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147
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
CAPÍTULO 10
ONDE INSTALAR 
O PISO TÁTIL 
DIRECIONAL
O PISO TÁTIL DIRECIONAL É A MELHOR 
MANEIRA DE CONDUZIR AS PESSOAS 
COM DEFICIENCIA VISUAL OU BAIXA 
VISÃO, DE FORMA AUTONOMA E 
SEGURA PELOS AMBIENTES DA 
EDIFICAÇÃO...MAS NÃO É A ÚNICA!
148
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
148
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
149
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
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ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
150
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
#DICAS DO
ESPECIALISTA
ALTERNATIVAS PARA UTILIZAR O PISO TÁTIL 
DIRECIONAL
1. DESDE A ENTRADA DA EDIFICAÇÃO ATÉ O 
BALCÃO DE ATENDIMENTO.
2. DESDE A ENTRADA DA EDIFICAÇÃO LEVANDO 
A TODOS OS AMBIENTES
DOBRE E 
MARQUE
ESSA DICA
151
ONDE INSTALAR O PISO TÁTIL DIRECIONAL
Vamos aprender defi nitivamente onde instalar o 
piso tátil direcional. Para começar, vamos entender para 
que serve o piso tátil direcional.
De uma maneira simples e didática, o piso tátil 
direcional tem a função de conduzir as pessoas pelos 
ambientes internos e externos da edifi cação com 
autonomia e evitando acidentes.
Autonomia porque o piso tátil direcional vai permitir 
às pessoas com defi ciência visual ou baixa visão chegar 
aos ambientes que desejam.
E segurança porque o piso tátil direcional será 
instalado sempre afastado de paredes, pilares, objetos 
e no meio da faixa livre da calçada, exatamente para 
livrar a pessoa de qualquer acidente provocado por 
objetos suspensos ou outros objetos, como bebedouros, 
extintores, vasos, caixas de correio, entre outros.
Ele deve ser utilizado para indicar os ambientes e os 
serviços das edifi cações desde a entrada da edifi cação 
até o destino ou ambiente desejado pelo usuário, 
152
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
passando pelos locais de interesse, como balcões de 
atendimento e sanitários acessíveis, por exemplo.
É o que está escrito no item 7.3.2 da NBR 16537:2016:
Em áreas de circulação onde seja necessária 
a orientação do deslocamento da pessoa 
com defi ciência visual deve haver sinalização 
tátil no piso, desde a origem até o destino, 
passando pelas áreas de interesse, de uso ou 
de serviços.
Signifi ca que no interior da edifi cação, o piso tátil 
direcional começa na porta de entrada da edifi cação, 
vai até o balcão de atendimento e segue até todos os 
demais ambientes internos de interesse do usuário na 
edifi cação.
Na calçada, a função do piso tátil direcional é 
conduzir a pessoa em segurança no meio da faixa livre, 
livrando ela dos obstáculos ao longo do percurso como 
postes, árvores, caixas de correio entre outros obstáculos.
Atenção! A função do piso tátil direcional não é 
conduzir a pessoa da calçada para dentro da edifi cação, 
pois imagine como fi cariam as calçadas se todas as 
edifi cações da cidade fi zessem isso de conduzir ao 
interior da edifi cação com o piso tátil a partir da calçada!
Em um quarteirão, por exemplo, o piso tátil 
direcional vai começar a partir de uma guia rebaixada 
junto à travessia de pedestres, ou de uma faixa elevada 
16537/2024
A sinalização tátil direcional no piso deve ser utilizada em áreas
de circulação:
 a) na ausência ou interrupção da guia de balizamento, 
indicando o caminho a ser percorrido;
 b) se for necessária a orientação do deslocamento da 
pessoa com defciência visual, desde a origem até o destino,
passando pelas áreas de interesse, de uso ou de serviços.
153
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
de travessia e vai seguir no meio da faixa livre até o fi nal 
do quarteirão, até encontrar-se com a próxima guia 
rebaixada ou outra travessia de pedestres.
Essa é a função do piso tátil direcional: conduzir 
com autonomia e segurança às pessoas com defi ciência 
visual ou baixa visão no meio da faixa livre da calçada.
Se aparecer uma tampa, o que eu faço? Passa com 
o piso tátil direcional por cima dela! 
Se aparecer a entrada de veículos, o que é que eu 
faço! Passa com o piso tátil direto pela frente da entrada 
de veículos, uma vez que a preferência na circulação da 
calçada é do pedestre!
O item 7.3.8 da NBR 16537:2016 diz que:
quando o piso do entorno não for liso, é 
recomendada a largura entre 0,25 m e 0,40 m, 
acrescida de faixas laterais lisas, com mínimo 
de 0,60 m de largura cada uma, para permitir 
a percepção do relevo da sinalização tátil no 
piso, conforme a Figura 45 do mesmo item.
O piso intertravado é um piso que atende, sim, aos 
critérios de acessibilidade se for bem instalado, mas ele 
não poderá ser utilizado junto do piso tátil direcional, pois 
para que as pessoas com defi ciência visual consigam 
identifi car as texturas do piso tátil direcional, ao lado do 
piso deve existir uma superfície lisa, com largura de no 
mínimo 60 cm de cada lado do piso tátil.
16537/2024
Deve-se garantir a existência de faixas laterais com no mínimo
0,60 m de largura e com superfície lisa e antiderrapante, de forma
a permitir a percepção do relevo nas laterais adjacentes
à sinalização tátil direcional.
Deve-se garantir a existência de faixas laterais com no mínimo 
0,60 m de largura e com superfície lisa e antiderrapante, de 
forma a permitir a percepção do relevo nas laterais adjacentes 
à sinalização tátil direcional.
154
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
Essa largura de 60 cm de cada lado é o espaço 
necessário para que a pessoa utilize a bengala de 
rastreamento localizando a posição e o sentido do piso 
tátil direcional.
O item 7.7.1 da NBR 16537:2016, diz assim:
Deve haver pelo menos 1,00 m de distância 
entre a sinalização tátil de direcionamento 
e as paredes, os pilares ou outros objetos, 
contando-se 1,00 m desde a borda da 
sinalização tátil.
Signifi ca que, para instalar o piso tátil direcional em 
um corredor de uma escola ou hospital, por exemplo, 
em edifi cações novas, a largura mínima desse corredor 
deverá ser de no mínimo 2,25 m, ou seja, um metro de 
cada lado do piso tátil direcional, acrescido da largura do 
próprio piso tátil que é de no mínimo 25 cm.
E isso deve ocorrer em relação a qualquer corredor 
e inclusive afastado no mínimo 1 metro de qualquer 
mobiliário, pilar ou outro elemento, porque esses 
elementos vão difi cultar o caminho da pessoa até ela 
chegar ao ambiente desejado.
Mas se não existir esse espaço, vamos entender o 
que está escrito no item 7.7.2 da NBR 16537:2016:
Nos casos de adequação de calçadas ou 
edifi cações existentes, podem ser admitidas 
distâncias menores do que 1,00 m, desde 
que os obstáculos sejam detectáveis pelas 
16537/2024
Deve haver pelo menos 0,60 m de distância entre a sinalização tátil
de direcionamento e as paredes, os pilares ou outros objetos, sendo
recomendável uma distância mínima de 1,00 m, medida desde a 
borda da sinalização tátil.
16537/2024
155
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
bengalas de rastreamento ou sinalizados 
com sinalização tátil de alerta. 
É importante lembrar que o piso tátil direcional não 
é a única forma ou a única referência edifi cada possível 
de ser utilizada nas edifi cações para conduzir as pessoas 
com defi ciência visual ou baixa visão aos ambientes que 
ela deseja ir.
Paredes, guias de balizamento ou linhas-guias 
também são considerados como referências e podem ser 
utilizadas em substituição ao uso do piso tátil direcional.
Observe o que diz a defi nição sobre sinalização 
direcional na NBR 9050:2020:
Item 5.2.4.2: Sinalização utilizada para indicar 
direção de um percurso ou a distribuição de 
elementos de um espaço e de uma edifi cação. 
Na forma visual, associa setas indicativas 
de direção a textos, fi guras ou símbolos. Na 
forma tátil, utiliza recursos como linha guia ou 
piso tátil. Na forma sonora, utiliza recursos de 
áudio para explanação de direcionamentos e 
segurança, como em alarmes e rotas de fuga.
Podemos também levar o piso tátil direcional desde 
a entrada da edifi cação até um balcão de atendimento. 
Lá no balcão, a pessoa poderá ser atendida por um 
funcionário ou colaborador treinado em libras e com 
a formação correta para conduzir e auxiliaredifi cação. 
Em 2003 tivemos a publicação do Estatuto do Idoso 
com a Lei Federal número 10.741:2003 e a principal relação 
desta lei com a acessibilidade é que a pessoa idosa 
passa a ter os direitos de acesso e uso dos ambientes em 
igualdade de oportunidades com as demais pessoas.
A partir de 2003, os condomínios residenciais 
existentes devem ser adaptados e acessíveis para 
garantir que pessoas idosas utilizem os ambientes de 
lazer e de uso comum do condomínio. 
No ano de 2004 tivemos a publicação do Decreto 
Federal 5.296:2004 regulamentando as Leis 10.048 e 
10.098:2000, estabelecendo os critérios para a promoção 
da acessibilidade no Brasil, dentre elas a da acessibilidade 
arquitetônica, reforçando a garantia no acesso a todos 
os ambientes de uso comum nas edifi cações públicas, 
privadas ou de uso coletivo.
É o Decreto Federal número 5.296:2004 que 
determina que o profi ssional arquiteto, engenheiro, 
técnico de edifi cações, ao elaborar os projetos e as obras 
de natureza arquitetônica e urbanística, deve declarar 
em sua Anotação de Responsabilidade Técnica (ART/ 
RRT/ TRT) o atendimento às leis e normas técnicas de 
acessibilidade.
É também o Decreto Federal número 5.296:2004 
247
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
que atribui ao Poder Público o dever de fi scalização 
da acessibilidade nas edifi cações para a emissão dos 
alvarás de funcionamento, certifi cados e conclusão de 
obras, habite-ses, entre outros documentos públicos.
A partir deste momento, os profi ssionais passam a 
ser os responsáveis, solidariamente com o proprietário 
e responsável pelo uso da edifi cação, pela garantia da 
acessibilidade arquitetônica no local, e o poder público, 
estados e municípios têm o dever de fi scalizar.
O Decreto Federal número 5.296:2004 traz 
diversos critérios para a promoção da acessibilidade 
arquitetônica, mas gostaria de ressaltar que, dentre todos 
os critérios estabelecidos, um dos mais importantes é o 
de responsabilizar o profi ssional pela implantação dos 
elementos de acessibilidade nas edifi cações.
No ano de 2015 tivemos um novo marco para a 
acessibilidade no Brasil com a publicação da Lei Federal 
número 13.146:2015, a chamada Lei Brasileira da Inclusão.
A importância da Lei Federal número 13.146:2015 
para a acessibilidade arquitetônica é que ela reforçou 
os critérios já estabelecidos pelo Decreto Federal 
número 5.296:2004 e ainda trouxe novos critérios para 
acessibilidade, por exemplo para:
• Condomínios residenciais.
• Hotéis e locais de hospedagem.
248
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
• Escolas em seus mais diferentes níveis de ensino.
• Cinemas, teatros e auditórios.
• Vagas de estacionamento acessíveis.
• Acessibilidade em micro e pequenas empresas.
• Entre outros critérios...
A Lei Brasileira da Inclusão foi regulamentada por 
vários decretos federais ao longo dos anos e gostaria de 
destacar os seguintes:
ACESSIBILIDADE EM HOTÉIS E LOCAIS DE 
HOSPEDAGEM
Imagem 19: Quarto acessível no Hotel Hilton Morumbi/SP.
249
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
O Decreto Federal número 9.296:2018 regulamenta 
os critérios de acessibilidade em hotéis e vai indicar 
que o nível ou quantidade de adaptações nos hotéis 
estará relacionado à data de construção da edifi cação 
ocupada pelo hotel, ou seja, que quanto mais antigo 
for a construção, menos exigências de adaptação terá 
sua edifi cação, podendo realizar algumas adaptações 
“razoáveis”.
Por exemplo, um hotel construído após o ano 
de 2018 terá 5% do total de seus apartamentos em 
condições plenas de acessibilidade e todos os demais 
95% de apartamentos serão adaptados com alguns 
critérios do desenho universal, estabelecidos no próprio 
decreto federal.
Já um hotel construído anteriormente ao ano de 
2004 poderá ter 5% do total de seus apartamentos em 
condições plenas de acessibilidade e apenas outros 
5% de apartamentos adaptados com alguns critérios 
do desenho universal. Signifi ca que os outros 90% dos 
apartamentos existentes não serão reformados ou 
adaptados.
ACESSIBILIDADE EM MICRO E PEQUENAS 
EMPRESAS
Outro decreto federal importante é a publicação do 
Decreto Federal número 9.405 de 2018, que estabelece 
250
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
os critérios para a promoção da acessibilidade em micro 
e pequenas empresas.
ACESSIBILIDADE EM CONDOMÍNIOS 
RESIDENCIAIS
O Decreto Federal número 9.451:2018 estabelece 
os critérios para a promoção da acessibilidade em 
condomínios residenciais novos.
Importante ressaltar aqui que todos os condomínios 
residenciais existentes antes do ano de 2018 são 
obrigados a se tornarem acessíveis conforme está 
estabelecido no artigo de número 18 do Decreto Federal 
número 5.296:2004.
DF 5.296:2004: Art. 18. A construção de 
edifi cações de uso privado multifamiliar 
e a construção, ampliação ou reforma de 
edifi cações de uso coletivo devem atender aos 
preceitos da acessibilidade na interligação de 
todas as partes de uso comum ou abertas 
ao público, conforme os padrões das normas 
técnicas de acessibilidade da ABNT.
A partir do ano de 2015 com a publicação do Decreto 
Federal número 9.451:2018, além da acessibilidade nas 
áreas de uso comum, os condomínios residenciais 
também deverão estabelecer condições para que 
os apartamentos e unidades autônomas se tornem 
acessíveis.
251
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
DESOBRIGANDO O ACESSO AO PALCO DOS 
TEMPLOS RELIGIOSOS
Há uma lei federal publicada no ano de 2019 de 
número 10.014 que altera um artigo do Decreto Federal 
número 5.296 de 2004, desobrigando a adaptação de 
palcos e batistérios em templos religiosos.
BRINQUEDOS ACESSÍVEIS EM PARQUES E 
PRAÇAS
Continuando...
No mínimo 5% dos brinquedos em parques e praças 
públicos deverão ser adaptados para pessoas com 
defi ciência conforme está determinado na Lei Federal 
13.443 de 2017.
ACESSIBILIDADE EM BENS CULTURAIS 
IMÓVEIS
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico 
Nacional, IPHAN, publicou a Instrução Normativa 
número 1 de 25 de novembro de 2003, estabelecendo 
os critérios para a promoção da acessibilidade em bens 
culturais imóveis.
Tendo como referências básicas a LF 10.098:2000, 
a NBR 9050, as soluções adotadas para a eliminação, 
redução ou superação de barreiras na promoção 
252
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
da acessibilidade aos bens culturais imóveis devem 
compatibilizar-se com a sua preservação e, em cada caso 
específi co, assegurar condições de acesso, de trânsito, 
de orientação e de comunicação, facilitando a utilização 
desses bens e a compreensão de seus acervos para todo 
o público.
Parabéns. Você agora conhece as principais Leis de 
Acessibilidade brasileiras e já tem plenas condições de 
aplicá-las em seus projetos e obras.
Conhecendo as leis de acessibilidade que estou 
descrevendo aqui neste capítulo você estará aplicando 
a acessibilidade em seus projetos e obras com confi ança 
e segurança e garantindo o acesso aos ambientes da 
edifi cação com maior autonomia, conforto e segurança 
a todas as pessoas, principalmente às pessoas com 
defi ciência.
254
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
255
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
CAPÍTULO 18
CASA LIVRE DE 
OBSTÁCULOS
QUALIDADE DE VIDA É MANTER PELO 
MAIOR TEMPO POSSÍVEL NA VIDA DAS 
PESSOAS A SUAS CAPACIDADES DE 
FAZEREM AS ATIVIDADES BÁSICAS DA VIDA 
DIÁRIA, EVITANDO OS ACIDENTES.
256
O conceito de velhice, de terceira idade e a visão 
que nós temos a respeito da pessoa idosa tem evoluído 
radicalmente nos últimos anos.
Os números do IBGE são impressionantes quando 
mostram que o Brasil tem hoje mais de 32 milhões de 
pessoas com mais de 60 anos e que mais de 4 milhões 
de pessoas idosas moram sozinhas em seus lares!
Mas não moram sozinhas, porque estão 
abandonados por seus familiares, e sim, porque desejam 
estar sozinhas, desejam ter a liberdade que construíram 
ao longo da vida.
E você sabe me dizer o que a pessoa idosa deseja 
ao envelhecer? Em minhas pesquisas recentes sobre 
envelhecimento saudável eu descobri que elas desejamcontinuar sendo úteis para participar ativamente da vida 
junto de seus amigos e familiares!
Incrível isso, não? Todos querem a liberdade 
conquistada ao longo dos anos e o caminho para se ter 
um envelhecimento saudável é continuar tendo planos 
e projetos de vida.
257
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
O envelhecimento saudável acontece 
principalmente com homens e mulheres que têm planos 
de vida. 
E na minha opinião e nos meus estudos, esses 
planos de vida maravilhosos que as pessoas nutrem na 
terceira idade estão diretamente associados ao que a 
área da gerontologia defi ne por capacidade de continuar 
fazendo suas atividades da vida diária, ou “AVD”, que são 
as tarefas básicas de autocuidado como por exemplo, 
ir ao banheiro, escolher a roupa, arrumar-se e cuidar da 
higiene pessoal, manter-se continente, vestir-se, tomar 
banho, andar e transferir-se, por exemplo, da cama para 
uma cadeira.
Na minha opinião, os planos e as metas que as pessoas 
idosas nutrem na velhice só podem ser realizados se elas 
estiverem em condições de autonomia, independência e 
segurança para fazerem suas atividades básicas da vida.
Do que adianta eu nutrir um plano para a velhice se 
eu cair de uma escada por falta de corrimãos, quebrar a 
perna e fi car meses ou anos sem conseguir caminhar? 
Portanto, muita atenção no que eu vou afi rmar 
agora. Se durante a nossa vida após os 60, 65, 70 anos 
de idade sofrermos um acidente, por exemplo, de 
escorregar no banheiro e quebrar a perna, poderá haver 
uma grande consequência em nosso envelhecimento 
saudável e principalmente em nossa independência.
258
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
A recuperação de acidentes na velhice é muito 
demorada. Inclusive durante a recuperação podem 
acontecer novos acidentes ou feridas como, por exemplo, 
se eu precisar fi car sentado por muito tempo sem me 
mexer, podem surgir feridas chamadas escaras que são 
muito difíceis de serem curadas.
E sabe quem é que pode ajudá-los com isso? 
Profi ssionais da arquitetura, engenharia e design 
que ao garantir que as casas estejam confortáveis e 
principalmente seguras, evitando acidentes, contribuem 
com a capacidade para a realização confortável e 
segura das atividades diárias, sem causar acidentes, 
permitindo a todos alcançar seus planos e metas nos 
anos maravilhosos da vida na velhice.
Não podemos negar que com o avançar da idade, 
o corpo vai fi cando diferente (visão, audição, resistência, 
equilíbrio, força nos membros) e não se tem um corpo 
jovem a vida toda, mas isso não signifi ca que passamos 
a ter um corpo inativo. 
Por isso, fi cando atento a essas novas condições 
físicas. Podemos garantir o que todos queremos: viver 
mais, de forma mais ativa, segura e com qualidade de vida.
É por isso que o trabalho de arquitetos, engenheiros 
e designers é tão importante e que a independência tem 
tudo a ver com as melhorias nas casas e apartamentos 
que vou apresentar a seguir.
259
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
Vou apresentar 5 informações úteis e algumas que 
você poderá implantar agora mesmo em sua casa e na 
casa dos seus pais ou na de seus clientes.
Garantir segurança nas casas e apartamentos 
signifi ca ganhar anos de vida e somar vidas aos anos.
Vamos lá!
1. BOA ILUMINAÇÃO
Mas o que é uma iluminação ruim?
É quando a iluminação é tão fraca que difi culta 
identifi car os degraus das escadas, a cor do remédio, 
fazer a leitura de um rótulo, escolher a cor de uma 
maquiagem, enxergar um objeto caído no chão ou os 
utensílios na bancada da pia.
O que é uma boa iluminação? Aquela que apresenta 
no mínimo 150 LUX de intensidade de luz medidos a 
um metro de altura do chão e permite localizar com 
facilidade os objetos.
Em cima do tampo da pia do banheiro e da cozinha, 
por exemplo, a quantidade mínima de LUX deverá ser de 
150.
Essa referência foi extraída da norma técnica de 
acessibilidade NBR 9050:2020 que diz que ambientes 
acessíveis, para serem utilizados por todas as pessoas, 
260
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
inclusive por pessoas com baixa visão, devem ter uma 
quantidade mínima de 150 lux.
NBR 9050:2020, ITEM 6.1.2: Toda rota acessível 
deve ser provida de iluminação natural ou 
artifi cial com nível mínimo de luminância de 
150 lux medidos a 1,00 m do chão.
2. PISO ANTIDERRAPANTE
O que é um piso escorregadio? Bem, esse é fácil de 
explicar! Porcelanato liso e brilhante!
Qual é o piso ideal para um banheiro? É um piso 
com coefi ciente de atrito maior que 0,4. 
Esses pisos são considerados resistentes ao 
escorregamento pelas normas técnicas, em especial 
pela NBR 16919:2020.
• Pisos com coefi ciente de atrito menor que 0,4 
são indicados apenas para instalações que não 
demandam maiores cuidados com segurança.
• Pisos com coefi ciente de atrito entre 0,4 a 0,7 
são recomendados para locais onde se requer 
resistência ao escorregamento.
• Pisos com coefi ciente de atrito maior que 0,7 
são recomendados para locais onde o risco de 
escorregamento é muito intenso, como em 
superfícies próximas a piscinas, rampas, degraus, 
261
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
banheiros e áreas externas.
3. BARRAS DE APOIO CONFORME SUA 
NECESSIDADE 
Dentro da residência não precisamos aplicar 
rigorosamente a NBR 9050 que vai especifi car medidas 
e locais de instalação das barras.
Cada um pode instalar a barra onde quiser e onde 
achar que dará mais segurança, mas tenho algumas 
sugestões de locais para instalação:
Uma barra em formato “L” ao lado da bacia sanitária, 
para ajudar a se sentar e se levantar.
Uma outra barra no interior do box do chuveiro, 
podendo ser na vertical ou na horizontal.
E uma barra na parede lateral da bancada da pia.
 
4. ALAVANCAS
As pessoas idosas têm menos precisão, capacidade 
de torção dos punhos e força nos membros. E isso vale 
para o manuseio do registro das torneiras, do chuveiro, 
da maçaneta da porta e da torneira da pia.
Por isso, no caso de registros e maçanetas no formato 
“bolinha”, será muito difícil ou até impossível utilizá-los, 
pior ainda quando se está com as mãos ensaboadas. 
262
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
A dica aqui é substituir por torneiras e maçanetas do 
tipo “alavanca”, que aliás são ótimas para todos, idosos, 
crianças e pessoas com alguma defi ciência nas mãos.
5. ILUMINAÇÃO POR BALIZADORES 
ACIONADAS COM SENSORES DE PRESENÇA
Você conhece a expressão “Disautonomia’’? 
É uma disfunção no sistema nervoso autônomo 
responsável por controlar o nosso equilíbrio.
A pessoa com disautonomia pode ter muita 
difi culdade de caminhar por ambientes escuros, com 
pouca luz, por exemplo quando sai da sala à noite, 
desliga a TV ou o tablet e vai até o quarto para dormir.
Instalar balizadores e sensores de presença nos 
corredores e na circulação pode evitar acidentes e ajudar 
na autonomia das pessoas dentro de suas casas.
Espero ter ajudado. Com isso, você estará garantindo 
uma casa confortável e segura e principalmente ajudando 
que as pessoas idosas possam alcançar seus planos e suas 
metas em qualquer fase ou idade de suas vidas.
264
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
265
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
CAPÍTULO 19
AS MELHORES 
DICAS QUE UM 
ESPECIALISTA 
PODERIA TE CONTAR 
QUANDO O AMBIENTE É ACESSÍVEL, 
TODAS AS PESSOAS PODEM FAZER 
O SEU MELHOR
266
1. DEPÓSITOS PRECISAM SER ACESSÍVEIS ?
Se não houver permanência humana, entendo 
que os depósitos podem ser classifi cados como de uso 
restrito e não precisam de acessibilidade. Almoxarifados 
devem ser acessíveis, pois é um tipo de ambiente com a 
permanência de colaboradores ou funcionários.
O meu entendimento está baseado no item 3.1.38 
em que a NBR 9050:2020 defi ne o uso restrito das 
edifi cações. Os depósitos sem permanência humana 
podem ter funções similares às áreas de uso técnico das 
edifi cações.
Mas atenção. No momento da aprovação de um 
projeto arquitetônico com um mezanino classifi cado 
como depósito sem permanência humana, ele poderá 
ser aprovado sem a acessibilidade ao mezanino. E casotenha sido feita a mudança de uso desse mezanino para 
um outro tipo de ambiente como, por exemplo, uma sala 
de reuniões ou um vestiário, ele teve sua mudança de 
uso para o USO COMUM e sua adaptação será obrigatória 
O alvará de funcionamento só poderá ser emitido pela 
prefeitura se o mezanino for acessível.
267
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
ITEM 3.1.38 da NBR 9050:2020: Uso restrito: 
Espaços, salas ou elementos internos ou 
externos, disponíveis estritamente para 
pessoas autorizadas (por exemplo, casas 
de máquinas, barriletes, passagem de uso 
técnico e outros com funções similares).
ITEM 3.1.36 da NBR 9050:2020: Uso comum: 
Espaços, salas ou elementos, externos ou 
internos, disponíveis para o uso de um grupo 
específi co de pessoas (por exemplo, salas em 
edifícios de escritórios, ocupadas geralmente 
por funcionários, colaboradores e eventuais 
visitantes).
2. DE QUEM É A RESPONSABILIDADE PELA 
GARANTIA DA ACESSIBILIDADE ?
Para mim isso é muito claro: o profi ssional assume a 
responsabilidade civil e técnica, e a prefeitura municipal 
tem a obrigação de fi scalizar!
A prefeitura municipal tem a obrigação de conferir 
o projeto arquitetônico e só efetuar a aprovação do 
projeto se as questões de acessibilidade estiverem 
comprovadas.
Assim como a prefeitura deve se certifi car 
que a edifi cação atende corretamente os itens de 
acessibilidade executados no local para só então emitir 
o alvará de funcionamento.
Nenhum documento público pode ser emitido sem 
268
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
que as questões de acessibilidade estejam garantidas, 
assim como todas as leis municipais, como as de uso e 
ocupação do solo, o plano diretor, o plano de mobilidade 
urbana, o código de obras e o código de posturas deverão 
ser revisados para o pleno atendimento das condições 
de acessibilidade. 
Artigo 60 da LF 13.146:2015: Orientam-se, no 
que couber, pelas regras de acessibilidade 
previstas em legislação e em normas técnicas, 
observado o disposto na Lei no 10.098, de 19 de 
dezembro de 2000, no 10.257, de 10 de julho de 
2001, e no 12.587, de 3 de janeiro de 2012:
I – os planos diretores municipais, os planos 
diretores de transporte e trânsito, os planos de 
mobilidade urbana e os planos de preservação 
de sítios históricos elaborados ou atualizados 
a partir da publicação desta lei;
II – os códigos de obras, os códigos de postura, 
as leis de uso e ocupação do solo e as leis do 
sistema viário;
III – os estudos prévios de impacto de 
vizinhança;
IV – as atividades de fi scalização e a imposição 
de sanções;
V – a legislação referente à prevenção contra 
incêndio e pânico.
§ 1o A concessão e a renovação de alvará de 
funcionamento para qualquer atividade são 
condicionadas à observação e à certifi cação 
269
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
das regras de acessibilidade.
§ 2o A emissão de carta de habite-se ou de 
habilitação equivalente e sua renovação, 
quando esta tiver sido emitida anteriormente 
às exigências de acessibilidade, é condicionada 
à observação e à certifi cação das regras de 
acessibilidade.
Já o profi ssional, responsável pelo projeto e pela 
execução da obra, assume, solidariamente com o 
proprietário e gestor da edifi cação, a responsabilidade 
civil e técnica pela garantia plena da acessibilidade.
Por isso, fi ca aqui o meu alerta aos meus colegas 
arquitetos, engenheiros, técnicos de edifi cação 
e designers que ao emitirem os Registros de 
Responsabilidade Técnica (ART/ RRT/ TRT) estão 
assumindo perante toda a sociedade civil a garantia de 
que seu projeto ou obras está plenamente acessível e 
que poderão responder judicialmente por qualquer 
omissão no atendimento às leis e normas técnicas de 
acessibilidade.
Artigo 56 da L.F. 13.146:2015: A construção, a 
reforma, a ampliação ou a mudança de uso 
de edifi cações abertas ao público, de uso 
público ou privadas de uso coletivo deverão 
ser executadas de modo a serem acessíveis.
§ 1º As entidades de fi scalização profi ssional 
das atividades de engenharia, de arquitetura 
e correlatas, ao anotarem a responsabilidade 
270
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
técnica de projetos, devem exigir a 
responsabilidade profi ssional declarada de 
atendimento às regras de acessibilidade 
previstas em legislação e em normas técnicas 
pertinentes.
272
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
273
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
CAPÍTULO 20
HÁ UM PROPÓSITO 
ACIMA DE TUDO
NÃO ESTAMOS TRABALHANDO PARA 
UMA MINORIA DE PESSOAS.
MAIS DE 30% DOS BRASILEIROS NÃO 
CONSEGUEM SAIR DE SUAS CASAS POR 
FALTA DE ACESSIBILIDADE.
274
Primeiramente gostaria de parabenizar você por 
sua dedicação na área da acessibilidade e por chegar até 
aqui no fi nal deste livro. É muito bom saber que estamos 
juntos na causa da acessibilidade.
Quero encerrar com algumas expressões que tem 
muito signifi cado para mim ao longo de minha carreira 
de mais de 20 anos especializado em acessibilidade:
1. “Nossa função não é julgar a capacidade das 
pessoas de exercerem suas atividades tendo ou não 
algum tipo de defi ciência ou mobilidade reduzida. A 
nossa função é eliminar as barreiras físicas e sinalizar 
os ambientes para garantir o exercício das liberdades 
fundamentais e a igualdade de oportunidade entre 
todas as pessoas.” 
Essa expressão é muito importante para mim, 
principalmente quando estou adaptando os ambientes 
administrativos como, por exemplo, uma copa, uma 
cozinha ou até mesmo a portaria da edifi cação, pois em 
um primeiro momento sou questionado de não haver 
condições para uma pessoa com defi ciência trabalhar 
nestes locais. Porém nosso dever é eliminar as barreiras 
275
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
físicas e preparar os ambientes para qualquer pessoa.
2. “Edu! Quando você elimina a barreira física, eu 
posso fazer o meu melhor”.
Isso foi dito por uma amiga, em cadeira de rodas, 
em uma conversa sobre a importância dos ambientes 
acessíveis. A partir da fala dela conseguimos entender 
que a defi ciência não está na pessoa, mas na barreira 
que impede a pessoa de fazer o seu melhor.
3. “Não estamos trabalhando para uma minoria de 
pessoas.”
Ao contrário do que muitos acreditam e a favor 
do que diz a NBR 9050:2020, incluir a acessibilidade 
em nossos projetos e obras tem por objetivo atender a 
necessidade da maior quantidade possível de pessoas. 
E se somarmos o número de pessoas com defi ciência, 
pessoas com mobilidade reduzida, pessoas idosas, 
gestantes e seus acompanhantes, teremos no Brasil 
mais de 40% da população que não consegue utilizar 
os ambientes com autonomia, conforto e segurança por 
falta de acessibilidade.
Desde o ano de 2000, ainda como estudante na 
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie, 
quando pela primeira vez me deparei com o tema da 
acessibilidade, percebi que a acessibilidade deveria 
fazer parte a atuação profi ssional de todos os arquitetos, 
engenheiros, técnicos e designers do Brasil.
276
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
De lá para cá, dediquei-me ao estudo e à aplicação 
da acessibilidade até que cheguei aqui no fi nal deste 
livro muito feliz por começar junto com você uma nova 
e incrível jornada na Causa da Acessibilidade.
Parabéns e muito obrigado.
Eduardo Ronchetti de Castro
277
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
PARABÉNS.
É BOM SABER QUE ESTAMOS 
JUNTOS NA ACESSIBILIDADE.
278
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
ESTUDOS DE CASOS REAIS
Foto: Eduardo Ronchetti. Arquivo pessoal. Calçada 100% acessível 
na Rua do Comércio, Cidade de Concórdia/SC. Com Faixa livre, faixa 
de Serviço, Piso tátil direcional, Ciclofaixa e Faixa de veículos.
Foto: Eduardo Ronchetti. Arquivo pessoal. Plenário Acessível na 
Câmara Municipal de Itapevi/SP, com rampas, poltrona para pessoas 
obesas e espaços reservados para pessoas em cadeira de rodas.
279
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
Foto: Eduardo Ronchetti. Arquivo pessoal. Recepção acessível 
na Câmara Municipal de Itapevi/SP, com Balcão de atendimento 
adaptado e sinalização visual e tátil.
Foto: EduardoRonchetti. Arquivo pessoal. Rampa na entrada da 
Câmara Municipal de Itapevi/ SP, atendendo todos os critérios e 
detalhes das Normas Técnicas..
280
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
Foto: Eduardo Ronchetti. Arquivo pessoal. Sanitário 100% acessível 
na Câmara Municipal de Itapevi / SP com barras de apoio, acessórios 
e bacia sanitária conforme Norma NBR 9050.
Foto: Eduardo Ronchetti. Arquivo pessoal.Escada de emergência 
acessível com corrimãos com duas alturas, sinalização em braille e 
sinalização visual dos degraus..
281
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
PÁGINA PRETA SEM NENHUM TEXTO
282
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
REFERÊNCIAS 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 
ABNT NBR 9050. Acessibilidade a edifi cações, mobiliário, 
espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro: ABNT, 
2020.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 
ABNT NBR 14718. Guarda-corpos para edifi cação. Rio de 
Janeiro: ABNT, 2001; 2018.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 
ABNT NBR 15575. Edifi cações habitacionais - 
Desempenho. Rio de Janeiro: ABNT, 2021.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 
ABNT NBR 16537 - Acessibilidade - Sinalização tátil no 
piso - Diretrizes para elaboração de projetos e instalação. 
Rio de Janeiro: ABNT, 2016.
BRASIL, DECRETO Nº 9.451, DE 26 DE JULHO DE 
2018. Regulamenta o art. 58 da Lei nº 13.146, de 6 de julho 
de 2015, que institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa 
com Defi ciência - Estatuto da Pessoa com Defi ciência.
BRASIL. Constituição da República Federativa do 
Brasil de 1988. 1988.
2024.
283
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
BRASIL. Decreto n. 5.296 de 2 de dezembro de 2004. 
Regulamenta as Leis nos 10.048, de 8 de novembro de 
2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas 
que especifi ca, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, 
que estabelece normas gerais e critérios básicos para 
a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras 
de defi ciência ou com mobilidade reduzida, e dá outras 
providências.
BRASIL. Decreto n. 9.404 de 11 de junho de 2018. 
Altera o Decreto nº 5.296, de 2 dezembro de 2004, para 
dispor sobre a reserva de espaços e assentos em teatros, 
cinemas, auditórios, estádios, ginásios de esporte, 
locais de espetáculos e de conferências e similares para 
pessoas com defi ciência, em conformidade com o art. 
44 da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, que institui 
a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Defi ciência 
(Estatuto da Pessoa com Defi ciência).
BRASIL. Decreto nº 6.949, de 25 de agosto de 2009. 
Promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos 
das Pessoas com Defi ciência e seu Protocolo Facultativo, 
assinados em Nova York, em 30 de março de 2007. Diário 
Ofi cial da União, Brasília, DF, 2009. Brasil.
BRASIL. Lei nº 10.098 de 19 de dezembro de 2000. 
Estabelece normas gerais e critérios básicos para a 
promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de 
defi ciência ou com mobilidade reduzida, e dá outras 
providências. Diário Ofi cial da União, Brasília, DF, 2000.
284
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
BRASIL. Lei nº 13.146 de 6 de julho de 2015. Institui 
a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Defi ciência 
(Estatuto da Pessoa com Defi ciência). Diário Ofi cial da 
União, Brasília, DF, 2015.
Desenhos produzidos por Arq. Marcos Bandeira de 
Oliveira.
286
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
AOS ARQUITETOS, ENGENHEIROS E TÉCNICOS:
QUE DESEJAM APLICAR A ACESSIBILIDADE EM SEUS 
PROJETOS E OBRAS SEM MEDO DE ERRAR E SEM 
ESQUECER NENHUM ITEM DAS NORMAS TÉCNICAS
A TODOS:
QUE DESEJAM UM BRASIL ACESSÍVEL, COM IGUALDADE DE 
ORPOTUNIDADE ENTRE TODAS AS PESSOAS
Os itens apresentados neste livro vão ajudar a aprovar os projetos e 
obras nos órgãos públicos com mais rapidez e eficiência.
Profissionais que conhecem acessibilidade tem maiores chances de 
serem contratados por mais e melhores clientes.
Descubra como se destacar e ser reconhecido no novo mercado 
atuando com projetos e laudos de acessibilidade.
Saiba O que uma edificação deve ter para ser acessível e aplique a 
acessibilidade, assinando sua ART/RRT com confiança e segurança.
Conheça um METODO COMPROVADO elaborado por um 
Espacialista em acessibilidade para aplicar a acessibilidade e deixar 
um Legado com o seu trabalho.
A partir deste livro você nunca mais verá a sua carreira profissional 
e a acessibilidade da mesma forma.
Descubra como vencer a resistência do cliente para aplicar a 
acessibilidade e ser reconhecido como um profissional diferenciado 
no concorrido mercado da arquitetura, fazendo Laudos e Projetos 
de Acessibilidade.pessoas 
com defi ciência aos ambientes e serviços que a pessoa 
156
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
desejar.
Apesar dessa última alternativa ser contrária à 
garantia da autonomia das pessoas, ela pode ser utilizada 
desde que o funcionário ou colaborador da edifi cação 
esteja capacitado para essa função.
Temos duas coisas importantes aqui:
Primeiro: Podemos, sim, utilizar várias referências 
edifi cadas na edifi cação para conduzir as pessoas com 
defi ciência visual ou baixa visão.
Segundo: É extremamente importante validar a 
solução adotada com as regras municipais, em especial 
como a comissão de acessibilidade ou o técnico da 
prefeitura que irá aprovar o projeto arquitetônico, pois 
o MEC, por exemplo, para os projetos escolares, exige o 
uso do piso tátil direcional levando a todos os ambientes 
escolares.
157
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
Imagem 10: Piso tátil direcional na Câmara Municipal de Itapevi/SP
Pronto. Com esses itens você já poderá implantar 
o piso tátil com mais confi ança e segurança em seus 
projetos e obras e agora fi cará mais fácil a leitura e o seu 
estudo da NBR 16537:2016.16537/2024
158
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
159
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
CAPÍTULO 11
APLICAÇÃO 
ESSENCIAL DA 
SINALIZAÇÃO
A ACESSIBILIDADE NÃO ESTARÁ COMPLETA 
SEM OS ELEMENTOS DE SINALIZAÇÃO 
ESSENCIAL, PARA ATENDER MAIS DE 30 
MILHÕES DE PESSOAS COM DEFICIENCIA 
VISUAL OU BAIXA VISÃO NO BRASIL.
160
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
160
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161
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
161
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
162
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
#DICAS DO
ESPECIALISTA
Cada item das Normas Técnicas de acessibilidade 
visa atender as necessidades de um tipo de defi ciência ou 
habilidade. Assim, para uma edifi cação ser acessível, ela deve 
apresentar todos os elementos de sinalização essencial:
1. SINALIZAÇÃO NAS PORTAS E PASSAGENS
2. PLANO E MAPAS TÁTEIS
3. SINALIZAÇÃO DOS PAVIMENTOS
4. SINALIZAÇÃO DE TODOS OS DEGRAUS
5. SINALIZAÇÃO DOS ELEVADORES E PLATAFORMAS
6. SINALIZAÇÃO VISUAL E TÁTIL NO PISO
7. SINALIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA
8. SINALIZAÇÃO SONORA
9. SINALIZAÇÃO NAS ÁREAS DE RESGATE
10. SINALIZAÇÃO DOS ESPAÇOS RESERVADOS PARA 
PESSOAS EM CADEIRA DE RODAS
11. SINALIZAÇÃO DO ESPAÇO RESERVADO PARA O 
CÃO GUIA
12. SINALIZAÇÃO DAS VAGAS DE VEÍCULO
DOBRE E 
MARQUE
ESSA DICA
163
A acessibilidade se faz além das rampas e sanitários 
acessíveis e neste capítulo vamos conversar sobre a 
importância de implantar a sinalização nos ambientes e 
como devem ser as placas para o atendimento de todas 
as pessoas. 
Conversamos sobre o Censo do IBGE que apresentou 
em 2010 aproximadamente 35 milhões de pessoas no 
Brasil com defi ciência visual ou grande difi culdade 
para enxergar e 10 milhões de pessoas com defi ciência 
auditiva. Por essa razão os nossos projetos e obras não 
estariam completos sem antes implantar os elementos 
de sinalização que auxiliam as pessoas nos caminhos e 
ambientes das edifi cações.
Existe um tipo de sinalização que deve fazer parte 
do seu projeto e obra que é a chamada sinalização 
essencial.
• Sinalização de portas e passagens
• Mapas táteis
• Sinalização de pavimento
164
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
• Sinalização visual dos degraus
• Sinalização de elevadores
• Sinalização sonora
Para começar, vamos relembrar a ideia que: “Tudo 
o que eu oferecer a uma pessoa SEM defi ciência, 
eu também tenho que oferecer a uma pessoa COM 
defi ciência.”
Por exemplo, no capítulo 5.4.1 da NBR 9050:2020, 
diz que:
Portas e passagens quando sinalizadas devem 
ter números e/ou letras e/ou pictogramas e 
sinais com texto em relevo, incluindo Braille. 
Todas as portas de sanitários, banheiros e 
vestiários devem ser sinalizadas.
Com exceção dos sanitários, banheiros e vestiários 
acessíveis, não sou obrigado a instalar uma placa de 
sinalização indicando o nome dos ambientes no interior 
da edifi cação, mas se eu desejar colocar uma placa, 
qualquer que seja ela, deverá ser percebida por todas 
as pessoas em suas mais diversas necessidades ou 
habilidades.
Pela norma técnica de acessibilidade, não sou 
obrigado a instalar placas de sinalização nos ambientes, 
com exceção das portas dos sanitários, banheiros e 
vestiários.
165
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
Porém, quando for colocada uma placa de 
sinalização, a sinalização deverá ter as letras e os símbolos 
em alto-relevo, em cor contrastante e com o texto em 
braille.
Essa indicação está no Capítulo 5.4 da NBR 
9050:2020 que vai demonstrar quais são as chamadas 
aplicações essenciais, ou seja, o tipo de sinalização que 
deverá ser instalada na edifi cação para a edifi cação ser 
considerada acessível.
Além de rampas, sanitários acessíveis, largura 
dos corredores, portas com aproximação lateral, para 
ser considerada acessível, a edifi cação deverá ter a 
sinalização essencial.
1. SINALIZAÇÃO DE PORTAS E PASSAGENS
Como mencionei anteriormente, as placas de 
sinalização devem ter as seguintes características:
• Letras em alto-relevo
• Letras em cor contrastante
• Braile
• Instaladas a uma altura entre 1,20 m até 1,60 m 
do piso
166
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
2. MAPAS TÁTEIS
É importante você consultar a NBR 15599 de 2008, 
pois ela vai indicar qual é tipo de edifi cação e de uso que 
deve ter o mapa tátil instalado.
O mapa tátil pode ser utilizado como uma referência 
edifi cada.
O item 5.4.2 da NBR 9050:2020 diz que:
Os planos e mapas acessíveis são 
representações visuais, táteis e/ou sonoras 
que servem para orientação e localização 
de lugares, rotas, fenômenos geográfi cos, 
cartográfi cos e espaciais.
Imagem 11: Mapa Tátil instalado na Câmara Municipal de Itapevi/SP
167
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
3. SINALIZAÇÃO DE PAVIMENTO
A sinalização de pavimento é instalada nos 
prolongamentos dos corrimãos e nas paredes existentes 
em escadas e rampas.
A sinalização no prolongamento do corrimão 
deve ter a informação em braile indicando o nome do 
ambiente ou o número do pavimento onde a pessoa 
está, e NÃO as palavras “início” e “fi m”.
Imagine se eu colocar uma placa com o texto escrito 
“INÍCIO” em uma escada e a pessoa estiver voltando 
no sentido contrário. Quando ela encontrar a placa 
indicando início, ela estará no fi nal do percurso! 
É por isso que a sinalização indica onde a pessoa 
está, ou seja, o nome do ambiente ou o número do 
pavimento.
Devemos colocar uma placa em cada prolongamento 
de corrimão, ou seja, em ambos os lados e nas duas 
alturas. São 4 placas no início da escada e rampa e mais 
4 placas no fi nal da escada e rampa.
E quando as escadas e rampas estiverem entre 
paredes, devemos colocar na parede uma outra placa 
com o texto em alto-relevo também indicando o nome 
do ambiente ou o número do pavimento.
168
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
Imagem 12: Sinalização de pavimento na Câmara Municipal de 
Itapevi/SP
4. SINALIZAR DEGRAUS ISOLADOS
A sinalização dos degraus isolados é quando temos 
uma sequência de até 2 degraus.
Esse desnível deve ser sinalizado em toda a sua 
extensão, no piso e no espelho, com uma faixa de 
no mínimo 3 cm de largura, contrastante com o piso 
adjacente, preferencialmente fotoluminescente ou 
retroiluminado.
5. SINALIZAÇÃO VISUAL DOS DEGRAUS
A sinalização dos degraus deve ser aplicada nos 
pisos e espelhos de todos os degraus em suas bordas 
169
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
laterais, nas projeções dos corrimãos.
Deve ter cor contrastante com o piso adjacente, 
preferencialmente fotoluminescente ou retroiluminada, 
com no mínimo 7 cm de comprimento e 3 cm de largura.
Deve ser fotoluminescente ou retroiluminada quando 
se tratar de saídas de emergência ou rota de fuga.
Recomenda-se estender a sinalização no 
comprimento total dos degraus com elementos que 
incorporem também características antiderrapantes.
6. SINALIZAÇÃO DE ELEVADORES
Além do piso tátil de alerta na frente da porta 
dos elevadores e plataformas,os painéis de chamada 
de elevadores e plataformas elevatórias devem ter 
informações em relevo e em braile de sua operação e 
estar compatíveis com a ABNT NM 313 e ABNT NBR ISO 
9386-1.
Nos dois lados dos batentes dos elevadores e 
plataformas, devemos instalar uma sinalização do 
pavimento indicando o andar e deve ser em relevo e em 
braile a uma altura entre 1,20 m e 1,60 m do piso.
7. SINALIZAÇÃO SONORA
Trata-se do alarme de emergência em sanitários, 
170
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
banheiros e vestiários acessíveis, conforme o item 5.6.4.1 
da NBR 9050 de 2020.
Deve ser instalado dispositivo de alarme de 
emergência próximo à bacia, no boxe do 
chuveiro e na banheira para acionamento por 
uma pessoa sentada ou em caso de queda nos 
sanitários, banheiros e vestiários acessíveis. 
Recomenda-se a instalação de dispositivos 
adicionais em posições estratégicas, como 
lavatórios e portas, entre outros. A altura de 
instalação deve ser de 40 cm do piso, conforme 
Figura 67. Os dispositivos devem atender ao 
descrito em 4.6.7 e ter cor que contraste com 
a da parede.
8. INSTALAÇÃO DE ALARME NA SAÍDA DAS 
GARAGENS EM PASSEIOS PÚBLICOS
Esse item já aparece na maioria dos códigos de obras 
municipais e agora é reforçado pela NBR 9050:2020 no 
item 5.6.4.2, quando diz assim:
As saídas de garagens e estacionamentos 
nos passeios públicos devem possuir alarmes 
que atendam ao disposto em 5.2.1, e ainda 
características sonoras que emitam um sinal, 
com 10 dBA, acima do ruído momentâneo 
mensurado no local, que informe a manobra 
de saída de veículos. Os alarmes sonoros 
devem estar sincronizados aos alarmes visuais 
intermitentes.
171
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
9. INSTALAÇÃO DE SINALIZAÇÃO SONORA EM 
SEMÁFOROS DE TRAVESSIA DE PEDESTRES
Os semáforos para pedestres instalados em 
vias públicas devem ter equipamento que 
emitam sinais visuais e sonoros ou visuais 
e vibratórios característicos, de localização, 
advertência e instrução, com 10 dBA, acima 
do ruído momentâneo mensurado no local, 
que favoreça a autonomia de pessoas com 
defi ciência visual. Os alarmes dos semáforos 
devem estar associados e sincronizados aos 
visuais.
Além desses itens, você vai abrir a NBR 9050 de 2020 
no item 5.5 para verifi car como deve ser a sinalização 
de emergência em seu projeto ou obra com relação à 
acessibilidade e assim completar toda a sinalização 
obrigatória.
Pronto. Parabéns. Com isso sua edifi cação estará 
acessível, sinalizada e preparada para atender às pessoas 
com as mais diversas habilidades ou defi ciências.
172
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
173
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
CAPÍTULO 12
BALCÕES ACESSÍVEIS
DESEJAR “BOAS VINDAS” COMEÇA COM UM 
BALCÃO DE ATENDIMENTO ACESSÍVEL
174
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
174
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
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ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
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ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
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ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
#DICAS DO
ESPECIALISTA
BALCÃO DE ATENDIMENTO
• ALTURA INFERIOR: MÍNIMO DE 73 CM
• ALTURA SUPERIOR: MÁXIMO DE 85 CM
• APROXIMAÇÃO INFERIOR: MÍNIMO DE 30 CM
• LARGURA INFERIOR: MÍNIMO DE 80 CM
• ÁREA DE GIRO: 180 GRAUS NA FRENTE DO 
BALCÃO
BALCÃO DE INFORMAÇÃO
• ALTURA SUPERIOR: MÁXIMO DE 1,05 M
• ÁREA DE GIRO: 180 GRAUS NA FRENTE DO 
BALCÃO
DOBRE E 
MARQUE
ESSA DICA
177
Penso ser importante lembrar que, conforme a 
Convenção dos Direitos da Pessoa com Defi ciência, 
temos dois tipos de barreiras que impedem a plena 
e efetiva participação das pessoas na sociedade em 
igualdade de oportunidades, as físicas e as de atitude.
Podemos resumir aqui como barreira física todo o 
elemento arquitetônico ou urbanístico e até mesmo o 
mobiliário no ambiente que de alguma forma impede o 
acesso e o uso das pessoas com autonomia, conforto e 
segurança.
E podemos entender aqui como barreira de atitude, 
ou barreira atitudinal, todo e qualquer comportamento 
preconceituoso que difi culta o relacionamento, o 
convívio e a oferta de serviços para as pessoas com 
defi ciência, sendo esses comportamentos intencionais 
ou não.
Sabe por que é importante começar este capítulo 
sobre balcões de atendimento descrevendo as barreiras 
físicas e atitudinais? Porque, na maioria das vezes, o 
balcão é o primeiro ponto de contato da pessoa com 
defi ciência com os serviços oferecidos na edifi cação. 
178
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
Um balcão que não é acessível cria simultaneamente os 
dois tipos de barreiras, física e de atitude, impedindo a 
plena e efetiva participação das pessoas na sociedade 
em igualdade de oportunidade.
Devemos garantir a circulação livre para a pessoa 
chegar até o balcão e um espaço na frente do balcão que 
permite um giro de no mínimo 180º, ou seja, um espaço 
de no mínimo 1,20 m por 1,50 m para a aproximação da 
pessoa (independente de sua defi ciência) em frente ao 
balcão.
O balcão de atendimento deve fazer parte da rota 
acessível da edifi cação e devemos garantir a aproximação 
e o giro na frente do balcão.
A norma técnica de acessibilidade classifi ca os 
balcões na edifi cação em duas categorias, podendo ser 
de informação ou de atendimento e cada um deles tem 
funções e características técnicas diferentes.
Vamos imaginar, por exemplo, que você deseja 
realizar um exame médico em um hospital, ou um outro 
exemplo, que você deseja conversar pessoalmente com 
o gerente em uma agência bancária. 
Em ambos os casos, ao chegar na edifi cação, você 
será recepcionado em um primeiro ambiente para 
apresentar o seu pedido e receber a informação de onde 
e quando o atendimento será realizado. Nesse primeiro 
momento, provavelmente haverá um balcão para você 
179
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
se dirigir até ele e fazer o seu pedido ao funcionário.
Em seguida será chamado para se dirigir até outro 
ambiente onde haverá um outro balcão para receber o 
atendimento desejado.
Observe que neste exemplo, tivemos duas atividades 
distintas, ou seja, uma atividade de apresentar uma 
informação e uma outra de realizar o atendimento. A 
norma técnica de acessibilidade entende que para cada 
uma dessas atividades, as características técnicas do 
balcão podem ser diferentes.
A norma técnica de acessibilidade entende que 
a informação pode ser oferecida às pessoas mesmo 
que as pessoas estejam de lado para o atendente sem 
a necessidade de o usuário e o atendente estarem de 
frente um para o outro. A isso a norma técnica classifi ca 
como aproximação lateral.
Já quando há um atendimento em que o usuário 
irá preencher um formulário, fazer um pagamento ou 
receber um documento das mãos do atendente, a norma 
técnica entende que o usuário e o atendente devem 
estar de frente um para o outro, ou seja, na chamada 
aproximação frontal.
Signifi ca dizer que o segundo item é defi nir qual é o 
serviço que será oferecido no balcão e se esse balcão será 
de atendimento ou de informação para saber se ele terá 
uma aproximação frontal ou lateral, respectivamente.
180
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
Para nosso item três, vamos defi nir o que signifi ca 
garantir a aproximação frontal no balcão de atendimento 
ou balcão de pagamento:
• O contato direto com o atendente, ou seja, na 
mesma altura e sem anteparos entre o atendente 
e a pessoa que receberá o atendimento.
• O balcão de atendimento deve garantir uma 
aproximação frontal do usuário em cadeira de 
rodas e para isso deve ter uma altura livre inferior 
de no mínimo 73 cm.
• Permitir que a pessoa sentada em uma cadeira 
de rodas consiga entrar embaixo do balcão em 
no mínimo 30 cm.
• A altura superior do balcão pode variar entre 75 
cm até 85 cm.
• A largura inferior do balcão, para permitir a 
aproximação frontal, deve ser de no mínimo 80 cm.
• A largura mínima superior do balcão de 
atendimento deve ser de no mínimo 90 cm.
Agora vamos defi nir as características técnicas 
de um balcão de informação em que é possível ter a 
aproximação lateral e para isso devemos garantir:
• A altura superior do balcão deve ser de no 
máximo1,05 m.
181
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
• Área de giro e aproximação na frente do balcão 
com espaço livre de no mínimo 1,20 m por um 
1,50 m.
• Não há a necessidade de a pessoa em cadeira de 
rodas entrar embaixo do balcão.
Em ambos os casos, tanto no balcão de atendimento 
quanto no de informação, devemos instalar a sinalização 
considerando a instalação de uma placa (ou adesivo) 
com o símbolo internacional de acesso com tamanho 
mínimo de 15 cm por 15 cm, conforme indicado na letra 
“g” do capítulo 5.3.2.2 da NBR 9050 de 2020, a saber:
Esta sinalização deve ser afi xada em 
local visível ao público, sendo utilizada 
principalmente nos seguintes locais, quando 
acessíveis:
… g) equipamentos e mobiliários preferenciais 
para o uso de pessoas com defi ciência.
• Instalar uma faixa de piso tátil de alerta na 
frente do balcão, da área onde será realizado o 
atendimento ou a informação.
O item número cinco para garantir a acessibilidade 
nos balcões das edifi cações diz respeito ao chamado 
princípio dos dois sentidos, defi nido no Capítulo 5.1.1 da 
NBR 9050 de 2020 dizendo que:
As informações devem ser completas, precisas 
e claras. Devem ser dispostas segundo o 
182
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
critério de transmissão e o princípio dos dois 
sentidos.
Signifi ca que toda informação, toda placa ou toda a 
sinalização deve ser realizada obrigatoriamente através 
do uso de no mínimo duas maneiras, podendo ser 
visual e tátil ou visual e sonora. Por exemplo, o painel 
de chamada, muitas vezes realizado por um televisor 
indicando o número da senha e o balcão de atendimento, 
além de apresentar a sinalização visual, também deverá 
apresentar a sinalização sonora.
Signifi ca também que toda placa instalada no balcão 
de atendimento ou de informação deve apresentar a 
sinalização visual e tátil, incluindo o texto em braile.
E lembre-se de manter uma boa iluminação no 
balcão.
Placa indicando o atendimento preferencial, que deve ser instalada 
junto aos balcões de atendimento.
183
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
Imagem 13: Balcão de atendimento acessível no Hotel Hilton 
Morumbi/SP. Projeto de acessibilidade e fi scalização do Arq. 
Eduardo Ronchetti de Castro
Parabéns! Com esses itens de adaptação dos 
balcões, você estará garantindo a igualdade de 
oportunidade entre todas as pessoas com um 
atendimento adequado, acessível, livre de barreiras 
físicas e livre de barreiras atitudinais para a maior 
quantidade possível de pessoas.
184
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
185
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
CAPÍTULO 13
REGRAS DE OURO 
PARA DESIGN 
ACESSÍVEL
SIM! SÓ ISSO: FAIXA DE ALCANCE E ÁREA DE 
APROXIMAÇÃO GARANTEM UM DESIGN DE 
INTERIORES ACESSÍVEL
186
Guarde isso que vou explicar agora, porque elas são 
as duas regras de ouro para você acertar na acessibili-
dade em seus projetos de design de interiores: faixa de 
alcance e área de aproximação! 
Sou formado e pós-graduado em Design de 
Interiores pelo Instituto Europeu Di Design e quando 
entendi a importância da acessibilidade para meus 
projetos, só percebi que foi possível fazer ambientes 
belos, agradáveis e acessíveis utilizados por todas as 
pessoas, inclusive por pessoas idosas ou com defi ciência. 
Além disso, a quantidade de clientes aumentou e os 
meus atuais clientes começaram a valorizar ainda mais 
o meu trabalho.
Esse capítulo vai ajudar a resolver defi nitivamente a 
acessibilidade no layout de seus projetos de restaurantes, 
clínicas, escolas, ambientes de funcionários, inclusive nos 
projetos residenciais, churrasqueiras e salão de festas de 
condomínios, cozinhas, salas, quartos e muito mais.
Para isso devemos compreender que existem duas 
condições principais para garantir a acessibilidade em 
187
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
qualquer tipo de mobiliário que você indicar em seu 
projeto ou colocar na obra que são as áreas de alcance e 
espaços de aproximação.
Sim, só isso, alcance a aproximação! E se você 
garantir as áreas de alcance e aproximação no mobiliário, 
pode ter certeza que o local estará acessível.
Lembre-se que já comentei:
“O que é oferecido a uma pessoa sem defi ciência 
no ambiente também deverá ser oferecido às pessoas 
com defi ciência.”
Temos que garantir que as pessoas consigam 
utilizar o mobiliário e os equipamentos com autonomia, 
com conforto e com segurança e isso depende das faixas 
de alcance e espaços de aproximação no mobiliário.
SIM! SÓ ISSO!
Para entender como garantir o alcance no 
mobiliário, três fi guras são importantes conhecer, que 
são as fi guras 16, 17 e 18 da NBR 9050:2020. 
Vamos considerar que em muitos casos as pessoas 
com defi ciência ou mobilidade reduzida têm difi culdade 
de movimentar o tronco, o quadril ou alguma outra parte 
do corpo, e elas precisam alcançar os objetos e utilizar o 
mobiliário sem mexer o tronco do corpo ou a coluna, ok?
Em segundo lugar, é importante entender que as 
188
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
alturas mínimas e máxima para alcançar um objeto 
estarão relacionadas com a distância que esse objeto 
está do meu corpo.
A fi gura número 17 da NBR 9050 vai apresentar três 
medidas importantes. Quero que você guarde essas três 
medidas:
1. É a profundidade máxima de 50 cm que a pessoa 
na cadeira de rodas consegue alcançar o objeto.
2. A altura inferior de 40 cm a partir do piso para 
que, com os braços esticados para baixo, a pessoa 
na cadeira de rodas consiga alcançar o objeto.
3. Altura máxima superior de 1,40 metros a partir do 
piso para que a pessoa sentada em uma cadeira 
de rodas consiga esticar o braço e alcançar 
qualquer tipo de objeto que esteja acima da 
altura do seu ombro.
Já a fi gura 18 da norma técnica NBR 9050 vai 
indicar uma faixa de alcance para a pessoa em cadeira 
de rodas utilizar as mesas, os lavatórios, os balcões de 
atendimento ou qualquer outro mobiliário. 
Então, a faixa de alcance é a primeira regra de ouro 
para um mobiliário acessível.
Agora que conseguimos defi nir a faixa de alcance, 
que é a altura mínima de 40 cm, a altura máxima de 
1,40 metros e o alcance máximo de 50 cm, vamos para 
189
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
a segunda regra de outro que é garantir a aproximação 
no mobiliário.
Temos duas formas de nos aproximar de um 
mobiliário, ou seja, a maneira frontal ou a maneira lateral, 
que são os chamados espaços de aproximação frontal 
ou lateral e a forma de aproximação a ser garantida 
no mobiliário vai depender de como o mobiliário será 
utilizado pelas pessoas.
Por exemplo, em um lavatório obviamente temos a 
aproximação frontal. Não há como a pessoa utilizar um 
lavatório estando posicionada de lado do lavatório pois 
ela não conseguirá esticar os seus braços ou mover o 
seu corpo para alcançar a torneira e os acessórios como 
a saboneteira e o toalheiro. 
Da mesma maneira, temos também as pias da 
cozinha, que também devem garantir a aproximação 
frontal para a sua correta utilização.
Balcões de atendimento também devem ter a 
aproximação frontal, pois para a pessoa ser atendida, 
preencher um formulário ou fazer um pagamento, por 
exemplo, deverá estar de frente para o atendente.
Agora no balcão de uma churrasqueira no salão de 
festas, por exemplo, ou em um balcão de informação, 
ela pode estar posicionada com o seu corpo de lado no 
balcão, assim como eu fi co de lado no balcão conversando 
com as pessoas que estão ao meu lado.
190
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
Da mesma maneira quando eu vou solicitar uma 
informação em um shopping center ou em uma central 
de atendimento ao cidadão nos órgãos públicos. Ou em 
um primeiro balcão logo na entrada de uma agência 
bancária em que vou apenas pedir uma informação 
como: onde fi ca a sala do gerente da agência ou o caixa 
de pagamento? 
Nesse primeiro balcão, para receber uma primeira 
informação, não preciso necessariamente estar de frente 
para ele. Posso estar de lado no balcão.
Se isso fi cou claro para você, então já pode defi nir o 
que a NBR 9050 determina: balcões deinformação terão 
aproximação lateral e balcões de atendimento ou caixas 
de pagamento terão aproximação frontal.
Vamos ver como é garantida a aproximação frontal 
a começar pela fi gura 99 da NBR 9050 com as áreas de 
aproximação no lavatório.
Temos as medidas para os balcões de atendimento 
em que a NBR 9050 diz que devem ser asseguradas altura 
livre sob o tampo de no mínimo 0,73 m e profundidade 
livre mínima de 0,30 m, de modo que a pessoa sentada 
em uma cadeira de rodas tenha a possibilidade de 
avançar embaixo do balcão.
Existe uma diferença importante quando temos as 
mesas de refeição ou as superfícies de trabalho, pois para 
que a pessoa em uma cadeira de rodas consiga utilizar 
191
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
uma mesa de refeições, ela deve se aproximar em 50 cm 
embaixo da mesa e não apenas 30 cm.
Imagem 14: Bancada no apartamento acessível do Hotel Hilton 
Morumbi/SP. 
UM AMBIENTE DEVE SER BELO, 
AGRADÁVEL, CONFORTÁVEL E 
ACESSÍVEL
192
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
193
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
CAPÍTULO 14
O MELHOR 
CHECKLIST PARA 
ESCADAS E RAMPAS 
ACESSÍVEIS
CADA ITEM É OBRIGATÓRIO PARA ATENDER A 
DIVERSAS PESSOAS, COM SUAS HABILIDADES 
E NECESSIDADES ESPECÍFICAS
194
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
194
ARRRRRRRRRRRRRRQ............ EDUARDODDDODODDODODDODDDDODDODDDDD RONCHHHCHHHCHHHCHHCHCHCHCHHHCHCHHHETTTTTTTTTTTTTTTTITITTTTTTTTTTTTTTTTITTT DDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDE EEEEEEEEEEEEEEEEEEEE CASTRO
195
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
195
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
196
Vamos fazer uma vivência juntos e você vai perceber 
que após isso conseguirá fazer qualquer rampa ou 
escada acessível em seus projetos e obras.
Vamos construir esse checklist juntos exatamente 
para não ter que decorar nada e entender os segredos 
por trás de cada requisito técnico.
E por que é que vamos falar sobre rampas e escadas 
ao mesmo tempo?
Primeiro porque o item 6.3 da norma técnica NBR 
9050:2020 diz que a acessibilidade só estará garantida 
se existirem no mínimo duas formas de deslocamento 
vertical na edifi cação, e as escadas deverão atender a 
diversos critérios técnicos de acessibilidade.
Segundo porque muitos dos critérios técnicos que 
existem nas rampas também devem existir nas escadas 
para ambas serem acessíveis, e agora nós vamos 
aprender todos eles aqui.
Imagine que estamos caminhando pelo corredor 
de uma edifi cação, uma escola, um shopping center por 
exemplo.
197
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
Você está caminhando pelo corredor e de repente, 
no próximo passo que você dá, você sente um relevo 
diferente no piso. 
Você força um pouco seu olhar para tentar utilizar 
uma pequena visão residual que possui e consegue 
enxergar uma linha em uma cor forte na sua frente, 
como um amarelo brilhante.
Neste momento você para de andar e com o uso 
de uma bengala de rastreamento percebe que esse 
relevo diferente pode estar indicando alguma coisa para 
você ou algo que tenha que tomar cuidado para não se 
acidentar.
Neste momento você estica um dos braços e suas 
mãos alcançam uma barra circular que está presente 
tanto do lado direito quanto do lado esquerdo e ao tatear 
com os dedos das mãos você sente umas bolinhas como 
um texto em braille onde está escrito a palavra “térreo”. 
E neste momento você pensa: “Sim, isso mesmo. 
Estou andando no corredor do pavimento térreo.”
Isso lhe dá uma sensação de segurança, pois algo 
está confi rmando a você onde você está.
Ao esticar os braços percebe que o corrimão se 
inclina para cima.
Ao dar o próximo passo percebe que é uma rampa 
e que a rampa está subindo.
198
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
Lembre-se que você não sabia que havia um 
desnível à sua frente nesse corredor e que foram esses 
elementos instalados que evitaram um acidente de 
tropeçar ou cair nessa rampa sem saber que ela estava 
por ali.
Neste momento você pensa! “Sim, preciso mesmo 
subir para o andar superior.”
E você faz dois movimentos.
Primeiro, com o braço esquerdo, por exemplo, 
estica a bengala de rastreamento, vai “raspando” ela 
no piso de um lado para o outro, para o lado esquerdo 
e para o lado direito, e a bengala encontra nas laterais 
dessa rampa como se fosse uma mureta que ajuda a 
entender os limites dessa rampa. Essa mureta cria em 
sua mente uma linha contínua que vai ajudá-lo a seguir 
nesse caminho da rampa.
O segundo movimento que você faz é segurar 
fi rme no corrimão, que é contínuo ao longo da rampa. 
Isso dá mais segurança ao ponto de você depositar 
a sua confi ança no corrimão e começar a andar para 
frente, subindo a rampa, utilizando a bengala raspando 
na muretinha nas laterais da rampa e se segurando no 
corrimão.
Você vai caminhando até chegar um momento em 
que a bengala de rastreamento encontra novamente 
aquela textura diferente do piso que você tinha 
199
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
encontrado no início da rampa. Ao dar mais um passo, 
percebe que o corrimão deixou de fi car inclinado e fi cou 
paralelo com o piso e apareceram novamente umas 
bolinhas no corrimão com um texto em braile que está 
escrito: “primeiro andar.”
Neste momento você sente um alívio, respira fundo 
e com a certeza de ter subido para o andar de cima, 
dá mais um passo e descobre que o piso já é plano e o 
corrimão terminou, indicando que a rampa terminou e 
você já pode continuar caminhando em segurança no 
corredor do primeiro andar.
Pronto! Parabéns! Você percorreu uma rampa 
acessível e ela permitiu sua autonomia, seu conforto e 
principalmente sua segurança ao caminhar por ela.
Agora vamos detalhar todos os itens pelos quais 
percorremos.
Pegue seu caderno de anotação que vamos juntos 
escrever um checklist com todos os elementos que 
rampas e escadas devem ter para serem acessíveis: 
1. Piso tátil de alerta no início da rampa, na largura 
de toda a rampa e com cor contrastante do piso 
da rampa.
b. No início da rampa, o piso tátil de alerta 
estará instalado no “pé” da rampa.
c. Já em escadas devemos seguir a tabela da 
200
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
norma técnica NBR 16537:2016 e afastar o 
piso tátil de alerta em até 65 cm, somado à 
largura do piso tátil.
2. Prolongamento do corrimão, em ambos os lados 
da rampa ou da escada, com duas alturas, a 70 
cm e 92 cm do piso, com 30 cm de comprimento.
a. Os prolongamentos podem ser:
I. Unindo o prolongamento do corrimão 
superior com o inferior.
II. O prolongamento superior segue até o 
piso e o inferior encontra com a haste 
vertical.
III. Ambos os prolongamentos têm suas 
extremidades curvadas para a parede 
lateral e fi xadas nesta parede.
3. Placas em braile indicando o nome do ambiente 
ou o número do pavimento onde você está.
a. Essas placas devem ser instaladas nos 
prolongamentos de ambos os lados e nas 
duas alturas (70 cm e 92 cm).
b. Se houver parede lateral, deverá ser instalada 
uma placa com o nome do ambiente com 
letras em alto-relevo e em cor contrastante 
em ambos os lados das paredes.
16537/2024
201
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
4. Corrimãos contínuos, em ambos os lados e com 
duas alturas, instalados a 70 cm e 92 cm do piso.
a. Corrimão circular com diâmetro entre 3 cm 
até 4,5 cm.
b. Afastado no mínimo 4 cm de qualquer 
parede ou obstáculos.
c. Os corrimãos devem ser fi xados por baixo 
para permitir uma empunhadura adequada 
e sem nenhum obstáculo.
5. Guias de balizamento em ambos os lados das 
rampas e também das escadas, com altura 
mínima de 5 cm e com sua face superior pintada 
com cor contrastante.
6. Lembre-se que rampas e escadas são como 
corredores, pois estão limitadas por corrimão e 
guarda-corpos. Por isso, a largura das rampas e 
escadas deve seguir as indicações de largura dos 
corredores, ou seja:
a. Para comprimento de até 4 metros, a 
largura mínima pode ser de 90 cm (desde 
que não seja uma circulação de uso público 
ou saída de emergência).
b. Para comprimento de até 10 metros, a 
largura mínima deve ser de 1,20 metros.
202
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
c. Para comprimentoacima de 10 metros, a 
largura mínima deve ser de 1,50 m.
d. Qualquer escada ou rampa em edifi cações 
de uso público, a largura mínima deve ser 
1,050 m.
7. A inclinação das rampas deve seguir o 
estabelecido nas tabelas 4 e 5 da NBR 9050:2020, 
considerando:
a. Em reformas, em condições excepcionais, 
podemos utilizar a tabela 4 da norma 
técnica NBR 9050:2020, indicando que:
I. Para desníveis de até 7,5 cm, podemos 
utilizar inclinação de até 12,5%.
II. Para desníveis de até 10%, podemos 
utilizar inclinação de até 10%.
b. Em reformas e edifi cações novas, vamos 
utilizar a tabela 5 da NBR 9050:2020, 
considerando:
I. Para desníveis de até 80 cm, a 
inclinação será de até 8,33%.
II. Para desníveis de até 1 metro, a 
inclinação será de até 6,25%.
III. Para desníveis acima de 1,50 metros, a 
inclinação será de 5%. 
1,50
20cm,
203
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
8. O piso das escadas e das rampas deverá ser 
antiderrapante, o que signifi ca que o coefi ciente 
de atrito do piso deverá ser igual ou maior que 
0,4.
9. Rampas e escadas que vencerem desníveis 
acima de 60 cm deverão ter guarda-corpos 
instalados em ambos os lados com as seguintes 
características:
a. Altura de no mínimo 1,10 m.
b. Pode ser de vidro, de alvenaria ou de chapa 
metálica.
c. Se for um guarda-corpo metálico com 
hastes, as hastes devem estar na vertical e 
afastadas no máximo 11 centímetros entre 
elas.
d. Importante lembrar que uma coisa são os 
corrimãos e outra coisa é o guarda-corpo, 
pois são elementos diferentes, em alturas 
diferentes e com funções diferentes.
10. Escadas e rampas em ambientes externos não 
precisam, necessariamente ser cobertas, mas 
gostaria de reforçar que seria importante cobri-las.
E ao fi nal do percurso da rampa e da escada, 
teremos também:
204
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
11. Piso tátil de alerta no fi nal.
12. Prolongamento do corrimão.
13. Sinalização em braile nos prolongamentos, 
indicando o nome do ambiente ou o número do 
pavimento.
14. Sinalização nas paredes laterais, se houver 
parede, indicando o nome do ambiente ou o 
número do pavimento; 
Pronto, parabéns! Com isso suas rampas estarão 
acessíveis.
E para terminar, temos mais alguns itens a mais nas 
escadas, que são:
15. O dimensionamento dos degraus seguindo o 
item 6.8 da NBR 9050:2020.
16. O tamanho do piso e do espelho deve estar 
dentro dos limites do item 6.8 da norma técnica 
NBR 9050:2020.
17. O bocel não pode estar afastado mais que 15 mm 
do espelho do degrau.
18. As escadas não podem ter espelhos vazados.
19. Os pisos e espelhos dos degraus devem ter uma 
faixa de sinalização em suas extremidades em 
cor contrastante com o piso do degrau.
205
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
20. Instalar uma faixa antiderrapante na extremidade 
de todos os pisos dos degraus.
Imagem 15: Escada acessível na Câmara Municipal de Itapevi/SP. 
206
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
Imagem 16: Rampa acessível no Hotel Hilton Morumbi/SP.
207
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
A ACESSIBILIDADE ESTÁ NOS 
DETALHES…
…NOS MUITOS DETALHES!
208
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
209
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
CAPÍTULO 15
COMO FAZER UM 
SANITÁRIO 100% 
ACESSÍVEL
LEMBRE-SE SEMPRE: ENTRADA 
INDEPENDENTE E SEM ABERTURA 
FRONTAL NA BACIA SANITÁRIA!
210
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
211
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
211
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
212
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
#DICAS DO
ESPECIALISTA
1. O SANITÁRIO ACESSÍVEL DEVE TER ENTRADA 
INDEPENDENTE, OU SEJA, NÃO PODE ESTAR 
DENTRO DO SANITÁRIO COLETIVO.
2. A PORTA DO SANITÁRIO ACESSÍVEL SEMPRE 
ABRE PARA O LADO DE FORA DO SANITÁRIO.
3. PROIBIDO O USO DE BACIA SANITÁRIA COM 
ABERTURA FRONTAL.
4. SANITÁRIOS ACESSÍVEIS PODEM SER UNISSEX.
DOBRE E 
MARQUE
ESSA DICA
213
Vamos falar de absolutamente todos os itens que 
um sanitário deve ter para ser considerado acessível, a 
começar pela entrada independente.
Todos os itens apresentados neste capítulo estarão 
de acordo com que é estabelecido pelas leis e normas 
técnicas federais de acessibilidade, em especial o 
Decreto Federal 5.296:2004, a Lei Federal 13.146:2015 (Lei 
Brasileira da Inclusão) e a NBR 9050:2020. 
Sanitários acessíveis devem ter entrada 
independente dos demais sanitários de uso coletivo 
para permitir o auxílio à pessoa com defi ciência por uma 
pessoa do sexo oposto como, por exemplo, a esposa, o 
marido ou um cuidador, etc.
Pessoa com defi ciência motora, por exemplo 
com a perda dos movimentos dos membros inferiores, 
membros superiores e até mesmo a perda do movimento 
de todos os membros (tetraplegia), tem muita 
difi culdade em utilizar o lavatório ou a bacia sanitária 
sozinha e pode precisar de ajuda de um acompanhante 
ou algum parente. Por essa razão, o sanitário acessível 
deve permitir o acesso de pessoas do sexo oposto no 
214
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
interior do sanitário.
1. O interior do sanitário acessível deve garantir uma 
área de giro de no mínimo 1,50 m de diâmetro 
para sanitários acessíveis em edifi cações novas a 
serem construídas. Para sanitários acessíveis em 
edifi cações já construídas, a área de giro poderá 
ser menor, garantindo um giro da cadeira de 
rodas de 180º, com um espaço livre em seu 
interior de 1,20 m por 1,50 m.
2. A nomenclatura neste caso é muito importante 
para distinguir sanitários de banheiros e de 
vestiários. Nesse sentido, a NBR 9050 defi ne 
por SANITÁRIO o cômodo que dispõe de bacia 
sanitária, lavatório, espelho e demais acessórios. 
A classifi cação BANHEIRO é dada para o cômodo 
que dispõe de chuveiro ou chuveiro e banheira, bacia 
sanitária, lavatório, espelho e demais acessórios.
A classifi cação de VESTIÁRIO é dada apenas para o 
cômodo para a troca de roupa, podendo ser em conjunto 
com banheiros ou sanitários.
3. A bacia sanitária deverá apresentar algumas 
características importantes para ser considerada 
acessível como, por exemplo, a sua altura fi nal 
deverá ser de 45 cm sem o assento sanitário e de 
46 cm considerando o assento sanitário e ambos 
não podem ter abertura frontal.
215
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
É possível utilizar bacias sanitárias com caixa 
acoplada ou sem caixa acoplada no interior do sanitário 
acessível.
No caso de utilizar uma bacia sem caixa acoplada, a 
altura do acionamento é de 1 metro. 
No caso de utilização de bacia com caixa acoplada, 
o acionamento deve ser feito através de uma alavanca 
ou um botão com acionamento externo à face da louça, 
de forma a permitir o seu acionamento por pessoas 
com difi culdade de movimento nos dedos ou nas mãos, 
ou seja, que o botão não pode estar “faceado” à louça 
sanitária. 
4. As dimensões mínimas internas do sanitário 
devem permitir a área de giro e as áreas de 
aproximação livres de barreiras e obstáculos. 
Isso vai depender do tamanho e da posição do 
lavatório e da bacia sanitária. 
Um sanitário acessível pode ter suas dimensões 
mínimas de 1,50 m por 1,70 m, que são dimensões 
mínimas, desde que seja utilizada uma bacia sanitária 
com aproximadamente 52 cm de comprimento e um 
lavatório pequeno com 50 cm de largura por 45 cm de 
profundidade, por exemplo.
5. Em edifi cações existentes, as dimensões podem 
chegar ao mínimo de 1,50 m por 1,50 m, desde 
que utilizados lavatórios e bacias sanitárias 
216
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
menores e sempre respeitando as existências 
das áreas de giro e aproximação internas.
6. Quanto ao modelo do lavatório a ser utilizado, 
qualquer um é permitido, desde que permita a 
aproximação frontal de uma pessoa na cadeira de 
rodas, esteja a uma altura de 80 centímetros em 
relação ao piso e não apresenta nenhuma coluna 
até o chão que venha a impedir a aproximação 
de uma pessoa na cadeira de rodas.
A área de giro mencionada no item número 2 deste 
capítulo pode invadir em até 30 cm embaixo do lavatório.
7. Dois itens são importantes e obrigatórios no 
interior do sanitário acessível para permitir a sua 
utilização com mais facilidadeque são o cabide 
e o porta-objetos que devem ser instalados a 
uma altura entre 80 cm até 1,20 m do piso.
8. Cada pessoa com defi ciência pode apresentar 
uma necessidade, ou habilidade, ou preferência 
diferente para fazer a transferência para a cadeira 
de rodas e por esse motivo devemos garantir no 
interior do sanitário acessível as três formas de 
transferência possíveis, que são a transferência 
lateral, a transferência perpendicular e a forma 
de transferência diagonal. A área de transferência 
possui um espaço livre de no mínimo 80 cm por 
1,20 m, e esse espaço deve estar:
217
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
• Com 80 cm de distância entre a face frontal 
da bacia sanitária e a face lateral do lavatório, 
que chamamos de área de transferência 
perpendicular. 
• Com 80 cm de distância entre a face lateral 
da bacia sanitária e a face da parede lateral, 
que chamamos de área de transferência 
lateral.
• A área de transferência posicionada 
diagonalmente na frente da bacia sanitária, 
que chamamos de transferência diagonal.
Todo sanitário acessível deve garantir essas três 
áreas de transferência livre em seu interior.
9. A porta do sanitário deve atender ao estabelecido 
na fi gura número 83 da NBR 9050:2020, com 
vão livre de no mínimo 80 cm e espaços de 
aproximação lateral de no mínimo 30 cm pelo 
lado interno e 60 cm livre pelo lado externo da 
porta. A porta sempre deverá abrir para o lado de 
fora do sanitário.
A exigência para a porta abrir sempre para o lado 
de fora se dá pelo fato de que, em caso de alguma 
queda ou acidente no interior do sanitário, difi cilmente 
conseguiríamos abrir a porta para o lado de dentro 
sem prejudicar ainda mais a pessoa caída no chão, por 
exemplo. Portanto a porta dos sanitários acessíveis 
218
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
sempre deverá abrir para o lado de fora.
10. A porta terá maçaneta do tipo alavanca, instalada 
a uma altura de 1 metro do piso, com trinco 
também por alavanca e uma barra de apoio, ou 
puxador horizontal, com 40 cm de comprimento, 
instalado pelo lado interno da porta a uma 
altura de 90 cm do piso e afastada em 10 cm da 
dobradiça da porta.
11. Há um item recomendado que é a instalação 
de uma faixa de proteção contra impactos para 
proteger a porta contra os impactos de cadeira 
de rodas, muletas e andadores. Essa faixa pode 
ser de qualquer tipo de material, desde que seja 
resistente a impactos, como aço inoxidável, e 
será instalada pelo lado interno da porta em sua 
parte inferior com uma altura mínima de 40 cm.
Portas do tipo “de correr” podem sim ser utilizadas 
em sanitários acessíveis desde que permitam o vão livre 
de passagem livre de no mínimo 80 cm, considerando 
a presença de puxadores verticais em ambos os lados 
da porta. Signifi ca dizer que para uma porta de correr 
garantir o vão livre de no mínimo 80 cm, o vão entre os 
seus batentes será de aproximadamente 92 cm a 95 cm.
12. O espelho é um item obrigatório, instalado a 80 
cm de altura, chegando até a altura de 1,80 m do 
piso, fi xado verticalmente na parede do lavatório.
219
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
É possível utilizar um outro espelho, instalado 
verticalmente na parede oposta à parede do lavatório, 
porém neste caso o espelho irá começar a uma altura de 
50 cm e terá sua altura até 1,80 m do piso.
13. O interruptor de acionamento da iluminação 
deve estar a 1 metro de altura, porém eu 
recomendo utilizar um sensor de presença.
14. Devemos instalar duas barras próximas ao 
lavatório sendo uma barra vertical, com 40 cm 
de comprimento, instalada a 90 cm de altura e 
uma outra barra horizontal, na outra lateral do 
lavatório a uma altura de 80 cm. Outros formatos 
e posições de barras também são permitidos 
conforme consta na NBR 9050.
15. Saboneteiras e toalheiros devem estar próximos 
ao lavatório e instalados a 1 metro de altura.
16. A torneira deve ser do tipo com acionamento por 
alavanca, botão de pressão ou sensor de presença 
e não pode estar afastada em mais de 50 cm da 
face frontal do lavatório. Essas características 
irão permitir o uso por pessoas com defi ciência 
ou mobilidade reduzida.
17. Duchas higiênicas facilitam a higiene de pessoas 
com defi ciência motora e que não possuem 
o movimento do tronco do corpo. As duchas 
são itens recomendados pela norma técnica 
220
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
brasileira e, se instaladas, devem estar na parede 
lateral da bacia sanitária, permitindo fácil alcance 
e utilização.
18. São três barras a serem instaladas próximas à 
bacia sanitária:
• Uma barra horizontal, na parede lateral da 
bacia sanitária, com 80 cm de comprimento 
e 75 cm de altura, de forma que desde a 
face frontal da bacia sanitária até a ponta 
externa da barra, tenha uma distância de 
50 cm.
• Uma barra na parede dos fundos da bacia 
sanitária, com 80 cm de comprimento 
e 75 cm de altura para bacias sem caixa 
acoplada, ou 89 cm para bacias com caixa 
acoplada, de forma que desde a face lateral 
da bacia sanitária até a ponta externa da 
barra, tenha uma distância de 50 cm.
• Uma barra na vertical, na parede lateral 
da bacia sanitária, com 70 cm de altura 
instalada a 85 cm de altura a partir da sua 
base ou ponto inferior.
Recomendo neste caso, consultar o capítulo 7.5 da 
norma técnica brasileira, NBR 9050:2020, para verifi car 
outras informações importantes sobre a instalação das 
barras de apoio.
221
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
19. O ralo deve estar fora da área de giro e fora da 
área de transferência.
20. Deve ser instalado dispositivo de alarme de 
emergência próximo à bacia, no boxe do 
chuveiro e na banheira para acionamento por 
uma pessoa sentada ou em caso de queda nos 
sanitários, banheiros e vestiários acessíveis. A 
altura de instalação deve ser de 40 cm do piso.
21. As janelas em sanitários fi cam instaladas a 
uma altura de no mínimo 1,50 m e devem ter 
dispositivos que são acionados a uma altura 
máxima de 1,20 m do piso.
22. A papeleira associada à bacia sanitária pode ser 
de três maneiras e cada uma em uma altura 
distinta:
• Papeleiras com papéis do tipo interfolhadas 
são instaladas a uma altura de até 1 metro 
do piso, com a face da papeleira alinhada 
com a face frontal da bacia sanitária.
• Papeleiras com papéis de grandes rolos 
de papel de sobrepor são instaladas a uma 
altura de até 1 metro do piso, com a face da 
papeleira alinhada com a face frontal da 
bacia sanitária.
• Papeleiras com papéis de pequenos rolos 
222
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
de papel de embutir são instaladas a uma 
altura de 55 cm do piso, com a face da 
papeleira a 20 cm da face frontal da bacia 
sanitária.
São esses os detalhes que fazem a diferença e 
permitem a utilização correta das papeleiras, porque 
se as papeleiras estiverem instaladas em posições 
diferentes, as pessoas com defi ciência terão grandes 
difi culdades de alcançar o papel e utilizar com autonomia 
e seguranças as papeleiras.
23. 150 LUX de luminância deve ser garantido a 
1 metro do piso, facilitando a localização dos 
acessórios e a utilização do sanitário acessível 
para pessoas com baixa visão.
24. O piso no interior do sanitário acessível deve ter 
coefi ciente de atrito igual ou maior de 0,4.
Imagem do sanitário 100% acessível.
223
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
Imagem do sanitário 100% acessível.
Pronto! Com isso o sanitário acessível em seu projeto 
ou obra estará de acordo com as leis e normas técnicas 
brasileiras de acessibilidade.
224
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
225
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
CAPÍTULO 16
O QUE FAZER 
QUANDO O CLIENTE 
DIZ NÃO?
APRENDA A VENCER A RESITENCIA 
DO CLIENTE E DEIXE UM LEGADO 
COM O SEU TRABALHO
226
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
#DICAS DO
ESPECIALISTA
A acessibilidade é um direito fundamental de 
qualquer pessoa de acessar e utilizar qualquer ambiente 
da edifi cação.
A única impossibilidade de promover a adaptação é 
mediante uma justifi cativa de inviabilidade técnica.
Caso o cliente não tenha dinheiro suficiente para 
realizar todas as intervenções de uma só vez, monte um 
cronograma para ele. Isto está de acordo com o que diz 
o Artigo 61 da L.F. 13.146/2015
DOBRE E 
MARQUE
ESSA DICA
227
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
LEMBRE-SE SEMPRE
A resistência existe pela falta de conhecimento 
sobre a importância da acessibilidade.
A falta do dinheiro não pode ser um impedimento 
para a garantia das Liberdades Fundamentais e o direito 
de ir e vir de todas as pessoas.
Nossa função enquanto técnicos não é a de julgar a 
capacidade das pessoas exercerem as suashabilidades. A 
nossa função é de eliminar as barreiras/ físicas e sinalizar 
os ambientes, para uma igualdade de oportunidade 
entre todas as pessoas.”
228
O livro não estaria completo sem antes ajudar você 
a vencer a resistência do seu cliente para implantar a 
acessibilidade em seus projetos e obras.
Essa é uma dúvida e uma difi culdade muito 
frequente em minha carreira como especialista em 
acessibilidade, principalmente quando sabemos o que 
deve ser feito, e o cliente não quer fazer o que deve ser 
feito.
Na área da acessibilidade isso é muito comum.
Mas grave o que vou dizer aqui.
NÃO SE ENGANE!
O que vai fazer o seu cliente acreditar em você e 
contratar os seus serviços para aplicar corretamente os 
itens de acessibilidade é o quanto você está disposto a 
defender os seus valores e aquilo que você acredita.
O cliente vai testá-lo o tempo todo, mas ao ver que 
você tem valores e posições bem sólidas e defi nidas, tanto 
quanto à importância de aplicar suas ideias no projeto e 
na obra, quanto no preço e condições de trabalho, o seu 
229
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
cliente vai começar a apoiá-lo e a defender o que você 
está propondo. 
O que vai nortear a sua fala é o seu PORQUÊ. Quero 
fazer uma pergunta: O que motiva o que você está 
fazendo?
Sei que estamos aqui, porque acreditamos que a 
acessibilidade é fundamental, e as pessoas compram 
aquilo que você acredita e não apenas aquilo que faz.
Vou repetir: As pessoas compram aquilo que você 
acredita e não apenas aquilo que você faz.
Quando divulgamos o que acreditamos, atraímos 
clientes que também acreditam no que acreditamos, e 
a resistência será cada vez menor.
Mas isso não é tudo. É um primeiro passo muito 
importante, mas não é tudo.
Pois temos que ter um conhecimento amplo e 
claro sobre tudo o que estamos fazendo e não há outra 
forma de vencer a resistência do cliente para implantar 
a acessibilidade.
Do contrário seremos engolidos pelos nossos 
clientes!
A informação correta na hora certa para o cliente 
tomar a decisão certa, é o que vai funcionar.
Antes de convencer o meu cliente sobre a 
230
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
importância da acessibilidade, preciso estar convencido 
da sua importância.
Uma vez estando convencido, o segundo passo é 
convencer o cliente.
Mas uma coisa eu já quero adiantar.
Nunca, nunca, nunca o problema é a falta de 
dinheiro.
Como assim Edu, se é isso que eu mais ouço?
Então vou repetir: Nunca, nunca, nunca o problema 
é a falta de dinheiro.
O problema é o valor que estamos atribuindo para 
a acessibilidade.
Porque ele só vai investir naquilo que ele conhece e 
sabe o valor que aquilo vai trazer.
Nós só investimos naquilo que vemos VALOR!
Isso serve para você, para mim e da mesma forma 
serve para nossos clientes.
Inclusive para ter mais e melhores clientes 
utilizando a acessibilidade, precisamos mostrar aos 
nossos clientes o valor que tem o projeto e a obra deles 
estarem atualizados.
E esse valor só vai vir se ele receber muita, mais 
muita informação correta sobre o que é a acessibilidade 
231
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
e a sua importância.
Certa vez, em um projeto de acessibilidade que 
fi z para uma escola particular, antes de fazer as obras 
de acessibilidade, o cliente gastou uma fortuna com o 
design de interiores da recepção, porque me disse que 
aquilo faria ter mais alunos. Para ele o valor estava em 
ter mais alunos.
Mas depois que entendeu que os pais e os avós dos 
alunos não conseguiam assistir às apresentações dos 
fi lhos e netos, porque o auditório só tinha escada para 
chegar nele, o valor da acessibilidade começou a mudar.
A resistência nunca está na falta de dinheiro, mas 
no valor que o cliente vê.
Por isso, o primeiro passo é termos a informação 
correta e mostrar o valor que terá um projeto acessível.
Porque se não nos informarmos corretamente sobre 
tudo o que deve ser feito para garantir a acessibilidade 
arquitetônica, ninguém, repito, NINGUÉM vai conseguir 
se convencer.
E é assim. Ó outro exemplo:
A pessoa vai montar uma empresa, por exemplo, 
uma empresa de softwares e tecnologia.
Ela aluga um sobrado residencial, faz uma 
reforma, compra os computadores, servidores, contrata 
232
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
os funcionários e vai à Prefeitura pedir o alvará de 
funcionamento.
Adivinha o que a Prefeitura vai pedir para esse 
empreendedor?
Um atestado de acessibilidade emitido por um 
profi ssional habilitado declarando que a edifi cação está 
acessível.
E neste momento esse empreendedor diz assim: 
Ah. Não vou fazer tudo isso. Não tenho todo esse 
dinheiro para fazer o banheiro acessível, as rampas e 
construir o elevador.
Bom, mas teve dinheiro para comprar os 
computadores, né?
A resistência em fazer acessibilidade não estava na 
falta de dinheiro, mas na falta de informação do que ele 
precisaria para abrir a empresa.
Mas atenção. VOCÊ DEVE LEVAR ESSA INFORMAÇÃO 
ao seu cliente ANTES DE VOCÊ SER CONTRATADO. Na 
reunião de captação.
Na sua proposta devem estar descritos os itens de 
acessibilidade.
Recapitulando, para vencer a resistência do cliente 
e implantar a acessibilidade precisamos ter clareza de 
que:
233
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
• Sabemos o que deve ser feito.
• Estamos convencidos de sua importância.
• Apresentamos ao cliente tudo o que ele deve 
fazer.
E agora, vem a parte mais difícil.
O seu cliente está convencido da importância da 
acessibilidade?
E aí vou usar aquele ótimo ditado que diz: Se não vai 
pelo amor vai pela dor.
O amor neste caso é quando o cliente já vivenciou 
algum problema na família pela falta de acessibilidade e 
agora entende a sua importância.
É um pouco pela dor sim, mas tem muito amor 
quando ele compreende a importância, porque alguém 
da família passou por algum problema.
Mas a maior dor a que eu estou me referindo são 
as multas emitidas pelo Ministério Público ou a falta de 
renovação do alvará.
Se você conseguir mostrar isso para seu cliente, ele 
vai entender a importância.
E existem duas informações que devemos impor:
Uma delas é a sua RESPONSABILIDADE TÉCNICA, 
porque eu entendo que devemos mostrar ao cliente que 
234
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
o fato de termos sido contratados por ele, signifi ca que 
ele delegou a nós a responsabilidade de fazer o que é 
certo.
E uma vez que sabemos o que deve ser feito, então 
ele deve confi ar e aceitar tudo o que deve ser feito.
E a segunda informação que penso que você deve 
impor é: na verdade não é bem uma imposição ao seu 
cliente, mas uma refl exão para você mesmo.
Você já parou para pensar que talvez esse cliente 
que está resistindo em fazer acessibilidade talvez não 
seja para ser o seu cliente?
Talvez ele não deva se tornar o seu cliente.
Ah! Edu, isso é muito fácil de falar, quero ver você 
fazer isso!
Espero ter conseguido mostrar que a resistência do 
cliente passa primeiro por levar a ele muita, muita, mas 
muita informação.
A resistência nunca é por falta de dinheiro, 
mas porque o cliente não está vendo o real valor na 
acessibilidade.
E é isso que eu recomendo a você para ajudar a 
vencer a resistência do seu cliente. 
Leve a ele muita informação.
235
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
Tem que fazer, porque é lei? Não, essa não é a 
melhor resposta.
Mas tem que fazer, porque entende a importância.
Você deve inverter a ordem de valor do seu cliente.
Você está convencido da importância?
E sabe umacoisa interessante que tem acontecido 
em minha carreira? 
Os clientes que acabam me indicando para outros 
são aqueles que mostrei a eles o verdadeiro valor da 
acessibilidade e o porquê acredito na acessibilidade!
É como se eles também começassem a acreditar na 
mesma coisa e quisessem divulgar para outras pessoas.
Mas imagina se eu não tivesse sido claro e correto 
nas informações sobre acessibilidade que eu deveria ter 
passado a eles.
Vou repetir aqui alguns pontos muito importantes: 
PONTO 1
A acessibilidade é um direito fundamental de 
qualquer pessoa de acessar e utilizar qualquer ambiente 
da edifi cação.
Então busque sempre, sempre, mostrar ao seu 
cliente o valor da Acessibilidade. 
236
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
Esse é o melhor caminho, é o caminho que nós 
escolhemos, o de promover a Acessibilidade, porque 
acreditamos que isso é inclusão, isso é o certo e 
exercemos nossa profi ssão com esse propósito.
As leis e normas técnicas federais de acessibilidade 
são muito claras em exigir a acessibilidade a todos os 
ambientes, inclusive para ambientes de funcionários.
Conforme a NBR 9050, ambientes de uso restrito 
são apenas os ambientes técnicos como, por exemplo, 
casa de máquinas ou passagens de uso técnico.
Podemos talvez, se não houver permanência 
humana, classifi car os depósitos como sendo ambientes 
de uso restrito e não fazer acessibilidade neles. Mas só.
Porque pelas leis e normas técnicas federais, qualquer 
ambiente que tenha permanência humana é classifi cado 
como sendo de uso comum e deve ser acessível.
Até porque, pensa comigo, e se o funcionário que 
trabalha hoje na clínica tiver algum tipo de defi ciência, 
ou até mesmo o proprietário do imóvel for uma pessoa 
idosa com difi culdade de locomoção. Quer dizer que 
eles estarão impedidos de trabalhar na edifi cação?
237
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
PONTO 2
Diante de uma impossibilidade de fazer a 
acessibilidade, busque uma justifi cativa técnica. 
Exemplo: Uma laje que não suporte ser aberta ou um 
pilar no corredor que impeça que ele seja alargado.
Anote aí: A única forma de não fazer a acessibilidade 
é mediante uma justifi cativa técnica.
Nestes casos, contrate um engenheiro civil para 
fazer uma avaliação estrutural da edifi cação.
Caso ele entenda que a estrutura será abalada, 
então você poderá alegar uma inviabilidade técnica e, 
por exemplo, não instalar um elevador.
Mas vamos imaginar que seja possível realizar a 
adaptação e construir o elevador levando a todos os 
ambientes, mas mesmo assim o cliente não tem dinheiro 
para fazer toda a obra de acessibilidade.
ENTÃO CHEGAMOS AO PONTO 3
Caso o cliente não tenha dinheiro sufi ciente para 
realizar todas as intervenções de uma vez, monte um 
cronograma para ir realizando aos poucos.
Seu projeto deve ser totalmente acessível, e o cliente 
pode ir realizando a obra por etapas.
Mas Edu! Eu li na lei municipal que aqui em meu 
238
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
município os ambientes de funcionário podem ser 
classifi cados como sendo de uso restrito e eu não preciso 
adaptar!
Neste caso então, posso colocar os ambientes de 
funcionário nos andares superiores e os ambientes de 
atendimento ao público no térreo, e não instalar o elevador?
Bem, como eu disse no começo, eu ensino o que eu 
vivo e eu vivo esse dilema no dia a dia do meu escritório 
que é especializado em projetos, laudos e consultorias 
em acessibilidade.
Neste caso, a minha opinião é SIM! Você pode, mas 
CUIDADO!
Em último caso, fundamente a hipótese do seu 
cliente na lei municipal que dispensa o acesso ao 
segundo andar por considerar um ambiente restrito.
E nesse caso é importante lembrar que é um 
fundamento na lei municipal e que pode ser passível de 
inconstitucionalidade, afi nal a Lei Brasileira de Inclusão 
garante igualdade de oportunidade a todas as pessoas, 
o que signifi ca que um funcionário com defi ciência tem 
direito de ser contratado e ter um ambiente acessível 
para ele. 
Muitos municípios fl exibilizam a aplicação da 
acessibilidade, mas ela é um direito fundamental de 
qualquer pessoa e se a pessoa com defi ciência se sentir 
239
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
excluída ao utilizar ou trabalhar em uma edifi cação, terá 
todo o direito de exigir a plena adaptação do local.
Ponto 1: Empenhe seus maiores esforços para 
aplicar a acessibilidade.
Ponto 2: Caso não seja possível, fundamente-se em 
inviabilidades técnicas.
Ponto 3: Faça seu projeto 100% acessível e caso o 
seu cliente não tenha dinheiro para fazer tudo agora, 
crie para ele um cronograma de obras.
Ponto 4: Fundamente-se em leis municipais, mas 
cuidado com possíveis inconstitucionalidades.
Por último, gostaria de contar uma história para 
vocês.
Eu aprovei um projeto de acessibilidade na 
prefeitura municipal, mas para que ele fosse aprovado, 
foi solicitado que eu colocasse a seguinte nota no meu 
projeto:
O Aceite do projeto de adaptação não exime os 
responsáveis pelo uso e, solidariamente, o responsável 
técnico pelo atendimento integral aos preceitos da 
norma técnica NBR 9050.
Signifi ca que seremos os responsáveis pela garantia 
da acessibilidade nas edifi cações que projetamos e 
construímos no Brasil.
240
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
241
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
A FALTA DO DINHEIRO NÃO 
PODE SER UM IMPEDIMENTO 
PARA A GARANTIA DAS 
LIBERDADES FUNDAMENTAIS 
E O DIREITO DE IR E VIR DE 
TODAS AS PESSOAS.
242
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
243
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
CAPÍTULO 16
AS PRINCIPAIS LEIS E 
NORMAS TÉCNICAS 
DE ACESSIBILIDADE
A INCLUSÃO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 
NA SOCIEDADE PASSA PELA ELIMINAÇÃO 
DAS BARREIRAS FÍSICAS E ATITUDINAIS
17
244
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
Duas Leis não podem faltar para que seu 
conhecimento em acessibilidade seja completo, que 
são a Lei Brasileira da Inclusão, lei Federal 13.146:2015 e o 
Decreto Federal número 5.296:2004.
Claro que não são apenas elas. Vou apresentar 
a maioria delas de uma maneira útil e prática com a 
minha visão de arquiteto especialista em acessibilidade, 
explicando a você como eu entendo as leis para garantir 
que os projetos e obras sejam acessíveis.
Vou apresentar um conjunto de leis federais que 
estão em vigor atualmente no Brasil e que nenhuma 
outra lei ou resolução estadual ou municipal pode ser 
menos restritiva do que as leis ou normas federais. 
Signifi ca dizer que que as leis estaduais ou municipais 
podem estabelecer critérios mais restritivos, em razão 
de particularidades de cada estado ou município como, 
por exemplo, , estabelecer um número maior de vagas 
245
ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
acessíveis a serem reservadas no estacionamento, mas 
em nenhum momento tais leis e resoluções estaduais 
ou municipais poderão estabelecer critérios inferiores 
aos estabelecidos nas leis e normas técnicas federais.
Há mais de 20 anos, no ano de 2000, tivemos 
publicada a Lei Federal de número 10.048 que determina 
o atendimento prioritário às pessoas com defi ciência. 
A partir dessa lei, duas principais questões se aplicam 
diretamente aos projetos e obras:
1. Demarcar as fi las para o atendimento prioritário 
às pessoas com defi ciência em locais de comércio 
e serviço.
2. Realizar a adaptação do balcão de pagamento 
nos locais de comércio ou prestação de serviços, 
com as dimensões adequadas para garantir a 
aproximação frontal para as pessoas em cadeira 
de rodas. 
No mesmo ano, tivemos a publicação da Lei Federal 
de número 10.098 que vai determinar os critérios para a 
promoção da acessibilidade nas edifi cações, com uma 
mudança muito importante no entendimento sobre a 
garantia da acessibilidade no Brasil, que é a garantia 
do acesso ao ambiente das edifi cações e não apenas o 
acesso aos serviços.
A partir do ano de 2000, não podemos mais defi nir 
acessibilidade apenas com a garantia de acesso ao 
246
ARQ. EDUARDO RONCHETTI DE CASTRO
serviço oferecido no local, mas sim com a garantia de 
acesso aos ambientes desta

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