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PROJETOS E METODOLOGIA CIENTÍFICA 
Me. Henrique Cesar Nanni 
 
GUIA DA 
DISCIPLINA 
 
 
1 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
PROJETOS E METODOLOGIA CIENTÍFICA 
A disciplina aqui em questão faz parte de uma das formações mais relevantes de 
qualquer curso, pois ela terá a oportunidade de mostrar a construção de uma pesquisa 
acadêmica e científica. Trata-se do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) como atividade 
de pesquisa científica articulada à prática pedagógica traz a reflexão e a produção do 
conhecimento. O aluno terá a possibilidade de se tornar um pesquisador e/ou um escritor, 
podendo contribuir com a sociedade. A pesquisa para a execução do trabalho de conclusão 
de curso se caracteriza como uma iniciação científica, levando o acadêmico a aprofundar 
e sistematizar os conhecimentos sobre determinado tema de seu interesse, consoante a 
profissão ou ao curso de graduação. Dessa forma, estaremos próximos nestas três 
semanas e fazendo uso e incentivo a pesquisa científica como parte primordial para o 
enriquecimento dos conteúdos e abordagens diferenciadas, levando aos nossos alunos 
aulas com qualidade e uma perspectiva de melhoria contínua no processo de ensino e 
aprendizagem. 
 
A Disciplina 
A universidade, a pesquisa e o conhecimento formam um todo que não se dissociam 
e a disciplina de Projeto e Metodologia Científica é importantíssima, pois fornece a 
fundamentação necessária ao desenvolvimento de trabalhos científicos. Além de fazer 
cumprir o compromisso de um preceito da Constituição Federal que rege as universidades 
brasileiras e ajuda a definir o seu papel perante a sociedade, que diz que as universidades 
precisam obedecer ao “princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”. 
 
Figura 1 - Conhecimento: ensino, pesquisa e extensão 
 
Fonte: https://slideplayer.com.br/slide/11191824/ 
Veja que a responsabilidade das Instituições de Ensino Superior – IES são 
fundamentadas no “conhecimento científico e a indissociabilidade – ensino, pesquisa, 
 
 
2 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
extensão” – como eixo da ação e da reflexão universitária brasileira. De acordo com Barros 
e Lehfeld (2007), nossa disciplina se fundamenta tanto em apresentação como no exame 
de diretrizes que na verdade vão auxiliar o universitário no estudo e na aprendizagem. 
Segundo esses autores, há a importância em assessorar e colaborar com os estudantes no 
que tange ao seu crescimento intelectual além, é lógico, de auxiliar na formação do 
compromisso científico. 
 
Com a finalidade de obtermos maiores esclarecimentos, podemos destacar algumas 
definições importantes, já que seria possível estudarmos sem aprender, tornando nosso 
esforço ineficiente. Em contrapartida poderíamos aprender sem mesmo ter estudado, ou 
seja, não haveria necessidade de esforço. Afinal de contas estamos todos envolvidos no 
processo de aprender, não é mesmo? Assim, a constante necessidade de compreender 
tudo o que nos cerca e o processo de aprendizagem de estudo envolvido nos levam a 
adquirir bons hábitos, que permitem a redução no tempo de estudo e uma melhor 
organização. Isso nos torna sistemáticos na forma de estudar e aprender. 
 
Você já se questionou sobre qual o método ideal para estudar e com pouco esforço? 
Para descobrir a forma mais eficiente de compreender o objeto de estudo e as coisas que 
nos cercam, é necessário que cada um adquira seu próprio método de estudo e nesse 
sentido, a metodologia vem auxiliar nessa obtenção melhorando nossa capacidade de 
compreensão, assimilação e retenção do assunto estudado. A finalidade da disciplina 
“Projetos e Metodologia Científica” é de orientar no processo de investigação e tomada de 
decisão. Para ilustrar, veja a sequência do processo de aprendizagem pela metodologia: 
 
Figura 2 – Processo de Aprendizagem pela Metodologia 
 
Fonte: Barros e Lehfeld (2007) 
 
De forma geral, a metodologia nos possibilita escolher a melhor direção ou caminho 
para o que vai ser pesquisado, tornando o trabalho/estudo mais prático e mais científico, 
além disso, traz uma ordem no processo, fazendo com que você consiga chegar ao fim de 
uma forma mais organizada. 
 
 
3 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
O Projeto e a Pesquisa 
Para Gil (2002), um projeto científico é uma atividade estruturada e sistemática que 
busca investigar e responder a questões específicas ou hipóteses sobre o mundo natural. 
Este tipo de projeto é fundamental na produção de conhecimento científico e pode abranger 
uma ampla variedade de áreas, como biologia, física, química, ciências sociais, entre 
outras. Os principais componentes de um projeto científico, são muito parecidos com os de 
uma monografia (TCC). Ou seja: 
a) Projeto é uma atividade sistemática e estruturada que visa investigar uma 
questão específica ou hipótese, com etapas como revisão de literatura, coleta e 
análise de dados; 
b) Monografia, ou TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), é um documento escrito 
que relata os resultados de uma pesquisa detalhada realizada durante um curso 
acadêmico, geralmente baseada em um projeto prévio. 
 
Enquanto o projeto é a execução da pesquisa, a monografia é a compilação e 
apresentação final dos resultados dessa pesquisa. Porém, ambos precisam ter: 
a) Definição do Problema ou Questão de Pesquisa: O primeiro passo é identificar 
um problema ou formular uma pergunta clara e específica que se deseja 
investigar. Esta questão deve ser relevante e passível de ser testada 
empiricamente. 
b) Revisão da Literatura: Antes de iniciar o projeto, é importante revisar a literatura 
existente para compreender o que já foi pesquisado sobre o tema. Isso ajuda a 
contextualizar a nova pesquisa e a identificar lacunas no conhecimento atual. 
c) Formulação de Hipóteses: Com base na revisão da literatura, o pesquisador 
formula uma ou mais hipóteses – suposições que podem ser testadas através 
de experimentos ou observações. 
d) Metodologia: Este é o plano detalhado de como a pesquisa será conduzida. Inclui 
a descrição dos métodos e técnicas a serem utilizados para coletar e analisar 
dados, bem como o delineamento dos experimentos. 
e) Coleta de Dados: Nesta etapa, são realizadas as observações, experimentos ou 
estudos necessários para obter os dados que testarão as hipóteses formuladas. 
f) Análise de Dados: Após a coleta, os dados são analisados utilizando métodos 
estatísticos ou outras técnicas apropriadas para verificar se suportam ou refutam 
as hipóteses. 
 
 
4 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
g) Considerações: Baseando-se na análise dos dados, o pesquisador entende o 
cenário e tem suas conclusões sobre a questão de pesquisa inicial. Isso pode 
levar à confirmação das hipóteses, à necessidade de revisão ou à formulação de 
novas perguntas. 
h) Comunicação dos Resultados: Os resultados do projeto são documentados e 
apresentados em relatórios, artigos científicos, ou apresentações. Esta etapa 
serve para compartilhar o conhecimento adquirido com a comunidade científica 
e com o público em geral. 
 
Um projeto científico bem-executado segue rigorosamente estas etapas para 
garantir a validade e a confiabilidade dos resultados. Além disso, a ética na pesquisa é 
fundamental, assegurando que os métodos sejam conduzidos de maneira responsável e 
respeitosa para com os sujeitos da pesquisa e o meio ambiente. Atualmente as instituições 
utilizam-se de projetos para cumprir seu papel de pesquisa e extensão. 
 
 
 
5 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
1. CIÊNCIA E VIDA NA UNIVERSIDADE 
 
A relação entre ciência e vida na universidade é essencialmente dinâmica e 
transformadora, onde a produção de conhecimentob) Revisão da Literatura: A revisão mostra o estado atual do conhecimento sobre o 
tema, identifica lacunas na pesquisa e justifica a necessidade do estudo. Isso 
demonstra que o autor está ciente das contribuições anteriores e das áreas que 
ainda precisam ser exploradas. É a parte resumida da fundamentação! 
c) Objetivos da Pesquisa: Esclarece o objetivo geral e os específicos do estudo, 
definindo claramente o que a pesquisa pretende alcançar. Isso orienta o leitor 
sobre as metas do estudo e estabelece uma base para a compreensão dos 
resultados. Devem ser citados em textos objetivos e curto! 
d) Hipóteses ou Suposições: Apresenta possíveis respostas sobre os elementos 
estudados e ou que pretendem responder. Isso guia a investigação e fornece um 
foco claro para o desenvolvimento do trabalho. Pode ou não serem refutados! 
e) Metodologia: Embora de forma breve, mencionar a abordagem metodológica a 
ser utilizada, preparando o leitor para o tipo de análise que será apresentada nos 
capítulos subsequentes. Como complemento ao texto citado no resumo! 
f) Significado e Impacto: Destaca a importância do estudo e seu potencial impacto 
teórico e prático. Isso ajuda a convencer o leitor da relevância da pesquisa e de 
como ela pode contribuir para o avanço do conhecimento ou para a solução de 
problemas práticos. É praticamente o resultado das suas pesquisas, mas, sem 
detalhes! 
g) Organização do Trabalho: Pode fornecer um breve esboço da estrutura do 
trabalho, informando ao leitor como o texto está organizado e o que esperar nos 
capítulos seguintes. 
 
A introdução, portanto, é crucial para envolver o leitor, fornecer o contexto necessário 
para entender a pesquisa, e preparar o terreno para a apresentação dos dados e 
discussões subsequentes. Ela deve ser clara, concisa e bem estruturada, de modo a 
despertar o interesse e facilitar a compreensão do estudo como um todo (BRASILEIRO, 
2021). 
 
Para Aquino (2012) a introdução é o conteúdo de seu trabalho científico (ou projeto) 
em que você irá apresentar o conjunto do tema estudado através dos vários tipos de 
 
 
35 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
citações direta (transcrição) e/ou indireta (paráfrase). É na introdução que o autor (você) 
deve despertar o interesse em uma pessoa leiga ou especialista para ler sua pesquisa e 
todo seu trabalho. Evite parágrafos monótonos do tipo Fulano disse. Não é uma regra, mas, 
deve-se evitar escrever parágrafos com menos de 4 linhas e ou maior de 12 linhas. 
 
De acordo com Castro (2011) a introdução é a sua sala de visitas, é quase uma peça 
de marketing, se não é atraente corre o risco de desanimar o leitor. Nela, a pesquisa ainda 
não aconteceu; estamos apenas no seu anúncio, no seu trailer como um filme. Assim, 
imagine que sua pesquisa só tem validade dentro do mundo acadêmico quando se torna 
pública e por isso publicações, bancas e congressos; sendo assim precisa ser atraente e 
ao mesmo tempo ter um rigor acadêmico. 
 
Alguns pesquisadores escrevem a introdução depois do trabalho desenvolvido, 
assim como acontece com o resumo. Ou seja, preferem criar a introdução após a discussão 
e/ou a conclusão do trabalho, pois nessa etapa a condução da escrita leva o leitor ao melhor 
entendimento porque você já é capaz de saber o fim da sua pesquisa. Porém, a maioria 
inicia pelo primeiro capítulo que é a introdução e à medida que se avança vai alterando os 
parágrafos e o direcionamento do capítulo introdutório. 
 
 
 
Dicas para Introdução: 
a- Escreva o quanto sua pesquisa é interessante; 
b- Relate todos os questionamentos possíveis como um filme policial; 
c- Coloque o que houve de pesquisa que antecede ao seu trabalho; 
d- Quais as contribuições em relação ao que antecedeu a pesquisa; 
e- Organize em uma sequência lógica os dados que pretende colocar. 
 
Temos vários tipos de escritores/pesquisadores, aqueles que gostam de escrever e 
os mais objetivos que vão direto ao assunto. Independente se escrevem mais ou menos, 
alguns elementos são importantíssimos e não pode faltar na sua introdução de trabalho 
(PEROVANO, 2016). 
 
 
 
36 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
a) Apresentação do Tema - contextualização: O assunto principal da sua 
pesquisa. Considere o título como o elemento a ser discutido; 
b) Apresentação da problemática: A pergunta que aquele trabalho em questão 
está tentando resolver. O problema vem em decorrência da “problemática” sobre 
o tema escolhido; 
c) A pergunta problema: é uma indagação sobre o que foi observado como 
problemática; 
d) Objetivos gerais: Apresentar um objetivo do trabalho dentro de um contexto mais 
geral. Utilize verbos fortes no texto; 
e) Objetivos específicos: Uma descrição um pouco mais detalhada de quais são 
os objetivos do trabalho, geralmente descritos no formato de marcadores 
numéricos e ou alfabéticos (a), b), c) ou (1, 2, 3) ou bullet points ...; 
f) Justificativa: Nesta parte os estudantes devem colocar o que acabou motivando 
as pessoas a escreverem aquele projeto específico. Também pode construir uma 
base fundamentada para os motivos da pesquisa. 
g) Hipóteses e ou Suposições: Aquilo que se admite que seja de fato. 
Independente se for verdadeira ou falsa, pois, pode-se confirmar ou refutar com 
os resultados obtidos; 
h) Metodologia utilizada: Descreva de forma suscinta. Teremos um capítulo para 
falar detalhadamente sobre os métodos. 
i) Organização dos capítulos: Uma síntese do que foi tratado em cada capítulo; 
 
Com isso os estudantes já podem ter um bom modelo de introdução de trabalho 
dentro das normas da ABNT. É importante sempre lembrar que, na grande maioria dos 
casos, cópias são consideradas crimes, especialmente em TCCs. Por isso, utilize modelos 
apenas como guias para escrever o seu próprio trabalho. Agora vamos exemplificar alguns 
itens de maior importância no contexto introdutório. 
 
3.3.1 Problemática e Problema 
Como definição a problemática é a identificação e formulação de uma questão 
específica que precisa ser investigada ou resolvida dentro de um contexto de pesquisa 
científica. Trata-se de um ponto de partida crucial para qualquer estudo, pois define 
claramente o foco e a direção da pesquisa, orientando todo o processo de investigação. A 
problemática emerge da observação de uma lacuna no conhecimento, de uma controvérsia 
 
 
37 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
teórica ou de uma necessidade prática que requer uma solução fundamentada 
(BRASILEIRO, 2021). 
Exemplos de Problemas para a Pesquisa Científica: 
a) Medicina e Saúde 
 Problema: O aumento da resistência bacteriana a antibióticos. 
 Explicação: Este problema pode levar à investigação de novas alternativas 
terapêuticas ou ao desenvolvimento de novos antibióticos. Por exemplo, uma 
pesquisa poderia focar na eficácia de compostos naturais, como óleos 
essenciais, no combate a bactérias resistentes. 
 
b) Educação 
 Problema: Baixo desempenho escolar em matemática no ensino fundamental. 
 Explicação: Este problema pode direcionar um estudo para identificar os fatores 
que contribuem para o baixo desempenho, como métodos de ensino 
inadequados, falta de recursos ou questões socioeconômicas, e desenvolver 
intervenções para melhorar o aprendizado. 
 
c) Meio Ambiente 
 Problema: A crescente poluição plástica nos oceanos. 
 Explicação: Pesquisas podem ser conduzidas para investigar o impacto dessa 
poluição na vida marinha, identificar as principais fontes de resíduos plásticos e 
desenvolver estratégias eficazes para reduzir a poluição, como reciclagem 
inovadora ou substituição de plásticos por materiais biodegradáveis. 
 
d) Tecnologia 
 Problema: Vulnerabilidades de segurança em dispositivos IoT (Internet das 
Coisas). 
 Explicação: Estudos podem focar emdesenvolver métodos para fortalecer a 
segurança desses dispositivos, analisando as principais vulnerabilidades e 
propondo soluções, como protocolos de criptografia avançados ou arquiteturas 
de rede mais seguras. 
 
e) Psicologia 
 Problema: Aumento dos níveis de ansiedade entre adolescentes. 
 
 
38 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 Explicação: A pesquisa pode investigar as causas subjacentes, como a 
influência das redes sociais, pressões acadêmicas e familiares, e desenvolver 
programas de intervenção para ajudar os adolescentes a gerenciarem a 
ansiedade de maneira eficaz. 
 
Identificar e formular claramente a problemática é essencial para o sucesso de 
qualquer pesquisa científica, pois guia o desenvolvimento de hipóteses, a escolha de 
métodos e a interpretação dos resultados, contribuindo para a construção de conhecimento 
relevante e aplicável. 
 
3.3.2 Objetivos da Pesquisa 
Normalmente o objetivo de um trabalho 
científico vem descrito como relevância no texto 
introdutório, porém o autor precisa ter esse(s) 
objetivo(s) preciso(s) para o bom desenvolvimento da 
pesquisa. De acordo com Aquino (2012), uma vez que 
o objetivo é a especificidade do alvo de seu trabalho 
e/ou pesquisa a ser testada, você deve ter o cuidado 
de mencionar, se for o caso, com verbos fortes e no 
infinitivo como: analisar, identificar, desenvolver, 
explicar, enumerar, catalogar etc. 
 
Se sua pesquisa não tem objetivos, provavelmente terá muita dificuldade em 
observar uma problemática e o problema central. É aqui que começa a elaborar o que 
poderia ser sua pesquisa ou ainda sua dúvida e como chamamos; o seu projeto de 
pesquisa. 
 
a) Da dúvida, nasce a pergunta e assim nasce uma pesquisa para responder a 
dúvida. 
 
A questão do objetivo é bastante discutida nos trabalhos, pois os verbos devem ser 
usados no infinitivo, porém, os verbos precisam ser observáveis, isto significa que devem 
ter um único sentido e não dar margem a duplo sentido ou a fatores pessoais, um exemplo 
Figura 8 - Exemplos de Verbos 
 
Fonte: https://guiadamonografia.com. 
br/objetivo-geral-tcc/ 
 
 
39 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
é o verbo conscientizar. Ele propõe muitas formas de entendimento e para cada um tem 
um significado e uma ação e desta forma deixa o trabalho confuso (BRASILEIRO, 2021). 
 
Vamos ver um exemplo: Segundo Cervo, Bervian e da Silva (2007) quando você 
definir seus objetivos deverá usar linguagem ou expressões como “Meu objetivo com esta 
pesquisa é... Assim, as validações do verbo devem partir de uma pergunta “teste” para si 
mesmo; “: “Será que consigo apresentar? Não seria melhor analisar?”. Ou “Será que 
consigo aplicar isso?” então “O que preciso para aplicar?”. Levando em consideração que 
o verbo escolhido seja o aplicar. Ou seja, escolha o verbo preenchendo: 
 
“será que consigo (coloque o seu verbo aqui) isso?”. 
 
Existem alguns erros básicos que são cometidos pelos autores que é querer aplicar 
algo e não ter as ferramentas necessárias para tal. Ou seja, terá fundamentação teórica e 
ou recursos (ferramentas) para aplicar esse método? Daí vem a pergunta: Não seria melhor 
apenas fazer um estudo dele? Pense bastante sobre isso! Outro erro é querer apresentar 
um estudo sobre empresas que não terão acesso ou autorização para informações e dados. 
Então busque pesquisar sobre temas que estão a seu alcance! Mas, seu orientador vai 
mostrar os caminhos! 
 
3.3.3. Hipótese 
As “hipóteses são conjecturas, especulações, previsões sobre determinado 
fenômeno da natureza e como ele se comporta. Uma hipótese é uma suposição ou 
proposição” testável sobre a relação entre duas ou mais variáveis, que pode ser submetida 
a verificação ou falsificação através de métodos científicos. É uma parte fundamental do 
método científico, servindo como ponto de partida para investigações e experimentos 
(LAKATOS; MARCONI, 2017). 
 
No contexto científico, uma hipótese é uma declaração provisória que prevê um 
resultado específico baseado em uma teoria ou observação inicial. Ela fornece uma base 
para coletar dados e interpretar os resultados, orientando a direção da pesquisa. Ou seja, 
pode ser definida como uma previsão ou explicação provisória que é formulada com base 
em observações preliminares e que pode ser testada por meio de experimentos ou estudos 
 
 
40 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
empíricos. Ela deve ser clara, específica e passível de ser confirmada ou refutada, pois 
será testada em toda sua relevância. Uma hipótese poder ter dois tipos (GIL, 2002): 
 
a) Hipótese Nula (H0): Afirma que não há relação significativa entre as variáveis ou 
que qualquer relação observada é devido ao acaso. 
b) Hipótese Alternativa (H1): Afirma que existe uma relação significativa entre as 
variáveis, ou que o efeito observado não é devido ao acaso. 
 
 
 
Imagine que um pesquisador deseja estudar o efeito da luz sobre o 
crescimento das plantas. A hipótese poderia ser: 
 H0: A quantidade de luz não afeta o crescimento das plantas. 
 H1: A quantidade de luz afeta o crescimento das plantas. 
 
 
Neste caso, o pesquisador conduziria experimentos para testar essas hipóteses, 
coletando dados e analisando os resultados para determinar se há suporte para a hipótese 
alternativa ou se deve aceitar a hipótese nula. A hipótese é crucial porque orienta o desenho 
experimental e a coleta de dados, ajudando os pesquisadores a focarem suas investigações 
e a interpretarem os resultados de maneira coerente. Ela também contribui para a 
construção e validação de teorias científicas, promovendo o avanço do conhecimento em 
diversas áreas. 
 
Figura 9 - O quadro de teste de hipótese 
 
Fonte: https://pt.linkedin.com/pulse/o-que-s%C3%A3o-hip%C3%B3teses-marcelo-soares-dias 
 
 
 
41 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Podemos afirmar que as hipóteses científicas, na verdade, são premissas dentro de 
uma determinada teoria que podem ser validadas e assim, contribuir com novas 
formulações de hipóteses. Para Perovano (2016), hipótese é considerada uma resposta 
temporária para uma questão de uma pesquisa e precisa ser elaborada para demonstrar 
empiricamente essa resposta provisória. 
 
 
 
Por exemplo, na proposição, “As cobras e os gatos são répteis” há uma 
informação verdadeira e outra falsa, pois podemos apresentar uma explicação 
que prove que as cobras são répteis e que os gatos são mamíferos. Então, 
quando comprovamos uma hipótese ela se torna uma fundamentação e 
quando a negamos, ela se torna um contra-argumento. 
 
3.4 Cópia ou Plágio 
Plágio é a cópia integral ou parcial de um texto ou de uma ideia. O plágio pode 
acontecer de diferentes formas, desde citações sem a menção do autor original até a 
apropriação de conceitos desenvolvidos por outras pessoas e apresentadas como inéditas 
ou próprias. A pesquisa científica baseia-se em rigor e integridade para produzir 
conhecimentos confiáveis e éticos. O uso indevido de imagens e textos escritos por outros 
autores pode comprometer seriamente a credibilidade de uma pesquisa. Isso ocorre 
quando materiais são utilizados sem a devida autorização ou sem a correta atribuição de 
créditos aos autores originais. Tal prática é considerada plágio, um ato que fere os 
princípios éticos e legais da pesquisa acadêmica. 
 
As principais consequências do plágio são: 
a) Acadêmicas: Pode resultar em sanções severas, incluindo reprovação em 
disciplinas, suspensão ou até expulsão de programas educacionais. 
b) Profissionais: Compromete a reputação do pesquisador, dificultando futuras 
publicações, colaborações e oportunidades de emprego. 
c) Legais: Pode levar a processos judiciais, multas e outras penalidades legais, 
dependendoda gravidade e do contexto. 
d) Pessoais: A integridade do pesquisador é questionada, o que pode impactar seu 
bem-estar psicológico e emocional. 
 
 
 
42 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Para evitar o plágio, é essencial citar corretamente as fontes de informações 
utilizadas. A citação adequada não só atribui o crédito devido aos autores originais, mas 
também permite que outros pesquisadores verifiquem e confiem nas fontes usadas. 
a) Citação Direta: É a reprodução exata das palavras de um autor. Deve ser 
utilizada entre aspas e acompanhada da referência correta. Exemplo conforme 
ABNT: "A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o 
mundo" (MANDELA, 1994, p. 57). 
b) Citação Indireta: Também conhecida como paráfrase, é a reescrita das ideias de 
outro autor com suas próprias palavras. Deve ser acompanhada da referência 
ao autor original. Exemplo conforme ABNT: Segundo Mandela (1994), a 
educação tem o poder de transformar o mundo. 
 
Importante ressaltar que as normas da ABNT para as citações devem constar a fonte 
no texto escrito (AUTOR, ano publicação) e a referência ao final da pesquisa: 
a) Autor-data: Indica o sobrenome do autor, o ano da publicação e, quando 
necessário, a página da citação. 
b) Referências: Todas as fontes citadas devem constar em uma lista de referências 
ao final do trabalho, seguindo a formatação específica, conforme exemplo de 
referência da ABNT: 
 
 
 
MANDELA, N. Long Walk to Freedom: The Autobiography of Nelson Mandela. 
1ª ed. Londres: Little, Brown and Company, 1994. 
 
 
 
A prática de citar corretamente conforme as normas da ABNT não só demonstra 
respeito pelo trabalho dos outros autores, mas também reforça a integridade científica do 
pesquisador. Qualquer pesquisador que já fez um trabalho acadêmico precisou transcrever 
e fazer citações e referências, assim, mencionar artigos, livros e outros tipos de informações 
que já foram escritas, ajudam a embasar e dar consistência científica à sua pesquisa. 
Contudo, para citar esses trabalhos, precisa utilizar-se das regras para que não possa ser 
considerada plágio. Afinal, o plágio pode acontecer de diferentes formas, desde citações 
 
 
43 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
sem a menção do autor original até a apropriação de conceitos desenvolvidos por outras 
pessoas e apresentadas como inéditas ou próprias. 
 
 
 
O plágio é uma prática criminosa segundo consta na Lei nª 9.610/98 que trata 
dos direitos autorais. A Lei assegura ao autor o direito ao uso e distribuição 
de sua criação que pode ser textual, audiovisual, comercial etc. A cópia 
integral ou parcial de obras pode resultar no recolhimento dos materiais que 
contenham o plágio e até mesmo indenização ao autor plagiado. Plagiar é 
um ato criminoso! (UFSC, 2024). 
 
 
Por ser um ato “criminoso” é importante conhecer as regras da ABNT e maneiras 
corretas de utilização de conteúdos que não foram criados por você, evitando todo e 
qualquer tipo de plágio. Em todos os formatos de plágio são passíveis de punição legal, 
podendo ser integral ou parcial e até mesmo estar presente em apenas um parágrafo em 
que não foi devidamente citado o autor original. 
 
 
 
Autores que utilizam plágio frequentemente argumentam que a prática 
economiza tempo e esforço na produção de trabalhos acadêmicos. Alegam 
falta de habilidades para a correta elaboração de citações e paráfrases, 
justificando o uso direto de textos alheios. Alguns mencionam a pressão por 
resultados rápidos e publicações, o que os leva a recorrer ao plágio. Outros 
citam a dificuldade em acessar fontes primárias, levando-os a copiar textos 
disponíveis na internet. Finalmente, há aqueles que simplesmente 
desconhecem as normas e a importância a da ética na pesquisa. 
 
 
Segundo ABNT, considera-se “citação” como sendo uma “menção de uma 
informação extraída de uma outra fonte”. O texto utilizado na citação visa sustentar uma 
argumentação (fundamentar) e esclarecer uma ideia ou teoria, reforçando o texto 
acadêmico. Isso demonstra que o autor fez outras pesquisas relacionadas à área do tema 
para aprofundar-se no conhecimento. Esse fato torna o trabalho mais relevante. Mas, é 
importante pesquisar sobre esse assunto, pois pode representar a “não aceitação” da sua 
pesquisa na instituição, ou mesmo ser reprovado, mesmo entregando o seu trabalho. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9610.htm
 
 
44 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 
Figura 10 – Tipos de Plágio 
 
Fonte: https://www.passeidireto.com/arquivo/105407720/8-tipos-de-plagio-no-tcc 
 
Existem vários tipos de detectores de plágios que as instituições utilizam para 
averiguar os textos. Alguns são gratuitos e podem ser acessados pelos alunos e 
professores. O detector é importante porque é um problema frequente nos TCCs, mas nem 
sempre a culpa e dos alunos, pois muitas vezes o aluno é “MAL ORIENTADO” ou não tem 
noção do que é “CONSIDERADO PLÁGIO” e constrói toda sua pesquisa de forma incorreta. 
Outro fator é que o “orientador” não acompanha corretamente o desenvolvimento da 
pesquisa e o problema só é percebido na entrega do trabalho. Assim, definição de plágio 
não se reduz a cópias, mas na densidade de uma referência no trabalho. 
 
Existem vários tipos de plágios e os menos utilizados são: 
a) Autoplágio: É a apresentação de um conteúdo anterior, de sua própria autoria, 
como sendo novo e original, sem que o documento ou obra anterior seja citado. 
Muitos congressos aceitam a repetição da obra! Ou seja, isto, em geral, ocorre 
quando um mesmo trabalho é apresentado em diferentes disciplinas, eventos ou 
instituições. 
b) Plágio Consentido: Ocorre quando o autor de uma obra concorda que outra 
pessoa assuma a sua autoria em troca de pagamento ou qualquer tipo de 
vantagem. Ou seja, é a compra dissertações e trabalhos acadêmicos. 
 
 
45 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Plágio em trabalhos acadêmicos, como em TCCs é uma grande preocupação de 
instituições de ensino, pois pode colocar em risco a reputação dos autores e da instituição. 
Vamos ver alguns exemplos mais comuns: 
 
Quadro 2 – Exemplos de plágio 
Tipos de Plágio Original Plágio 
Integral 
No meio do caminho tinha uma pedra 
tinha uma pedra no meio do caminho 
tinha uma pedra no meio do caminho 
tinha uma pedra. 
No meio do caminho tinha uma pedra 
tinha uma pedra no meio do caminho 
tinha uma pedra no meio do caminho 
tinha uma pedra. 
Parcial 
"A libertação, por isto, é um parto. E 
um parto doloroso. O homem que 
nasce deste parto é um homem novo 
que só é viável na e pela superação 
da contradição opressores-oprimidos, 
que é a libertação de todos." (Paulo 
Freire — Pedagogia do Oprimido). 
A libertação é, por isto, um parto. Como 
em todo parto, o que surge já se encontra 
em formação na mãe, não é algo 
completamente novo, mas precisa vir à 
luz. O ser-livre é aquele que dá à luz a 
superação da contradição opressores-
oprimidos, que é a libertação de todos. 
Direto 
"Quando os ricos fazem a guerra, 
são sempre os pobres que morrem." 
(Jean-Paul Sartre) 
...é por isso que afirmo que quando os 
ricos fazem a guerra, são sempre os 
pobres que morrem... 
Indireto 
"A jornada dos primeiros humanos à 
Austrália é um dos acontecimentos 
mais importantes da história." (Yuval 
Noah Harari, Sapiens - Uma breve 
história). 
O primeiro passo de um humano no 
território australiano possui um valor 
histórico muito grande. 
Fonte: https://www.significados.com.br/plagio/ 
 
Para evitar o plágio, sempre cite a fonte (AUTOR, ANO) no corpo do texto, 
normalmente no começo ou no final do parágrafo. No final do trabalho, nas referências, é 
preciso identificar todas as obras utilizadas (citadas como fonte) notrabalho. Os plágios 
julgados no Brasil, são considerados como crimes e penalizados com a cassação do 
diploma. Contudo, existem regras para que tais exemplos citados não sejam considerados 
“plágio”. Consulte sempre a ABNT e siga orientação do professor. 
 
 
 
46 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
4. METODOLOGIA OU MATERIAIS E MÉTODOS 
 
Alguns autores falam em metodologia e outros em materiais e métodos e outros 
ainda ligados à educação colocam como desenvolvimento. Assim, depende do autor a ser 
consultado e do tipo de pesquisa que será realizado. Na introdução foi desenvolvida uma 
pequena abordagem de como seria a metodologia adotada na pesquisa. Neste capítulo 
deve-se elaborar com mais profundidade os elementos que norteiam os procedimentos 
metodológicos. 
 
 
Em um projeto de pesquisa, a seção Material e Métodos é um planejamento 
detalhado sobre tudo o que será realizado na sua pesquisa. Deve possuir tal 
nível de detalhamento que se o projeto for entregue para outra pessoa, ela 
deve conseguir executar a pesquisa exatamente da mesma forma que você 
executaria (CERVO, BERVIAN e SILVA, 2007). 
 
Severino (2007), explica que a ciência se utiliza do método que lhe é próprio, o 
método científico, que nada mais é do que um elemento fundamental do processo do 
conhecimento realizado pela própria ciência e que a diferencia do senso comum. 
 
Para Gnipper (2019) o método científico em geral é composto por etapas, a fim 
nortear o planejamento da pesquisa e não é obrigatório, mas há a seguinte ordenação: 
observação, levantamento da questão problema e das hipóteses, experimentação, 
avaliação e análise dos dados obtidos/resultados e pôr fim a conclusão. Ou seja, a 
sequência para o método científico inicia-se com: 
a) A observação de um fenômeno ou problema; 
b) A formulação de uma pergunta de pesquisa clara e específica; 
c) A realização de uma revisão da literatura existente para contextualizar o problema 
e identificar lacunas no conhecimento; 
d) Com base nessa revisão, formulam-se hipóteses testáveis que possam 
responder à pergunta de pesquisa; 
e) Desenvolvimento de um plano de pesquisa detalhado; 
f) Define-se a seleção de métodos e técnicas apropriadas para a coleta e análise 
de dados; 
g) Implementação do plano; 
 
 
47 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
h) Coleta dos dados de maneira sistemática e rigorosa; 
i) Análise dos dados coletados, utilizando ferramentas estatísticas ou outras 
técnicas adequadas para verificar se os resultados suportam ou refutam as 
hipóteses; 
j) Com base nos resultados da análise, tiram-se conclusões que respondem à 
pergunta de pesquisa e contribuem para o avanço do conhecimento na área 
estudada; f 
k) Desenvolve os resultados e considerações (conclusões) onde são documentados 
e comunicados à comunidade científica e ao público em geral através de 
relatórios, artigos ou apresentações, garantindo que o novo conhecimento seja 
compartilhado e possa ser verificado, replicado e utilizado por outros 
pesquisadores. 
 
Agora vamos entrar nos detalhes de tipologias de pesquisa e isso causa um enorme 
ponto de interrogação em nossa mente. Saiba que uma pesquisa pode unir vários métodos. 
 
Figura 11 - Sequência para o Método Científico 
 
Fonte: https://mundoeducacao.uol.com.br/quimica/metodo-cientifico.htm 
 
 
 
48 Projetos e Metodologia Científica 
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4.1. Métodos Científicos 
O método científico é um conjunto de regras básicas para a produção de 
conhecimentos confiáveis e verdadeiros. Existem em todas as ciências. Ou seja, trata-se 
de um conjunto de normativas necessárias para a criação ou aprimoramento de um 
conteúdo, levando o cientista/pesquisador aos caminhos a serem seguidos, auxiliando-os 
em suas tomadas de decisão. Só existe ciência utilizando o método científico. A 
modernidade trouxe etapas bem definidas, como uma espécie de teoria da investigação 
(CERVO, BERVIAN e SILVA, 2007). 
 
Tudo que for pesquisado e observados, será testada por hipóteses citadas no início 
do trabalho, as quais guiarão experimentos para a produção de resultados. Na área da 
Filosofia, ao longo da história, auxiliou no processo de modernização, moldando o método 
científico como existe atualmente, debatendo a melhor forma de fazê-lo, seja de forma 
indutiva ou dedutiva (GIL, 2002). 
 
 
Pesquise sobre os métodos científicos e detenha conhecimentos mais 
aprofundados para começar sua pesquisa: 
 Método Dedutivo e indutivo; 
 Método hipotético-dedutivo 
 Método dialético 
 Método fenomenológico 
 
 
g) Método dedutivo: Método racionalista, que pressupõe a razão como a única 
forma de se chegar ao conhecimento verdadeiro. Para isso, utiliza uma cadeia 
de raciocínio descendente, da análise geral para a particular, até a conclusão. 
Na forma dedutiva, utiliza-se o silogismo: de duas premissas retira‐se uma 
terceira logicamente decorrente. 
 
 
Todo homem é mortal (premissa maior); 
Pedro é homem (premissa menor); 
Logo, Pedro é mortal. (conclusão). 
 
 
49 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
h) Método indutivo: Método empirista, o qual considera o conhecimento como 
baseado na experiência. A generalização deriva de observações de casos da 
realidade concreta e são elaboradas a partir de constatações particulares. 
 
 
 
O calor dilata o ferro; 
O calor dilata o cobre; 
O calor dilata o bronze; 
Ferro, cobre e bronze são metais. 
Logo, o calor dilata os metais. 
 
i) Método hipotético-dedutivo: É um método de investigação científica que 
envolve a formulação de hipóteses, a dedução de consequências a partir dessas 
hipóteses e a realização de testes empíricos para verificar se as consequências 
são consistentes com a realidade Ou seja: 
i. se o conhecimento é insuficiente para explicar um fenômeno, surge o problema; 
ii. para expressar as dificuldades do problema são formuladas hipóteses; 
iii. das hipóteses deduzem‐se consequências que serão testadas ou falseadas 
(tornar falsas as consequências deduzidas das hipóteses); 
 
Enquanto o método dedutivo procura confirmar a hipótese, o hipotético‐dedutivo 
procura evidências empíricas para derrubá‐las. Porém, se tratando 
 
j) O método científico dialético: Está associado ao materialismo dialético de Karl 
Marx e Friedrich Engels, analisa fenômenos sociais, históricos e naturais através 
de contradições internas que impulsionam mudanças e desenvolvimentos. 
Baseado na dialética hegeliana com uma ênfase materialista, ele possui quatro 
princípios principais: 
i. contradição e mudança; 
ii. interconexão dos fenômenos; 
iii. transformação quantitativa em qualitativa; 
iv. negação da negação. 
 
 
50 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
A realidade é vista como interconectada e em constante movimento, onde pequenas 
mudanças acumuladas resultam em transformações significativas. A aplicação do método 
é ampla, incluindo filosofia, economia, sociologia e história, promovendo uma visão 
dinâmica e interconectada da realidade. Por exemplo, na análise histórica, Marx usou a 
dialética para examinar o capitalismo, identificando contradições que levariam à 
transformação social. O método desafia visões estáticas e fragmentadas, oferecendo uma 
compreensão profunda dos processos históricos e sociais. Sua ênfase na mudança o torna 
crucial para analisar sociedades em constante transformação. 
 
k) Método fenomenológico: é uma abordagem filosófica e metodológica 
desenvolvida pelo filósofo Edmund Husserl no início do século XX. Seu objetivo 
é estudar a essência das experiências conscientes, sem preconceitos ou 
suposições externas. A fenomenologia busca compreender os fenômenos como 
eles são vivenciadospela consciência, enfatizando a descrição detalhada das 
experiências subjetivas. Seus princípios: 
i. Intencionalidade: A consciência é sempre dirigida a algo; ela é intencional. Cada 
ato de consciência é uma relação entre o sujeito e o objeto da percepção, 
pensamento ou sentimento. 
ii. Epoché (Redução Fenomenológica): Para estudar as essências dos fenômenos, 
é necessário suspender ou "colocar entre parênteses" todas as crenças e 
julgamentos sobre o mundo externo. Essa suspensão permite que se analise a 
experiência pura, livre de influências preconcebidas. 
iii. Descrição em vez de Explicação: O foco da fenomenologia é descrever as 
experiências tal como são vividas, sem buscar explicações causais ou 
científicas. A descrição deve ser minuciosa e atenta aos detalhes da experiência 
subjetiva. 
iv. Essências: A fenomenologia busca identificar as essências ou estruturas 
invariantes das experiências. Estas são os aspectos fundamentais que 
permanecem constantes através das variações das experiências individuais. 
 
A fenomenologia é aplicada em várias disciplinas, incluindo filosofia, psicologia, 
sociologia e educação. Em psicologia, por exemplo, o método fenomenológico pode ser 
utilizado para entender as experiências de pacientes, ajudando terapeutas a captar a 
essência de suas vivências emocionais e cognitivas. O método oferece uma maneira de 
investigar a experiência humana de maneira profunda e rigorosa, desafinado a objetividade 
 
 
51 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
extrema das abordagens científicas tradicionais, valorizando a subjetividade e a 
complexidade das vivências pessoais. A fenomenologia permite que pesquisadores 
compreendam como os indivíduos percebem, interpretam e dão sentido ao mundo ao seu 
redor. Ou seja, o método fenomenológico é uma abordagem poderosa para a investigação 
das experiências humanas, enfatizando a descrição precisa e detalhada das vivências 
subjetivas. Ao focar na intencionalidade e nas essências dos fenômenos, ele proporciona 
uma compreensão profunda da consciência e da percepção humana. 
 
4.2. Classificação das pesquisas 
A classificação das pesquisas é essencial para organizar e conduzir estudos 
científicos de maneira eficaz. Ela pode ser realizada a partir de diferentes perspectivas: 
natureza, abordagem, objetivos e procedimentos técnicos. Do ponto de vista da natureza, 
as pesquisas são divididas em básicas, aplicadas e de desenvolvimento. Pela abordagem, 
podem ser quantitativas, qualitativas ou mistas. Em termos de objetivos, classificam-se em 
exploratórias, descritivas e explicativas. Por fim, quanto aos procedimentos técnicos, 
incluem pesquisa bibliográfica, documental, experimental, levantamento, estudo de caso, 
pesquisa-ação, etnográfica e ex-post-facto. Essa categorização auxilia os pesquisadores a 
escolherem os métodos mais adequados para alcançar resultados precisos e relevantes. 
De acordo com Lakatos e Marconi (2017): 
 
Quadro 3 – Classificação da pesquisa 
 
Fonte: Própria, 2024 
 
Do ponto de vista da Natureza: A classificação das pesquisas do ponto de vista da 
natureza pode ser dividida em três categorias principais: 
 
 
 
52 Projetos e Metodologia Científica 
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a) Pesquisa básica: aplicadas e de desenvolvimento, também conhecida como 
fundamental ou pura, busca expandir o conhecimento teórico sem uma aplicação 
prática imediata. É motivada pela curiosidade e pelo desejo de entender os 
princípios subjacentes de fenômenos naturais ou sociais; 
b) Pesquisa aplicada: tem como objetivo resolver problemas específicos e práticos, 
utilizando os conhecimentos gerados pela pesquisa básica; 
c) Pesquisa de desenvolvimento: concentra-se na criação de novos produtos, 
processos ou tecnologias, aplicando diretamente as descobertas das pesquisas 
básicas e aplicadas para gerar inovação e progresso. 
 
Essas classificações ajudam a orientar os pesquisadores na definição de objetivos e 
métodos adequados para seus estudos. 
 
Do ponto de vista da Abordagem: as pesquisas podem ser classificadas em três 
tipos principais: quantitativa, qualitativa e mista. 
 
a) Pesquisa Quantitativa: Utiliza métodos estatísticos e numéricos para analisar 
dados e testar hipóteses. É caracterizada pela objetividade e pelo uso de 
instrumentos padronizados, como questionários e experimentos, para coletar 
dados que podem ser generalizados para grandes populações. A análise é feita 
através de ferramentas matemáticas e estatísticas. 
b) Pesquisa Qualitativa: Foca na compreensão profunda de fenômenos complexos 
e subjetivos. Utiliza métodos como entrevistas, observações e análise de 
conteúdo para explorar as percepções, motivações e experiências dos 
indivíduos. Os dados são geralmente não numéricos e a análise é interpretativa 
e descritiva, buscando compreender o significado e o contexto dos fenômenos 
estudados. 
c) Pesquisa Mista: Combina elementos das abordagens quantitativa e qualitativa. 
Essa abordagem integrada permite uma compreensão mais completa e 
abrangente dos fenômenos, utilizando métodos quantitativos para medir e 
generalizar dados, e métodos qualitativos para aprofundar e contextualizar os 
resultados. A pesquisa mista proporciona uma perspectiva mais rica e detalhada 
ao abordar questões complexas. 
 
 
53 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Essas classificações de abordagem ajudam os pesquisadores a escolherem os 
métodos mais adequados para responder às suas perguntas de pesquisa e alcançar seus 
objetivos. 
 
Do ponto de vista dos objetivos: as pesquisas podem ser classificadas em três 
tipos principais: exploratória, descritiva e explicativa. 
a) Pesquisa Exploratória: Tem como objetivo proporcionar maior familiaridade com 
o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses. 
Geralmente, é realizada quando o tema ou problema de pesquisa é pouco 
conhecido ou pouco estudado. Utiliza métodos flexíveis e variados, como revisão 
de literatura, entrevistas abertas e estudos de caso, para obter insights iniciais e 
identificar aspectos importantes para investigações futuras. 
b) Pesquisa Descritiva: Visa descrever as características de determinada 
população ou fenômeno. Não se preocupa em explicar as causas, mas em 
mapear e documentar como algo é ou como se manifesta. Utiliza métodos como 
levantamento (survey), observação sistemática e análise documental. A 
pesquisa descritiva é útil para proporcionar uma visão detalhada e precisa de 
situações ou eventos, permitindo a identificação de padrões e tendências. 
c) Pesquisa Explicativa: Busca identificar os fatores que determinam ou contribuem 
para a ocorrência dos fenômenos. Seu objetivo é entender as relações de causa 
e efeito, explicando por que e como as coisas acontecem. Utiliza métodos como 
experimentos, estudos de correlação e análise de regressão. A pesquisa 
explicativa é crucial para o desenvolvimento de teorias e para a compreensão 
aprofundada dos mecanismos subjacentes aos fenômenos estudados. 
 
Essas classificações ajudam a orientar os pesquisadores na definição clara dos 
objetivos de seus estudos, escolhendo métodos e abordagens adequadas para alcançar os 
resultados desejados. 
 
Do ponto de vista dos procedimentos técnicos: as pesquisas podem ser 
classificadas em diversas categorias, dependendo das técnicas e métodos utilizados para 
a coleta e análise dos dados. As principais classificações incluem: 
a) Pesquisa Bibliográfica: Baseia-se na análise de livros, artigos, teses, 
dissertações e outras fontes de informações já publicadas. É utilizada para 
 
 
54 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
revisar o estado da arte sobre um determinado tema, identificar lacunas na 
literatura e fundamentar teoricamenteo estudo. 
b) Pesquisa Documental: Similar à pesquisa bibliográfica, mas foca na análise de 
documentos primários, como relatórios, registros oficiais, atas, correspondências 
e outros materiais não publicados que contêm informações relevantes para a 
investigação. 
c) Pesquisa Experimental: Envolve a manipulação de variáveis em um ambiente 
controlado para observar os efeitos dessa manipulação. É amplamente utilizada 
nas ciências naturais e sociais para testar hipóteses e estabelecer relações de 
causa e efeito. 
d) Pesquisa de Levantamento (Survey): Utiliza questionários ou entrevistas 
estruturadas para coletar dados de uma amostra representativa de uma 
população. É eficaz para descrever características, atitudes, opiniões ou 
comportamentos de grupos específicos. 
e) Estudo de Caso: Foca na análise detalhada e aprofundada de um ou poucos 
casos específicos (indivíduos, grupos, organizações, eventos) para explorar e 
compreender fenômenos complexos em seu contexto real. 
f) Pesquisa-Ação: Envolve a colaboração entre pesquisadores e participantes para 
identificar problemas e desenvolver soluções práticas. A pesquisa-ação é 
iterativa e participativa, com o objetivo de promover mudanças e melhorias em 
contextos específicos. 
g) Pesquisa Etnográfica: Baseada em métodos qualitativos, como observação 
participante e entrevistas em profundidade, visa compreender culturas e 
comportamentos de grupos sociais em seu ambiente natural. É amplamente 
utilizada em antropologia e sociologia. 
h) Pesquisa Ex-Post-Facto: Estuda eventos ou condições que já ocorreram para 
identificar suas causas ou consequências. Não envolve manipulação de 
variáveis, mas analisa retrospectivamente os dados disponíveis. 
i) Pesquisa participante: pesquisa desenvolvida pela interação entre 
pesquisadores e membros das situações investigadas; 
 
Essas classificações ajudam os pesquisadores a selecionarem os procedimentos 
técnicos mais adequados para responder às suas perguntas de pesquisa, considerando a 
natureza dos dados e o contexto do estudo. 
 
 
 
55 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
5. RESULTADOS, DISCUSSÃO E A CONCLUSÃO 
Conforme Aquino (2012), para descrever em partes o resultado e a discussão e 
ressalto que algumas universidades e/ou revistas englobam esses dois temas 
concomitantemente. Em uma pesquisa científica, os elementos "Resultados", "Discussão" 
e "Conclusão" são partes fundamentais que contribuem para a compreensão e avaliação 
dos achados da investigação. 
 
Figura 12 – Resultados, discussões e conclusão 
 
Fonte: https://www.youtube.com/watch?app=desktop&v=Pc-ppKB7e1E 
 
Cada uma dessas seções tem funções e características específicas: 
 
5.1 Resultados 
A seção de Resultados apresenta os dados coletados durante a pesquisa de forma 
clara e objetiva, sem interpretações ou julgamentos. O objetivo é mostrar as evidências que 
foram encontradas para responder às hipóteses ou perguntas de pesquisa. Como 
Características devem ter (CASTRO, 2011): 
a) Clareza: Os dados devem ser apresentados de maneira organizada, 
frequentemente utilizando tabelas, gráficos e figuras para facilitar a 
compreensão. 
b) Objetividade: Deve-se evitar interpretações; apenas os resultados brutos e as 
análises estatísticas (se houver) são incluídos. 
c) Relevância: Apenas os dados que são relevantes para os objetivos da pesquisa 
devem ser apresentados. 
 
A etapa de resultados é onde o pesquisador checará se todo o material que reuniu 
é o suficiente para explanar os problemas destacados na pesquisa e, lógico, de acordo com 
 
 
56 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
todas as formulações de hipóteses que foram levantadas. Nesta etapa do trabalho a 
atenção é fundamental, pois aqui o que vale é o poder de argumentação do autor. Assim, 
em relação a “resultados” é a parte onde você deve mostrar o que obteve em sua pesquisa. 
É nos resultados que você pode ilustrar seu trabalho com tabelas, gráficos e demonstrativos 
de cálculos. Mesmo que tenha encontrado o resultado mais fascinante, guarde seu ímpeto 
e continue com uma escrita simples e direta. Escreva no tempo passado e frases curtas e 
diretas sobre o que se vê no gráfico ou na tabela (GNIPPER, 2019). 
 
5.2 Discussão 
A seção de Discussão interpreta os resultados, explorando suas implicações, 
significados e relações com a literatura existente. Aqui, o pesquisador explica o que os 
resultados significam no contexto do problema de pesquisa. Suas principais características 
(CASTRO, 2011): 
a) Interpretação: Os resultados são analisados e explicados, discutindo-se sua 
importância e implicações. 
b) Comparação com a Literatura: Os achados são comparados com estudos 
anteriores, destacando semelhanças e diferenças. 
c) Limitações: São discutidas as limitações do estudo e como elas podem ter 
afetado os resultados. 
d) Sugestões para Pesquisas Futuras: A discussão pode incluir recomendações 
para estudos futuros, com base nas lacunas identificadas. 
 
Na discussão você deve fazer ponderações sobre seus resultados e ter argumentos 
que demonstrem isso. Se houver algo relevante argumente, discuta e obedeça a sequência 
dos resultados apresentados. Se preferir unir os resultados a sua discussão, faça isso 
passo a passo de acordo com o encontrado. 
 
5.3 Conclusão (Considerações) 
A Conclusão de que na realidade deveríamos denominar como “Considerações 
finais” pois, nada é conclusivo, a não ser a morte! resume os principais achados da pesquisa 
e responde às perguntas ou hipóteses formuladas inicialmente. É uma síntese final que 
ressalta a contribuição do estudo para o campo de conhecimento. Suas principais 
características são: 
 
 
 
57 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
a) Síntese dos Resultados: Reitera os principais resultados e suas interpretações. 
b) Resposta às Hipóteses: Responde diretamente às hipóteses ou perguntas de 
pesquisa formuladas no início. 
c) Contribuição: Destaca a importância e a contribuição da pesquisa para o campo 
de estudo. 
d) Implicações Práticas: Pode incluir recomendações práticas baseadas nos 
resultados. 
e) Brevidade: Deve ser concisa e direta, sem repetir detalhadamente o que já foi 
discutido. 
 
A conclusão, a próxima etapa descrita por Castro (2011), retoma a visão ampla que 
foi descrita na introdução e responde aos seus objetivos mostrando que a escolha da 
metodologia foi a mais adequada. A conclusão deve fazer sentido para quem não leu o 
resto do trabalho e ficamos com o que há de mais importante na pesquisa, retoma sem 
repetir a introdução e completa o seu trabalho, dando um final feliz. 
 
Figura 13 – Conclusões / Considerações finais 
 
Fonte: https://manualdotcc.com.br/conclusao-do-tcc-aprenda-a-escrever/ 
 
 
 
58 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
A partir deste esquema, o aluno pode organizar melhor as ideias para elaborar o 
texto de Conclusão. É importante destacar que este é uma opção de esquema para elaborar 
o conteúdo, deste modo, o acompanhamento do orientador é imprescindível 
 
De forma bem direcionada, na etapa da conclusão o pesquisador fará afirmações 
sobre o fenômeno ou objeto que foi estudado e, claro, embasado em todas as etapas do 
trabalho, com coerência. Assim, quando os experimentos e hipóteses do estudo trazem 
sempre o mesmo resultado, teorias poderão ser consideradas como leis na linguagem da 
ciência (GNIPPER, 2019). 
 
Aqui você chega quase ao final de sua jornada para escrever um trabalho 
acadêmico, mas ainda há um longo caminho pela frente. No entanto, as seções de 
Resultados, Discussão e Conclusão são cruciais para uma pesquisa científica, pois juntas 
fornecem uma visão completa dos achados, sua interpretação e sua importância no 
contextomais amplo. Apresentar esses elementos de forma clara e estruturada é 
fundamental para a compreensão e a credibilidade do trabalho de pesquisa. 
 
 
 
 
59 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
6. OS PROJETOS DE PESQUISA CIENTÍFICOS 
 
A introdução, assim como na monografia, é o primeiro contato para com a 
significância do estudo e da ideia sobre o tema a ser tratado. É na introdução que se 
apresenta a questão de pesquisa, e onde você irá desenvolver sua problemática. Assim, o 
projeto também é uma atividade cientifica, que compreende uma pesquisa difícil, exige 
muito do pesquisador e segue os mesmos critérios da monografia. Os projetos estão 
voltados a responder questões que brotam de inquietação e da problemática diante da 
realidade, consequentemente acabam por produzir novos conhecimentos e compreensões. 
É um trabalho meticuloso e planejado para responder as questões que serão demonstradas 
a seguir. O planejamento mostra o caminho a ser percorrido, para que não haja 
improvisação, insegurança e confuso (LAKATOS; MARCONI, 2017). 
 
Segundo Koche (2015), o projeto científico é o planejamento diante da necessidade 
de “fazer”. Neste sentido, existem alguns elementos obrigatórios em qualquer ato de “fazer”. 
Porém, na ciência, cada pergunta possui um nome específico, bem como padronização 
para cada etapa do planejamento científico. Dessa forma, temos: 
a) Quem vai fazer? (identificação); 
b) O que vai fazer? (apresentação do tema e do problema); 
c) Por que vai fazer? (justificativa); 
d) O que alcançar com esse fazer? (objetivo); 
e) Com que conhecimento vai fazer? (referencial teórico); 
f) Como vai fazer? (metodologia); 
g) Quando e onde vai fazer? (cronograma e localização das ações); 
h) Quanto vai custar esse fazer (custeio)? 
i) Alguém já fez isso ou algo parecido com isso antes (referencial teórico)? 
j) Existe algum registro disso que pode me ajudar nesse fazer (referencial teórico)? 
 
Essas perguntas poderiam ser utilizadas em qualquer condição da vida cotidiana, 
que necessite de algum planejamento prévio, como, por exemplo, a realização de uma 
festa. 
 
 
 
60 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
6.1. A pesquisa do Projeto 
Segundo Gil (2002), pesquisa é definida como o (...) procedimento racional e 
sistemático que tem como objetivo proporcionar respostas aos problemas que são 
propostos. A pesquisa desenvolve-se por um processo constituído de várias fases, desde 
a formulação do problema até a apresentação e discussão dos resultados. 
 
Para Fonseca (2002), methodos significa organização, e logos, estudo sistemático, 
pesquisa, investigação; ou seja, metodologia é o estudo da organização, dos caminhos a 
serem percorridos, para se realizar uma pesquisa ou um estudo, ou para se fazer ciência. 
Etimologicamente, significa o estudo dos caminhos, dos instrumentos utilizados para fazer 
uma pesquisa científica. 
 
6.1.1 Metodologia e Métodos do Projeto 
É importante salientar a diferença entre metodologia e métodos. A metodologia se 
interessa pela validade do caminho escolhido para se terminar proposto pela pesquisa. 
Portanto, não deve ser confundida com o conteúdo (teoria) nem com os procedimentos 
(métodos e técnicas) (LAKATOS; MARCONI, 2017). 
 
 
 
Metodologia é o caminho que será seguido em toda a execução do projeto, a 
implementação de planejamento do que precisa ser executado e em que ordem; 
já o método é um modo de colocar em prática alguma ação específica, em 
alguma parte pontual do projeto (GIL, 2002). 
 
 
Dessa forma, a metodologia vai além da descrição dos procedimentos (métodos e 
técnicas a serem utilizados na pesquisa), indicando a escolha teórica realizada pelo 
pesquisador para abordar o objeto de estudo. No entanto, embora não sejam a mesma 
coisa, teoria e método são dois termos inseparáveis, “devendo ser tratados de maneira 
integrada e apropriada quando se escolhe um tema, um objeto, ou um problema de 
investigação” (MINAYO, 2007). 
 
Minayo (2007) define metodologia de forma abrangente e concomitante (...) 
 
 
61 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
a) Como a discussão epistemológica sobre o “caminho do pensamento” que o tema 
ou o objeto de investigação requer; 
b) Como a apresentação adequada e justificada dos métodos, técnicas e dos 
instrumentos operativos que devem ser utilizados para as buscas relativas às 
indagações da investigação; 
c) Como a “criatividade do pesquisador”, ou seja, a sua marca pessoal e específica 
na forma de articular teoria, métodos, achados experimentais, observacionais ou 
de qualquer outro tipo específico de respostas às indagações específicas. 
 
Para exemplificar melhor o que Minayo (2007) define como abrangente e 
concomitantes, assim, podemos afirmar que a figura a seguir é fruto de uma pesquisa? Tem 
fundamentação? Para refletir! 
 
Figura 14 - O fim do jornal de papel 
 
Fonte:https://4.bp.blogspot.com/-f35IzJwHKm8/UIWSsL-
Hg4I/AAAAAAAACKA/LLTefSCy9kI/s400/Tirinha_FimDoJornal.jpg 
 
Nenhuma resposta é definitiva. Porém, falam que a “morte” é a única definitiva e 
conclusiva. O resto pode ser mudado. Assim, não há consensos em modelos únicos entre 
os métodos disponibilizados nas pesquisas. Assim há várias propostas de formato, de 
estruturas para responder as questões, por isso é importante seguir as normas e regras 
solicitadas pelo órgão avaliador (instituições), pois cada uma pode ter seu próprio modelo, 
sem sair das normas da ABNT. 
 
https://4.bp.blogspot.com/-f35IzJwHKm8/UIWSsL-Hg4I/AAAAAAAACKA/LLTefSCy9kI/s400/Tirinha_FimDoJornal.jpg
https://4.bp.blogspot.com/-f35IzJwHKm8/UIWSsL-Hg4I/AAAAAAAACKA/LLTefSCy9kI/s400/Tirinha_FimDoJornal.jpg
 
 
62 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
6.2. Conhecimento 
De acordo com Fonseca (2002) (...) o homem é, por natureza, um animal curioso. 
Desde que nasce interage com a natureza e os objetos à sua volta, interpretando o universo 
a partir das referências sociais e culturais do meio em que vive. Apropria-se do 
conhecimento por meio das sensações, que os seres e os fenômenos lhe transmitem. A 
partir dessas sensações elabora representações. Contudo, essas representações, não 
constituem o objeto real. O objeto real existe independentemente de o homem o conhecer 
ou não. 
 
O conhecimento humano é na sua essência um esforço para resolver contradições, 
entre as representações do objeto e a realidade dele. Assim, o conhecimento, dependendo 
da forma pela qual se chega a essa representação, pode ser classificado de popular (senso 
comum), teológico, mítico, filosófico e científico. Veremos a seguir os diferentes tipos de 
conhecimento. 
Figura 15 - Tipos de Conhecimentos 
 
Fonte: https://www.diferenca.com/conhecimento-empirico-cientifico-filosofico-e-teologico/ 
 
O conhecimento faz parte do processo cognitivo e é muito complexo. Ele permite a 
entender, interpretar e dar sentido a tudo. Ou seja, “é tudo que você sabe e a forma como 
você sabe”. Com base nesses conhecimentos, toma-se decisões, resolve problemas e 
desenvolve novas habilidades. As bases do conhecimento podem vir de diversas fontes, que 
se complementam entre si, criando junções entre a teoria com a prática, além de suas 
próprias descobertas. O assessoramento, o aprendizado na vida profissional, pessoal ou 
acadêmica nos enriquece, porém, não se deve aceitar tudo, sem nenhum senso crítico, 
 
 
63 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
assim, busca-se embasamentos para filtrar o excesso de informações. Outro fator é 
compreender os diferentes tipos de conhecimento. São vários, porém vamos citar alguns 
deles, que são mais genéricos e de maior interesse ao conhecimento científico (PEROVANO, 
2016).6.2.1. Conhecimento de senso comum 
Também é conhecido como conhecimento empírico, o conhecimento que adquirimos 
com nossa experiência no dia a dia. O senso comum faz parte de conhecimentos da vida 
quotidiana e pode também incluir superstições, isto é, crenças falsas ou injustificadas, como 
por exemplo, acreditar que o número 13 dá azar, que passar por debaixo de uma escada 
não traz sorte, entre outros. 
 
As crenças que fazem parte do senso 
comum são adquiridas com base na 
experiência quotidiana das pessoas, na 
chamada experiência de vida, que é bem 
diferente da experiência científica, pois pode 
ser feita sem um planejamento rigoroso, sem 
método. 
 
Em alguns casos trata-se de experiências pessoais, em outros são experiências 
partilhadas pelos membros da comunidade. É um conhecimento que se adquire sem 
estudos, sem investigações. 
 
6.2.2. Conhecimento filosófico 
É o tipo de conhecimento baseado na reflexão e construção de conceitos e ideias, a 
partir do uso do raciocínio em busca do saber. Surgiu a partir da capacidade do ser humano 
de refletir, principalmente sobre questões subjetivas, imateriais e suprassensíveis, como os 
conceitos e ideias. Suas características podem ser: 
a) Crítico: todas as informações devem ser profundamente analisadas e refletidas 
antes de serem levadas em consideração; 
Figura 16 - Exemplo que senso comum 
 
Fonte: https://meugibi.com/img2016b2/87001_1.png 
 
 
64 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
b) Especulativo: as conclusões são baseadas em hipóteses e possibilidades, 
devido ao uso de um conhecimento teórico puro. 
Na filosofia, seja antiga, medieval, moderna ou contemporânea, criaram-se várias 
vertentes como: idealismo, materialismo, escolástica, racionalismo, empirismo, 
pragmatismo, existencialismo, pós-modernismo. 
 
Segundo Barros e Lehfeld (2007), a filosofia tem como finalidade a compreensão da 
realidade e o fornecimento de conteúdos que permitam reflexão para a transformação da 
realidade. “à filosofia cumpre a tarefa de elaborar pressupostos e princípios norteadores 
das ações humanas”. O fato de que os objetos de estudo do conhecimento filosófico não 
apresentarem um caráter material faz com que seja desnecessária a verificação cientifica 
apesar da racionalidade existente. Assim, a principal preocupação do conhecimento 
filosófico é questionar e achar respostas para determinadas questões, mas não 
necessariamente comprovar algo. Ela está bem relacionada a uma reflexão pessoal, mas 
sem grandes pretensões de provar algo. 
 
6.2.3. Conhecimento religioso 
O conhecimento religioso ou teológico implica nas crenças de verdades obtidas de 
forma metafísica, divina ou sobrenatural e assim são geralmente infalíveis e cujas 
evidências não podem ser comprovadas, são geralmente relegadas à fé ou crença pessoal. 
Se baseia em dogmas cujas crenças não podem ser refutadas nem submetidas a análise 
científica. São baseados em livros sagrados, com vários volumes que mesclam a narrativa 
com as ordenanças, orações e o relato histórico-religioso. 
 Exemplo: A Bíblia, o Alcorão ou o Talmud. 
 
Figura 17 - Teológico & Religioso 
 
Fonte:https://www.facebook.com/permalink.php/?story_fbid= 
100235731599169&id=100119294944146&local e=fr_CA 
 
 
 
65 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
O conhecimento religioso está relacionado às verdades religiosas registradas em 
livros sagrados ou são reveladas por seres espirituais ou autoridades divinas e invisíveis 
nomeadas por nós, como Buda, Maomé, Jeová, Jesus Cristo entre outros, considerados 
iluminados, santos ou profetas, sendo que essas manifestações são divinas e trazem 
mensagem de um ser superior. Principias características: 
 
a) Valorativo: o conhecimento religioso baseia-se em julgamentos subjetivos e não 
em fatos e acontecimentos comprovados. 
b) Inverificável: por lidar com questões espirituais, metafísicas, divinas e 
sobrenaturais, o conhecimento religioso não é submetido à verificação científica. 
c) Infalível: o conhecimento religioso explica os fenômenos e mistérios da vida 
através de proposições dogmáticas (verdades absolutas) que não podem ser 
refutadas. 
d) Sistemático: independente da religião, o conhecimento religioso é organizado em 
um conjunto de regras que se complementam. 
e) Inspiracional: o conhecimento religioso é baseado em doutrinas e ensinamentos 
revelados de forma sobrenatural. 
 
O conhecimento religioso é organizado em diferentes religiões, possuindo seus 
próprios conjuntos de crenças, rituais e códigos morais. 
 
6.2.4. Conhecimento científico 
O conhecimento científico parte das atividades científicas, com experimentações e 
coleta de dados. O objetivo é demonstrar, argumentação e propor solução para um 
problema ou a resposta de uma pergunta. Para isso, utiliza-se de métodos formais e 
fundamentados, proporcionando mais rigor, validade e confiabilidade no objeto de 
pesquisa. Ou seja, o conhecimento científico depende de investigação metódica, o que a 
torna analítica e requer exatidão e clareza na busca e aplicação de leis e discussões 
teóricas relevantes e verificáveis (FONSECA, 2002). 
 
A proposta da Informação e saber, resultado da busca por respostas e estudos 
constantes que surgiu devido a necessidade do ser humano de conhecer o funcionamento 
das coisas, bem como saber o que compõe um objeto e de que forma os fatos ocorrem, 
pois é de a natureza humana fazer questionamentos. No entanto, para que um fato seja 
 
 
66 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
reconhecido cientificamente deve passar por observações e experimentações que irão dar 
veracidade ou não para uma nova teoria. 
O conhecimento científico pode ser dividido em tácito e explícito (GIL, 2002). 
a) Tácito: possui uma difícil transmissão por textos ou sistemas, sua transmissão 
acontece nas relações entre cientistas e está atrelado a experiência e a 
competência do pesquisador. 
b) Explicito: aquele formalizado em artigos, revistas, manuais, bases de dados, 
portais do conhecimento, ou seja, pode ser comunicado por sistemas 
estruturados ou meios formais, compreendendo a literatura científica. 
 
De acordo com Barros e Lehfeld (2007), o conhecimento científico é utilizado para 
que se possa constatar variáveis como, por exemplo, presença ou ausência de determinado 
fenômeno da nossa realidade. A constatação acontece a fim de que um pesquisador, um 
estudioso tenha como dissertar ou então agir sobre as características que um fato possa 
apresentar de um fenômeno. Assim, o pesquisador diante do conhecimento científico, 
deverá ter bem definido o problema que deverá solucionar e no processo poderá identificar 
as qualidades e quantidades que estejam mais próximas da verdade relacionada ao fato. 
 
 
 
... “à ciência de cada época tem dois componentes: um passageiro e outro 
duradouro. A ciência atual é fruto da acumulação dos conhecimentos 
duradouros das épocas passadas, que foram ampliados e aperfeiçoados ao 
longo do tempo” (MASCARENHAS, 2018). 
 
 
Ao considerar as ponderações sobre a modernidade cientifica e o que já foi estudado 
até aqui, reforça-se a concepção de que a Ciência é um procedimento metódico cujo 
objetivo é conhecer, interpretar e intervir na realidade, tendo como diretriz os problemas 
formulados que sustentam regras e ações adequadas à constituição do conhecimento. 
 
 
67 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
7. ARTIGOS CIENTÍFICOS E ESCOLHA DO TEMA 
 
Nos últimos tempos, os artigos científicos foram difundidos dentro das universidades 
por se tratar de uma forma mais sucinta e direta de revelar uma pesquisa e, 
consequentemente, mais rápida de ser elaborada pelos educandos. O desenvolvimento do 
artigo pode ser dividido em itensnecessários que possam desenvolver a pesquisa e isso 
varia muito do local onde o autor deseja publicar sua pesquisa. É importante expor os 
argumentos de forma clara como uma aula explicativa, por meio de um desenvolvimento 
que encadeia um raciocínio lógico que o leitor compreenda. 
 
7.1 Temas e Títulos 
Existem muitas opções de temas que são relevantes na atualidade. Contudo 
precisamos compreender que o tema é diferente do título em sua conceituação. 
 
a) O tema de uma pesquisa é muito mais conhecido pela comunidade laica, ou seja, 
‘um país ou nação com uma posição neutra no campo religioso”. Assim, tem 
consigo o princípio da imparcialidade em assuntos religiosos, não apoiando ou 
discriminando nenhuma religião. Ou seja, o tema é o que a grande área da 
pesquisa, ligada à sua corrente teórica específica e a uma linha de pesquisa. Por 
exemplo: ‘Desenvolvimento infantil: tema bastante abrangente”. 
b) O título (mesmo provisório) é a primeira informação abordada. Uma vez definido, 
deve alinhar-se a problemática da pesquisa e seus objetivos. Ou seja, quando 
iniciamos um artigo, pensamos primeiro no título e não no tema. Porém, o título 
escolhido deve estar ligado ao seu tema. 
 
Esta interligação entre” tema e título” identificará quais são as pretensões com a 
produção. A partir disso, busca-se as bases para fundamentar e desenvolver a pesquisa. 
Atualmente, orientamos que o título tenha um certo cunho “comercial”. Acredita-se que o 
aluno fique mais familiarizado com o assunto. 
 
7.2 Definição de Artigo Científico 
Segundo a ABNT, o artigo científico pode ser definido como a “publicação com 
autoria declarada, que apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e 
 
 
68 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
resultados nas diversas áreas do conhecimento”. Quando o artigo inclui uma pesquisa 
descritiva apresentam-se os resultados desenvolvidos na coleta dos dados através das 
entrevistas, observações, questionários, entre outras técnicas. O artigo depende de vários 
fatores como o tipo de pesquisa que o autor realizou e ainda o local de publicação ou o 
congresso que irá participar. 
 
Figura 18 – Ciclo de Produção do Conhecimento Científico 
 
Fonte: http://slideplayer.com.br/1769915/7/images/5/CICLO+DE+PRODU%C3%87%C3%83O+DO+ 
CONHECIMENTO+CIENT%C3%8DFICO.jpg 
 
O artigo científico, como o próprio nome já diz, caracteriza-se por um texto científico 
que descreve os resultados, sendo esses provenientes de uma pesquisa. Dessa maneira, 
é um relato acerca dos resultados de um estudo realizado, torna-se publicamente 
conhecido por meio de revistas científicas, as quais possuem uma seção destinada a esse 
fim. Artigos “são geralmente utilizados como publicações em revistas especializadas, a fim 
de divulgar conhecimentos, de comunicar resultados ou novidades a respeito de um 
 
 
69 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
assunto, ou ainda de contestar, refutar ou apresentar outras soluções de uma situação 
convertida” (GIL, 2002). 
 
Quanto ao conteúdo abordado, pode apresentar distintos aspectos, como também 
cumprir outras tarefas, conforme citados por Lakatos e Marconi (2017): 
a) Versar sobre um estudo pessoal, uma descoberta, ou dar um enfoque contrário 
ao já conhecido; 
b) Oferecer soluções a questões controvertidas; 
c) Levar ao conhecimento do público intelectual ou especializado no assunto novas 
ideias, para sondagem de opiniões ou atualização de informes. 
d) Abordar aspectos secundários, levantados em alguma pesquisa, mas que não 
seriam utilizados na mesma. 
 
Caso queira saber como os autores fazem para publicar, veja a nossa Revista 
Ceciliana e as regras que a compõem, que estão contidas na ABNT. Quanto a escolha do 
tema é de cunho bem pessoal e deve significar algo para quem o escreve, bem como fazer 
parte da história do autor tanto no âmbito pessoal, como no profissional e no afetivo. 
Quando realizamos um trabalho com prazer tudo fica melhor. Assim, Procure conversar 
com seus professores e ver o Curriculum Lattes de cada um, lá estarão as áreas de atuação 
e as pesquisas dos professores. Essa troca de ideias e consulta pode contribuir para 
escolher o orientador também. Depois que fez essa busca aos professores pense em algo 
que se relaciona ao que já estudou em seu curso e que lhe chamou atenção, comece a 
fazer anotações e leituras de artigos, revistas, livros etc. sobre o assunto. 
 
A primeira escolha “tema/título” é a mais difícil, pois é a primeira vez que você irá se 
deparar com algo que vai estudar mediante sua opção. Se não gostou do que escolheu 
mude de tema, mas se gostou continue a saber tudo que tem de publicação sobre o 
assunto; não se acanhe em conversar com um professor, pois ele já passou por essa 
experiência de escrever um artigo. O contato com palestras e cursos ou seminários, 
simpósios e congressos também é uma boa saída para você pensar no seu artigo ou na 
sua futura pesquisa, o importante é não desanimar com tantas informações(BRASILEIRO, 
2021). 
 
Segundo Castro (2006), há três aspectos a serem considerados quando da escolha 
de um tema/título: 
 
 
70 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
a) Importância – quando está relacionado a alguma questão importante que 
polariza ou afeta a sociedade; quando está ligado a alguma questão teórica que 
merece atenção em literatura especializada e temas novos com potencial de 
interesse ou que afetem as pessoas. 
b) Originalidade – tema em que os resultados potencialmente irão surpreender, 
mas se não foi verificado antes não quer dizer que caracterize originalidade. No 
geral quanto mais se testa uma teoria implica que o grau de surpresa se reduza, 
e assim, menor a probabilidade que algo novo seja dito. 
c) Viabilidade – dos três aspectos esse é o mais tangível, pois questionamentos 
são feitos: 
i. Conseguirei fazer minha pesquisa e terminá-la... 
ii. Dentro do prazo estipulado? 
iii. Com os recursos financeiros que tenho? 
iv. Com a minha competência? 
v. Com as informações que tenho? 
vi. Com o apoio acadêmico que possuo? 
 
Quando escolher um tema/título de interesse você deve considerar qual a sua 
atualidade, bem como se haverá relevância para a sociedade além, é claro, do 
conhecimento que já tem a respeito do assunto e sua aptidão para atuar com tudo o que 
estiver relacionado ao título que escolheu, porém, é importante que o referencial seja rico, 
com muitas pesquisas, pois auxiliará na delimitação do tema de sua pesquisa. Afinal, 
conhecer autores que já trabalharam, pesquisaram e estudaram sobre o assunto, sobre o 
tema que você escolheu, é muito importante! (MARTINS; MELLO, 2016). 
 
 
 
71 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
8. TCC, DISSERTAÇÃO E TESE 
 
Muitas dúvidas surgem com as terminologias TCC, TG, Monografias, Artigos, 
Periódicos, Projetos científicos, Dissertação e Tese e acabam causando uma confusão na 
cabeça do estudante; hoje com o artigo científico os educandos acreditam que não existe 
trabalho de conclusão de curso, mas na verdade o que mudou foram as monografias para 
artigos científicos que são também um trabalho de conclusão de curso. 
 
8.1 Trabalho de Conclusão de Curso - TCC 
Como definição algumas instituições chamam de “Trabalho de Conclusão de Curso 
(TCC) ou Trabalho de Graduação (TG). Independente do nome. Trata-se de um requisito 
acadêmico exigido por muitas instituições de ensino superior para a obtenção do diploma 
de graduação. O TCC é um trabalho acadêmico que busca aplicar os conhecimentos 
adquiridos ao longo do curso, possibilitando ao aluno demonstrar sua capacidade de 
pesquisa, análise e síntese em sua área de estudo (KOCHE, 2015). 
 
Principais características: 
a) Originalidade: apresentaruma contribuição original, seja na forma de uma 
pesquisa inédita, uma revisão crítica da literatura existente, ou uma aplicação 
prática de teorias e métodos. 
b) Metodologia Científica: deve seguir uma metodologia científica rigorosa, que 
inclui a definição clara do problema de pesquisa, a formulação de hipóteses, a 
coleta e análise de dados, e a interpretação dos resultados. 
c) Orientação: acompanhamento por um professor orientador, que guia o aluno na 
escolha do tema, na estruturação do trabalho, e na revisão das etapas do projeto. 
d) Estrutura Formal: geralmente possui uma estrutura formal específica, que inclui 
elementos como capa, resumo, introdução, revisão de literatura, metodologia, 
resultados, discussão, conclusão / considerações e referências bibliográficas. 
e) Defesa Pública: Em muitas instituições, a conclusão do TCC envolve uma defesa 
pública, onde o aluno apresenta seu trabalho a uma banca examinadora 
composta por professores e especialistas na área. Durante a defesa, o aluno 
responde a perguntas e recebe feedback sobre seu trabalho. 
 
 
72 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
f) Interdisciplinaridade: envolve conhecimentos de diversas disciplinas, 
incentivando o aluno a integrar diferentes áreas do saber para resolver 
problemas complexos. 
g) Relevância: O tema escolhido para o TCC deve ser relevante tanto 
academicamente quanto para a prática profissional, contribuindo para o avanço 
do conhecimento na área e possivelmente oferecendo soluções para problemas 
reais. 
h) Ética: deve respeitar os princípios éticos da pesquisa, incluindo a honestidade 
acadêmica, o respeito aos direitos autorais, e a proteção dos sujeitos envolvidos 
na pesquisa. 
 
A elaboração do TCC é uma etapa crucial na formação acadêmica, preparando o 
aluno para a vida profissional e para futuros estudos de pós-graduação, ao desenvolver 
habilidades de pesquisa, escrita acadêmica e apresentação pública. 
 
8.2 Monografias 
A monografia é um tipo específico de trabalho acadêmico que tem como principal 
objetivo o aprofundamento de um tema particular dentro de uma área de estudo. Esse 
trabalho é geralmente requerido para a conclusão de cursos de graduação e pós-
graduação, permitindo que o aluno demonstre seu domínio sobre o assunto escolhido 
através de uma pesquisa detalhada e estruturada (MASCARENHAS, 2018). 
 
Principias características: 
a) Foco Específico: A monografia aborda um tema específico de forma profunda e 
detalhada, permitindo uma análise exaustiva de uma questão particular. 
b) Pesquisa Detalhada: A elaboração de uma monografia requer uma pesquisa 
detalhada, baseada em fontes confiáveis e relevantes, que sustentem a 
argumentação e as conclusões apresentadas. 
c) Estrutura Formal: Assim como o TCC, a monografia segue uma estrutura formal 
específica que inclui capa, folha de rosto, resumo, sumário, introdução, 
desenvolvimento (capítulos), conclusão e referências bibliográficas. 
d) Revisão de Literatura: Um dos componentes centrais da monografia é a revisão 
de literatura, que consiste na análise crítica das obras e estudos já publicados 
sobre o tema, situando o trabalho no contexto acadêmico existente. 
 
 
73 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
e) Metodologia: A monografia deve seguir uma metodologia científica rigorosa, que 
pode variar conforme a área de estudo, englobando métodos qualitativos, 
quantitativos ou uma combinação de ambos. 
f) Originalidade e Contribuição: Embora não precise necessariamente apresentar 
uma descoberta inédita, a monografia deve contribuir para o conhecimento 
existente, seja através de uma nova interpretação, aplicação ou síntese de 
informações. 
g) Orientação: O aluno conta com a orientação de um professor experiente que 
auxilia no planejamento, desenvolvimento e revisão do trabalho. 
h) Objetividade e Clareza: A escrita da monografia deve ser objetiva e clara, 
evitando ambiguidades e garantindo que o leitor compreenda perfeitamente o 
raciocínio e as conclusões apresentadas. 
i) Normas Técnicas: A monografia deve estar de acordo com as normas técnicas 
de redação acadêmica, incluindo a correta citação das fontes e o uso adequado 
de notas de rodapé e referências bibliográficas. 
j) Ética na Pesquisa: Assim como em outros trabalhos acadêmicos, a monografia 
deve respeitar os princípios éticos, garantindo a integridade da pesquisa e a 
honestidade acadêmica. 
 
Para Martins e Mello (2016) a monografia é uma oportunidade valiosa para o aluno 
demonstrar sua capacidade de conduzir uma pesquisa acadêmica completa, desde a 
escolha do tema até a apresentação final dos resultados, consolidando seu conhecimento 
e habilidades na área de estudo. Para começar é preciso entender que na monografia há a 
possibilidade de pesquisar um certo assunto expandindo-o em vários capítulos e no artigo 
científico essa possibilidade não acontece. Assim, zela pela precisão do que nele se 
apresenta e, portanto, precisa ser revisado e corrigido com um critério rigoroso no que tange 
a análise e a estrutura dos parágrafos de forma que a clareza e a objetividade expostas no 
trabalho possam ser garantidas e evidenciadas pela linguagem. 
 
8.2.1 Diferença entre TCC e Monografia 
Em termos gerais, o TCC é uma atividade obrigatória para a conclusão de um curso 
de graduação, enquanto a Monografia pode ser um trabalho realizado por estudantes de 
pós-graduação ou mesmo de graduação em alguns casos específicos (MARTINS; MELLO, 
2016). 
 
 
74 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Quanto aos objetivos, o TCC é o de apresentar um trabalho original, com base em 
pesquisa científica, e que demonstre a capacidade do estudante de aplicar conceitos e 
teorias aprendidos durante o curso. Já a Monografia é um trabalho mais específico, que se 
concentra em um único tema, aprofundando-se em sua pesquisa e análise. Ou seja: 
 
a) Trabalho de Conclusão de Curso (TCC): é um termo genérico usado para se 
referir ao trabalho final necessário para a conclusão de um curso de graduação 
ou pós-graduação. Pode assumir várias formas, incluindo monografia, projetos 
práticos, artigos científicos, relatórios de estágio, entre outros, dependendo das 
diretrizes da instituição e do curso. 
i. Oferece flexibilidade na escolha do formato; 
ii. Permitindo que os alunos escolham a forma que melhor se adapta aos seus 
interesses e objetivos profissionais. 
iii. Sua estrutura pode variar significativamente dependendo do tipo de trabalho 
 
b) Monografia: é um tipo específico de TCC que consiste em um estudo 
aprofundado e escrito sobre um tema particular, geralmente baseado em 
pesquisa bibliográfica e/ou empírica, e que segue uma estrutura formal rígida. É 
sempre um trabalho escrito, com foco em um estudo detalhado e profundo de 
um tema específico. 
i. Tem um formato mais rígido e tradicional, com estrutura formal específica, 
incluindo capa, folha de rosto, resumo, sumário, introdução, revisão de literatura, 
metodologia, resultados, discussão, conclusão e referências bibliográficas. 
ii. Tem ênfase na pesquisa acadêmica e na produção de um texto extenso; 
iii. Tem uma abordagem mais teórica e acadêmica, focando na investigação e 
análise de um tema específico. 
 
De forma geral, enquanto o TCC é um termo amplo que engloba vários tipos de 
trabalhos de conclusão de curso, a monografia é uma forma específica de TCC, 
caracterizada por um estudo escrito e detalhado sobre um tema específico, com uma 
estrutura formal rigorosa e foco em pesquisa acadêmica. 
 
 
 
75 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
8.3 Artigos científicos 
Um artigo acadêmico é um trabalho escrito que apresenta os resultados de uma 
pesquisa original ou uma revisão crítica da literatura sobrecientífico é entrelaçada com a formação 
crítica e reflexiva dos indivíduos. Kuhn (2009) argumenta que a ciência avança através de 
paradigmas que são continuamente desafiados e substituídos, indicando a importância de 
um ambiente universitário que promova questionamentos e inovações. Mas como dito no 
texto introdutório, o princípio da falsificabilidade é praticado na pesquisa, sugerindo que a 
universidade deve ser um espaço de constante teste e revisão de teorias, preparando os 
alunos para lidar com a incerteza e complexidade do mundo real. Ou seja, devemos ter 
uma visão ao destacar a educação como um ato libertador, onde a ciência deve estar a 
serviço da humanização e do empoderamento dos estudantes, tornando-os agentes ativos 
na construção de uma sociedade justa e equitativa. Dessa forma, a universidade se 
configura não apenas como um centro de produção científica, mas também como um 
espaço vital para o desenvolvimento ético, social e intelectual dos indivíduos, integrando a 
busca pelo conhecimento com a prática de uma cidadania consciente e comprometida com 
a transformação social. 
 
Objetivo 
Os objetivos diretos da relação entre ciência e vida na universidade incluem a 
produção e disseminação de conhecimento para uma formação integral dos alunos, 
promovendo a inovação, criatividade e desenvolvendo competências que integram a teoria 
e a prática. Esses são fatores que contribuem para o desenvolvimento socioeconômico e a 
cidadania. 
 
Introdução 
Primeiramente, vamos entender o que é Ciência. Para Cervo, Bervian e Silva (2007), 
ciência é um método sistemático de investigação do mundo natural e social baseado em 
observação, experimentação e análise para desenvolver teorias e leis. O método científico 
envolve etapas como observação, formulação de perguntas, hipóteses, experimentação, 
coleta e análise de dados, e conclusão. 
 
 
 
6 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
a) Uma hipótese é uma explicação provisória e testável para um fenômeno 
observável; 
b) Uma teoria científica é um conjunto de princípios fundamentados em evidências 
que explicam aspectos de um fenômeno; 
c) Uma lei científica descreve de forma concisa um fenômeno que ocorre 
consistentemente; 
 
De acordo com Kuhn (2009) a experimentação é crucial para testar hipóteses e 
coletar dados, que são informações usadas na análise. A ciência valoriza a 
“falsificabilidade”, permitindo que hipóteses sejam testadas e potencialmente “refutadas”, e 
a reprodutibilidade, onde experimentos podem ser repetidos para verificar resultados. 
 
a) Objetividade é essencial para minimizar vieses pessoais; 
b) Ciências naturais estudam aspectos físicos do universo; 
c) Ciências sociais investigam comportamento e estruturas humanas; 
d) Ciências formais envolvem lógica e matemática; 
e) Ciências aplicadas utilizam conhecimento científico para resolver problemas 
práticos; 
f) Publicação científica permite a revisão e verificação pela comunidade científica, 
formando o corpo do conhecimento científico. 
 
Em relação a vida do aluno na universidade, especialmente quando envolvido em 
pesquisa científica, é marcada por um equilíbrio entre estudos teóricos e trabalho prático. 
Além das aulas e exames regulares, os alunos participam de projetos de pesquisa, 
desenvolvendo habilidades em metodologia científica, análise de dados e escrita 
acadêmica. Eles colaboram com professores e colegas em laboratórios e grupos de estudo, 
contribuindo para a produção de novos conhecimentos. A participação em conferências e 
a publicação de artigos são comuns, proporcionando oportunidades de networking e 
crescimento profissional. Essa experiência prática é valiosa, preparando-os para carreiras 
acadêmicas ou em diversos setores da indústria. Além disso, a pesquisa científica na 
universidade incentiva a curiosidade, o pensamento crítico e a inovação (MUNDO 
VESTIBULAR, 2015). 
 
 
 
7 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
1.1 Universidade – Entidade funcionária do Conhecimento 
A palavra universidade vem do latim “universitas”, que é a instituição de ensino 
superior formada por várias faculdades ou escolas superiores voltadas para a 
especialização profissional, bem como a científica. As faculdades possuem vários graus 
acadêmicos e para a instituição de ensino poder adquirir o nome de universidade é preciso 
que no mínimo um terço do corpo docente tenha a titulação de mestre ou doutor. O fato é 
que quanto maior for a titulação de professores, mais conhecimento e pesquisa será 
desenvolvida e outra característica é que um terço dos docentes precisa ter contrato de 
tempo integral com a instituição, ou seja, ter dedicação exclusiva. Embora tenhamos as 
duas dentro do mesmo conceito, as diferenças principais são na quantidade de cursos 
oferecidos, nas suas atividades sociais e pesquisas. Contudo, o foco das faculdades é em 
áreas mais específicas, porém, ambas são instituições de ensino superior que oferecem 
formação em diversas áreas da educação, como bacharelado, licenciatura e cursos 
tecnólogos (MUNDO VESTIBULAR, 2015). 
 
A universidade é uma entidade funcional do conhecimento, desempenhando um 
papel central na geração e disseminação de saberes. Como epicentro do ensino superior, 
ela promove a educação avançada através de currículos abrangentes e especializados, 
que abrangem diversas áreas do conhecimento. Além do ensino, a universidade é um 
espaço vibrante de pesquisa científica. A produção de conhecimento é facilitada por um 
ambiente de debate crítico e liberdade acadêmica, essencial para o progresso intelectual. 
Publicações acadêmicas, conferências e seminários são meios pelos quais a universidade 
compartilha descobertas, contribuindo para o avanço da sociedade. Como guardiã do 
conhecimento, a universidade também preserva e transmite saberes culturais e históricos, 
formando cidadãos conscientes e capacitados para enfrentar os desafios contemporâneos. 
Dessa forma, a universidade se estabelece como uma entidade funcional do conhecimento, 
essencial para o desenvolvimento social e científico (MUNDO VESTIBULAR, 2015). 
 
Existem muitos livros sobre Metodologia Cientifica e está à disposição em nossa 
biblioteca virtual. É só procurar por “Metodologia Cientifica” e poderá ser acessado a 
qualquer momento. Quando ocorre o ingresso em um curso superior, independente da 
modalidade, é necessário que o conteúdo seja claro para que a compreensão seja facilitada 
e por isso logo no início precisamos direcionar nossos estudos para uma boa base de 
conhecimentos que chamamos de “biblioteca”. 
 
 
 
8 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 
 
“A universidade, em seu sentido mais profundo, deve ser entendida como uma 
entidade - funcionária do conhecimento - destina-se a prestar serviço à 
sociedade no contexto na qual ela está inserida” (SEVERINO, 2007, p.23). 
 
 
A pesquisa é o ponto de apoio da educação universitária e nesse contexto o melhor 
para se produzir conhecimento é a universidade, pois ela dá condições para o 
desenvolvimento e para a pesquisa. O conhecimento adquirido na universidade é 
construído por meio dos processos de formação e isto significa conhecer, saber e 
pesquisar. Assim, à medida que o ser humano adquire conhecimento, suas ações se 
diferenciam das de outras espécies e isso é irreversível em nossa sociedade, ou seja, 
podemos afirmar que “o conhecimento é, pois, elemento específico fundamental na 
construção do destino da humanidade” (SEVERINO, 2007, p.27). 
 
O compromisso da universidade em fornecer 
ensino, pesquisa e extensão colabora na 
construção de uma sociedade marcada pelo 
coletivo e pelo desenvolvimento da cidadania. Este 
tipo de tríade é realizado em diversas dinâmicas 
histórico-sociais e o desenvolvimento de artigosum determinado tema. Ele é 
destinado à publicação em revistas científicas, anais de conferências ou outros veículos 
acadêmicos e serve como meio de comunicação entre pesquisadores, compartilhando 
descobertas e contribuindo para o avanço do conhecimento em uma área específica 
(BARROS, 2007). 
 
Com base na aceleração da sociedade, podemos afirmar que atualmente é 
crescente o número de instituições que requisitam a produção do artigo em vez da 
monografia. Lembrando que essa produção pode ser realizada de forma provisória, por 
meio de um projeto de pesquisa, o qual delimitará anteriormente as bases que 
fundamentarão o trabalho a ser realizado. 
 
Normalmente, destaca-se o revisor (avaliador) do artigo, pois a pessoa do revisor 
deve estar livre para realizar o posicionamento diante do objeto de análise e sobre regras 
da ABNT, alguns aspectos devem ser considerados no momento da revisão de um artigo. 
Para isso, existe a “revisão por pares” - (peer review), antes da publicação, onde 
especialistas na área avaliam a qualidade, originalidade e relevância do trabalho. Este 
processo garante a credibilidade e a validade científica do artigo (MASCARENHAS, 2018). 
 
Normalmente avaliam: 
a) Análise dos argumentos apresentados; 
b) Checagem do valor científico atribuído ao texto em questão; 
c) Verificação da possibilidade de se tornar público para outras pessoas; 
d) Confirmação da possibilidade de abertura a possíveis reavaliações em função 
de novas descobertas; 
e) Apresentação de melhores resultados. 
 
Quanto a sua relevância e atualidade o artigo deve tratar de um tema para a 
comunidade acadêmica e estar atualizado com as últimas pesquisas e debates na área. 
Assim, a escrita deve ser clara, precisa e objetiva, evitando ambiguidades. O uso de 
linguagem técnica é comum, mas deve ser compreensível para os especialistas da área. 
Outro fator é a rigorosidade cientifica em que os métodos são utilizados para a área de 
 
 
76 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
estudo, garantindo a validade e a confiabilidade dos resultados apresentados. Para finalizar 
a pesquisa deve estar baseada nos princípios éticos e respeito, incluindo a honestidade 
acadêmica, a proteção dos direitos dos participantes e a transparência na apresentação 
dos dados e resultados. 
 
De modo geral, um artigo deve ter um certo grau de originalidade e apresentar uma 
pesquisa com uma nova análise ou uma revisão crítica da literatura existente sobre um 
tema específico. Deve estar em uma estrutura formal que pode variar ligeiramente conforme 
a revista ou conferência, mas geralmente incluem: 
a) Título: Claro e conciso, indicando o tema da pesquisa. 
b) Resumo: Sumário breve dos objetivos, metodologia, resultados e conclusões. 
c) Introdução: Apresentação do problema de pesquisa, contextualização e 
objetivos. 
d) Revisão da Literatura: Discussão de estudos anteriores relevantes ao tema. 
e) Metodologia: Descrição detalhada dos métodos usados na pesquisa. 
f) Resultados: Apresentação dos dados coletados e análise dos resultados. 
g) Discussão: Interpretação dos resultados e comparação com estudos anteriores. 
h) Considerações finais: Resumo das principais descobertas, implicações e 
sugestões para futuras pesquisas. 
i) Referências: Lista completa das fontes citadas no texto, conforme as normas de 
citação da revista. 
j) Divulgação e Impacto: 
 
A publicação em revistas científicas de renome pode aumentar a visibilidade do 
trabalho e seu impacto na comunidade acadêmica. A citação de artigos publicados também 
contribui para o reconhecimento do pesquisador e a disseminação do conhecimento. Os 
artigos acadêmicos são fundamentais para o progresso científico, permitindo a troca de 
informações e a construção contínua do conhecimento em diversas áreas do saber. 
 
8.4 Dissertações 
Agora que já diferenciamos o TCC, a monografia e os artigos, vamos destacar a 
dissertação que é um estudo realizado nos cursos de mestrado e pode ser continuação de 
uma monografia ou não, dependendo do educando e do seu campo de pesquisa e da sua 
 
 
77 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
formação. Dentro dos cursos de stricto sensu, temos áreas de pesquisa onde os alunos se 
encaixam de acordo com suas formações e seus orientadores. 
 
A dissertação é um tipo de texto organizado para argumentar sobre determinado 
tema. Os textos estão estruturados em introdução, desenvolvimento e conclusão. Cada 
parte apresenta diferentes assuntos, dados e ideias, que contribuem para a compreensão 
geral do texto. Esse trabalho visa demonstrar a capacidade do estudante de conduzir uma 
pesquisa aprofundada sobre um tema específico, contribuindo de forma original para a área 
de estudo. A dissertação é mais extensa e detalhada que um artigo acadêmico e exige um 
nível elevado de rigor metodológico e análise crítica. 
 
Mas, primeiro vamos entender a diferença entre fazer uma pós-graduação em “Lato 
Senso ou Stricto Senso”. 
 
Figura 19 - Lato senso e Stricto senso 
 
Fonte: https://professormaurojonathan.blogspot.com/2013/02/muitos-alunos-do-3-ano-do-ensino-medio.html 
 
Conforme Cervo, Bervian e Silva (2007), trata-se de um trabalho acadêmico “Stricto 
Sensu” destinado à obtenção do grau acadêmico de mestre. A dissertação deve apresentar 
uma pesquisa original, que pode ser uma nova descoberta, uma nova interpretação ou uma 
aplicação inovadora de métodos e teorias existentes. É desenvolvida sob a orientação de 
um professor ou pesquisador experiente na área, que guia o estudante desde a escolha do 
tema até a defesa final. Após a finalização, a dissertação é submetida a uma banca 
examinadora composta por especialistas na área. O estudante deve defender seu trabalho, 
respondendo a perguntas e recebendo feedback sobre a pesquisa. As dissertações são 
 
 
78 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
geralmente mais extensas que monografias de graduação, exigindo uma análise mais 
aprofundada e uma revisão abrangente da literatura. 
 
Os projetos de dissertação não precisam abordar necessariamente temas e/ou 
métodos inéditos. O aluno de mestrado deve demonstrar a habilidade em realizar estudos 
científicos e em seguir linhas mestras na área de formação escolhida. 
 
8.5 Teses 
A Tese, é um trabalho acadêmico “Stricto Sensu” que importa em contribuição inédita 
para o conhecimento e visa à obtenção do grau acadêmico de doutor (BARROS e 
LEHFELD, 2007). 
 
O doutorando como é chamado o aluno de Doutorado deve defender uma ideia, um 
método, uma descoberta, uma conclusão obtida a partir de uma exaustiva pesquisa e 
trabalhos científicos. 
 
Outra diferença reside no tempo de duração de cada stricto sensu; o mestrado dura 
em média dois anos e o doutorado quatro anos devido ao seu grau de exigência ser maior. 
Não há uma regulação e uma sequência lógica para se chegar ao doutorado, você pode 
fazer direto um doutorado ao sair da graduação e para tanto basta ser aceito em alguma 
linha de pesquisa de alguma universidade reconhecidamente conceituada na área. 
 
 
79 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
9. AS CITAÇÕES E OS AUTORES 
Estamos chegando ao fim do nosso curso e ainda temos muito o que conversar e 
trocar informações, mas a educação é bastante dinâmica e por isso estaremos em 
constante aprendizado. Quando lemos um livro, artigo, dissertação, tese etc. temos a 
pesquisa e a opinião do autor e não necessariamente precisamos concordar com ela. 
Somos universitários e temos o discernimento para concordar ou discordar, mas para isso 
é preciso muito estudo, pois dependemos das citações para reafirmarem nosso 
pensamento. 
 
São muitos os termos utilizados pelas normas da ABNT e um que ainda continua 
trazendo muitas dúvidasé quanto à Citação Direta e Indireta, pois muitos ainda não sabem 
o que é esta citação e nem quando uma ou outra deverá ser utilizada, de qualquer forma é 
uma maneira de citar o autor. As citações podem ser diretas, ou seja, literais (transcrições de 
trechos de fontes pesquisadas relevantes para o trabalho), ou indiretas, livres (as ideias são do 
autor da fonte pesquisada, mas as palavras digitadas no trabalho são do aluno - paráfrase). A 
ABNT NBR 1052:2023 determina as regras para citação das fontes pesquisadas em 
documentos e foi atualizada em 19.07.2023. 
 
 
 
Citações em outro idioma: transcrever a citação original no texto em itálico e 
apresentar a respectiva tradução nas notas de rodapé (ou vice-versa). Isso é 
uma sugestão, porque como a referência completa está no final, há como 
recuperar a fonte de pesquisa original. Se a tradução é do autor da pesquisa, 
escrever a expressão “tradução nossa” entre parênteses. 
 
 
Podemos afirmar que citação é uma lembrança que foi feita a respeito do trabalho 
realizado, porém, foi elaborada por uma outra pessoa que não seja o próprio autor do 
trabalho, tendo sido extraída de uma outra fonte. Quando estamos desenvolvendo um 
trabalho é muito comum copiar parte do conhecimento de outra pessoa, mas para não se 
apoderar de algo que não lhe pertence, porque a frase é de outro autor, é preciso fazer a 
tal citação. Isso não significa que você não foi capaz de pensar algo interessante, mas ajuda 
a ilustrar com outras fontes, o seu trabalho, o que é muito valorizado, inclusive muito 
necessário e prova seus estudos. O que não podemos fazer é usar algo que foi criado por 
outra pessoa como se fosse de nossa autoria, isto realmente é uma cópia e no mundo 
 
 
80 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
acadêmico é crime. Assim, podemos dizer que acontece uma citação quando mencionamos 
dados e informações extraídos de outras fontes, mas dando o crédito a quem teve a ideia 
e a citação serve para apoiar o conteúdo que é apresentado em um trabalho científico. 
 
9.1 Citação Direta 
Existem a citação direta e indireta, ambas são transcrições literais da fonte 
pesquisada. Mas, com algumas diferenças. Contudo, de forma geral, deve-se sempre fazer 
um diálogo com o autor mencionado, ou seja, deve haver um comentário, uma análise, uma 
explicação por parte do aluno sobre o seu entendimento do texto citado na integra. 
 
Citação direta: é a transcrição literal da fonte pesquisada com mais de 3 linhas e 
devem ser destacadas com recuo de 4 cm da margem esquerda, com letra menor que a do 
texto, sem as aspas e com espaçamento simples entre linhas. Deve-se sempre fazer um 
diálogo com o autor mencionado, ou seja, deve haver um comentário, uma análise, uma 
explicação por parte do aluno. Outro fator importante, não existem regras claras para a 
quantidade e número de linhas de “citações diretas”, contudo, deve-se evitar inserir em seu 
trabalho muitos textos na integra. 
 
Quando fazemos uma cópia na integra, idêntica ao texto original temos a citação 
direta e para tanto devemos citar o “último nome do autor, o ano de publicação da obra e o 
número da página” de onde o trecho foi extraído (GIL, 2002). 
 
Veja o exemplo da citação direta (4 linhas ou +): 
A teleconferência permite ao indivíduo participar de um encontro nacional ou 
regional sem a necessidade de deixar seu local de origem. Tipos comuns de 
teleconferência incluem o uso da televisão, telefone e computador. Através de 
audioconferência, utilizando a companhia local de telefone, um sinal de áudio pode 
ser emitido em um salão de qualquer dimensão (NICHOLS, 1993, p. 181). 
 
Citação Direta Curta: A citação direta curta deve ter até 3 linhas no máximo, digitada 
no mesmo parágrafo do texto do trabalho. Usam-se as aspas. A referência ao autor faz-se 
com o sobrenome, data e número de página. 
 
Veja o exemplo da citação direta curta (uso de aspas): 
 
 
81 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Para Koch (2004, p. 143-144), a intertextualidade ocorre quando, “[...] em um texto, 
está inserido outro texto (intertexto) anteriormente produzido [...]”, fazendo parte da 
memória social coletiva ou da memória discursiva (citações). 
 
Ou 
Segundo Rónai (2012, p. 21), “pensa-se geralmente que a tradução fiel é a tradução 
literal, e que, portanto, qualquer tradução que não seja literal é livre”. 
 
9.2 Citação indireta 
Na citação indireta, as ideias não são do pesquisador, mas do autor consultado como 
fonte de pesquisa relevante ao trabalho. Deve-se mencionar o nome do autor e o ano de 
publicação do trabalho. O número da página não é obrigatório (opcional). 
 
 Sobrenome do(s) autor(es) no texto do trabalho e ano 
 
 
Exemplo 
 A leitura, segundo Silva, Koch e Alves (2006), pode ser considerada como uma 
atividade de produção de sentidos, na qual o leitor, na condição de construtor de 
sentidos, utiliza-se das estratégias de seleção, de antecipação e hipóteses (autor, 
meio de veiculação, gênero, título, configuração), inferência e verificação. 
Ou 
 A leitura pode ser considerada como uma atividade de produção de sentidos, na 
qual o leitor, na condição de construtor de sentidos, utiliza-se das estratégias de 
seleção, de antecipação e hipóteses (autor, meio de veiculação, gênero, título, 
configuração), inferência e verificação (SILVA; KOCK; ALVES, 2006). 
 
IMPORTANTE: o autor tem a opção de manter os autores em caixa baixa (Silva; Kock; 
Alves, 2006), mesmo entre parênteses. O importante é manter o padrão desde o início. 
 
Observação para citação com mais de três autores (et al.: e outros: 
 No texto: Segundo Silva et al. (2010) ou Segundo Silva et al. (2010, p. 23) ... 
 Fora do texto: (Silva et al., 2010) ou (Silva et al., 2010, p. 23) 
 
 
 
82 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
A NBR 10520 contém as normas para citações. A citação indireta é quando um 
trecho de um trabalho é reescrito, mas com outras palavras, mantendo o sentido, temos a 
citação indireta, que é uma espécie de tradução que ocorre dentro da mesma língua. 
 
Algumas expressões usadas em citações são: 
a) De acordo com Fulano (ano, p. xx), … 
b) Segundo Fulano (ano, p. xx), … 
c) Para Fulano (ano, p. xx), … 
d) Fulano (ano, p. xx) afirma/declara que… 
e) Conforme Fulano (ano, p. xx), … 
f) Nas palavras de Fulano (ano, p.xx), … 
 
Há outras formas de citação, mas essas são importantes e serão as que mais vai 
utilizar, além de colocar a bibliografia em ordem crescente de autores e por isso você deve 
sempre consultar as normas. 
 
9.3 Outros detalhes sobre citações 
Há alguns detalhes que deverão ser verificados para registrar corretamente as fontes 
consultadas no texto principal (citações). Alguns exemplos mostrados aqui, podem ajudar 
na revisão do texto quanto à formatação adequada das fontes pesquisadas (citações 
indiretas, diretas curtas e diretas longas) tanto para monografias como para artigos 
científicos. 
 
Nas ilustrações (qualquer tipo), deve-se, também, apontar a fonte abaixo da 
ilustração (o título deve ficar acima da ilustração), mesmo que seja qualquer uma delas do 
próprio autor do texto principal. Nesse caso, pode-se usar qualquer uma das expressões: 
a) Fonte: os autores (ano) 
b) Fonte: elaborado (o) pelo autor (ano) 
c) Fonte: elaborado pelo autor para esta pesquisa (ano) 
 
 
 
 
 
 
 
83 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 
 
 A busca por informações é primordial para o sucesso do trabalho. Neste 
guia não conseguimos atender a todas as demandas de formatação. Assim, 
sugiro que procurem nos livros da instituição informações sobre como 
inserir: quadros, tabelas, figuras, ilustrações, imagens, fotos, gráficos etc. 
 
 
Outras informaçõesPara Alves (2015) e Bento (2016), .... : dois autores diferentes, duas obras com ideias 
semelhantes, nomes no texto principal, só iniciais em maiúsculas (sem número de página); 
 
..... (Alves, 2016; Bento, 2016): dois autores diferentes, obras distintas com ideias 
semelhantes, nomes no final do parágrafo entre parênteses, todas as letras maiúsculas 
(sem número de página por ser citação indireta); 
 
Para Alves (2010, 2013, 2015), ...: mesmo autor com três obras distintas, sobrenome 
no texto principal, só a letra inicial maiúscula (citação indireta = sem número de página); 
 
... (Alves, 2010, 2013, 2015).: mesmo autor com três obras distintas, nome no final 
do parágrafo, entre parênteses, (sem número de página por ser citação indireta). 
 
Para Alves (2015a, 2015b), ...Mesmo autor com mais obras no mesmo ano. 
 
9.3 Autores - Referencias 
As referências são todas as fontes de pesquisa consultadas para a elaboração do 
trabalho acadêmico. Fazer uma relação das referências no final dos trabalhos, em ordem 
alfabética (sobrenome do autor) é o padrão mais comum. Não se separa mais fontes 
impressas e digitais. 
 
Recursos gráficos 
a) Parágrafo: alinhamento à esquerda (não justificar a margem direita); 
b) Linhas: espaço simples na mesma referência; simples em branco entre elas; 
c) Títulos: negrito e ordem alfabética (sobrenome do autor); 
d) Fontes de textos digitais, aparecer na mesma sequência alfabética; 
 
 
84 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 
Fontes online: usar a expressão: Disponível em: link completo (que pode ser 
quebrado para o alinhamento no parágrafo) sem , com data. Acesso em: dia 
mês (abreviado até a 3ª. Letras, exceto maio e ano (hora é opcional: usar o 
modelo digital – atualização em 2018 – exemplo 10:40) 
 
Veja o exemplo quando a fonte é bibliográfica 
DIAS, Genebaldo Freire. Educação Ambiental: princípios e práticas. 5ª Ed. – São 
Paulo: Global, 1998. 128 p. 
 
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 2004. (Coleção magistério. 
2º grau. Série formação do professor). 104 p. 
 
ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Tradução: Ernani F. da F. Rosa 
– Porto Alegre: Artmed, 1998. 20 p. 
 
Veja o exemplo quando a fonte é digital 
SILVA, I. G. da. Pena de morte para o nascituro. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 
19 set. 1998. Disponível em: http://www.providafamilia.org/pena_mor- 
te_nascituro.htm. Acesso em: 19 maio 2022. 
 
SILVA, L. R. da. Reflexões sobre o equilíbrio entre o romantismo e o 
germanismo nos reinos bárbaros. In: Semana de estudos medievais, 3., 1995, 
Rio de Janeiro. Anais... Disponível em: 
http://www.ifcs.ufrj.br/~pem/textos.htm. Acesso em: 22 nov. 2021. 
 
STOCKDALE, R. When´s recess? 1 fotografia, color. Disponível em: 
http://www.webshots.com/g/d2002/1-nw/20255.html. Acesso em: 13 jan. 
2020. 
 
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Disponível em: 
https://abnt.org.br/. Acesso em: 18 jul. 2024. 
AQUINO, Ítalo de Souza. Como Escrever Artigos Científicos: Sem arrodeio e 
sem medo da ABNT. 8ª ed. São Paulo: Saraiva, 2012. 
BARROS, A. J. S; LEHFELD, N. A. S. Fundamentos de Metodologia Científica. 
3ª ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. (BV) 
BRASILEIRO, Ada Magaly Matias. Como produzir textos acadêmicos e científicos. 
São Paulo: Editora contexto, 2021. (BV) 
CASTRO, C. M. A prática da pesquisa. 2ª ed. São Paulo: Pearson Prentice 
Hall, 2006. (BV) 
CASTRO, C. M. Como redigir e apresentar um trabalho científico. São 
Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011. (BV) 
 
 
85 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A.; SILVA, R. Metodologia científica. 6ª ed. São 
Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. (BV) 
CNPQ. Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Site 
Oficial. Disponível em: https://www.gov.br/cnpq/pt-br. Acesso em: 19 jul. 
2024. 
FONSECA, João José Saraiva da. Metodologia da pesquisa. Universidade 
estadual do Ceará: mar-maio 2002. Disponível em: http://leg.ufpi.br/ 
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GIL, A.C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2002. 
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GNIPPER, P. O que é ciência, método científico e divulgação científica. 
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2021. 
KOCHE, J. C. Fundamentos de metodologia científica: teoria da ciência e 
iniciação à pesquisa. 34ª ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2015. (BV) 
KUHN, Thomas S. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: 
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LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos da 
metodologia cientifica. 8ª.ed. São Paulo: Atlas, 2017. 
MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa 
qualitativa em saúde. São Paulo: Hucitec, 2007. 
MARTINS, V.; MELLO, C. M. (coord.). Metodologia Científica: fundamentos, 
métodos e técnicas. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2016. (BV) 
MASCARENHAS, S. A. (org.). Metodologia Científica. 2ª ed. São Paulo: 
Pearson Education do Brasil, 2018. (BV) 
Mundo vestibular. Qual a diferença entre faculdade e universidade. Site 
Mundo Vestibular. Editado em: 225 set. 2015. Disponível em: 
https://www.mundovestibular.com.br/vestibular/qual-a-diferenca-entre-
faculdade-e-universidade. Acesso em: 12 dez. 2021. 
PEROVANO, D. G. Manual de Metodologia da Pesquisa Científica. Curitiba: 
Intersaberes, 2016. (BV) 
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 23ª ed. 
São Paulo: Cortez, 2007. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/ 
pluginfile.php/3480016/mod_label/intro/SEVERINO_Metodologia_do_Trab
alho_Cientifico_2007.pdf. Acesso em: 11 dez. 202 
	PROJETOS E METODOLOGIA CIENTÍFICA
	A Disciplina
	O Projeto e a Pesquisa
	1. CIÊNCIA E VIDA NA UNIVERSIDADE
	1.1 Universidade – Entidade funcionária do Conhecimento
	1.2. Entidades fomentadoras de pesquisa
	2. METODOLOGIA DA PESQUISA
	2.1. Medo e Misticismo
	2.2 A Tríade do Senso Comum
	2.3. A ciência
	2.4. ABNT
	3. CAPA, RESUMO E INTRODUÇÃO
	3.1 Capa
	3.1.1 Elementos textuais
	3.2 Resumo
	3.2.1 O resumo em outro idioma - Abstract
	3.3 Introdução
	3.3.1 Problemática e Problema
	3.3.2 Objetivos da Pesquisa
	3.3.3. Hipótese
	3.4 Cópia ou Plágio
	4. METODOLOGIA OU MATERIAIS E MÉTODOS
	4.1. Métodos Científicos
	4.2. Classificação das pesquisas
	5. RESULTADOS, DISCUSSÃO E A CONCLUSÃO
	5.1 Resultados
	5.2 Discussão
	5.3 Conclusão (Considerações)
	6. OS PROJETOS DE PESQUISA CIENTÍFICOS
	6.1. A pesquisa do Projeto
	6.1.1 Metodologia e Métodos do Projeto
	6.2. Conhecimento
	6.2.1. Conhecimento de senso comum
	6.2.2. Conhecimento filosófico
	6.2.3. Conhecimento religioso
	6.2.4. Conhecimento científico
	7. ARTIGOS CIENTÍFICOS E ESCOLHA DO TEMA
	7.1 Temas e Títulos
	7.2 Definição de Artigo Científico
	8. TCC, DISSERTAÇÃO E TESE
	8.1 Trabalho de Conclusão de Curso - TCC
	8.2 Monografias
	8.2.1 Diferença entre TCC e Monografia
	8.3 Artigos científicos
	8.4 Dissertações
	8.5 Teses
	9. AS CITAÇÕES E OS AUTORES
	9.1 Citação Direta
	9.2 Citação indireta
	9.3 Outros detalhes sobre citações
	9.3 Autores - Referenciascientíficos hoje vem auxiliar e muito as ciências. 
Fonte: https://posgraduando.com/ensino-pesquisa-extensao/ 
 
Uma universidade comprometida com o conhecimento não pode deixar de investir 
em formação continuada para seus docentes e discentes. Na verdade, a universidade tem 
uma política de subsídio à formação continuada e promove esse ensino aos docentes e 
discentes. Atualmente a produção do conhecimento desempenha seu papel de acordo com 
o desenvolvimento e as necessidades sociais, basta vermos os diversos cursos e 
modalidades criados para facilitar a formação humana. Não podemos deixar de citar que a 
universidade não é um “simples” instituto de pesquisa, mas desenvolve a pesquisa com as 
exigências devidas da academia científica. Contudo, o que a universidade desenvolve no 
ensino, pesquisa e extensão tem relação direta com os interesses da sociedade. Por outro 
Figura 3 – Pilares da Universidade 
 
 
 
9 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
lado, é dentro da universidade que as grandes descobertas da ciência se desenvolvem e 
por isso a relevância do encaminhamento científico dado nesta etapa dos estudos 
(SEVERINO, 2007). 
 
Existem duas formas básicas de se compartilhar conhecimento em uma 
universidade: 
a) A graduação, que é a formação em nível superior que garante ao indivíduo um 
diploma de graduação no curso por ele estudado; 
b) A especialização, que são os cursos de extensão profissional onde o indivíduo 
tem a oportunidade de aprimorar os estudos na área de interesse e que lhe 
outorga títulos de “especialista a PHD” (pós-doutorado), o mais alto e respeitável 
nível acadêmico que um indivíduo pode alcançar em seus anos de estudo. 
 
A principal função de uma universidade é 
compartilhar os conhecimentos necessários para: 
a) O desenvolvimento de um novo profissional; 
b) O abastecimento do mercado de trabalho; 
 
Sendo que este indivíduo deve ser formado de 
maneira eficiente para que saiba lidar com a extensão 
de suas atividades e assim, manter esse conhecimento 
em bom uso. Neste sentido, é importante não apenas ter 
o título, mas o conhecimento! 
 
Outra função da universidade é a atualização dos conhecimentos através de projetos 
de pesquisa que têm por finalidade gerar novos conhecimentos através de estudos e testes, 
realizados sobre hipóteses levantadas das observações feitas nos conhecimentos 
anteriores, mas que ainda não foram avaliados para serem dadas como verdadeiras. Uma 
vez provada esta hipótese ela se torna um novo conhecimento a ser partilhado nas salas 
de aula. 
 
1.2. Entidades fomentadoras de pesquisa 
Abordando sobre o universitário e iniciação científica, é importante observar que a 
Iniciação Científica (IC), muitas vezes, se realiza nas universidades por meio de Programas 
Figura 4 - Compartilhar conhecimento 
 
Fonte: 
https://kaiocesarviana.medium.com/a-
import%C3%A2ncia-de-compartilhar-o-
conhecimento-d766742a33e 
 
 
10 Projetos e Metodologia Científica 
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Institucionais de Bolsas e Iniciação, como: PIBIC e PIBITI. A principal diferença entre essas 
bolsas e as outras é a instituição que financia cada uma delas. PIBIC e PIBITI são 
financiadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). 
 
a) O PIBIC – Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica, que tem 
cotas de bolsas por meio de órgãos como o Conselho Nacional de 
Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Objetivo é apoiar a política de 
Iniciação Científica desenvolvida nas Instituições de Ensino e/ou Pesquisa, por 
meio da concessão de bolsas de Iniciação Científica (IC) a estudantes de 
graduação integrados na pesquisa científica. 
b) O PIBITI - Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento 
Tecnológico e Inovação, tendo por objetivo estimular os jovens do ensino 
superior nas atividades, metodologias, conhecimentos e práticas próprias ao 
desenvolvimento tecnológico e processos de inovação. 
 
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) é uma 
fundação pública brasileira vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações 
(MCTI). Fundado em 1951, o CNPq tem como principal objetivo “promover e fomentar o 
desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil”. Sua atuação se dá através do apoio a 
projetos de pesquisa, formação de recursos humanos e concessão de bolsas em diversas 
áreas do conhecimento. Suas principais atividades e objetivos, são: 
 
a) Financiamento de Projetos: O CNPq apoia projetos de pesquisa de diversas 
áreas, desde ciências exatas e da terra até ciências humanas e sociais. 
b) Programas Especiais: Incluem iniciativas como os Institutos Nacionais de 
Ciência e Tecnologia (INCTs), que visam articular e integrar esforços de 
pesquisa de instituições de todo o país. 
 
Na formação de recursos humanos, conforme o CNPq (s.d.) desempenha um papel 
fundamental na sua formação e desenvolvimento. As bolsas oferecidas por meio de 
concessão e distribuídas para estudantes e pesquisadores em todos os níveis acadêmicos, 
desde a iniciação científica até o pós-doutorado, promovendo a capacitação contínua e a 
especialização de muitos profissionais. Esse investimento, além de ser educacional é um 
treinamento profissional, elevando o nível de competência científica e tecnológica do país 
 
 
11 Projetos e Metodologia Científica 
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e contribuindo para a geração de trabalho, desenvolvendo uma economia social 
sustentável. Quanto aos tipos e bolsas: 
a) Bolsas de Estudo: Concessão de bolsas em diferentes níveis, desde a iniciação 
científica, passando pela graduação, mestrado, doutorado, até o pós-doutorado. 
b) Capacitação e Formação: Programas de treinamento e capacitação para 
pesquisadores e profissionais técnicos. 
 
O fomento oferecido pelo CNPq é crucial para a promoção da Ciência, Tecnologia e 
Inovação no Brasil, atuando como catalisador para o desenvolvimento científico e 
tecnológico. Ao apoiar iniciativas de pesquisa consegue transformar os setores produtivos 
e sociais, mais eficazes. Um dos programas específicos de investimentos é com os 
Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), e do incentivo à cooperação 
internacional, facilitando a troca de conhecimento e experiências, ampliando o impacto das 
pesquisas brasileiras no cenário global, contribuindo para a competitividade industrial e 
posicionando o Brasil como um protagonista na era da economia do conhecimento. Tipos 
de apoio oferecido (CNPQ, s.d.): 
 
a) Inovação Tecnológica: Apoio a projetos que visem à inovação tecnológica e ao 
desenvolvimento de novos produtos e processos. 
b) Intercâmbio e Cooperação Internacional: Fomento à cooperação científica e 
tecnológica com instituições e pesquisadores de outros países. 
 
O CNPq por meio de comitês assessores, compostos por especialistas renomados, 
monitora, avalia e acompanha os projetos e programas de pesquisa, garantindo a eficácia 
e o impacto positivo de seus investimentos. Assim como, o impacto dos benefícios sociais, 
econômicos e científicos das iniciativas apoiadas, permitindo ajustes e melhorias nas 
políticas de fomento. Essa abordagem sistemática maximiza o retorno dos investimentos 
em ciência e tecnologia para a sociedade brasileira. 
 
a) Acompanhamento de Projetos: Monitoramento contínuo dos projetos financiados 
para garantir a eficácia e o alcance dos objetivos propostos. 
b) Avaliação de Impacto: Análise dos impactos das pesquisas apoiadas na 
sociedade e no desenvolvimento econômico e social do país. 
 
 
 
12 Projetos e Metodologia Científica 
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Quanto a sua estrutura organizacional, o CNPq é administrado por um presidente e 
uma diretoria, composta por diversos departamentos que cuidam de áreas específicas,como bolsas, projetos de pesquisa, cooperação internacional e inovação tecnológica. Além 
disso, o conselho conta com comitês assessores, compostos por pesquisadores 
experientes, que auxiliam na avaliação e seleção de projetos e bolsas. 
 
As Fundações de Amparo à Pesquisa dos Estados (FAPs) desempenham um papel 
complementar e essencial ao CNPq na promoção e fomento da ciência, tecnologia e 
inovação em nível regional no Brasil. Cada estado brasileiro possui sua própria FAP, como 
a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) em São Paulo e a 
Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro 
(FAPERJ) no Rio de Janeiro, que são responsáveis por apoiar projetos de pesquisa, 
formação de recursos humanos e desenvolvimento tecnológico dentro de suas respectivas 
regiões. As FAPs são reconhecidas por seu robusto programa de fomento à pesquisa e 
crucial no apoio a projetos de alto impacto em diversas áreas do conhecimento, 
contribuindo significativamente para o avanço científico e tecnológico dos estados e da 
Nação. A importância dessas fundações está na descentralização do fomento: 
 
a) Apoio Regionalizado e/ou local: permite que o financiamento e o apoio à 
pesquisa sejam adaptados às necessidades e características específicas de 
cada estado, ou promovendo pesquisa em universidades locais e institutos de 
pesquisa estaduais, fortalecendo as capacidades científicas locais e 
incentivando a inovação e o desenvolvimento tecnológico em suas regiões. Além 
disso, promovendo um desenvolvimento científico e tecnológico mais equilibrado 
em todo o país. 
b) Sinergia de Recursos: colaborando com o CNPq para ampliar o alcance dos 
investimentos em pesquisa, muitas vezes financiados por outros projetos e 
programas, o que maximiza os recursos disponíveis e potencializa os resultados. 
c) Apoio a Startups e Empresas: Muitas FAPs possuem programas específicos 
para apoiar a inovação tecnológica em empresas, incentivando o 
desenvolvimento de startups e a transferência de tecnologia da academia para 
o setor produtivo. 
 
 
 
 
 
13 Projetos e Metodologia Científica 
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As Fundações de Amparo à Pesquisa dos Estados são fundamentais para a 
construção de um sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação robusto 
e equilibrado, atuando de forma complementar ao CNPq e garantindo que o 
desenvolvimento científico e tecnológico ocorra de maneira integrada e 
equitativa em todas as regiões do Brasil. 
 
 
As Faculdades e Universidades brasileiras e/ou Instituições do Ensino Superior (IES) 
têm um papel significativo na promoção da pesquisa acadêmica e na concessão de bolsas 
de estudo para docentes e alunos. Muitas reconhecem a importância da pesquisa para a 
formação integral dos estudantes e para a melhoria da qualidade do ensino. Assim, 
implementam programas de incentivo que beneficiam tanto os docentes quanto os alunos, 
incentivando projetos de pesquisa de responsabilidade dos docentes com participação dos 
alunos e essa ação reflete no desempenho dos gestores e mantenedores no que diz 
respeito ao incentivo à iniciação científica. Alguns incentivos oferecidos pelas IES 
denominados como: Programas de Iniciação Científica (PIC): 
 
a) Bolsas para Alunos de graduação. Esses programas permitem que os 
estudantes participem de projetos de pesquisa sob a orientação de um professor, 
desenvolvendo habilidades de investigação e análise. 
b) Bolsas/Fomento à Pesquisa para Docentes com financiamento Interno: Alocam 
fundos próprios para financiar diversos tipos de projetos, cobrindo desde 
pequenos projetos até pesquisas mais abrangentes. 
c) Parcerias entre empresas e as IES e até mesmo com organizações não-
governamentais (ONGs) e agências de fomento para obter recursos adicionais 
e viabilizar projetos de pesquisa. 
 
Também podem acontecer o desenvolvimento de projetos conjuntos, considerando 
fatores de interdisciplinaridades entre cursos, instituições e até organismos externos. Além 
disso, muitas IES têm programas de apoio financeiro a pós-graduação, produção 
acadêmica e até ao empreendedorismo, como por exemplo: 
 
 
 
14 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
a) Incentivo a projetos Interdisciplinares: envolvem a colaboração entre diferentes 
departamentos e áreas do conhecimento, promovendo uma abordagem 
interdisciplinar que enriquece a pesquisa e a formação dos alunos. 
b) Encorajamento da participação Estudantil: em todas as etapas dos projetos de 
pesquisa, desde a concepção até a execução e publicação dos resultados. 
c) Bolsas para Programas de Pós-graduação: pesquisas de mestrado e doutorado, 
muitas vezes com financiamento próprio ou em parceria com agências de 
fomento como a CAPES e o CNPq. 
d) Apoio e incentivos a publicações e participação em eventos (conferências, 
congressos, cursos, simpósios, feiras etc.: para que docentes e alunos 
apresentem seus trabalhos e/ou participem de eventos, promovendo a 
disseminação do conhecimento produzido na instituição. 
e) Inovação e Empreendedorismo, oferecendo um ambiente adequado para 
aceleradoras de startups, incubadoras e cooperativas, incentivando a inovação 
e a aplicação prática da pesquisa desenvolvida. 
f) Parcerias com a Indústria/empresas e até mesmo com outras IES 
públicas/privadas para desenvolver soluções inovadoras, proporcionando aos 
alunos experiência prática e oportunidades de estágio e emprego. 
 
Os objetivos traçados pelas Instituições de ensino Superior ao fomento da pesquisa 
e desenvolvimento buscam promover interdisciplinaridade e a internacionalização. Assim, 
as IES no Brasil desempenham um papel crucial na promoção da pesquisa e na formação 
de recursos humanos qualificados. Ao oferecer bolsas de estudo e incentivos a projetos de 
pesquisa, essas instituições contribuem significativamente para o avanço do conhecimento 
e para a preparação de estudantes e docentes para os desafios do mercado de trabalho e 
do ambiente acadêmico 
 
O uso de técnicas e a conexão entre teoria e prática são fundamentais para cultivar 
o espírito científico nos alunos, pois proporcionam uma compreensão profunda dos 
conceitos aprendidos em sala de aula e sua aplicação no mundo real. Esse processo 
gradual de desenvolvimento envolve não apenas a assimilação de conhecimentos teóricos, 
mas também a aquisição de habilidades práticas, como a capacidade de realizar 
experimentos, coletar e analisar dados, e formular hipóteses com base em evidências 
empíricas. Além disso, os estudantes precisam cultivar uma postura crítica e investigativa, 
questionando premissas estabelecidas e explorando novos caminhos para resolver 
 
 
15 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
problemas complexos. Essa abordagem não apenas fortalece sua formação acadêmica, 
mas também os prepara para enfrentar os desafios e demandas da sociedade 
contemporânea, contribuindo assim para seu crescimento pessoal e profissional de maneira 
significativa. 
 
 
Você sabia que numa universidade é preciso ter, além de mestres e doutores 
como docentes, o desenvolvimento de pesquisa sociais, por isso dizemos que 
uma universidade é uma fonte inesgotável de saber. 
 
 
 
Veja a seguir o que pode ser encontrado na página da UNISANTA e descubra um 
mundo de pesquisa dentro da sua universidade. Além disso, temos uma biblioteca virtual 
com os melhores livros em todas as áreas do conhecimento. 
 
 Apoio Institucional com reuniões periódicas; 
 Comitê de Ética (animais e humanos); 
 PIC - Iniciação Científica e Tecnológica; 
 COBRIC; 
 Grupos de Pesquisa; 
 Núcleos de Pesquisa; 
 Periódicos Científicos; 
 Pesquisadores Voluntários; 
 Revista Ceciliana; 
 P&D - Pesquisa e Desenvolvimento; 
 
 
https://unisanta.br/Pesquisa/
http://www.unisanta.br/Pesquisa/ApoioInstitucionalhttp://www.unisanta.br/Pesquisa/ComiteEticaPesquisaAnimais
http://www.unisanta.br/Pesquisa/IniciacaoCientifica
http://www.unisanta.br/Pesquisa/EventosCientificos
http://www.unisanta.br/Pesquisa/Nucleos
http://periodicos.unisanta.br/
http://www.unisanta.br/Pesquisa/Voluntarios
http://sites.unisanta.br/revistaceciliana/
 
 
16 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
2. METODOLOGIA DA PESQUISA 
Metodologia da pesquisa é o conjunto de métodos, técnicas e procedimentos 
sistemáticos utilizados para conduzir uma investigação científica, visando obter resultados 
válidos e confiáveis (LAKATOS; MARCONI, 2017). 
 
No campo do conhecimento, não podemos deixar de falar desta disciplina, que exige 
rigor e riqueza de detalhes, que proporciona um trabalho maravilhoso por parte do aluno, 
no qual o estudante se torna um pesquisador e total conhecedor do assunto que escolheu. 
A trajetória da ciência nunca foi e nem poderia ser confortável, pois envolve uma árdua e 
incessante busca por respostas em meio a diversos temas e métodos de pesquisa. Essa 
jornada é marcada por desafios constantes, questionamentos rigorosos e revisões 
incessantes, que são essenciais para o progresso e a validação do conhecimento científico 
(MASCARENHAS, 2018). 
 
 
 
A ciência avança através da superação de obstáculos e da confrontação de 
incertezas, exigindo dos pesquisadores uma dedicação incansável e um 
compromisso com a verdade. Portanto, o desconforto é uma característica 
intrínseca do processo científico, fundamental para a evolução do 
entendimento humano. 
 
 
A distinção entre sujeito e objeto é útil na pesquisa. Ser consciente, afetivo, social, 
ter consciência econômica, cultural, religiosa, moral e conhecer a linguística faz parte de 
qualquer pesquisa. É a inquietação pelo questionamento. É preciso ter a conscientização 
de que é necessário vencer paradigmas do que está implícito em certas questões e 
condições em busca de uma qualidade para aprimorar nossa vida acadêmica, profissional 
e social por meio das pesquisas e a Universidade contempla essa vertente da educação. 
 
Objetivo 
Os objetivos gerais da metodologia científica incluem a sistematização e aplicação 
de métodos rigorosos para a investigação, visando à produção de conhecimento confiável, 
à formação de uma base teórica sólida e ao desenvolvimento de habilidades críticas e 
analíticas nos pesquisadores. Diante deste cenário, vamos entender melhor os 
procedimentos metodológicos que envolvem os estudos científicos. 
 
 
17 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Introdução 
Segundo Kuhn (2009), a trajetória da ciência é marcada por uma sucessão de 
paradigmas que reverteram o modo de pensar e de agir na sociedade; veja a evolução dos 
relógios que de corda, passaram a ponteiros até chegar ao digital e finalmente o uso atual 
para verificação de hora por celulares; isso constitui uma mudança de paradigma. 
 
De acordo com Lakatos e Marconi (2017) a metodologia na prática envolve a 
aplicação de um programa de pesquisa científica estruturado, onde teorias centrais são 
protegidas por um "cinturão de hipóteses auxiliares". Essa abordagem permite que os 
cientistas façam ajustes e melhorias contínuas sem descartar imediatamente a teoria 
principal, promovendo um avanço mais robusto e sustentável do conhecimento científico. 
A prática metodológica, portanto, foca na evolução progressiva das teorias através de um 
processo rigoroso de teste e refinamento, essencial para a robustez da investigação 
científica. 
 
 
Para abordar metodologia vamos primeiro conceituar método. A palavra 
método vem do grego methodos e se traduz como “caminho” e segundo 
Lakatos e Marconi (2017) “método é o conjunto das atividades sistemáticas e 
racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo 
traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as decisões 
do cientista”. 
 
O método científico lança mão de vários e diferentes meios para chegar às respostas 
de forma contundente, assim podemos considerar que o método científico é a teoria da 
investigação, “o método científico é um processo rigoroso pelo qual são testadas novas 
ideias acerca de como a natureza funciona”. Assim como as qualidades da curiosidade e 
da observação dos cientistas faz com que estes apurem os fatos de forma minuciosa onde 
então fazem questionamentos e vão em busca das respostas. A partir daí utilizam etapas 
que compõem o método científico. Contudo, os cuidados com as informações e os dados 
gerados em uma pesquisa são de essencial valor e devem ser seguidos com rigor. Assim, 
o misticismo deu lugar ao empirismo e as pesquisas constatadas por meio de 
fundamentação e muito estudo, ou seja, fundamentadas. 
 
 
18 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
2.1. Medo e Misticismo 
A ciência tem início na antiguidade quando tratava os fenômenos da natureza como 
se fossem obras dos deuses e atribuía a esses fenômenos algumas funções, pois foi 
quando o homem procurou observar a natureza de forma sistemática que passamos a 
entender melhor estes fenômenos. 
 
A frase do escritor indiano, Jaggi 
Vasudev, denominado como “Sadhguru” 
define a linha tênue que existe entre a 
ciência e “não ciência”. Apesar da 
experiência espiritual, seus saberes se 
manifestam com base no misticismo, na 
ciência e na religião. Sadhguru também 
fala sobre o medo dos fenômenos. 
 
Para Koche (2015) no início o que havia era o medo, que surgiu da impossibilidade 
de explicação dos fenômenos, pois por mais que observassem não conseguiam explicar, 
afinal não desenvolveram nenhuma forma de comprovação. Então, começam a eleger a 
religião como causa de todo o mal sofrido pelo homem e que os terremotos, maremotos, 
raios e trovões eram castigo dos Deuses, sendo que as explicações para o que ocorria 
eram atribuídas a forças sobrenaturais. Porém, na área da pesquisa científica, o medo é 
estudado sob diversas perspectivas, abrangendo neurociência, psicologia, genética e até 
mesmo sociologia, para compreender suas causas, mecanismos e impactos. Ou seja, 
ciência aborda o medo de maneira multifacetada, utilizando uma ampla gama de 
metodologias e disciplinas para compreender seus aspectos biológicos, psicológicos, 
genéticos e sociais. Esse conhecimento é fundamental para desenvolver estratégias 
eficazes para mitigar o impacto do medo na saúde mental e no bem-estar das pessoas, 
prejudicando o processo da pesquisa científica. 
 
O conhecimento religioso começa a 
explicar os fenômenos da natureza e a verdade 
passa a ser revestida de dogmas e as 
explicações sobre o universo e origem do 
homem são aceitas como natureza da 
divindade. Tais tradições são transmitidas e 
Figura 5 - Ciência e Misticismo - Sadhguru 
 
Figura 6 - Ciência e religião 
 
Fonte: https://sophiaofnature.wordpress. 
com/2014/06/24/ciencia-versus-religiao/ 
 
 
19 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
preservadas através dos textos sagrados. 
Assim, um não explica o outro! 
 
2.2 A Tríade do Senso Comum 
A tríade do senso comum, explicações religiosas e conhecimento filosófico passa a 
nortear os questionamentos do homem em relação ao universo e só no século XVI que 
ocorre a proposta de encontrar conhecimentos com busca no real procurando explicar os 
acontecimentos pela observação científica e raciocínio. Mas quando falamos de “tríade do 
senso comum refere-se às três principais características do conhecimento do senso comum 
que contrastam com o conhecimento científico (KUHN, 2009): 
a) Empirismo Ingênuo: refere-se ao conhecimento baseado na experiência direta e 
na observação cotidiana sem o uso de métodos rigorosos ou sistemáticos, como 
por exemplo, “acreditar que uma determinada planta curauma doença porque 
algumas pessoas tiveram melhora ao usá-la, sem investigação científica sobre 
os princípios ativos ou efeitos colaterais”. 
b) Subjetividade: que é o “senso comum” influenciando opiniões pessoais, 
emoções e preconceitos, não havendo a busca pela imparcialidade, como por 
exemplo, achar que um lugar é perigoso apenas por ouvir relatos de algumas 
pessoas, sem dados estatísticos que confirmem a segurança ou o risco real. 
c) Generalização Precipitada: que consiste em tirar conclusões amplas a partir de 
um número limitado de observações, sem considerar variáveis e fatores 
contextuais, como por exemplo, concluir que todos os idosos são frágeis e 
doentes porque conheceu alguns que têm essas características, sem considerar 
a diversidade entre as pessoas dessa faixa etária. 
 
 
 
O ser humano é dotado de capacidade para organizar e interpretar os 
estímulos que recebe do mundo exterior a que chamamos experiências de 
vida. Os “saberes práticos”, como o saber fazer algo, estão ligados a 
experiências, contudo, existem outros saberes, como os “saberes teóricos” 
(ciência, filosofia etc.). O termo saber é utilizado frequentemente como 
sinónimo de conhecimento, e aplica-se a multiplicidade de saberes: 
conhecimento vulgar (senso comum), saber científico, saber filosófico, saberes 
religiosos etc. 
 
 
 
20 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Quando falamos pelos nossos conhecimentos, ocasionados por experiencias 
casuais e muitas vezes anedóticas, consideramos esses conhecimentos como sendo 
“empirismo”, contudo, não estamos nos baseando em observações sistemáticas e 
controladas, com métodos rigorosos para coletar e analisar dados. É neste sentido que 
entra a subjetividade, pois a pesquisa científica busca a objetividade, tentando minimizar a 
influência de vieses pessoais através de métodos padronizados, revisão por pares e 
replicabilidade dos estudos e sem correr riscos de trazer a generalização para o estudo. Ou 
seja, a ciência evita respostas precipitadas ao basear suas considerações. Assim, busca 
se basear com amostras representativas, análises estatísticas e repetição dos 
experimentos, considerando variáveis e contextos que podem influenciar os resultados 
(KUHN, 2009). 
 
A tríade do senso comum (empirismo ingênuo, subjetividade e generalização 
precipitada) representa características do conhecimento cotidiano que contrastam com os 
princípios e práticas da pesquisa científica. Reconhecer essas diferenças é fundamental 
para entender a importância de métodos rigorosos e objetivos na produção de 
conhecimento confiável e válido. 
 
2.3. A ciência 
O tempo passou e o desenvolvimento da ciência em comprovar várias dúvidas e 
ainda desenvolver formas e técnicas para essa evolução, ainda estão acontecendo. De 
acordo com Gnipper (2019), ciência vem do latim “scientia”, que significa conhecimento e 
quando ouvimos dizer “você tomou ciência” remete ao fato de que ficou sabendo de algum 
fato. Assim, no sentido da palavra, ciência é o tipo de conhecimento que permitirá entender 
verdades para explicar como as coisas funcionam no universo e nesse sentido os cientistas 
e pesquisadores observam, verificam, analisam e classificam dados e informações a fim de 
compreender os fatos. 
 
As comprovações e as diversas formas de fazer pesquisa em diferentes áreas de 
conhecimento resultaram em um crescimento e um conhecimento adquirido pela 
comunidade científica que só cresce até nossos dias e possibilitou grandes descobertas 
como os antibióticos, a penicilina etc. 
 
 
21 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
2.4. ABNT 
Existem muitas normas técnicas para criar uma pesquisa científica, e a Associação 
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é uma das principais organizações estabelecidas 
no Brasil. Essas normas abrangem diversas etapas e aspectos da pesquisa científica, 
incluindo a formatação de documentos, a apresentação de citações e referências, a 
estrutura dos trabalhos acadêmicos, entre outros. É com base nessas normas que a 
Universidade Unisanta desenvolve seus trabalhos de graduação e pesquisas. 
 
A ABNT (s.d.) é o Foro Nacional de Normalização por reconhecimento da sociedade 
brasileira e confirmado pelo governo federal por meio de diversos instrumentos legais. 
Porém, trata-se de uma entidade privada e sem fins lucrativos. É responsável pela 
elaboração das Normas Brasileiras (ABNT NBR), elaboradas por seus Comitês, 
Organismos de Normalização Setorial e Comissões de Estudo Especiais. Também atua na 
avaliação da conformidade e dispõe de programas para certificação de produtos, sistemas 
e rotulagem ambiental. É uma entidade que trabalha em sintonia com governos e com a 
sociedade, contribuindo para a implementação de políticas públicas, promovendo o 
desenvolvimento de mercados, a defesa dos consumidores e a segurança de todos os 
cidadãos. 
 
A ABNT é composta pelas NBR, ou seja, “Norma Brasileira Regulamentadora 
(NBR)”, que é um conjunto de diretrizes estabelecidas pela Associação Brasileira de 
Normas Técnicas (ABNT). Essas normas têm como objetivo padronizar procedimentos, 
métodos, processos, produtos e serviços em diversos setores, incluindo a pesquisa 
científica, indústria, comércio e serviços. As NBR são desenvolvidas para garantir a 
qualidade, segurança, eficiência e intercambialidade dos produtos e serviços, promovendo 
a harmonização e a conformidade com padrões internacionais. Aqui estão alguns dos tipos 
principais de normas técnicas da (ABNT, s.d.) aplicáveis à pesquisa científica: 
 
a) Estrutura de Trabalhos Acadêmicos - NBR 14724; 
b) Apresentação de Artigos Científicos - NBR 6022; 
c) Resumo e Abstract - NBR 6028; 
d) Numeração Progressiva - NBR 6024; 
e) Formatação e Apresentação de Tabelas - NBR 6025; 
f) Apresentação Gráfica - NBR 12225; 
g) Projeto de Pesquisa - NBR 15287; 
 
 
22 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
h) Apresentação de Relatórios Técnico-Científicos - NBR 10719; 
 
Essas normas da ABNT são fundamentais para garantir a qualidade, a uniformidade 
e a credibilidade das pesquisas científicas. Elas ajudam a padronizar a apresentação dos 
trabalhos, facilitando a compreensão e a avaliação por parte da comunidade acadêmica e 
científica. Além disso, aderir a essas normas é crucial para a aceitação e publicação dos 
trabalhos em revistas científicas e eventos acadêmicos. 
 
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) define a pesquisa científica 
como um processo sistemático e metódico de investigação que busca obter novos 
conhecimentos ou validar aqueles já existentes. Segundo a ABNT, a pesquisa deve seguir 
normas específicas que garantam a coerência, a clareza e a qualidade dos trabalhos 
científicos. Esse processo inclui a formulação de hipóteses, a coleta e análise de dados, e 
a interpretação dos resultados de forma objetiva e transparente. A ABNT enfatiza a 
importância da metodologia científica rigorosa e da apresentação correta dos resultados, 
seja em artigos, dissertações, teses ou outros formatos de divulgação científica. Além disso, 
a ética na pesquisa é um componente crucial, assegurando que os estudos sejam 
conduzidos de forma responsável e respeitosa em relação aos participantes e ao meio 
ambiente. A adesão a essas normas não só garante a credibilidade dos trabalhos, mas 
também facilita a sua aceitação e disseminação na comunidade acadêmica e científica. 
 
 
As instituições adotam normas e regras específicas que atendem às suas 
necessidades particulares e aos contextos em que operam, visando garantir a 
qualidade e a relevância de seus trabalhos. Contudo, ao estabelecerem essas 
normas internas, elas respeitam as NBRs da ABNT para assegurar uma 
padronização mínima e a conformidade com os critérios amplamente aceitos 
pela comunidadeacadêmica e científica. 
 
Essa abordagem permite que cada instituição possa ajustar suas diretrizes para 
melhor refletir suas particularidades, como áreas de especialização, objetivos educacionais 
e demandas de mercado, enquanto mantêm a coerência e a compatibilidade com os 
padrões nacionais, facilitando a troca de conhecimento e a colaboração entre diferentes 
organizações e pesquisadores. Dessa forma, as NBRs da ABNT servem como uma base 
comum que garante a qualidade e a uniformidade dos trabalhos, mesmo diante da 
diversidade de normas institucionais. 
 
 
23 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
3. CAPA, RESUMO E INTRODUÇÃO 
 
Fazer uma boa formatação e seguir rigorosamente as regras na elaboração de uma 
monografia são cruciais para assegurar a clareza, profissionalismo e credibilidade do 
trabalho acadêmico. Uma formatação adequada facilita a leitura e a compreensão do 
conteúdo, permitindo que o leitor encontre rapidamente as informações necessárias. Além 
disso, o cumprimento das normas, como as estabelecidas pela ABNT, demonstra o 
compromisso do autor com a padronização e a seriedade científica, refletindo a qualidade 
e a meticulosidade da pesquisa realizada. Seguir essas diretrizes é fundamental para que 
a monografia seja aceita e respeitada no meio acadêmico, contribuindo para a 
disseminação eficiente do conhecimento. Neste guia o aluno vai encontrar as diretrizes para 
realização de um bom trabalho de pesquisa. Respeite as regras e normas da 
ABNT/Unisanta e sigas as dicas do professor-orientador. 
 
A estrutura de uma monografia é composta por elementos pré-textuais, textuais e 
pós-textuais, sendo fundamental seguir rigorosamente as normas de formatação 
acadêmica estabelecidas pela Unisanta. 
 
a) Capa 
b) Elementos Pré-textuais e textuais; 
c) Resumo e Abstract 
d) O desenvolvimento, que detalha a revisão de literatura, metodologia e 
resultados; 
e) As Considerações finais (conclusão), que sintetiza as descobertas e sugere 
possíveis aplicações ou pesquisas futuras. 
f) Demais elementos (pós-textuais) incluem referências bibliográficas, apêndices e 
anexos, que complementam e sustentam a pesquisa apresentada. 
 
A formatação deve seguir normas como a ABNT (Associação Brasileira de Normas 
Técnicas), que especificam aspectos como margens, espaçamento, tipo e tamanho de 
fonte, garantindo um padrão de qualidade e apresentação acadêmica. Além disso, a 
formatação deve assegurar que todos os títulos e subtítulos estejam padronizados 
conforme as diretrizes da ABNT, utilizando negrito e numeração adequada. 
 
 
 
24 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
a) As citações diretas e indiretas devem ser corretamente referenciadas no corpo 
do texto, conforme as normas de citação, para garantir a integridade acadêmica. 
b) As páginas devem ser numeradas a partir da introdução, mas a numeração deve 
aparecer em todos os elementos, começando da folha de rosto. 
 
Figura 7 – Elementos de uma monografia 
 
Fonte: https://pedagogiaaopedaletra.com/regras-da-abnt/ 
 
É essencial que o siga as orientações e regras da instituição. Atenção aos detalhes 
de formatação e estrutura é crucial para a clareza e profissionalismo do trabalho acadêmico, 
refletindo a seriedade e o rigor da pesquisa realizada. 
 
3.1 Capa 
A Capa de um trabalho acadêmico é o primeiro elemento visualizado pelo leitor e 
desempenha um papel fundamental na sua apresentação da pesquisa acadêmica. Deve 
ser elaborada conforme as normas da instituição, contendo informações essenciais: 
 
a) O nome da instituição, curso, título do trabalho, nome do autor, cidade e ano de 
submissão. 
 
 
 
25 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
A disposição desses elementos deve seguir um padrão específico, garantindo uma 
aparência profissional e organizada. A escolha do título deve ser clara e objetiva, refletindo 
o conteúdo e a essência da pesquisa realizada. 
 
3.1.1 Elementos textuais 
Os elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais de uma monografia são 
componentes que antecedem o corpo principal do trabalho e servem para organizar e 
preparar o leitor para o conteúdo abordado, como o resumo e Abstract. Destacam-se: 
a) A folha de rosto, que reitera as informações da capa com a adição do orientador 
e coorientador; 
b) O sumário, que lista todas as seções e subseções do trabalho com suas 
respectivas páginas; 
c) As listas de tabelas, figuras e abreviaturas: facilitam a localização de elementos 
gráficos e terminologias específicas ao longo do texto. 
d) As figuras e abreviaturas: facilitam a compreensão e a organização do conteúdo; 
e) Na seção textual: a introdução e desenvolvimento, onde se apresenta o tema, 
os objetivos e a justificativa da pesquisa; 
f) Na seção pós-textual: referências, glossário. Apêndice, anexo e índice. 
 
Quadro 1 - Estrutura da Monografia 
Estrutura Elementos 
Pré-textuais 
Capa 
Folha de rosto 
Ficha catalográfica 
Errata 
Folha de aprovação 
Dedicatória 
Agradecimentos 
Epígrafe 
Resumo em português 
Resumo em outro idioma (Abstract) 
Lista de ilustrações – figura e tabelas 
Lista de abreviações, símbolos e siglas 
Sumário 
Textuais 
Introdução 
Desenvolvimento (capítulos) 
1. Fundamentação teórica 
2. Metodologia 
3. Amostra/dados – pesquisa 
4. Análise 
5. Apresentação dos resultados 
6. Propostas 
7. Discussões 
8. Considerações finais 
Pós-textuais Referencias 
 
 
26 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Glossário 
Apêndice 
Anexo 
Índice 
Fonte: adaptado da ABNT, 2024 
 
Esses elementos asseguram que a monografia esteja bem estruturada e acessível, 
proporcionando uma visão geral clara do trabalho. O conjunto destes elementos ou 
componente essenciais forma uma de uma monografia ou projeto. 
 
a) A capa apresenta formalmente o trabalho, 
b) Os elementos pré-textuais organizam o conteúdo; 
c) O resumo sintetiza a pesquisa; 
d) A introdução contextualiza e delineia os objetivos. 
 
Cada um desses elementos contribui para a clareza, profissionalismo e 
compreensão do trabalho, facilitando a navegação e a apreciação do estudo realizado. 
 
A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) oferece uma série de diretrizes 
de formatação para trabalhos acadêmicos que, embora rigorosas, permitem certa 
flexibilidade para atender às necessidades específicas de diferentes instituições e tipos de 
pesquisa. Por exemplo, enquanto estabelece padrões claros para margens, espaçamento, 
tipo e tamanho de fonte, a ABNT permite variações na organização de elementos pré-
textuais, como a ordem das listas de tabelas e figuras. Além disso, adaptações podem ser 
feitas conforme as diretrizes específicas de cursos ou universidades, desde que essas 
adaptações não comprometam a clareza e a coerência do trabalho. Essa flexibilidade é 
essencial para acomodar a diversidade de formatos e metodologias empregadas em 
distintas áreas do conhecimento, mantendo, ao mesmo tempo, um padrão de qualidade e 
apresentação. Por isso é importante o orientador para o seu trabalho (ABNT, 2024). 
 
3.2 Resumo 
O resumo é uma seção crucial de qualquer monografia, pois oferece uma visão 
concisa e abrangente do conteúdo do trabalho. Deve incluir brevemente os objetivos, a 
metodologia utilizada, os principais resultados e as conclusões do estudo, tudo em um único 
parágrafo que não ultrapasse 500 palavras. Além disso, deve ser acompanhado de 
palavras-chave que descrevem os temas centrais da pesquisa. Um resumo bem elaborado 
 
 
27 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
permite que leitores em potencial rapidamente determinem a relevância e os principais 
achados do trabalho, facilitando a disseminação e o impacto da pesquisa(GIL, 2002). 
 
Segundo Aquino (2012), o resumo é o cartão de visitas de seu trabalho científico: 
deve ser pequeno, objetivo e completo. Ele é uma pequena amostra de todo trabalho 
desenvolvido. O resumo deve ser escrito de forma impessoal, sem parágrafos. 
Corroborando, Severino (2007), cita que o resumo do texto é, na realidade, uma síntese 
das ideias e não das palavras do texto. Não se trata de uma miniaturização do texto. Deve 
passar ao leitor uma visão precisa sobre o conteúdo do trabalho científico destacando-se o 
assunto, os objetivos, a ideia central, os principais passos do raciocínio do autor. 
 
Independente dos números de autores que conceituam os elementos de uma 
pesquisa em relação a composição de trabalhos científicos, podemos afirmar que cada um 
explica a mesma coisa de formas diferentes sobre um resumo. Que costuma ser, o que 
chamamos de bloco fechado; não possui parágrafo e nem espaço entre linhas. 
Dependendo de para onde iremos enviar o resumo, será solicitado um número “x” de 
palavras. Em nossos estudos acadêmicos, somos orientados a realizar diversos resumos, 
que revelarão a nossa percepção sobre o estudo de determinado objeto, especificamente 
em texto indicado pelo professor. 
 
De acordo com Severino (2007), resumo se traduz na apresentação do conteúdo de 
um trabalho de aspecto científico, mas que tem a finalidade de levar ao leitor uma ideia 
completa do conteúdo do que foi analisado de forma a justificar uma consulta de todo o 
texto. Corroborando com esses elementos, a Associação Brasileira de Normas Técnicas 
(ABNT), os resumos são a “apresentação concisa dos pontos relevantes de um documento” 
 
Mas o que deve constar em um resumo? De modo geral podemos dizer que deve 
ser uma Redação concisa, com aspectos relevantes do trabalho, considerando a 
justificativa, objetivo, hipóteses preliminares, caminho percorrido na pesquisa e 
considerações finais. Porém, não deve conter citações bibliográficas e evita frases 
negativas, símbolos, equações e fórmulas. Ou seja, deve informar a natureza do trabalho, 
os objetivos a serem alcançados, referenciais de apoio, quais os procedimentos 
metodológicos foram usados e a conclusão com os resultados alcançados. 
 
 
 
28 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Então, segundo Severino (2007), as seguintes questões podem ser respondidas por 
meio de um resumo: 
a) Qual a natureza do trabalho? 
b) Qual o objeto estudado? 
c) O que se pretende constatar? 
d) Quais as referências teóricas de apoio? 
e) Quais procedimentos metodológicos foram usados? 
f) Quais foram os resultados obtidos? 
 
 
 
Em uma pesquisa científica, o resumo apresenta-se antes do corpo do 
trabalho, mas geralmente é escrito após a conclusão do estudo. Isso ocorre 
porque o resumo deve sintetizar os objetivos, metodologia, resultados e 
conclusões da pesquisa de maneira precisa e concisa. Escrever o resumo após 
a conclusão do estudo permite que o autor tenha uma visão completa e clara 
de todo o trabalho realizado, garantindo que o resumo reflete fielmente o 
conteúdo e as descobertas da pesquisa 
 
 
Existem vários tipos de resumo: 
a) Resumo crítico – é o tipo de resumo redigido por um especialista que analisa 
criticamente um documento que também pode ser chamado de resenha, por sua 
vez, além de descrever o conteúdo, avalia a qualidade e a relevância do estudo, 
fornecendo uma análise ponderada sobre a contribuição científica do trabalho. 
b) Resumo indicativo – indica os principais aspectos de um documento, mas não 
apresenta dados e não dispensa a consulta ao documento original. Contudo, 
fornece uma visão geral do conteúdo, delineando os principais tópicos sem 
entrar em detalhes, ideal para dar ao leitor uma noção rápida do escopo do 
estudo. 
c) Resumo informativo – o leitor é informado sobre a finalidade, a metodologia, 
resultados e considerações finais de um documento. Ele é mais detalhado, 
permitindo ao leitor compreender os aspectos essenciais da pesquisa sem 
consultar o texto completo. 
 
 
29 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
d) Estruturado: é comum em áreas como a medicina, que organiza a informação 
em seções predeterminadas como introdução, métodos, resultados e 
conclusões, facilitando a localização de informações específicas. 
 
No Resumo de uma pesquisa científica, cada um serve a propósitos distintos, mas 
igualmente importantes na disseminação do conhecimento. Esses resumos, quando bem 
elaborados, não apenas sintetizam o trabalho, mas também destacam a importância da 
pesquisa, orientando a leitura e incentivando a exploração detalhada do estudo completo, 
contribuindo para a eficiência na comunicação científica e para o avanço do conhecimento 
em diversas áreas. 
 
Veja a seguir um exemplo de resumo de um artigo que foi gerado como exemplo no 
site “Regra para TCC” e perceba como o produtor deste demarcou os movimentos do texto 
e do objeto de estudo. O site atualiza frequentemente os exemplos de resumos e que 
podem ser alterados e estão disponíveis em: . Acesso em: 18 jul. 2024. 
 
 
 
O trabalho descreve uma pesquisa etnográfica conduzida em metrôs das 
cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Partindo-se da hipótese 
de que o sistema metroviário funcionaria como um espaço heterotópico 
foucaultiano, pretendeu-se identificar dinâmicas interacionais entre os 
sujeitos que transitam por esses lugares. Deu-se especial ênfase aos horários 
de pico, nos quais a circulação de pessoas torna-se mais complicada, devido 
ao alto volume de transeuntes num espaço exíguo. O artigo também dialoga 
com a teoria do interacionismo simbólico para compreender as ações dos 
sujeitos. Trata-se de uma reflexão oriunda de uma pesquisa ainda em 
andamento e, portanto, sem pretensão de respostas conclusivas. 
Palavras-chave: Metrôs; Interacionismo; Fluxo de pessoas. 
 
Normalmente o resumo limita-se entre 100 e 500 palavras ou usa-se caracteres 
como regras. Parágrafo único, sem recuo na 1ª linha e com espaço simples entre linhas. O 
texto é elaborado com verbo na voz ativa e na 3ª pessoa do singular. Agora, vamos explicar 
sobre as Palavras-chave, como foi exemplificado no texto do resumo. 
 
 
 
30 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
É comum utilizar “palavras-chave” para finalizar o resumo. Assim, os pesquisadores 
devem seguir as regras estabelecidas pela instituição que frequentemente adapta as 
normas com base nas atualizações da ABNT. Normalmente deve-se: 
 
a) Separar as palavras com ponto e/ou ponto e vírgula; 
b) Usar de 3 a 5 palavras ou expressões; 
 
Considera-se palavras “fortes” para chamar atenção dos leitores, além disso, ajuda 
na localização da pesquisa e aumenta a visibilidade e a classificação do conteúdo. 
 
 
 
Exemplo: 
Palavras-chave – Empreendedorismo; Mercado; Marketing; Varejo. 
 
 
As palavras-chave ajudam a indexar o trabalho em bases de dados acadêmicas e 
mecanismos de busca, permitindo que outros pesquisadores encontrem o estudo de 
maneira eficiente. Quando são colocadas palavras relevantes e específicas, o autor 
aumenta as chances de que o trabalho seja encontrado por leitores interessados no mesmo 
tema, aumentando assim a visibilidade e o impacto da pesquisa, oferecendo uma visão 
rápida dos principais temas e áreas abordadas no estudo, ajudando os leitores a avaliarem 
rapidamente a relevância do trabalho para suas próprias pesquisas. Além disso, facilitam a 
categorização do estudo em sistemas de gerenciamento de informação, contribuindo para 
uma organização mais eficaz da literatura científica. Ou seja, as palavras-chave são 
essenciais para aumentar a acessibilidade, a visibilidade e a relevância dotrabalho 
científico, conectando-o mais eficientemente com a comunidade acadêmica e com 
pesquisadores interessados no mesmo campo de estudo. 
 
3.2.1 O resumo em outro idioma - Abstract 
O abstract, ou resumo em outro idioma, é um componente essencial dos trabalhos 
acadêmicos e científicos, desempenhando várias funções cruciais: 
 
 
31 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
a) Acessibilidade Internacional: Ao utilizar um idioma como o inglês (maior 
preferência), o trabalho se torna acessível a uma audiência global. Isso é 
especialmente importante em um contexto acadêmico onde a colaboração e a 
disseminação do conhecimento transcendem fronteiras nacionais. 
b) Aumento da Visibilidade: Publicar um abstract em um idioma estrangeiro 
aumenta significativamente a visibilidade do trabalho em bases de dados 
internacionais e revistas científicas. Isso pode levar a um maior número de 
citações e reconhecimento global do estudo. 
c) Facilitação da Pesquisa e Revisão: Pesquisadores que não falam o idioma 
original do trabalho podem ainda assim entender os principais pontos e a 
relevância da pesquisa através do abstract. Isso facilita a revisão por pares, a 
colaboração internacional e a integração do estudo em pesquisas futuras. 
d) Padronização e Profissionalismo: A inclusão de um abstract em outro idioma é 
uma prática padrão em publicações científicas de alta qualidade. Isso demonstra 
o profissionalismo do autor e a aderência às normas internacionais de 
publicação, aumentando a credibilidade do trabalho. 
e) Promoção da Interdisciplinaridade: Muitas áreas do conhecimento são altamente 
interdisciplinares, permitindo que pesquisadores de diferentes disciplinas, que 
podem não estar familiarizados com o idioma original do trabalho, possam 
entender e utilizar os achados da pesquisa. 
f) Cumprimento de Requisitos de Publicação: Muitas revistas científicas e 
conferências internacionais exigem um abstract em inglês ou outro idioma 
estrangeiro como parte dos critérios de submissão. Isso é essencial para a 
aceitação e publicação do trabalho em plataformas de alto impacto. 
 
Quando escrevemos o resumo em outro idioma, ampliamos o alcance e a visibilidade 
do trabalho acadêmico, o que facilita a colaboração e a integração do conhecimento em 
uma comunidade científica global. É uma ferramenta vital para a disseminação eficiente e 
eficaz dos resultados de pesquisa a uma audiência internacional. 
 
3.3 Introdução 
Para Gil (2002) os primeiros textos escritos em uma pesquisa científica são 
fundamentais para capturar a atenção do leitor e motivá-lo a continuar lendo o estudo. Eles 
funcionam como uma introdução atraente que apresenta o contexto e a relevância do tema 
 
 
32 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
abordado. Uma abertura bem elaborada desperta o interesse do leitor ao destacar a 
importância e a atualidade do problema de pesquisa, mostrando como ele se relaciona com 
questões mais amplas ou com lacunas específicas no conhecimento existente. Essa 
introdução eficaz cria um cenário claro e intrigante, estimulando a curiosidade e a motivação 
para compreender melhor o assunto tratado. Além de despertar o interesse, os primeiros 
parágrafos têm a função crucial de contextualização, fornecendo uma visão geral das 
principais teorias, conceitos e pesquisas anteriores relacionadas ao tema, ajudando a situar 
a pesquisa dentro do campo acadêmico ou científico. Sendo o ponto de partida da 
monografia, a contextualização do tema, deve apresentar os objetivos e justificas 
relevantes. Com base no delineamento do problema, deve-se criar as hipóteses a serem 
investigadas, bem como o embasamento teórico que sustenta o trabalho. 
 
 
 
A introdução deve captar o interesse do leitor, estabelecendo claramente o 
propósito do estudo e os caminhos metodológicos que serão seguidos. É 
essencial que esta parte seja escrita de forma clara e coerente, estabelecendo 
um vínculo entre a revisão de literatura e os objetivos propostos. Esse 
enquadramento inicial é essencial para que o leitor entenda a base do estudo, 
reconhecendo a sua relevância e originalidade. 
 
Ao oferecer uma visão panorâmica do estado da arte, os primeiros parágrafos 
preparam o terreno para a apresentação dos objetivos e uma boa introdução aos fatos, 
facilitando a compreensão dos elementos subsequentes do trabalho. Isto, estabelecem a 
credibilidade e a autoridade do pesquisador, demonstrando um entendimento profundo e 
crítico do tema. Uma introdução bem estruturada e informativa transmite confiança ao leitor 
de que o estudo é bem fundamentado e rigorosamente conduzido. A clareza e a coerência 
na apresentação dos primeiros parágrafos também refletem a qualidade e o rigor do 
trabalho como um todo, persuadindo o leitor de que a pesquisa oferece uma contribuição 
valiosa ao conhecimento existente. Dessa forma, os primeiros parágrafos são decisivos 
para engajar o leitor, proporcionar contexto e estabelecer a confiança necessária para a 
apreciação completa do estudo científico (LAKATOS; MARCONI, 2017). 
 
Quanto aos objetivos desenvolvidos neste capítulo, busca-se sintetizar os principais 
elementos de uma pesquisa científica, citando os pontos do estudo, destacando os 
objetivos, a metodologia, os resultados e as conclusões, permitindo uma rápida 
 
 
33 Projetos e Metodologia Científica 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
compreensão da relevância e dos achados do trabalho (BRASILEIRO, 2021). Serão 
destacados: 
a) Os objetivos: definem claramente as metas específicas da pesquisa, 
estabelecendo o que se pretende investigar e os resultados esperados, 
direcionando o estudo e facilitando a avaliação de sua eficácia; 
b) A introdução: contextualização do tema, apresentando o problema de pesquisa, 
a revisão da literatura relevante e a justificativa do estudo, situando a pesquisa 
dentro do panorama acadêmico ou científico e demonstrando sua importância e 
originalidade. 
c) O resumo: juntos, resumo, objetivos e introdução fornecem uma base sólida para 
o desenvolvimento do estudo, orientando o leitor desde a compreensão inicial 
até a apreciação detalhada dos aspectos metodológicos e das implicações dos 
achados. 
 
Em síntese, o resumo, os objetivos e a introdução são elementos cruciais que 
colaboram para a clareza, a organização e a relevância dos trabalhos acadêmicos. Eles 
facilitam a comunicação efetiva das descobertas, garantem a coerência na abordagem 
metodológica e situam a pesquisa dentro do contexto científico mais amplo, promovendo 
assim um diálogo acadêmico rico e produtivo. Esta é uma parte delicada, pois aqui você se 
debruça sobre sua pesquisa e tema. Vamos ver o que os autores descrevem. 
 
 
 
De acordo com Aquino (2012), a introdução é uma revisão da literatura enxuta 
na qual, utilizando o formato de um cone invertido, leva o leitor a entender o 
propósito de sua pesquisa, sendo essencial, pois contextualiza o problema, 
revisa a literatura existente, define os objetivos e hipóteses, esboça a 
metodologia, destaca a importância e impacto do estudo, e organiza o 
trabalho, estabelecendo um ponto de partida claro e envolvente que prepara 
o leitor para a compreensão aprofundada e a apreciação das contribuições 
significativas da pesquisa. 
 
Gil (2002), cita que o texto introdutório deve ser curto em relação à fundamentação 
geral dos elementos e é de fundamental importância por várias razões: 
 
 
 
34 Projetos e Metodologia Científica 
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a) Contextualização do Problema: A introdução situa o leitor no contexto da 
pesquisa, apresentando o tema e justificando sua relevância. Ela descreve o 
problema ou a questão de pesquisa, permitindo ao leitor entender o propósito do 
estudo. O problema é sempre uma “pergunta”!

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