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MATERIAL EXCLUSIVO PARA APRENDIZADO. VEDADO PAR DEMAIS FINALIDADES. PROIBIDA 
A DIVULGAÇÃO A PÚBLICO LEIGO E/OU EM MÍDIAS ELETRÔNICAS. 1 
 
 
APOSTILA DIDÁTICA 
TESTE AS PIRÂMIDES COLORIDAS DE 
PFISTER 
 
2026 
 
 
ATENÇÃO: 
 
Esta apostila é apenas um resumo e só poderá ser usada com 
a exclusiva finalidade de aprendizagem. 
As tabelas, as informações detalhadas sobre a padronização, 
assim como a padronização dos dados estatísticos do teste serão 
encontrados no manual do teste. 
A interpretação do teste só poderá ser realizada por meio do 
manual: PFISTER: As pirâmide Coloridas de Pfister – 
comercializado pela editora Hogrefe e vendido exclusivamente para 
psicólogos. 
 
 
 
MATERIAL EXCLUSIVO PARA APRENDIZADO. VEDADO PAR DEMAIS FINALIDADES. PROIBIDA 
A DIVULGAÇÃO A PÚBLICO LEIGO E/OU EM MÍDIAS ELETRÔNICAS. 2 
 
O Teste das Pirâmides Coloridas 
de Pfister 
 
I – HISTÓRICO 
 
Max Pfister (1889-1958)- *Zurique- Suiça 
Nasceu em uma família com bom padrão econômico e cultural. 
Desde criança se interessava por artes, tais como música, desenho, poesia. Porém 
iniciou sua carreira profissional como arquiteto, sendo bem sucedidio. 
Após sua separação, conheceu Suzanne Perrottet- bailarina e diretora de escola de 
dança- e Pfister se tornou cenógrafo, bailarino e coreógrafo, expressando seus dons 
artísticos. Interessou-se pelas luzes e cores descobrindo seus valores expressivos e 
significado emocional. 
Abandona carreira artística por problema de saúde e estuda psicologia no Instituo de 
Psicologia Aplicada de Zurique. Em seu TCC apresenta o estudo das cores -
“Psychodiagnosticher Versuch” (Ensaio de Psicodiagnóstico), 1948, criando o Teste 
das Pirâmides Coloridas. 
Apoiou-se nas impressões subjetivas que as cores produziam nas pessoas (atraentes, 
agradáveis) e a estrutura da pirâmide, na sua experiência como arquiteto. A estrutura 
de uma pirâmide facilita o aparecimento de grande variedade de configurações 
formais. Podem-se construir várias formas dentro da pirâmide (degradê, camadas, 
manto). 
Pfister se baseou nos estudos de Rorschach sobre a relação cor-emoção e, 
principalmente, em suas observações intuitivas sobre os efeitos das cores e jogos de 
luzes. Concedeu Importância primordial à cor (S para analisar personalidade), mas 
trabalha também com a forma. 
Associa à análise da personalidade pela preferência de cores os aspectos que se 
ligam às organizações ou modo de estruturação cromática. Verificou-se que a escolha 
das cores e as combinações realizadas não eram ao acaso, assim como a maneira de 
dispô-las na construção das pirâmides. 
Cor→ emoções (se é mais controlado, tenso, explode facilmente) 
Forma→ questões cognitivas 
 
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Como seu trabalho se apoiou mais em observações intuitivas e não recebeu muito 
crédito quando apresentado nas Jornadas Suíças de Psicologia, não foi publicado. 
Robert Heiss e Hildegard Hiltman- Universidade de Friburgo- após realizarem 
pesquisas mais sistemáticas, publicam em 1951 o livro “Der Farbpyramiden-test, nach 
Max Pfister”- Suiça, transformando o que era um ensaio em teste de investigação 
psicológica. 
Introduzido no Brasil- Dr Fernando de Villemor Amaral, 1956, na disciplina Técnicas 
Projetivas, do curso de Psicologia Clínica da Faculdade de Filosofia da PUC-SP. Teve 
contato com a técnica quando estudou na França , de 1953 a 1955. 
1ª publicação brasileira foi de Ginsberg(1956) e em 1959 por Villemor Amaral, o qual 
lança o 1º manual em 1966. 
1960 – 1976- publicações de vários autores 
1978- 2ª edição revisada do manual de Villemor Amaral 
Após esse período, reduzem-se os estudos sobre o instrumento. 
Inicio da década de 2000, Ana Elisa de Villemor-Amaral retoma as pesquisas, que 
resultaram no manual As Pirâmides Coloridas de Pfister (2005). 
2012- 1ª edição- “As Pirâmides Coloridas de Pfister” – Anna Elisa de Villemor Amaral- 
São Paulo: Casa do Psicólogo. 
As pesquisas continuaram para ampliar o público-alvo e resultou no manual As 
Pirâmide Coloridas de Pfister: versão para crianças e adolescentes (2014). 
Mais recentemente, estudos no desenvolvimento, na validação e na normatização 
informatizada do Pfister. E em 2025, o manual Pfister: as pirâmides coloridas de 
Pfister- Anna Elisa de Villemor-Amaral e Lucila Moraes Cardoso, Ed. Hogrefe. 
Estudos evidenciaram que as áreas mais prevalentes de atuação principal dos 
psicólogos brasileiros são a psicologia clínica e a psicologia da saúde, que utilizam os 
testes psicodiagnósticos principalmente para psicodiagnóstico com adultos. 
 
Natureza da Tarefa: projetiva versus expressiva 
versus de desempenho 
A expressão “técnica projetiva”, bastante utilizada, vem sendo substituída por outros 
termos, que correspondem melhor a esse tipo de procedimento e evita vínculo com o 
sentido estrito do termo projeção da psicanálise. 
Rietzler (2006) propôs “autoexpressão”, e Meyer e Kurtz (2006) sugerem alternativas 
mais adequadas para as denominadas técnicas projetivas. Apontam que as técnicas 
denominadas objetivas pouco têm de objetividade quando se baseiam em apreciação 
subjetiva que o sujeito faz de si mesmo e as técnicas projetivas não incluem 
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necessariamente mecanismos projetivos na elaboração de uma resposta, mesmo no 
sentido mais amplo do termo. 
Assim, o mais adequado seria definir o TPC como técnica tanto expressiva quanto 
projetiva ou de desempenho. As definições para cada tipo se aplicam igualmente aos 
fenômenos observados no teste: 
-todos implicam uma forma de expressão de si mesmos, 
-podem ser entendidos como projeção de modos de funcionamento mental, 
-partem do desempenho em uma tarefa que revela características de 
personalidade pelo modo típico de realizar tarefas ambíguas. 
Qualquer teste que contém estímulo pouco estruturado permite que o examinando 
estruture sua resposta em função de variáveis internas de sua personalidade. Aqui, o 
que está em jogo é a expressão ou a projeção, por meio do desempenho na tarefa e 
seu resultado, da maneira de a pessoa ser e de lidar com os estímulos afetivos. 
Segundo Finn (2012), baseado em estudos neuropsicológicos, a expressão de si 
mesmo e partir de tarefas não estruturadas e afetivamente carregadas envolve 
participação maior do hemisfério direito e atinge regiões subcorticais do sistema 
límbico, o que possibilita conhecer, pelas respostas do sujeito, sua maneira de lidar 
com situações muito carregadas afetivamente. 
Em relação às cores, foi Hermann Rorschach (1921), o 1º a estabelecer a relação 
clara entre a maneira de reagir à cor e a maneira de lidar com as emoções como 
componente importante da personalidade. Isto confirma a noção de que, no TPC, o 
examinando demonstra primordialmente sua dinâmica emocional. 
 
Contextos de Aplicação 
 
O Pfister, associado a outros procedimentos, é valioso no contexto do diagnóstico 
psicológico. 
Bem aceito por crianças, adolescentes e adultos, que se interessam em manusear 
grande quantidade de quadrículos coloridos. 
Seu caráter até certo ponto lúdico e pouco convencional- montar pirâmides com 
cartõezinhos coloridos- afrouxam a formalidade, desperta pouca resistência e deixa as 
pessoas mais à vontade, o que favorece a expressão de si mesmo. 
Organizar a grande quantidade de estímulos em um esquema predefinido requer 
recursos cognitivos e afetivos por parte do examinando. 
No contexto amplo de investigação, o Pfister acrescenta informações sobre a dinâmica 
emocional, ou seja, como a pessoa é estimulada pela carga emocional das situações e 
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A DIVULGAÇÃOImportante verificar se predominam cores frias 
e claras, se escuras ou neutras para inferir sobre fraqueza e baixa energia ou 
mecanismos de repressão e inibição. 
3. VERDE- Vd 
Cor mais empregada no teste. Há 4 tonalidadesVd1, Vd2, Vd3, Vd4. 
Vd3 tonalidade padrão. 
Verde é a representação mais pura da vivência subjetiva do afeto. Evidencia o 
montante de afeto que o indivíduo dispõe para investir em sua dinâmica afetivo-
emocional. Por isso é a cor do contato. 
Vd↔, com predomínio de Vd2 e Vd3. 
Refere-se à esfera do contato e dos relacionamentos afetivos e sociais. Cor 
relacionada ao trabalho. 
*Contato interpessoal e com o ambiente. 
*Capacidade de elaboração e habilidades relacionais 
*Cor do insight e da empatia: aptidão para compreender uma situação de forma 
intelectual e emocional simultaneamente, e poder compreender o outro em 
profundidade. O fato de estar na média não significa que a pessoa está em condições 
de atualizá-la (depende de outros fatores que indiquem maturidade e equilíbrio). 
As tonalidades são importantes, pois o seu significado ficará também comprometido. 
Vd1- contato afetivo superficial- fator de labilidade (pelo excesso de branco). 
Predomínio de Vd1 e Vd2- sensibilidade e interesse interpessoal, porém maior 
superficialismo no contato. 
Vd4- significado comprometido pelo aspecto repressor (associado ao preto) 
VD↑: sobrecarga de estimulação, que pode gerar ansiedade e ruptura do equilíbrio 
interno (se não houver outros fatores reguladores e indicadores de maturidade). 
Vd↓: certa insensibilidade emocional, reduzindo a abertura para os relacionamentos 
levando a um retraimento social. 
Vd↓↓↓ ou ausente: dificuldade de adaptação ao ambiente pelo enrijecimento afetivo, 
ou pela atitude padronizada/ estereotipada de se colocar no mundo, distante da 
autenticidade ou profundidade. (comportamento pouco autêntico). 
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Obs.: Por não haver indicativos claros sobre a interpretação do verde para crianças e 
adolescentes, a interpretação do aumento ou diminuição do verde deve ser cautelosa, 
sendo tomada como hipótese a sere verificada. 
4. VIOLETA- VI 
Representado por 3 tonalidades: Vi1, Vi2, Vi3 (lilás, solferino, roxo). 
Responde pelo nível de ansiedade que mobiliza a pessoa em suas vivências afetivo-
emocionais. 
*Ligada à tensão e ansiedade (mescla Az com Vm- significados antagônicos) 
V1: ansiedade difusa derivada do medo do desamparo e de sentir-se indefeso. 
(insegurança, carência afetiva). 
Vi2: associado mais à ansiedade excitada resultante de conflitos, ou à inquietação que 
pode conduzir à criatividade (neuroses). 
Vi2↑ insatisfação, medo e atitudes imprevisíveis. 
Vi3: melhor possibilidade de contenção e elaboração da ansiedade (mais azul). 
Vi3↑ aparece em quadro Obsessivo-compulsivo. 
Casos de Vi↑↑, sobretudo em função de Vi2 3 Vi3, pode-se levantar a hipótese de 
altos níveis de ansiedade (confirmar com outros dados). 
Vm↑ Vi↑ descarga explosiva 
Vi=0 negação dos impulsos e da ansiedade por não suportá-los, o que dificulta a 
elaboração de conflitos e compromete o equilíbrio da personalidade. 
Obs.: cor não muito usada nos protocolos de crianças e adolescentes, mas Vi1 (lilás), 
junto com o rosa (Vm1) aparece em maior quantidade em meninas, o que compromete 
até certo ponto a interpretação de ansiedade nesses casos. 
5. LARANJA- La 
Cor intermediária entre Vm e Am. Dois tons: La1, La2. 
*Relacionada ao trabalho, ambição, anseio/ desejo de produzir, desejo de se fazer 
pela produtividade e possibilidade de sublimação 
La↑: excitabilidade, desejo de domínio, onipotência, reduzido senso de autocrítica, 
arrogância (sobretudo se Vm↑ e Am↑). Pode ser necessidade de domínio e controle 
sobre os outros, pessoa muito estimulada. 
Estudos em 2014 mostraram La↑significativamente em crianças mais criativas, o que 
pode confirmar a preferência por pessoas vivas, dinâmicas e com energia voltada para 
a produtividade. 
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La↓: denota repressão, inibição, passividade ou submissão, influenciabilidade (se não 
compensada por outros indicadores). 
6. AMARELO- Am 
Duas tonalidades: Am1, Am2 – sem diferenças importantes de interpretação. 
Cor estimulante, porém menos que Vm e La. 
Am↔ Cor do contato com o ambiente e da adaptação à realidade (complementa 
funções do azul, porém mais restrito em relação aos impulsos). 
Extroversão mais moderada, melhor canalizada e mais adaptada ao ambiente. 
Am↑: exagero das manifestações afetivas, menos espontâneas, mais superficiais e 
estilizadas 
-pode ocorrer em extratensivos subordinados às exigências externas, que expressam 
emoções pouco autênticas. 
Cor do Superego: Superego atuante. Reflete intensidade da introjeção de normas e 
valores impostos pela realidade externa. Ligado mais à interferência do grupo, do 
ambiente (Am↑). 
Superego rígido e sádico (Am↑ com Az↑)- sujeito subordinado às normas do grupo/ 
exigências externas. 
Adaptação atendendo às expectativas sociais, usa valores do grupo, expressões 
emocionais pouco autênticas. Comportamento mimetizado. 
Pode denotar imaturidade, estrutura pouco sólida, baixa tolerância à frustração, 
instabilidade, egocentrismo e irritabilidade. 
Am↑ com Vd↑+Ma↑ (síndrome de dinamismo)- indicador de produtividade em pessoas 
que estabelecem metas e atingem seus objetivos. 
Am↓ ou ausente: investimento da libido se subordina mais às exigências do ID do que 
ao superego, indicando dificuldades de contato social e afastamento do meio ambiente 
Dificuldade em canalizar e expressar emoções de modo adaptado (outros indicadores 
do teste para se ter idéia de qual é o sentido da dificuldade) 
EX: Am↓+↑cores de estimulação mais intensas: trata-se de impulsividade e 
imprevisibilidade de reações 
EX: Am↓+ausência das cores de estimulação: excesso de controle e inibição 
7. MARROM- Ma 
Duas tonalidades: Ma1, Ma2. Cor usada com menor frequência, mas com mais 
confirmação dos significados. 
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Reflete, como o Vd, vivência afetivo-emocional mais subjetiva e de natureza 
indiferenciada (como Vi). Energia vital para promover o crescimento afetivo-emocional 
Relacionada à extroversão, porém vinculada à esfera mais primitiva dos impulsos, com 
disposição para descargas intensas ou violentas. 
*Representa energia, ação, dinamismo, reação que pode levar à destruição ou à 
produtividade (modo como foi canalizada e outros recursos do sujeito). 
*Relacionada ao trabalho, capacidade de produzir. 
Pode representar mecanismos de controle do Ego. 
Ma↔ aspectos positivos ligados à perseverança, tenacidade, determinação que levam 
à produtividade. 
Na falta de outros indicadores de controle, pode indicar possibilidade de adaptação. 
Contenção dos estímulos 
Ma↑: Dificuldades de adaptação, fixações, insegurança, tendência a apegar-se a 
padrões fixos/ convenções, normas e costumes, assim como a crenças e ideologias 
(modo exagerado ou fanático); obstinação e capricho. 
Tendência a aparentar firmeza, determinação e independência como atitude reativa à 
necessidade de amparo, proteção e sentimentos de inferioridade. 
- resistência do Ego às mudanças, força negativa do ego, que obstrui seu 
desenvolvimento afetivo-emocional e suas possibilidades de investir produtivamente 
sua energia vital, predominando impulso de morte. Expressa defesas obsessivo-
compulsivas. Extroversão, energia. 
Vm↑Ma↑ descarga explosiva 
Ocorre em transtorno obsessivo-compulsivo (Ma↑↑↑), transtorno psicossomático, 
retardo intelectual e alcoolismo. 
Ma↓ou ausente:falta de energia, menor resistência e baixa produtividade. 
(Fragilidade e enfraquecimento do ego sem outros indicadores). 
Obs.: Nas pesquisas, o marrom mais aumentado apareceu em adolescentes com 
depressão. Pouco frequente em crianças em geral. 
8. PRETO- Pr 
Negação/ ausência da cor 
Representa repressão, inibição de aspectos afetivo-emocionais. 
Indicador de contenção. 
Pr↔função estabilizadora e reguladora dos impulsos que visa à adaptação 
Pr↑ geralmente acompanhado de tons enegrecidos (Vm4, Vd4 ou Ma2). 
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• Relaciona-se às defesas contra os estímulos e ao medo do 
desencadeamento de impulsos que levaria à perda do equilíbrio. 
• Repressão afetivo-emocional, contenção dos sentimentos. 
• Secundariamente, angústia e depressão consequência da repressão. 
Pr↓ou ausente: pode denotar rebaixamento ou ausência de repressões 
indispensáveis ao homem socialmente adaptado. Porém, a diminuição pode estar 
compensada por tons enegrecidos ou pela presença de Ci e Az. 
9. BRANCO- Br 
Anulação ou diluição das cores 
*Denota vazio interior, fragilidade estrutural, estabilidade precária. 
Cor do ID. É a manifestação direta dos impulsos. Equivale ao processo primário e à 
descarga motora, que atendem ao princípio do prazer. 
Expressa demandas instintivo-emocionais do ID no ambiente (Br, Vm, La) 
Representa o mecanismo de defesa “Fuga da realidade pela fantasia”- manter 
hegemonia do Pr. Prazer. 
Br↑ junto com outras tonalidades mais claras: denota predisposição ou presença de 
perturbações graves (psicose) 
Vulnerabilidade e ausência de suficientes mecanismos de controle ou até perda de 
contato com a realidade. Impulsivo, descarga motora, aspectos regressivos. 
Impulsividade ou reações imprevisíveis, principalmente com Vm↑, sem compensação 
por ↑Az ou ↑Pr 
Pode denotar apatia, prostração e negativismo. 
Br↑ em Tapetes furados, desequilibrados ou pirâmides cortadas: possível 
desagregação do pensamento ou da estrutura da personalidade. 
Br no topo da pirâmide: possíveis problemas de identidade 
Obs.: pesquisas recentes ainda não demonstraram em que medida aumento 
exagerado de branco tem significados tão negativos como assinalados na literatura 
clássica. 
-Uso exagerado de qualquer cor acromática sugere certa evitação do estímulo 
colorido- das emoções. 
Br↓ ou ausente: sem significado relevante. 
10. CINZA- Ci 
Cor da dessexualização e, assim, da neutralização do afeto. 
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Mecanismo de negação ; Estabilizador 
Favorece a contenção/ repressão dos impulsos agressivos. 
Ci↔ Significado abrangente de carência afetiva, sentimento de vazio, ansiedade, 
insegurança e repressão dos afetos. 
Significativo com frequência elevada 
Ci↑: possível timidez, cautela e restrição nos contatos emocionais como defesa contra 
o temor de não satisfação das necessidades afetivas, isto é, retraimento defensivo. 
Inibição, negação ou contenção dos sentimentos. 
A Insatisfação constante por encobrir suas dificuldades, dissimular e confundir a si 
mesmo e aos demais, tende a criar problemas de relacionamento. 
Comum em oposicionista, em sujeitos com tendência a criar conflitos no ambiente e 
em mitomania. 
Ci↓ ou ausente: não há interpretação.A PÚBLICO LEIGO E/OU EM MÍDIAS ELETRÔNICAS. 5 
 
como expressa suas emoções- de forma mais adaptada e canalizada de acordo com 
as circunstâncias ou de modo mais primário e pouco elaborado. 
Complementarmente, o desenvolvimento cognitivo pode ser inferido a partir das 
pirâmides executadas, pois dele depende as formas mais elaboradas. 
O contexto privilegiado para uso do Pfister é o da clínica, pois se integram o motivo do 
exame, a relação com o examinador e os vários meios empregados para conhecer a 
pessoa e, assim, é possível chegar a uma compreensão mais profunda sobre o modo 
de ser de cada examinando, sua personalidade, habilidades cognitivas, tendências e 
atitudes na resolução de problemas. Informações apreendidas, em cada caso, por 
meio do Pfister, podem ser validadas tendo como referência a realidade do próprio 
indivíduo. 
Evidências de validade para as interpretações com base na psicometria, não 
substituem nem superam o valor das evidências clínicas, mas evidências psicométicas 
não são dispensáveis, ao contrário, garantem um mínimo de parâmetros seguros que 
norteiam a interpretação de dados mais singulares, evitando excesso de subjetividade 
do examinador. 
O Pfister pode ser usado em outros contextos além da clínica, desde que associados a 
outras fontes de informação pertinentes ao contexto da avaliação. 
Vantagem em qualquer situação: a tarefa por não ser verbal e ser lúdica, permite a 
expressão de algumas características, que não seriam manifestadas por outros meios. 
A complementaridade de procedimentos diferentes enriquece e permite aprofundar o 
conhecimento sobre o sujeito. 
 O uso adequado do instrumento 
Para usar adequadamente o TPC, é importante conhecer os fundamentos teóricos, 
sobretudo em relação ao papel das cores. 
Antes, é preciso compreender os fundamentos que embasam as conclusões extraídas 
dos resultados e se pautar pelos dados psicométricos que determinam a validade das 
interpretações e justificam seu uso. 
 
II- FUNDAMENTOS TEÓRICOS 
Há poucos trabalhos nos últimos anos sobre o significado e preferência das cores, o 
que contrasta com a absoluta presença da influência delas no cotidiano das pessoas. 
No senso comum é bem conhecida a relação entre cor e emoção. Há inúmeros 
trabalhos científicos, oriundos de várias áreas do conhecimento, mas os autores mais 
recentes ainda afirmam que pouco se conhece sobre o assunto. 
Newton, no sec. XVIII, esclareceu que as cores são um fenômeno luminoso e buscou 
compreender o mecanismo de percepção delas, mas parece que desde então não se 
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avançou tanto nesse sentido. Questões como- “em que medida as cores se associam 
a determinadas emoções, em que medida essas emoções se mantêm as mesmas ou 
variam para cada pessoa, por que alguns preferem certas cores ou o quanto somos 
influenciados pelas cores- permanecem sem resposta definitiva. 
A cor por ser um estímulo natural faz parte da vida das pessoas. Assim, desde os 
primórdios da humanidade a cor está presente nas manifestações culturais, artísticas, 
religiosas, com atribuições simbólicas universais e específicas a grupos culturais. Por 
ex, a Paixão de Cristo é simbolizada pela cor roxa ou violeta na Igreja Católica, 
simbolizando angústia, conflito e sofrimento. 
Pesquisadores nos campos das artes, física, neurociências, comunicações, arquitetura 
e da psicologia, seguem indagando e pouco satisfeitos com as respostas. Diversos 
estudos corroboram alguns postulados recorrentes ao longo da história e seus 
significados vinculados às emoções, mas divergências também aparecem. Apesar dos 
vieses entre as opções metodológicas, é possível verificar muita similaridade, o que 
indica certa universalidade de alguns significados atribuídos às cores e dará maior 
apoio para a interpretação das cores no TPC. 
Embora haja argumento de que a frequência e comprimento de ondas luminosas 
estimulam diferentemente os centros nervosos, conhece-se pouso cobre esses 
mecanismos nas neurociências e há divergências, pois o mecanismo da percepção da 
cor não está totalmente elucidado. 
Atualmente, há informações de que as associações e os significados relacionados à 
percepção da cor se apoiem em dois pilares: -as associações aprendidas 
culturalmente e aquelas biologicamente determinadas pela tendência a respostas 
similares em situações similares. Ex.: a capacidade de alguns animais saberem que o 
vermelho da fruta é indicação de estar madura para consumir. 
Quanto às relações com o ambiente, Palmer e Schloss (2010), argumentam que as 
experiências sensoriais das espécies animais ajudam a diferenciar o que é favorável 
ou desfavorável à sobrevivência, e assim também é com a percepção da cor. Isso leva 
à tendência de que as cores pareçam boas ou más para a sobrevivência e, assim, os 
objetos com dada cor sejam mais ou menos apreciados. 
Atualmente, no desenvolvimento cultural em que nos encontramos, pode-se pensar na 
associação de cores com objetos que produzem bem ou mal-estar. Taylor e Franklin 
(2012) reafirmaram que a preferência pelas cores está determinada pelas relações das 
pessoas com os objetos associados a tais cores. Indicaram que a preferência pelas 
cores nos homens associa-se com objetos concretos do mundo externo e, para as 
mulheres, associam-se mais com conceitos abstratos e pessoais. Verificaram que as 
cores preferidas estão associadas a um número menor de objetos do que as cores 
rejeitadas. 
No contexto da população infantil, Burkitt et al. (2003), demonstrou que, a partir de 4 
anos e 6 meses, demonstram capacidade para expressar emoções relativamente 
coerente com o esperado no senso comum. Não houve alteração de acordo com a 
idade e o sexo. Comprovaram que as crianças usam as cores para representar 
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sentimentos positivos e negativos e o fazem de acordo com suas preferências pelas 
cores. 
Ellis e Ficek (2001) investigaram a preferência pelas cores entre homens e mulheres 
dos EUA e do Canadá: -nos homens há maior propensão a preferir o azul, e uma 
distribuição mais equilibrada entre o verde e azul pelas mulheres. Não houve 
diferenças na preferência de cor quanto à orientação sexual. A escolha do rosa e 
violeta maior nas mulheres, embora não sejam as mais escolhidas pelo sexo feminino; 
o preto significativamente maior entre os homens, embora não seja a escolha mais 
frequente pelo sexo masculino. 
Não se pode ignorar as influências culturais, então parece adequado, considerar o 
significado cultural atribuído às cores, nas várias pesquisas, sobretudo aqueles 
invariáveis em diversas culturas (ocidentais e orientais). Serão apresentados os 
principais achados sobre os significados das cores. 
Cor, natureza e cultura 
Serão expostos os dados referentes às associações de cores e emoções a partir da 
revisão de literatura. 
As cores vermelho, azul e verde são as mais referidas e sobre as quais se tem mais 
dados. 
As demais cores são esporadicamente mencionadas e a elas serão agregadas 
basicamente os dados do levantamento feito por Heller (2011). 
 VERMELHO- Vm 
Cor da qual mais se fala e se pesquisou, mas não é a mais escolhida nem rejeitada. 
Os estudos mostram que ela ficou em 3º lugar nas preferências em vários países e ao 
longo dos anos e em culturas distintas, inclusive no Brasil e nos estudos com as 
crianças brasileiras. 
O vermelho aparece associado ao amor e ódio, sangue e vida, alegria e 
agressividade, associando-se a qualquer situação em que se queira chamar a 
atenção. 
Portanto, tem conotações ambivalentes positivas e negativas, mas sempre 
relacionadas com emoções fortes, exuberantes e impactantes. Achados na pesquisade Elliot et al. (2010) mostrou que o vermelho foi associado a atrativo sexual tanto 
entre humanos quanto ao mundo animal (crustáceos, peixes, aves e primatas). 
No estudo de Kaya e Epps (2004), o vermelho surgiu relacionado inicialmente à raiva 
e depois à alegria (embora o amarelo é associado 1º à alegria), em 3º lugar aparecem 
o amor e a paixão. Em relação à preferência das cores, ocorre em função do sentido 
positivo atribuído por cada um ou pela cultura em que está inserido. 
Segundo Moller et al. (2009), o vermelho está associado a perigo e fracasso em 
contextos de realização e desafio, enquanto o verde trouxe associações opostas. 
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(ex.;professor usar caneta vermelha para marcar erros). Os indivíduos também 
tendem a interpretar como perigo em situações competitivas. A ideia de fracasso é 
facilmente associada ao vermelho. Para esse autor, as conotações negativas dessa 
cor são notáveis também na vida cotidiana, nos sinais de alerta (alarme, luzes de 
trânsito, sinais de atenção e perigo). Mas aparece também associado a conotações 
positivas e ligado à alimentação e à sexualidade. 
Pelos significados atribuídos e por aparecer em 3º lugar na preferência nas pesquisas, 
pode-se deduzir que quantidades superiores de vermelho representam afetividade 
mais estimulada, exuberante e excitada, o que leva a inferir comportamento 
compatível com essas emoções quando não há mecanismos de controle suficientes 
para contê-los ou canalizá-los adequadamente. 
AZUL 
Cor mais escolhida em pesquisas de preferência, alternando-se às vezes com o verde 
no sexo feminino. Junto com o violeta, está na extremidade fria do espectro solar e 
aparece associado à água e ao céu. 
As associações com frio e calma são constantes. Onda curta e de alta vibração são 
mais tranquilizantes do ponto de vista fisiológico. 
Essa cor não é facilmente obtida na natureza, por isso era cor rara nas pinturas e 
vestimentas na Antiguidade. 
Na época de Cristo o povo não usava roupa azul e só a partir do sec. XII que a Virgem 
Maria passou a ser representada com vestimenta azul como representação do céu e 
de seu simbolismo na religião católica. È nesse sec. que se tornou mais valorizada, 
principalmente a partir do romantismo, e presente nas artes, tapeçarias e vestimentas. 
Ao final do sec. XIX e começo do sec. XX, passou a ser a cor preferida. 
Nas pesquisas de associações com emoções, o azul aparece ligado à paz, 
tranquilidade e calma. Não se encontrou relações com emoções negativas. 
VERDE 
É a 2ª cor preferida nos estudos de Heller, alternando-se com o azul na preferência 
das mulheres. 
Na literatura em geral está associada a crescimento e fertilidade. É considerada cor da 
esperança na cultura ocidental pela sua associação com a primavera e com a vida que 
se renova. 
Historicamente, a palavra green vem sendo usada para fertilidade, vida e esperança, 
e no Egito, na Grécia, em Roma e na Índia é a cor de divindades que representam 
fertilidade e renascimento, e nos dias atuais, associada à natureza e um lugar melhor 
em termos de meio ambiente. 
Lichtenfeld et al. (2012) realizaram quatro pesquisas e suas conclusões apoiam a 
hipótese de que o verde estimula a criatividade. 
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Para as demais cores só foi encontrado o levantamento realizado por Heller (2011). 
AMARELO 
Cor mais contraditória nas pesquisas de opinião, pois obteve 6% de escolhas como 
preferida e 7% como a cor mais rejeitada. 
Segundo Heller (2022), o pintor Delacroix dizia que todas as pessoas sabem que o 
amarelo, laranja e vermelho infundem e representam ideias de alegria e riqueza. Para 
Van Gogh representava um dia ensolarado, a cor da luz no sul da França. Goethe 
afirmava que o amarelo se expandia no espaço em contraposição ao azul que 
convergia para o centro. 
No levantamento de Heller, as associações mais frequentes do amarelo são: calor, 
energia, entendimento, sensualidade, inveja, ciúmes, egoísmo, espontaneidade e 
presunção. 
LARANJA 
Não se encontra referência a essa cor nos livros antigos e também não antes de a 
Europa conhecer a laranja, fruto da ìndia. 
Nas pesquisas de opinião, é a cor mais associada com sabores e aromas, 
possivelmente devido à coloração de frutos maduros comestíveis, do açafrão, como de 
crustáceos, alguns peixes, queijos, etc. 
Associada a prazer, diversão e sociabilidade nas pesquisas de opinião, foi usada por 
muitos pintores como Matisse e Dalaunay para representar alegria e o prazer de viver. 
Dionísio é representado com roupas alaranjadas como também as sacerdotisas de 
Baco. No budismo é a cor da transformação. 
Fora do contexto religioso ou mitológico, não é cor muito comum nas vestimentas. 
VIOLETA 
O fato de ser uma cor mista produz sentimentos bastante ambivalentes nas pesquisas 
de opinião, sendo raramente a cor preferida por homens e mulheres. 
Resultante da combinação de vermelho e azul, significados opostos lhe são atribuídos, 
e daí surge a conotação de ansiedade no TPC. 
No Império Romano, essa cor só era permitida ao imperador, à sua esposa e ao seu 
herdeiro e sucessor. Era uma cor usada pela nobreza e por poderosos. 
Como era produzida pela exposição solar, não desbotava com o tempo, assumindo o 
simbolismo de eternidade, historicamente, inclusive nos contextos religiosos. 
Na religião católica, essa cor teve seu significado modificado com o tempo. De 
significado de poder atribuído aos cardeais, passou a ser um símbolo de humildade. 
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Até hoje a cor violeta permanece com sentidos bastante ambivalentes em muitos 
contextos, mas a associação entre razão e emoção resultante do azul e vermelho 
parece predominante. 
MARROM 
È a cor menos apreciada nas pesquisas de opini~çao de Heller. 
Frequentemente associada com sujeira e excrementos. 
Associada à natureza pela cor da terra e da madeira, e por isso considerada 
aconchegante como cor de decoração e neutra para roupas. 
Em muitos contextos históricos é a cor da pobreza por estar presente nos tecidos 
rústicos não tingidos, envelhecidos e sujos. 
PRETO 
Heller (2011) explica que a rigor o preto não seria propriamente uma cor, tendo sido 
abolido pelos impressionistas, embora relativamente apreciada atualmente. 
Na cultura ocidental, representa a cor do luto por sua analogia com o fim e com a 
morte. 
Marca a diferença entre o dia e a noite. A escuridão impede a boa visão e constitui 
uma ameaça. Daí sua associação com o medo e o mal, assim como com o misterioso 
e o introvertido. 
O preto passou a ser a cor dos sacerdotes, junto com o marrom e o cinza por volta do 
ano 1000, pois se buscava a sobriedade e a negação dos prazeres mundanos e a 
representação do despojamento e da pobreza. 
O preto predominou na vestimenta da Europa durante o império espanhol e o período 
da Reforma, com o protestantismo. 
No sec. XX foi considerada a cor da elegância pelos grandes etilistas, pois a elegância 
era interpretada como renúncia à pompa e ao desejo de chamar a atenção. Aos 
poucos foi sendo definida como cor solene, de gala. 
O negro também traz questões negativas e pejorativas relacionadas à ilegalidade ou 
maldade como sugerem expressões culturalmente disseminadas e atualmente 
consideradas racistas (ex.: lista negra, ovelha negra, etc). 
BRANCO 
Invariavelmente associado ao bem, à pureza e à perfeição. 
Na religião representa os deuses supremos como Zeus na Grécia Antiga. Na religião 
católica, é a cor do Espírito Santo e das grandes festas como Natal e Páscoa. É a cor 
do Papa. 
Sua conotaçãosocial é ligada à limpeza e higiene. 
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Na cultura oriental, o branco representa o luto que, para Heller, significa a renúncia a 
uma representação pessoal de quem o veste. Não há grande variação histórica no uso 
do branco. 
O branco na roupa das noivas é de uso mais recente, do final do sec. XX, 
simbolizando pureza e virgindade. Mas o negro já foi cor das noivas na cultura 
europeia, época em que os casamentos eram mais um sóbrio negócio. 
Há também fortes associações do branco com o vazio e com ófrio. 
CINZA 
Para Heller é a cor da sombra e do sombrio. Com a chuva, a névpoa ou as nuvens, 
tudo fica mais cinza. Cor do frio e do inverno em que há ausência de luz e cores, mas 
não total como no caso do preto. Por isso representa humor igualmente sombrio, sem 
vivacidade. 
Simboliza a falta de sentimento e tudo o que é obscuro e secreto ou pouco inteligível. 
O uso das cores em avaliação psicológica 
Na área da avaliação psicológica, que utiliza instrumentos que permitem investigar 
características de personalidade e fazer psicodiagnóstico, as cores têm um papel 
importante e são fonte de pesquisa. 
Hermann Rorschach foi um dos primeiros a sistematizar o estudo das reações ao 
estímulo colorido, em seu estudo com as manchas de tinta. Não se preocupou 
especificamente com as cores em si, mas ao elaborar seu psicodiagnóstico (1921) 
baseado no estudo da percepção de estímulos não estruturados, percebeu que a cora 
das manchas de tinta mobilizava tipos específicos de respostas- e diferentes do que 
era estimulado por outras características das manchas, como forma e sombreado. 
O usou não da cor como determinante das respostas dadas pelos sujeitos era 
indicador de uma dinâmica emocional subjacente e o estudo da reação às cores por 
parte do sujeito, era um sinalizador importante para o psicodiagnóstico. 
 
APLICAÇÃO DO TPC 
As diferentes formas de aplicação – tradicional e informatizada- seguem os mesmos 
princípios gerais, mas têm suas particularidades. 
Público-alvo versão tradicional: crianças e adolescentes: 6 a 14 anos. 
 adultos e idosos: 18 e 83 anos. 
Público-alvo versão informatizada: crianças- 6 e 11 anos 
 Adolescentes: 13 e 17 anos 
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 Adultos e idosos: 18 a 83 anos 
A aplicação tradicional é individual e presencial. e, em geral, dura cerca de 15 minutos. 
Aplicação informatizada: 
a. Presencial- Individual ou coletiva (até 10 pessoas) com avaliador fisicamente 
presente 
b. Remota- à distância, com avaliador e examinando em ambientes diferentes. 
Deve ser individual e de modo síncrono, com avaliador acompanhando à 
distância, simultaneamente. 
É importante seguir a padronização do teste e manter uma postura cordial por parte do 
psicólogo. 
O examinando deve ser recebido em atmosfera de cordialidade discreta e de simpatia 
com reserva, de modo a se sentir confortável e acolhido, mas sem exageros. 
MATERIAL: 
- Conjunto de quadrículos coloridos composto por 10 cores subdivididas em 24 
tonalidades, havendo no mínimo 45 unidades de cada tom (7 cores básicas com 21 
matizes + 3 acromáticas). 
- Três cartelas contendo o esquema de uma pirâmide 
- Protocolo de Respostas: 15 quadrados em cada pirâmide (cada quadrado um 
“nome”/ código (1ª, 2ª, 2b, etc) 
- Mostruário de cores 
Obs.: o mostruário de cores é uma cartela individualizada e feita com os próprios 
quadrículos do teste, que tem as tonalidades padronizadas, cujo objetivo é garantir 
que o examinador compare o tom exato ao que foi usado na avaliação. 
O conjunto de quadrículos coloridos contém 10 cores subdivididas em 24 tonalidades, 
numeradas de modo crescente, do tom mais claro ao mais escuro. 
Azul (Az), Vermelho (Vm), Verde (Vd) são 4 tonalidades. (Az1 a AZ4: Vm1 à Vm4: Vd1 a Vd4) 
Violeta (Vi) são 3 tonalidades (Vi1-lilás, Vi2-púrpura, Vi3-roxo) 
 Laranja (La), Amarelo (Am), Marrom (Ma) são 2 tonalidades. (La1, La2; Am1; Am2; Ma1, Ma2) 
Preto (Pr), Branco (Br), Cinza (Ci). 
PREPARAÇÃO PRÉVIA DO AMBIENTE E DO EXAMINANDO 
-TPC pode ser aplicado em ampla faixa etária, diversos níveis sócio-culturais, em 
populações clínicas e não clínicas (suj. com transtorno mental leve ou grave consegue 
executar). 
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-Não se aplica em pessoas com deficiência em ver cores (ex.: daltonismo, cegueira a 
cores).-Indagar se o examinando possui dificuldades em ver cores. Na dúvida, realizar 
testes para visão cromática. 
Ambiente: sala relativamente silenciosa, que proporcione privacidade; mesa com 
superfície em cor neutra e evitar decorações repletas de cores. Mesa com tamanho 
suficiente para acomodar os quadrículos, o esquema de pirâmide, o examinando e o 
aplicador (para visualizar a execução do teste e registrar os dados). Boa iluminação, 
de preferência por luz natural. Com iluminação artificial, usar lâmpada tradicional. 
Examinando: condições físicas adequadas como estar descansado, sem sono, 
alimentado, sem dor. Minimizar tensão e ansiedade com um bom Rapport. Esclarecer 
sobre os propósitos do exame e objetivos finais (conhecer melhor como a pessoa é 
sobre suas características relacionadas ao motivo do exame). Utilizar linguagem e 
vocabulário adequados ao examinando e adaptar o que se diz à situação. 
Se o sujeito tiver curiosidade sobre como se avalia o teste, como fornece informações 
sobre ele, dizer: “melhor realizar o antes teste, pedindo que deixe as perguntas que 
queira fazer para o final. Com isso, atenua-se a ansiedade e evita dar informações que 
possam influenciar. Se ao final ainda houver perguntas, dar respostas genéricas. 
INSTRUÇOES: 
-São simples, devem ser dadas de forma padronizada, repetindo-se sempre as 
mesmas instruções para evitar vieses, produções distintas. 
Independem da faixa etária e do modo de aplicação (versão informatizada só muda o 
material). 
Estabelecer bom Rapport antes da aplicação propriamente dita. Deixar o examinando 
à vontade sem maiores explicações sobre o que será feito. O material não deve ser 
exposto antes do início das instruções do teste. 
A instrução é dada ao mesmo tempo em que despeja os quadrículos sobre a mesa e 
deixa um espaço para colocar o esquema de pirâmide, em frente ao examinando, com 
a base voltada para ele. 
Instrução: 
• “Aqui temos uma grande quantidade de papeizinhos (quadradinhos) 
coloridos (abrir a caixa contendo os quadrículos e despejá-los sobre a 
mesa, misturando levemente) e o esquema de uma pirâmide (entregar 
apenas o 1º cartão). Você deve preencher o esquema usando as cores 
que quiser, pode trocar (ou substituir) à vontade, até que a pirâmide 
fique do seu gosto, fique bonita para você. Alguma dúvida? Então pode 
começar”. 
A 1ª pirâmide é feita sem que o examinando saiba que fará três. 
Anotar tudo o que o sujeito fizer: comentários, comportamentos, escolha da cor e o 
lugar onde foi colocada no esquema da pirâmide, na sequência em que ocorre. 
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Cada cor e espaço da pirâmide tem um código. 
Trocas de cor: registra-se normalmente na sequência. 
Se ele fizer perguntas, dizer que pode fazer como quiser, explicar que não há certo ou 
errado, tomando o cuidado para não induzir qualquer tipo de resposta. 
Término da 1ª pirâmide: retira-se com cuidado da visão do examinando (pôrna 
cadeira, gaveta, canto da mesa cobrindo com uma folha de papel). 
Apresenta-se o 2º esquema de pirâmide: “Agora quero que faça mais uma e depois 
ainda haverá mais uma a ser feita”. 
Retira-se cuidadosamente da vista do examinando e pede-se para fazer a 3ª pirâmide. 
Apresenta-se o 3º esquema, dizendo: Muito bem, agora a última. 
Terminada a 3ª pirâmide, alinhar as 3 pirâmides à frente do examinando na ordem 
feita, da esquerda para a direita. 
Última fase da aplicação: Inquérito- apreender impressões e reflexões do examinando 
sobre o seu trabalho como também verificar a coerência entre seus comentários e 
suas produções. Feito em clima amigável, como uma conversa sobre o trabalho que 
foi executado. As respostas podem eventualmente não contribuir para análise dos 
resultados, mas é uma oportunidade para comentar sobre seu trabalho e trazer algum 
dado relevante. 
Fazer as questões na ordem abaixo e registrá-las na folha de aplicação: 
“Qual delas você acha que ficou mais bonita, de qual mais gosta? Por quê?” 
“De qual você gosta menos? Por quê?” 
“Geralmente de qual cor mais gosta?” (sem olhar p/ pirâmide) 
“De qual cor você menos gosta, em geral?” (sem olhar para a pirâmide) 
“Aqui no teste, qual a sua cor preferida?” 
“E de qual cor aqui no material você menos gostou?” 
Antes de encerrar a avaliação ou passar para outra tarefa, recomenda-se perguntar o 
que o examinando achou do teste, como está se sentindo, se gostaria de dizer mais 
alguma coisa ou se tem alguma dúvida. 
REGISTRO DOS DADOS 
Antes de iniciar a tarefa, preencher os dados do examinando no Protocolo de 
Respostas para selecionar a tabela normativa a ser usada na correção. 
Registrar os dados de execução do teste simultaneamente ao trabalho realizado: 
enquanto o examinando coloca os quadrículos sobre o esquema de pirâmide, o 
aplicador anota no protocolo a ordem de colocação, as cores escolhidas e trocadas e 
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outras observações relevantes. Sem essa sincronicidade, pode ficar prejudicada o 
modo de colocação e o processo de execução. 
O aplicador deve estar atento à cor de cada quadrículo escolhido e o local em que foi 
colocado, registrando-se cada colocação. 
-Para cada pirâmide há 3 colunas com espaços para se anotar os dados. Na 1ª coluna 
anota-se o código da localização (1ª, 2b, 3c, etc); na 2ª, o código da cor/ tonalidade 
naquela localização (Az1, Vm2, etc); e a 3ª é para registrar observações relevantes 
(verbalizações significativas, trocas de cor/ localização). 
-As trocas são anotadas na sequência em que ocorrem, não se apagando o que já 
havia sido registrado antes, seguindo o registro normalmente. Repete-se o mesmo 
código do espaço (ex.; 5a) e anota-se ao lado a nova cor. 
Portanto, o examinador anota cada quadrículo colocado em cada localização, na 
ordem que o sujeito preenche os espaços. 
Terminada a aplicação e sem a presença do examinando, conferir se as cores 
registradas estão corretas, usando o mostruário e fazer correções se forem 
necessárias. 
CODIFICAÇÃO DO TPC 
Transpor as cores anotadas para as pirâmides impressas na folha de registro, 
respeitando as localizações. 
Transcrever os códigos das cores tal como ficaram ao termino de cada pirâmide. 
Prestar atenção às trocas. Sugere-se transpor no sentido de baixo para cima, ou seja, 
no caminho inverso ao do examinando: põe-se 1º a última cor colocada pelo 
examinando. 
Os demais passos da codificação podem ser feitos manualmente ou pelo Sistema de 
Apuração Informatizada, o que facilita a contagem das cores. Mas o processo de 
execução, o modo de colocação e o aspecto formal de cada pirâmide são classificados 
pelo psicólogo, além de sinais especiais e possíveis síndromes cromáticas, pois 
requerem uma análise mais aberta e profunda. 
-Classifica-se cada pirâmide, registra-se a análise da sequência, as variações 
cromáticas e de matizes. Cada pirâmide pode variar em 15 tonalidades (só há 15 
espaços) e oito cores (preto, branco e cinza são tonalidades da cor acromática). 
A seguir, iniciar os cálculos de frequência de cores e as classificações subsequentes: 
1º contar quantos quadrículos de cada cor e tonalidade foram usados em cada 
pirâmide e anotar 
2º somar os totais para depois transformar os valores em porcentagem, que 
corresponde à frequência que aquela cor foi utilizada no teste. Marcar a frequência 
esperada, conforme tabela normativa, e finalmente se o valor está aumentado (↑), 
rebaixado (↓) ou na média (Ⱦ). 
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Também se utilizam as porcentagens para verificar a incidência de síndromes 
cromáticas e das cores por dupla. 
Obs.: como os desvios padrão são muito grandes, utilizar os quartis inferior e superior 
(percentis 25 e 75) como parâmetros para limites esperados. A interpretação vai além 
dos dados quantitativos das comparações normativas, o que requer que considere os 
valores nos pontos extremos com cautela e que todas as variáveis precisam levar em 
conta as suas relações com o conjunto de dados. 
 
ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO 
Considerar o conjunto de informações relacionadas entre si e não um somatório de 
indicadores. Trata-se de um todo integrado, em que cada dao deve ser compreendido 
na sua relação com os demais dados. 
Aspectos comportamentais dizem muito sobre o sujeito. Atitudes do sujeito diante do 
aplicador e da tarefa complementam e podem elucidar algumas características que 
aparecem nos resultados: se faz de modo displicente, de forma intuitiva, se separa 
montes, se faz trocas de quadrículos durante a atividade, comentários, se mostra 
interesse, insegurança, etc. Atitudes revelam seu modo de ser. 
Alguns comportamentos na realização do teste foram sistematizados, conforme a 
categorização apresentada a seguir. 
A.Modo de Colocação 
Refere-se a cada pirâmide. 
Maneira como dispõe as cores (quadrículos) sobre cada pirâmide, independentemente 
umas das outras, durante a execução do teste. 
É uma variante do processo de execução, mas se refere à maneira de aplicação dos 
quadrículos sobre o esquema pirâmide. 
Uma pirâmide pode ser construída de cima para baixo, debaixo para cima, da 
esquerda para a direita, ou de modo aleatório. 
No adulto predomina o modo de colocação debaixo para cima, chamado ascendente, 
cuja sequência é mais lógica segundo os princípios de uma construção. 
Eventualmente, o modo de colocação pode não seguir um só caminho, então, 
classifica-se o modo predominante. 
-a1. Colocação Ascendente 
- Colocação ocorre debaixo para cima (base→topo) (5a para 5b ...5e, 4a...4d, 3a...1a) 
- Modo mais coerente/ compatível com o processo lógico de construção 
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- É mais frequente em adultos e praticamente inexistente em crianças. 
✓ Denota tendência a atitude mais estável e madura. 
- Ascendente Direta: Sinal de amadurecimento e equilíbrio emocional. 
-a2. Colocação Descendente 
- colocação ocorre de cima para baixo (topo→base) (1a, 2a, 2b, 3a...5e) 
✓ Indicatica de imaturidade e insegurança (em adultos). 
(frequente em crianças, ↓ a partir dos 10 anos) 
-a.3. Colocação Ascendente Direta 
- de baixo para cima e da esquerda para a direita. 
- os quadrículos são colocados de modo harmonioso e constante, dos espaços 5A a 
5E, depois na linha imediatamente superior (4A ao 4D) até 1ª. 
- mais frequente em adultos. 
✓ Um dos sinais de possível amadurecimento e equilíbrio-emocional. 
-a.4. Colocação Ascendente Inversa 
- de baixo para cima e da direita para a esquerda ← 
- comportamento segue uma direção contrária ao habitual, à convenção.- começa no espaço 5E para 5A; do 4D ao 4A até o 1A. 
✓ denota tendência ao oposicionismo ou à introversão. 
-a.5. Colocação Descendente Direta 
- de cima para baixo e da esquerda para a direita. 
-começa no espaço 1ªA, desce para 2ª, 2B ...até 5E. 
-frequente em crianças de modo geral. 
✓ Decresce com o amadurecimento e, em maiores de 18 anos, pode indicar 
Imaturidade. 
-encontradas em crianças com nível intelectual superior à média. 
-a.6. Colocação Descendente Inversa 
- de cima para baixo e da direita para a esquerda. Pouco usual. 
✓ Possível sinal de insegurança e imaturidade com indícios de introversão, 
oposicionismo ou ambos. 
-a7. Colocação Alternada ou em Zigue-Zague 
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- alterna o sentido da esquerda para a direita e da direita para a esquerda, seguindo a 
composição de camadas de forma contínua, iniciando-se cada camada pela 
extremidade onde a anterior terminou. Pode ser ascendente ou descendente. 
- esse dado vinha sendo encontrado em crianças com problemas neurológicos e em 
adultos com rebaixamento intelectual. 
-a8. Colocação Simétrica 
- o examinando preenche os espaços simétricos da pirâmide 
- coloca os quadrículos alternada ou simultaneamente (com as 2 mãos). (Ex. 5a e 5e; 
4b e 4c; 1a e 3b, etc). 
-também deve ser combinada como o modo ascendente ou descendente. 
-Geralmente leva à pirâmide tipo de formação simétrica ou estrutura simétrica. 
- a interpretação compatível com a desses aspectos formais. 
-a9. Colocação Diagonal 
- colocação dos quadrículos no sentido diagonal, debaixo para cima ou de cima para 
baixo. A sequência reconhece a verticalidade. Pouco frequente 
-ex.: 1, 2a, 3a, 4a e 5ª seguida pela fileira b e assim por diante ou pela sequência 1, 
2b, 3c, 4d e 5e seguida pela próxima fileira diagonal. 
- Modo de construção de escadas. 
- a interpretação se relaciona ao significado do aspecto formal de escada. 
-a10. Colocação em Manto 
- consiste na colocação das cores em flancos (parte lateral), de um lado e de outro da 
pirâmide. Como se colocasse um manto sobre a pirâmide, isto é, uma “cobertura” em 
torno dela. 
- conduz a estruturas em Manto. 
- reforça os significados da estrutura em manto no aspecto formal da pirâmide 
-a11. Colocação Espacial 
-Abarca colocações que não seguem uma ordem típica e regular, dando aparência de 
aleatória para quem observa, mas ao final do trabalho, percebe-se que o examinando 
estava seguindo um planejamento antecipado e revela a intenção de distribuir as cores 
em pontos específicos, configurando pirâmide assimétrico-dinâmica ou mosaico. 
- tipo aparentemente irregular, mas logo mostra certa preocupação/ inclinação em 
colocar os quadrículos da mesma cor, geralmente, em espaços e posições 
equidistantes, desiguais, mas baseado em princípios de organização, harmônicos ou 
geométricos. 
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-Pode-se pensar em pessoa inteligente e criativa. 
 
• La 
• Ci Pr 
• Vd Az Ci 
• Ci Vd Pr La 
• Vd Az La Az Pr 
 
B.Processo de Execução 
A realização do teste depende da elaboração da mesma tarefa por três vezes, é 
possível levantar algumas hipóteses sobre a maneira como a pessoa se comporta ao 
fazer suas três pirâmides. 
Considera o conjunto das 3 pirâmides e sua sequência. Assim, observa-se em que 
medida a pessoa tende a repetir o mesmo modo de colocação ou se varia de uma 
pirâmide para outra. 
Modo de execução e de colocação, ambos se referem a estilos de organização do 
trabalho. 
O processo de execução sugere um padrão de trabalho que pode ser inferido para a 
vida em geral. Assim, existem pessoas muito criteriosas e metódicas e pessoas mais 
confusas e desorganizadas. 
Há 4 categorias: 
1b. Execução Metódica ou Sistemática 
-o examinando utiliza o mesmo modo de colocação dos quadrículos para construir/ 
executar as 3 pirâmides. Não há variações. 
-O sujeito repete o modo de colocação de forma idêntica nas 3 pirâmides, não 
ocorrendo variações. 
-Tende a separar previamente as cores que usará, conta os espaços e planeja 
antecipadamente seu trabalho. 
Ex. faz as 3 pirâmides do mesmo jeito: indícios de rigidez, sinal de obsessividade. 
(consegue-se perceber e prever o que o sujeito fará). 
-geralmente são pessoas inseguras que se esmeram em proceder do mesmo modo. 
✓ Revela comportamento bastante organizado, constante, meticuloso ou até 
rígido. (organização meticulosa ou rígida). 
2b. Execução Ordenada 
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- A pessoa realiza o trabalho com ordem, seguindo um padrão de colocação mais ou 
menos constante, mas com alguma variação, o que denota flexibilidade. 
- trabalho organizado, com método, mas pode fazer trocas e inversão de uma ou outra 
colocação. 
- Permite algumas variações de pirâmide para pirâmide, sugerindo estilo mais flexível 
e adaptado. 
Conforme Villemor Amaral (1978), o critério para essa categoria é de que a pessoa 
repita o mesmo modo em 2 pirâmides, variando-o em uma delas. 
✓ Denota tendência a uma organização mais flexível. 
2c. Execução Desordenada 
- há uma variação constante no modo de construir as 3 pirâmides, alterando-se o 
modo de colocação para cada uma delas, ou 
- há muitas trocas e alterações , às vezes, fica difícil para o aplicador acompanhar todo 
o trabalho e anotar; não há planejamento anterior. Há excesso de variações no modo 
de colocação.- excesso de variações nos modos de colocação- 
✓ Denota tendência à atitude displicente ou ansiosa. 
2d. Execução Relaxada 
-o modo de execução da tarefa é excessivamente desordenado, sem nenhuma 
orientação ou intenção. 
-o sujeito não se orienta por nenhum princípio, variando o modo de colocação a cada 
pirâmide como também 
 -não há cuidado, não há preocupação com um bom trabalho/ com o adequado 
preenchimento do esquema, pouco engajamento na tarefa ou muita excitabilidade. 
-pode haver poucas trocas, já que a pessoa parece pouco preocupada com o aspecto 
formal elaborado ao final. 
-a impressão de desordem é total e vai desde a simples colocação dos quadrículos até 
a configuração final que a pirâmide adquire (tapete puro ou desequilibrado). 
✓ Denota despreocupação em realizar uma boa produção, não há intenção e 
objetivo aparente. (comportamento despreocupado e descuidado). 
 
C.Aspecto Formal 
Refere-se à configuração final das pirâmides, à sua aparência no que diz respeito à 
forma. 
É um dos elementos principais da análise do teste, com mais evidências de validade 
para as interpretações correspondentes. 
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O estímulo principal fornecido no teste é a grande quantidade de papeizinhos coloridos 
que se apresentam antes do esquema da pirâmide impresso em papel pardo. 
Naturalmente são as cores que vão chamar mais a atenção e, por estarem bem 
espalhadas, dependem da pessoa para serem sobrepostas ao esquema, havendo 
uma grande variação no modo como isso será feito e na configuração final de cada 
uma das pirâmides executadas. Sua função na análise do teste é justamente 
demonstrar com que grau de complexidade o estímulo colorido foi organizado, pois 
isso depende tanto da capacidade intelectual quanto da maturidade emocional. 
As considerações a respeito do grau de organização da forma apontam para o nível 
cognitivo e afetivo. 
 A partir do Método de Rorschach ficou reconhecida a diferença entre percepção da 
forma e da cor, sendo a 1ª mais ativa e dependente do processamento em nível 
cortical e a 2ª bemmais passiva, processada em níveis subcorticais. Assim é com o 
pensamento e as emoções, respectivamente. 
Onde há boa apreensão da forma, de modo preciso e claro, há maior contribuição de 
processos cognitivos, e onde predomina a percepção da cor pura e simples, sem 
associação com a forma, menor participação de processos cognitivos, tramitados via 
córtex cerebral. 
Portanto, pode-se dizer que a forma executada ou apreendida expressa o 
funcionamento cognitivo e as funções de atenção e concentração. 
 A precisão da forma equivale à precisão da percepção e do pensamento, que 
dependem tanto da capacidade intelectual quanto do bom controle emocional, ambos 
aliados para uma identificação precisa e realística dos fenômenos circundantes. 
Tanto no Rorschach, Zulliger, desenhos, quanto maior o predomínio da forma sobre a 
cor nas imagens desenhadas ou percebidas, maior o controle cognitivo sobre as 
emoções. Assim ocorre também no Pfister, em que se definem 3 grandes categorias 
de aspecto formal: tapetes, formações, estruturas. 
Aspecto formal está atrelado à estrutura da pirâmide, que se organiza de acordo com 
os recursos emocionais e cognitivos da personalidade. 
A maneira como o indivíduo dispõe os quadradinhos sobre o esquema da pirâmide é 
uma expressão da forma como ele contém suas emoções, ali representadas pelas 
cores. 
Cada categoria corresponde às diferentes etapas do desenvolvimento afetivo-
emocional e se relacionam ao que o indivíduo “é”. 
Quanto mais estruturada a forma, maior o grau de maturidade emocional e 
desenvolvimento cognitivo. 
Tapete → infância- imaturo 
Camada → adolescência- em fase de transição ou em vias de atingir a maturidade 
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Estrutura → fase adulta- atingiu a maturidade afetivo-emocional 
A forma indica possibilidades de controle racional sobre os afetos e as emoções. 
Às vezes, a forma não é clara/ precisa, então o modo de colocação ajuda a defini-la. 
C1.TAPETES 
Constituem arranjos de cores disseminadas de qualquer modo. Não há nenhuma preocupação 
com a forma. A pessoa está atraída somente pelas cores, procura escolher as cores que mais 
gosta e fazer combinações mais ou menos harmoniosas. 
O sujeito trata a pirâmide como uma superfície chata, na qual dispor os quadrículos coloridos 
construirá um desenho tipo tapete. O fato de se tratar de uma pirâmide não faz a menor 
diferença e suas escolhas das cores seriam semelhantes se lhe pedissem qualquer forma 
geométrica. 
Não se encontra princípio organizador das cores que revele alguma intenção. 
Não define uma forma e o resultado é uma colcha de retalhos aleatórios. 
Há 4 subtipos de tapetes, cuja classificação depende da distribuição das cores. 
C.1.1 Tapetes Puros 
-Cores em disposição aleatória, mas distribuídas de forma harmoniosa, equilibrada 
como em colcha de retalhos comum. 
-Não há cores em posições simétricas, e geralmente o branco não é usado. 
-Conjunto agradável- certo equilíbrio entre as cores, sem marcantes contrastes. 
-Não são colocados juntos 2 quadrículos da mesma cor. 
-frequente na população, embora nos adultos predominem as formações. 
-mais comuns em crianças, principalmente nas mais novas, e vão diminuindo com a 
chegada da adolescência. Mas nunca deixam de aparecer na população normal. 
✓ Denota imaturidade emocional ou baixo nível intelectual. Podem ser 
encontrados em pessoas com boa adaptação ao ambiente. 
 
C.1.2 Tapetes desequilibrados 
-Distingue-se do tapete puro pelo caráter desarmonioso de distribuição das cores. 
-Disposição aleatória das cores, contrastantes ou descontínuas, desarmônicas. 
Algumas cores são repetidas lado a lado, ou tons escuros semelhantes se concentram 
em um lado da pirâmide, contrastando com o restante. 
-Aspecto de desequilíbrio fica evidente. Tapete parece torto, pendendo. 
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-São produções, de certo modo, desagradáveis, de cores contrastantes, pesadas e 
descontínuas, devido à aglomeração de tonalidades ora claras e ora escuras. 
-rara em adultos não pacientes, sendo um pouco mais frequente em crianças. 
-são mais frequentes em pacientes psicóticos. 
✓ Possíveis perturbações emocionais mais graves, refletindo desequilíbrio e 
desadaptação ao ambiente. Menor grau emocional ou intelectual. 
C.1.3 Tapetes Furados ou Rasgados 
- Cores em disposição aleatória com a presença do quadrículo branco sozinho ou com 
outros brancos próximos ou distantes na pirâmide, parecendo furos no que seria um 
tapete puro. 
- aparecem com incidência relativamente alta em adultos não pacientes e em crianças 
- junto com tapetes desequilibrados, são significativamente mais frequentes em 
esquizofrênicos. 
- o caráter mais patológico desses tapetes deve ser confirmado com outros 
indicadores. 
Obs: não é apropriado considerar um tapete como sendo furado se aparecer apenas 
um quadrículo branco rodeado por tons claros como Vi1, Am1, Vm1 ou Az1. Aqui seria 
mais adequado enquadrá-lo na categoria de tapete puro. 
 
C.1.4 Tapete com início de ordem 
-A combinação harmoniosa de cores é perturbada pela tentativa parcial de simetria. 
Transição entre tapetes e formações. 
-São tapetes puros com 1 ou até 2 tons/cores repetidos em posições simétricas, mas 
não caracterizam uma formação simétrica. 
-Tapete com 1 ou 2 simetrias, 
✓ Significa melhores possibilidades de adaptação e busca de equilíbrio 
emocional, embora não totalmente desenvolvido/ amadurecido. 
C.2 FORMAÇÕES 
Organizações intermediárias. São organizações mais comuns, mais elaboradas que os tapetes, 
mas ainda não tão sofisticadas quanto à configuração de estruturas. 
A pessoa percebe que uma pirâmide é uma forma específica, constituída por camadas (ou 
fileiras) e usa essa ideia para executar sua pirâmide. Prevalece a imagem formada por estratos. 
Noção de que a pirâmide é composta por estratos no sentido horizontal é incorporada. 
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-Há 3 tipos e seus significados psicológicos variam em função de estratégias defensivas para 
lidar com as emoções. 
✓ Denota funcionamento cognitivo e emocional de nível médio. 
 
C.2.1 Formação em Camadas (Estratificada) 
-Cada camada/fileira é preenchida por uma mesma cor ou tonalidade. 
-O mais característico é que cada camada seja feita por uma cor diferente, mas pode 
haver pequenas variações na mesma camada, como algum tom diferente. 
-pode haver formações em que cada camada varia nos tons de uma mesma cor: 
dégradé. 
Podem ser: Camada Monotonal, Monocromática, Multicromática. 
As camadas denotam nível não satisfatoriamente amadurecido no trato com as 
emoções e manejos defensivos. 
Indica personalidade em formação, não satisfatoriamente estabilizada. 
A. Camada Monotonal (raras) 
- Quando toda a pirâmide é construída por um único tom. Ex. toda cor-de-rosa (Vm1) 
✓ Tem uma conotação de forte restrição com inibição e evitação de situações 
muito estimulantes. 
B. Monocromática 
- Cada camada em um tom diferente da mesma cor. (degradé). 
- Nesse caso adiciona-se a essa classificação o fenômeno especial Matização. 
✓ Indica um nível provavelmente mediano de maturidade emocional e 
desenvolvimento intelectual. 
✓ Parece refletir uma atitude mais contida, cautelosa, sutil, talvez inibida, 
dependendo da cor. 
C. Multicromática 
- As cores são dispostas em camadas e cada camada é de uma cor diferente. (mas 
pode haver pequenas variações como alguns tons diferentes de uma mesma cor 
naquela camada). 
- Geralmente as camadas adjacentes são de cores diferentes, mas pode ter camada 
adjacente da mesma cor desdeque usadas ao menos duas cores diferentes na 
pirâmide. 
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✓ Indica um nível provavelmente mediano de maturidade emocional e 
desenvolvimento intelectual. 
- Camadas podem ser dispostas no sentido Diagonal: são raras e denominadas 
Camadas Tombadas. Cada linha diagonal é de cor diferente. Mesma interpretação 
exposta acima. 
C.2.2 Formação Simétrica 
-Cores distribuídas em pares simétricos em cada camada. 
-A simetria em cada fileira é independente da simetria de qualquer outra camada, ou 
seja, as simetrias ocorrem apenas no plano horizontal. 
-A presença de cores e tonalidades repetidas em pontos simétricos das pirâmides, isto 
é, mesma cor e tom no espaço 5a e 5e, outro par no 5b e 5d. 
-Olhando-se para cada camada vê-se que duplas de cores se repetem nos pontos 
simétricos daquela camada. 
-Todas as simetrias ocorrem no plano horizontal da pirâmide, sendo necessárias pelo 
menos três simetrias para se classificar como formação simétrica. 
-Há uma possível preocupação exagerada com a simetria, que nada mais é do que 
uma busca de equilíbrio. 
✓ Denota insegurança e medo de perda do equilíbrio. 
-Maior incidência em Transtorno de Ansiedade: TOC, Transtorno de Pânico. 
C.2.3 Formação Alternada 
-Composta por apenas duas cores ou dois tons da mesma cor dispostos 
alternadamente, em pares, dando o aspecto de um tabuleiro de xadrez. 
-Ex: Vd1 e Vd3; Ma1 e Vi3; Vm1 e Az3 
-“Villemor-Amaral (1978), a partir de material clínico, afirmava que essas formações eram mais 
comuns em adolescentes e em indivíduos com conflitos acentuados devido a impulsos 
contrários que originam tensões (cores contrastantes). Mas não há dados de pesquisa que 
validem essa interpretação, que deve ser confirmada por outros dados”. (Villemor-Amaral, A.E. 
e Cardoso, L.M., p.57, 2025). 
C.3 ESTRUTURAS 
Colunas e camadas se compõem formando uma imagem mais elaborada em sua 
gestalt . 
As pirâmides bem estruturadas são aquelas em que a forma envolve a percepção dos 
dois planos que compõem a figura: o horizontal e o vertical. 
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A pirâmide não é constituída apenas por camadas (plano horizontal), mas também por 
um eixo central e colunas, que formam o plano vertical. Quando essa aparência é 
dada ao trabalho final, a pessoa percebeu ou intuiu essa bidimensionalidade, o que 
implica uma capacidade cognitiva superior e boa capacidade de lidar racionalmente 
com o estímulo colorido e, consequentemente com as emoções. 
A execução de estruturas se relaciona com alta capacidade cognitiva (nível intelectual 
superior) e níveis maiores de maturidade emocional. 
Aparecem a partir da adolescência e quase ausentes em crianças. 
Podem ser: Estrutura Simétrica, em Escada, em Manto, Assimétrica Dinâmica, em 
Mosaico. 
C.3.1 Estrutura Simétrica 
-Cores dispostas simetricamente tanto no sentido horizontal quanto vertical, ocorrendo 
pelo menos 3 (três) simetrias). 
-Simetria é observada a partir de um eixo central composto dos espaços 1, 3b e 5c ou 
de seus extremos 1, 5a e 5E. 
✓ Indica um funcionamento cognitivo mais evoluído com possível sentimento de 
insegurança ou medo de perda do equilíbrio perda preocupação com a 
simetria. 
C.3.2 Estrutura em Escada 
-Cores dispostas diagonalmente, alternando-se duas cores ou dois tons. 
-As cores se distribuem dando a configuração de degraus de escada. 
-Não confundir com camada tombada em que cada linha diagonal é de uma cor 
diferente. 
✓ Para Villemor-Amaral (1978), seria representante de conflitos experienciados 
talvez situacionalmente e seriam mais conflitantes quanto mais as cores forem 
contrastantes. 
✓ Denota temor de perda de equilíbrio emocional, sendo mais preocupante se o 
modo de colocação for descendente. 
C.3.3 Estrutura em Manto 
-Dá a impressão de uma cobertura em torno da pirâmide, como se ela estivesse 
contida dentro de suas bordas. 
-A beirada/ borda externa da figura é composta por uma única cor, geralmente mesmo 
tom, que a envelopa. 
-Seu interior (centro ou miolo) é preenchido por outra cor ou diversas cores. As bordas 
podem ser somente laterais ou podem estar fechadas na camada inferior da pirâmide. 
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-Manto fechado ou aberto: depende de a base ser preenchida pela mesma cor das 
laterais ou pelas cores da parte interna. 
Baseado em observações clínicas e dedutíveis pela aparência em si de fechamento da 
imagem, sugere: 
✓ Mecanismos defensivos acentuados de repressão de conteúdos internos, 
fechamento em si mesmo ou tentativa de se mostrar diferente do que é. 
 
C.3.4 Estrutura em Mosaico 
-A classificação desse tipo de pirâmide depende do que a pessoa diz 
espontaneamente durante seu trabalho ou no inquérito. 
-São pirâmides em que a pessoa procura representar outra coisa diferente de uma 
pirâmide. A pessoa transforma o que lhe foi apresentado em algo totalmente diferente. 
A pessoa diz que quis representar um objeto como um vaso com flor por ex. 
-São raras e foram realizadas por 3 artistas plásticos entre 5 que se submeteram ao 
Pfister. Não foi encontrada em crianças. 
✓ Pode indicar criatividade, pelo menos um razoável controle emocional e 
maturidade. 
C.3.5 Estrutura Assimétrica Dinâmica 
-Distribuição das cores parece aleatória, mas revela alto grau de elaboração e intuição 
espacial e estética. 
-O equilíbrio do conjunto é dado por diversas colocações assimétricas entrelaçadas, 
formando triângulos. 
-A pirâmide deve conter pelo menos 3 triângulos, cada um composto por vértices da 
mesma cor e tonalidade, , mas diferentes entre si. 
-Os triângulos deve estar entrelaçados. 
✓ Trata-se de um indicador de inteligência e possível maturidade emocional, 
associadas a criatividade e liberdade de expressão. (inferências a partir de 
observações clínicas). 
Diretrizes para codificação do aspecto formal e sinais especiais. 
Sugere-se que o examinador iniciante se oriente pelos passos a seguir no caso de 
dificuldades ao aplicarem os critérios de decodificação: 
1. Identifique se o examinando montou a pirâmide a partir do sentido vertical 
(estrutura), só o sentido horizontal (formação), ou orienta-se só pela 
combinação de cores (tapete). 
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2. Verifique se há simetrias e a quantidade: -tapete com início de ordem (até2 
simetrias), -formação simétrica (a partir de 3 simetrias e só na horizontal), -
estrutura simétrica (a partir de 3 simetrias, sendo pelo menos uma na vertical). 
 
Sinais Especiais 
-Quando é difícil definir o aspecto formal por serem casos mistos, usar os sinais 
especiais. 
 
1. Tendência 
-Quando a configuração final da pirâmide é muito semelhante a uma determinada 
forma, mas por algum detalhe pode gerar dúvida, há certa indefinição de forma. 
-Aqui, sugere-se considerar o modo de colocação utilizado (simétrica, diagonal, manto, 
ascendente, etc), o qual pode revelar alguma intenção não evidente na forma final. 
-Outra alternativa, é considerar a sequência das 3 pirâmides e observar qual a 
tendência da pessoa: se evolui em direção a uma elaboração melhor da forma ou se 
vai perdendo a precisão. 
Ex.: Estrutura simétrica com tendência à estrutura em manto; Formação 
estratificada (camada) com tendência à estrutura em escada, escada com 
tendência a manto (pela construção). 
2. Matização 
-Uso marcante dos vários tons de uma cor ou de pequena variação entre cores, em 
uma escala crescente ou decrescente, que expressama lógica do degradé, seja em 
formações e estruturas. Comum em camadas, manto ou mosaico. 
-Ex. na execução da camada em si, que começa com tons mais claros e termina pelos 
escuros. Sendo feito sistematicamente e na mesma direção, poderá dar à pirâmide um 
efeito de sombreado lateral. 
✓ Segundo Villemor-Amaral (1978), denota adaptação afetiva prudente, tímida e 
ansiosa. 
3. Corte ou Mutilação 
- Corte: pirâmide parece cortada por uma camada (fileira) inteira de quadrículos 
brancos 
-Mutilação: branco no topo da pirâmide (espaço 1) ou áreas do ápice (espaço 1a, 2a e 
2b) dando a impressão de uma pirâmide decepada. 
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Podem aparecer em qualquer aspecto formal e deve-se observar se se trataria de 
sinal patognomônico de dissociação de personalidade (hipótise citada na literatura). 
4. Divisão 
-Emprego de tons claros em uma extremidade e tons mais escuros na outra, dividindo 
a pirâmide em duas partes, no plano horizontal ou vertical. 
-Denota tensões e conflitos resultantes da dificuldade de integração da personalidade 
e, possíveis indícios de dissociação (principalmente com cores contrastantes). 
✓ Ponderar com cautela, mas sugere possível ruptura ou cisão eminente da 
personalidade (observado clinicamente). 
Análise da Sequência 
-Classifica-se a forma de cada pirâmide individualmente, e é comum terem formas 
diferentes. 
-Analisar a sequência com que foram feitas permite verificar como se desenvolvem ou 
se organizam as defesas e qual a capacidade de adaptação da pessoa. 
Ex: pouco estruturada para forma mais estruturada → evolução mais positiva- o sujeito 
de organiza melhor ao longo do teste- capacidade gradativa de adaptação e 
mobilização de recursos intelectuais e defensivos mais amadurecidos. 
Ex: começa com pirâmide mais organizada e termina com um tapete desequilibrado 
→ evolução negativa- perde a qualidade da produção quanto ao controle cognitivo- 
defesas mais superficiais, que não se mantêm. 
INTERPRETAÇÃO DAS CORES 
TPC→ teste de cores, representantes dos afetos e das emoções (vivência afetivo-
emocional) 
-Somos, em um primeiro momento, afetados pela cor assim como pela 
emoção→envolve certo grau de passividade no que se refere às funções mentais. 
-Diferentes estados emocionais são provocados pelas cores. 
-Cores quentes, vibrantes: compostas por ondas curtas e com alta frequência. 
-Cores frias: combinadas por ondas longas e baixa frequência 
-Cores quentes- Vm,La,Am- os estados emocionais correspondentes equivalem a 
emoções mais excitantes, mais irritantes, caract. +eufóricas. 
-Cores frias- Az, Vd, Vi- emoções mais calmas, produz efeito mais tranquilizador, 
efeito mais disfórico ou de contenção. 
-Ci, Pr, Br- cores acromáticas- no Rorschach ou no Pfister relacionam-se a inibições, 
negações ou contenção de sentimentos quando usadas com maior frequência. 
-Cores mais claras (esbranquiçadas)→ impregnadas de branco→ fatores de labilidade 
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-Cores mais escuras (enegrecidas)→ impregnadas de preto→ repressão 
-Na interpretação psicológica das cores, considerar: 
• a) a maneira como a cor é organizada nas respostas: é possível aferir o grau 
de participação do funcionamento cognitivo sobre o estímulo colorido e, assim, 
sobre as emoções. 
• b) o significado psicológico de cada cor e de suas associações em duplas ou 
síndromes 
• As cores, dependendo das tonalidades ou das quantidades, assumirão um 
caráter mais positivo ou negativo. 
-Obs: cada cor não pode ser interpretada isoladamente, necessitando-se considerar os 
demais elementos de análise do teste. 
Conforme a ordem de frequência nos estudos normativos, serão apresentados os 
possíveis significados relativos ao aumento ou diminuição das cores no TPC em 
relação às frequências medias encontradas. 
-Quando o resultado está na média, a interpretação é de adequação ao significado 
geral da cor, mas deve-se considerar outras variáveis com significação semelhante. 
1. AZUL- Az 
Az4 tonalidade padrão – 
Az↔ com Az4+Az3>Az1+Az2 
A tonalidade-padrão é a que propriamente representa as interpretações da cor. 
*Capacidade de controle e adaptação, introversão. 
A presença de Az na média deve ser mais marcada pela tonalidade mais forte, ou pelo 
menos, Az4+Az3 sejam maiores que Az1+Az2, para que Az na média indique: 
*Possibilidade de regular ou estabilizar aspectos mais impulsivos ou excitados 
(representados pelo ↑ da síndrome de estímulo ou de verde). 
Cor do Ego: mecanismos de controle racional; função relacionada ao pensamento, 
inteligência, atenção, percepção, etc. Racionalização, intelectualização.Função de 
adaptação à realidade. 
Favorece a contenção dos impulsos agressivos (Vm2) e a repressão de ansiedade (vi) 
AZ↑ pode ocorrer pela necessidade de evitar situações muito estimuladas e de 
distanciamento. 
*Possível constrição ou supressão da expressão de sentimentos e afetos, que leva a 
atitude de supercontrole e compulsividade. 
*Sentimentos de inferioridade, de incapacidade, insatisfações e ambivalência. 
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*São pessoas mais formais, racionais, pouco espontâneas no contato com o ambiente, 
rígidas e com atitudes mais estereotipadas. 
-Força do superego sobre o ego; introjeção das normas, regras e valores. 
Se Az↑ pelo predomínio Az2 e Az1: mecanismos de contenção insuficientes, indivíduo 
mais sujeito ao descontrole (se houver tons mais quentes ou cores mais vivas) 
AZ↓ só terá significado de falta/ pouco controle da expressão emocional se não houver 
outras cores frias e neutras na média; ou se o aspecto formal for tapete e aumento 
significativo das cores quentes. 
-sugere ego mais fraco, possível dificuldade de usar os recursos de ordem racional. 
Obs.: nas pesquisas atuais observou-se que, nos meninos a tonalidade mais escura 
do azul é mais frequente e a mais clara prevalece nas meninas. 
2. VERMELHO- Vm 
São 4 tonalidades: Vm1, Vm2, Vm3, Vm4. 
Vm2 - tonalidade padrão de vermelho vivo, sanguíneo. 
Cor do ID; é energia; cor altamente estimulante. 
Vm é Representante dos estados mais excitados. 
Vm ↔ (principalmente Vm2) 
*Indica energia vital importante para a adaptação e sobrevivência. 
*Ligado à extroversão do impulso no ambiente. 
Vm↑ sobretudo em função do Vm2, pode indicar irritabilidade, impulsividade, 
agressividade, descarga explosiva. 
Esses significados serão mais verdadeiros quanto mais Vm↑ com diminuição de 
indicadores de controle emocional (Az, tons enegrecidos, formas mais evoluídas, 
fórmulas cromáticas que indiquem certa capacidade de contenção). 
Ex.: Vm↑ Az↑ controle repressor sobre os impulsos agressivos e sexuais. 
Vm↓ é raro e pode ser compensado por outras cores estimulantes (La; Am) ou 
Síndrome de Vivacidade (Vm2+Am2+La2+Az2). 
*O rebaixamento ou ausência pode denotar labilidade estrutural, enfraquecimento da 
possibilidade de descarga emocional, de realização ou retraimento defensivo como 
fuga do mundo exterior. 
Sua diminuição acentuada, sem indicadores que compensem, foi observada em 
estudos antigos, em casos graves de psicose, em depressivos. 
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Nas pesquisas normativas, constatou-se que o Vm1(cor-de-rosa) é mais frequente em 
meninas e mulheres adultas. O Vm2 é mais frequente em meninos. Percebe-se que se 
trata de um dado cultural. 
Vm2↓ ou Vm3↓, se não compensada por aumento de outras cores de estimulo, pode 
indicar falta de energia ou passividade.

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