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1. Qual a relação entre as condições habitacionais do paciente e os seus sintomas?
· O paciente vive em uma zona rural, sem rede de esgoto e com abastecimento de água de poço, o que aumenta o risco de contaminações e infecções devido à falta de saneamento básico. Esse ambiente pode facilitar a exposição a patógenos e está relacionado a condições que podem agravar doenças como a hanseníase, que exige condições de higiene adequadas para prevenção.
2. O que é DM2 e quais características o paciente deve apresentar para o diagnóstico?
· Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma condição caracterizada pela resistência à insulina e consequente hiperglicemia crônica. Para o diagnóstico, o paciente precisa apresentar:
· Glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL em duas ocasiões.
· Glicemia ≥ 200 mg/dL após 2h de um teste de tolerância oral à glicose.
· Hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5%.
· Glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL em um paciente com sintomas de hiperglicemia.
3. Sobre a metformina, quais as características farmacológicas e farmacocinéticas?
· Farmacologia: A metformina diminui a produção hepática de glicose e aumenta a sensibilidade periférica à insulina.
· Farmacocinética: Absorção intestinal lenta; atinge pico plasmático em 2-3h; excreção renal sem metabolização hepática significativa. A meia-vida é de 4-6 horas, o que permite sua administração duas vezes ao dia.
4. Quais os riscos trazidos para o paciente por não seguir a dieta rigorosamente (para DM2)?
· A falta de adesão à dieta pode resultar em hiperglicemia crônica, complicações micro e macrovasculares (como neuropatia diabética, nefropatia e retinopatia), além de um aumento de risco cardiovascular que, em conjunto com a hipertensão, agrava o prognóstico geral do paciente.
5. O que é HAS e qual a sua fisiopatologia?
· Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é caracterizada por níveis persistentemente elevados de pressão arterial. A fisiopatologia envolve uma combinação de resistência vascular periférica aumentada e mecanismos que elevam o volume sanguíneo, como a ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona e alterações na função dos vasos sanguíneos e dos rins.
6. Características farmacológicas da losartana, farmacocinética, farmacodinâmica e relevância para o quadro do paciente
· Farmacologia: Losartana é um antagonista dos receptores de angiotensina II do subtipo 1 (AT1), usado para o tratamento da hipertensão. Atua bloqueando a ação da angiotensina II nos receptores AT1, o que resulta em vasodilatação e redução da pressão arterial. Também reduz a secreção de aldosterona, diminuindo a retenção de sódio e água.
· Farmacocinética:
· Absorção oral rápida com biodisponibilidade de aproximadamente 33%.
· Metabolizada no fígado pelo citocromo P450, transformando-se em um metabólito ativo (E-3174), que contribui para o efeito anti-hipertensivo.
· Meia-vida de 2 horas para a losartana e de 6 a 9 horas para o metabólito ativo, permitindo uma dosagem única diária.
· Farmacodinâmica:
· Reduz a resistência vascular periférica, facilitando o controle da pressão arterial.
· Atua diretamente no sistema renina-angiotensina-aldosterona, fundamental na regulação da pressão arterial.
Relevância para o Paciente: O uso da losartana é essencial para controlar a pressão arterial do paciente e diminuir riscos cardiovasculares adicionais, já que a HAS pode agravar a progressão da DM2 e contribuir para o desenvolvimento de complicações associadas à hanseníase, como a neuropatia periférica.
De que maneira fisiopatologica o descontrole da pressão arterial e da DM2 contribuem para complicações associadas a hanseniase, como a neuropatia periferica? 
Na hanseníase, o descontrole da pressão arterial (HAS) e da diabetes mellitus tipo 2 (DM2) aumentam as chances e agravam as manifestações de neuropatia periférica devido a mecanismos fisiopatológicos interligados que contribuem para o dano aos nervos.
Relação Fisiopatológica da HAS e DM2 com Complicações Neuropáticas na Hanseníase
1. DM2 e Neuropatia Periférica
· A hiperglicemia crônica da DM2 leva à glicação das proteínas estruturais dos vasos sanguíneos e das fibras nervosas. Esse processo, conhecido como glicação avançada (AGEs), causa:
· Espessamento das paredes dos vasos sanguíneos, reduzindo o suprimento de oxigênio e nutrientes aos nervos.
· Dano direto às células nervosas, prejudicando a condução do impulso nervoso.
· Perda de mielina nas fibras nervosas, o que compromete ainda mais a função neuronal.
· Esse processo agrava a neuropatia periférica associada à hanseníase, já que o M. leprae também destrói a mielina e prejudica a integridade dos nervos.
2. HAS e Microvasculatura
· A hipertensão não controlada provoca microangiopatia, afetando pequenos vasos que irrigam os nervos periféricos (vasa nervorum), levando a:
· Redução do fluxo sanguíneo nos nervos, o que priva as células nervosas de nutrientes e oxigênio essenciais.
· Isquemia nervosa, exacerbando o dano causado pela hanseníase nos nervos periféricos.
· A perda de irrigação nos nervos diminui a capacidade regenerativa e aumenta a inflamação, piorando sintomas de dormência, formigamento e dor neuropática.
3. Interação com a Hanseníase
· A hanseníase já causa inflamação crônica e granulomas nos nervos, o que agrava o dano estrutural. Quando associada ao efeito tóxico da hiperglicemia e ao estresse vascular da hipertensão, ocorre:
· Progressão acelerada da neuropatia, pois tanto o M. leprae quanto a DM2 e a HAS comprometem o ambiente vascular e nervoso.
· Maior risco de ulcerações e infecções nos membros inferiores, pois a combinação de neuropatia hansênica com neuropatia diabética dificulta a percepção de lesões nos pés e a resposta imunológica.
Essas condições, quando não controladas, aumentam significativamente o risco de complicações graves, como amputações e deformidades, devido ao impacto combinado na função nervosa e na capacidade de regeneração tecidual. Portanto, o controle rigoroso da pressão arterial e da glicemia é fundamental para minimizar esses riscos e melhorar o prognóstico.
7. Como os antecedentes familiares impactam na vida desse paciente?
Com um histórico familiar de DM2 e HAS, o paciente tem uma predisposição genética que pode agravar essas condições. Além disso, o histórico de infarto do pai aumenta o risco de complicações cardiovasculares.
8. Impactos trazidos pelos hábitos de vida do paciente
· Alimentação inadequada e inatividade física contribuem para o mau controle da DM2 e HAS. O consumo ocasional de álcool pode afetar a função hepática, prejudicando ainda mais o controle metabólico.
9. Como realizar um exame físico da hanseníase? Quais características fisiopatológicas buscar, tipos de hanseníase e exames/ testes relevantes?
· Exame físico: 
O exame físico para diagnosticar hanseníase é um exame dermatoneurológico que envolve a inspeção da pele e a avaliação da sensibilidade e dos nervos periféricos. O exame deve ser realizado em um local com boa iluminação e deve incluir: 
· Inspeção da pele para identificar lesões, manchas brancas ou avermelhadas, caroços e placas 
· Teste de sensibilidade térmica, dolorosa e tátil em locais suspeitos Buscar manchas hipopigmentadas, eritematosas ou acastanhadas, com perda de sensibilidade ao toque, temperatura e dor. Testar a perda de sensibilidade com monofilamento ou algodão para toque leve e picada de agulha para dor.
· Verificação de alopécia e anidrose - A alopecia (queda de pelos) e a anidrose (ausência de suor) nas lesões hansênicas são sinais indicativos de que a infecção pelo Mycobacterium leprae atingiu a inervação autonômica da pele.
· Inspeção dos membros inferiores para verificar sinais de comprometimento dos nervos, Avaliação dos nervos periféricos: Procurar espessamento dos nervos (principalmente ulnar e fibular) e realizar teste de força muscular para identificar neuropatia. Procurar sinais como perda de dor, dormência, perda de força, inchaço, ressecamento, calosidades, fissuras, ferimentos, úlceras, cicatrizes, reabsorções ósseas, atrofias musculares 
· Observação da marcha do paciente,danos a nervos - A hanseníase afeta a marcha por meio da neuropatia periférica sensitivo-motora
· Exame dos olhos, pois a hanseníase pode causar falta de visão – pode afetar nervo facial, paciente não fecha o olho completamente, gera lesões. Pode afetar trigêmeo (sensibilidade córnea e conjuntiva). O uso de corticoides e a inflamação ocular crônica pode levar a catarata secundária. Em casos graves e avançados afeta nervo óptico.
· Inspeção do interior dos calçados do paciente 
Além do exame físico, existem outros métodos para diagnosticar a hanseníase, como o teste rápido de sangue e a baciloscopia. 
· Avaliação dos nervos periféricos: Procurar espessamento dos nervos (principalmente ulnar e fibular) e realizar teste de força muscular para identificar neuropatia.
· Características Fisiopatológicas:
· A hanseníase causa lesão nos nervos periféricos e perda de sensibilidade devido à resposta inflamatória ao Mycobacterium leprae.
· Classificação dos Tipos de Hanseníase:
A hanseníase pode ser classificada de acordo com a classificação de Madri, que divide a doença em quatro tipos:
· Hanseníase indeterminada
Estágio inicial da doença, com até cinco manchas sem comprometimento neural
· Hanseníase tuberculoide
Manchas ou placas bem definidas, com até cinco lesões e um nervo comprometido
· Hanseníase dimorfa
Manchas e placas com mais de cinco lesões, com comprometimento de dois ou mais nervos
· Hanseníase virchowiana
Forma mais disseminada da doença, com dificuldade para separar a pele normal da danificada 
A hanseníase também pode ser classificada de acordo com o número de áreas da pele afetadas:
· Paucibacilar: Até cinco lesões na pele sem detecção de bactéria
· Multibacilar: Seis ou mais lesões na pele, detecção de bactéria nas amostras das lesões ou ambos 
A hanseníase pode ser classificada em três graus de incapacidade física: Zero (sem incapacidades), 1 (presença de incapacidades decorrentes do acometimento neural), 2 (presença de incapacidades e deformidades físicas). 
· Testes e Exames:
Baciloscopia: Pesquisa de bacilos em raspado dérmico das lesões.
· Ultrassonografia de nervos: Avaliação do espessamento e do edema nos nervos afetados.
· ML Flow: Teste sorológico para confirmar o diagnóstico em contatos próximos.
10. Qual a fisiopatologia da hanseníase?
· A hanseníase é causada pelo Mycobacterium leprae, que ataca a pele e os nervos periféricos, levando à inflamação crônica. A resposta imunológica inadequada contribui para a lesão dos tecidos, resultando em perda de sensibilidade e atrofia muscular.
11. Riscos trazidos pela hanseníase em pessoas com DM2 e HAS
· DM2: A neuropatia diabética pode somar-se à neuropatia hansênica, aumentando o risco de lesões e infecções.
HAS: Complica a resposta imunológica e dificulta o controle de infecções, além de aumentar o risco de problemas cardiovasculares associados.
12. Hemograma e relação com a sintomatologia do paciente
· O hemograma dentro dos limites normais indica ausência de infecção ativa grave ou anemia, o que é comum na hanseníase estável.
13. O que é baciloscopia e suas características?
· Baciloscopia é a identificação de bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR) no raspado dérmico, ajudando a classificar a hanseníase como multibacilar ou paucibacilar.
14. Ultrassonografia dos nervos periféricos e suas características
· Avalia o espessamento e edema dos nervos afetados, identificando alterações focais e ajudando a monitorar a progressão da neuropatia.
15. Relacionar os achados do teste de função renal com a sintomatologia do paciente 
· Função renal dentro da normalidade descarta nefropatia associada ao DM2 ou HAS como causa dos sintomas neuropáticos.
16. Por 
que o filho teve que fazer o teste de ML Flow?
Para verificar se houve transmissão de hanseníase e identificar uma infecção precoce, pois a hanseníase tem período de incubação longo e é contagiosa em contatos próximos.
17. Qual a relação da vacina da BCG com a hanseníase?
· A BCG oferece proteção parcial contra hanseníase, reduzindo o risco de infecção em contatos próximos e agravamento em indivíduos infectados.
18. Características farmacológicas da PQT
· Rifampicina: Bactericida contra M. leprae.
· Dapsona: Bacteriostático que atua no metabolismo do ácido fólico.
· Clofazimina: Anti-inflamatório e antimicrobiano, que

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