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Legislação Trabalhista

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Unidade 3
LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E NORMAS DE SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO
Aula 1
LEGISLAÇÃO TRABALHISTA
Videoaula: Legislação trabalhista
Videoaula: Legislação
trabalhista
Disciplina
LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
Olá, aluno! No vídeo resumo da matéria abordaremos o que
é legislação trabalhista e qual é sua importância, bem como
abordaremos a evolução histórica dos direitos trabalhistas,
percorrendo o contexto histórico britânico até chegarmos à
atualidade brasileira do tema. 
Ponto de Partida
Ponto de Partida
A legislação trabalhista existe para garantir os direitos
básicos do trabalhador e evitar a exploração da mão de obra
por parte dos empregadores. Essa legislação é a barreira de
proteção do trabalhador. Contudo, até a legislação
trabalhista chegar ao patamar em que se encontra hoje,
foram anos de luta, desenvolvimento e adaptação. Se
pensarmos bem, há pouco mais de 100 anos, a escravidão
ainda existia no Brasil e, mesmo durante o século XIX, foram
muitos anos de luta para garantir que os trabalhadores
tivessem direitos trabalhistas básicos garantidos, como o
salário mínimo, a jornada de trabalho limite de 44 horas
semanais e até mesmo o direito a descanso remunerado. 
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
Para entendermos, de fato, o direito trabalhista como um
todo, precisamos estudar primeiramente a origem da
legislação trabalhista e observar o que motivou as lutas por
esses direitos, que é exatamente o que abordaremos nesta
unidade de ensino, ao longo da qual passaremos pela
importância e pelo conceito da legislação trabalhista bem
como pela evolução histórica do tema. 
Então, vamos lá? Bons estudos!  
Vamos Começar!
Vamos Começar!
O sistema de leis brasileiro dispõe de uma série de
regulamentações legais sobre diferentes temas: temos o
código penal para tratar dos crimes e das penas, o código de
defesa do consumidor para tratar de demandas entre
empresas e consumidores, a Constituição Federal, que
garante os direitos fundamentais e a democracia, etc. 
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
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Tendo todos esses códigos, não poderia faltar um que
regulasse as relações de trabalho e todas as suas nuances. A
legislação trabalhista se configura, portanto, como o
conjunto de regras e princípios que regulamentam as
relações de trabalho. 
Assim, qualquer relação de trabalho deve levar em
consideração todas as disposições previstas na CLT
(Consolidação das Leis do Trabalho) em todos os seus
aspectos, como: salários, demissões, contratações,
equipamentos de segurança, sindicatos, alterações
contratuais, etc. 
Dessa forma, a legislação trabalhista existe para proteger o
empregado e seus direitos, mas também para expor seus
deveres; além disso, explicita para o empregador quais são
seus deveres e os limites de sua atuação no vínculo
empregatício. 
É importante apontar que a legislação trabalhista não se
resume apenas à lei em si embora esse seja um equívoco
muito comum. A legislação trabalhista como um todo
engloba súmulas, jurisprudências e convenções
internacionais sobre o direito do trabalho. 
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
Súmulas: trata-se de um pequeno resumo que contém o
entendimento dos Tribunais Superiores sobre diferentes
temas. 
Jurisprudência: entendimento dos Tribunais Superiores
sobre os temas trabalhistas alcançados através de
debates em tribunais e de análises das leis. 
Convenções internacionais sobre o direito do trabalho:
conjunto de determinações alcançadas através de um
debate internacional que visa proteger os trabalhadores
e garantir que seus direitos sejam alcançados na relação
de trabalho. 
Convenções coletivas dos sindicatos: ato jurídico
realizado entre sindicatos de empregadores e de
empregados para estabelecer regras nas relações de
trabalho em todo o âmbito das respectivas categorias. 
A CLT nasceu no ano de 1943 através do Decreto-Lei nº 5.452
durante o governo do ex-presidente Getúlio Vargas. O
objetivo das normas trabalhistas, desde seu nascimento,
sempre foi proteger os trabalhadores nas relações
trabalhistas, uma vez que o empregador possui muito poder
de “negociação” nas relações de trabalho. 
Imaginemos que não existisse uma legislação trabalhista que
garantisse o direito dos trabalhadores. Será que os
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empregadores ofereceriam um salário mínimo justo?
Existiria um direito geral de férias para descanso? Ao menos
existiria um depósito de fundos para aposentadoria ou
regulamentação para fazer demissões? 
A resposta para as perguntas acima parece bem clara. Fato é
que a CLT protege a classe trabalhadora e delimita seus
direitos e deveres, de forma que, se os deveres trabalhistas
forem cumpridos, nenhum abuso será cometido pelos
empregadores, garantindo assim a proteção das relações de
trabalho. 
Diante disso, observa-se a importância de se estudar a fundo
a legislação trabalhista e seus aspectos fundamentais, que é
o que faremos durante nossa jornada de estudos. Para que
isso aconteça, é preciso estabelecer como base o conceito de
que a legislação trabalhista existe para garantir os direitos
trabalhistas e como uma forma de evitar abusos nas
relações de trabalho, sendo um compilado de todas essas
normas regulamentadoras. 
Agora que entendemos o que é a legislação trabalhista,
vamos conhecer um pouco de seu desenvolvimento histórico
no bloco a seguir. 
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
Siga em Frente...
Siga em Frente...
Agora que já entendemos o conceito geral de legislação
trabalhista, vamos entender o caminho que que ela trilhou
até chegar ao que entendemos hoje como Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT). Para compreendermos bem esse
percurso, é preciso que voltemos um pouco no tempo, mais
precisamente até o século XVIII, na Inglaterra. 
Nas terras britânicas, no século XVIII, ocorreu a conhecida
Revolução Industrial, que nada mais é do que o momento
histórico marcado pelo avanço da tecnologia de forma
exponencial, o que fez com que o capitalismo como um todo
crescesse e o volume de trabalho aumentasse muito para
suprir a demanda desse novo modelo. 
Com esse avanço tecnológico e com a necessidade de os
empregadores terem cada vez mais empregados, chegou-se
a uma situação crítica: havia muitos trabalhadores que
exerciam suas funções em péssimas condições e recebiam
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salários baixíssimos, criando uma insatisfação de grandes
proporções entre eles. 
O anseio por mudanças na forma de trabalho e no
surgimento de uma legislação trabalhista forte veio do fato
de que, na fase pré-Revolução Industrial (Idade Média), ainda
existia a figura literal do escravo, ou seja, comercializavam-se
pessoas, às quais não era assegurado qualquer tipo de
direito ou garantia, já que eram vistas apenas como objetos.
Com a chegada da Revolução Industrial, os trabalhadores
passaram a buscar seus direitos e não mais trabalhar em
situações análogas à escravidão, de forma que, nesse
momento de revolução, foi quando ocorreram as famosas
lutas sindicais por direitos, greves de operários, pressão dos
trabalhadores frente a seus empregadores, etc. 
Nesse momento a pressão foi tanta que efetivamente foi
necessária a instituição jurídica de leis básicas de proteção
ao trabalhador, que versavam sobre questões como tempo
máximo de trabalho, salários mínimos, descanso e afins. 
De acordo com o professor Amauri Nascimento: “As
primeiras leis trabalhistas, na Europa, foram motivadas pela
necessidade de coibir os abusos perpetrados contra o
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proletariado e, mais diretamente, a exploração do trabalho
dos menores e das mulheres” (NASCIMENTO, 2013, p. 334). 
Partindo desses acontecimentos e durante o século XIX, o
direito trabalhista evoluiu consideravelmente até que
chegou ao Brasil. Na verdade, a preocupação com os
trabalhadores começou no Brasil após o ano de 1888, com a
abolição da escravatura, porém ainda era muito cedo para
dizer que já existia umalegislação trabalhista, pois foi
apenas no ano de 1900 que começaram a surgir alguns
textos normativos regulando pequenos pontos de proteção
ao trabalhador, mas nada consistente. 
Foi no século XX que a legislação trabalhista realmente
começou a avançar, ocorrendo o nascimento do
Departamento do Trabalho, em 1918, e do Conselho
Nacional do Trabalho, em 1923. E foi somente em 1934 que
os direitos trabalhistas foram incluídos na nossa
Constituição Federal, que passou a prever alguns direitos
como liberdade sindical e salário mínimo, momento histórico
da legislação trabalhista brasileira (SILVA NETO, 2010). 
Após essa grande vitória, a legislação trabalhista foi sendo
cada vez mais incrementada, de modo que foram a ela
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acrescidos direitos como férias, jornadas de trabalho
menores, fundos de garantia, verbas rescisórias, etc. 
Por fim, o momento que marcou ainda mais o avanço da
legislação trabalhista no Brasil foi a expansão dos direitos
trabalhistas na Constituição Federal de 1988, a qual
continuou expandindo os direitos trabalhistas e fez com que
essa evolução continuasse até os dias atuais. 
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Como estudamos no bloco anterior, a evolução histórica da
legislação trabalhista no Brasil passou por diversas fases até
que chegasse à atualidade. Tivemos a abolição da escravidão
em 1888, a criação das primeiras normas esparsas em 1900
e a formação de órgãos de proteção ao trabalhador até
1943, momento em que a primeira Consolidação das Leis do
Trabalho surgiu. 
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
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Após esse grande marco histórico em 1943, a legislação
trabalhista continuou a se desenvolver, tendo como alicerce
a necessidade de garantir que os trabalhadores não fossem
explorados pelos empregadores e pudessem ter uma
“igualdade” frente a esses mesmos empregadores, uma vez
que, como os chefes e donos de empresa detêm o poder de
contratar e desligar funcionários, se as proteções
trabalhistas deixassem de existir, seria uma carta branca
para voltarmos ao período de exploração da mão de obra. 
Na Constituição de 1988, foram incluídas mais garantias ao
trabalhador e a CLT foi atualizada para melhorar ainda mais
a qualidade de vida dos trabalhadores. A mudança mais
expressiva que podemos citar foi a limitação da jornada de
trabalho a 44 horas semanais. 
Com base nesse contexto histórico, imagine se a legislação
trabalhista não tivesse alcançando tais patamares de
evolução. Como seria a vida dos trabalhadores hoje,
considerando que vivemos em uma das fases mais fortes do
capitalismo de toda a história? Imagine se não houvesse
limite de horas trabalhadas ou se não existisse um salário
mínimo, um pagamento de fundo de garantia, um
pagamento de INSS (Instituto Nacional do Seguro Social),
uma previsão de férias anuais ou proteções a um
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desligamento sem justa causa de forma livre e desonerada
ao empregador. 
Todas as situações mencionadas eram realidade para os
trabalhadores do passado, e atualmente é impossível para
nós sequer pensarmos em situações assim, visto que os
direitos trabalhistas foram absorvidos pela sociedade e hoje
garantem que os empregados não sejam explorados de
forma indiscriminada pelos donos de grandes empresas. 
Você, aluno, que trabalha com carteira assinada, consegue
se imaginar nas condições citadas anteriormente? Consegue
se imaginar sem horário para almoçar, sem finais de
semana, sem férias ou sem um salário mínimo? Ou ainda em
uma situação na qual seu empregador acorda de mau
humor e simplesmente o desliga da empresa, e você tem de
sair de lá sem qualquer direito a verbas após o
desligamento, ficando literalmente com “uma mão na frente
e outra atrás”? 
A legislação trabalhista é o que protege a sociedade
trabalhadora e garante a qualidade de vida dos empregados
em seu ambiente de trabalho. 
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Existem, obviamente, aqueles que são contrários a essas
garantias, como os grandes empresários, aliás, você já deve
ter escutado a famosa frase “os direitos trabalhistas mais
atrapalham do que ajudam, as empresas pagam quase três
vezes o valor que pagam ao funcionário só para seguir a lei;
se não a tivéssemos, seria muito melhor, pois o trabalhador
poderia negociar melhores condições com o empregador”. 
Essa frase, embora muito popular, está equivocada em sua
totalidade. Ora, há pouco mais de 100 anos não havia leis
trabalhistas e a escravidão foi o resultado; durante a
Revolução Industrial, pessoas trabalhavam dias inteiros sem
descanso ou pausa, recebiam migalhas e, se discordassem
de qualquer coisa, eram desligados, incluindo menores de
idade e mulheres grávidas. Esses são apenas alguns dos
motivos pelos quais podemos ver, na prática, os benefícios
dos direitos trabalhistas. 
Saiba mais
Saiba mais
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
A fim de entender exatamente qual era o contexto histórico
vivido, na época da Revolução Industrial, pelos trabalhadores
e como a luta pelos direitos trabalhistas começou em solo
britânico, que serviu de alicerce para a legislação trabalhista
brasileira, assista ao filme Germinal, de 1993, que aborda
exatamente esse contexto de luta pelos direitos trabalhistas. 
Referências
Referências
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República
Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da
República, [2020]. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituica
o.htm. Acesso em: 31 jan. 2023. 
 BRASIL. Decreto-Lei nº 5.452, de 1 de maio de 1943. Aprova
a consolidação das leis do trabalho. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-
lei/del5452.htm. Acesso em: 1 fev. 2023. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm
 CASTRO, B. R. L. A Evolução histórica do Direito do Trabalho
no Mundo e no Brasil. Jusbrasil, [S. l.], 2014. Disponível em:
https://brunnalotife.jusbrasil.com.br/artigos/111925458/a-
evolucao-historica-do-direito-do-trabalho-no-mundo-e-no-
brasil. Acesso em: 1 fev. 2023. 
 DELGADO, M. G. Curso de Direito do Trabalho. 10. ed. São
Paulo: LTR, 2013. 
 GERMINAL, Direção: Claude Berri. Produção de Claude Berri,
Pierre Grunstein, Bodo Scriba. França: Pathé, 1993. DVD. 
 HOBSBAWM, E. J. A Era das Revoluções: 1789-1848. Rio de
Janeiro: Paz e Terra, 2014. 
SILVA NETO, Manoel Jorge. Curso de direito constitucional.
8.ed. Rio de Janeiro: Lumen júris, 2013. 
 NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Curso de Direito do
Trabalho. 28. ed. São Paulo: Saraiva. 2013. 
 MARX, K. O Capital. Livro I – Crítica da economia política: o
processo de produção do capital. Tradução Rubens Enderle.
São Paulo: Boitempo, 2013. 
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https://brunnalotife.jusbrasil.com.br/artigos/111925458/a-evolucao-historica-do-direito-do-trabalho-no-mundo-e-no-brasil
https://brunnalotife.jusbrasil.com.br/artigos/111925458/a-evolucao-historica-do-direito-do-trabalho-no-mundo-e-no-brasil
https://brunnalotife.jusbrasil.com.br/artigos/111925458/a-evolucao-historica-do-direito-do-trabalho-no-mundo-e-no-brasil
Aula 2
CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO (CLT)
Videoaula: Contextualização das normas de saúde e segurança do trabalho
Videoaula:
Contextualização das
normas de saúde e
segurança do trabalho
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
Olá, aluno! No vídeo resumo da matéria, abordaremos o que
são os conceitos de segurança e saúde do trabalho e qual é a
importância das questões atintes a essas áreas. O objetivo
disso é compreender a evolução histórica delas desde seu
início, em solo britânico, até seu desenvolvimento em
território brasileiro.  
Ponto de Partida
Ponto de Partida
A legislação trabalhista existepara garantir direitos básicos
ao trabalhador e evitar a exploração da mão de obra por
parte dos empregadores. Essa legislação é a barreira de
proteção do trabalhador. Nesse contexto, a legislação
trabalhista passou a se preocupar com a saúde e a
segurança dos trabalhadores, visão que passou por uma
grande evolução histórica e que foi desde as preocupações
com o trabalho infantil até a isonomia entre os
trabalhadores. 
Para entendermos todo esse caminho, é fundamental
compreendermos o contexto histórico em que essa
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
preocupação surgiu e como se desenvolveu desde seu início
em solo britânico com a Revolução Industrial até chegar ao
Brasil no período posterior à escravidão. 
Então, vamos lá? Bons estudos! 
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Após os estudos da última aula, entendemos que a
legislação trabalhista existe para garantir direitos básicos ao
empregado e evitar a exploração da mão de obra por parte
do empregador. Dentro dessa legislação trabalhista, mais
precisamente na CLT, temos um capítulo específico sobre
questões referentes à saúde e à segurança no trabalho. 
Nesse contexto, a legislação trabalhista prevê normas gerais
e específicas referentes à proteção do trabalhador em
ambiente de trabalho bem como ao auxílio do empregador
para a manutenção da saúde do trabalhador. 
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
Quando tratamos de questões de saúde e segurança do
trabalho, temos uma gama muito grande de normas,
disposições legais e jurisprudências sobre o tema, motivo
pelo qual abordaremos apenas alguns dos pontos mais
importantes do tema a fim de abrir as portas para o
aprofundamento nele e para a compreensão do significado
dessas disposições. 
Primeiramente, é imperioso compreender que grande parte
das disposições de saúde e segurança do trabalho se
encontram nas Normas Regulamentadoras (NR), que nada
mais são do que disposições e procedimentos técnicos que
se relacionam diretamente com a saúde e a segurança do
trabalho. 
A NR que abordaremos neste bloco é a NR 1, que trata das
disposições gerais do tema, as quais devem
obrigatoriamente ser seguidas pelos empregados e
empregadores. A primeira obrigação do empregador quando
contrata um funcionário é especificar, de forma clara e
objetiva, quais são os riscos da função a ser exercida, quais
são as medidas preventivas de acidentes que a empresa
possui e a obrigatoriedade de fornecer todos os exames e
laudos médicos aos quais os trabalhadores forem
submetidos conforme disposto no ponto 1.4.1 da NR 1. 
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
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Nessa mesma norma, podemos observar outra disposição
importantíssima que coloca de forma clara que o
empregador deve ter um plano de proteção ao trabalhador
em ambiente de trabalho bem como um planejamento por
escrito e aprovado por uma organização interna para
fornecer boas condições de trabalho e garantir que o
funcionário não tenha sua saúde prejudicada no ambiente
de trabalho. 
Outra parte importante das obrigações que o empregador
tem com seus funcionários é a capacitação deles para
exercer suas funções especificamente no ambiente de
trabalho de contratação. Diante disso, é um dever realizar a
capacitação desde estagiários até gerentes da empresa. 
Uma das questões fundamentais constante na NR é a
obrigatoriedade de o empregador fornecer e fiscalizar o uso
dos equipamentos de segurança ao trabalhador para que
possa exercer seu trabalho. A título exemplificativo,
podemos imaginar um eletricista que, obrigatoriamente,
deve ter capacete, roupas de segurança específicas e
materiais específicos, bem como um treinamento para
realização do trabalho. 
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
Observando essas regras gerais, fica claro que o grande
objetivo das normas reguladoras é garantir um ambiente de
trabalho seguro e sadio aos trabalhadores, permitindo que
cada um dos empregados possa ter acesso à saúde e a
condições de trabalho saudáveis, preservando, assim, sua
integridade física e mental. 
Siga em Frente...
Siga em Frente...
As normas que dispõem sobre a saúde e a segurança do
trabalho passaram a ser uma preocupação jurídica durante o
período da Revolução Industrial. Como já estudamos na aula
anterior, esse marco histórico deu início às grandes
preocupações trabalhistas devido às reivindicações e lutas
da classe trabalhadora. 
Durante o século XIX, as condições de trabalho tiveram de
ser melhoradas, uma vez que, durante esse período, as
condições às quais o trabalhador era submetido eram tão
precárias que, quando ocorriam mortes em minas de carvão,
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
a pessoa era simplesmente retirada e substituída como se
não fosse nada para o empregador. 
Essa situação passou a desagradar cada vez mais os
empregados, que precisavam trabalhar em condições
precárias e perigosas, as quais literalmente colocavam suas
vidas em alto risco a cada vez que entravam no ambiente de
trabalho. Diante das constantes revoltas dos trabalhadores,
as primeiras leis sobre saúde e segurança do trabalho foram
surgindo, mais especificamente no ano de 1802, quando foi
escrita a primeira lei, cujas normas visavam proteger a saúde
do trabalhador. Essa lei foi a Factories Act 1802 (também
conhecida como Lei da Moral e Saúde dos Aprendizes). 
A Factories Act foi aprovada pelo parlamento britânico e
trouxe disposições voltadas para crianças e mulheres e
tratou de algumas questões, como: limitação da jornada de
trabalho para “apenas” 12 horas diárias; vedação ao trabalho
infantil, que na época significava a proibição do trabalho
para crianças menores de 9 anos; obrigatoriedade de
ventilação dentro das fábricas, entre outras questões que
focaram mais especificamente na proteção de mulheres e
crianças. 
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Após essa evolução das questões de segurança trabalhista
em 1802, houve outras melhorias pontuais durante o século
XIX, como a aprovação do Labour of Children no Factories
Act de 1833, voltado para a garantia de ainda mais direitos
aos menores, ou ainda a publicação do Factories Law 1844,
que trouxe ainda mais questões essenciais aos
trabalhadores, como a obrigatoriedade de investigação de
acidentes de trabalho e proteção às mulheres grávidas no
ambiente de trabalho. 
Contudo, foi somente em 1919 que o grande avanço nas
questões de saúde e segurança do trabalho em âmbito
internacional aconteceu, pois foi criada a Organização
Internacional do Trabalho (OIT), que é voltada
exclusivamente à garantia do cumprimento das normas
gerais de segurança do trabalho em âmbito internacional de
forma a evitar o surgimento de novas situações de trabalho
precárias, trabalho escravo, condições insalubres, trabalho
infantil, etc. 
Assim, depois da criação da OIT, a comunidade internacional
passou a se movimentar e a compreender a importância de
garantir os direitos básicos ao trabalhador no que se refere à
saúde física e mental. 
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Diante desse desenvolvimento a nível internacional,
certamente o Brasil também precisaria se adaptar a essa
nova realidade internacional, que ocorreu de forma tardia se
comparada com o resto do mundo, já que, enquanto a
comunidade britânica já pensava na criação das primeiras
normas de segurança de trabalho em 1802, o Brasil só veio a
abolir a escravidão em 1888. Com isso em mente,
estudaremos, no próximo bloco, a evolução histórica das
normas de segurança de trabalho no contexto brasileiro.  
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
No contexto brasileiro, o desenvolvimento das medidas
legislativas voltadas para a segurança dos trabalhadores
ocorreu de forma bem mais lenta do que no resto do mundo
devido à tardia evolução tecnológica no Brasil. 
A título exemplificativo, se compararmos o Brasil com a Grã-
Bretanha, a legislação trabalhista referente à segurança do
trabalho teve uma diferença de mais de 70 anos entre a
criação das primeiras normas desse tema em cada um dos
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países. Enquanto na Inglaterra a Factory Law foi criada em
1802 para garantir a saúde e a segurança dos menores no
ambiente de trabalho, a primeira norma brasileira nesse
sentido só surgiu no ano de 1891, com a publicação do
Decreto nº 1.313, que tratava exclusivamente da proteção do
trabalho infantil. 
Mesmo com a instituição dessa primeira norma no fim do
século XIX, ela não foi cumprida como deveria, pois, era
prevista a existência de inspetores gerais que fiscalizassem
as fábricas, medida que só veio a ser cumprida quase 40
anos depois, em 1930. 
A próxima legislação veio apenas em 1919, com a publicação
do Decreto nº 3.724, que trouxe as primeiras questões sobre
a previdência social dos trabalhadores a fim de garantir uma
“vida pós-trabalho” embora o trabalho ainda fosse muito
precário e muitas vezes esse momento jamais ocorresse. 
Em 1943, foi quando realmente se pôde observar uma
evolução mais marcante nas disposições trabalhistas no que
concerne às relações da segurança do trabalho com o
advento da CLT, que passou a ter um capítulo próprio sobre
medicina e segurança do trabalho e a prever uma maior
atenção quanto à higiene do trabalho e à punição das
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empresas que desrespeitassem as normas trabalhistas,
tratando de forma mais séria as empresas que não
cumprissem com os deveres legislativos. 
Pode-se dizer, portanto, que a CLT de 1943 previa uma
legislação trabalhista punitiva, ou seja, visava sancionar os
empregadores que não cumprissem com a lei, mas, com o
passar dos anos, foi possível observar uma evolução ainda
maior quando a legislação trabalhista passou a tratar a
questão de segurança do trabalho de forma a prevenir a
ocorrência de violações ao invés de somente puni-las. A ideia
por trás desse avanço foi garantir a segurança e a saúde do
trabalhador em si e não apenas condenar suas violações. 
Nesse contexto histórico, podemos ver claramente o
caminho que a legislação trabalhista seguiu até alcançar seu
estado atual, o qual prevê garantias ao trabalhador, que vão
desde equipamentos de segurança obrigatórios, passando
por cursos de treinamento e supervisores das condições de
trabalho até chegar a órgãos específicos para essa
finalidade. 
Assim, é importante refletirmos sobre a importância dessas
vitórias trabalhistas e como tantos trabalhadores já sofreram
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para hoje termos o direito de trabalhar em condições
dignas. 
Saiba mais
Saiba mais
Para fim de melhor compreensão e entendimento do que foi
Factories Act e como ele influência a atualidade recomenda-
se o acesso ao site. 
Referências
Referências
BASILE, C. R. O. Direito do Trabalho – Teoria geral da
segurança e saúde. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2001. v. 27.
(Coleção Sinopses jurídicas). 
Disciplina
LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
 BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República
Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da
República, [2020]. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituica
o.htm. Acesso em: 31 jan. 2023. 
 BRASIL. Decreto-Lei nº 5.452, de 1 de maio de 1943. Aprova
a consolidação das leis do trabalho. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-
lei/del5452.htm. Acesso em: 1 fev. 2023. 
 BRASIL. Norma Regulamentadora nº 1 – Disposições gerais e
gerenciamento de riscos ocupacionais. Brasília: CNTS, [2020].
Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-
previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-
de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-
trabalho/normas-regulamentadoras/nr-01-atualizada-
2020.pdf. Acesso em: 1 fev. 2023. 
 CASTRO, B. R. L. A Evolução histórica do Direito do Trabalho
no Mundo e no Brasil. Jusbrasil, [S. l.], 2014. Disponível em:
https://brunnalotife.jusbrasil.com.br/artigos/111925458/a-
evolucao-historica-do-direito-do-trabalho-no-mundo-e-no-
brasil. Acesso em: 1 fev. 2023. 
Disciplina
LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-01-atualizada-2020.pdf
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-01-atualizada-2020.pdf
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-01-atualizada-2020.pdf
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-01-atualizada-2020.pdf
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-01-atualizada-2020.pdf
https://brunnalotife.jusbrasil.com.br/artigos/111925458/a-evolucao-historica-do-direito-do-trabalho-no-mundo-e-no-brasil
https://brunnalotife.jusbrasil.com.br/artigos/111925458/a-evolucao-historica-do-direito-do-trabalho-no-mundo-e-no-brasil
https://brunnalotife.jusbrasil.com.br/artigos/111925458/a-evolucao-historica-do-direito-do-trabalho-no-mundo-e-no-brasil
 DELGADO, M. G. Curso de Direito do Trabalho. 10. ed. São
Paulo: LTR, 2013. 
 FACTORY Act 1802. Education in England, [S. l., s. d.].
Disponível em:
http://www.educationengland.org.uk/documents/acts/1802-
factory-act.html. Acesso em: 1 fev. 2023. 
 HOBSBAWM, E. J. A Era das Revoluções: 1789-1848. Rio de
Janeiro: Paz e Terra, 2014. 
Aula 3
CONTEXTUALIZAÇÃO DAS NORMAS DE SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO
Videoaula: Contexto da legislação trabalhista na rotina do profissional
técnico
Videoaula: Contexto da
legislação trabalhista na
Disciplina
LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
http://www.educationengland.org.uk/documents/acts/1802-factory-act.html
http://www.educationengland.org.uk/documents/acts/1802-factory-act.html
rotina do profissional
técnico
Olá, aluno! No vídeo resumo da matéria, abordaremos o que
é a ética no trabalho, qual é a importância dela e como
compreender as questões éticas. Além disso, entenderemos
a prática da legislação trabalhista no contexto profissional.  
Ponto de Partida
Ponto de Partida
Disciplina
LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
A legislação trabalhista existe para garantir direitos básicos
ao trabalhador e evitar a exploração da mão de obra por
parte dos empregadores. Essa legislação é uma barreira de
proteção para o trabalhador. 
Nesse contexto é preciso entender como ela realmente é
aplicada dentro das relações de trabalho bem como quem
fiscaliza violações às normas trabalhistas e a quem se pode
recorrer quando for vítima de uma violação trabalhista. 
Ainda, é preciso entender a ética por trás dessa legislação,
como ela ocorre na prática dentro do ambiente de trabalho e
como se forma a ética profissional seguida pelos
trabalhadores e empregadores. 
Então, vamos lá? Bons estudos! 
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Disciplina
LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
Como já abordamos nas últimas aulas, a legislação
trabalhista nada mais é que o conjunto de normas que
regulam as relações de trabalho a fim de garantir os direitos
dos trabalhadores e dispor sobre os deveres dos
empregadores. Nesse contexto, é bem clara a forma como a
legislação trabalhista está presente na vida de cada pessoa,
embora muitas vezes não nos atentemos a essas disposições
tão frequentemente. 
A legislação trabalhista é a responsável por todas as
garantias que cada trabalhador possui nessa área e, muitas
vezes, o operário se esquece que tais normas só funcionam
na prática por estaremdispostas em um material escrito. 
A título exemplificativo, podemos citar o limite da jornada de
trabalho de 44 horas semanais, o que totaliza, em média,
oito horas por dia durante a semana com a extensão
máxima de duas horas extras remuneradas por dia de
trabalho. Se voltarmos um pouco no tempo, mais
precisamente ao século XIX, poderíamos ver jornadas de
trabalho de 12 e de até 16 horas diárias. 
Imaginar, mesmo que hipoteticamente, uma jornada diária
de 16 horas parece impossível hoje, mas era a realidade
Disciplina
LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
daquele momento, a qual só veio a ser mudada após
diversas lutas e com a criação da legislação trabalhista. 
Outro momento em que podemos ver a legislação
funcionando na prática é na segurança durante a atividade
profissional. Em tempos não tão remotos, os trabalhadores
não tinham preparo, equipamentos nem sequer
treinamentos básicos profissionais, ou seja, eram apenas
jogados no trabalho e, se ficassem doentes ou, até se
morressem, bastava substituí-los. Atualmente as empresas
são obrigadas a fornecer treinamentos e equipamentos de
segurança, bem como precisam garantir que seus
funcionários tenham condições mínimas de higiene no
ambiente de trabalho. 
Todas essas questões somente estão, de fato, presentes nas
empresas, nas indústrias, devido ao desenvolvimento da
legislação trabalhista ao longo dos anos. Outra questão
importante que podemos ver na prática é a possibilidade de
debater com o chefe da empresa um aumento salarial ou
acionar os sindicatos para extensão dos direitos dispostos na
convenção coletiva de trabalho, algo que era quase
impensável antigamente e poderia ser motivo de um
desligamento da empresa. 
Disciplina
LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
Nesse aspecto, podemos ver sinais dos direitos trabalhistas
durante toda a jornada de trabalho de qualquer trabalhador,
de forma que não há como existir um vínculo empregatício
legal sem seguir estritamente as normas dispostas na
legislação; e, com o costume, é fácil se esquecer da presença
dessas normas na rotina de trabalho, mas elas estão sempre
lá e são elas que permitem que o trabalhador possa laborar
de forma justa, segura e sem a exploração de seu
empregador. 
Por fim, também é importante lembrar que a legislação
trabalhista não é uma carta branca do trabalhador para
fazer o quiser, uma vez que ela também dispõe sobre os
deveres do empregado no ambiente de trabalho e sobre os
direitos dos empregadores, de forma que ambas as partes
constantes na relação de trabalho têm de cumprir os direitos
e deveres da legislação trabalhista. 
Siga em Frente...
Siga em Frente...
Disciplina
LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
Abordamos, no último capítulo, algumas questões relativas à
legislação trabalhista dentro da rotina profissional, de modo
que ficou claro como podemos vê-la funcionando. Exemplos
disso são a presença do FTGS, o depósito do INSS, os
benefícios de transporte e alimentação, o salário mínimo, a
jornada de trabalho máxima, etc. 
No entanto, a partir de tudo isso pode surgir a seguinte
pergunta: como e por que a legislação trabalhista funciona?
Essa é uma pergunta não muito simples de se responder,
mas, com base no que estudamos até o momento é
possível. 
A legislação trabalhista atual é chamada de preventiva, ou
seja, o objetivo das normas trabalhistas é garantir que os
direitos básicos dos trabalhadores não sejam violados por
seus empregadores, ou seja, é uma prevenção e um
desencorajamento ao descumprimento da norma. Significa
dizer, portanto, que a preocupação não é somente com a
punição dos empregadores infratores, mas também com a
fiscalização do cumprimento das normas de trabalho dentro
das empresas. 
As garantias mencionadas podem ser fiscalizadas por órgãos
especializados relacionados ao direito trabalhista ou podem
Disciplina
LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
ser apontadas pelos próprios funcionários. Importante
ressaltar que, diferente do que muitas pessoas pensam, a
legislação trabalhista é uma das normas que mais tem
funcionalidade prática e maior amparo judicial. 
Quando observamos a prática trabalhista, podemos ver
claramente, em cada empresa, a aplicação da norma com os
exemplos que já citamos, como empregados que recebem
ao menos o salário mínimo, têm seus benefícios garantidos e
uma limitação na jornada de trabalho. 
E quando a norma não é aplicada, o que acontece? Nesse
caso, tanto o empregador quanto alguém ciente da violação
praticada pela empresa podem notificar os órgãos
específicos, como o Ministério Público do Trabalho ou as
Superintendências Regionais do Trabalho. 
Ainda, caso seja necessário, as demandas trabalhistas
podem ser levadas para o judiciário, que possui varas
especializadas para julgar casos de violações trabalhistas. A
justiça do trabalho tende a ser pró-empregado na maioria
das vezes e corrige qualquer violação perpetrada pelas
empresas. 
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
Importante apontar que a legislação trabalhista não é
aplicada somente por meio da CLT, mas também por meio
de Normas Regulamentadoras (para saúde e segurança do
trabalho), jurisprudências e súmulas. Quando a legislação
trabalhista é atualizada, os empregadores precisam
obrigatoriamente se adaptar ou podem receber multas,
processos e pesadas fiscalizações públicas. 
Fato é que a lei trabalhista é aplicada e fiscalizada pelos
órgãos públicos do trabalho e cada empregador pode vê-la
funcionando na prática. Inclusive, a legislação trabalhista
consegue se atualizar rapidamente diante da constante
evolução das relações de trabalho, como pudemos ver
durante o período pandêmico vivido entre 2020 e 2022, em
que as empresas foram impedidas de realizar desligamentos
em massa dos funcionários e de cortar salários de forma
integral e em que tiveram de se adaptar ao trabalho home
office, direitos garantidos apenas pelos esforços da
legislação trabalhista em acompanhar as novas necessidades
do mercado. 
Dessa forma, a norma evolui e se adapta de forma célere,
garantindo que as relações de trabalho sejam protegidas e
equilibradas diante da aplicação da norma. 
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Sabe-se que a ética é uma ciência que pesquisa os princípios
e as virtudes do homem, a fim de elaborar normas e
condutas que devem ser seguidas por cada indivíduo dentro
da sociedade, de forma ordenada e justa (MAXIMIANO,
2006). 
Assim, a ética dentro das relações de trabalho é o conjunto
de normas e princípios trabalhistas aplicados e valorados no
ambiente de trabalho, ou seja, é ético não desrespeitar os
chefes ou os colegas de equipe, não prejudicar a empresa de
forma proposital, deixar de trabalhar para conversar em
ambiente de trabalho, etc. 
Essas disposições nem sempre se encontram em um texto
normativo legal, mas são uma convenção social que cada
trabalhador e cada empregador sabem devido aos costumes
e às adaptações da convivência trabalhista. Note que não é
preciso estar escrito na norma “não se deve ofender o
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
gerente da empresa nem o agredir”, pois isso acaba sendo
algo intrínseco à relação de trabalho como um todo. 
Os profissionais técnicos são especializados em áreas
especificas, o que é alcançado por meio da profissionalização
em cursos técnicos. O mercado desse profissional está em
ascensão e cada vez mais as empresas têm realizado a
contratação de profissionais especializados na área de
atuação requerida. 
Para o profissional técnico, a legislação trabalhista não é
diferente: as normas gerais previstas na CLT, as súmulas e as
normas continuam tendo a mesma validade. Dessa forma, a
ética profissional do trabalhador convencional e a do
profissional técnico não é diferente. 
A ética profissional é observada do ponto de vista prático
quando nos atentamos às ações do trabalhador no caso
concreto, ou seja, quando podemos determinar se um
trabalhador ou empregador está agindo eticamente em suas
ações concretas (ARANHA; MARTINS,2009, p. 321). 
É importante salientar que as normas são a materialização
dos valores morais que os grupos sociais buscam
exteriorizar, de modo que possuem um caráter regulatório
Disciplina
LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
obrigatório; significa dizer que, na relação de trabalho, a
ética está aplicada na norma e, quando o trabalhador tem a
ciência da norma ou da situação prática social do ambiente
de trabalho, ele tem ciência de que forma deve agir e se
portar. 
Assim, a ética é a materialização dos costumes sociais,
determinando o que pode ou não pode ser feito e, em geral,
estão dispostos em legislações próprias, embora existam
questões éticas que não precisam estar escritas para valer
ou não, que é o que chamamos de “senso comum”. 
A título exemplificativo, podemos citar algumas questões
éticas no ambiente de trabalho:  
Respeitar os colegas. 
Agir de forma cordial no ambiente de trabalho. 
Ser honesto. 
Respeitar a hierarquia empresarial. 
“Falar mal” do lugar em que trabalha. 
Obedecer às normas legais e internas da empresa. 
Trabalhar em equipe, etc. 
Observe que, muito provavelmente, você já conhecia cada
um dos tópicos e que parece bem clara a necessidade de
Disciplina
LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
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seguir cada um deles, mesmo que você não tenha lido na
CLT que eles devem ser seguidos. 
Por fim, a ética deve ser seguida tanto pelo profissional
quanto pelo empregador e, sempre que qualquer questão
ética for violada, é imperioso discutir e tentar melhorar para
manter a harmonia no ambiente de trabalho. 
Saiba mais
Saiba mais
Afim de compreender melhor a aplicação prática da
legislação trabalhista, recomenda-se a leitura dos pontos
mais importantes da própria CLT, como os referentes à
jornada de trabalho, às garantias assistenciais, aos direitos
em caso de desligamento, à segurança profissional, à ética
profissional. 
Embora pareça uma jornada difícil explorar a CLT, não há
melhor maneira de entender o que estamos abordando nas
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
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ps://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm
unidades do que buscar informações na fonte principal de
nossos estudos. 
Referências
Referências
ARANHA, M. L. de A.; MARTINS, M. H. P. Filosofando:
Introdução à Filosofia. 4 ed. São Paulo: Moderna, 2009. 
 BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República
Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da
República, [2020]. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituica
o.htm. Acesso em: 31 jan. 2023. 
 BRASIL. Decreto-Lei nº 5.452, de 1 de maio de 1943. Aprova
a consolidação das leis do trabalho. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-
lei/del5452.htm. Acesso em: 1 fev. 2023. 
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm
 DELGADO, M. G. Curso de Direito do Trabalho. 10. ed. São
Paulo: LTR, 2013. 
 ENRIQUEZ, E. Os desafios éticos nas organizações
modernas. Revista de Administração de Empresas, São
Paulo, v. 37, n. 2, p. 6-17, abr./jun. 1997. 
 MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Administração para
empreendedores: fundamentos da criação e da gestão de
novos negócios. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006 
 MOORE, G. E. Princípios Éticos. São Paulo: Abril Cultural,
1975. 
 TEIXEIRA, N. G. (org.). A ética no mundo da empresa. São
Paulo: Pioneira, 1998. 
Aula 4
CONTEXTO DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA NA ROTINA DO PROFISSIONAL TÉCNICO
Videoaula: Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)
Disciplina
LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
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Videoaula: Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT)
Olá, aluno! No vídeo resumo da matéria, abordaremos a
evolução histórica da nossa CLT, evocando seus principais
pontos e destacando os momentos fundamentais do
desenvolvimento da nossa legislação trabalhista, com ênfase
à reforma de 2017, que ainda é muito atual. 
Ponto de Partida
Disciplina
LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
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Ponto de Partida
A legislação trabalhista existe para garantir direitos básicos
ao trabalhador e evitar a exploração da mão de obra por
parte dos empregadores. Essa legislação é como uma
barreira que protege o trabalhador. Nesse contexto,
precisamos entender como surgiu e o que prevê o
documento mais importante de legislação trabalhista, a CLT. 
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é de extrema
importância para qualquer um que deseje iniciar o estudo da
legislação trabalhista, sendo preciso compreender as vitórias
e as derrotas que a legislação suportou desde a sua criação
em 1943 bem como trazer à tona as dificuldades que nossa
legislação enfrenta nos dias atuais, especialmente após a
chegada da reforma trabalhista de 2017, que acabou
prejudicando os trabalhadores e enaltecendo diversos
pontos legislativos que beneficiam os empregadores. 
Então, vamos lá? Bons estudos! 
Vamos Começar!
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
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Vamos Começar!
Conforme já abordamos nas aulas anteriores, a CLT é o
conjunto de normas que regula as relações de trabalho bem
como prevê e garante os direitos e deveres tanto para o
empregador como para o empregado. 
Nesse contexto, é claro que, após tantos anos de existência e
estando em constante desenvolvimento, a CLT teria uma
vasta extensão de disposições legais que tratam de
diferentes assuntos e especificam, de forma pormenorizada,
todos os direitos e deveres inerentes às relações
trabalhistas. 
Embora cada um dos artigos da CLT tenha sua importância,
existem artigos que precisam de destaque e de um estudo
maior por serem comuns a diferentes ramos de trabalho. 
O primeiro destaque que precisa ser feito é ao que está
disposto no art. 58, o qual prevê literalmente o limite de oito
horas diárias de trabalho nos ramos privados, salvo
disposição legal contrária expressa. Isso significa que o
trabalhador tem um limite máximo de trabalho semanal, que
não pode ser estendido, com exceção de predisposições
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
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específicas, como os regimes 12x36 das áreas da saúde ou a
extensão das oito horas por meio da prestação de serviços
em horas extras, que podem ser excedidas em, no máximo,
duas horas por dia de trabalho. 
Outro ponto de destaque da CLT é exatamente o máximo de
horas extras permitido e o valor de sua remuneração,
informação presente no art. 59 da CLT, o qual dispõe, de
forma clara, que o limite de horas extras é de duas horas por
dia e pode ser estabelecida por acordo individual, convenção
coletiva ou acordo coletivo de trabalho. A remuneração pela
hora extra deve ser pelo menos 50% maior que a hora
normal da jornada de trabalho conforme redação do § 1º do
mesmo artigo. 
As horas extras podem ser “pagas” em compensação, ou
seja, cada hora extra trabalhada vai para um banco de horas
que mais tarde pode ser utilizado para folgas ou para deixar
o trabalho mais cedo. Nesse caso, a proporção de horas é de
1 para 1. 
Outro tópico da CLT que merece atenção é o controle da
jornada de trabalho. Dispõe a lei, em seu art. 74, § 2º, que,
em ambientes de trabalho com mais de 20 funcionários, é
obrigatório o controle de entrada e saída dos funcionários. 
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
Como pontos fundamentais temos ainda registro obrigatório
em carteira em, no máximo, 48 horas após a admissão do
funcionário, conforme prevê o art. 29, § 8º da CLT e direito a
auxilio transporte e folga remunerada como disposto no art.
67. 
Por fim, outros dois tópicos que merecem atenção especial
de forma geral são as férias remuneradas e o 13º salário. As
férias devem, obrigatoriamente, ser concedidas aos
funcionários todo ano sem prejuízo de sua remuneração,
conforme dispõe o art. 129 da CLT. Já o 13º salário é uma
bonificação natalina obrigatória, paga ao funcionário em
dezembro, sendo facultado aoempregador realizar o
pagamento do importe em até duas parcelas, sendo uma em
novembro e outra em dezembro. Nesse contexto, é
imprescindível pontuar que o 13º salário é tão importante
que sua previsão se encontra disposta no art. 7º, inciso VIII
da Constituição Federal e que é proibida sua negociação até
mesmo por acordos coletivos de trabalho, conforme
disposto no art. 611-B da CLT. 
Os pontos aqui mencionados devem ser obrigatoriamente
conhecidos por todos os empregados e empregadores, pois
são os mais importantes da CLT de forma geral. 
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
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Siga em Frente...
Siga em Frente...
A legislação trabalhista passou por uma longa jornada de
desenvolvimento até que chegássemos à atualidade.
Conforme já abordamos em nossa primeira aula, a legislação
trabalhista tem início na Inglaterra, no começo do século XIX,
logo após a Revolução Industrial, tendo encontrado espaço
no Brasil somente no início do século XX. 
Após a evolução dos direitos trabalhistas no Brasil, com a
criação de normas esparsas e de alguns órgãos de proteção
de direitos trabalhistas, em 1943 foi publicada a primeira
versão da CLT durante o governo do ex-presidente Getúlio
Vargas. 
A primeira versão de nossa CLT era muito mais tímida e não
possuía uma gama tão vasta de direitos como atualmente,
mas foi, de forma incontestável, um marco para as relações
de trabalho e para o avanço do fim da exploração da mão de
obra por parte dos empregadores. 
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
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A CLT sofreu mais de 3.000 alterações desde sua criação e a
cada momento se adapta às novas realidades trabalhistas
postas na sociedade. Algumas evoluções importantes
puderam ser observadas já em 1946, apenas três anos
depois da criação da CLT, momento em que foram previstos
direitos como descanso remunerado e o direito à greve. 
Em 1962, houve a criação do 13º salário, que mais tarde viria
a se tornar uma garantia constitucional elencada no art. 7º,
inciso VIII. Logo em seguida, no ano de 1963, os
trabalhadores rurais foram incluídos na CLT, tendo,
portanto, direitos semelhantes aos trabalhadores “urbanos”
e tendo, inclusive, direito à carteira de trabalho assinada. 
Embora as evoluções tenham sido constantes, durante a
década de 1960, a CLT acabou sofrendo um retrocesso
devido à Ditatura Militar. Um dos pontos da CLT mais
desfavorecidos durante esse período foi a possibilidade de
greves, pois eram reprimidas à força pelos militares da
época, o que dificultava a busca por melhores condições de
trabalho por parte dos trabalhadores e tirava deles uma
ferramenta de negociação com os empregadores. 
Em 1966, ocorreu o surgimento do FGTS e, já no início de
1970, a supressão da evolução da CLT foi diminuindo, e os
Disciplina
LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
trabalhadores foram ganhando novamente mais força
devido ao surgimento do chamado Novo Sindicalismo. 
Passado esse período mais conturbado de retrocessos, a
Constituição de 1988 trouxe novos ares para a legislação
trabalhista e assegurou garantias fundamentais para os
trabalhadores, como piso salarial, licença maternidade,
limite de jornada de trabalho e segurança por parte do
trabalhador contra desligamentos injustificados realizados
pelos empregadores. 
Embora a Carta Magna de 1988 tenha previsto tantos
direitos aos trabalhadores novamente, a legislação
trabalhista passaria por um retrocesso enorme no ano de
2017, durante o governo do ex-presidente Michel Temer.
Nesse ano foi aprovada a Lei nº 13.467, que trouxe um
“pacote de mudanças” para a CLT. Grande parte dessas
mudanças passou a beneficiar o empregador tanto na
própria relação de trabalho quanto em âmbito jurídico. 
O objetivo e a justificativa da reforma eram a possibilidade
de uma negociação mais aberta entre empregador e
empregado, contudo as partes em uma relação trabalhista
não possuem iguais condições de negociação. A
desigualdade na negociação se encontra pautada no fato de
Disciplina
LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
que, o empregador pode substituir o empregado que lhe
cause problemas, enquanto o empregado não pode
simplesmente trocar seu empregador, de forma que as
condições de negociação ficam desfavoráveis ao poder que o
empregador possui. 
Essa mudança drástica na legislação fez com que processos
judiciais trabalhistas já não tivessem tanto impacto, em
virtude da força dada às empresas, e garantiu que diversos
benefícios fossem retirados das relações de trabalho. Desse
modo, a reforma trabalhista de 2017 deu ainda mais poder
aos patrões e tirou ainda mais dos empregados, que se
sujeitam cada vez mais a abusos dos empregadores, os quais
solicitam horas extras de quatro a seis horas, retirada de
benefícios, contratação apenas de PJ, sem o custeio de
benefícios etc. 
Assim, o trabalhador, atualmente, tem apenas de aguardar
novas evoluções trabalhistas na esperança de que sejam
melhores do que a que ocorreu no ano de 2017. 
Vamos Exercitar?
Disciplina
LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
Vamos Exercitar?
Conforme já estudamos, a legislação trabalhista trilhou um
longo caminho até chegar à CLT, em 1943, e mais ainda para
chegar ao ponto que se encontra hoje. Contudo, no ano de
2017, a CLT sofreu um golpe de retrocesso através da
reforma trabalhista que, infelizmente, prejudicou muito o
trabalhador. 
Os direitos trabalhistas sempre estão em constante
evolução, mas no Brasil, em especial, começaram a se
desenvolver muito tarde se comparado ao resto do mundo,
o que claramente fez com que a nossa legislação estivesse
tratando de assuntos que há muito já haviam sido
consolidados nas legislações internacionais. 
O grande problema da nossa legislação trabalhista é que o
Brasil como um todo dá uma importância muito grande às
garantias dos empregadores e não dos empregados. Assim,
as grandes empresas e os empresários acabam sendo
beneficiados em diversas alterações trabalhistas, mais
especificamente após a reforma de 2017. 
Disciplina
LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
Dessa forma, um dos grandes problemas enfrentados hoje
pelos trabalhadores não é somente a preocupação com a
evolução dos direitos trabalhistas, mas é também com a
manutenção do que já foi conquistado, o que não tem sido
fácil. 
Um ponto negativo do panorama geral foi a equiparação de
empregados terceirizados e empregados ordinários. Isso
prejudica muito a classe trabalhadora em geral, pois
fomenta a contratação de empresas terceirizadas que, no
geral, cobram mais barato e têm funcionários com
remuneração mais baixa, ou seja, a empresa economiza com
mão de obra barata enquanto o trabalhador tem de se
sujeitar a um salário cada vez menor para poder sobreviver a
essa nova realidade. 
Podemos citar, ainda, a possibilidade de serem feitos
acordos de demissão entre o funcionário e o empregador.
Embora pareça bonito no papel, fato é que o empregador
sempre tem maior poder de negociação e, caso o
empregado realmente queira sair da empresa, o
empregador pode utilizar seu poder para conceder o mínimo
de garantias possíveis ao funcionário desligado. 
Disciplina
LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
Abordando agora pontos ainda mais danosos ao
empregador, podemos começar apontando a possibilidade
de uma demissão coletiva sem intervenção do sindicato dos
trabalhadores. Ou seja, o desligamento em massa pode ser
feito nos mesmos moldes do individual, garantindo ao
empregador uma maior tranquilidade na demissão de
grandes massas. 
As negociações não param somente no acordo de rescisão: a
nova lei também permitiu que os empregadores e os
empregados negociem condições que estejam abaixo do
previsto em lei, ou seja, novamente o empregador pode
oferecer uma condição pior de trabalho e informar que, se
não for aceita, desligará o funcionário, colocando em cheque
as garantias trabalhistas tão arduamente conquistadas. 
Por fim, o retrocesso alcança também o âmbito judicial ao
limitar o acesso à justiça gratuita dos empregados em
demandas judicias e ao prever condenações ao empregado
quando tiver umaderrota judicial por não conseguir provar
abusos trabalhistas do empregador. 
Com base nesse contexto geral, resta claro que a grande
dificuldade do cenário trabalhista brasileiro é manter as
garantias trabalhistas já conquistas e evitar que a lei avance
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para o “lado errado”, dando cada vez mais direitos aos
empregadores e cada vez menos aos trabalhadores. 
Saiba mais
Saiba mais
A fim de entender melhor o momento atual de nossa
legislação trabalhista e compreender mais profundamente a
CLT, é fundamental ler e entender as mudanças trabalhistas
ocorridas no ano de 2017.   
Referências
Referências
ARANHA, M. L. de A.; MARTINS M. H. P. Filosofando:
Introdução à Filosofia. 4 ed. São Paulo: Moderna, 2009. 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13467.htm
 BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República
Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da
República, [2020]. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituica
o.htm. Acesso em: 31 jan. 2023. 
 BRASIL. Decreto-Lei nº 5.452, de 1 de maio de 1943. Aprova
a consolidação das leis do trabalho. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-
lei/del5452.htm. Acesso em: 1 fev. 2023. 
 BRASIL. Lei nº 13.467, de 13 de julho de 2017. Altera a
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo
Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e as Leis nº
6.019, de 3 de janeiro de 1974, 8.036, de 11 de maio de 1990,
e 8.212, de 24 de julho de 1991, a fim de adequar a legislação
às novas relações de trabalho. Brasília: Presidência da
República, 2017. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-
2018/2017/lei/l13467.htm. Acesso em: 1 fev. 2023. 
 CARRION, V. Comentários à consolidação das leis do
trabalho. 32. ed. São Paulo: Saraiva, 2007. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13467.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13467.htm
 DELGADO, M. G. Curso de Direito do Trabalho. 10. ed. São
Paulo: LTR, 2013. 
 MARANHÃO, D.; CARVALHO, L. I. B. Direito do Trabalho. 17.
ed. Rio de Janeiro: Editora Fundação Getúlio Vargas, 1993. 
 SILVA, D. N. Era Vargas. Brasil Escola, [S. l.], c2023. Disponível
em: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/era-vargas.htm.
Acesso em: 1 fev. 2023. 
Aula 5
LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E NORMAS DE SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO
Videoaula de Encerramento
Videoaula de Encerramento
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https://brasilescola.uol.com.br/historiab/era-vargas.htm
No vídeo resumo, abordaremos o conceito e a importância
da legislação trabalhista bem como sua evolução histórica
internacional e nacional, reforçando a relevância dos direitos
trabalhistas para as relações de trabalho e como se dá o
desenvolvimento desse âmbito na atualidade. 
Ponto de Chegada
Ponto de Chegada
Durante nossa jornada de estudos, pudemos entender e
analisar como e por que a legislação trabalhista surgiu e
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como se deu seu desenvolvimento histórico no contexto
nacional brasileiro. 
Vimos que a legislação trabalhista é um conjunto de normas
voltadas para a proteção do trabalho, que evita abusos dos
empregadores em geral. Ela é disposta em um documento
escrito que, no Brasil, é chamado de CLT. Contudo, é
importante lembrar que não é somente a CLT que regula as
relações trabalhistas, pois há também as súmulas, as
Normas Regulamentadoras (NRs) e as jurisprudências. 
Outro ponto importante é compreender que a legislação
trabalhista teve seu início em solo britânico, no século XVIII,
com a Revolução Industrial e mais tarde passou a influenciar
a legislação nacional, mais precisamente durante o século
XIX. 
A luta para o desenvolvimento da legislação trabalhista não
foi fácil, visto que, a cada ano, os direitos trabalhistas
ganhavam um pouco mais de força, de forma que, ao longo
dos anos, vários direitos foram sendo adicionados, como a
obrigatoriedade de se manter a segurança no trabalho por
parte dos empregadores e a garantia de salário mínimo,
FGTS, rescisão sem justa causa com verbas rescisórias,
férias, 13ª, etc. 
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É importante ter em mente que o cenário brasileiro ainda
está desatualizado se comparado com outros países e
acabou sofrendo uma perda significativa em sua gama de
direitos trabalhistas após a reforma de 2017, durante o
governo do ex-presidente Michel Temer. Essa reforma
trabalhista trouxe prejuízos ao trabalhador, pois acabou
valorando mais os empregadores do que o empregado em si
e acabou por retroceder os avanços da CLT que haviam sido
conquistados ao longo dos anos com a luta dos
trabalhadores e confirmados na Carta Magna de 1988. 
Contudo, os trabalhadores ainda lutam pela extensão da
legislação trabalhista e, com nossos estudos, é possível
expandir a área de conhecimento trabalhista, o que
permitirá a você, aluno, observar a legislação trabalhista a
partir de um ângulo mais crítico e analítico. 
Por fim, abordamos toda a evolução da legislação
trabalhista, da CLT e colocamos em pauta as dificuldades
atuais enfrentadas pela legislação bem como analisamos
todo o contexto brasileiro com relação a essas questões. 
É Hora de Praticar!
É
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É Hora de Praticar!
Para contextualizar o que foi estudado na nossa unidade,
imagine que você é um advogado especializado em direito
do trabalho e possui seu próprio escritório. 
Logo no início de sua carreira, seu primeiro cliente, chamado
Ticio, procura-o e o informa que foi desligado por justa causa
da empresa em que trabalhava, mas deixa claro que não
cometeu nenhuma irregularidade e que, na verdade, só foi
desligado por ter comentado com seu patrão que torceria
para a Argentina na Copa do Mundo de 2022; como seu
chefe é muito patriota, decidiu desligá-lo por justa causa
para se esquivar das verbas trabalhistas. 
Ticio ainda relata que trabalhava como técnico em mecânica,
mas que nunca havia participado de nenhum treinamento
para entender a profissão e, por tal motivo, acabou
perdendo um dos dedos durante o trabalho, pois também
não possuía nenhum equipamento de segurança na
empresa. 
Continuando seu relato, Ticio informa, ainda, que trabalhava
sete dias por semana, 11 horas por dia, e possuía apenas 15
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minutos de almoço, os quais, se fossem extrapolados, lhe
garantiriam um desconto no salário. 
Por fim, Ticio conta que nunca houve depósito de INSS ou
FGTS, porque seu chefe sempre dizia que era melhor não ter
essas verbas “atrapalhando” a relação de trabalho e que elas
custariam muito caro para ele; ele argumentava, ainda, que,
sem essas verbas, era possível negociar salário e benefícios
melhores para Ticio. 
Seu cliente recebia um salário de R$ 1500,00, sem vale
transporte ou alimentação, não recebia 13º salário e tinha
férias de apenas 14 dias ao ano. 
Ao ouvir esse relato, você se apavora com o que escuta e
imediatamente informa ao seu cliente quais direitos foram
violados pelo empregador e o que poderá ser feito em uma
busca de tutela jurisdicional. 
Com base nesse caso, elabore um parecer jurídico para seu
cliente discriminando quais direitos trabalhistas foram
violados pelo empregador de Ticio e complemente o parecer
com um resumo explicativo acerca da importância da
legislação trabalhista e como Ticio deve agora entender seus
direitos e não se submeter a situação semelhante jamais. 
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Então, vamos lá? 
Os direitos trabalhistas foram conquistados atravésde muita
luta por parte dos trabalhadores, luta que se arrasta por
mais de 200 anos. Tendo como base nossos estudos, resta
claro que permitir que o empregado e o trabalhador
negociem livremente não é possível nem vantajoso diante da
desvantagem que o trabalhador tem frente a seu
empregador. 
Nesse contexto, reflita sobre os direitos trabalhistas
adquiridos com o passar dos anos e como eles têm sido
fundamentais para os trabalhadores. 
Reflita
Olá estudante, chegamos ao encerramento da unidade!
Vamos realizar a experiência presencial que irá consolidar os
conhecimentos adquiridos? É a oportunidade perfeita para
aplicar, na prática, o que foi aprendido em sua disciplina.
Vamos transformar teoria em vivência e tornar esta etapa
ainda mais significativa. Não perca essa chance única de
colocar em prática o conhecimento adquirido.
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Resolução do Estudo de Caso
Assimile
ARANHA, M. L. de A.; MARTINS M. H. P. Filosofando:
Introdução à Filosofia. 4 ed. São Paulo: Moderna, 2009. 
 BASILE, C. R. O. Direito do Trabalho – Teoria geral da
segurança e saúde. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2001. v. 27.
(Coleção Sinopses jurídicas). 
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 BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República
Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da
República, [2020]. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituica
o.htm. Acesso em: 31 jan. 2023. 
 BRASIL. Decreto-Lei nº 5.452, de 1 de maio de 1943. Aprova
a consolidação das leis do trabalho. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-
lei/del5452.htm. Acesso em: 1 fev. 2023. 
 CASTRO, B. R. L. A Evolução histórica do Direito do Trabalho
no Mundo e no Brasil. Jusbrasil, [S. l.], 2014. Disponível em:
https://brunnalotife.jusbrasil.com.br/artigos/111925458/a-
evolucao-historica-do-direito-do-trabalho-no-mundo-e-no-
brasil. Acesso em: 1 fev. 2023. 
 DELGADO, M. G. Curso de Direito do Trabalho. 10. ed. São
Paulo: LTR, 2013. 
 HOBSBAWM, E. J. A Era das Revoluções: 1789-1848. Rio de
Janeiro: Paz e Terra, 2014.  
 MARANHÃO, D.; CARVALHO, L. I. B. Direito do Trabalho. 17.
ed. Rio de Janeiro: Editora Fundação Getúlio Vargas, 1993. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm
https://brunnalotife.jusbrasil.com.br/artigos/111925458/a-evolucao-historica-do-direito-do-trabalho-no-mundo-e-no-brasil
https://brunnalotife.jusbrasil.com.br/artigos/111925458/a-evolucao-historica-do-direito-do-trabalho-no-mundo-e-no-brasil
https://brunnalotife.jusbrasil.com.br/artigos/111925458/a-evolucao-historica-do-direito-do-trabalho-no-mundo-e-no-brasil
 MARX, K. O Capital. Livro I – Crítica da economia política: o
processo de produção do capital. Tradução Rubens Enderle.
São Paulo: Boitempo, 2013. 
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