem: oleosidade natural
Efeito: brilho, suavidade, hidratação 💧
Reduzem: descamação
Aplicação: diluídos em água 🫧
 HIGIENE E COSMÉTICOS EM
ANIMAIS
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES:
Produtos humanos: uso cauteloso ⚠
Água dura: pode interferir na eficácia
Escolha do produto: considerar tipo de pele e
pelame
Banho tradicional > mais eficaz que o banho seco
Banho seco = apenas cosmético e superficial
Molhagem inicial: evitar a cabeça no começo
Usar xampu diluído (1:5 a 1:10)
Aplicação: região dorsal primeiro
Evitar esfregar forte, principalmente em pelagem longa
Sentido dos pelos durante esfregação
Cabeça: ensaboar por último + proteger olhos e ouvidos
Enxágue abundante e completo (principalmente áreas
ocultas)
Cuidado com: dermatites de contato, foliculite pós-banho
Secagem com toalha ou secador (⚠ evitar calor excessivo)
Finalizar: remover algodão das orelhas
Evitar imersão total (bacias, baldes etc.) → risco de
dermatites de contato
COMPLIAÇÕES PILOSAS - PRÉ E PÓS BANHO
Emaranhados / Enovelados / Encordoados
Substâncias aderidas: goma de mascar, tinta,
piche, zarcão
Evitar tricotomia imediata
Goma de mascar: gelo para endurecer
Piche / tinta: óleo vegetal ou emoliente →
água e sabão
Tricotomia localizada (somente após
endurecimento)
 Proibido: querosene, gasolina, solventes
agressivos
Objetivo: preservar a pele e minimizar
traumas
BANHO
PREPARAÇÕES
DERMATOLÓGICAS 
SÓLIDOS PULVERIZADOS 
Princípio ativo: substância
que tem ação farmacológica
no organismo 
Veículo e excipiente: meios
onde se dissolve o princípio
ativo
Orgânicos: Amido, gelatina,
sais de ácido esteárico 
Inorgânico: talco, carbonato
de cálcio, calamina, óxido de
zinco
VEÍCULOS LÍQUIDOS E SEMISSÓLIDOS 
Principais veículos líquidos
 (água, álcool, éter e acetona) 
Propanotriol-glicerina 
(Solúvel em água e álcool, alta viscosidade)
Trietanolamina
 (Emulsificante- viscoso)
ÓLEOS VEGETAIS 
Estéreis de propanotriol com ácidos graxos
• Oleicos 
Ajuda a manter a hidratação da pele/
emoliente
• Linoleicos 
Protege contra perda de água da barreira
da pele
 
• Aráquicos 
Consistência para cremes 
• Linolênico 
Propriedades antiflamatórias – dermatite
 
POLISSORBATOS E LANOLINA 
• Polissorbatos
Ácidos graxos esterificados
(Triglicerídeos+ álcool) 
•Lanolina
Obtida da lã de ovinos- absorve
água e facilita a entrada de
substâncias 
 
Derivados de petróleo
Óleo mineral – petrolato(vaselina) 
Propriedades
Rancificação lenta, bom para
hidratação e consistência 
 
GRAXAS, MINERAIS E ÓLEOS 
Carbowaxes
Hidrossolúveis, emulsíferos,
solventes 
Diferentes consistências
Líquido(PG 400), untuoso(PEG
1500), sólido( PG 4000)
POLIETILENOGLICOIS PG’S 
Características e usos 
-Liquido, viscoso, inodoro, absorve água 
-Umectante, solventes em acaricidas 
PROPILENOGLICOL
 PRINCÍPIOS ATIVOS
DE USO TÓPICO
ADSTRINGENTES
Diminuir a exsudação (produção de fluídos)
Secar áreas lesionadas.
Tratar dermatoses agudas, subagudas e quadros crônicos.
Podem ser de origem vegetal, provindos de plantas,
como o: 
Carvalho 
Sumagre 
Hamamélis (rica em tanino)
Sarça (rica em tanino)
ADSTRINGENTES
Acetato de alumínio é uma solução aquosa
Reduz a inflamação
Ajuda na cicatrização
Acetato de alumínio + água = Líquido de Burow
Propriedades benéficas:
Calmante
Antisséptica
Secante 
Antipruriginosa (ajuda a aliviar a coceira). 
OBS: NÃO PODE SER INGERIDO
ADSTRINGENTES
Permanganato de potássio
Aplica se sob a forma de compressas úmidas ou
irrigações
Funções adstringentes, antissépticas e
antibacterianas
O uso excessivo deste remédio pode causar:
Coceira
Irritação
Queimaduras corrosivas na pele
Manchas na pele
ADSTRINGENTES
Nitrato de prata
Função adstringente, antisséptica e coagulante
Tratamento de feridas e lesões
Utilizado na maioria das vezes em animais de
produção/rebanho
Ácido acético
Função adstringente, acidificante e secante
Efeitos antipruriginosos
Pode ser elaborado em casa
EMOLIENTES E UMECTANTES
Os EMOLIENTES amaciam, lubrificam e suavizam a
pele
Origem vegetal: Óleo de oliva, algodão milho ou
amendoim
Origem animal: Lanolina anitrópica e Lanolina
hidratada 25 a 30%
Hidrocarbonetos: Parafina e vaselina
EMOLIENTES E UMECTANTES
Umectantes
Aumentam a hidrtação da pele,
atraindo água para a camada
mais superficial da pele
Reequilíbrio da camadacutânea
EMOLIENTES E UMECTANTES
DESSEBORREICOS
Os desseborreicos podem ser empregados sob a forma
de:
unguentos
cremes
géis
loções
Ajuda no controle de oleosidade
Remoção do excesso de sebo e a renovar a pele
Os mais usados, por serem eficazes, são os
shampoos 
condicionadores hidratantes
ANTIPRURIGINOSOS
MECANISMO DE AÇÃO: 
Remoção ou inativação dos mediadores do prurido
Substituição da sensação de coceira por outra (frio ou
calor)
Evitar fatores externos que agridem a pele
Anestesia das terminações nervosas periféricas
Hidratação da pele (umectação e emoliência)
ANTIMICROBIANOS
Os antimicrobianos são divididos em
INESPECÍFICOS (antissépticos e desinfetantes) 
ESPECÍFICOS (antibióticos e quimioterápicos).
Os antissépticos são substâncias usadas para
tratar ou prevenir infecções em tecidos do
corpo, como pele e mucosas, ao inibir o
crescimento ou a reprodução dos
microrganismos nessas áreas. 
ANTIMICROBIANOS
ALCOÓIS
Principais antissépticos usados
Ação bactericida, adstringente e rubefaciente
Não são indicados para áreas com feridas abertas ou
inflamação intensa, pois podem ser irritantes
Álcool etílico e Isopropílico
ANTIMICROBIANOS
ÁCIDO ACÉTICO
É um antisséptico mais fraco.
Mata algumas bactérias e leveduras.
Diluição comum: Vinagre branco diluído com água (meio a meio).
Usos:
Contra Malassezia (um tipo de fungo)
Em infecções no ouvido externo (bem diluído)
Atua bem contra Pseudomonas e estafilococos
ANTIMICROBIANOS
Água Oxigenada - 3% ou 10 volumes
 Libera oxigênio e destrói microrganismos
Ação antisséptica e levemente limpante
Pode irritar a pele
Fénois ou Cresóis
Ação bactericida
Podem ser antifúngicas e antipruriginosas
Em altas concentrações, podem causar irritação e são
contraindicadas para felinos.
ANTIMICROBIANOS
Propilenoglicol
Clorexidina
Boa ação antibacteriana e antifúngica, 
Sendo eficaz contra bolores e leveduras.
Em altas concentrações, pode causar irritação na pele
Eficaz contra fungos, vírus e muitas bactérias
A clorexidina é segura para gatos, não irrita a pele e tem ação prolongada
Usada em shampoos, pomadas e soluções.
ANTIMICROBIANOS
Lactato de Etíla
Muito usado para tratar infecções de pele por ter
ação antimicrobiana e queratolítica (peróxido de
benzoíla)
Há dúvidas se ele realmente funciona bem
 O uso tópico pode causar vermelhidão, ardência,
coceira ou descamação em alguns animais
Triclosana
Ação bacteriostática
Usado em xampus, sabonetes e cremes
ANTIMICROBIANOS
Agentes Halogenados (Iodo e Cloro)
O iodo tem ação virucida, fungicida e bactericida. 
A solução de Lugol e a tintura de iodo são as formas
clássicas de aplicação.
 O iodo pode irritar a pele, especialmente a de gatos.
AGENTES OXIDANTES
Peróxido de Benzóila
Ele age oxidando as células dos microrganismos, mesmo na presença de matéria
orgânica 
Altamente eficaz no tratamento de infecções bacterianas da pele.
Ajuda a remover células mortas da pele, secativa, antibacteriana, descamativa.
É especialmente útil no tratamento de sarna, seborreia e piodermites.
 
AGENTES OXIDANTES
Água Oxigenada
A solução a 3% ou 10 volumes é um:
Germicida fraco que age liberando oxigênio
Oxida as membranas das células dos
microrganismos
Vantagens: 
Baixo custo e pouca penetração
Desvantagens: 
Irritação das mucosas e dos olhos
ANTI-INFLAMATÓRIOS
Medicamentos corticosteroides:
Hidrocortisona 
Triancinolona
Fluocinolona 
Betametasona 
Clobetasol
São ideais para tratar dermatites alérgicas em animais
Fase subaguda - creme
Fase crônica - pomada (Forma oclusiva)
PREDNISONA
CORTISONA
ANTI-INFLAMATÓRIOS
Corticosteroides classificados por potência:
Potência extrema: Indicados para uso em áreas pequenas
e por pouco tempo.
Potentes: Betametasona e triancinolona.
Moderados: Clobetasona e betametasona em
concentrações menores.
Baixa potência: Indicada para tratamento de manutenção,
com menos risco de efeitos colaterais.
ANTI-INFLAMATÓRIOS
Os corticosteroides estão disponíveis em várias
formas: 
Pomadas 
Géis
Cremes
Loções
Os corticosteroides também podem ser
misturados com outros medicamentos, como
antibióticos e antifúngicos.
VANTAGENS:
Agem rápido
Doses pequenas
Não causa dor nem mau cheiro
Raros efeitos colaterais
DESVANTAGENS:
Queda de pelo
Pela fina e frágil
OBS: Lambedura excessiva
ANTIFÚNGICOS
Indicados em infecções por dermatófilos e
leveduras.
Miconazol
Cetoconazol
Terbinafina
ANTIFÚNGICOS
ANTIPARASITÁRIOS
XAMPUS
INTRODUÇÃO:
Avanços tecnológicos
Pele
Contra indicações 
Vantagens
Segredos para o sucesso do tratamento 
Características
Classificação 
Efeitos principais 
 
"A pele é o maior órgão dos animais e desempenha
funções essenciais.
Condições dermatológicas são comuns na prática
veterinária, e os xampus medicinais são
ferramentas valiosas no tratamento dessas
afecções."
Não é recomendado usar shampoo pet em
humanos. O pH da pele humana é diferente
do pH da pele canina, e os xampus para
animais são formulados para atender às
necessidades específicas da pele e pelos
deles. O uso de produtos pets na pele
humana pode causar irritações e outros
problemas, como ressecamento, pois os
ingredientes são diferentes dos shampoos
para humanos.
POSSO FAZER USO DO XAMPU DOMEU PET?
pH diferente.
Ingredientes diferentes.
VANTAGENS DO USO DE
XAMPUS MEDICINAIS.
Os shampoos utilizados em medicina veterinária
geralmente são formulados para atender a
necessidades específicas de animais, como tratamento
de infecções, alergias, dermatites e problemas de pele.
Um dos ingredientes mais comuns e eficazes é a
clorexidina, que tem ação antisséptica, antisseborreica
e antiquedas, auxiliando na saúde da pele e do pelo.
VANTAGENS DO USO DE
XAMPUS MEDICINAIS.
Ação local intensiva;
Menor risco de efeitos colaterais sistêmicos; 
Redução da carga microbiana;
Promoção da hidratação e limpeza da pele.
O SEGREDO DO SUCESSO:
Conhecer bem o xampu que está sendo usado.
Respeitar o tempo de ação: esse tempo de ação começa depois do
ensaboamento, não no início do banho. 
Começar a aplicação pela (s) área (s) mais afetada (s).
Lembrar que o xampu age na pele, não no pelo do animal.
Um segundo ensaboamento após o primeiro enxágue pode
aumentar muito a eficiência.
E, em alguns casos, alternar o uso de dois xampu diferentes em
áreas distintas pode ser surpreendentemente eficaz. 
XAMPUS
XAMPUS
No Brasil, hoje já temos acesso a xampus com tecnologia avançada.
Mas isso não significa que os mais antigos não sejam eficazes, desde
que usados corretamente. 
Os xampu são produtos tópicos mais utilizados na clínica
veterinária, principalmente por sua praticidade para os tutores.
Quimicamente, eles são compostos de sais de sódio ou potássio
de ácidos graxos.
Promover limpeza, formar espuma, ser facilmente removível, suave,
antitóxico, não irritante e sem gerar carga elétrica estática.
CARACTERÍSTICAS IDEAIS DE 
UM XAMPU TERAPÊUTICO:
CLASSIFICAÇÃO DOS XAMPUS SEGUNDO
SEU EFEITO PRINCIPAL.
Antisseborreico
(queratolíticos/queratoplásticos);
Antibacterianos;
Antimicóticos;
Antiparasitários 
Anti-inflamatórios
CLASSIFICAÇÃO DOS XAMPUS SEGUNDO
SEU EFEITO PRINCIPAL.
XAMPUS ANTISSEBORREICOS:
Os queratolíticos promovem descamação dos corneócito.
Alguns ativos comuns são:
Enxofre (fungicida, bactericida, acaricida).
Ácido salicílico (queratolítico, queratoplástico e
bacteriostático)
Sulfeto de selênio (potente desengordurante, útil em
seborreias que não respondem a outros ativos)
Os xampus podem ser classificados conforme sua atividade principal em:
CLASSIFICAÇÃO DOS XAMPUS SEGUNDO
SEU EFEITO PRINCIPAL.
XAMPUS ANTIMICÓTICOS 
Tratam dermatofitoses e leveduroses,
requentemente como terapia adjuvante,
especialmente em animais portadores
assintomáticos.
Alguns ativos comuns são:
Peróxido de benzoíla;
Clorexidina ;
Cetoconazol;
povidona-iodo.
Os xampus podem ser classificados conforme sua atividade principal em:
CLASSIFICAÇÃO DOS XAMPUS SEGUNDO
SEU EFEITO PRINCIPAL.
XAMPUS ANTIBACTERIANOS 
Usados principalmente em cães e cavalos, esses xampus ajudama
remover a microbiota transitória e manter a pele limpa.
Alguns ativos comuns são:
Peróxido de benzoíla (muito eficaz , mas pode irritar a pele
inflamada);
Clorexidina (bem tolerada, eficaz contra bactérias e fungos, mas
pouco ativa contra Pseudomonas);
Povidona-iodo (boa ação antimicrobiana, menos irritante quando
associada à povidona).
CLASSIFICAÇÃO DOS XAMPUS SEGUNDO
SEU EFEITO PRINCIPAL.
XAMPUS ANTIPARASITÁRIOS 
Mesmo com os antiparasitários sistêmicos atuais, os
xampus antiparasitários ainda são úteis, principalmente
para aliviar sintomas e reduzir a carga parasitária. São
usados como adjuvantes nos casos de pulgas, carrapato,
ácaro e piolhos. 
CLASSIFICAÇÃO DOS XAMPUS SEGUNDO
SEU EFEITO PRINCIPAL.
XAMPUS ANTI-INFLAMATÓRIOS
Xampus de ação anti-inflamatória são formulados
para reduzir sinais de inflamação cutâneas em
animais, como eritema, prurido e dor, comuns em
dermatoses.
Alguns ativos comuns são:
Aloína (Aloe vera).
Aveia coloidal (avena sativa).
Ácido salicílico.
Hidrocortisona.
Fitocomplexos.
Óleo de Neem.
RELATO DE CASO
RELATO DE CASO: Dermatofitose em cão
Paciente:
Local:
Queixa:
Histórico
MEDVET Multiclínica Veterinária, na cidade de Sobral – CE
Cadela de 1 ano de idade, da raça Maltês, não castrada.
Claudicação no membro posterior direito, com presença de abscesso;
Desânimo e diminuição de apetite;
Febre nos últimos 3 dias.
Dieta de manutenção ração super premium e água não filtrada;
Não tinha acesso a rua;
Recebeu dipirona para a febre;
Claudicação e abcesso logo após banho.
Exames complementares:
Animal apresentava nível de consciência alerta e escore corporal normal;
Não apresentava ectoparasitas;
Mucosas rosadas, linfonodos normais, TPC de 2 segundos;
Na inspeção bucal, animal apresentava tártaros;
Após palpação abdominal, apresentou sensibilidade acentuada na região da bexiga;
Presença de nódulos na região de mama inguinal unilateral direita;
Áreas de alopecia, crostas hiperêmicas circulares na região de abdômen, sem a presença de
prurido;
FC de 108 batimentos por minuto;
Temperatura retal de 38,9° C.
Hemograma;
Bioquímico;
Cultura de dermatófito;
Lâmpada de wood;
ELISA.
Exame físico:
Tratamento:
Shampoo à base de clorexidine 2% e miconazol 2,5%, três vezes por semana durante 1 mês;
Antibioticoterapia à base de cefovecina 8mg/kg por via subcutânea, com volume final de 0,6ml, em
aplicação única;
Itraconazol suspensão 10mg/kg/dia, uma vez ao dia, por 30 dias.
Retorno:
Após 30 dias o animal já apresentava melhora significativa;
Após 60 dias de tratamento, sem sinais clínicos aparentes e com problema dermatológico solucionado.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Maria Luiza Araújo Quinderé de et al. Caderno Pedagógico 21 (10), e9942-e9942. 2024.
GOMES, Joanatha Vidal. et al. Dermatofitose em cão. In: CASOS clínicos de medicina veterinária.
Volume 2. Luminus Editora, 2022.
KAMIMURA, Paula Mitsuna Rocha et al. Relato de caso: uso de esteroides associados à cardiomiopatia
em cão senil. Anais do III Congresso Brasileiro de Doenças Infecciosas e Parasitarianárias. DOI:
10.56161/sci.ed.20241223RE5.
Nobre, Márcia de Oliveira, et al. "Drogas antifúngicas para pequenos e grandes animais." Ciência Rural
32 (2002): 175-184.
SPINOSA, Helenice de Souza e GÓRNIAK, Silvana Lima e BERNARDI, Maria Martha. Farmacologia
aplicada à medicina veterinária. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.
OBRIGADO PELA ATENÇÃO

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