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Normas
Regras gerais aplicadas às práticas de proteção radiológica no uso das radiações ionizantes,
supervisionadas e controlados pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e pela Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), bem como história e papel do Conselho Nacional de Medições e
Proteção Radiológica (NCRP) e suas publicações.
Profª. Nilséia A. Barbosa
1. Itens iniciais
Propósito
Conhecer as regulamentações relacionadas à proteção radiológica aplicadas em normas brasileiras, de forma
que os profissionais de radiologia possam usufruir dos benefícios das radiações ionizantes com a segurança
adequada.
Objetivos
Interpretar a regulamentação da norma NN 3.01 da CNEN.
Interpretar a Resolução RDC nº 330/2019 da ANVISA.
Reconhecer as funções e os princípios de radioproteção preconizados pelo NCRP.
Introdução
Nos primeiros anos de uso dos raios X para fins de diagnóstico e terapias, começaram a surgir os efeitos
nocivos das radiações nos profissionais e pacientes submetidos às exposições. A preocupação de alguns
profissionais com o uso desenfreado dos raios X, além de nenhuma proteção, fez com que surgissem os
primeiros guias de proteção radiológica. 
Em 1928, foram fundados, oficialmente, dois comitês internacionais de proteção radiológica: a ICRP e ICRU.
Alguns anos depois, foi fundado o Comitê do National Bureau of Standards (NBS) dos Estados Unidos que,
mais tarde, em 1969, formaria o National Council on Radiation Protection and Measurements (NCRP), que
publica relatórios com a descrição de algumas recomendações especificas, como detalhes dos aspectos de
construção de portas e salas para blindagens, formas de materiais protetores, entre outros. 
Os órgãos internacionais, como ICRP, ICRU e NCRP, publicam e atualizam constantemente recomendações e
normas para o uso seguro das radiações ionizantes, porém cada país tem um órgão que adequa essas normas
e recomendações. No Brasil, tal órgão é a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que realiza
pesquisas e desenvolvimento na área, além de estabelecer normas e regulamentos em proteção radiológica. A
normas da CNEN são baseadas nas recomendações internacionais sobre todas as questões relativas às
práticas que utilizam radiações ionizantes, além de ser responsável por regular, licenciar e fiscalizar a
produção e o uso da energia nuclear no Brasil (CNEN NN 3.01, 2014). A Legislação nuclear no país é baseada
em suas recomendações. 
Além disso, a utilização das radiações em radiologia diagnóstica e intervencionista, no Brasil, é regulamentada
pela Resolução RDC nº 330 e suas Instruções Normativas, do Ministério da Saúde, publicada em dezembro de
2019 e intitulada Diretrizes de Proteção Radiológica em Radiodiagnóstico Médico e Odontológico. 
• 
• 
• 
1. Norma NN 3.01 da CNEN
Norma NN 3.01
A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), por meio da Resolução 164/2014, prescreve normas para
estabelecer os requisitos básicos de proteção radiológica para pessoas (trabalhadores e público) contra os
riscos das radiações ionizantes, apontando os limites máximos para as doses de exposição e os níveis de
contaminação dos trabalhadores, de acordo com a segurança adequada e os princípios fundamentais do
monitoramento radiológico dos trabalhadores. 
A Resolução 164/2014 indica que a Norma NN 3.01 da CNEN possui como documentos complementares as 
Posições Regulatórias.
Posições Regulatórias
a. 3.01/001:2011 - Critérios de exclusão, isenção e dispensa de requisitos de proteção radiológica; b.
3.01/002:2011 - Fatores de ponderação para as grandezas de proteção radiológica; c. 3.01/003:2011 -
Coeficientes de dose para indivíduos ocupacionalmente expostos; d. 3.01/004:2011 - Restrição de dose,
níveis de referência ocupacionais e classificação de áreas; e. 3.01/005:2011 - Critérios de cálculo de
dose efetiva a partir da monitoração individual; f. 3.01/006:2011 - Medidas de proteção e critérios de
intervenção em situações de emergência; g. 3.01/007:2005 - Níveis de intervenção e de ação para
exposição crônica; h. 3.01/008:2011 - Programa de monitoração radiológica ambiental; i. 3.01/009:2011 -
Modelo para elaboração de relatórios de programa de monitoração radiológica ambiental; j. 3.01 /
010:2011 - Níveis de dose para notificação à CNEN (alterado pela Resolução CNEN/CD 48/2005); k.
3.01/011:2011 - Coeficientes de Dose para Exposição do Público (alterado pela Portaria CNEN
07/2006); l. 3.01/012:2020 - Níveis de Investigação e de Referência para Radioatividade em Água
Potável.
Abordaremos agora algumas definições da CNEN NN 3.01 (2014). Para iniciar, veremos seu objetivo e campo
de aplicação: 
Objetivo
Estabelecer os requisitos básicos de proteção
das pessoas em relação à exposição às
radiações ionizantes.
Campo de aplicação
Aplica-se às práticas, incluindo todas as fontes
associadas a essas práticas, bem como a
intervenções.
A todas as práticas incluem: manuseio, produção, posse e utilização das fontes, bem como o transporte,
armazenamento e a deposição de materiais radioativos, abrangendo todas as atividades relacionadas que
envolvam ou possam envolver exposição à radiação.
Responsabilidades gerais em práticas e intervenções
Empregadores
O titular pode delegar funções e tarefas às outras partes, porém continua sendo o responsável por todas as
ações. 
No conteúdo da Norma CNEN NN 3.01 (2014), podemos encontrar as seguintes definições: 
Titular
É o responsável legal pela instituição, estabelecimento ou instalação para a qual foi outorgada, pela
CNEN, uma licença, autorização ou qualquer outro ato administrativo de natureza semelhante.
Empregador
Refere-se a pessoa física ou jurídica com responsabilidades e deveres reconhecidos com relação a
seu empregado, estagiário, bolsista ou estudante, no seu trabalho ou treinamento, devido a um
contrato ou outro acordo formal. 
Requisitos para práticas
No quadro a seguir veremos cada um dos requisitos para práticas. Em seguida, definiremos de modo
detalhado cada um deles.
Requisitos para práticas
Requisito fundamental Classificação de áreas
Requisitos gerais
Monitoramento individual, monitoração de área e
avaliação da exposição ocupacional
Requisitos administrativos Saúde ocupacional
Requisitos básicos de proteção
radiológica
Registros ocupacionais
Requisitos de gestão Controle de visitantes
Verificação de proteção
radiológica
Exposição médica
Exposição ocupacional Exposição do público
Elaborado por Thaiane Andrade.
Requisito fundamental
Excluindo as exposições que não estão sob o controle regulatório da CNEN ou cuja fonte já esteja dispensada
ou isenta de controle, qualquer ação envolvendo o uso das radiações ionizantes só pode ser realizada em
conformidade com os requisitos aplicáveis estabelecidos pela norma.
Requisitos gerais
A realização de qualquer prática com fontes radioativas exige dos profissionais responsáveis, que todas as
etapas sejam cuidadosamente planejadas e executadas: a escolha do local para instalação, espessura e
material de blindagem adequados para atenuação da radiação, de acordo com o tipo de fonte e em
consonância com os critérios estabelecidos pela norma, além de um controle de qualidade rigoroso e
periódico.
Requisitos administrativos
Como requisitos administrativos podemos elencar:
Nenhuma pessoa, independentemente de ser profissional especializado, pode adquirir, operar ou
manusear qualquer fonte radioativa ou equipamento que emita radiação ionizante sem que seja
licenciada e autorizada pela CNEN.
 
Pessoa física, mesmo com especialização na área, só pode manusear e operar com radiações
ionizantes se devidamente habilitada ou então supervisionada por um profissional habilitado pela
CNEN.
 
Qualquer modificação necessária nas fontes ou práticas devem ser solicitados pelo responsável legal e
autorizados pela CNEN.
 
O responsável legal (titular) pelo serviço deve submeter um Plano de Proteção Radiológica à aprovação
da CNEN.
Tal Plano de Proteção Radiológica deve conter alguns itens necessários, como:
Requisitos básicos de proteçãoexpostas
	Titular
	Responsabilidades da equipe dos IOE
	Classificação de áreas
	Área controlada
	Área supervisionada
	Área livre
	Monitoração: individual, de área e avaliação da exposição ocupacional
	Saúde ocupacional
	Registros ocupacionais
	Controle de visitante
	Assegurar a PR
	Garantir companhia a visitantes
	Restringir acesso de adolescentes
	Exposição Médica
	Prescrição médica para exposições
	Treinamento e credenciamento da equipe
	Programa de garantia da qualidade
	Calibração e dosimetria supervisionadas por especialistas
	Disponibilidade de médico especialista
	Restrição de exposição de voluntários
	Exposição do público
	Requisitos para intervenção
	Obrigações fundamentais (CNEN 3.01, 2014, p. 19-20)
	Requisitos de proteção radiológica (CNEN 3.01, 2014, p. 20)
	Exposição em situação de emergência (CNEN 3.01, 2014, p. 20)
	Exposição crônica
	Fiscalização
	Saiba mais
	CNEN NN 3.01
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Requisito fundamental
	Conteúdo interativo
	Requisitos de gestão
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. Resolução RDC nº 330/2019 da ANVISA
	Resolução RDC nº 330/2019 da ANVISA
	Objetivo I
	Objetivo II
	Requisitos gerais
	Estrutura Organizacional
	Programa de Educação Permanente (PEP)
	Comentário
	Programa de Garantia de Qualidade (PGQ)
	Gerenciamento de tecnologias
	Gerenciamento de processos
	Gerenciamento de riscos
	Gerenciamento de tecnologias
	Gerenciamento de processos
	Técnicas e equipamentos adequados
	Implementação das regras
	Atribuições da equipe
	Gestão de acompanhantes e comunicação com a equipe
	Acesso a documentação
	Gerenciamento de riscos
	Gerenciamento de documentos
	Projeto Básico de Arquitetura
	Registro de procedimentos
	Inventário de produtos
	Relação de integrantes da equipe
	Assentamentos
	Requisitos necessários para desativação dos serviços ou de equipamentos que emitem radiação ionizante
	Desativação do serviço
	Equipamentos
	Atenção
	Programa de Proteção Radiológica (PPR)
	Princípios gerais
	Medidas de prevenção
	Medidas de controle
	Medidas de vigilância
	Medidas de controle
	Equipamentos de proteção individuais e coletivos
	Exposição ocupacional da mulher
	Menores de idade
	Medidas de prevenção
	Áreas controladas
	Áreas supervisionadas
	Áreas livres
	Recomendação
	Levantamento radiométrico
	Responsável legal
	Todos os membros da equipe
	Proibições e restrições
	Resolução RDC nº 330/2019 da ANVISA
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Classificação de áreas
	Conteúdo interativo
	Programa de Garantia de Qualidade (PGQ)
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. NCRP e as funções e princípios de radioproteção
	Congressos internacionais de radiologia
	Saiba mais
	NCRP - Missão e estrutura atual
	Comentário nº 29
	Comentário nº 30
	Relatório nº 185
	Relatório nº 186
	NCRP - O começo
	A reorganização
	Curiosidade
	NCRP e suas funções no Brasil e no mundo
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Gerenciamento de riscos
	Conteúdo interativo
	NCRP- Missão e estrutura atual
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	4. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore +
	Referênciasradiológica
O princípio fundamental da proteção radiológica é sustentado pelo tripé:
Justificação
 
Otimização
 
Limitação de dose individual
O princípio da justificação requer que o uso de uma fonte de radiação, ou quaisquer ações que busquem
reduzir a exposição, tenha um benefício líquido geral. Esse conceito não é exclusivo da proteção radiológica,
pois muitas decisões na vida cotidiana envolvem o equilíbrio entre benefícios e riscos. 
1. 
2. 
3. 
4. 
1. 
2. 
3. 
Uma vez tomada a decisão de que uma ação é justificada, a próxima etapa é aplicar o princípio da otimização. 
A otimização é o processo de determinar qual nível de proteção e segurança resultaria na magnitude das
doses individuais, o número de indivíduos sujeitos à exposição (trabalhadores e membros do público) e a
probabilidade de exposição ser tão baixa quanto razoavelmente exequível, do inglês: ALARA (As Low As
Reasonably Achievable). Os fatores econômicos e sociais devem ser levados em consideração. 
Os limites de dose de radiação para trabalhadores e membros do público, estabelecidos pela CNEN, estão
apresentados na tabela a seguir. No caso de exposições médicas de pacientes, os limites de dose não se
aplicam, pois a dose recebida deve ser a necessária para o diagnóstico ou tratamento em questão. No
entanto, nessas situações, os limites de dose aplicam-se aos profissionais médicos expostos.
Limites de Dose Anuais a 
Grandeza Órgão Ocupacional Público
Dose efetiva Corpo inteiro
20mSv 
Média em 5 anosb 1mSvc 
Dose equivalente
Cristalino 
Peled 
Mãos e pés
20mSvb 
500mSv 
500mSv
15mSv 
50mSv 
----
a - Para fins de controle administrativo efetuado pela CNEN, o termo dose anual deve ser considerado como dose
no ano calendário, isto é, no período decorrente de janeiro a dezembro de cada ano.
b - Média aritmética em 5 anos consecutivos, desde que não exceda 50mSv em qualquer ano. 
c - Em circunstâncias especiais, a CNEN poderá autorizar um valor de dose efetiva de até 5mSv em um ano, desde
que a dose efetiva média em um período de 5 anos consecutivos, não exceda a 1mSv por ano. 
d - Valor médio em 1cm² de área, na região mais irradiada. 
Tabela: Limites de dose anuais. Extraído de CNEN 3.01, 2014, p. 13, adaptada por Nilséia A. Barbosa.
Requisitos de gestão
Um sistema de garantia da qualidade deve ser elaborado e implementado pelo titular do serviço, o qual
deve assegurar que todos os requisitos para proteção radiológica sejam satisfeitos.
 
Para garantir a eficácia das medidas adotadas para proteção radiológica, o sistema de garantia de
qualidade deve possuir mecanismos e procedimentos de forma que seja factível revisar e avaliar essas
medidas.
 
O titular deve também estimular toda a equipe a manter uma cultura de segurança das fontes, de forma
a proteger os trabalhadores, pacientes e o público.
• 
• 
• 
Verificação de proteção radiológica
A verificação da proteção radiológica é de responsabilidade do titular do serviço, que deve (CNEN 3.01, 2014,
p. 15):
Primeiro
Conferir a monitoração radiológica mediante
procedimentos e instrumentação suficientes e
adequados.
Segundo
Realizar medições dos parâmetros necessários
para verificar o cumprimento dos requisitos
prescritos pela norma da CNEN.
Terceiro
Manter corretamente a instrumentação e,
quando aplicável, testá-la e calibrá-la em
intervalos apropriados, usando como referência
padrões metrológicos rastreáveis aos padrões
nacionais ou internacionais.
Exposição ocupacional
De acordo com a CNEN 3.01 (2014, p. 15):
Equipe do serviço 
Toda a equipe do serviço, incluindo titulares e demais funcionários habilitados para a função, é
responsável pela proteção das pessoas quando eventualmente expostas à radiação ionizante naquele
ambiente.
Pessoas expostas 
Pessoas expostas à radiação ionizante, que não entram na classe dos IOE, são consideradas como
público, portanto, as doses de radiação devem se limitar àquelas estabelecidas pela CNEN para o
público.
Titular
O titular, ao terceirizar serviços que envolvam ou possam envolver exposição dos IOE a uma fonte sob
sua responsabilidade, deve:
Assegurar que o empregador esteja ciente de suas responsabilidades, em relação a esses IOE,
conforme estabelecidas nesta Norma.
Assegurar ao empregador desses IOE, ou responsável por eles, que a instalação atende aos
requisitos de proteção radiológica desta Norma.
Prestar toda informação disponível, com relação à conformidade a esta Norma, que o
empregador venha a requerer antes, durante ou após a contratação de tais serviços.
• 
• 
• 
Responsabilidades da equipe dos IOE
De acordo com a CNEN 3.01 (2014, p. 15), faz parte das responsabilidades da equipe dos IOE:
 
Seguir todas as regras e procedimentos aplicáveis à segurança e proteção radiológica especificados
pelos empregadores e titulares, de acordo com a norma.
 
Fornecer ao empregador ou ao titular quaisquer informações relevantes sobre seu trabalho, passado e
atual, incluindo histórico de dose, que sejam pertinentes para assegurar tanto a sua proteção
radiológica como a de terceiros.
 
Fornecer ao empregador ou ao titular a informação de ter sido ou estar sendo submetido a tratamento
médico ou diagnóstico que utilize radiação ionizante.
 
Abster-se de quaisquer ações intencionais que possam colocá-los, ou a terceiros, em situações que
contrariem os requisitos da Norma.
Classificação de áreas
Pensando na proteção radiológica, as áreas de trabalho de todo e qualquer serviço que envolva
procedimentos com radiação ionizante devem ser classificadas em termos de: 
Área controlada
Áreas com acesso limitado cuja exposição ocupacional de pessoas enquanto permanecerem nesse
ambiente esteja sob supervisão de um responsável pela proteção radiológica são definidas como área
controlada. Isso significa que o acesso, a permanência e as condições de trabalho são controladas
para fins de proteção radiológica. Essas áreas devem ser sinalizadas por placas apropriadas para fins
de segurança.
Área supervisionada
Uma área supervisionada é definida como qualquer área não classificada como uma área controlada,
mas cujas “condições de exposição ocupacional são mantidas sob supervisão, embora medidas de
proteção específicas e disposições de segurança não sejam normalmente necessárias”, segundo a
CNEN. 
Área livre
As áreas livres, para fins de proteção radiológica, são todas as outras áreas adjacentes àquelas
definidas como controladas ou supervisionadas, além dos ambientes circundantes. Exemplos de
áreas livres são aquelas ocupadas por pessoas, como pacientes, visitantes das instalações e
funcionários que não trabalham rotineiramente com ou próximo a fontes de radiação.
Monitoração: individual, de área e avaliação da exposição
ocupacional
1. 
2. 
3. 
4. 
Um programa de monitoração individual e de área deve ser
criado e implementando pelo titular do serviço, em
cooperação com o empregador.
É de responsabilidade do titular e do empregador a
avaliação de exposição ocupacional dos IOE, que deve ser
baseada nos resultados de monitoração individual e de
área. No caso em que a monitoração individual não for
aplicada, o titular e empregador deverão tomar por base os
resultados da monitoração de área e informações
relevantes sobre a rotina do IOE na área.
No caso de o IOE, numa única exposição, receber dose efetiva igual ou superior ao permitido (100mSv), ou
dose absorvida no limiar de efeitos determinísticos, o titular e empregador devem se aconselhar com o
médico adequado.
Saúde ocupacional
A saúde ocupacional busca promover e manter o mais alto grau de bem-estar físico, mental e social dos
trabalhadores em todas as ocupações. 
De acordo com a CNEN (2014), os titulares e colaboradores devem implementar um programa de saúde
ocupacional para avaliação da aptidão dos IOE, tanto inicial quanto periódica, usando como referência o
Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. 
Registros ocupacionais
Conforme disposto na CNEN 3.01 (2014, p. 17), todas as informações de registros de exposições dos IOE
devem sermantidas, tais como:
A natureza geral do trabalho.
 
As doses e as incorporações, quando iguais ou superiores aos níveis de registro pertinentes.
 
Os dados e modelos que serviram de base para as avaliações de dose.
Controle de visitante
O controle dos visitantes é função dos titulares e colaboradores, os quais devem:
Assegurar a PR
Tomar todas as medidas necessárias para
assegurar a PR adequada dos visitantes nas
áreas controladas, incluindo informações e
instruções apropriadas.
Garantir companhia a visitantes
Assegurar que visitantes sejam acompanhados,
em qualquer área controlada, por uma pessoa
com conhecimentos sobre as medidas de
proteção radiológica para aquela área.
Restringir acesso de adolescentes
Assegurar que visitantes menores que 16 anos
não tenham acesso às áreas controladas.
• 
• 
• 
Exposição Médica
Conforme disposto na CNEN 3.01 (2014, p. 17-18), os titulares e colaboradores devem assegurar:
1
Prescrição médica para exposições
Exposições com fontes sob sua responsabilidade, para fins de diagnóstico ou terapia de pacientes,
sejam realizadas apenas sob prescrição médica.
2
Treinamento e credenciamento da equipe
Toda a equipe seja treinada, habilitada e credenciada pela CNEN para uso de fontes radioativas.
3
Programa de garantia da qualidade
Seja implementado um programa de garantia da qualidade para exposições médicas.
4
Calibração e dosimetria supervisionadas por especialistas
A calibração dos feixes e das fontes, a dosimetria clínica e os testes de controle da qualidade sejam
conduzidos ou supervisionados por especialistas, com qualificação reconhecida pela CNEN, e que a
calibração seja rastreada por um laboratório padrão de dosimetria, reconhecido ou autorizado pela
CNEN.
5
Disponibilidade de médico especialista
Esteja disponível, na instalação, médico especialista com qualificação legalmente reconhecida para
práticas médicas “in vivo”.
6
Restrição de exposição de voluntários
Seja restrita, conforme especificada nesta Norma, a exposição de voluntários que assistam
pacientes submetidos a um procedimento diagnóstico ou terapêutico.
Exposição do público
Os titulares e colaboradores devem assegurar que (CNEN 3.01, 2014, p. 19):
As exposições nas áreas livres sejam restringidas de forma a não exceder o limite permitido pela CNEN
para público.
 
Os materiais radioativos de uso prático não sejam liberados no meio ambiente, a menos que tais
liberações estejam autorizadas pela CNEN e sejam otimizadas e controladas.
 
O transporte, quando necessário, e manuseio das fontes sejam realizados de forma segura e que sejam
tomadas todas as medidas necessárias e cabíveis para prevenir falhas e erros que possam resultar em
exposição acidental do público, ou para minimizar as suas consequências.
 
1. 
2. 
3. 
Planos ou procedimentos de emergência sejam aplicados de forma rápida e segura, em consonância
com a natureza e a intensidade do risco envolvido, nas situações de emergência que possam envolver
exposição do público.
Requisitos para intervenção
Nosso próximo passo será definir cada um dos requisitos para intervenção:
Obrigações fundamentais (CNEN 3.01, 2014, p. 19-20)
Ações protetoras ou remediadoras visam reduzir ou evitar exposições em situações de intervenção e
devem ser implementadas quando justificadas e otimizadas e com o objetivo de produzir o máximo de
efeito líquido, levando em consideração as condições sociais e econômicas.
Em situações de emergência, desde que não sejam excedidos os níveis de dose, os níveis de
intervenção preestabelecidos devem ser reavaliados em função das condições existentes. No caso de
exceder os níveis de dose, a intervenção deve ocorrer em qualquer circunstância.
Requisitos de proteção radiológica (CNEN 3.01, 2014, p. 20)
A intervenção se justifica quando a probabilidade for de que as ações protetoras tragam um benefício
líquido maior que o dano, dadas as incertezas envolvidas, levando em consideração o nível da
intervenção e fatores de saúde, sociais e econômicos.
Exposição em situação de emergência (CNEN 3.01, 2014, p. 20)
Somente profissional habilitado e voluntários treinados, que tenham ciência dos riscos associados,
podem trabalhar em exposições de emergência; eles devem estar munidos de vestimentas
adequadas para proteção radiológica.
Nenhum trabalhador deve se expor a doses superiores ao limite permitido pela CNEN (limite anual de
exposição ocupacional), exceto para: salvar vidas ou prevenir danos sérios à saúde, executar ações
que evitem dose coletiva elevada ou executar ações para prevenir o desenvolvimento de situações
catastróficas (neste caso, as doses devem ser inferiores a 100mSV para cada trabalhador);
Os registros de dose recebidas devem ser avaliadas pelo titular e pelos colaboradores envolvidos na
intervenção.
Exposição crônica
Em situações de exposições crônicas, planos de ações remediadoras ou específicos para o local,
relativos a situações de exposição crônica, devem especificar as ações remediadoras e os níveis de
ação justificados e otimizados, considerando:
as exposições individuais e coletivas;
os riscos radiológicos e não radiológicos;
os custos financeiros e sociais, os benefícios e a responsabilidade financeira para as ações
remediadoras (CNEN 3.01, 2014, p. 21).
Fiscalização
4. 
• 
• 
• 
Todas as instalações que usam fontes de
radiação ou armazenam materiais radioativos
estão sujeitas à fiscalização para garantir a
conformidade com os requisitos de segurança.
 
Existem as fiscalizações iniciais – aquelas
realizadas antes que uma nova instalação de
radiação inicie suas atividades – e as inspeções
de rotina, conduzidas nas instalações já
existentes.
As principais verificações durante uma visita de
fiscalização são para garantir que:
As fontes de radiação estejam todas licenciadas, os detalhes corretos e que todas são devidamente
mantidas.
 
Todas as fontes de radiação são fisicamente contabilizadas.
 
Existe um profissional devidamente qualificado com licença para operar a fonte de radiação.
 
O nível de radiação fora da sala onde se encontra a fonte de radiação, em qualquer local acessível a
qualquer pessoa, não exceda o limite permitido pela CNEN quando o aparelho de irradiação estiver
funcionando em sua capacidade máxima ou quando a fonte radioativa estiver exposta.
 
Os sinais de alerta de radiação sejam exibidos de forma proeminente; o sistema de bloqueio da porta
esteja funcionando; e para instalações médicas, que os programas de controle de qualidade estejam
em vigor e com a documentação adequada.
Saiba mais
No Brasil, essas fiscalizações são de responsabilidade da CNEN. Porém, em 14 de maio de 2021, a partir
de uma medida provisória (nº 1.049) foi criada a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN). A
partir de então, a regulação, fiscalização e o licenciamento de todos os serviços que usam radiações
ionizantes são de responsabilidade da ANSN. 
O principal objetivo para a criação da ANSN foi “dar maior celeridade nos processos de licenciamento do setor
e mais rigor na fiscalização” (MME, 2021). 
As funções da ANSN são de “monitorar, regular e fiscalizar a segurança nuclear, a proteção radiológica e das
instalações e atividades nucleares, materiais nucleares e fontes de radiação no território nacional, nos termos
do disposto na Política Nuclear Brasileira e nas diretrizes do governo federal” (ANSN, 2021, art. 2º). 
CNEN NN 3.01
Acompanhe agora a especialista Nilséia Barbosa, que destacará os três principais pilares que sustentam a
proteção radiológica, as obrigações e controles básicos para a proteção do homem e do seu meio ambiente
contra os possíveis efeitos indevidos causados pela radiação ionizante. Vamos lá!
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Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Requisito fundamental
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Requisitos de gestão
Conteúdo interativoAcesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
(Adaptada de: IDECAN - EBSERH - Técnico em Radioterapia - 2014). A Norma CNEN 3.01/2014 dispõe sobre
as diretrizes básicas de proteção radiológica das pessoas em relação à exposição à radiação ionizante. Com
base nos documentos normativos mencionados, em relação à dose em exposições ocupacionais, é correto
afirmar que a
A
dose equivalente anual não deve ultrapassar 250mSv.
B
dose de registro é estabelecida em 0.4mSv, sendo a dose anual em 1mSv.
C
dose efetiva anual não deve ultrapassar 6mSv, sendo possível atingir 20mSv em casos especiais
determinados em norma.
D
dose efetiva média anual não deve ultrapassar 1mSv em qualquer período de 5 anos consecutivos, não
podendo exceder 20mSv em nenhum ano.
E
dose efetiva média anual não deve ultrapassar 20mSv em qualquer período de 5 anos consecutivos, não
podendo exceder 50mSv em nenhum ano.
A alternativa E está correta.
A dose efetiva para o corpo inteiro dos IOE não deve ultrapassar o limite de 20mSv/ano estabelecido pela
CNEN. Esse limite é projetado a partir da "média aritmética em 5 anos consecutivos, desde que não exceda
50mSv em qualquer ano" (CNEN 3.01, 2014, p.13).
Questão 2
Pensando na proteção radiológica, as áreas de trabalho de todo e qualquer serviço que envolva
procedimentos com radiação ionizante devem ser classificadas em termos de: área controlada, 
supervisionada ou livre. De acordo com a CNEN 3.01/2014, uma área é supervisionada quando
A
possui acesso limitado por ter equipamento emissor de radiação ou fonte radioativa.
B
é área adjacente de uma área controlada.
C
está identificada com símbolo de radiação, para avisar e evitar o fluxo de pessoas do público.
D
requer medidas específicas de proteção, embora não tenha material radioativo e equipamentos que emitam
radiação nela.
E
as condições de exposição ocupacional são mantidas sob supervisão, ainda que disposições de segurança e
medidas de proteção específicas não sejam normalmente necessárias.
A alternativa E está correta.
Uma área deve ser classificada como supervisionada quando não é livre ou controlada, mas cujas
condições de exposição ocupacional são mantidas sob supervisão, ainda que disposições de segurança e
medidas de proteção específicas não sejam normalmente necessárias.
2. Resolução RDC nº 330/2019 da ANVISA 
Resolução RDC nº 330/2019 da ANVISA
Em 20 de dezembro de 2019, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) lança um novo documento
sobre Proteção Radiológica e Controle de Qualidade na área médica, (Resolução da Diretoria Colegiada – RDC
nº 330/2019), em substituição à Portaria nº 453/1998, a qual fica revogada a partir dessa data. 
A RDC nº 330/2019 tem como objetivos: 
Objetivo I
Estabelecer os requisitos sanitários para a
organização e o funcionamento de serviços de
radiologia diagnóstica ou intervencionista.
Objetivo II
Regulamentar o controle das exposições
médicas, ocupacionais e do público
decorrentes do uso de tecnologias radiológicas
diagnósticas ou intervencionistas.
A nova Resolução não fala mais em Memorial Descritivo, conceito introduzido na Portaria 453/1998, porém
apresenta três programas obrigatórios, que são: Programa de Educação Permanente, Programa de Garantia
de Qualidade e Programa de Proteção Radiológica.
Resolução
“Esta Resolução aplica-se a todas as pessoas jurídicas ou físicas, de direito privado ou público, civis ou
militares, envolvidas com: I. prestação de serviços de radiologia diagnóstica ou intervencionista; II.
fabricação e comercialização de equipamentos para utilização em radiologia diagnóstica ou
intervencionista, bem como seus componentes e acessórios; II. utilização de radiações em atividades de
pesquisa e de ensino em saúde humana.Parágrafo único. Os serviços de radiologia veterinária
diagnóstica ou intervencionista devem atender ao disposto nesta Resolução, no tocante à proteção dos
trabalhadores e de indivíduos do público” (RDC 330, 2019, art. 2º).
A resolução é composta pela seguinte estrutura:
Capítulo 1 – Disposições iniciais;
Capítulo 2 – Requisitos gerais;
Capítulo 3 – Serviços complementares e suplementares;
Capítulo 4 – Proibições e restrições;
Capítulo 5 – Disposições finais e transitórias.
Requisitos gerais
Conheça a seguir alguns dados importantes:
Requisitos gerais
Estrutura Organizacional Programa de Garantia de Qualidade (PGQ)
Programa de Educação Permanente (PEP) Atribuições e responsabilidades
Elaborado por Thaiane Andrade.
• 
• 
• 
• 
• 
Estrutura Organizacional
De acordo com a RDC nº 330/2019, a estrutura organizacional de qualquer serviço é hierarquizada a partir dos
três programas obrigatórios, detalhados no esquema a seguir:
Serviço
No decorrer desse conteúdo a palavra “serviço” significa qualquer serviço de radiologia diagnóstica ou
intervencionista.
Programa de Educação Permanente (PEP)
O Programa de Educação Permanente (PEP) deve ser adotado para toda a equipe, em conformidade com a
Resolução em vigor e demais normativas aplicáveis, e deve conter:
Capacitações e treinamentos.
 
Inicial e periódico (no mínimo anual).
 
Teórico e prático.
 
Metodologia de avaliação.
 
Normas, rotinas, protocolos e procedimentos operacionais; Segurança do paciente; Gerenciamento de
riscos; Programa de Garantia da Qualidade e de proteção radiológica.
Comentário
Capacitações e treinamentos periódicos devem ser baseados em abordagens de risco e devem
acontecer sempre que houver qualquer mudança na rotina, como novas técnicas e/ou tecnologias,
mudança ou implementação de novas normas etc. 
Programa de Garantia de Qualidade (PGQ)
O Programa de Garantia de Qualidade (PGQ) deve contemplar no mínimo:
1. 
2. 
3. 
4. 
5. 
1 Gerenciamento de tecnologias
Diz respeito a:
 
qualidade da imagem;
manutenção preventiva;
condições de uso;
testes de constância;
instrumentos calibrados.
2
Gerenciamento de processos
Diz respeito a:
 
profissional legalizado;
técnicas usadas;
acompanhantes;
protocolos/Normas;
conhecimento do POP.
3
Gerenciamento de riscos
Diz respeito a:
 
comitê de gerenciamento;
revisão sistemática;
recomendações.
Gerenciamento de tecnologias
O gerenciamento de tecnologias exige que padrões de qualidade de imagem sejam implementados e, além da
manutenção periódica, a garantia de que os equipamentos estejam operando dentro das condições de uso
estabelecidas nessa Resolução e demais normativas aplicáveis e de acordo com as especificações dos
fabricantes. 
Se os parâmetros de funcionamento dos equipamentos não estiverem de acordo com a RDC nº 330/2019 e
demais normativas aplicáveis, o responsável legal pelo serviço deve: 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
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• 
• 
• 
• 
• 
• 
Para garantia de qualidade segura e periódica, os serviços devem realizar testes de aceitação e constância,
manutenções preventivas e corretivas, além de manter os relatórios e laudos arquivados no serviço. 
Para complementar a Resolução, foram emitidas em maio/2021 Instruções Normativas para cada modalidade
em especial, disciplinando os testes de controle de qualidade.
Instruções Normativas
IN 90 – Radiografia médica convencional;IN 91 – Fluoroscopia e radiologia intervencionista;IN 92 –
Mamografia;IN 93 – Tomografia Computadorizada;IN 94 – Radiologia odontológica extraoral;IN 95 –
Radiologia odontológica intraoral;IN 96 – Ultrassom diagnóstico e intervencionista;IN 97 – Ressonância
Magnética.
Gerenciamento de processos
O Gerenciamento de processos pode ser dividido da seguinte maneira: 
A parte de gerenciamento de processos busca direcionar sua atenção à rotina de atendimento, tais como:
Técnicas e equipamentos adequados
As técnicas e os equipamentos são adequados ao procedimento radiológico em questão? Exemplo:
Se você for realizar um exame de mamografia, o equipamento tem que ser um mamógrafo e não um
aparelho de radiologia convencional. Deve-se usar um filme correto para mama e não um filme de
raios X convencional. 
Implementação das regras
O serviço deveelaborar e executar todas as regras (normas, protocolos, rotinas e procedimentos
operacionais) para todas as atividades executadas no serviço. O documento com todas as regras,
normas, protocolos e procedimentos deve ser minuciosamente executado no dia a dia. 
Suspender ou permitir o uso emergencial 
Suspender a utilização do equipamento ou
permitir o uso em situações apenas
emergenciais, com a aprovação e liberação
do supervisor de Proteção Radiológica.
Buscar solução para uso seguro 
Buscar imediatamente solução para
que o equipamento volte a operar com
a segurança adequada.
Atribuições da equipe
O responsável por elaborar e implementar todas as regras é o responsável legal ou alguém designado
por ele, desde que tenha formação e habilitação para exercer tal função. O responsável legal é quem
assina pelo serviço e pode, por exemplo, delegar funções ao profissional habilitado como o supervisor
de proteção radiológica. 
Gestão de acompanhantes e comunicação com a equipe
O serviço tem a obrigação de verificar se toda a equipe tem conhecimento e se estão cumprindo
adequadamente as normas, os protocolos e procedimentos operacionais estabelecidos. Exemplo:
você foi contratado para atuar no serviço de radiologia: o responsável pelo serviço lhe apresentou o
documento em que constam todas as regras daquele serviço? Sua rotina de trabalho é baseada no
seu conhecimento apenas ou, além disso, segue fielmente as regras impostas pelo serviço, baseadas
nas resoluções normativas?
Acesso a documentação
O documento deve ser escrito em linguagem acessível a todos os profissionais que compõem a
equipe, além de fácil acesso e com atualização conforme necessidade do serviço. Você sabe onde
encontrar o documento com as regras, protocolos, normas e procedimentos operacionais de maneira
rápida e prática, caso haja necessidade? Existe algum item, parágrafo ou frase que não consegue
interpretar?
Gerenciamento de riscos
Todo serviço deve instituir um comitê de gerenciamento de riscos, contendo os itens pontuados no esquema
a seguir:
O comitê deve ser integrado pelos seguintes responsáveis: técnicos, tecnólogos, equipe de enfermagem,
supervisor de proteção radiológica e ao menos um membro representante legal do serviço. O comitê tem as
seguintes funções:
Reunir periodicamente (mensalmente ou a cada dois meses – a depender da demanda do serviço) para
revisar sistematicamente como estão os seguintes programas: Educação Permanente, Garantia da
Qualidade e Proteção Radiológica. Essa revisão é obrigatória e sistemática, havendo ou não alguma
irregularidade ou emergência. Exemplos de itens revistos e questionados: Qual a proporção de exames
• 
que estão sendo repetidos? Por quê? É necessário verificar se está havendo falhas e corrigi-las.
 
Recomendar medidas cabíveis na melhoria contínua do gerenciamento de riscos, do uso das
tecnologias e dos processos de trabalho existentes (RDC 330, 2019, art. 39). Atualizar-se sobre novas
recomendações, publicações recentes sobre tecnologias e melhorias, entre outras. Dialogar com toda a
equipe sobre a viabilidade e necessidade em implementar no serviço.
 
Documentar e detalhar toda investigação, como: as causas das possíveis falhas de equipamentos,
quais erros humanos, se houve ou não descumprimento das normas em vigor, execução das ações
preventivas e corretivas identificadas durante as investigações, notificações à autoridade sanitária
competente das situações previstas nas normativas aplicáveis.
Gerenciamento de documentos
Toda documentação referente aos serviços de radiologia deve garantir rastreabilidade, ou seja, qualquer e
toda documentação deve ser arquivada, em local seguro, por pelo menos 5 anos, para efeitos de vigilância
sanitária. 
De acordo com a RDC nº 330/2019 (art. 17), além dos exigidos nas demais normativas para funcionamento
correto do serviço, alguns são obrigatórios pela ANVISA e devem estar atualizados e disponíveis, são eles:
Projeto Básico de Arquitetura
Projeto Básico de Arquitetura e memorial descritivo aprovados.
Registro de procedimentos
Registros de todos os procedimentos realizados: normas, rotinas, protocolos, procedimentos
operacionais.
Inventário de produtos
Inventário dos produtos sujeitos a regime de vigilância sanitária e proteção radiológica.
Relação de integrantes da equipe
Relação nominal de toda a equipe, suas atribuições, qualificações e cargas horárias.
Assentamentos
Assentamentos que evidenciem a execução de PEP, PGQ e PR.
Requisitos necessários para desativação dos serviços ou de
equipamentos que emitem radiação ionizante
São eles: 
• 
• 
Desativação do serviço
Em caso de necessidade de desativação do serviço, o representante legal deve comunicar e informar
previamente à autoridade sanitária competente o destino e a guarda de todos os arquivos, bem como
todos os equipamentos, acessórios e assentamentos.
Equipamentos
Em casos de desativação de equipamentos, o representante legal do serviço deve comunicar
formalmente por escrito e com solicitação de baixa de responsabilidade, bem como o destino do
equipamento à autoridade sanitária competente.
Atenção
O descarte do equipamento pode ser feito pelo próprio serviço e, caso o serviço opte por isso, algumas
providências deverão ser adotadas, tais como: Comunicar por escrito, antes de efetuar o descarte, à
autoridade sanitária competente.O equipamento deve ser completamente desabilitado, ou seja, a
produção de radiação ionizante passa a ser impossível.Todos os símbolos indicadores de radiação
ionizante devem ser removidos. 
Programa de Proteção Radiológica (PPR)
Todo serviço deve implementar um Programa de Proteção Radiológica (PPR) que contemple, no mínimo, os
itens listados a seguir:
Princípios gerais
Dentre eles, encontram-se:
seleção da técnica;
equipamento/acessório;
qualidade;
níveis de referência;
gravidez;
dosimetria IOE.
Medidas de prevenção 
Referem-se a:
avaliação contínua;
sinalização;
classificação.
Medidas de controle 
Referem-se a:
PGQ;
Normas e rotina;
EPI.
Medidas de vigilância 
Referem-se a:
níveis de exposição;
monitoração IOE;
assentamentos;
uso de dosímetro IOE;
investigação de casos.
Assim como na norma CNEN 3.01/2014, a RDC 330/2019 traz como princípio básico o tripé da proteção
radiológica, em que “todos os procedimentos realizados devam contemplar os princípios da justificação, da 
otimização, da limitação da dose e inclui o princípio da prevenção de acidentes”. 
• 
• 
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• 
Paciente sendo preparado para um exame radiológico.
Os princípios da justificação, otimização e limitação de dose estão descritos no item “requisitos básicos de
proteção radiológica”, da norma da CNEN. 
Medidas de controle
Para que as medidas de controle, visando à proteção radiológica tanto de trabalhadores quanto de público
sejam efetivas, é importante que além da criação e implementação de um PPR, sejam implementados e
executados rotineiramente todas as normas vigentes, os protocolos, as rotinas, os procedimentos
operacionais e equipamentos que permitam a utilização das radiações ionizantes com qualidade e segurança
no serviço. 
Exposição ocupacional dos IOE (Indivíduo Ocupacionalmente Exposto)
De acordo com a RDC nº 330/2019, os profissionais devem observar os seguintes quesitos:
Equipamentos de proteção individuais e coletivos
Usar equipamentos de proteção individuais e coletivos com atenuação compatível a pelo menos
0,25mm-Pb, além de monitoração individual (dosímetro pessoal), durante sua jornada de trabalho e
enquanto permanecer em área controlada.
Exposição ocupacional da mulher
Em caso de gravidez, notificar tão logo seja constatada. A profissional deve notificar ao responsável
legal para que suas condições de trabalho sejam revistas de forma a atender a norma vigente. 
Menores de idade
Para menores de 18 anos fica proibido operar ou manusear equipamentos de fontes que emitem
radiação ionizante. 
As exposições decorrentes de todas as suas práticas devem ser controladasde modo que não
excedam os limites de dose estabelecidos pela CNEN.
Pacientes
Quando submetidos a exames radiológicos, se for
necessário durante o procedimento permanecerem próximo
à fonte em até 5cm ou se estiverem expostos diretamente
no feixe primário de radiação, devem ter seus órgãos mais
radiossensíveis – como gônadas, cristalino e tireoide –
protegidos com material equivalente de chumbo para
atenuar a radiação. A espessura obrigatória é de, pelo
menos, o equivalente a 0,5mm de chumbo (0,5mmPb).
Em exames odontológicos intraorais, é necessária uma
blindagem de, pelo menos, o equivalente a 0,25mm de
chumbo (0,25mmPb).
A presença de acompanhante durante os procedimentos radiológicos somente é permitida se for
imprescindível, devendo-se, neste caso, utilizar a vestimenta plumbífera compatível com o tipo de
procedimento radiológico, com a energia da radiação, e com atenuação maior ou igual a 0,25mm-Pb.
 
• 
• 
• 
As exposições normais decorrentes de todas as práticas devem ser restringidas a fim de não exceder
os limites de dose estabelecidos pela CNEN.
Medidas de prevenção
Conforme disposto na RDC nº 330/2019, as medidas de prevenção incluem avaliação contínua das condições
de trabalho no que tange à proteção radiológica; e a classificação dos ambientes em áreas livres,
supervisionadas ou controladas, além da sinalização adequada, restrições de acesso e apenas equipamentos
indispensáveis em áreas controladas, da seguinte maneira: 
Áreas controladas
Devem possuir barreiras físicas com blindagem.
Áreas supervisionadas
Com reavaliações regulares das condições de
exposições ocupacionais.
Áreas livres
Qualquer área que não seja classificada como
área controlada.
Na sala de exames e na(s) porta(s) de acesso devem constar a seguinte informação: 
I. Paciente, exija e use corretamente vestimenta plumbífera.
 
II. Só é permitida a permanência de acompanhantes na sala durante o procedimento se estritamente
necessário e autorizado, devendo o acompanhante usar vestimenta plumbífera para sua proteção.
 
II. Nesta sala pode permanecer somente 1 (um) paciente de cada vez.
 
IV. Mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez: informem ao médico ou ao técnico antes do exame.
Recomendação
Os serviços devem adotar medidas de vigilância e monitoramento, ou seja, devem ficar atentos aos
limites de exposições estabelecidos por normas, além de monitorar se os profissionais estão usando os
dosímetros adequadamente. No caso de as doses atingirem ou excederem os níveis de investigação
estabelecidos pela CNEN, o responsável legal do serviço deve providenciar investigação. 
Levantamento radiométrico
Um levantamento radiométrico constitui-se de uma avaliação ou de medições dos níveis de radiação nas
áreas de uma instalação, tanto controladas quanto adjacentes. 
O levantamento radiométrico deve ser realizado a cada quatro anos ou em períodos menores, nos casos de
“modificações na infraestrutura, nos equipamentos ou nos processos de trabalho que influenciem as medidas
de proteção radiológica do serviço” (RDC 330, 2019, art. 64).
• 
Levantamento radiométrico
Devem constar no levantamento radiométrico: - Croquis da instalação e vizinhanças (o rascunho/
desenho da sala e vizinhanças permanecem os mesmos?). - Identificação dos equipamentos de raios X e
tubos. - Descrição da instrumentação utilizada, da calibração, dos fatores de operação utilizados no
levantamento, da carga de trabalho máxima semanal estimada e os fatores de uso (parâmetros
necessários para cálculo de blindagem e verificação se o previsto coincide com a prática). - Leituras
realizadas em pontos dentro e fora da área controlada. - Estimativa dos equivalentes de dose ambiental
anuais nos pontos de medida.
Vejamos as atribuições e responsabilidades do:
1
Responsável legal
Garantir a segurança, qualidade dos processos e proteção das pessoas.
2
Todos os membros da equipe
“I - estar ciente do conteúdo da RDC 330/2019, dos riscos associados ao seu trabalho, das normas,
rotinas, dos protocolos, procedimentos operacionais relacionados ao seu trabalho, e de suas
responsabilidades na proteção dos pacientes, de si mesmo e de outros; II - executar suas atividades
conforme as normas, rotinas, protocolos e procedimentos operacionais estabelecidos; IX - notificar à
autoridade sanitária descumprimento das normas” (RDC 330, 2019, art. 23).
Proibições e restrições
Somente profissionais legalmente habilitados para o exercício ou em treinamento sob supervisão direta do
profissional legalmente habilitado podem operar e manusear equipamentos que emitem radiação ionizante.
A RDC nº 330/2019 (arts. 81 e 82) proibe alguns tipos de exposições aos raios X, quando não justificadas.
Exposições aos raios X
- Demonstração ou treinamento, se esse for o único objetivo. - Fins empregatícios ou periciais. -
Procedimentos simultâneos em equipamentos distintos, em uma mesma sala. - Rotinas de tórax, para
fins de internação hospitalar, exceto quando houver justificativa no contexto clínico, considerando-se
possíveis métodos alternativos. - Procedimentos em domicílio, exceto quando for inaceitável remover o
paciente. - Segurar com as mãos os dispositivos de registro de imagem durante a exposição, exceto em
radiologia intraoral. - A utilização de equipamentos de raios X com tubo alimentado por gerador de alta
tensão autorretificado ou com retificação de meia onda, exceto equipamentos de radiologia intraoral. -
Processamento manual de filmes, exceto em radiologia intraoral ou em condições temporárias para
atendimentos de urgência ou emergência.
Os serviços complementares e suplementares, como aqueles que realizam os procedimentos por meio de
comando remoto ou telerradiologia, devem:
I. Dispor de infraestrutura tecnológica apropriada ao: armazenamento, manuseio, transmissão,
confidencialidade e privacidade dos dados.
 
II. Garantir a ética, qualidade, segurança e eficácia do processo radiológico.
 
II. Fornecer acesso a estudos e relatórios anteriores, além de qualquer outra informação clínica adicional
necessária para o procedimento.
 
IV. Assegurar os direitos do paciente à informação e termo de consentimento assinado para a transmissão dos
dados.
 
V. Garantir as características técnicas e compatibilidade das estações remotas de trabalho, além de manter
documentos comprobatórios do cumprimento dos requisitos dispostos nesta Resolução e nas demais
normativas aplicáveis a essas estações.
Resolução RDC nº 330/2019 da ANVISA
Acompanhe a seguir os princípios básicos que regem a Resolução RDC nº 330/2019 da ANVISA. Vamos lá!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Classificação de áreas
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Programa de Garantia de Qualidade (PGQ)
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Verificando o aprendizado
Questão 1
(Adaptada de: INSTITUTO AOCP - Prefeitura de João Pessoa - Técnico em Radiologia - 2021) O conceito e
atuação de levantamento radiométrico é de extrema importância nos serviços de radiologia, de acordo com a
RDC ANVISA 330/2019. Assinale a alternativa que descreve corretamente o conceito e atuação de
levantamento radiométrico.
A
Avaliação rotineira dos parâmetros técnicos e de desempenho de instrumentos e equipamentos de
determinada instalação.
B
Conjunto de medidas e verificações realizadas após a montagem do equipamento na sala, para atestar a
conformidade com as características de projeto e de desempenho declaradas pelo fabricante.
C
Teste para confirmar que o equipamento, quando operado como desejado, fornece imagem com a qualidade
requerida, mediante a menor dose possível para o paciente.
D
Consiste nas medições dos níveis de radiação nas áreas controladas e adjacentes a uma instalação. Os
resultados devem ser expressos para as condições de carga de trabalho máxima semanal e fatores de uso.
EConsiste nas medições dos níveis de radiação nas áreas controladas de uma instalação, realizados
mensalmente. Os resultados devem ser expressos para as condições de carga de trabalho máxima e fatores
de uso.
A alternativa D está correta.
De acordo com a Resolução RDC 330/2019, os itens que incluem a definição de levantamento radiométrico
são as medições dos níveis de radiação nas áreas controladas e áreas adjacentes da instalação, devendo-
se considerar as condições de carga de trabalho máxima semanal e os fatores de uso.
Questão 2
De acordo com a Resolução - RDC ANVISA 330/2019 sobre restrições e proibições, assinale a alternativa
correta.
A
É permitido exames radiológicos para fins empregatícios ou periciais.
B
Fica proibida qualquer exposição que não possa ser justificada.
C
É permitida a realização simultânea de procedimentos radiológicos em equipamentos distintos e na mesma
sala, desde que permitido pelo responsável legal.
D
Fica permitido exames radiológicos em domicílio, exceto quando for inaceitável remover o paciente.
E
Fica permitido processamento manual de filmes.
A alternativa B está correta.
Qualquer exposição à radiação ionizante que não possa ser justificada, é proibida, incluindo todos os itens
das demais alternativas.
3. NCRP e as funções e princípios de radioproteção
Congressos internacionais de radiologia
“As raízes do Conselho Nacional de Medições e Proteção Radiológica remontam de 1928 e estão intimamente
relacionadas à formação da Comissão Internacional de Proteção Radiológica (do inglês: International
Commission on Radiological Protection – ICRP.) em julho daquele mesmo ano” (TAYLOR, 2002, p. 29, tradução
livre).
Conselho Nacional de Medições e Proteção Radiológica
Do inglês: The National Council on Radiation Protection and Measurements – NCRP. 
O primeiro Congresso Internacional de Radiologia (ICR), posteriormente denominado de ICRU, foi organizado
em 1925 em Londres, Inglaterra. Durante essa reunião, representantes de vários países se reuniram e
defenderam a necessidade de desenvolver uma técnica para medir as exposições dos raios X médicos.
Congresso Internacional de Radiologia
Do inglês: International Commission on Radiation Units and Measurements. 
Com a possibilidade de formar uma organização internacional de proteção
radiológica, o segundo Congresso Internacional de Radiologia, antes de se
reunir em Estocolmo, em julho de 1928, convidou vários países a enviarem
representantes ao Congresso com o objetivo de discutir problemas de
proteção e possivelmente preparar algumas recomendações iniciais de
proteção contra os raios X.
(TAYLOR, 2002, p. 29, tradução livre)
Saiba mais
Foi acordado, no segundo Congresso Internacional de Radiologia, a criação de dois comitês
internacionais: ICRU e ICRP. Um ano depois, em 1929, ficou decidida a criação de uma equipe americana
para medição de radiação, o Comitê Consultivo em Raios X e Proteção de Rádio, denominada
posteriormente de Conselho Nacional de Medições e Proteção Radiológica (NCRP) (TAYLOR, 2002). 
NCRP - Missão e estrutura atual
“O Conselho Nacional de Medições e Proteção Radiológica (NCRP) busca formular e disseminar amplamente,
tanto as informações, quanto orientações e recomendações sobre proteção e medições de radiação que
representem o consenso do pensamento científico de ponta. 
A missão do CNRP também abrange a responsabilidade de facilitar e estimular a cooperação entre as
organizações, preocupadas com os aspectos científicos e relacionados à proteção radiológica e medições. 
O NCRP operava originalmente como uma associação informal de cientistas que buscava disponibilizar
informações e recomendações sobre proteção e medições de radiação” (NCRP, 2015). 
“Mais de 30 relatórios importantes foram produzidos durante o período inicial da história do NCRP, incluindo a
primeira recomendação especificando um nível máximo permitido de exposição” (NCRP, 2019).
“Com o grande aumento no uso de radiação que ocorreu nas décadas de 1940 e 1950, o programa do NCRP
se expandiu significativamente para atender às novas necessidades e, posteriormente, foi reconhecido que a
continuação do modo informal de operação era inadequada. Como resultado, o NCRP foi reorganizado e
licenciado pelo Congresso dos EUA em 1964 como Conselho Nacional de Proteção e Medições de Radiação
(NCRP).”
A Carta do Conselho (Lei Pública 88-376) estabelece seus objetivos.
Carta do Conselho (Lei Pública 88-376)
“Para: coletar, analisar, desenvolver e divulgar no interesse público informações e recomendações
sobre:I. Proteção radiológica e medições, grandezas e unidades de radiação.II. Fornecer um meio pelo
qual, as organizações envolvidas com os aspectos científicos e relacionados à proteção radiológica e as
grandezas, unidades e medições de radiação possam cooperar para a utilização eficaz de seus recursos
combinados e para estimular o trabalho de tais organizações.III. Desenvolver conceitos básicos sobre
grandezas, unidades e medições de radiação, sobre a aplicação desses conceitos e sobre proteção
radiológica.IV. Cooperar com a ICRP, o Conselho Federal de Radiação, a ICRU e outras organizações
nacionais e internacionais, governamentais e privadas, preocupadas com grandezas, unidades e
medições de radiação e com proteção radiológica”. 
Deve-se notar que embora a Carta reconheça a importância e o caráter nacional do NCRP, ela não
torna o Conselho um órgão governamental; é uma empresa privada. Além disso, a Carta não dá
direito ao Conselho de verbas do Congresso. O NCRP é uma organização de serviço público não
governamental, sem fins lucrativos, e tem o status de órgão educacional e científico isento de
impostos.
O Conselho trata tanto da radiação não ionizante quanto da radiação ionizante e produziu mais de 150
relatórios científicos. Aproximadamente três a seis relatórios são produzidos a cada ano, e mais de 1,5 milhão
de cópias das publicações do NCRP foram distribuídas. Além disso, a reunião anual, aberta à comunidade
científica e ao público, aborda, a cada ano, uma questão científica oportuna” (NCRP, 2015).
No NCRP on-line, é possível visualizar todos os relatórios, seus sumários, bem como os valores de cada um. 
As informações abaixo são das publicações mais recentes do NCRP on-line em 2020. Foram publicados dois
relatórios científicos e dois comentários sobre: Material Radioativo presentes na natureza e doses dos IOE
com foco nos pulmões.
1Comentário nº 29
Material Radioativo de Ocorrência Natural (NORM) e NORM Tecnologicamente Aprimorado (TENORM)
da Indústria de Petróleo e Gás (2020):
"O objetivo deste Comentário é revisar as práticas associadas aos métodos contemporâneos de
exploração e produção de petróleo e gás que têm potenciais preocupações radiológicas; avaliar o
status histórico e atual das regulamentações pertinentes à gestão de NORM/TENORM na indústria de
petróleo e gás; e recomendar as áreas temáticas para desenvolvimento em um futuro relatório
abrangente do Conselho Nacional de Proteção e Medições de Radiação (NCRP)."
2
Comentário nº 30
Uso de dados de monitoração pessoal para derivar doses de órgãos dos trabalhadores de radiação
médica, com foco no pulmão (2020):
"O objetivo deste Comentário é descrever uma abordagem ideal para o uso de dados de
monitoração pessoal para estimar as doses de pulmão e outros órgãos."
3
Relatório nº 185
Avaliação e comunicação dos riscos de radiação para estudos envolvendo seres humanos:
orientação para pesquisadores e conselhos de revisão institucional (2020): 
"A extensão do conhecimento sobre radiação ionizante em geral, radiação envolvida em
procedimentos médicos e os potenciais efeitos adversos da radiação variam substancialmente entre
os membros do público e dentro da comunidade médica."
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Relatório nº 186
Abordagens para a integração de informações da radiobiologia e epidemiologia para melhorar a
avaliação de risco à saúde em baixas doses (2020):
"O objetivo geral deste relatório é fornecer subsídios para o desenvolvimento de modelos de dose-
respostade base biológica para cânceres induzidos por radiação e doenças circulatórias que usam
vias de resultados adversos e abordagem de eventos-chave para fornecer parâmetros para esses
modelos."
“O trabalho do NCRP tem um impacto significativo em quase todas as atividades nos Estados Unidos que
utilizam radiação. As recomendações do Conselho são importantes para os usuários de radiação – médicos,
industriais e governamentais; ao público em geral; e a outros grupos estaduais, nacionais e internacionais
preocupados com questões de radiação. 
As recomendações promulgadas pelo Conselho, fornecem a base científica para os esforços de proteção
radiológica em todo o país. Indivíduos e organizações industriais que empregam fontes de radiação recorrem
a essas recomendações para ter certeza de que seus equipamentos e práticas incorporam os mais recentes
conceitos de proteção. Grupos não governamentais preocupados em melhorar os esforços de proteção e
divulgar informações sobre proteção radiológica buscam orientação no Conselho” (NCRP, 2015). 
O número de organizações colaboradoras, de membros, comitês, conselhos, entre outras funções que
compõem a estrutura da instituição, estão representados na imagem a seguir (NCRP, 2015). 
Esquematização da estrutura atual do NCRP.
A maior parte do trabalho do NCRP é realizada por meio de seus comitês científicos (SC). Os SCs são
organizados em comitês de área de programa (PACs) ou comitês consultivos que ajudam a identificar
questões e tópicos importantes de proteção contra radiação, para os quais um relatório de um SC composto
de especialistas no assunto seria de valor relevante. 
Esses comitês incluem PACs de 1 a 7, além de um painel consultivo sobre radiação não ionizante, conforme
ilustrado abaixo.
Painel Consultivo
“As principais funções do Painel Consultivo são: - Analisar os mecanismos de interação da radiação não
ionizante com os sistemas biológicos, incluindo humanos. - Identificar as respostas biológicas e os
efeitos potenciais à saúde humana. As avaliações são feitas tanto de aspectos teóricos, dosimetria e
avaliação da exposição de humanos à radiação não ionizante, bem como de procedimentos para mitigar
a exposição em ambientes públicos e ocupacionais. As recomendações também são estabelecidas
sobre os níveis de exposição aceitáveis para radiação não ionizante em ambientes ocupacionais,
médicos e públicos” (NCRP, 2015).
Resumo dos PACs que compõem o NCRP.
NCRP - O começo
“A primeira reunião do comitê foi realizada em setembro de 1929, durante a reunião anual da American
Roentgen Ray Society. Como primeiro objetivo, o comitê empreendeu a preparação de recomendações sobre
proteção dos raios X. Estes foram publicados em 16 de maio de 1931, como National Bureau of Standards
Handbook. 
O próximo esforço foi direcionado para a preparação de recomendações sobre proteções de rádio e o primeiro
manual sobre proteção de rádio foi publicado em 17 de março de 1934. 
Logo após a publicação sobre Proteção dos Raios X, desenvolvimentos muito rápidos foram feitos no campo
de raios X; em 1934 ou 1935, reconheceu-se que este manual teria de ser revisado e as recomendações
revisadas foram publicadas em julho de 1936. 
É interessante notar que neste manual apareceu pela primeira vez a recomendação de um nível de exposição
permissível específico (então chamado de dose de tolerância) de radiação, permitido para a exposição
ocupacional. O valor recomendado foi de 0,1 roentgen/dia” (TAYLOR, 2002, p. 30-31, tradução livre). 
Este valor (limite) foi baseado como limite para a ausência de dano observável, pois acreditava-se
que o dano observável era o mais imediato, ou seja, a produção de eritema cutâneo. 
“Este nível de exposição permitido permaneceu em vigor por 12 anos e foi utilizado pelo Distrito de Manhattan
em suas operações. Posteriormente, foi alterado como resultado da ação do NCRP por volta de 1948. A
revisão do manual sobre proteção contra rádio foi realizada em seguida e o novo manual foi publicado em 25
de agosto de 1938. Esses dois manuais foram aceitos neste país como os principais guias de proteção dos
raios X e as radiações do rádio. Conforme observado acima, eles também foram os principais guias neste
campo para o projeto Manhattan. 
Durante os anos de guerra, não houve atividade formal por parte do Comitê Consultivo. Durante esse tempo,
entretanto, a maioria dos membros do Comitê Consultivo foi atraída para o programa do Distrito de Manhattan
e foi em grande parte por meio de seus esforços que os regulamentos de segurança uniformes prevaleceram
durante aquele período. 
Durante as primeiras atividades, era costume que o comitê inteiro trabalhasse em conjunto no
desenvolvimento de recomendações de proteção. Quando concluídas, as recomendações eram submetidas,
por meio de seus respectivos representantes, às organizações participantes para anotação e aprovação. A
aprovação formal geralmente era dada em uma das reuniões regulares de negócios das sociedades. 
Em setembro de 1946, uma reunião informal do Comitê Consultivo foi realizada para discutir a extensa revisão
necessária nas recomendações de proteção de raios X. Nessa reunião, foi apontado que os problemas de
proteção haviam se tornado muito complexos para permitir seu estudo e solução. 
A primeira reunião normal pós-guerra do Comitê foi realizada em 4 de dezembro de 1946. Na agenda, foi
assinalado que novos dados se tornassem disponíveis desde a emissão das recomendações sobre proteção
de raios X, e que muitos novos problemas de proteção surgiram com a rápida expansão no campo de radiação
(proteção contra nêutrons, raios X de mega voltagem, isótopos radioativos etc.). Foi sugerido que o escopo do
trabalho fosse definido; e que se considerasse a organização em pequenos grupos de trabalho para tratar de
cada um dos problemas, devendo seus relatórios completos ser submetidos à aprovação do comitê” (TAYLOR,
2002, p. 31, tradução livre). 
A reorganização
“Discussões nesse sentido foram realizadas na reunião de 4 de dezembro de 1946 e, como resultado, foi
acordado que o Comitê deveria ser substancialmente ampliado e reorganizado. Ao mesmo tempo, considerou-
se que o nome do Comitê deveria ser mais inclusivo e, portanto, foi renomeado como Comitê Nacional de
Proteção Radiológica. O National Bureau of Standards foi reafirmado como a agência central de coordenação
para o trabalho do Comitê; o patrocínio de uma agência imparcial foi considerado particularmente vantajoso
em vista dos vários tipos de organizações participantes (sociedades radiológicas, indústria, governo e a
possível inclusão de grupos industriais e trabalhistas). 
Na reorganização, os seguintes subcomitês foram criados: 
Dose permitida de fontes externas.
 
Dose permitida de fontes internas.
 
Raios X até 2MeV.
 
Partículas ionizantes pesadas (nêutrons, prótons e partículas mais pesadas).
 
Elétrons, rádio e raios X acima de 2MeV.
 
Isótopos radioativos, produtos de fissão, incluindo seu manuseio e descarte.
 
Métodos e instrumentos de monitoração.” (TAYLOR, 2002, p. 32, tradução livre).
Curiosidade
Vejamos algumas informações relevantes sobre o Comitê Nacional de Proteção Radiológica: “Quinze
relatórios foram publicados entre 1946 e 1958; foi formado em 1959, o ‘Conselho Federal de Radiação’
para fornecer uma política federal sobre a exposição humana à radiação; ‘as recomendações do Comitê
receberam ampla aceitação nos Estados Unidos’; os Relatórios do Comitê, números 13 (1954), 17 (1954),
18 (1955) e 22 (1959) foram citados como base para os guias de Proteção Radiológica; os relatórios
publicados nos primeiros anos do Conselho, após a formação em 1964 do NCRP, foram influentes na
prática da proteção radiológica e levaram ao uso seguro de materiais radioativos e dispositivos
produtores de radiação. Estas recomendações incluíram proteção para: pesquisa e instituições
educacionais, práticas médicas e especificação e design de blindagem para instalações de aceleradores
de megavoltagem de raios X gama” (KASE, 2015). 
NCRP esuas funções no Brasil e no mundo
Está na hora de conhecermos as funções e os princípios da Proteção Radiológica preconizados pelo Conselho
Nacional de Medições e Proteção Radiológica (NCRP). Vamos lá!
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Gerenciamento de riscos
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NCRP- Missão e estrutura atual
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Verificando o aprendizado
Questão 1
O Conselho Nacional de Medições e Proteção Radiológica (NCRP) é uma corporação sem fins lucrativos
licenciada em 1964 para:
 
I. Obter, analisar, desenvolver e divulgar informações e recomendações sobre proteção radiológica, grandezas
e unidades e medições.
 
II. Fornecer um meio pelo qual as organizações interessadas possam cooperar para a utilização eficaz e
segura das radiações.
 
III. Fazer recomendações no que tange apenas às radiações ionizantes.
 
Assinale a alternativa correta.
A
Somente II e III são verdadeiras.
B
Somente I e II são verdadeiras.
C
Somente II é verdadeira.
D
Somente I é verdadeira.
E
Somente III é verdadeira.
A alternativa B está correta.
O item III está incorreto, pois o Conselho Nacional de Medições e Proteção Radiológica (NCRP) faz
recomendações tanto para radiação não ionizante como para a radiação ionizante.
Questão 2
O Conselho Nacional de Medições e Proteção Radiológica (NCRP) foi fundado no Estados Unidos com o
objetivo de oferecer informações precisas e recomendações apropriadas para proteção radiológica. Assinale a
alternativa que corresponda corretamente ao nome de origem e ano em que foi fundado o NCRP,
respectivamente.
A
Comitê Consultivo em Raios X e Proteção de Rádio; foi estabelecido em 1925.
B
Conselho Consultivo em Raios X e Proteção de Rádio; foi estabelecido em 1929.
C
Comitê Consultivo em Raios X e Proteção de Rádio; foi estabelecido em 1928.
D
Conselho Nacional de Medições e Proteção Radiológica; foi estabelecido em 1929.
E
Comitê Consultivo em Raios X e Proteção de Rádio; foi estabelecido em 1929.
A alternativa E está correta.
No segundo Congresso Internacional de Radiologia (ICR-2), dois comitês internacionais foram fundados, o
ICRU e ICRP. Em 1929, um ano depois da fundação do ICU e ICRP, ficou decidido a criação de uma equipe
americana, o Comitê Consultivo em Raios X e Proteção de Rádio.
4. Conclusão
Considerações finais
“A proteção radiológica visa à utilização da radiação ionizante para benefício público, mas buscando sempre
proteger o ser humano e o ecossistema de possíveis efeitos indesejáveis. Para isso, a proteção radiológica é
sustentada por três pilares: justificação, otimização e limitação de dose individual” (CASTRO LUZ; SÁ;
DELGADO, 2018). 
De acordo com Castro Luz, Sá e Delgado (2018) o uso seguro da radiação ionizante é regido por limites de
exposição de públicos e ocupacionais, além da monitoração individual dos trabalhadores. Esses limites são
baseados em recomendações internacionais da IAEA (Agência Internacional de Energia Atômica), ICRP
(Comissão Internacional de Proteção Radiológica), ICRU (Comissão Internacional de Unidades e Medições em
Radiação), além de padrões nacionais, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Comissão
Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e o Conselho Nacional de Medições e Proteção Radiológica (NCRP) do
Estados Unidos. 
No Brasil, existe um número expressivo de profissionais que trabalham com radiações ionizantes tanto em
área médica, indústria, pesquisa, agricultura como em tantas outras, e a proteção radiológica deve atender às
exigências de diversos órgãos governamentais, sendo os principais ANVISA e CNEN. 
As normas da CNEN e ANVISA orientam e atribuem responsabilidades aos responsáveis finais pelo uso e
controle de fontes de radiação ou equipamentos que emitem radiação ionizante, além de uma rigorosa
fiscalização. 
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Para concluir este estudo, ouça e aprenda mais sobre os requisitos de segurança radiológica e nuclear.
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Leia na íntegra a Instrução Normativa n° 55, de 20 de dezembro de 2019 (Sistemas de tomografia
computadorizada médica).
Leia na íntegra as Posições Regulatórias (PR) das Diretrizes Básicas de Proteção Radiológica, CNEN NN 3.01,
disponíveis no site da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
Todas as informações sobre o Conselho Nacional de Proteção Radiológica e Medições (NCRP) estão
disponíveis no site do NCRP on-line.
Referências
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. ANVISA. Radiodiagnóstico médico: desempenho de
equipamentos e segurança. Brasília, 2005.
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. ANVISA. Resolução RDC nº 330, de 20 de dezembro de
2019. Brasília, 2019.
CASTRO LUZ, C. P. V.; SÁ, L. V.; DELGADO, J. U. Radiological protection and certification for medical
professionals in Brazil. Brazilian Journal of Radiation Sciences, v. 6, n. 2B, 2018.
COMISSÃO NACIONAL DE ENERGIA NUCLEAR. CNEN. Medida provisória nº 1.049, de 14 de maio de 2021.
Brasília, 2021.
COMISSÃO NACIONAL DE ENERGIA NUCLEAR. CNEN. Norma CNEN NN 3.01. Diretrizes básicas de proteção
radiológica, Resolução CNEN 164/14, Março 2014.
COMISSÃO NACIONAL DE ENERGIA NUCLEAR. CNEN. Norma CNEN NN 3.01. Diretrizes básicas de proteção
radiológica, Posição Regulatória 3.01/012. p. 7.
KASE, K. R. The Influence of NCRP on Radiation Protection in The U.S.: Regulation and Guidance. Twelfth
Annual Warren K. Sinclair Keynote Address. NCRP on-line. Publicado em: 16 mar. 2015.
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA. MME. MP cria Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN). [on-line]
Publicado em: 18 maio 2021.
NATIONAL COUNCIL ON RADIATION PROTECTION AND MEASUREMENTS. NCRP. Mission. [on-line] Última
atualização em: 25 maio 2015.
NATIONAL COUNCIL ON RADIATION PROTECTION AND MEASUREMENTS. NCRP. NCRP Council Member
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NATIONAL COUNCIL ON RADIATION PROTECTION AND MEASUREMENTS. NCRP. Commentary No. 29 –
Naturally Occurring Radioactive Material (NORM) and Technologically Enhanced NORM (TENORM) from the Oil
and Gas Industry. [on-line] 2020a. Consultado em: 29 set. 2021.
NATIONAL COUNCIL ON RADIATION PROTECTION AND MEASUREMENTS. NCRP. Commentary No. 30 – Using
Personal Monitoring Data to Derive Organ Doses for Medical Radiation Workers, with a Focus on Lung. [on-
line] 2020b. Consultado em: 29 set. 2021.
NATIONAL COUNCIL ON RADIATION PROTECTION AND MEASUREMENTS. NCRP. Report No. 185 – Evaluating
and Communicating Radiation Risks for Studies Involving Human Subjects: Guidance for Researchers and
Institutional Review Boards. [on-line] 2020c. Consultado em: 29 set. 2021.
NATIONAL COUNCIL ON RADIATION PROTECTION AND MEASUREMENTS. NCRP. Report No. 186 –
Approaches for Integrating Information from Radiation Biology and Epidemiology to Enhance Low-Dose Health
Risk Assessment. [on-line] 2020d. Consultado em: 29 set. 2021.
SINCLAIR, W. K. Radiation protection recommendations on dose limits: The role on the NCRP and the ICRP and
future developments. In: International Journal of Radiation Oncology Biology Physics, vol. 31, Issue 2, p. 6, 15
January 1995.
TAYLOR, L. S. Brief History of The National Committee on Radiation Protection and Measurements (NCRP)
Covering the Period 1929-1946. Health Physics, v. 82, n. 6, 2002.
	Normas
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. Norma NN 3.01 da CNEN
	Norma NN 3.01
	Objetivo
	Campo de aplicação
	Responsabilidades gerais em práticas e intervenções
	Titular
	Empregador
	Requisitos para práticas
	Requisito fundamental
	Requisitos gerais
	Requisitos administrativos
	Requisitos básicos de proteção radiológica
	Requisitos de gestão
	Verificação de proteção radiológica
	Primeiro
	Segundo
	Terceiro
	Exposição ocupacional
	Equipe do serviço
	Pessoas

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