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Fisiologia do Exercício
Sistema Cardiorrespiratório
Percurso de 
Aprendizagem 
Unidade 3| | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | |
Desenvolvimento do material
Claudia Conforto
Copyright © 2025, Afya.
Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida, 
transmitida e gravada, por qualquer meio eletrônico, 
mecânico, por fotocópia e outros, sem a prévia 
autorização, por escrito, da Afya.
Sistema 
Cardiorrespiratório
Para Início de Conversa... ............................. 3
Pontos de Aprendizagem .............................. 4
Aprofundando os Pontos .............................. 5
Tema 1: Controle da Pressão Arterial 
Durante o Repouso e Durante a Atividade 
Física ........................................................ 5
Tema 2: Mecânica Respiratória e o 
Transporte de Gases Durante o Exercício 
Físico ...................................................... 14
Tema 3: O Impacto do Exercício Físico na 
Depressão e Ansiedade .......................... 24
Teoria na Prática ............................................ 33
Sala de Aula ..................................................... 34
Infográfico ........................................................ 35
Direto ao Ponto .............................................. 36
Referências ...................................................... 36
1 1  Para Início de Conversa...
Nesta unidade, abordaremos de maneira geral como o exercício físico 
induz uma série de adaptações fisiológicas complexas, que visam 
garantir a homeostase e o suprimento de oxigênio e nutrientes 
para os tecidos em atividade. Nesse contexto, o controle da 
pressão arterial, a mecânica respiratória e o transporte de 
gases desempenham papéis fundamentais na regulação do 
fluxo sanguíneo, na ventilação e na troca gasosa. Durante 
o exercício, o sistema cardiovascular sofre mudanças 
significativas, incluindo aumento da frequência cardíaca, 
do débito cardíaco e da pressão arterial, visando atender 
às demandas de oxigênio e nutrientes dos músculos 
em atividade. A mecânica respiratória também é 
afetada, com aumento da frequência respiratória, do 
volume corrente e da capacidade vital, permitindo 
a captação de oxigênio e a eliminação de dióxido 
de carbono. O transporte de gases é outro 
processo essencial, envolvendo a difusão de 
oxigênio e dióxido de carbono através da 
membrana alveolar-capilar e o transporte de 
oxigênio pela hemoglobina. A aclimatação 
é um processo adaptativo que permite 
ao organismo ajustar-se às condições 
ambientais e às demandas físicas, 
influenciando a regulação da pressão 
arterial, a mecânica respiratória e o 
transporte de gases. 
A compreensão desses processos 
fisiológicos é fundamental para 
desenvolver estratégias eficazes 
de treinamento e promover 
uma abordagem mais segura 
e eficaz à atividade física. 
Além disso, é essencial 
considerar as implicações 
clínicas e práticas desses 
conceitos para a prescrição 
de exercícios físicos e a 
prevenção de lesões. A relação 
entre o controle da pressão 
arterial, a mecânica respiratória 
e o transporte de gases durante 
o exercício e o repouso é complexa 
 3Fisiologia do Exercício
e influenciada por vários fatores, incluindo a intensidade e a duração do exercício, o 
nível de condicionamento físico e as condições ambientais. 
Portanto, é importante abordar esses temas de forma integrada, considerando as 
interações entre os diferentes sistemas fisiológicos e as adaptações que ocorrem 
durante o exercício e o repouso. Com isso, pretendemos fornecer uma visão abrangente 
e atualizada sobre esses temas complexos e contribuir para o desenvolvimento 
de estratégias eficazes de treinamento. A atividade física regular é essencial para 
manter a saúde cardiovascular e reduzir o risco de doenças crônicas. No entanto, é 
importante considerar as respostas fisiológicas ao exercício e desenvolver estratégias 
de treinamento personalizadas para atender às necessidades individuais. 
Nesse sentido, a compreensão dos processos fisiológicos complexos envolvidos no 
exercício e no repouso é fundamental para promover uma abordagem mais segura e 
eficaz à atividade física. Falaremos também sobre o impacto dos exercícios físicos na 
saúde mental, abordando a depressão e a ansiedade.
2 2 Pontos de Aprendizagem
Em sua leitura, atente-se aos conceitos de tudo que será abordado, direcionando sua 
atenção à importância de conhecer a fisiologia e a fisiopatologia das doenças para poder 
programar treinamentos e propostas adequadas para cada indivíduo, proporcionando 
resultados satisfatórios e seguros.
Ao estudar o controle da pressão arterial durante o exercício físico, é fundamental 
observar como o corpo responde às demandas físicas. O aluno deve prestar atenção 
à forma como o sistema cardiovascular se adapta ao exercício, incluindo o aumento 
da frequência cardíaca, do débito cardíaco e da resistência vascular. Além disso, 
é importante entender como o exercício afeta a pressão arterial em diferentes 
intensidades e durações, bem como as condições de saúde pré-existentes, como 
hipertensão, que podem influenciar essa resposta.
No estudo da mecânica respiratória, o aluno deve focar na forma como o sistema 
respiratório se adapta ao exercício. Isso inclui entender como a frequência e a 
profundidade respiratória aumentam para atender às necessidades de oxigênio do 
corpo. O aluno também deve observar como a ventilação pulmonar e o transporte 
de gases são afetados pelo exercício, assim como as condições de saúde respiratória, 
como asma ou doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), que podem influenciar 
essa resposta.
 4Fisiologia do Exercício
3 3 Aprofundando os Pontos
Nos temas a seguir, você irá aprofundar seu conhecimento com o estudo dos assuntos 
específicos desta unidade e, ao final, deverá atingir os seguintes objetivos de 
aprendizagem:
 ▪ Descrever sobre o controle da Pressão Arterial durante o repouso e a atividade física;
 ▪ Descrever a mecânica respiratória e o transporte de gases e sua relação com a 
fisiologia do exercício; e
 ▪ Descrever o impacto do exercício físico sobre a depressão e a ansiedade.
Tema 1: Controle da Pressão Arterial 
Durante o Repouso e Durante a Atividade 
Física
Neste tema, abordaremos o controle da pressão arterial durante o exercício físico, 
que é um aspecto fundamental para a compreensão da fisiologia do exercício e sua 
aplicação na promoção da saúde e na prevenção de doenças. A pressão arterial é um 
indicador importante da saúde cardiovascular, e seu controle é fundamental para evitar 
complicações cardiovasculares. 
Durante o exercício físico, a pressão arterial sofre mudanças significativas em resposta 
às demandas físicas, e entender essas mudanças é essencial para prescrever exercícios 
seguros e eficazes. 
Neste tema, exploraremos os mecanismos fisiológicos que regulam a pressão arterial 
durante o exercício, os fatores que influenciam essa regulação e as implicações práticas 
para a saúde e o desempenho físico.
Fisiopatologia da Hipertensão
Conhecida como o inimigo silencioso, a hipertensão não apresenta sintomas. Somente 
quando ocorre um aumento súbito da pressão arterial (crise hipertensiva) podem 
surgir sintomas que vão desde tonturas e cefaleia até os mais graves, comprometendo 
o sistema cardiocirculatório, como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular 
cerebral, insuficiência renal, entre outros.
Dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) revelam que a pressão arterial 
elevada já atinge 30% da população adulta brasileira e está presente em mais de 50% 
das pessoas na terceira idade.
 5Fisiologia do Exercício
Figura 1: Pressão sanguínea arterial. Fonte: Dreamstime. 
Apesar de ainda não ter cura, a pressão alta pode ser controlada e evitada mantendo 
um estilo de vida saudável e, em muitos casos, a associação a medicamentos específicos 
que reduzem a pressão arterial.
A pressão arterial é a força com que o sangue é impulsionado contracérebro chamada de lobo frontal 
e, assim, conseguimos focar melhor no que precisamos fazer, seja no trabalho, nos 
estudos, nas tarefas domésticas ou na resolução de problemas com os filhos. A prática 
esportiva faz com que melhoremos a capacidade de nos mantermos compenetrados 
em uma atividade mental, além de melhorar o desempenho na resolução de problemas 
e no controle de impulsos, entre outras tarefas.
A sensação de bem-estar e a injeção de ânimo – que melhoram o humor, a produtividade 
e o desempenho – também impactam diretamente nossa autoconfiança e autoestima.
A depressão tem um componente químico, e o papel da atividade física na regulação 
da produção de neurotransmissores pelo organismo é importante para a química 
cerebral. Além disso, quando nos sentimos bem, com energia, bom humor e autoestima, 
as chances de desenvolvermos uma depressão são menores, já que todo esse processo 
nos ajuda a melhorar nosso astral.
A atividade física também contribui para o estímulo à produção de cortisol, que é 
importante para o controle do estresse e a redução da inflamação, sendo secretado 
pelas glândulas suprarrenais. Com bom ânimo, energia, vitalidade, autoconfiança e 
autoestima em alta, temos consequentemente menos chances de ficarmos ansiosos 
durante o dia. Os exercícios ajudam a acalmar, além de reorganizar os pensamentos 
e as emoções.
Outro benefício é o aumento do controle dos impulsos, denominado controle inibitório 
na neurociência. Essa função nos ajuda a ter mais disciplina, o que se reflete em 
diferentes aspectos da vida, como na capacidade de seguir um regime alimentar.
A prática de exercícios pode melhorar a circulação sanguínea no cérebro, alterando, 
assim, a síntese e a degradação dos neurotransmissores. Esse fenômeno é considerado 
o efeito direto da atividade física na melhoria da velocidade do processamento 
cognitivo, aumentando a capacidade de resposta rápida e protegendo o cérebro ao 
longo dos anos.
Neste tema, estudamos e vimos que o exercício físico é uma ferramenta poderosa 
para promover a saúde mental, prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida. 
Ele reduz a ansiedade, depressão, estresse e tensão, enquanto melhora o humor, 
autoestima, motivação e função cognitiva. A prática regular de atividades físicas, 
como caminhada, corrida, ciclismo e yoga, por 30 a 60 minutos, de 3 a 4 vezes por 
semana, traz benefícios significativos. 
 31Fisiologia do Exercício
Além disso, o exercício físico libera endorfinas, neurotransmissores que melhoram 
o humor e reduzem a dor. Ele também regula o sistema nervoso, reduz a inflamação 
e melhora a função cerebral. Esses benefícios contribuem para uma vida mais 
equilibrada e saudável. 
A incorporação de exercícios físicos na rotina diária pode ser simples. Comece com 
pequenos passos, como subir escadas ou caminhar até o trabalho. Encontre atividades 
que sejam prazerosas e faça delas um hábito. 
 " Além da Sala de Aula
Na leitura indicada, o autor aborda os processos fisiológicos do envelhecimento e 
como eles afetam a saúde, destacando o papel do exercício físico na prevenção e no 
tratamento de doenças relacionadas ao envelhecimento.
Farinatti apresenta estratégias para promover a saúde durante o envelhecimento, 
incluindo exercícios físicos específicos para diferentes faixas etárias e metodologias 
para intervenções baseadas em evidências. Além disso, o autor discute as adaptações 
fisiológicas ao exercício em diferentes idades e a importância do exercício na 
reabilitação, inclusive em casos de hipertensão arterial.
Todos estes pontos são tratados por Paulo de Tarso Veras Farinatti (2008). Por isso, faça 
a leitura da página 73 a 86 do livro Envelhecimento, Promoção da Saúde e Exercício: 
Bases Teóricas e Metodológicas, disponível na Minha Biblioteca.
Lembre-se de que, para iniciar a leitura do livro sinalizado, é necessário fazer login no 
Ambiente Virtual de Aprendizagem e, em seguida, na Minha Biblioteca.
Título do livro/artigo: Envelhecimento, Promoção da 
Saúde e Exercício: Bases Teóricas e Metodológicas 
Páginas indicadas: 73 a 86
Referência (ABNT): FARINATTI, Paulo de Tarso V. 
Envelhecimento, Promoção da Saúde e Exercício: Bases 
Teóricas e Metodológicas. Barueri: Manole, 2008. 
Na leitura indicada, o autor aborda os conceitos e práticas da fisioterapia na avaliação 
e intervenção em pacientes com doenças cardíacas e vasculares, destacando a 
importância do exercício físico e do treinamento cardiovascular na prevenção e 
reabilitação.
Todos estes pontos são tratados por Geanderson dos Santos Rodrigues et al. (2008). Por 
isso, faça a leitura da página 121 a 142 do livro Fisioterapia Cardiovascular, disponível 
na Minha Biblioteca.
Lembre-se de que, para iniciar a leitura do livro sinalizado, é necessário fazer login no 
Ambiente Virtual de Aprendizagem e, em seguida, na Minha Biblioteca.
Acesse
aqui
 32Fisiologia do Exercício
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520443743/pageid/101
Título do livro/artigo: Fisioterapia Cardiovascular
Páginas indicadas: 121 a 142
Referência (ABNT): RODRIGUES, Geanderson dos S. et al. 
Fisioterapia Cardiovascular. Porto Alegre: SAGAH, 2021. 
4 4 Teoria na Prática
Efeitos do Exercício Físico na Redução da Pressão 
Arterial em Pacientes Hipertensos: um Estudo de 
Caso
Neste estudo de caso, veremos que a hipertensão arterial é uma doença crônica que 
afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Ela é caracterizada pela pressão arterial 
elevada e pode levar a complicações graves, como doenças cardíacas, acidente vascular 
cerebral e insuficiência renal. O exercício físico é uma intervenção não farmacológica 
que tem sido amplamente recomendada para o controle da pressão arterial.
Considere a seguinte situação: João é um homem de 45 anos, casado e pai de dois 
filhos. Ele trabalha como gerente de vendas em uma empresa de médio porte e tem 
uma rotina bastante estressante. Há cinco anos, João foi diagnosticado com hipertensão 
arterial após uma consulta médica de rotina. 
Inicialmente, João não apresentava sintomas significativos, mas seu médico o alertou 
sobre o risco de complicações cardiovasculares se a pressão arterial não fosse 
controlada. João começou a tomar medicamentos para controlar a pressão arterial, mas 
não fez mudanças significativas em seu estilo de vida. 
Com o passar do tempo, João começou a sentir os efeitos da hipertensão arterial. Ele se 
sentia cansado com facilidade, tinha dores de cabeça frequentes e apresentava níveis 
elevados de colesterol LDL. Seu médico o alertou sobre a necessidade de mudanças no 
estilo de vida para controlar a pressão arterial e reduzir o risco de complicações. 
Foi então que João decidiu procurar a ajuda de um profissional de educação física para 
desenvolver um plano de exercícios personalizado. O objetivo era reduzir a pressão 
arterial e melhorar sua saúde geral. 
João começou a praticar exercícios aeróbicos, como caminhada e corrida, três vezes 
por semana. Ele também incorporou exercícios de força para melhorar a musculatura 
e reduzir o risco de lesões. Além disso, João fez mudanças em sua dieta, reduzindo o 
consumo de sal e aumentando a ingestão de frutas e vegetais. 
Acesse
aqui
 33Fisiologia do Exercício
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786556902579/pageid/120
Após 12 semanas de exercícios regulares, João apresentou resultados significativos. 
Sua pressão arterial havia diminuído de 140/90 mmHg para 120/80 mmHg. Ele 
também perdeu peso, reduziu o nível de colesterol LDL e melhorou sua capacidade 
cardiovascular. 
João relatou que se sentia mais energizado e motivado a continuar o exercício 
físico. Ele também notou uma melhoria significativa na qualidade de vida, com a 
redução da dor de cabeça e o aumento da capacidade de realizar atividades diárias 
sem sentir cansaço.
A experiência de João demonstra que o exercício físico pode ser uma ferramenta 
eficaz para controlar a pressão arterial e melhorar a saúde geral em pacientes com 
hipertensãoarterial. Além disso, a adesão ao exercício físico pode trazer benefícios 
adicionais, como a melhoria da qualidade de vida e a redução do risco de complicações 
cardiovasculares.
Dados de João antes e após o exercício físico: Antes: - Pressão arterial: 140/90 mmHg, 
- Colesterol LDL: 180 mg/dL, - Peso: 85 kg. - Índice de massa corporal (IMC): 28. Após: 
Pressão arterial: 120/80 mmHg, Colesterol LDL: 120 mg/dL, Peso: 75 kg, Índice de 
massa corporal (IMC): 24. Esses resultados demonstram a eficácia do exercício físico 
em melhorar a saúde de João e reduzir o risco de complicações cardiovasculares.
Questionamentos para reflexão:
 ▪ Qual foi o papel do exercício físico na melhoria da saúde de João?
 ▪ Como a mudança no estilo de vida de João afetou sua qualidade de vida?
 ▪ Quais fatores contribuíram para a adesão de João ao plano de exercícios físicos?
 ▪ Como o caso de João ilustra a importância da prevenção em saúde?
 ▪ Quais lições podem ser aplicadas ao cuidado de outros pacientes com hipertensão 
arterial?
5 5 Sala de Aula
Assista às videoaulas a seguir, que têm como objetivo 
reforçar os conteúdos abordados nesta unidade de maneira 
didática para embasar os conceitos e teorias trabalhados. 
Esperamos que contribuam significativamente para seu 
aprendizado e que a busca pelo conhecimento não se 
encerre neste percurso de aprendizagem.
Esse conteúdo está disponível em seu Percurso de Aprendizagem, no Ambiente 
Virtual. Clique aqui para fazer login e acesse o Sala de Aula na sua disciplina.
Acesse
aqui
 34Fisiologia do Exercício
https://afya.instructure.com/login/canvas
6 6 Infográfico
Neste infográfico veremos a interferência e os benefícios do exercício físico sobre a 
pressão arterial e sobre o sistema respiratório. Veremos como a mecânica respiratória 
se modifica e quais os benefícios também sobre essa função e o transporte de gases. E 
também como é possível controlar a pressão arterial fazendo atividades físicas.
 35Fisiologia do Exercício
7 7 Direto ao Ponto
Nesta unidade, vimos que o exercício físico desempenha um papel fundamental no 
controle da pressão arterial e na mecânica respiratória. Ele pode reduzir a pressão 
arterial, melhorar a função cardiovascular e prevenir doenças cardíacas. Além disso, o 
exercício intensifica a ventilação pulmonar, aumentando a capacidade vital e o volume 
respiratório, garantindo a entrega de oxigênio e a remoção de dióxido de carbono. A 
combinação desses benefícios destaca a importância do exercício físico como uma 
ferramenta não farmacológica para promover a saúde cardiovascular e respiratória.
Para sua autorreflexão:
 ▪ Detectou quais são os benefícios e tipos de exercícios físicos para controlar a 
pressão arterial?
 ▪ Identificou quais as alterações na Mecânica Respiratória e no transporte de gases 
durante as atividades físicas?
 ▪ Identificou quais são os benefícios e o impacto dos exercícios sobre a depressão e a 
ansiedade?
8 8 Referências
CORREA, André Ricardo et al. Exercício físico e os transtornos de ansiedade e depressão. 
Revista Faculdades do Saber, v. 7, n. 14, p. 1.072-1.078, 2022.
FARINATTI, P. T. V. Envelhecimento, Promoção da Saúde e Exercício: Bases Teóricas e 
Metodológicas. Barueri: Manole, 2008. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.
com.br/reader/books/9788520443743/pageid/101.Acesso em: 24 jan. 2025.
FOSS, M. L.; KETEYIAN, S. J. Bases Fisiológicas do Exercício e do Esporte. 6. ed. Rio de 
Janeiro. Guanabara Koogan, 2000. 
FROTA, I. J. et al. Transtornos de ansiedade: histórico, aspectos clínicos e 
classificações atuais. Journal of Health & Biological Sciences, v. 10, n. 1, p. 1-8, 2022. 
GUYTON A; HALL, J. Tratado de Fisiologia Médica. 10. ed. S.P: Manole, 2002.
HERLIHY, B. MAEBIUS, N. Anatomia e fisiologia do corpo humano saudável e enfermo. 
SP: Manole, 2002.
HEYWARD, V. H. Avaliação Física e Prescrição de Exercício: Técnicas Avançadas, 6. 
ed. Porto Alegre: ArtMed, 01/2013. Bookshelf Online. Disponível em: https://online.
vitalsource.com/#/books/9788536326856/cfi/9!/4/4@0.00:0.00
 36Fisiologia do Exercício
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520443743/pageid/101
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520443743/pageid/101
KENNEY, W. L.; WILMORE, J. H.; COSTILL, D. L. Fisiologia do esporte e do exercício 7. ed. 
Barueri: Editora Manole, 2020. E-book. ISBN 9786555760910. Disponível em: https://
integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555760910/. Acesso em: 26 ago. 2024. 
McARDLE, W., KATCH, F., KATCH, V. Fisiologia do Exercício – Energia, Nutrição e 
Desempenho Humano. 4. ed. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 1998.
POWERS, S. HOWLEY, E. Fisiologia do Exercício – Teoria e Aplicação ao Condicionamento 
e ao Desempenho. 3. ed. Manole, 2000.
RODRIGUES, G. S.; MAGALHÃES, L. F.; BORBA, R. M. et al. Fisioterapia Cardiovascular. 
Porto Alegre: SAGAH, 2021. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/
reader/books/9786556902579/pageid/120 .Acesso em: 24 jan. 2025.
ZALPOUR, C. et alii. Anatomia e Fisiologia para fisioterapeutas: tratado para 
fisioterapeutas e especialistas em massagem hidroterapia e medicina do esporte. SP: 
Santos Ed., 2005.
 37Fisiologia do Exercício
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786556902579/pageid/120
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786556902579/pageid/120
	Sistema Cardiorrespiratório
	1  Para Início de Conversa...
	2 Pontos de Aprendizagem
	3 Aprofundando os Pontos
	Tema 1: Controle da Pressão Arterial Durante o Repouso e Durante a Atividade Física
	Tema 2: Mecânica Respiratória e o Transporte de Gases Durante o Exercício Físico
	Tema 3: O Impacto do Exercício Físico na Depressão e Ansiedade
	4 Teoria na Prática
	5 Sala de Aula
	6 Infográfico
	7 Direto ao Ponto
	8 Referênciasas paredes das 
artérias. Ela pode aumentar ou diminuir dependendo da idade, das condições do 
coração, das emoções, da atividade física e dos medicamentos que você toma. Pressão 
alta no consultório não significa que você seja hipertenso.
É necessário analisar o comportamento da pressão arterial fora do consultório, 
através da medição residencial da pressão ou pelo exame chamado MAPA (Medida 
Ambulatorial da Pressão Arterial), no qual podemos obter informações sobre a pressão 
arterial durante o sono e ao despertar. Naqueles em que a pressão não cai durante 
o sono, existe um risco cardiovascular aumentado. Isso vale para os indivíduos que 
apresentam elevação exagerada da pressão arterial ao despertar.
Quando a pressão arterial ultrapassa consistentemente os 140/90 mmHg, considera-se 
pressão arterial alta. Neste caso, um dos aliados, além do controle com medicamentos 
e da adoção de uma alimentação saudável, é a prática de exercícios para auxiliar no 
controle da pressão arterial.
 6Fisiologia do Exercício
Existem diversas maneiras de controlar a pressão arterial, e uma delas é adotar um 
estilo de vida saudável e ativo. Manter uma alimentação balanceada, sem a ingestão 
de gordura saturada e sal, praticar exercícios físicos e evitar o consumo de bebidas 
alcoólicas são modificações essenciais do estilo de vida. O sistema nervoso simpático é 
ativado durante o exercício físico, aumentando a frequência cardíaca e a contractilidade 
do coração, o que contribui para o aumento da pressão arterial.
Alguns estudos e organizações de saúde como a OMS (Organização mundial da Saúde), 
a AHA (American Heart Association) e a Sociedade Americana de Hipertensão (ASH) 
sugerem que “A prática regular de atividades físicas pode ajudar no tratamento para 
hipertensão a base de remédio ou até mesmo suspendê-lo. Os exercícios devem ser de 
intensidade moderada, de três a seis vezes por semana, em sessões de 30 a 60 minutos 
de duração”. Para a prevenção das doenças cardiovasculares, sem dúvida, o exercício 
aeróbio, como correr, nadar e pedalar, supera o anaeróbio, produzindo elevação do 
colesterol bom (HDL colesterol), melhorando os níveis de glicose em pessoas normais 
e, principalmente, em diabéticos. Dessa forma, facilitam o controle da hipertensão 
arterial, diminuem a obesidade, ajudam a abandonar o tabagismo e melhoram o 
aspecto psicológico, com redução do estresse.
O exercício físico agudo e crônico, desde que adequadamente planejado quanto 
à sua duração e intensidade, pode ter um efeito hipotensor importante em animais 
geneticamente hipertensos e em humanos com hipertensão arterial essencial. Uma 
única sessão de exercício físico prolongado de baixa ou moderada intensidade provoca 
uma queda prolongada na pressão arterial no período pós-exercício. Esta queda 
depende da diminuição do débito cardíaco, associada à redução do volume sistólico.
Quanto ao exercício físico regular, o treinamento de baixa intensidade provoca redução 
do tônus simpático no coração e, em consequência, bradicardia de repouso. Essas 
alterações levam à diminuição do débito cardíaco e da pressão arterial. Além disso, o 
treinamento físico de baixa intensidade melhora a sensibilidade barorreflexa em ratos 
espontaneamente hipertensos, o que se deve, em grande parte, ao aumento da descarga 
do nervo depressor aórtico durante variações da pressão arterial. Finalmente, para 
se atingir os efeitos hipotensores desejados, o treinamento físico deve ser realizado 
em baixa intensidade, uma vez que o treinamento de alta intensidade não provoca 
diminuição na pressão arterial em ratos espontaneamente hipertensos.
Na tentativa de compreender os efeitos agudos do exercício físico na pressão arterial, 
no período subsequente ao exercício, observaremos o comportamento da pressão 
arterial após uma sessão de exercício físico prolongado, realizada em uma intensidade 
correspondente a 55% do consumo de oxigênio de pico, em ratos espontaneamente 
hipertensos.
O exercício físico provocou uma redução significativa na pressão arterial no período 
pós-exercício, isto é, a pressão arterial permaneceu abaixo dos valores pré-exercício 
por um período de 90 minutos. Essa queda na pressão arterial também foi verificada 
em ratos normotensos, mas de uma forma menos acentuada. 
 7Fisiologia do Exercício
Esse efeito agudo do exercício sobre a pressão arterial tem aplicação clínica, uma vez 
que também provoca queda pressórica no ser humano. Para melhor compreender a 
influência do exercício físico na queda pressórica, observaremos o comportamento 
da pressão arterial no período pós-exercício, durante a realização de exercícios em 
intensidades correspondentes a 30%, 50% e 80% do consumo de oxigênio de pico, em 
indivíduos saudáveis. Esse estudo pode fornecer informações a respeito da influência da 
intensidade do exercício na queda pressórica no período pós-exercício. A diminuição da 
pressão arterial foi independente da intensidade do exercício, isto é, tanto o exercício 
realizado em 30% do consumo de oxigênio de pico como o exercício realizado em 50% 
e 80% do consumo de oxigênio de pico provocavam quedas semelhantes na pressão 
arterial. Outro aspecto de interesse diz respeito à duração do exercício físico. Em um 
estudo, foi verificado que o exercício com duração de 40 minutos provocava uma 
maior diminuição na pressão arterial do que o exercício com duração de 20 minutos. 
Resultados semelhantes foram observados em homens normotensos, nos quais uma 
sessão de exercício com duração de 45 minutos desencadeava uma queda pressórica 
maior e mais prolongada do que uma sessão de 25 minutos de exercício. Apesar do 
exercício físico provocar uma queda na pressão arterial no período pós-exercício, esse 
efeito somente teria implicações clínicas se fosse mantido por um longo período. Para 
responder a essa questão, observamos o comportamento da pressão arterial por um 
longo período após a realização de uma única sessão de exercício físico. Os resultados 
mostraram que, de fato, o exercício agudo tem relevância clínica, já que os níveis 
pressóricos nas 24 horas seguintes a uma sessão de exercício físico permaneceram 
abaixo dos níveis pressóricos nas 24 horas após um dia de controle, sem exercício.
Os efeitos do exercício físico agudo sobre a pressão arterial no período pós-exercício 
em hipertensos mostram que uma única sessão de exercício prolongado de baixa ou 
moderada intensidade provoca uma queda prolongada na pressão arterial. Essa queda 
depende, basicamente, de uma diminuição do débito cardíaco, associado à redução 
do volume sistólico. O treinamento físico de baixa intensidade diminui a hipertensão 
arterial porque provoca uma redução no débito cardíaco, o que pode ser explicado pela 
diminuição da frequência cardíaca de repouso. Além disso, essa alteração na frequência 
cardíaca é devida a uma diminuição do tônus simpático no coração.
Os mecanismos responsáveis pelos ajustes do sistema cardiovascular ao exercício e os 
índices de limitação da função cardiovascular constituem aspectos básicos relacionados 
ao entendimento das funções adaptativas. Esses mecanismos são multifatoriais e 
permitem que o sistema opere de maneira efetiva nas mais diversas circunstâncias. Os 
ajustes fisiológicos são feitos a partir das demandas metabólicas, cujas informações 
chegam ao tronco cerebral através de vias aferentes, até a formação reticular bulbar, 
onde se situam os neurônios reguladores centrais. Durante a recuperação após o 
exercício físico intenso, o sistema nervoso parassimpático é ativado, aumentando a 
liberação de acetilcolina no nervo vago. Isso leva a uma redução da frequência cardíaca 
e da pressão arterial, ajudando a restaurar a homeostase.
Os efeitos fisiológicos do exercício físico podem ser classificados em agudos imediatos, 
agudos tardios e crônicos.
 8Fisiologia do Exercício
		 CuriosidadeCuriosidade
O exercício físico regular pode ajudar a reduzir a pressão arterial em repouso em 
até 10 mmHg em pessoas com hipertensão,o que é equivalente ao efeito de alguns 
medicamentos anti-hipertensivos. Além disso, o exercício físico também ajuda a 
melhorar a função cardiovascular e reduzir o risco de doenças cardíacas. 
Os efeitos agudos, denominados respostas, são aqueles que ocorrem em associação 
direta com a sessão de exercício. Os efeitos agudos imediatos são os que acontecem 
nos períodos peri e pós-imediato do exercício físico, como elevação da frequência 
cardíaca, da ventilação pulmonar e sudorese. Já os efeitos agudos tardios ocorrem ao 
longo das primeiras 24 a 48 horas (às vezes, até 72 horas) que se seguem a uma sessão 
de exercício e podem ser identificados na discreta redução dos níveis tensionais, 
especialmente nos hipertensos, na expansão do volume plasmático, na melhora 
da função endotelial e na potencialização da ação e no aumento da sensibilidade 
insulínica na musculatura esquelética. 
Por último, os efeitos crônicos, também denominados adaptações, resultam da exposição 
frequente e regular às sessões de exercícios e representam aspectos morfofuncionais 
que diferenciam um indivíduo fisicamente treinado de um sedentário. Exemplos 
típicos incluem a bradicardia relativa de repouso, a hipertrofia muscular, a hipertrofia 
ventricular esquerda fisiológica e o aumento do consumo máximo de oxigênio (VO2 
máximo). O exercício também é capaz de promover a angiogênese, aumentando o fluxo 
sanguíneo para os músculos esqueléticos e para o músculo cardíaco.
O exercício físico realizado regularmente provoca importantes adaptações 
autonômicas e hemodinâmicas que influenciam o sistema cardiovascular, visando 
manter a homeostasia celular diante do incremento das demandas metabólicas. Há um 
aumento no débito cardíaco, redistribuição no fluxo sanguíneo e elevação da perfusão 
circulatória para os músculos em atividade. A pressão arterial sistólica (PAS) aumenta 
diretamente na proporção do aumento do débito cardíaco.
A pressão arterial diastólica reflete a eficiência do mecanismo vasodilatador local 
dos músculos em atividade, que é tanto maior quanto maior for a densidade capilar 
local. A vasodilatação do músculo esquelético diminui a resistência periférica ao 
fluxo sanguíneo, enquanto a vasoconstrição concomitante que ocorre em tecidos não 
exercitados, induzida simpaticamente, compensa essa vasodilatação. Como resultado, 
a resistência total ao fluxo sanguíneo cai drasticamente quando o exercício começa, 
alcançando um mínimo em torno de 75% do VO2 máximo. Os níveis tensionais elevam-
se durante o exercício físico e em esforços predominantemente estáticos, já tendo sido 
constatados em indivíduos jovens e saudáveis.
Pode-se afirmar que, durante um período de exercício, o corpo humano sofre 
adaptações cardiovasculares e respiratórias a fim de atender às demandas aumentadas 
dos músculos ativos. À medida que essas adaptações se repetem, ocorrem modificações 
nesses músculos, permitindo que o organismo melhore seu desempenho.
 9Fisiologia do Exercício
Ativam-se processos fisiológicos e metabólicos, otimizando a distribuição de oxigênio 
pelos tecidos em atividade. Portanto, os mecanismos que explicam a queda pressórica 
pós-treinamento físico estão relacionados a fatores hemodinâmicos, humorais e 
neurais.
		 Curiosidade Curiosidade 
Durante o exercício físico intenso, a pressão arterial pode aumentar até 200 mmHg 
ou mais, mas retorna ao normal após o término do exercício. Isso é conhecido como 
“hipertensão transitória” e é considerada uma resposta fisiológica normal.
O sedentarismo também constitui um importante fator de risco, com a ocorrência já bem 
estabelecida de maior taxa de eventos cardiovasculares e maior taxa de mortalidade 
em indivíduos com baixo nível de condicionamento físico. Estima-se que a prevalência 
do sedentarismo atinja até 56% nas mulheres e 37% nos homens na população urbana 
brasileira. Modificações no estilo de vida, incluindo exercício físico, são recomendadas 
no tratamento da hipertensão arterial.
 
Figura 2: Medidor de pressão arterial. Fonte: Dreamstime.
 10Fisiologia do Exercício
Os efeitos benéficos do exercício físico devem ser aproveitados no tratamento inicial 
do indivíduo hipertenso, visando evitar o uso ou reduzir o número de medicamentos 
e suas dosagens. Em indivíduos sedentários e hipertensos, reduções clinicamente 
significativas na pressão arterial podem ser alcançadas com um aumento relativamente 
modesto na atividade física, acima dos níveis dos sedentários. Além disso, o volume de 
exercício requerido para reduzir a pressão arterial pode ser relativamente pequeno, 
podendo ser atingido mesmo por indivíduos sedentários.
Como a pressão arterial é igual ao débito cardíaco (DC) multiplicado pela resistência 
vascular periférica (RVP) total, mecanismos patogênicos envolvem:
CO aumentado; RVP aumentada; Ambos.
Na maioria dos pacientes, o débito cardíaco é normal ou levemente aumentado, e a RVP 
está elevada. Esse padrão é típico de hipertensão primária e de hipertensão decorrente 
de aldosteronismo primário, feocromocitoma, doença renovascular e doença do 
parênquima renal.
Em outros pacientes, o débito cardíaco está aumentado (possivelmente em virtude 
de venoconstrição de grandes veias), e a RVP total está inadequadamente normal 
para o nível de débito cardíaco. Na fase avançada da evolução da doença, a RVP total 
aumenta, e o débito cardíaco retorna ao normal, provavelmente em decorrência da 
autorregulação. Alguns pacientes idosos têm hipertensão sistólica isolada, com débito 
cardíaco normal ou baixo, provavelmente em virtude da perda da elasticidade da aorta 
e de seus ramos principais. Pacientes com pressão diastólica fixa e elevada geralmente 
apresentam diminuição do débito cardíaco.
O volume plasmático tende a diminuir à medida que aumenta a pressão arterial, mas, 
raramente, pode permanecer normal ou até aumentar. O volume plasmático tende 
a ser elevado na hipertensão decorrente de aldosteronismo primário ou doença 
do parênquima renal, podendo estar muito baixo na hipertensão decorrente de 
feocromocitoma.
O fluxo sanguíneo renal diminui gradualmente, à medida que a PA diastólica aumenta, 
e inicia-se a esclerose arteriolar. A taxa de filtração glomerular permanece normal 
até tardiamente na evolução da doença e, em consequência, a fração de filtração está 
elevada.
Os fluxos sanguíneos coronariano, cerebral e muscular são mantidos, a menos que 
coexista aterosclerose grave nesses leitos vasculares.
Em muitos casos de hipertensão, o transporte de sódio através da parede celular é 
anormal, pois a bomba de sódio-potássio (Na+K+-ATPase) é defeituosa ou inibida, ou a 
 11Fisiologia do Exercício
permeabilidade aos íons de sódio aumenta. O resultado é o aumento do sódio intracelular, 
o que torna a célula mais sensível à estimulação simpática. O cálcio acompanha o sódio, 
de maneira que o acúmulo de cálcio intracelular pode ser responsável pelo aumento 
da sensibilidade. Como a Na+K+-ATPase pode bombear noradrenalina de volta para os 
neurônios simpáticos (inativando esse neurotransmissor), a inibição desse mecanismo 
pode também exacerbar o efeito da noradrenalina, aumentando a pressão arterial. 
Defeitos no transporte de sódio podem ocorrer em crianças que são normotensas, mas 
têm um pai com hipertensão.
A estimulação simpática aumenta a pressão arterial, habitualmente mais em pacientes 
com pressão arterial elevada e hipertensão do que em pacientes que são normotensos. 
Não está estabelecido se tal resposta excessiva resulta do sistema nervoso simpático 
ou do miocárdio e da musculatura lisa vascular.
A frequência cardíaca elevada em repouso, que pode resultar do aumento da atividade 
nervosa simpática, é um fator preditivo bem conhecido de hipertensão.
Em alguns pacientes com hipertensão, os níveis circulantes de catecolamina plasmática 
durante o repouso estão mais elevados do que o normal.
O sistema renina-angiotensina-aldosterona ajuda a regular o volume sanguíneo e, dessa 
forma, a pressão arterial. A renina, uma enzimaformada no aparelho justaglomerular, 
catalisa a conversão do angiotensinogênio em angiotensina I. Esse produto inativo é 
clivado pela enzima conversora da angiotensina (ECA), sobretudo nos pulmões, rins e 
cérebro, em angiotensina II, um potente vasoconstritor que também estimula centros 
autônomos no cérebro para aumentar a estimulação simpática e liberar aldosterona e 
vasopressina. Aldosterona e vasopressina provocam retenção de sódio e água, elevando 
a pressão arterial. A aldosterona também intensifica a excreção de potássio e os níveis 
baixos de potássio no plasma ( 120/80 mmHg ee dióxido de 
carbono com o ambiente. Essa troca gasosa é essencial para a produção de energia nas 
células através do processo de respiração celular.
A função básica do sistema respiratório é suprir o organismo com oxigênio (O2) e 
remover dele o produto gasoso do metabolismo celular, ou seja, o gás carbônico (CO2).
Figura 3: Sistema respiratório. Fonte: Dreamstime.
Nos seres unicelulares, as trocas gasosas ocorrem diretamente entre a célula e o meio 
circunjacente por intermédio da difusão simples. Já nos organismos multicelulares, 
a difusão entre o meio externo e o interior da massa celular ocorre lentamente, em 
decorrência da distância a ser percorrida pelos gases.
Há diversas adaptações na natureza para contornar este problema. Analisando-se 
diretamente os mamíferos, observa-se que os pulmões são os órgãos encarregados 
de fornecer O2 ao organismo e retirar dele o excesso de CO2. Para tanto, nos seres 
humanos, a superfície pulmonar encarregada das trocas gasosas é de 70 a 100 m² 
(sendo esta a maior área de contato do organismo com o meio ambiente).
Essa enorme superfície fica contida no interior do tórax, distribuída por volta de 500 
milhões de alvéolos pulmonares, variando entre 270 e 790 milhões, com base na altura 
e no volume pulmonar de cada indivíduo. Para que as trocas gasosas entre o gás alveolar 
e o sangue se efetuem adequadamente, a circulação pulmonar é muito rica, sendo a 
espessura do tecido que separa o gás alveolar do sangue de apenas 0,5 micrômetro. 
 15Fisiologia do Exercício
Os pulmões, todavia, não são apenas órgãos respiratórios. Participam do equilíbrio 
térmico, pois, com o aumento da ventilação pulmonar, há maior perda de calor e água. 
Auxiliam ainda na manutenção do pH plasmático dentro da faixa fisiológica, regulando 
a eliminação de ácido carbônico (sob a forma de CO2).
O sistema respiratório é compreendido pela zona de transporte gasoso, formada pelas 
vias respiratórias superiores, árvore traqueobrônquica e vias respiratórias inferiores, 
que são encarregadas de acondicionar e conduzir o ar até a intimidade dos pulmões. 
Na zona respiratória, é onde efetivamente se realizam as trocas gasosas. Já na zona de 
transição, interposta entre as duas primeiras, é onde começam a ocorrer trocas gasosas, 
porém em níveis não significativos. 
O ar inspirado passa pelo nariz ou pela boca e vai para a orofaringe. Em seu trajeto 
pelas vias respiratórias superiores, este ar é filtrado, umidificado e aquecido até entrar 
em equilíbrio com a temperatura corporal. Isso decorre de seu contato turbulento com 
a mucosa úmida que reveste as fossas nasais, faringe e laringe. Além disso, nessa região, 
também são filtradas as partículas de maior tamanho em suspensão no ar. 
As vias respiratórias superiores atuam, por conseguinte, acondicionando o ar e 
protegendo-o do ressecamento, do desequilíbrio térmico e da agressão por partículas 
poluentes de grande tamanho, as regiões mais internas do sistema. A respiração nasal 
é a mais comum e tem duas importantes vantagens sobre a respiração bucal: filtragem 
e umidificação do ar inspirado. Entretanto, o nariz pode apresentar uma resistência 
maior do que a boca, principalmente em situações nas quais haja obstrução por 
pólipos, adenoides ou congestão da mucosa nasal. Nesse caso, frequente em crianças e 
adultos, a respiração passa a ser feita principalmente pela boca. Outra situação em que 
a respiração bucal pode ocorrer juntamente com a nasal é durante o exercício.
Figura 4: Respiração profunda. Fonte: Dreamstime.
 16Fisiologia do Exercício
A respiração é essencial para a manutenção da vida e pode ser definida de forma 
simplificada como a troca gasosa entre a atmosfera e as células do corpo. O sistema 
respiratório, responsável por essa complexa função, é composto por estruturas que 
guiam o ar até os pulmões (nariz, boca, faringe, laringe, traqueia e brônquios), além de 
estruturas que rodeiam os pulmões (costelas, esterno e coluna vertebral) e aquelas que 
realizam a troca gasosa (bronquíolos terminais, alvéolos e capilares sanguíneos).
		 CuriosidadeCuriosidade
O corpo humano pode sobreviver sem comida por várias semanas e sem água por 
alguns dias, mas sem oxigênio, o cérebro começa a sofrer danos irreversíveis em 
apenas 4 a 6 minutos. Isso demonstra a importância fundamental da respiração para 
a vida humana.
A ventilação pulmonar é uma etapa da respiração que pode ser definida como o 
deslocamento do ar da atmosfera para dentro e fora dos pulmões, devido às diferenças 
de pressão causadas pela ação dos músculos da região do tórax e do abdômen durante 
a inspiração e a expiração.
Na inspiração, o músculo mais importante é o diafragma. Ele possui forma de cúpula e 
está inserido na margem costal da 7ª à 12ª costela, na margem inferior do esterno e na 
coluna vertebral, separando a cavidade torácica da cavidade abdominal. Durante sua 
contração, ele se achata, comprimindo os órgãos abdominais e deslocando as últimas 
costelas para cima e para fora, levando à expansão da região inferior do tórax e do 
abdômen. Juntamente com o diafragma, os músculos intercostais externos se contraem. 
Eles estão localizados entre as costelas e têm a função de deslocá-las superiormente 
e lateralmente. Esses dois principais músculos inspiratórios também desempenham 
um papel na estabilização postural do tórax e da coluna vertebral. Os músculos 
esternocleidomastoideo e escaleno estão localizados na região cervical, com inserção 
no esterno, clavícula e 1ª e 2ª costelas, tendo a função de ajudar na inspiração forçada, 
elevando as costelas superiores.
Durante a expansão do tórax, as costelas superiores realizam o movimento de “braço 
de bomba”, caracterizado pelo aumento mais acentuado do diâmetro ântero-posterior 
do tórax, enquanto as costelas inferiores realizam o movimento de “alça de balde”, 
caracterizado pelo aumento mais acentuado do diâmetro látero-lateral do tórax. Esses 
movimentos são essenciais para a realização de uma expansão torácica adequada para 
a insuflação dos pulmões durante a inspiração. 
A contração dos músculos inspiratórios causa a expansão do tórax e do abdômen, diminuindo 
a pressão intrapulmonar e aumentando a pressão intra-abdominal, respectivamente. 
Quando a pressão intrapulmonar atinge valores inferiores à pressão atmosférica, o ar se 
desloca para dentro dos pulmões. A expiração é um movimento passivo em condições de 
repouso, necessitando apenas do relaxamento dos músculos inspiratórios para que o tórax 
e o abdômen se retraiam, causando a desinflação do pulmão. 
 17Fisiologia do Exercício
Quando há um esforço expiratório, como por exemplo, em manobras respiratórias 
forçadas ou durante o exercício, alguns músculos atuarão ativamente para que essa 
etapa ocorra. Ao se contraírem, os músculos transverso abdominal, oblíquo interno 
e oblíquo externo irão comprimir os órgãos abdominais e, consequentemente, 
retrair o abdômen.
O pico da função respiratória é atingido por volta dos 20 anos em mulheres e 25 
anos em homens. Posteriormente, há uma lenta e progressiva perda de performance 
pulmonar, apesar de o sistema respiratório manter uma troca gasosa adequada ao 
longo da vida, desde que permaneça saudável. 
Com todas as alterações que ocorrem fisiologicamente com o processo de 
envelhecimento, a prática de atividade física possui um papel importante na 
manutenção ou melhora da capacidade funcional dos idosos. A prática de exercícios 
regulares não impede a perda funcional causada pelo processo de envelhecimento, mas 
pode provocar um atraso no aparecimento das alterações fisiológicas, possibilitando 
a manutenção ou melhora do condicionamento físico, o que permitirá que os idosos 
tenham um estilo de vida mais independente, melhorando a qualidade de vida e 
prevenindo doenças em potencial. Além disso, a atividade física pode ter um efeito de 
“treinamento” da musculatura respiratória, preservando sua função (Miranda; Gastaldi; 
Souza, 2015).
O sistema respiratório desempenha um papelfundamental na manutenção do equilíbrio 
do pH sanguíneo durante a atividade física, principalmente através da hiperventilação 
e da regulação do sistema tampão bicarbonato-ácido carbônico. A resposta correta é a 
letra E.
Durante a atividade física, o corpo produz ácido láctico como subproduto da respiração 
anaeróbica. Esse ácido láctico libera íons hidrogênio (H+), que podem levar à acidose 
se não forem neutralizados. Para manter o equilíbrio do pH sanguíneo, o sistema 
respiratório atua de forma importante através da hiperventilação:
Aumento da Respiração: Durante a atividade física, a respiração se torna mais rápida e 
profunda, aumentando a eliminação de dióxido de carbono (CO2) do sangue.
		 CuriosidadeCuriosidade
Durante o exercício intenso, a frequência respiratória pode aumentar para 40-
60 respirações por minuto, em comparação com 12-20 respirações por minuto em 
repouso. Além disso, o volume de ar inspirado pode aumentar até 20 vezes em relação 
ao volume em repouso, permitindo que o corpo absorva mais oxigênio para atender 
às necessidades energéticas dos músculos.
 18Fisiologia do Exercício
Regulação do pH
O CO2 reage com a água no sangue para formar ácido carbônico (H2CO3), que se 
dissocia em íons bicarbonato (HCO3-) e H+. O aumento da eliminação de CO2 durante a 
hiperventilação diminui a concentração de H+, elevando o pH do sangue.
Papel do Bicarbonato
O sistema tampão bicarbonato-ácido carbônico é o principal mecanismo para regular 
o pH no corpo. O bicarbonato atua como um tampão, neutralizando o excesso de H+ e 
impedindo a acidose. A hiperventilação aumenta a produção de bicarbonato, reforçando 
a capacidade do sistema tampão de neutralizar ácidos.
O controle da respiração é uma função fascinante e totalmente regulada por um 
mecanismo extremamente preciso. Esta precisão assegura que, com exceção de 
algumas situações relacionadas a problemas neurológicos, absolutamente não se 
torna necessário “corrigir” a respiração voluntariamente, como algumas vezes vemos 
ser orientado.
Como os músculos respiratórios são controlados voluntariamente, podemos aumentar 
ou diminuir a respiração de acordo com uma “decisão” nossa, e, quando isso é feito 
com a ideia de “corrigir” a respiração, certamente estaremos prejudicando o ajuste do 
mecanismo regulador. Portanto, não “pense” para respirar; deixe seu corpo ajustar a 
respiração adequada.
Em algumas situações especiais, como na natação, torna-se necessário coordenar 
a respiração com a exigência da situação, caracterizando, porém, uma circunstância 
especial. A função respiratória é regulada por um centro localizado no Sistema 
Nervoso Central, chamado Centro Respiratório, que funciona recebendo informações 
sobre o teor de oxigênio e gás carbônico do sangue. Ele comanda, através de impulsos 
nervosos, a atividade contrátil dos músculos da respiração, principalmente o diafragma 
e os músculos intercostais.
O teor de oxigênio e gás carbônico do sangue arterial é “detectado” por 
quimioreceptores localizados em grandes artérias, nas carótidas, na aorta e no próprio 
centro respiratório, sempre em contato com o sangue arterial ou com o líquidos que 
perfundem o sistema nervoso.
Quando a respiração começa a ser insuficiente para a produção de energia, por exemplo, 
quando iniciamos uma atividade física, a tendência é que o teor de oxigênio no sangue 
caia e o teor de gás carbônico aumente. Imediatamente, os quimiorreceptores detectam 
esses teores e “bombardeiam” o centro respiratório com impulsos nervosos. Logo, o 
centro respiratório aumenta o comando sobre os músculos da respiração, aumentando 
sua atividade contrátil, o que eleva o fluxo de entrada e saída de ar dos pulmões.
 19Fisiologia do Exercício
As palavras qualidade de vida e bem-estar têm aparecido com maior frequência nas 
conversas entre indivíduos, o que, por sua vez, fez com que as pessoas buscassem 
formas de se exercitar de maneira a atingir objetivos estéticos e melhorar a 
qualidade de vida.
As recomendações para a realização de atividades físicas são elaboradas e reformuladas 
ao longo dos anos, a fim de amparar os profissionais da área de educação física, de 
modo que a iniciação de um programa de treinos seja apropriada e preventiva para 
pacientes com doenças crônicas não transmissíveis.
A prática de exercícios físicos está associada a termos como saúde e bem-estar, uma 
vez que é responsável pela redução do estresse diário, gasto de energia acumulada, 
redução de sintomas como insônia e ansiedade, além de proporcionar uma melhora na 
qualidade de vida e na saúde dos indivíduos.
A atividade física é definida pela Organização Mundial da Saúde como “qualquer 
movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos, que resulta em gasto 
energético maior que os níveis de repouso.” Além disso, foi apresentado um estudo 
recente que afirma que as empresas que adotaram programas de atividades físicas 
no local de trabalho obtiveram aumento no rendimento dos funcionários, além de 
reduzirem o número de faltas e afastamentos por doenças, resultando em aumento 
dos lucros e apontando os benefícios do exercício para a vida da sociedade de uma 
maneira geral. 
A mecânica respiratória e o transporte de gases são processos fundamentais para a 
sobrevivência humana, especialmente durante o exercício físico. Durante a atividade 
física, o corpo precisa de uma quantidade maior de oxigênio para produzir energia 
e remover os produtos do metabolismo. A mecânica respiratória é responsável por 
fornecer oxigênio aos pulmões e remover o dióxido de carbono, enquanto o transporte 
de gases é responsável por levar o oxigênio aos tecidos e remover o dióxido de carbono.
Durante o exercício, a frequência respiratória aumenta significativamente, permitindo 
que mais oxigênio seja absorvido pelos pulmões. Além disso, a capacidade vital também 
aumenta, permitindo que mais oxigênio seja armazenado nos pulmões. O aumento da 
frequência cardíaca e do débito cardíaco também é fundamental para o transporte de 
oxigênio aos tecidos.
O transporte de gases é realizado principalmente pela hemoglobina, uma proteína 
encontrada nos glóbulos vermelhos do sangue. A hemoglobina tem uma alta afinidade 
por oxigênio, permitindo que ele seja transportado eficientemente aos tecidos. Durante 
o exercício, a concentração de dióxido de carbono nos tecidos aumenta, o que estimula 
a remoção desse gás pelos pulmões.
A relação entre a mecânica respiratória e o transporte de gases é fundamental para 
a fisiologia do exercício. Durante o exercício, o corpo precisa de uma quantidade 
maior de oxigênio para produzir energia, e a mecânica respiratória e o transporte de 
gases trabalham juntos para fornecer esse oxigênio. Além disso, a remoção do dióxido 
de carbono é crucial para prevenir a acidose, que pode levar à fadiga muscular e 
diminuição do desempenho.
 20Fisiologia do Exercício
A eficiência da mecânica respiratória e do transporte de gases também é influenciada 
pelo nível de condicionamento físico. Indivíduos com melhor condicionamento físico 
têm uma maior capacidade vital e uma maior eficiência no transporte de oxigênio aos 
tecidos. Além disso, a aclimatação ao exercício também é fundamental para melhorar a 
eficiência da mecânica respiratória e do transporte de gases.
Figura 5: Atividade física. Fonte: Dreamstime.
Em resumo, a mecânica respiratória e o transporte de gases são processos fundamentais 
para a fisiologia do exercício. Durante o exercício, o corpo precisa de uma maior 
quantidade de oxigênio para produzir energia, e a mecânica respiratória e o transporte 
de gases trabalham juntos para fornecer esse oxigênio. A eficiência desses processos 
é influenciada pelo nível de condicionamento físico e pela aclimatação ao exercício. 
Portanto, é fundamental entender esses processos para desenvolver estratégias 
eficazes de treinamento e melhorar o desempenho físico.
A interação entre a mecânica respiratória e o transporte de gases é crucial para manter 
a homeostase duranteo exercício. A capacidade de absorver oxigênio e remover dióxido 
de carbono é influenciada pela eficiência da ventilação pulmonar e pela capacidade de 
difusão de gases através da membrana alveolar-capilar.
 21Fisiologia do Exercício
Durante o exercício intenso, a demanda por oxigênio aumenta significativamente, 
requerendo uma maior ventilação pulmonar. Isso é alcançado por meio do aumento 
da frequência respiratória e do volume corrente. Além disso, a capacidade de difusão 
de gases também é ampliada pela expansão da superfície alveolar e pelo aumento do 
fluxo sanguíneo nos pulmões.
A eficiência do transporte de gases também é influenciada pela concentração de 
hemoglobina no sangue. A hemoglobina é responsável por transportar oxigênio 
aos tecidos e remover dióxido de carbono. Durante o exercício, a concentração de 
hemoglobina pode aumentar, melhorando a capacidade de transporte de oxigênio.
A aclimatação ao exercício também desempenha um papel importante na melhoria 
da eficiência da mecânica respiratória e do transporte de gases. Com o treinamento 
regular, o corpo adapta-se às demandas do exercício, aumentando a capacidade de 
absorver oxigênio e remover dióxido de carbono.
Além disso, a relação entre a mecânica respiratória e o transporte de gases também 
é influenciada por fatores ambientais, como altitude e temperatura. Em altitudes 
elevadas, a pressão parcial de oxigênio no ar é menor, demandando uma maior 
ventilação pulmonar para manter a homeostase.
A interação entre a mecânica respiratória e o transporte de gases é complexa 
e influenciada por vários fatores, incluindo o nível de condicionamento físico, 
aclimatação ao exercício, fatores ambientais e características individuais. Compreender 
esses processos é fundamental para desenvolver estratégias eficazes de treinamento e 
melhorar o desempenho físico.
As pesquisas recentes continuam a explorar as complexidades da mecânica respiratória 
e do transporte de gases durante o exercício, buscando novas estratégias para melhorar 
o desempenho físico e a saúde em geral.
Essa integração entre a mecânica respiratória e o transporte de gases é essencial 
para manter a homeostase durante o exercício e é influenciada por uma variedade de 
fatores, incluindo o nível de condicionamento físico, aclimatação ao exercício, fatores 
ambientais e características individuais.
Durante o exercício, o corpo precisa de uma quantidade maior de oxigênio para produzir 
energia, e a mecânica respiratória e o transporte de gases trabalham juntos para fornecer 
esse oxigênio. A ventilação pulmonar aumenta significativamente durante o exercício, 
permitindo que mais oxigênio seja absorvido pelos pulmões e transportado aos tecidos.
A capacidade de difusão de gases através da membrana alveolar-capilar também é 
crucial para o transporte de oxigênio. A expansão da superfície alveolar e o aumento 
do fluxo sanguíneo nos pulmões durante o exercício permitem que mais oxigênio seja 
absorvido e transportado aos tecidos.
Além disso, a concentração de hemoglobina no sangue desempenha um papel 
importante no transporte de oxigênio. A hemoglobina é responsável por transportar 
oxigênio aos tecidos e remover dióxido de carbono. Durante o exercício, a concentração 
de hemoglobina pode aumentar, melhorando a capacidade de transporte de oxigênio.
 22Fisiologia do Exercício
A aclimatação ao exercício também é fundamental para melhorar a eficiência da 
mecânica respiratória e do transporte de gases. Com o treinamento regular, o corpo 
adapta-se às demandas do exercício, aumentando a capacidade de absorver oxigênio e 
remover dióxido de carbono.
Fatores ambientais, como altitude e temperatura, também podem influenciar a 
mecânica respiratória e o transporte de gases durante o exercício. Em altitudes 
elevadas, a pressão parcial de oxigênio no ar é menor, exigindo uma maior ventilação 
pulmonar para manter a homeostase.
Além disso, características individuais, como idade, sexo e nível de condicionamento 
físico, também podem influenciar a mecânica respiratória e o transporte de gases 
durante o exercício. Por exemplo, indivíduos mais velhos podem ter uma menor 
capacidade de difusão de gases através da membrana alveolar-capilar, o que pode 
afetar a eficiência do transporte de oxigênio.
Em resumo, a interação entre a mecânica respiratória e o transporte de gases é 
complexa e influenciada por uma variedade de fatores. Entender esses processos é 
fundamental para desenvolver estratégias eficazes de treinamento e melhorar o 
desempenho físico.
A pesquisa continua a explorar as complexidades da mecânica respiratória e do 
transporte de gases durante o exercício, buscando novas estratégias para melhorar o 
desempenho físico e a saúde em geral. Além disso, o estudo da fisiologia do exercício 
também pode ajudar a entender melhor as doenças respiratórias e cardíacas e a 
desenvolver tratamentos mais eficazes para essas condições.
A integração da fisiologia do exercício com outras áreas do conhecimento, como a 
biomecânica e a psicologia, também pode ajudar a entender melhor o desempenho 
físico e a desenvolver estratégias mais eficazes para aprimorar o desempenho. Além 
disso, a aplicação prática da fisiologia do exercício em áreas como o esporte, a 
reabilitação e a saúde pública pode ajudar a melhorar a qualidade de vida das pessoas.
Neste tema, estudamos sobre o que acontece com nosso sistema respiratório durante 
as atividades físicas. A mecânica respiratória e a troca de gases durante o exercício 
físico são processos complexos que desempenham um papel fundamental na resposta 
do corpo ao exercício. A capacidade do sistema respiratório de adaptar-se às demandas 
do exercício é crucial para garantir o suprimento de oxigênio e a remoção de dióxido 
de carbono, permitindo que os músculos funcionem de forma eficiente.
Durante o exercício, o corpo sofre mudanças significativas na frequência e 
profundidade respiratória, na ventilação pulmonar e no transporte de gases. Essas 
adaptações permitem que o corpo atenda às necessidades energéticas dos músculos 
e mantenha a homeostase. Além disso, a eficiência da mecânica respiratória e da 
troca de gases influencia diretamente o desempenho físico e a capacidade de realizar 
atividades físicas. 
 23Fisiologia do Exercício
Compreender a mecânica respiratória e a troca de gases durante o exercício físico é 
essencial para profissionais de saúde, educadores físicos e atletas. Esse conhecimento 
pode ajudar a desenvolver estratégias para melhorar a capacidade respiratória, prevenir 
lesões e otimizar o desempenho físico. Além disso, é fundamental para promover a 
saúde respiratória e prevenir doenças respiratórias crônicas. Portanto, é importante 
continuar estudando e aprimorando nosso entendimento sobre esse tema.
Tema 3: O Impacto do Exercício Físico na 
Depressão e Ansiedade
Neste tema, falaremos sobre o impacto do exercício físico na saúde mental, abordando a 
questão da depressão e da ansiedade. Falaremos também a respeito de seus benefícios, 
equilibrando a produção de hormônios, melhorando a qualidade do sono, reduzindo o 
estresse e aprimorando a autoconfiança.
Estudos mostram que o exercício físico pode reduzir os sintomas de depressão em 
até 47% e melhorar a autoestima e confiança. Além disso, o exercício regular ajuda 
a reduzir o estresse e a ansiedade, regulando o sistema nervoso e melhorando a 
função cognitiva.
A prática regular de exercícios libera neurotransmissores como serotonina, dopamina e 
endorfinas, que ajudam a regular o humor. O exercício também melhora a qualidade do 
sono, essencial para pessoas com depressão. Além disso, o exercício físico pode reduzir 
a inflamação, que está relacionada à depressão e à ansiedade.
Atividade Física e Saúde Mental
A OMS define saúde mental como “um completo bem-estar físico, mental e social, não 
somente a ausência de afecções e enfermidades”. Nesse conceito, estão incluídos os 
direitos sociais igualmente a todas as raças, religiões, ideologias políticasou condições 
socioeconômicas.
A saúde mental é uma condição de tranquilidade psicológica que desempenha um 
papel fundamental na nossa capacidade de enfrentar os desafios da vida. Ela não se 
limita à ausência de doenças mentais, mas envolve a habilidade de expressar emoções, 
assimilar conhecimento, desempenhar atividades cotidianas de maneira eficiente e 
contribuir para o bem-estar da comunidade. 
Uma boa saúde mental é elementar para a tomada de decisões conscientes e 
equilibradas em diversas áreas da vida, tanto na esfera profissional quanto pessoal. Ela 
auxilia na construção e manutenção de relacionamentos saudáveis e na capacidade de 
compreender e se conectar emocionalmente com outras pessoas.
Ao longo da vida, diversos elementos podem interagir, afetando positiva ou 
negativamente a saúde mental. Elementos individuais, sociais e estruturais 
 24Fisiologia do Exercício
desempenham papéis distintos. Entre os indivíduos, características psicológicas e 
biológicas, como habilidades emocionais, padrões de consumo de substâncias e 
predisposição genética, podem aumentar a suscetibilidade aos desafios impostos à 
saúde mental.
Não existe um consenso científico em torno de um conceito de saúde mental. Na falta 
de uma definição específica, vamos observar a ideia da definição de saúde em geral 
apontada pela Organização Mundial de Saúde (OMS):
‘‘ “Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não 
apenas a ausência de doença.”
Note que, de acordo com a maior autoridade em saúde do mundo, a saúde mental 
é parte integrante do processo. Não somos totalmente saudáveis se a nossa mente 
não se encontra em equilíbrio. Isso nos leva à conclusão de que esse é um aspecto da 
saúde que, se negligenciado, pode levar a consequências danosas no curto, médio e 
longo prazo.
Um dos desafios enfrentados pelos órgãos de saúde públicos e privados é vencer o 
estigma associado às doenças mentais. As pessoas que sofrem de distúrbios como 
ansiedade e depressão, além de outros mais graves, como transtorno bipolar ou 
esquizofrenia, temem ser excluídas socialmente ou serem chamadas de “loucos”. Porém, 
varrer um problema grave para debaixo do tapete só piora a situação.
Talvez por isso o Brasil é hoje considerado o país com o maior número de pessoas 
ansiosas do mundo e um dos que mais registram casos de depressão. É preciso superar 
o preconceito, algo que só é possível por meio da educação e informação. Para isso, é 
fundamental conhecer os tipos de problemas de saúde mental mais recorrentes, como 
eles se manifestam e como tratá-los.
A depressão é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o “Mal do 
Século”. No sentido patológico, há a presença de tristeza, pessimismo, baixa autoestima, 
que aparecem com frequência e podem combinar-se entre si. A depressão provoca ainda 
a ausência de prazer em atividades que antes eram prazerosas e grande oscilação de 
humor e pensamentos, que podem culminar em comportamentos e atos suicidas. 
O tratamento é feito com auxílio de médicos profissionais, por meio de medicamentos 
e acompanhamento terapêutico, conforme cada caso. O apoio da família é fundamental.
Está presente na literatura médica e científica mundial que a depressão também incita 
alterações fisiológicas no corpo, sendo uma porta de entrada para outras doenças. 
Pessoas acometidas por depressão podem, além da sensação de infelicidade crônica 
e prostração, apresentar baixas no sistema imunológico e maiores episódios de 
problemas inflamatórios e infecciosos. A depressão, dependendo da gravidade, pode 
desencadear, também, doenças cardiovasculares, como infarto, AVC e hipertensão.
 25Fisiologia do Exercício
Figura 6: Depressão. Fonte: Dreamstime. 
Há uma série de evidências que mostram alterações químicas no cérebro de indivíduos 
acometidos pela depressão, principalmente no que diz respeito aos neurotransmissores 
(serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina), substâncias que 
transmitem impulsos nervosos entre as células. Ao contrário do que normalmente se 
pensa, os fatores psicológicos e sociais muitas vezes são consequência e não causa da 
depressão. Vale ressaltar que o estresse pode precipitar a depressão em pessoas com 
predisposição genética.
Estima-se que uma em cada cinco pessoas no mundo apresente problemas relacionados 
à depressão em algum momento da vida. A melhor forma de prevenir a depressão é 
cuidando da mente e do corpo, com uma alimentação saudável e a prática regular de 
atividades físicas. Saber lidar com o estresse e compartilhar os problemas com amigos 
ou familiares é uma alternativa que pode ser aliada à prática de atividades integrativas 
e complementares, como yoga, por exemplo. A leitura, o aprendizado de coisas novas, 
ter hobbies, viajar e se divertir também ajudam a prevenir a depressão. Essas práticas 
mantêm a mente ativa e ocupada com pensamentos positivos. A ciência já comprovou 
que cuidar do corpo reflete na saúde mental de forma positiva.
Atividades físicas liberam hormônios e outras substâncias importantes para a 
manutenção do humor. Em relação à alimentação, receitas ou dietas que incluam 
azeite de oliva, peixes, frutas, verduras e oleaginosas (como nozes e castanhas) são 
ideais para prevenir a depressão. Esses produtos são ricos em nutrientes que protegem 
e fortalecem a rede de neurônios.
 26Fisiologia do Exercício
O diagnóstico da depressão é clínico e somente pode ser estabelecido por um médico 
especialista, o psiquiatra, que é responsável por tratar pessoas com transtornos mentais. 
Como saber se a pessoa sofre de depressão?
Durante uma consulta com um médico especialista, serão realizados alguns testes e 
questionários que podem indicar o distúrbio. Nesse momento, o psiquiatra também 
fará outras observações, como o histórico do paciente e de sua família, e poderá 
solicitar alguns exames laboratoriais específicos para chegar ao diagnóstico. A 
depressão também pode estar associada a outros transtornos psiquiátricos e tem 
diferentes níveis de intensidade, podendo ser leve, moderada ou grave. Cada caso é 
avaliado individualmente, e cada paciente recebe um diagnóstico e é encaminhado 
para tratamento específico.
O tratamento da depressão é essencialmente medicamentoso. Existem mais de 30 
antidepressivos disponíveis. Ao contrário do que alguns temem, essas medicações 
não são como drogas, que deixam a pessoa eufórica e provocam vício.
A terapia é simples e, de modo geral, não incapacita nem entorpece o paciente. Alguns 
pacientes necessitam de tratamento de manutenção ou preventivo, que pode durar 
anos ou a vida inteira, para evitar o aparecimento de novos episódios. A psicoterapia 
auxilia na reestruturação psicológica do indivíduo, além de aumentar sua compreensão 
sobre o processo da depressão e na resolução de conflitos, o que diminui o impacto 
provocado pelo estresse.
A depressão não tem um tempo certo para passar. Pode durar dias, semanas, meses ou 
anos. A pessoa em crise, após superar o transtorno mental, também pode, a qualquer 
momento, experimentar novos episódios de depressão.
Na maioria das vezes, o tratamento para a depressão é realizado por meio da 
combinação de psiquiatras e psicoterapia, com a orientação de psicólogos. Existem 
também medicamentos antidepressivos que ajudam a regular a química cerebral e 
são aplicados conforme cada caso, de acordo com cada paciente. Nesse contexto, o 
Sistema Único de Saúde (SUS) desempenha um papel importante na atenção à saúde e 
no tratamento de pessoas com depressão e outros problemas mentais.
Os atendimentos e tratamentos para a depressão são realizados, prioritariamente, 
na Atenção Básica, que é a principal porta de entrada para o SUS, ou nos Centros de 
Atenção Psicossocial (CAPS), onde o usuário recebe atendimento próximo da família, 
com assistência multiprofissional e cuidado terapêutico conforme o quadro de saúde. 
Nesses locais, também há a possibilidade de acolhimento noturno e/ou cuidado 
contínuo em situaçõesde maior complexidade, quando houver avaliação da equipe 
de referência.
Para agravar o problema de depressão, ansiedade e/ou estresse, o Sistema Único de 
Saúde (SUS) também disponibiliza medicamentos que auxiliam no tratamento dos 
pacientes, como Amitriptilina, Clomipramina, Fluoxetina e Nortriptilina. 
 27Fisiologia do Exercício
O acolhimento das pessoas com sofrimento ou transtorno mental, incluindo depressão 
e as necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas, bem como de 
seus familiares, é uma estratégia de atenção fundamental para a identificação das 
necessidades assistenciais, alívio do sofrimento e planejamento de intervenções 
medicamentosas e terapêuticas, se e quando necessário.
Está previsto que os indivíduos em situações de crise possam ser atendidos em 
qualquer serviço da rede de saúde. Os casos de pacientes em emergência devem ser 
atendidos nos serviços de urgência e emergência, que também constituem a RAPS 
(Rede de Atenção Psicossocial). As diretrizes da política envolvem o governo federal, 
estados e municípios.
A ansiedade é um sentimento natural dos seres humanos que permite antecipar 
situações de risco e se preparar para os desafios diários. No entanto, quando essa 
emoção se torna muito intensa, com preocupações desproporcionais aos problemas e 
de forma contínua, ela se transforma em um transtorno. Esse transtorno pode interferir 
no descanso e desencadear sintomas específicos.
		 Curiosidade Curiosidade 
O exercício físico pode reduzir os sintomas de ansiedade em apenas 10 minutos! 
Um estudo da Universidade de Illinois mostrou que uma breve sessão de exercício 
aeróbico pode diminuir significativamente a ansiedade e melhorar o humor, graças à 
liberação de endorfinas e à redução da tensão muscular.
Os transtornos de ansiedade apresentam sintomas intensos, tais como:
Preocupações, tensões ou medos exagerados, sensação contínua de que um desastre 
ou algo muito ruim vai acontecer, medo extremo de algum objeto, de ser humilhado 
publicamente ou de uma situação em particular, falta de controle sobre pensamentos, 
imagens ou atitudes que se repetem independentemente da vontade, pavor após uma 
situação muito difícil, tensão muscular, intensificação ou surgimento de dores pelo 
corpo, dificuldade para se desconectar dos problemas e para dormir, e alterações no 
funcionamento do intestino, podendo levar a alguns transtornos gastrointestinais.
A grande maioria das pessoas com transtorno de ansiedade começa a se sentir melhor 
e pode retomar suas atividades após algumas semanas de tratamento. Por isso, é 
importante procurar ajuda especializada.
Dependendo das causas envolvidas, como fatores do desenvolvimento da personalidade, 
traumas e crises, a conduta mais adequada é procurar psicoterapia. Caso a doença tenha 
origem fisiológica, a chamada “ansiedade biológica”, o psiquiatra deve ser consultado.
 28Fisiologia do Exercício
Figura 7: Transtorno da ansiedade. Fonte: Dreamstime. 
Para evitar que a ansiedade gere um transtorno com sintomas específicos da doença, 
algumas medidas de qualidade de vida podem ajudar, como: exercícios físicos diários, 
alimentação balanceada, saudável e de boa qualidade, cuidar da qualidade do sono, e a 
utilização de técnicas de relaxamento e lazer.
A relação entre a atividade física e a saúde mental tem sido um tópico de grande 
interesse e pesquisa nos últimos anos. À medida que os transtornos mentais se 
tornam uma preocupação global de saúde pública, descobertas científicas recentes 
têm destacado o papel fundamental que a atividade física desempenha no combate 
a essas condições.
A prática regular de exercícios físicos libera endorfinas, neurotransmissores que 
contribuem para uma sensação de bem-estar e para a redução do estresse. Além disso, 
melhora a qualidade do sono, ajuda no controle do peso e aumenta a autoestima, todos 
essenciais para uma boa saúde mental.
É importante lembrar de dados divulgados em 2022 pela Organização Mundial da 
Saúde (OMS). De acordo com o levantamento, quase 1 bilhão de pessoas vive com 
um transtorno mental, sendo 14% adolescentes. Segundo a pesquisa, a depressão e a 
ansiedade aumentaram mais de 25% apenas no primeiro ano da pandemia.
 29Fisiologia do Exercício
A prática regular de atividade física previne doenças como hipertensão, diabetes, 
obesidade e doenças cardiovasculares, além de beneficiar a manutenção do bem-estar 
e da saúde mental. Os exercícios colaboram na prevenção de sintomas de depressão, 
ansiedade, autoestima e problemas de autoimagem. “Mexer o corpo” também diminui o 
risco de doenças como Alzheimer e Parkinson.
Os exercícios regulares podem ajudar a controlar os níveis de serotonina e noradrenalina 
no cérebro. Esses neurotransmissores desempenham um papel crucial no controle do 
humor e da ansiedade. Exercícios como yoga e meditação ajudam a reduzir o estresse, 
promovendo o relaxamento, além de aprimorar a resiliência emocional. Eles também 
desempenham um papel importante na prevenção. É essencial que a sociedade 
reconheça e promova os benefícios da atividade física como parte importante de uma 
abordagem integrativa para a saúde mental. Não se trata apenas de manter o corpo em 
forma, mas também de cuidar da mente.
O Brasil está entre os países com mais pessoas enfrentando ansiedade e depressão. O 
número chega a quase 19 milhões. De acordo com uma pesquisa, 7% dos brasileiros 
afirmam ter a saúde mental precária ou muito ruim, com taxa de jovens (entre 16 e 24 
anos) em 13% e mulheres em 9%. 
Exercícios físicos liberam neurotransmissores que nos deixam mais felizes, com aquela 
sensação de satisfação por vencer a preguiça e sair da cama mais cedo. Entre eles:
 ▪ Endorfina - Hormônio do bem-estar e relaxamento, produzido pela hipófise, no 
cérebro;
 ▪ Dopamina - Neurotransmissor ligado à comunicação das células nervosas, ao prazer 
e à coordenação motora, sintetizado pelos neurônios dopaminérgicos no cérebro 
(na área da substância negra) e, principalmente, no intestino;
 ▪ Serotonina - O hormônio da felicidade, que melhora o humor e a memória, tem sua 
produção pelos neurônios serotoninérgicos no sistema nervoso central (cérebro e 
medula) e no intestino.
A atividade física regular ajuda na regulação do ciclo circadiano, também chamado de 
ciclo sono-vigília, contribuindo para termos um sono de maior qualidade e relaxante, o 
que é fundamental para o bom funcionamento cerebral e para a saúde mental.
Mas uma observação: para a maioria das pessoas, o treino pode ser realizado em 
qualquer hora do dia. No entanto, para algumas pessoas, o treinamento durante a noite 
pode induzir a insônia. Isso pode acontecer porque o exercício aumenta a atividade de 
funções do corpo, incluindo o cérebro. Nesses casos, é recomendado que a atividade 
física não seja realizada próximo ao horário de dormir.
A liberação de endorfina ajuda a aumentar a capacidade produtiva e intelectual, além 
de injetar ânimo na rotina. Os treinos matinais ajudam ainda mais nesse efeito.
A atividade física, como vimos, estimula a produção e a liberação de neurotransmissores. 
Esses hormônios, fabricados pelos neurônios, atuam nas sinapses (comunicação entre 
essas células) e participam da regulação de funções ligadas à memória e ao aprendizado, 
como uma maior capacidade de lembrar de fatos e de gravar novas informações.
 30Fisiologia do Exercício
		 Curiosidade Curiosidade 
Estudos mostram que o exercício físico pode ser tão eficaz quanto antidepressivos 
no tratamento da depressão leve a moderada. Um estudo publicado no Journal of 
Psychopharmacology descobriu que 45 minutos de caminhada rápida, três vezes 
por semana, reduziram significativamente os sintomas de depressão em 60% dos 
participantes. Isso ocorre devido à liberação de endorfinas, à redução da inflamação 
e à melhoria da função cerebral. Essa descoberta destaca o potencial do exercício 
físico como ferramenta complementar no tratamento da depressão.
O exercício físico melhora a atividade da região do

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