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COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. PALMEIRAS TROPICAIS “Palmeto” Geovane Souza Siqueira 2021 Cariota de espinho (Aiphanes aculeata) Foto: Geovane Siqueira. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 1 R E S U M O As palmeiras estão entre as plantas mais antigas do mundo, seus vestígios remontam há mais de 120 milhões de anos e, no Brasil, são elementos presentes em praticamente todos os biomas e formações vegetais (LORENZI et al., 2010). A família Arecaceae, que contempla todas as palmeiras, possui uma distribuição Pantropical*, incluindo cerca de 200 gêneros e 2.000 espécies, sendo que no Brasil, ocorrem cerca de 40 gêneros e 260 espécies (SOUZA; LORENZI, 2012). Na Reserva Natural Vale (RNV), Linhares-ES, ocorrem 21 espécies nativas, sendo destas, nove (9) espécies de Bactris, cinco (5) de Geonoma, duas (2) de Allagoptera, e as demais como Astrocaryum, Attalea, Desmoncus, Euterpe e Syagrus, com uma única espécie cada. Neste catálogo são apresentadas 11 das 21 espécies nativas da RNV, com ocorrência natural na Floresta de Tabuleiro do norte Capixaba. Do ponto de vista econômico, destacam-se diversas espécies utilizadas como ornamentais, principalmente devido ao seu porte ereto, suas folhagens sempre presentes e, na maior parte das vezes, verdes. São espécies muito comuns nos paisagismos de ruas, praças e residências. Praticamente todas as palmeiras possuem potencial ornamental e, muitas outras, comercial, seja por extração de fibras, palhas, óleos, ou os seus frutos, como exemplo mais comum, o Coco. A coleção de palmeiras tropicais da Reserva Natural Vale – “Palmeto” – foi implantada na década de 80, e tem como objetivo manter e entender as espécies de palmeiras com ocorrência natural da RNV e no Brasil, além das espécies de clima tropical de outras partes do mundo. A área na qual estão plantadas possui 2,7 hectares e está implantada no setor de talhões de pesquisas experimentais (Figura 1). *Estão presentes nas regiões tropicais da África, Ásia e nas Américas. Hoje, a coleção possui cerca de 120 espécies, e essas serão apresentadas neste catálogo. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 2 Figura 1 – Mapa de talhões da RNV, em destaque BR-101 e Palmeto. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 3 C A R A C T E R I S T I C A S D A S P A L M E I R A S As palmeiras apresentam desenvolvimento perfeitamente individualizado, caracterizado quanto à forma e aspecto. Pertencentes ao maior grupo vegetal das angiospermas, são classificadas como monocotiledôneas devido os seus primeiros pares de folhas (cotilédones) serem individuais e não possuírem o crescimento secundário em espessura de caule e raiz. Como na maioria das plantas, são providas de raízes, caule, folhas, flores, frutos e sementes, porém essas mesmas estruturas podem apresentar características próprias e bem definidas, deixando a sua identificação mais fácil do que as dos demais grupos vegetais (p.ex. briófitas, pteridófitas, gimnospermas). Um bom exemplo são os caules das palmeiras em geral – tecnicamente denominados estipes – quando presentes, eles apresentam cicatrizes foliares conhecidas como nós e entrenós abaixo do palmito, características que podem ser facilmente reconhecidas até mesmo por leigos no assunto (SODRÉ, J.B. 2005). Legenda: A) Folhas pinadas, B) Palmito, C) Estipe - Archontophoenix alexandrae (Palmeira da rainha) Foto: Guilherme Felitto. C B A COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 4 F E N O L O G I A D A S P A L M E I R A S O estudo da fenologia vegetal é de suma importância para o conhecimento ecológico e para preservação e conservação das espécies da flora, pois está relacionado aos aspectos reprodutivos e vegetativos, além de sua variação com o ambiente. A coleção de palmeiras da RNV foi avaliada durante 36 meses, entre janeiro de 2016 e dezembro de 2018, por meio de acompanhamento e monitoramento de suas flores e frutos, consistindo assim, uma análise da parte reprodutiva das palmeiras, que são dos mais variáveis tipos, cores, tamanhos e formas. Quanto ao ciclo fenológico das espécies aqui representadas, 26 delas não possuem informações de florescimento ou frutificação. Este fato pode estar relacionado ao não atingimento da fase adulta de reprodução dos indivíduos, ou por produzirem somente flores femininas ou flores masculinas em plantas separadas (espécies dióicas), como por exemplo o Muru muru – Astrocaryum murumuru var. murumuru (pg.18). Por fim, mas não menos relevante, como são espécies de diferentes regiões tropicais, muitas delas não estão em seu habitat de origem e tampouco em suas condições ambientais adequadas de solo, clima e luminosidade, o que dificulta ainda mais as suas florações, frutificações e até mesmo o desenvolvimento. Outro fator importante que tange este assunto de flores e, principalmente, frutos, é que quando mencionado sobre serem comestíveis, é extremamente válido avaliar as condições antes de ingeri-los. Este catálogo não tem o intuito de evidenciar produtos para alimentação e apenas menciona, sucintamente, alguns que são mais palatáveis segundo as bibliografias consultadas. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 5 L I S T A D A S E S P É C I E Espécies Acoelorrhaphe wrightii (Griseb & H. Wendl.) H. Wendl. ex Becc. (Serra prateada) ..............................8 Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd ex Mart. (Macaúba)... ...................................................................9 Aiphanes aculeata Willd. (Cariota de espinho) ............................................................................10 Aiphanes minima Burret. (Palmeira de macaw) ............................................................................11 Allagoptera arenaria (Gomes) Kuntze. (Palmeira guriri) ..........................................................12 Allagoptera caudescens (Mart.) Barb. Rodr. Palmito amargoso) .....................................................13 Archontophoenix alexandrae (F. Muell.) H. Wendl. & Drude. (Palmeira da rainha) .............................14 Areca triandra Roxb. (Areca)........................................................................................................15 Arenga caudata (Lour.) H.E. Moore (Arenga)…...............................................................................16 Astrocaryum aculeatissimum (Schott) Burret (Brejaúba).........................................................................17 Astrocaryum murumuru var. murumuru Mart. (Muru muru) ..................................................................18 Attalea burretiana Bondar (Anaiaçú).............................................................................................19 Attalea funifera (Mart.) ex Spreng. (Piassava)...............................................................................20 Attalea humilis Mart. ex Spreng. (Pindoba)....................................................................................21 Attalea speciosa Mart. ex Spreng. (Babaçu).......................................................................................22 Attalea spectabilis Mart. (Curua piranga) .................................................................................... 23 Bactris bahiensis Noblick ex A.J. Henderson (Piririrma) ........................................................................24 Bactris caryotifolia Mart. (Coqueirinho)..............................................................................................25 Bactris ferruginea Burret (Tucum).......................................................................................................26e do fruto é preparado o vinho do açaí. O caule é utilizado na construção de casas. A raiz tem aplicação medicinal. Possui potencial paisagístico e ornamental. Foto: Geovane Siqueira Ciclo fenológico: Não teve informação. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 58 Gaussia maya (O.F. Cook) H.J. Quero R. Nome comum: Palmeira maya Características: é uma palmeira solitária de palmito curto, medindo de 5-20 metros de altura e 20 cm de diâmetro. Os frutos são vermelhos, com polpa suculenta e irritante para a pele. Exigências ambientais: é uma palmeira rústica de rápido crescimento e exigente a solos úmidos. É tolerante ao frio invernal. Habitat: é originária do México, Guatemala e Belize, em formações de baixas altitudes e em terrenos rochosos de consistência calcária. Utilidade: espécie ainda pouco difundida no país, possui qualidades ornamentais, adequada para jardins e parques. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira Ciclo fenológico: Não teve informação. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 59 Heterosphate elata T.C. Scheff. Nome comum: Palmeira elata Características: é uma palmeira solitária, sem palmito visível, medindo de 10-15 metros de altura, caule simples, elegante, de cor acinzentada e seus frutos são redondos e muito pequenos. A polpa é suculenta, com a cor inicialmente branca e depois vermelho-alaranjado quando maduro. Exigências ambientais: tolerante ao sol direto, exigente a solos férteis e grande disponibilidade de água. Possui rápido crescimento e baixa sensibilidade ao frio de invernos. Habitat: é originária das Filipinas e Ilhas do Pacífico Sul, na floresta tropical úmida. Utilidade: é adequada para cultivo em vasos na juventude e ótima para arborização de parques e jardins. Foto: Geovane Siqueira Foto: Guillerme Felitto Foto: Guilherme Felitto 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 60 Hyophorbe lagenicaulis (L.H. Bailey) H.E. Moore Nome comum: Palmeira garrafa Características: é uma palmeira solitária de aspecto curioso e ornamental, com 3-6 metros de altura. O caule na juventude é afunilado bruscamente em direção ao topo, aparentando o formato de uma garrafa. Exigências ambientais: é bem rústica e tolerante ao sol direto, suporta geadas fracas, adaptadas a regiões litorâneas e apresenta crescimento bem lento. Habitat: sua origem é das Ilhas de Mascarenas, em Savanas e formações florestais abertas de baixa altitude. Utilidade: a espécie ainda é pouco cultivada no Brasil, porém suas mudas já são oferecidas em alguns viveiros especializados. É adequada para composição paisagística de parques e jardins, tanto em grupos ou isoladamente. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira Ciclo fenológico: Não teve informação. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 61 Hyophorbe verschaffeltii H. Wendl. Nome comum: Palmeira fuso Características: é uma palmeira solitária e elegante, medindo de 3-4 metros de altura. Seu caule é liso, pardo-acinzentado, medindo cerca de 25 cm de diâmetro. Seus frutos possuem polpa suculenta e sem fibras, de cor preta-violácea quando maduros. Exigências ambientais: é rústica e tolerante ao sol direto, suporta a salinidade no solo e a umidade do ar de regiões litorâneas. Seu crescimento é lento, principalmente na fase jovem. Habitat: é originária das Ilhas de Mascarenhas, em formação florestais abertas, em solos calcários de locais de baixa altitude. Utilidade: recomendada para a arborização de parques e jardins. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 62 Latania commersonii J.F. Gmel Nome comum: Latânia vermelha Características: é uma palmeira solitária, robusta, de 10-15 metros de altura, seu caule é liso de cor cinza e com cerca de 25 cm de diâmetro. Seus frutos possuem polpa mole, cor marrom-esverdeado, as sementes são claras, com 1-3 por fruto. Exigências ambientais: adaptada à exposição direta do sol, exigindo solo bem drenável. Seu crescimento é moderado e tolera frio invernal, porém seu desenvolvimento inicial é rápido. Habitat: originária das Ilhas de Mascarenhas de Reúnion, em formações abertas, onde hoje é quase extinta. Utilidade: adequada para grandes vasos quando jovens, parques e grandes jardins na fase adulta. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (Flores masc. e Frutos) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 63 Latania loddigesii Mart. Nome comum: Latânia azulada Características: é uma palmeira solitária, copa densa e arredondada, atingindo de 8-10 metros de altura. Caule fino, de cor acinzentada com cerca de 18 cm de diâmetro. Seus frutos são marrom-esverdeados, brilhantes, com polpa mole e contendo 1-3 sementes por fruto. Exigências ambientais: resistente ao sol direto na fase jovem e ao frio dos subtrópicos, contudo exigente quanto à drenagem do solo. Habitat: originária de Ilhas Mascarenhas, em formações vegetais abertas de áreas baixas da orla marítima. Utilidade: adequada para vasos interiores quando jovem e para arborização de parques e grandes jardins. Foto: Guilherme Felitto Foto: Guilherme Felitto Ciclo fenológico: Não teve informação. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 64 Licuala grandis H. Wendl. ex Linden Nome comum: Licuala Características: é uma palmeira solitária, delicada, medindo 3-4 metros de altura e cerca de 6 cm de diâmetro. Seus frutos são esféricos e de cor vermelho-alaranjado. Exigências ambientais: é pouco resistente ao sol direto mesmo na fase adulta, também não tolera corrente de vento, tem crescimento lento e é sensível a geadas do frio invernal. Apresenta bom desenvolvimento no litoral. Habitat: originária das Ilhas Nova Britânia e Solomon, em florestas tropicais, geralmente formando colônias. Utilidade: é ornamental, devido a beleza de suas grandes folhas, adequada para vasos e para jardins sob a sombra de grandes árvores ou à meia-sombra. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 65 Licuala spinosa Wurmb Nome comum: Palmeira leque de espinho Características: é uma palmeira com perfilhamento, formando touceiras densas, de 3-5 metros de altura e 8 cm de diâmetro. Caules finos e anelados. Seus frutos são pequenos, vermelhos e brilhantes. Exigências ambientais: é uma palmeira rústica, tolerante à exposição direta do sol ou à meia-sombra. Tem crescimento moderado a rápido e boa tolerância ao frio. Suporta a salinidade de regiões litorâneas, porém deve ser protegida de corrente de vento, para evitar danos à folhagem. Habitat: é originária do Sudeste Asiático (Malásia, Tailândia, Vietnã), Filipinas, Sumatra, Java e Burma, em regiões costeiras de solos brejosos e arenosos, próximos a manguezais. Utilidade: é uma espécie razoavelmente difundida no país. Adequada para plantio em parques e jardins. Foto:Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 66 Livistona benthamii F. Mueller Nome comum: Leque australiano Características: é uma palmeira solitária, com espinhos, medindo 7-12 metros de altura. Seu caule é acinzentado, anelado e com cerca de 28 cm de diâmetro. Seus frutos são redondos e pretos. Suas folhas são numerosas, formando uma copa alongada. Exigências ambientais: tem rápido crescimento, suporta solo encharcado e o sol direto desde a fase juvenil. Habitat: é originária do norte da Austrália, em solos brejosos de vegetação semidecídua, próximo da costa marítima. Utilidade: possui características ornamentais pelo seu porte. Adequada para cultivo em vasos quando ainda jovens e para parques e grandes jardins. Foto: Guilherme Felitto Foto: Guilherme Felitto Ciclo fenológico: Não teve informação. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 67 Livistona chinensis (Jacq.) R.Br. Nome comum: Palmeira rabo de pavão Características: é uma palmeira solitária, medindo de 5-15 metros de altura e 20 cm de diâmetro. Seus frutos são ovais, de cor verde-azulada e brilhante, com polpa alaranjada durante a maturação. Exigências ambientais: é bem rústica, tolerante tanto a pleno sol como à meia-sombra, apresentando lento crescimento. Habitat: é originária da China, Japão, Taiwan Bonin e Ilhas Ryukyu. Utilidade: cultivada em vasos, muito encontrada em parques e jardins por todo o Brasil e largamente cultivada em regiões tropicais de todo o mundo. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 68 Livistona decipiens Becc. Nome comum: Palmeira livistona Características: é uma palmeira solitária, elegante e monóica (planta que possui os dois sexos no mesmo indivíduo), possui uma copa arredondada e densa, de 10-20 metros de altura. Suas folhas são em leque e numerosas. A inflorescência é grande, ramificada e os frutos esféricos e pequenos, de cor preta quando maduros. Exigências ambientais: é uma espécie resistente a pleno sol e bem rústica, capaz de tolerar as geadas do clima subtropical e temperado. Seu crescimento quando na fase juvenil é rápido, suporta a salinidade no solo e a umidade do ar de regiões litorâneas. Habitat: originária da Austrália, em vegetação aberta de beira de rios e próximo a orla marítima, onde forma densas colônias. Utilidade: é uma espécie pouco difundida no país e cultivada apenas por colecionadores. É usada para arborização de parques e grandes jardins ou em plantios isolados como em grupos ou fileiras. Foto: Geovane Siqueira Ciclo fenológico: Não teve informação. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 69 Livistona rotundifolia (Lam.) Mart. Nome comum: Palmeira de java Características: é uma palmeira solitária, elegante, desprovida de palmito visível, de 12-15 m de altura. Suas folhas são bem numerosas, em leque e com espinhos na base do pecíolo. A inflorescência é disposta entre as folhas, os frutos globosos, vistosos de cor vermelha e depois pretos quando maduros. Exigências ambientais: é bem resistente a pleno sol quando adulta, é rústica e com desenvolvimento e crescimento moderados, mesmo em clima subtropical. Habitat: origiária das Filipinas, Indonésia e Java, onde ocorre na floresta tropical úmida em grandes colônias. Utilidade: a espécies já é bem difundida no país e muito procurada para cultivo em vasos. É adequada para arborização de parques e grandes jardins. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 70 Livistona saribus (Lour.) Merr. ex A. Cheval. Nome comum: Palmeira dente de jacaré Características: é uma palmeira solitária e espinhosa, de estipe de 15-20 metros de altura e com caule bem robusto. Suas folhas são em forma de leque e numerosas, com 1 metro de diâmetro e bem divididas. As inflorescências são longas e ramificadas, dispostas entre as folhas. Os frutos são esféricos de cor azul-anil. Exigências ambientais: é bem resistente a pleno sol na fase adulta, necessita de cuidados quando jovem, é capaz de suportar o frio invernal nos subtrópicos e possui moderado crescimento nos trópicos. Habitat: sua origem é do sudeste da Ásia, Malásia e Filipinas, onde é amplamente dispensas na floresta tropical densa e úmida. Utilidade: a espécie ainda é pouco difundida no país, cultivada apenas por colecionadores e é adequada para o paisagismo de parques e praças. Foto: Guilherme Felitto Foto: Geovane Siqueira 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 71 Mauritiella armata (Mart.) Burret Nome comum: Palmeira caranã Características: possui caules geralmente múltiplos, de 2-20 metros de altura e de 8-30 cm de diâmetro, cobertos por espinhos rígidos de até 8 cm de comprimento. Seus frutos são globosos e cobertos por pequenas escamas. Exigências ambientais: tem preferência por margens de rios, savanas, matas úmidas, matas de galerias, frequentemente relacionada a solos úmidos. Habitat: ocorre nos estados do Acre, Amazonas, Bahia, Góias, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piaui, Roraima e Tocantins. Utilidade: da polpa dos frutos extrai-se um suco semelhante ao do buriti, tem potencial para cultivo no paisagismo das regiões tropicais. Sempre se atentar aos cuidados com seus espinhos. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 72 Maximiliana maripa (Correa) Drude Nome comum: Inajá Características: é uma palmeira de caule ereto ocasionalmente decumbente, de 7-24 metros de altura e 20- 40 cm de diâmetro, com folhas dispostas em cinco direções. Sua inflorescência é hermafrodita, seu fruto possui entre 4-8 cm e 2-3 cm de diâmetro, são bem suculentos e aromáticos, podendo conter de 2-3 sementes. Exigências ambientais: é bem resistente a pleno sol quando adulta. Habitat: ocorre naturalmente na região norte do país, no interior da floresta de terra firme e em áreas abertas. Utilidade: a espécie produz um ótimo palmito, a polpa do fruto e óleo extraído de cor amarelo-claro são comestíveis. Ainda tem grande potencial ornamental para jardins e praças. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (flores e frutos) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 73 Normanbya normanbyi L.H. Bailey Nome comum: Coco normambi Características: é uma palmeira solitária e muito elegante, de palmito verde claro-acinzentado. Atinge de 4-5 metros de altura. Exigências ambientais: é uma palmeiraque aceita o pleno sol. Habitat: ocorre no nordeste da Austrália (Queensland), na floresta tropical de regiões costeiras de baixa altitude e em solos úmidos e brejosos. Utilidade: é uma palmeira de cultivo ainda raro no Brasil, adequada para a composição paisagística de jardins em geral e pode ser plantada em fileiras ou em grupos. Foto: Guilherme Felitto (flores). Foto: Geovane Siqueira (frutos). 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 74 Oenocarpus bacaba Mart. Nome comum: Bacaba Características: é uma palmeira de caule solitário, colunar e liso, de 7-20 metros de altura 15-25 cm de diâmetro com palmito curto e grosso no ápice. Exigências ambientais: adaptada a pleno sol e meia-sombra. Habitat: ocorre no Amazonas e Pará principalmente ao norte do Rio Amazonas, nas florestas tropicais úmidas de terra firme abaixo de 700 m de altitude. Também na Colômbia, Venezulea e Guianas. Utilidade: os frutos são utilizados para preparo de uma bebida muito apreciada na região. A planta possui atributos ornamentais que a recomendam para paisagismo em regiões tropicais. Foto: Guilherme Felitto Ciclo fenológico: Não teve informação. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 75 Oenocarpus bataua Mart. Nome comum: Patauá Características: é uma palmeira de caule solitário ereto colunar, de 5-25 metros de altura e 20-45 cm de diâmetro. O palmito é desprovido no topo e seus frutos são de cor roxo-escuro. Exigências ambientais: adaptada a pleno sol e meia-sombra, áreas de várzeas e de galerias, tanto inundáveis como de terra firme. Habitat: tem sua distribuição na região Amazônica brasileira e ao norte da América do Sul. Utilidade: os frutos são largamente utilizados para o preparo de suco e muito apreciados pelas populações locais, bem como para extração de óleo claro muito semelhante ao de oliva. Suas folhas são usadas para artersanato trançado. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira Ciclo fenológico: Não teve informação. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 76 Oenocarpus distichus Mart. Nome comum: Bacaba do pará Características: é uma palmeira de caule solitário ereto colunar, de 5-10 metros de altura e 10-18 cm de diâmetro. Seu palmito é visível no topo, suas folhas são pinadas e dispostas num mesmo plano em duas direções. Exigências ambientais: adaptada a pleno sol e meia-sombra, áreas de várzeas e de galerias, tanto inundáveis como de terra firme. Habitat: ocorre no Maranhão, Pará, Mato Grosso, Tocantins e Rondônia em vários habitats como as florestas de várzeas e de terra firme, na transição da floresta para o Cerrado, em serras e terrenos rochosos. Utilidade: preparo de suco com sua polpa e extração de óleo claro semelhante ao de oliva. Foto: Geovane Siqueira Ciclo fenológico: Não teve informação. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 77 Oenocarpus minor Mart. Nome comum: Bacabaí Características: é uma palmeira de caules que geralmente formam touceiras de 4-7 perfilhos, de 3-8 metros de altura e 4-7 cm de diâmetro, com seu palmito visível no topo. Exigências ambientais: tem preferência por áreas úmidas ou brejosas. Habitat: Amazonas e Pará, nas florestas tropicais úmidas de terra firme e de baixa altitude. Também ocorre na Colômbia. Utilidade: preparo de suco com sua polpa e extração de óleo comestível, é uma planta bastante ornamental possuindo grande pontecial para cultivo com fins paisagísticos. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 78 Oncosperma filamentosum Blume Nome comum: Palmeira nibung Características: é uma palmeira cespitosa, robusta, espinhenta, de palmito bem definido, formando densas touceiras de 15-22 metros de altura, seus caules numerosos e revestidos de espinhos pretos. Exigências ambientais: tolerante a pleno sol, é adaptada a solos úmidos e encharcados. De crescimento rápido e sensível ao frio. Habitat: origem do Sudeste Asiático, Filipinas, Indonésia e Malásia, em brejos costeiros e em margens de mangues. Utilidade: a espécie é pouco difundida no país, é apenas cultivado por colecionadores. É apropriada para paisagismo de locais inundáveis e com abundância de umidade, como junto a represas, córregos e lagoas. Foto: Guilherme Felitto Foto: Guilherme Felitto Ciclo fenológico: Não teve informação. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 79 Phoenix dactylifera L. Nome comum: Tâmara Características: é uma palmeira solitária ou cespitosa, robusta, desprovida de palmito visível de 15-30 metros de altura, com diâmetro variável de 27-45 cm, folhas pinadas, bem-dispostas e pontiagudas. Exigências ambientais: tolerante a pleno sol, adaptada às condições salinas e a solos pobres, mas com umidade adequada. É capaz de tolerar geadas. Habitat: originamente do Norte da África, Oriente Médio e Índia, em regiões costeiras. Utilidade: espécie é pouco cultivada no país, contudo em expansão no nordeste semi-árido irrigado para produção dos frutos conhecidos como “tâmaras”. Para isso é indispensável a presença de plantas masculinas e femininas na mesma área. Foto: Guilherme Felitto Foto: Geovane Siqueira Foto: Guilherme Felitto (flores). 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 80 Phoenix loureiroi Kunth Nome comum: Tamareira da índia Características: é uma palmeira com grande variedade altitudinal, ocorrendo do nível do mar até os 1700 m, em vegetação rasteira e de matagais de floresta mista decídua. Exigências ambientais: é uma palmeira bem rústica e de pleno sol. Seu crescimento moderado a rápido, prefere solos bem drenados. Habitat: é nativa do sul da Ásia, das Filipinas, Taiwan, Índia, sul do Butão, Birmânia, Tailândia, Camboja, Vietnã, Paquistão e China. Utilidade: os frutos são consumidos por uma variedade de aves e a fauna em geral. É pouca difundida no país, porém muito ornamental, adequada para arborização de parques a pleno sol. A polpa de seus frutos maduros é muito ácida e comestível. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (frutos). 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 81 Phoenix syvestris (L.) Roxb. Nome comum: Tamareira silvestre Características: é uma palmeira solitária, elegante, dióica, de 10-15 metros de altura e caule relativamente ereto, com 30-50 cm de diâmetro. Suas folhas são pinadas, numerosas, de cor cinza-azulada e grandes, com 3-4 metros de comprimentos. Exigências ambientais: é uma palmeira bem rústica e de pleno sol, é capaz de tolerar baixas temperaturas nos subtrópicos. Seu crescimento moderado a rápido, prefere solos bem drenados. Habitat: sua origem vem da Índia, na floresta tropical e geralmente dispostas em esparsos exemplares (nunca em colônias). Utilidade: espécie pouca difundida no país, muito ornamental, adequada para arborização de parques apleno sol. A polpa de seu fruto maduro é muito ácida e comestível. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 82 Phoenix roebelenii O’Brien Nome comum: Fênix de jardim Características: é uma palmeira solitária, dióica, delicada, de 2-4 metros de altura. Caule tortuoso, de cerca de 12-16 cm de diâmetro, recoberto por tecido fibroso quando jovem. Inflorescências são dispostas entre as folhas. Exigências ambientais: é uma palmeira bem rústica e de pleno sol ou à meia-sombra. Habitat: origem do Nordeste da Índia e Laos, em sub-bosques de florestas úmidas de média altitude. Utilidade: espécie muito difundida no país e no mundo, onde é cultivada no paisagismo de parques e jardins diversos. Foto: Geovane Siqueira 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 83 Phoenix rupicola T. Anderson Nome comum: Tamareira do rochedo Características: é uma palmeira solitária, dióica, elegante, desprovida de palmito visível e de 5-7 metros de altura. Caule único e esbelto, composto das bases das folhas que se desprendem e de tecido fibroso pardo na copa, que tem de 18-22 cm de diâmetro. Folhas pinadas, brilhantes e recurvadas, de 2-3 metros de comprimento. Exigências ambientais: é uma palmeira de pleno sol ou à meia-sombra. Habitat: ocorre na Índia, em vegetação aberta, de terrenos pedregosos e com topografia muito acidentada. Daí a razão de seu nome popular “do rochedo”, referenciando os afloramentos rochosos nos quais geralmente estão inseridas. Utilidade: espécie pouco frequente no Brasil, cultivada apenas por colecionadores. Porém é adequada para paisagismos de parques e jardins, podendo ser plantadas em fileiras ou em grupos. Foto: Geovane Siqueira Ciclo fenológico: Não teve informação. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 84 Pinanga kuhlii Blume Nome comum: Palmeira pinanga Características: é uma palmeira bem elegante de 3-5 metros de altura. Provida de palmito dilatado e amarelo, semelhante ao bambú, com 4-5 cm de diâmetro. Exigências ambientais: é uma espécie sensível a pleno sol, pórem de ótima adaptação às condições de solo. O pleno sol prejudica sua folhagem e tende a desenvolver-se melhor em terra fértil e mantida sempre úmida. Habitat: origem da Indonésia (Java e Sumatra) e Malásia, no sub-bosque da floresta tropical úmida. Utilidade: a espécie é bem difundida no país. Muito utilizada na composição de vasos para decoração de interiores, bem como no paisagismo de parques e jardins à meia-sombra. Foto: Geovane Siqueira Ciclo fenológico: Não teve informação. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 85 Pritchardia pacifica Seem. & H. Wendl. Nome comum: Palmeira de fiji Características: palmeira solitária, elegante e hermafrodita, com cerca de 10-12 metros de altura. Seu caule é robusto, colunar e levemente anelado, com 20-27 cm diâmetro. As folhas são em leque de formato circular e as inflorescências são dispostas entre as folhas. Exigências ambientais: é uma espécie tolerante a pleno sol e muito exigente em umidade relativa do ar, recomenda-se coletar os frutos dessa espécie quando apresentar a coloração avermelhada. Habitat: Ilhas de Fiji onde é amplamente cultivada e tendo sido encontrada em estágio natural. É originária de Tonga e levada posteriormente para Ilhas Fiji. Utilidade: é uma espécie bem difundida nas regiões litôraneas do norte e nordeste do Brasil. De grande efeito paisagístico em parques e jardins. Pode ser plantada em grupos ou isoladamente. Foto: Geovane Siqueira Ciclo fenológico: Não teve informação. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 86 Ptychosperma cuneatum (Burret) Burret Nome comum: Palmeira cunha Características: é uma palmeira solitária, ereta, delicada e elegante, de 3-4 metros de altura. Seu caule é liso, provido de nós e entre-nós, semelhante ao bambu. Possui cor verde e posteriormente verde-acinzentada, com cerca de 2-3 cm de diâmetro. As folhas são pinadas com pouco mais de 1 metro de comprimento. Os frutos são oblongos e de cor preta. Exigências ambientais: possui rápido crescimento e boa rusticidade, sendo sensível a baixas temperaturas. Prefere meia-sombra, porém tolera insolação parcial. Habitat: ocorre em Nova Guiné, no sub-bosque da floresta tropical úmida de baixa altitude. Utilidade: possui características ornamentais notáveis pela folhagem graciosa e colorida inflorescência. Potencial paisagístico em regiões tropicais. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 87 Ptychosperma elegans (R. Br.) Blume Nome comum: Palmeira solitária Características: possui caule solitário, elegante, anelado, provido de pequeno palmito de cor verde, de 7- 10 cm comprimento. Folhas levemente arqueadas, com cerca de 1,5 m de comprimento. Inflorescências abaixo do palmito e muito ramificadas. Possui frutos pequenos, ovoide-globosos e de cor vermelho-vivo quando maduros. Exigências ambientais: rústica, de pleno sol, rápido crescimento e capaz de tolerar geadas. Suporta as condições salinas no solo e a umidade do ar em regiões litorâneas. Habitat: originária do nordeste da Austrália, em regiões costeiras de vegetação aberta. Utilidade: apresenta atributos ornamentais. Adequada para produção em vasos quando jovem e decoração de interiores. Na fase adulta é indicada para paisagismo de parques e jardins. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 88 Ptychosperma macarthurii (H. Wendl.) Nicholson Nome comum: Palmeira de macarthur Características: palmeira cespitosa ou solitária, muito elegante, de 5-8 metros de altura e de palmito pequeno. Caule geralmente múltiplo, liso e anelado. Folhas arqueadas de 0,8-1,4 metro de comprimento. Inflorescências abaixo do palmito e os frutos apresentam cor vermelha intensa, globosos, pequenos e contendo apenas uma semente. Exigências ambientais: rústica, capaz de crescer em ambientes de pleno sol e meia-sombra. Rápido crescimento, tolerando geadas em regiões subtropicais. Habitat: origem da Nova Guiné e nordeste da Austrália, em matas localizadas em áreas sujeitas a inundações periódicas. Utilidade: é de uso frequente na composição de vasos e na arborização de parques e jardins, tanto isolados como em grupos. Foto: Geovane Siqueira Foto: Guilherme Felitto (flores). 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 89 Ptychosperma salomonense Burret Nome comum: Palmeira de salomão Características: palmeira solitária, às vezes formando touceiras com apenas 2-3 hastes. Caules lisos, anelados, medindo 7-8 m de altura e 8 cm de diâmetro. Inflorescências abaixo do palmito,pendentes e ramificadas. Frutos oblongos de cor vermelha quando maduros, contendo uma única semente. Exigências ambientais: tolerante à exposição direta do sol, crescimento moderado e boa adaptação ao clima subtropical e temperado ameno. Quando cultivada em vaso ou à meia-sombra, o crescimento é bem mais lento. Habitat: orignária das ilhas Salomão e Bougainville, na floresta tropical úmida, comum tanto em regiões baixas como elevadas. Utilidade: adequada para cultivo em vasos quando planta nova e para arborização de parques e jardins, plantada tanto isoladamente quanto em grupo. Foto: Guilherme Felitto Foto: Guilherme Felitto (flores). 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 90 Raphia farinifera (Gaertn.) Hyl. Nome comum: Coco verniz Características: palmeira solitária, desprovida de palmito visível, de 7-14 metros de altura. Caule variável, sendo simples ou com brotações na base, que dão origem a outros dois ou três, formando pequena touceira. Folhas arquedas, de até 20 metros de comprimento. Frutos ovoides, marrons, brilhantes, decorativos e revestidos por escamas. As sementes são globosas claras e as inflorescências formam-se entre 20 e 30 anos de idade da planta, após, morre lentamente em alguns anos. Exigências ambientais: tropical de pleno sol e rápido crescimento, capaz de tolerar geadas em regiões subtropicais. Habitat: originária da África oriental e central, Madagascar, onde coloniza terrenos baixos e brejosos. Aprecia solo úmido, e tolera o seco também. Utilidade: dos folíolos é obtida a fibra “ráfia”, utilizada como amarrilho e na fabricação de cestos. Tem fins ornamentais em parques, isoladamente ou em grupo. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 91 Raphia taedigera (Mart.) Mart. Nome comum: Jupatí Características: palmeira com caules múltiplos, de 1-4 metros de altura, formando densas touceiras já na base. Frutos oblongos, de 5-7cm de comprimento, cobertos com escamas de cor castanho-avermelhada. Os caules frutíferos de uma touceira morrem após a frutificação. Exigências ambientais: prefere áreas alagadas litorâneas, próximas de rios sob influência das marés. Habitat: ocorre no estado do Pará, no estuário do rio Amazonas, desde a cidade de Belém até Breves. Utilidade: da polpa é extraído óleo de cor vermelha, utilizado em fricções contra reumatismo e fabricação de sabão. O cacho é utilizado em arranjos ornamentais. Foto: Geovane Siqueira Ciclo fenológico: Não teve informação. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 92 Rhapis excelsa (Thunb.) A. Henry ex Rehder Nome comum: Palmeira ráfia Características: palmeira cespitosa, de 1,5–3,0 metros de altura, formando touceiras grandes e densas. Caules múltiplos, revestidos por remanescentes das folhas já caídas, de cor verde, com nós e entre-nós, assemelhando-se aos bambus. As folhas são distribuídas ao longo dos caules e as flores masculinas e femininas estão localizadas em plantas distintas. Frutos ovoides, pequenos e brancos quando maduros. Exigências ambientais: rústica, de lento crescimento e tolerante ao frio. Em regiões subtropicais tolera exposição direta do sol, contudo sua folhagem fica amarelada em regiões tropicais. Habitat: sul da China, no sub-bosque da floresta subtropical. Utilidade: cultivada em vasos para decoração de interiores e para paisagismo de parques e jardins. É uma das palmeiras mais cultivadas em vaso no mundo. Foto: Geovane Siqueira 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 93 Rhapis gracilis Burret Nome comum: Palmeira ráfia anã Características: é uma palmeira bem esbelta, elegante e com hastes múltiplas. Suas hastes são finas, com apenas 10 mm de diâmetro e produz frutos esféricos, geralmente com cerca de 8 mm de diâmetro. Exigências ambientais: ela é rústica e de lento crescimento, tolerante ao frio e à exposição direta do sol. Contudo sua folhagem fica amarelada em regiões tropicais. Habitat: nativa do sul da China. Utilidade: cultivada em vasos para decoração de interiores. Cultivada também para paisagismo de parques e jardins. Foto: Geovane Siqueira Ciclo fenológico: Não teve informação. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 94 Roystonea altissima (Mill.) H.E. Moore Nome comum: Palmeira imperial do brejo Características: é uma palmeira solitária, elegante, que pode medir 10-20 metros de altura e provida de palmito visível. Caule colunar ou levemente entumecido e liso. Frutos redondos, de cor arroxeado-escuro quando maduros. Exigências ambientais: é uma palmeira tropical, apresenta desenvolvimento moderado e não tolera geadas. Habitat: origem na Jamaica, em vegetação aberta de terrenos de várzeas umidecidas. Utilidade: a espécie é pouca difudinda no país, mantida apenas em coleções botânicas. Perfeita para locais espaçosos ou plantadas em fileiras. Foto: Geovane Siqueira COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 95 Roystonea borinquena O. F. Cook Nome comum: Palmeira imperial porto rico Características: palmeira solitária, robusta, com palmito grande e vistoso, de 12-15 metros de altura. Folhas grandes com 3-4 metros de comprimento. Frutos esféricos-alongados, pequenos e de cor marrom a preta. Exigências ambientais: tolerante ao frio do inverno subtropical. Rápido crescimento, preferindo o pleno sol para seu melhor desenvolvimento. Habitat: originária de Porto Rico, Haiti, República Dominicana e Ilhas Virgens, em áreas de vegetação conturbada, desde o nível do mar até 1.000 metros de altitude. Utilidade: deve ser cultivada em locais expostos e espaçosos, isoladamente, em grupos ou fileiras. Foto: Geovane Siqueira COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 96 Roystonea oleracea (Jacq.) O.F. Cook Nome comum: Palmeira imperial Características: palmeira solitária, robusta e altaneira, com palmito de mais de 2 m de comprimento e 18- 40 metros de altura. Caule colunar, uniforme, elegante, liso e de cor esbranquiçada. Os frutos são pequenos, cilíndricos-alongados e arroxeados. Exigências ambientais: palmeira tropical de pleno sol, tolerante ao frio invernal de regiões com temperaturas amenas. Possui boa adaptação a regiões litorâneas e moderado crescimento. Habitat: originária das Antilhas em áreas litorâneas, norte da Venezuela e nordeste da Colômbia, em matas ciliares. Utilidade: belos exemplares muito antigos são observados no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, imponentes pela altura que alcançam. De grande efeito paisagístico, é simbolo aristocrático na literatura nacional. Frequente em parques, isolada ou em grupos, exige locais espaçosos e ensolarados. O seu palmito é comestível. Foto: Geovane Siqueira COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 97 Sabal bermudana L.H. Bailey Nome comum: Sabal das bermudas Características: palmeira solitária, elegante, desprovida de palmito visível e de 5-7 metros de altura. Caule colunar, revestido durante anos pela base das folhas que se desprendem. As folhas são em forma de leque e os frutos piriformes ou oblongos, de cor preta quando maduros. Exigências ambientais: tropical, tolerante ao sol direto e ao frio subtropical. De moderadocrescimento e boa adaptação às condições salinas de regiões litorâneas e terrenos brejosos. Habitat: originária de Bermudas, em vegetação aberta, tanto em terrenos altos e secos como baixos e brejosos. Utilidade: cultivada apenas em coleções por ainda ser pouco difundida no país. Quando jovem, pode ser mantida em vasos para interiores. Adequada para paisagismo de parques e jardins. Seus frutos são apreciados por pássaros. Foto: Geovane Siqueira COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 98 Sabal domingensis Becc. Nome comum: Sabal do haiti Características: é uma palmeira de caule solitário muito forte, podendo atingir até 10 metros de altura e 60 cm de diâmetro. A espécie possui de 20-30 folhas, cada uma com cerca de 90 folíolos. As inflorescências são ramificadas, arqueadas e tão longas quanto as folhas. Os frutos são pretos esféricos. Exigências ambientais: tropical, resistente à exposição direta do sol e de lento crescimento. Tolera solos arenosos e locais inundáveis. Habitat: origem natural vai do Haiti até o centro da República Dominicana. Utilidade: as folhas são usadas como palha para tecer uma variedade de itens como chapéus, cestos e esteiras. Adequada para vasos quando jovem e paisagismo de parques e jardins. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 99 Sabal mexicana Mart. Nome comum: Sabal do méxico Características: é uma palmeira solitária, robusta, desprovida de palmito visível, de 7-15 metros de altura. As folhas são em forma de leque, seu caule é revestido pela base das folhas que se desprendem por muitos anos. Seus frutos são globosos e de cor preta. Exigências ambientais: tolerante à exposição direta do sol, a solos áridos e ao clima subtropical. Habitat: origem dos Estados Unidos, México, Honduras, El Salvador e Nicarágua. Na costa Atlântica e Pacífica, em terrenos baixos, secos e em vegetação antropizada. Utilidade: possui uma excelente fibra, obtida dos caules e das folhas. As folhas mais jovens têm melhor qualidade de fibra, medem até 50 cm de comprimento e são comercialmente usadas para fazer escovas. Foto: Geovane Siqueira COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 100 Sabal minor (Jacq.) Pers. Nome comum: Sabal anão Características: palmeira solitária, elegante, geralmente sem caule aparente, de 3 metros de altura. Caule subterrâneo ou muito curto, podendo elevar-se até 2 metros de altura. As folhas em forma de leque, são verde-escuras e os frutos globosos ou oblongos, de cor roxo-escura ou preta quando maduros. Exigências ambientais: tropical de pleno sol e tolerante ao frio do clima subtropical. Possui lento crescimento e boa adaptação a solos arenosos e salinos de regiões litorâneas. Habitat: origem dos Estados Unidos, no sub-bosque da floresta decídua e em solos aluviais férteis. Utilidade: é adequada para cultivo em vasos, bem como para parques e jardins. Também possui interesse paisagístico por muitas vezes não apresentar caule evidente. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (flores e frutos). COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 101 Sabal palmetto (Walter) Lodd. ex Schult. & Schult. f. Nome comum: Sabal da flórida Características: palmeira solitária, desprovida de palmito visível e de 6-20 metros de altura. Folhas em leque e fortemente arqueadas. Os frutos são esféricos ou oblongos de cor preta, com tamanhos de 0,8-1,4 cm de comprimento. Exigências ambientais: tropical, resistente à exposição direta do sol e de lento crescimento. Tolera solos arenosos e locais inundáveis. Habitat: origem dos Estados Unidos, Bahamas e Cuba. Em dunas costeiras, beira de rios e savanas periodicamente inundáveis próximas ao nível do mar. Utilidade: possui efeito ornamental principalmente na juventude, pelo aspecto do tronco. Adequada para vasos quando jovem e paisagismo de parques e jardins. Foto: Geovane Siqueira Foto: Guilherme Felitto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 102 Sabal uresana Trel. Nome comum: Sabal sonora Características: palmeira solitária e elegante, desprovida de palmito visível, de 10-20 metros de altura. Caule não espesso, com anéis compactos e irregulares. Folhas em forma de leque e os frutos são globosos de 1-1,3 cm comprimento, de cor preta. Exigências ambientais: tropical, tolerante à exposição direta do sol e ao frio invernal de regiões subtropicais. Prefere solos calcários e bem drenados. Apresenta crescimento lento. Habitat: origem no México, Belize e Cuba, em mata decídua de terrenos planos, de solos calcários bem drenados e persistindo nas áreas mais abertas. Utilidade: aspecto ornamental mais característico pelas folhagens. Adequada para o paisagismo de parques e jardins. As folhas são utilizadas na cobertura de casas e ranchos nas regiões de origem. Foto: Geovane Siqueira COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 103 Sabal yapa C.H. Wright ex Becc. Nome comum: Sabal maia Características: palmeira solitária e elegante, desprovida de palmito visível, de 10-20 metros de altura. Caule não espesso, com anéis compactos e irregulares. Folhas em forma de leque e os frutos são globosos de 1-1,3 cm comprimento, de cor preta. Exigências ambientais: tropical, tolerante à exposição direta do sol e ao frio invernal de regiões subtropicais. Prefere solos calcários e bem drenados. Apresenta crescimento lento. Habitat: origem no México, Belize e Cuba, em mata decídua de terrenos planos, de solos calcários bem drenados e persistindo nas áreas mais abertas. Utilidade: aspecto ornamental mais característico pelas folhagens. Adequada para o paisagismo de parques e jardins. As folhas são utilizadas na cobertura de casas e ranchos nas regiões de origem. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (frutos). COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 104 Salacca zalacca (Gaertn.) Voss Nome comum: Palmeira da serpente Características: é uma palmeira de pequeno porte, com cerca de 4-6 metros de altura e as folhas com mais de 6 metros de comprimento. Possui um número razoável de folhas, com pecíolos que podem atingir 2 metros, e com espinhos de mais de 15 cm de comprimento. As frutas crescem em grupos na base da palmeira e são também conhecidas por “fruta da serpente”, muito em função das escalas de marrom-avermelhado de sua casca. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Salacca_zalacca acessado:05/02/202.) Exigências ambientais: prefere o sombreamento parcial em qualquer região do Brasil. Habitat: é nativa em Java, Indonésia e Sumatra. Cultivada em outras regiões como alimento, sendo implantada em Bali, Lombok, Timor, Malásia, Molucas e Celebes. Utilidade: sua polpa é comestível e pode ser descascada apertando a ponta. O sabor é um doce ácido com uma textura semelhante a uma maçã. Foto: Geovane Siqueira Ciclo fenológico: Não teve informação. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 105 Scheelea phalerata (Mart. ex Spreng.) Burret Nome comum: Uricuri Características: possui caule solitário, de 5-10 metros de altura, revestido até pouco abaixo da metade com as bases foliares, que persistem mesmo depois das folhas já caídas. Seus frutos são duros, de 5-6 cm de comprimento. Exigências ambientais: prefere áreas abertas, sendo considerada padrão de terra com ótimas qualidades. Habitat: comum no planalto central, no Acre, Pará, até São Paulo e Pantanal Matogrossense. Utilidade: as folhas são usadas para cobertura de casebres e possui potencial paisagístico. Foto:Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 106 Seronoa repens (W. Bartram) Small Nome comum: Seronoa Características: é uma espécie cespitosa, acaule, densamente folhosa, de pouco mais de 1,5 m de altura, formando densas colônias. Exigências ambientais: tolerante a pleno sol e solos arenosos e salinos. Tem crescimento lento, mesmo em ambiente de pouca luminosidade. Habitat: origem Estados Unidos (estados da Geórgia e Flórida), no sub-bosque de florestas de Pinus e em vegetação aberta de dunas costeiras. Utilidade: a espécie é pouco cultivada no Brasil, sendo encontrada somente em coleções botânicas, para o paisagismo é interessante que plante em grupos densos, em amplos gramados. Foto: Guilherme Felitto Foto: Guilherme Felitto 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 107 Syagrus botryophora (Mart.) Mart. Nome comum: Patioba Características: caule solitário, ereto, colunar, liso e com cerca de 6-18 metros de altura por 15-25 cm de diâmetro. Os frutos são verdes-amarelados, de 3,5-4,5 cm de comprimento, com caroço duro e apenas uma semente. Exigências ambientais: preferência por solos argilosos. Possui rápido crescimento e certa tolerância a geadas fracas. Habitat: originária da costa Atlântica leste do país (Sergipe ao norte do Espírito Santo), na Mata Atlântica das planícies litorâneas. Utilidade: seu tronco é utilizado para construções rurais e seus frutos são ricos em óleo comestível. É extremamente ornamental e com potencial paisagístico. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 108 Syagrus cearensis Noblick Nome comum: Côco babão Características: possui caule cespitoso ou ocasionalmente solitário e anelado. De 4-10m de altura e 10-18 cm de diâmetro, formando touceiras. Frutos globosos ou oblongos, de cor amarelo-esverdeado e com sabor adocicado. Exigências ambientais: prefere áreas de morros e serras, sendo nativa da vegetação estacional ao longo da costa Atlântica. Habitat: ocorre no Ceará, Pernambuco, Paraíba e Alagoas, regiões estas, costeiras, e podendo ocorrer até na Caatinga arbórea. Utilidade: os frutos são comestíveis. Possui grande potencial paisagístico, principalmente por sua característica de formar touceiras. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (frutos). COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 109 Syagrus coronata (Mart.) Becc. Nome comum: Coqueiro cabeçudo Características: possui caule solitário, ereto, de 3-10 metros de altura e desprovido de palmito visível. Frutos amarelo-esverdeados, de 2,5-3 cm de comprimento e com sabor adocicado. Exigências ambientais: tolerante a pleno sol. Habitat: origem do leste do rio São Francisco, Bahia, norte de Minas Gerais, Sergipe, Alagoas e sul de Pernambuco, na vegetação da Caatinga. Utilidade: o palmito e as amêndoas são comestíveis, as folhas fornecem cera, as amêndoas são usadas para extração de óleo para sabão, o caroço é usado no artesanato e possui potencial paisagístico. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (flores e frutos). COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 110 Syagrus macrocarpa Barb. Rodr. Nome comum: Palmeira mari rosa Características: possui caule solitário, colunar, liso ou superficialmente anelado, com a cor acinzentada. Sua altura varia de 5-8 metros, desprovido de palmito visível e formando uma copa arredondada. Os frutos são verde-amarelados, com 7 cm de comprimento. Exigências ambientais: tolerante a pleno sol e tem preferência por solos drenados. Habitat: origem no Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, na zona da mata. Na Mata Atlântica, onde atualmente é bastante rara. Utilidade: os frutos são comestíveis e possuem potencial ornamental. Foto: Geovane Siqueira COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 111 Syagrus oleracea (Mart.) Becc. Nome comum: Pati amargoso Características: possui caule solitário, colunar, superficialmente anelado, de 5-20m de altura e 15-30cm de diâmetro. Frutos verde-amarelados e lisos de 4-5,5cm de comprimento, carnosos, adocicados e fibrosos. Exigências ambientais: é uma espécie bem tolerante a pleno sol e solo drenado. Habitat: ocorre da Bahia até o Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Minas Gerais, na floresta semidecídua e nos cerradões. Utilidade: o palmito, de sabor amargo, é considerado uma iguaria na culinária. O fruto também é comestível, sendo utilizado também para a extração de óleo comestível. A planta é bastante ornamental. Foto: Guilherme Felitto Foto: Guilherme Felitto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 112 Syagrus picrophylla Barb. Rodr. Nome comum: Coco de quarta Características: possui caule solitário, colunar, anelado, desprovido de palmito visível no topo, de 3,5-4,5 metros de altura e 15-25 cm de diâmetro. Os frutos são ovais, de 3,5-4,5 cm de comprimento, lisos e esverdeados. Exigências ambientais: prefere terrenos bem drenados como os das encostas e tolera o pleno sol. Habitat: ocorre na Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro, na Mata Atlântica. Utilidade: os frutos são comestíveis, e bem ornamental para o cultivo em paisagismo de praças e jardins. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 113 Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman Nome comum: Gerivá Características: caule solitário, relativamente grosso e liso, de 7-15 metros de altura por 35-50 cm de diâmetro. Frutos globosos ou ovais, amarelos ou alaranjados, de 2-3 cm de comprimento e sabor adocicado. Exigências ambientais: espécie muito bem adaptada a pleno sol. Habitat: ocorre desde o sul da Bahia até o Espírito Santo, Minas Gerais e Goiás, chegando ao Rio Grande do Sul, na Mata Atlântica e Mata com Aracaucária. Ocorre em países vizinhos, tais como Paraguai, Argentina e Uruguai. Utilidade: ornamental para fins paisagísticos e bem adaptada a meios urbanos. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (flores). COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 114 Syagrus ruschiana (Bondar) Glassman Nome comum: Coco da pedra Características: possui caule cespitoso, coberto pelos remanescentes das bases das folhas já despregadas, de 4-8 metros de altura e 5-12 cm de diâmetro. Os frutos são ovoides, com 2,5 cm de comprimento, de cor amarelo-ouro e duros. Exigências ambientais: prefere regiões de montanhas rochosas monolíticas e é resistente à seca temporária. Habitat: ocorre no Espírito Santo e Minas Gerais (Zona da Mata). Utilidade: é considerada bem ornamental pela graciosidade de sua folhagem brilhante. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (frutos). COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 115 Syagrus schizophylla (Mart.) Glassman Nome comum: Aricuriroba Características: Caule geralmente solitário, de 2-4 metros de altura por 10-15 cm de diâmetro. Frutos ovoides de 2-3 cm de comprimento, lisos e amarelo-avermelhados. Exigências ambientais: adequada a ambientes de regiões litorâneas, em restingas abertas ao longo de praias e florestas desolos arenosos. Habitat: ocorre de Pernambuco até a Bahia. Utilidade: bastante ornamental e cultivada ocasionalmente no paisagismo de regiões praianas. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 116 Syagrus smithii (H.E. Moore) Glassman Nome comum: Catolé Características: palmeira solitária, elegante, medindo 10-15 metros de altura. Seu caule é anelado, de cor verde e com cerca de 14 cm de diâmetro. Seus frutos são ovais, marrons e depois vermelhos. Exigências ambientais: é uma palmeira de meia-sombra, tolera o clima subtropical e requer boa umidade do solo. Possui crescimento lento e tolera a salinidade no solo e a umidade do ar. Habitat: originária da Ilha Lord Howe, em floresta de baixa a média altitude. Utilidade: é adequada para a composição de parques e jardins. A importação de suas sementes é uma das principais atividades econômicas na sua região de origem. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 117 Syagrus pseudococos (Raddi) Glassman Nome comum: Guariroba Características: palmeira solitária, visivelmente com caule bem anelado, acinzentado, desprovido de palmito visível no topo, de 10-15 metros de altura por 15-25 cm de diâmetro. Exigências ambientais: é bem tolerante a pleno sol em solos bem drenados. Habitat: ocorre na Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, geralmente sobre terreno pedregoso de encosta e na região costeira da Mata Atlântica. Utilidade: é ornamental e frondosa. O tronco é utilizado localmente em construções rurais. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (flor e frutos). COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 118 Syagrus vagans (Bondar) A.D. Hawk. Nome comum: Ariri Características: possui caule subterrâneo, solitário (geralmente com aparência de cespitoso), com 1,2-2,2 metros de altura. Frutos lisos e de cor verde mesmo quando maduros, com cerca de 2,8-3,7 cm de comprimento e adocicado. Exigências ambientais: espécie adaptada a áreas abertas em pleno sol. Habitat: endêmica do estado da Bahia, na vegetação da Caatinga e em altitudes superiores a 250 metros sob o nível do mar. Utilidade: os frutos são comestíveis e muito apreciados pela fauna silvestre. A amêndoa é rica em óleo e extraída para fins alimentares. As folhas são usadas no artesanato e a espécie possui atributos ornamentais e grande rusticidade, sendo recomendada para paisagismo. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 119 Thrinax excelsa Logg ex Mart. Nome comum: Sapê largo Características: é uma palmeira de médio porte, de 3-11 metros de altura e com diâmetro de 12,5-16,0 cm. Possui folhas circulares bem grandes. Exigências ambientais: é bem adaptada a condições de abrigo, ou seja, meia-sombra, mas suporta o pleno sol em regiões tropicais. Habitat: é uma palmeira endêmica da Jamaica e restrita às regiões montanhosas. Utilidade: é utilizada no paisagismo de jardins e praças. Foto: Geovane Siqueira Foto: Guilherme Felitto (frutos). 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 120 Thrinax parviflora Sw. Nome comum: Palmeira leque vassoura Características: palmeira solitária, elegante e de 4-12 metros de altura. O seu caule é revestido pela base das folhas já desprendidas e de cor parda. As folhas são em forma de leque e os frutos esféricos, brancos, com pedúnculo de mais de 1 metro de comprimento. Exigências ambientais: tropical de pleno sol e tolerante ao clima subtropical. Seu crescimento é moderado e possui boa adaptação às condições salinas de regiões litorâneas. Habitat: origem na Jamaica, em vegetação arbórea decídua e aberta. Utilidade: adequada para cultivo em vasos na juventude, bem como para paisagismo de parques e jardins. As folhas são utilizadas na cobertura de casas e no artesanato local. Foto: Geovane Siqueira COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 121 Thrinax radiata Lodd. ex Schult. & Schult. f. Nome comum: Palmeira leque brilhante Características: palmeira solitária, desprovida de palmito visível e de 2-10 metros de altura. Seu caule é simples e cinza-pardo. Folhas em forma de leque e frutos globosos, brancos, com pedúnculos de mais de 1 metro de comprimento. Exigências ambientais: tropical de pleno sol e tolerante ao frio de regiões subtropicais. Apresenta crescimento moderado e aprecia solos salinos. Habitat: origem no México, Belize, Honduras, Estados Unidos, Jamaica, Bahamas e Cuba, em dunas costeiras e terrenos pedregosos ricos em calcário. Utilidade: possui características ornamentais principalmente pelo aspecto das folhas. Adequada para vasos, bem como para paisagismo em parques e jardins. Os troncos são utilizados como postes e as folhas na cobertura de casas e artesanatos. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 122 Trithrinax brasiliensis Mart. Nome comum: Buriti palito Características: possui caule geralmente solitário, ereto, coberto pelos resquícios das folhas na juventude, de 2-13 metros de altura e 7-35 cm de diâmetro. Os frutos são globosos, branco-amarelados, lisos, carnosos e contendo uma única semente. Exigências ambientais: é uma espécie bem tolerante à seca e ao frio. Habitat: ocorre no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, em campos sujos ou em bordas de matas com Araucárias. Sua ocorrência é relativamente rara e chega a formar pequenas colônias aglomeradas. Utilidade: possui grande beleza paisagística. Suas folhas são utilizadas para artesanto e suas sementes fornecem óleo comestível. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 123 Veitchia arecina Becc. Nome comum: Palmeira arecina Características: palmeira solitária, elegante, de 4-10 metros de altura e provida de palmito bem vistoso. Seu caule é cinza-claro e levemente anelado. Os frutos são ovalados, de coloração vermelha, muito vistosos quando maduros e possuem uma única semente. Exigências ambientais: tolerante a pleno sol. Rápido crescimento e boa adaptação a diversas condições. Habitat: origem da espécie El Salvador, Fiji Tonga e Ilhas Vanuatu. Utilidade: adequada para cultivo em vaso quando jovem e para paisagismo de jardins espaçosos. Possui fácil transplante, mesmo de exemplares já adultos. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (flores e frutos). 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 124 Veitchia merrillii (Becc.) H.E. Moore Nome comum: Palmeira de manila Características: palmeira solitária, elegante, com 4-8 metros de altura, provida de palmito cinza- esverdeado. Caule cinza-claro e levemente anelado. Seus frutos são ovalados, de coloração vermelha, muito vistosos quando maduros e com uma única semente. Exigências ambientais: tropical, de pleno sol e tolerante ao clima subtropical ameno. Rápido crescimento e boa adaptação às condiçõessalinas de regiões litorâneas. Habitat: origem nas Filipinas, na floresta tropical e em vegetação aberta de baixa altitude. Utilidade: adequada para cultivo em vasos quando jovens e para paisagismo de jardins poucos espaçosos. Possui fácil transplante, mesmo de exemplares já adultos. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (frutos). COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 125 Veitchia montgomeryana H. E. Moore Nome comum: Palmeira veitia Características: palmeira solitária, elegante, de 15-20 metros de altura, provida de palmito grande e de cor verde-acizentada. Caule liso, retilíneo e dilatado na base. Os frutos são oblongos, de cor vermelha e muito vistosos quando maduros. Exigências ambientais: tropical, tolerante a pleno sol e ao clima subtropical e temperado ameno. Rápido crescimento e tolerância às condições salinas de regiões litorâneas. Habitat: originária das Ilhas Novas Hébridas, na floresta tropical de baixa altitude, onde atualmente é rara. Utilidade: características ornamentais. Adequada para cultivo em vasos quando jovens e para paisagismo de parques e jardins. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 126 Veitchia winin H.E. Moore Nome comum: Palmeira winin Características: palmeira solitária, elegante, de 10-15 metros de altura, provida de palmito vistoso de cor verde-acinzentada e copa rala. Caule colunar com cerca de 14-15 cm de diâmetro. Frutos pequenos, de cor vermelha muito vistosa quando maduros. Exigências ambientais: tropical de pleno sol, porém tolerante ao clima subtropical e à meia-sombra. Rápido crescimento e boa rusticidade para as condições do Brasil. Quando jovem ela deve ficar à meia-sombra. Habitat: originária das Ilhas Vanuatu, na floresta tropical úmida de baixa altitude. Utilidade: características ornamentais e é ótima para o cultivo em vasos na juventude. Adequada também para o paisagismo de parques e jardins. Foto: Geovane Siqueira COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 127 Washingtonia robusta H. Wendl. Nome comum: Palmeira leque do méxico Características: palmeira solitária, elegante, de 15-22 metros de altura. Caule fino, dilatado na base, revestido na juventude pelas bases das folhas já desprendidas e que desaparecem nas palhas mais velhas, deixando-o liso e acinzentado. Folhas em forma de leque. Exigências ambientais: tropical, tolerante a pleno sol, a solos pobres, áridos e ao clima subtropical e ameno. Possui crescimento rápido. Habitat: originária do noroeste do México, ao longo de cursos d’água e em lugares úmidos, bem como próximo ao mar. Utilidade: adequada para cultivo em vasos durante a juventude. É utilizada no paisagismo de parques e jardins. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 128 Wodyetia bifurcata A.K. Irvine Nome comum: Palmeira rabo de raposa Características: palmeira solitária, elegante, de 8-12 metros de altura, provida de palmito grande e vistoso com cor verde-acinzentada. Caule dilatado e afunilado (tomando um leve aspecto de garrafa), liso e anelado. Frutos grandes, globosos ou ovóides, de cor vermelho-alaranjada quando maduros. Exigências ambientais: tropical, tolerante ao sol direto desde a juventude e ao frio invernal de regiões de clima subtropical. Rápido crescimento e boa resistência a períodos de secas. Prefere solos bem drenados, porém é capaz de tolerar até os argilosos e úmidos. Habitat: originário do nordeste da Austrália, em vegetação aberta de terrenos pedregosos e arenosos bem drenados. Utilidade: possui grande efeito ornamental, principalmente pelo aspecto e beleza das folhas que justifica o nome popular. Adequada para o paisagismo de parques e jardins. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 129 CONCLUSÃO A finalidade deste catálogo das espécies de Palmeiras Tropicais da RNV é apresentar, popularizar o conhecimento, fornecer orientação para cultivo e usos, compreender melhor as questões fenológicas das espécies. Além de produzir um compilado de informações de forma a servir de base para estudantes, profissionais da área, leigos, admiradores e demais pessoas interessadas, a fim de utilizar de forma harmônica e reconhecível por meio das fotografias que neste trabalho são apresentadas. Diante disso, este trabalho fortalece a visão da importância econômica e ambiental de muitas espécies de palmeiras, devido aos seus inúmeros benefícios socioambientais, podendo-se destacar algumas espécies como: Açaí, Coco da bahia, Babaçu, Pupunha, entre outras, que são importantes fornecedoras de alimentos e contribuem para a geração e diversificação de renda em várias comunidades. AGRADECIMENTOS Agradeço aos colegas de equipe Guilherme Felitto – biólogo – por ajudar a fotografar as espécies faltantes para o término deste tão almejado trabalho e, Diego Balestrin – engenheiro florestal – pelas contribuições na formulação dos gráficos do ciclo fenológico das espécies elucidadas e Adriana Soprani, Jackeceli Falqueto e Tiago Godinho pela ajuda e dicas na correção do texto, Mariana Senna pela composição do mapa de localização da Coleção de Palmeiras da RNV, e por fim a todos do time que deram suas opiniões na elaboração do catálago das palmeiras tropicais. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FERNANDO DOS SANTOS ARAÚJO, FRANCIVAL CARDOSO FELIX E MAURO VASCONCELOS PACHECO Estádios de maturação do fruto na emergência de plântulas de Pritchardia pacifica. Tecnol. & Ciên. Agropec., João Pessoa, v.8, n.5, p.29-32, dez. 2014 | 29 FLORA BRASILEIRA LORENZI: ARECACEAE (PALMEIRAS) / Harri Lorenzi... [et al.] – Nova Odessa/SP: Instituto Plantarum, 2010. LORENZI, H., MOREIRA DE SOUZA, H., MEDEIROS-COSTA, J.T., COELHO DE SERQUEIRA, L.S. & FERREIRA, E. 2004. Palmeiras Brasileiras e Exóticas Cultivadas, Instituto Plantarum Ltda, Nova Odessa/SP. OLIVEIRA, S.B. 2016. Aspectos Fenológicos de Freziera atlantica Zorzanelli & Amorim (PENTAPHYLACACEAE) na Serra do Valentim, Jerônimo Monteiro/ES. SODRÉ, J.B. 2005. Morfologia das palmeiras como meio de identificação e uso paisagístico. Lavras/MG – Brasil. SITES DE PESQUISAS ACESSADOS http://tropical.theferns.info/viewtropical.php?id=Sabal+mexicana acessado: 05/02/2021. http://www.palmpedia.net/wiki/Main_Page, acessado: 05/02/2021. https://pt.wikipedia.org/wiki/Salacca_zalacca, acessado: 05/02/2021.Bactris gasipaes Kunth. (Pupunha).....................................................................................................27 Bactris setosa Mart. (Tucum do brejo) ................................................................................................28 Bactris vulgaris Barb-Rodr. (Airi mirim) .............................................................................................29 Bentinckia nicobarica (Kurz) Becc. (Palmeira de nicobar) ....................................................................30 Bismarckia nobilis Hildebr. & H. Wendl. (Palmeira azul) ....................................................................31 Borassus aethiopium Mart. (Palmeira africana) ...................................................................................32 Carpentaria acuminata (H. Wendl. & Drude) Becc. (Palmeira carpentária) ..........................................33 Caryota urens L. (Palmeira rabo de peixe) .......................................................................................34 Chamaedorea seifrizii Burret (Palmeirinha bambú) ...........................................................................35 Chamaerops humilis L. (Moinho de vento) .........................................................................................36 Coccothrinax argentata (N. J. Jacq.) L. H. Bailey (Palmeira prateada) .................................................37 Coccothrinax barbadensis (Lodd. ex Mart.) Becc. (Palmeira leque) ......................................................38 Cocos nucifera L. (Coco da bahia) ....................................................................................................39 Copernicia alba Morong ex Morong & Britton (Carnaúba branca) ......................................................40 Copernicia prunifera (Mill.) H.E. Moore (Carnaúba).............................................................................41 Cyrtostachys glauca H.E. Moore (Palmeira glauca) ............................................................................42 Desmoncus orthacanthos Mart. (Palmeira cerca onça) ........................................................................43 Desmoncus polyacanthos Mart. (Jacitara) ...........................................................................................44 Dictyosperma album (Bory) Scheff (Palmeira princesa) ......................................................................45 Drymophloeus oliviformis (Giseke) Miq. (Palmeira de guiné) ..............................................................46 Dypsis cabadae (H.E. Moore) Beentje & J. Dransf. (Palmeira de cadaba) .............................................47 Dypsis decaryi (Jum.) Beentje & J. Dransf. (Palmeira triangulo) ..........................................................48 Dypsis fibrosa (C.H. Wright) Beentje & J. Dransf (Palmeira fibrosa) ....................................................49 Dypsis leptocheilos (Hodel) Beentje & J. Dransf. (Palmeira de pescoso marrom) .................................50 Dypsis lutescens (H. Wendl.) Beentje & J. Dransf. (Areca bambú) ........................................................51 COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 6 Dypsis madagascariensis (Becc.) Beentje & J. Dransf. (Areca de locuba) ...............................................52 Elaeis guineensis Jacq. (Dendê) ..........................................................................................................53 Elaeis oleifera (Kunth) Cortés (Dendê do pará) ...................................................................................54 Euterpe oleracea Mart. (Açaí) ............................................................................................................55 Euterpe precatoria var. precatoria (Mart.) Henderson (Açaí da mata) ..................................................56 Gaussia maya (O.F. Cook) H.J. Quero R. (Palmeira maya) ..................................................................57 Heterosphate elata T.C. Scheff. (Palmeira elata) ................................................................................58 Hyophorbe lagenicaulis (L.H. Bailey) H.E. Moore (Palmeira garrafa) ....................................................59 Hyophorbe verschaffeltii H. Wendl. (Palmeira fuso) ...........................................................................60 Latania commersonii J.F. Gmel (Latânia vermelha) .............................................................................61 Latania loddigesii Mart. (Latânia azulada) ........................................................................................62 Licuala grandis H. Wendl. ex Linden (Licuala).....................................................................................63 Licuala spinosa Wurmb (Palmeira leque de espinho) ........................................................................64 Livistona benthamii F. Mueller (Leque australiano) .............................................................................65 Livistona chinensis (Jacq.) R.Br. (Palmeira rabo de pavão) ..................................................................66 Livistona decipiens Becc. (Palmeira livistona) ....................................................................................67 Livistona rotundifolia (Lam.) Mart. (Palmeira de java) ........................................................................68 Livistona saribus (Lour.) Merr. ex A. Cheval. (Palmeira dente de jacaré) .............................................69 Mauritiella armata (Mart.) Burret (Palmeira caraná) ..........................................................................70 Maximiliana maripa (Correa) Drude (Inajá).........................................................................................71 Normanbya normanbyi L.H. Bailey (Coco normambi) .........................................................................72 Oenocarpus bacaba Mart. (Bacaba)...................................................................................................73 Oenocarpus bataua Mart. (Patauá)....................................................................................................74 Oenocarpus distichus Mart. (Bacaba do pará) ....................................................................................75 Oenocarpus minor Mart. (Bacabaí).....................................................................................................76 Oncosperma filamentosum Blume (Palmeira nibung) ..........................................................................77 Phoenix dactylifera L. (Tâmara).........................................................................................................78 Phoenix loureiroi Kunth (Tamareira da índia) ....................................................................................79 Phoenix syvestris (L.) Roxb. (Tamareira silvestre) ................................................................................80 Phoenix roebelenii O’Brien (Fênix de jardim) .....................................................................................81 Phoenix rupicola T. Anderson (Tamareira do rochedo) .......................................................................82 Pinanga kuhlii Blume (Palmeira pinanga) ..........................................................................................83 Pritchardia pacifica Seem. & H. Wendl. (Palmeira de fiji) ..................................................................84 Ptychosperma cuneatum (Burret) Burret (Palmeira cunha) ...................................................................85 Ptychosperma elegans (R. Br.) Blume (Palmeira solitária) ....................................................................86 Ptychosperma macarthurii (H. Wendl.) Nicholson (Palmeira de marcathur) ..........................................87 Ptychosperma salomonense Burret (Palmeira deSalomão) .................................................................88 Raphia farinifera (Gaertn.) Hyl. (Coco verniz) ...................................................................................89 Raphia taedigera (Mart.) Mart. (Jupatí)..............................................................................................90 Rhapis excelsa (Thunb.) A. Henry ex Rehder (Palmeira ráfia) ..............................................................91 Rhapis gracilis Burret (Palmeira ráfia anã) .......................................................................................92 Roystonea altissima (Mill.) H.E. Moore (Palmeira imperial do brejo) ...................................................93 Roystonea borinquena O. F. Cook (Palmeira imperial de porto rico) ..................................................94 Roystonea oleracea (Jacq.) O.F. Cook (Palmeira imperial) .................................................................95 Sabal bermudana L.H. Bailey (Sabal das bermudas) .........................................................................96 Sabal domingensis Becc. (Sabal do haiti) ..........................................................................................97 Sabal mexicana Mart. (Sabal do méxico) .........................................................................................98 Sabal minor (Jacq.) Pers. (Sabal anão) ..............................................................................................99 Sabal palmetto (Walter) Lodd. ex Schult. & Schult. f. (Sabal da flórida) .........................................100 Sabal uresana Trel. (Sabal sonora) .................................................................................................101 COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 7 Sabal yapa C.H. Wright ex Becc. (Sabal maia) ................................................................................102 Salacca zalacca (Gaertn.) Voss (Palmeira da serpente) ...................................................................103 Scheelea phalerata (Mart. ex Spreng.) Burret (Uricuri).......................................................................104 Seronoa repens (W. Bartram) Small (Seronoa)..................................................................................105 Syagrus botryophora (Mart.) Mart. (Patioba)....................................................................................106 Syagrus cearensis Noblick (Coco babão) .........................................................................................107 Syagrus coronata (Mart.) Becc. (Coqueiro cabeçudo) ......................................................................108 Syagrus macrocarpa Barb. Rodr. (Palmeira mari rosa) ....................................................................109 Syagrus oleracea (Mart.) Becc. (Pati amargoso) ...............................................................................110 Syagrus picrophylla Barb. Rodr. (Coco de quarta) ............................................................................111 Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman (Gerivá)...........................................................................112 Syagrus ruschiana (Bondar) Glassman (Coco da pedra) ....................................................................113 Syagrus schizophylla (Mart.) Glassman (Aricuriroba).........................................................................114 Syagrus smithii (H.E. Moore) Glassman (Catolé).................................................................................115 Syagrus pseudococos (Raddi) Glassman (Guarioba)...........................................................................116 Syagrus vagans (Bondar) A.D. Hawk. (Ariri).......................................................................................117 Thrinax excelsa Logg ex Mart. (Sapê largo) .....................................................................................118 Thrinax parviflora Sw. (Palmeira leque vassoura) ..........................................................................119 Thrinax radiata Lodd. ex Schult. & Schult. f. (Palmeira leque brilhante) ............................................120 Trithrinax brasiliensis Mart. (Buriti palito) .........................................................................................121 Veitchia arecina Becc. (Palmeira arecina) ........................................................................................122 Veitchia merrillii (Becc.) H.E. Moore (Palmeira de manila) ................................................................123 Veitchia montgomeryana H.E. Moore (Palmeira veitia) .....................................................................124 Veitchia winin H.E. Moore (Palmeira winin) .....................................................................................125 Washingtonia robusta H. Wendl. (Palmeira leque do méxico) .........................................................126 Wodyetia bifurcata A.K. Irvine (Palmeira rabo de raposa) ..............................................................127 COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 8 Acoelorrhaphe wrightii (Griseb & H. Wendl.) H. Wendl. ex Becc. Nome comum: Serra prateada Características: é uma palmeira cespitosa de 5-8 metros de altura, formam grandes touceiras com superbrotações na base, suas folhas são em forma de leque, palmadas e com frutos carnosos, um tanto alaranjados e posteriormente pretos. Exigências ambientais: é uma palmeira muito rústica e tolerante a ambientes salinos. Prefere solos úmidos e até encharcados, cresce melhor em condições de meia-sombra. Habitat: Flórida (Everglades), Antilhas e América Central, em solos brejosos. Utilidade: a espécie ainda é pouco difundida no país, aconselhada para o plantio em parques e jardins espaçosos por formar touceiras densas que podem ser raleadas. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 9 Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd ex Mart. Nome comum: Macaúba Características: é uma palmeira de caule único, de folhas bem persistentes associadas a espinhos, pode medir de 10-15 metros de altura, seus frutos são globosos e comestíveis. Exigências ambientais: pode ser plantada em pleno sol e as mudas podem ser retiradas da base da planta- mãe com o torrão, pois resistem bem ao transplante na época chuvosa. Habitat: ocorrência do Pará até São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, principalmente, em áreas de vegetação aberta de Cerrado, Matas Semidecíduas e Florestas antropizadas. Utilidade: a madeira possui excelente durabilidade e é usada em construções rurais. As folhas fornecem fibras têxteis e os frutos são comestíveis. Possui alto potencial paisagístico. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 10 Aiphanes aculeata Willd. Nome comum: Cariota de espinho Características: é uma palmeira de caule único bastante agressiva com muitos espinhos, sua altura é de 6- 10 metros. Suas folhas são distribuídas irregularmente na raque formando aglomerados de 4 pinas inseridas em planos diferentes. Exigências ambientais: a espécie é bastante ornamental com seus cachos de frutos muito vistosos. Quando jovem, seu desenvolvimento é melhor à sombra, tolerando o pleno sol quando adulta. Habitat:ocorre no Brasil apenas na parte ocidental do Estado do Acre, nas matas secas e em solos bem drenados. Utilidade: a espécie serve muito bem para parques de grandes dimensões e canteiros centrais de avenidas. Devido aos espinhos do caule, a planta é bem protegida dos predadores e vale o cuidado para com o público no entorno delas. Pode ser cultivada em jardins residências. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (frutos e capa) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 11 Aiphanes minima Burret Nome comum: Palmeira de macaw Características: é uma palmeira de caule único bastante agressiva com muitos espinhos pretos, sua altura varia de 5-8 metros. Suas folhas são bem distribuídas regularmente em único plano. Exigências ambientais: a espécie é bastante ornamental com seus cachos de frutos muito vistosos. Quando jovens, seu desenvolvimento é melhor à sombra, tolerando o pleno sol quando adulta. Habitat: a espécie é nativa da Caribe, República Dominicana, Puerto Rico, Dominica, São Vicente e Granadinas, Santa Lúcia, Martinica, Barbados e Granada e é amplamente cultivada em outros lugares. É a única do gênero que está ausente do continente da América do Sul. Utilidade: a espécie é ideal para parques de grandes dimensões e canteiros centrais de avenidas podendo ser plantadas em grupos ou em fileiras. Pode ser cultivada em jardins residências. Foto: Geovane Siqueira Ciclo fenológico: Não teve informação. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 12 Allagoptera arenaria (Gomes) Kuntze Nome comum: Palmeira guriri Características: é uma palmeira de caule múltiplo ou simples, subterrâneos ou muito curtos, formando densas colônias. Seus frutos são carnosos, contendo polpa fibrosa e adocicada. Exigências ambientais: a espécie é bem ornamental pelo pequeno porte e crescimento em solos arenosos e pobres. Tolera solos salinos e sujeitos a maresia, apesar de ser uma espécie de sol pleno, ajusta-se bem à meia-sombra. As plantas adultas suportam transplante. Habitat: ocorre na planície litorânea, de Sergipe até São Paulo e Paraná, em dunas ou áreas de restinga, em solos extremamente arenosos. Utilidade: os frutos são comestíveis e até vendidos nas praias. Das folhas fazem balaios, cestos e outras obras trançadas. Foto: Geovane Siqueira: (Flores e frutos) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 13 Allagoptera caudescens (Mart.) Barb. Rodr. Nome comum: Palmito amargoso Características: é uma palmeira de caule solitário que pode atingir de 4-8 metros de altura e 12-20 cm diâmetro, ocasionalmente muito curto ou subterrâneo. Exigências ambientais: a espécie tem preferência por solos ou terrenos arenosos persistindo após a derrubada da mata original em pastagens e capoeiras. Habitat: ocorre na Mata Atlântica da planície litorânea, que vai de Sergipe, Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro, e nas encostas com altitude inferior a 350 metros. Utilidade: o seu palmito, de sabor amargo, é consumindo localmente, contribuindo para redução da população natural. É uma planta muito ornamental, principalmente pela folhagem prateada podendo ser cultivada no paisagismo em geral. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 14 Archontophoenix alexandrae (F. Muell.) H. Wendl. & Drude Nome comum: Palmeira da rainha Características: é uma palmeira de caule solitário, robusto, elegante e possui um palmito de cor verde. Pode atingir de 7-12 metros de altura e 25 cm de diâmetro. Exigências ambientais: a espécie possui crescimento rápido sendo capaz de tolerar geadas fracas, prefere solo bem úmido. Habitat: é originária da Austrália, podendo ser adaptada a climas tropicais. Utilidade: utilizada para plantio em parques e jardins bem espaçosos, é de difícil transplante quando adulta. Cultivada para produção comercial de palmito no sul e sudeste do país. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (flores) Foto: Guilherme Felitto (fruto) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 15 Areca triandra Roxb. Nome comum: Areca Características: é uma palmeira de caule perfilhado e elegante, podendo atingir de 4-6 metros de altura, com o palmito pequeno de coloração verde e liso, seus frutos são vermelhos vistosos com polpa mole e sementes pretas. Exigências ambientais: a espécie é de moderado crescimento, sensível a pleno sol, necessita de meia-sombra e solo úmido. Habitat: é originária do sudeste Asiático, leste da Índia, Sumatra, Borneo e Filipinas, no sub-bosque da floresta tropical úmida. Utilidade: apropriada para composição de vasos de interiores, em parque e jardins deve ser cultivada sob a proteção de árvores. Foto: Geovane Siqueira Foto: Guilherme Felitto (fruto) Foto: Geovane Siqueira (frutos) 0% 20% 40% 60% 80% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 16 Arenga caudata (Lour.) H.E Moore Nome comum: Arenga Características: é uma palmeira densa, formando touceiras, muito enfolhada, de 1-2 metros de altura e seu caule é fino como bambus. Quando as hastes florescem e frutificam elas morrem em seguida, contudo outras hastes surgem da touceira para substituí-las. Exigências ambientais: a espécie tem crescimento lento no início, tolerante a pleno sol e à meia-sombra. Em períodos longos de seca é necessário irrigar com frequência. Habitat: origem da Tailândia, Vietnam e Camboja, no sub-bosque da floresta tropical úmida de média altitude. Utilidade: a espécie é pouco difundida no país, mas é adequada para composição de vasos para terraços e interiores, bem como parques e jardins, podendo ser plantada em grupos ou renques. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 17 Arenga tremula (Blanco) Becc. Nome comum: Palmeira trêmula Características: é uma palmeira densa que forma touceiras e bem enfolhada até o chão, de 3-4 metros de altura, seu caule é verde e anelado. Os caules frutíferos morrem lentamente após a maturação dos frutos, contudo são substituídos pelo surgimento de um novo perfilho. Exigências ambientais: a espécie é adaptada ao ambiente de meia-sombra, porém tolera a insolação direta parcial. Muito exigente em água no solo. Habitat: originária de Filipinas, na floresta tropical úmida. Utilidade: a espécie é pouco difundida no país, mas bem ornamental pela folhagem com aspecto geral prateada e trêmula. Foto: Geovane Siqueira Foto: Guilherme Felitto (flores) Foto: Geovane Siqueira 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico:jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 18 Astrocaryum aculeatissimum (Schott) Burret Nome comum: Brejaúba Características: é uma palmeira de caule múltiplo ou raramente simples, muito espinhoso, com 4-8 metros de altura e 11-15 cm de diâmetro, formando touceiras densas quando fora da mata. Seus frutos são revestidos de pelos finos, rígidos, decíduos e de cor castanha ou marrom. Exigências ambientais: a espécie tem uma afinidade por matas úmidas de baixa altitude, em solos não inundáveis ou às vezes em capoeiras e pastagens. Apesar de ser muito agressiva, apresenta potencial para cultivo no paisagismo. Habitat: ocorre na costa atlântica nos estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. Utilidade: possui madeira forte e durável, usada em construção (ripas), bem como para confecção de arcos e flechas pelos índios. Seus frutos quando verdes tem propriedades medicinais e o óleo de amêndoas tem atividade vermífuga. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (flores e frutos). 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 19 Astrocaryum murumuru var. murumuru Mart. Nome comum: Muru muru Características: é uma palmeira de caule simples ou perfilhado, com 2-15 metros de altura e 12-30 cm de diâmetro. Seus frutos são macios e polpudos. Exigências ambientais: a espécie tem afinidade por áreas próximas ao mar, às margens dos rios ou também em terra firme. Habitat: ocorre nos estados do Acre, Amazonas, Pará e Rondônia. Utilidade: o caule e a folha são utilizados na construção de casas, já os frutos, além de serem importante fonte de alimento para a fauna, possuem óleo comestível. A espécie também tem potencial para cultivo no paisagismo. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (flores masc.) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 20 Attalea burretiana Bondar Nome comum: Anaiaçú Características: é uma palmeira de caule solitário, podendo atingir 10-30 metros de altura. Seus frutos medem 8-11 cm de comprimento e 4-6 cm de diâmetro. Exigências ambientais: exige solos bem drenados e úmidos. Habitat: ocorre no estado da Bahia, principalmente na Mata Atlântica da região do recôncavo. Utilidade: suas amêndoas são comestíveis e ricas em óleo. As folhas são utilizadas para cobertura de casebres. Possui grande potencial paisagístico para parques e grandes jardins. Foto: Guilherme Felitto Ciclo fenológico: Não teve informação. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 21 Attalea funifera (Mart.) ex Spreng. Nome comum: Piassava Características: é uma palmeira que possui o caule subterrâneo, atingindo até 30 metros de altura e 30 cm de diâmetro, podendo haver uma variação dependendo do tipo de solo no qual está inserida. Seus frutos medem 10-15 cm de comprimento e 5-9 cm de diâmetro. Exigências ambientais: é uma espécie que se adapta em diversos tipos de solo, como o de restingas ou solos mais pobres. Habitat: ocorre em Alagoas, Bahia e Sergipe, na floresta costeira e restingas, em diversos tipos de solos. Utilidade: suas amêndoas são comestíveis e ricas em óleo. As folhas são utilizadas para cobertura de casebres. Possui grande potencial paisagístico para parques e grandes jardins. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (frutos) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 22 Attalea humilis Mart. ex Spreng. Nome comum: Pindoba Características: é uma palmeira de caule simples, bem curto, podendo medir até 1 metro de altura. Suas folhas são distribuídas regularmente. Seus frutos medem de 6-9 cm de comprimento e 4-8 cm de largura. Suas sementes são amêndoas. Exigências ambientais: tem afinidade por áreas abertas, desmatadas, adaptando-se facilmente à meia- sombra e a pleno sol. Habitat: ocorre na Mata Atlântica, da Bahia até São Paulo. Utilidade: as folhas são usadas para cobertura de casas e sombreamento em geral na agricultura. Possui óleo comestível e tem valor ornamental para composição paisagística de gramados. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (flores e frutos). 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 23 Attalea speciosa Mart. ex Spreng. Nome comum: Babaçu Características: é uma palmeira de caule solitário, podendo atingir 10-30 metros de altura e 60 cm de diâmetro. Seus frutos medem cerca de 10-12 cm de comprimento e 5-10 cm de diâmetro, com coloração branco-marfim quando maduros. Exigências ambientais: é uma espécie adaptada a pleno sol e com pouca exigência de ambiente. Habitat: amplamente distribuída por Bolívia, Guianas, Suriname, ocupando todo o norte do Brasil (Maranhão, Piauí e Mato Grosso) e áreas isolados do Nordeste (Ceará, Pernambuco e Alagoas, possivelmente levada pelos índios). Utilidade: é uma palmeira considerada muito útil. Seu fruto é medicinal, suas sementes (amêndoas) são ricas em óleo comestível, o que a torna a principal atividade econômica dos locais de ocorrência. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (frutos) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 24 Attalea spectabilis Mart. Nome comum: Curuá piranga Características: é uma palmeira solitária, de caule subterrâneo ou muito curto, raramente atinge 1 metro de altura. Seus frutos têm coloração marrom-amarelado, são duros e possuem 1-2 sementes. Exigências ambientais: se adapta em formações abertas do tipo Cerrado ou Savana de áreas baixas e secas, sobre solos arenosos. Costuma ser dominante em áreas de pastagens e de reflorestamento. Habitat: ocorre nos estados do Pará e Amapá. Utilidade: seus frutos constituem importante fonte de alimento para a fauna terrestre. Pela sua rusticidade, pode ser aproveitada no paisagismo sem muitas restrições. Foto: Geovane Siqueira Foto: Guillerme Felitto (frutos) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 25 Bactris bahiensis Noblick ex A.J. Henderson Nome comum: Piririma Características: é uma palmeira quase sem espinhos e com perfilhamento, podendo medir 1-2 metros de altura, formando touceiras de 7-15 hastes. Seus caules são eretos, podendo atingir 0,5-1cm de diâmetro. Seus frutos possuem coloração verde-amarelado, atingindo cerca de 15mm de diâmetro. Exigências ambientais: se adapta em vários tipos de solos, desde o nível do mar até 350 metros de altitude. Tolerante ao sombreamento. Obs.: fotos tiradas em área de floresta. Habitat: ocorre nos estados da Bahiae Espírito Santo, no sub-bosque da floresta úmida. Utilidade: seu fruto é comestível e apreciado pela fauna terrestre. É ornamental e pode ser utilizada no paisagismo para cultivo em vasos. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (frutos in loco) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 26 Bactris caryotifolia Mart. Nome comum: Coqueirinho Características: é uma palmeira que possui perfilhamento com pouca quantidade de espinhos, medindo cerca de 2 metros de altura. Seus caules são eretos, podendo atingir 1-1,5 metros de comprimento e 1-2 cm de diâmetro, cobertos por espinhos pretos. Seus frutos possuem coloração preta quando maduros. Exigências ambientais: prefere ambientes à meia-sombra, adaptando-se em regiões tropicais e subtropicais de inverno ameno e solos argilosos. Obs.: fotos tiradas em área de floresta. Habitat: ocorre na costa litorânea do Rio de Janeiro até o sul da Bahia, no sub-bosque da Mata Atlântica. Utilidade: é uma palmeira extremamente ornamental pela textura e pela coloração verde-azulada de sua folhagem. Chamando a atenção apenas quanto aos seus espinhos pontiagudos. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (frutos in loco) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 27 Bactris ferruginea Burret Nome comum: Tucum Características: é uma palmeira espinhosa e possui perfilhamento, podendo atingir 4-9 metros de altura. Seus caules são eretos, podendo atingir 6-10 cm de diâmetro e densamente cobertos por espinhos. Seus frutos possuem coloração roxo-escuros e brilhantes quando maduros, são suculentos e adocicados. Exigências ambientais: possui bom desenvolvimento em bordas de matas e clareiras e prefere solos bem drenados quando na Mata Atlântica. Habitat: ocorre na costa litorânea de Pernambuco até o sul da Bahia. Utilidade: é uma palmeira que possui frutos comestíveis que são comercializados nas feiras livres nas regiões onde ocorre. As folhas fornecem fibras de grande resistência, empregadas na confecção de fios de pesca. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (flores e frutos) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 28 Bactris gasipaes Kunth Nome comum: Pupunha Características: é uma palmeira espinhosa e possui perfilhamento, podendo atingir 4-16 metros de altura. É semi-lenhosa, armada ou não com espinhos. Seus frutos são avermelhados ou amarelados quando maduros, com polpa seca, amerela e rica em amido. Exigências ambientais: prefere solos areno-argilosos, bem drenados e ricos. Não desenvolve bem em lugares encharcados e muito úmidos. Habitat: é uma palmeira domesticada. Sua domesticação foi feita por indígenas em uma região da Bolívia e do Peru e levada para a Amazônia brasileira. Utilidade: seus frutos e o palmito são comestíveis. Existem diversas variedades. Foto: Guillerme Felitto Foto: Guillerme Felitto Ciclo fenológico: Não teve informação. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 29 Bactris setosa Mart. Nome comum: Tucum do brejo Características: é uma palmeira que possui perfilhamento, formando touceiras densas de até 6 metros de altura. Seus caules são anelados e com espinhos marrons. Seus frutos possuem coloração roxo-escuro quando maduros, que medem 1-2 cm de diâmetro e sua polpa é suculenta. Exigências ambientais: prefere solos úmidos e brejosos ou drenados. Habitat: sua ocorrência é desde o sul da Bahia até o Rio Grande do Sul, na costa litorânea e no subosque da Mata Atlântica. Utilidade: seus frutos são comestíveis e apreciados pela fauna. Das fibras e das folhas são feitos barbantes muito resistentes para redes de pesca. Foto: Guillerme Felitto (flores). Ciclo fenológico: Imagem do botão tirada em 2020. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 30 Bactris vulgaris Barb-Rodr. Nome comum: Airi mirim Características: é uma palmeira que possui perfilhamento podendo atingir até 1,5-3 metros de altura, formando touceiras de 5-12 hastes. Seus caules são eretos e anelados medindo de 1-3 metros de comprimento, com ou sem espinhos. Os frutos quando maduros possui uma coloração roxo-escuro, brilhantes, suculentos e adocicados, e quando juvenis verdes claro. Exigências ambientais: prefere solos argilosos (latossolos) e meia-sombra. Habitat: sua ocorrência é do Rio de Janeiro até a Bahia, no sub-bosque da floresta atlântica. Utilidade: seus frutos são comestíveis e apreciados pela fauna. É ornamental pela graciosidade de sua folhagem, porém, possui espinhos, o que requer atenção no uso em paisagismo. Foto: Geovane Siqueira Ciclo fenológico: Não teve informação. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 31 Bentinckia nicobarica (Kurz) Becc. Nome comum: Palmeira de nicobar Características: é uma palmeira solitária, com palmito volumoso, de cor verde-amarelada. Seu caule é ereto e cilíndrico, medindo de 10-14 metros de altura e 20 cm de diâmetro. Seus frutos são vermelhos, com uma única semente escura e seu palmito é razoavelmente longo. Exigências ambientais: é muito sensível à baixas temperaturas, cresce tanto a pleno sol como à meia-sombra, sendo exigente em umidade do solo e não tolerando secas prolongadas. Apresenta rápido crescimento. Habitat: é originária das Ilhas Nicobar, no mar de Andaman, no norte de Sumatra, em terrenos baixos da floresta tropical. Utilidade: possui potencial paisagístico para jardins e praças, é considerada elegante por possuir um palmito longo e esverdeado. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (flores) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 32 Bismarckia nobilis Hildebr. & H. Wendl. Nome comum: Palmeira azul Características: é uma palmeira solitária, majestosa e seu caule é espesso, podendo medir 10-30 metros de altura e 35 cm de diâmetro. Seus frutos quando maduros adquirem cor preta e exalam forte odor quando armazenados. Exigências ambientais: é tolerante a pleno sol e a solos pobres. Adapta-se a clima subtropical e temperado de inverno moderado. Seu crescimento é moderado. Habitat: é encontrada apenas nas savanas das regiões mais secas da Ilha de Madagascar. Utilidade: é considerada ornamental pelo seu porte e coloração. Recomendada para parques e jardins espaçosos. Sua beleza é mais notável quando não estão adultas. O tronco pode ser utilizado como madeira de construção e as folhas para cobrir casas. Foto: Geovane Siqueira (flores e frutos) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 33 Borassus aethiopium Mart. Nome comum: Palmeira africana Características: é uma palmeira solitária, robusta, seu caule é espesso com dilatação “barriga” superior, podendo atingir 15-20 metros de altura, sendo desprovida de palmito. Frutos grandes, fibrosos, de cormarrom-amarelado e depois escuros. Exigências ambientais: é adaptada a sol direto com solo bem suprido de umidade. Não tolera o transplante. Apresenta lento crescimento e boa tolerância ao clima subtropical. Habitat: é originária da África tropical, em savanas e florestas secundárias abertas. Utilidade: é uma espécie pouco cultivada no Brasil. Das flores, são obtidos vinho e açúcar. A madeira é usada para construção. Possui potencial paisagístico, devido a seu porte grandioso e aconselha-se ser cultivada parques. Foto: Geovane Siqueira Ciclo fenológico: Não teve informação. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 34 Carpentaria acuminata (H. Wendl. & Drude) Becc. Nome comum: Palmeira carpentária Características: é uma palmeira solitária, elegante, podendo medir de 8-16 metros de altura e com palmito visível de cor verde-acinzentado. Seus frutos são vermelhos e vistosos, porém podem causar irritação à pele durante o manuseio. Exigências ambientais: é uma palmeira de rápido crescimento, tolerante ao frio do inverno, sendo bem adaptada ao nosso clima. É adequada para cultivo a pleno sol e suporta transplante de exemplares adultos. Habitat: é originária do norte da Austrália, nas margens de rios e córregos em florestas inundáveis. Utilidade: é considerada ornamental pelo seu porte elegante e frutos vistosos. Adequada para parques e jardins. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (frutos) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 35 Caryota urens L. Nome comum: Palmeira rabo de peixe Características: é uma palmeira solitária, podendo atingir entre 12-20 metros de altura. Seu caule é anelado com cerca de 38 cm de diâmetro. Seus frutos são verdes, passando para vermelhos e pretos. Possuem cristais de ácido que causam irritação à pele e aos olhos quando manuseados. Exigências ambientais: palmeira de rápido crescimento, grande rusticidade e resistente a pleno sol, porém também tolerante à meia-sombra na fase jovem. Prefere solos bem drenados e tolera climas temperados quentes. Habitat: sua origem é a Índia, Burma, Sri Lanka e Malásia, na floresta tropical. Utilidade: é uma palmeira ornamental, muito cultivada em parques e jardins. Possui seiva rica em açúcar. Portanto alguns cuidados dever ser tomando quanto a espécie intitulada de C. urens, é oriunda do latim; urticante. Fato este que justifica a irritação na pele quando há o contato e manuseio com os frutos. Foto: Guilherme Felitto Foto: Geovane Siqueira (frutos) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 36 Chamaedorea seifrizii Burret Nome comum: Palmeirinha bambú Características: palmeira de caules múltiplos, finos, verdes e anelados, semelhantes a bambu. Com cerca de 2-3 metros de altura e 1,5 cm de diâmetro, forma touceiras densas. Seus frutos possuem coloração preta. Exigências ambientais: palmeira tropical rústica de meia-sombra, porém, tem boa tolerância ao sol direto. Seu crescimento é moderado e tolera o inverno dos subtrópicos. Habitat: originária do México, Guatemala, Belize e Honduras na floresta úmida aberta ou densa, em solos calcários. Utilidade: cultivada em vasos ou canteiros, isoladamente ou em grupos. Foto: Geovane Siqueira 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 37 Chamaerops humilis L. Nome comum: Moinho de vento Características: é uma palmeira que possui perfilhamento, formando densas touceiras, medindo entre 3-4 metros de altura. Seus frutos são marrom-amarelados. É a única espécie do gênero, porém, representada por diversas variedades. Exigências ambientais: possui crescimento lento, tolera solos pobres, secos, salinos, clima temperado e pleno sol. É talvez a espécie de palmeira mais tolerante ao frio. Habitat: tem origem no Mediterrâneo Ocidental (África e Europa), nas regiões costeiras arenosas e pedregosas. É a única espécie de palmeira nativa da Europa. Utilidade: adequada para parques e jardins. Suas fibras são empregadas para fábrica de cordas e barbantes para redes. Foto: Geovane Siqueira Ciclo fenológico: Não teve informação. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 38 Coccothrinax argentata (N. J. Jacq.) L. H. Bailey Nome comum: Palmeira prateada Características: é uma palmeira solitária, que mede de 5-10 metros de altura. Seu caule tem cor cinza-clara, medindo 10-20 cm de diâmetro. Seus frutos medem 0,5-1,3 cm de diâmetro, de cor preto-arroxeada. Exigências ambientais: palmeira típica de regiões litorâneas, de pleno sol, podendo crescer em dunas de areia branca, portanto, solo salino. Habitat: originária do México, Honduras, Bahamas, Colômbia, Cuba, Estados Unidos e Jamaica, em bosques abertos ou fechados, geralmente próximo do mar. Utilidade: é ornamental, cultivada para arborização de parques e jardins. Seu tronco é utilizado em construções e as folhas em coberturas de casas e ranchos. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (frutos) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 39 Coccothrinax barbadensis (Lodd. ex Mart.) Becc. Nome comum: Palmeira leque Características: é uma palmeira solitária, com cerca de 5-15 metros de altura e 15 cm de diâmetro. Seus frutos são pretos, com cerca de 1 cm de diâmetro. Exigências ambientais: é tolerante a pleno sol, solos arenosos e salinos, possui crescimento lento e sobrevive ao frio do inverno subtropical. Habitat: é originária das Antilhas, Porto Rico e Venezuela, na vegetação costeira. Utilidade: é uma espécie ornamental. Suas folhas são usadas para cobrir casas. Foto: Geovane Siqueira 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 40 Cocos nucifera L. Nome comum: Coco da bahia Características: é uma palmeira de caule simples de até 20 metros de altura. Seu fruto tem coloração verde e amarelo-laranjado, de acordo com a variedade. Exigências ambientais: é adequada a pleno sol, inclusive em áreas de solo bem arenoso. Habitat: a origem dessa palmeira ainda é uma incógnita, acredita-se ter sido a Polinésia seu centro de dispersão, e por correntes marinhas ou pelo próprio homem, difundiu-se por todo mundo, tornando uma espécie cosmopolita. Pertence a tribo Cocoideae, espécies que tem três furinhos no fruto. Há considerações de que ela seja nativa do Brasil, pois ocorre praticamente de norte a sul do país, e mais precisamente, no Nordeste. Utilidade: é a palmeira de maior importância econômica em todo o mundo, muito devido a seu fruto, que possui um líquido interno e que é considerado isotônico e saudável. Todas as suas partes são aproveitadas. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (frutos) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 41 Copernicia alba Morong ex Morong & Britton Nome comum: Carnaúba branca Características: é uma palmeira de caule solitário, medindo em média 8-30 metros de altura por 17-22 cm de diâmetro. Exigências ambientais: prefere terrenos periodicamente inundados. Habitat: ocorre em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul (Pantanal) e no Chaco da Argentina, Paraguai e Bolívia. Utilidade: é palmeira bem ornamental, sua madeira é utilizada para construção de cercas e currais. Suas inflorescências são boas para produção de mel. Suas folhas contêm cera, que quando secas servem para fabricar chapéus, roupas e cordas. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 42 Copernicia prunifera (Mill.) H.E. Moore Nome comum: Carnaúba Características: é uma palmeira de caule solitário, podendo medir de 10-15 metros de altura por 15-20 cm de diâmetro. Seus frutos possuem coloração roxo-escuro, podendo medir 2,7 cm de comprimento. Exigências ambientais: prefere terrenos baixos de várzea, beira de rios e lagos e periodicamente inundados. Habitat: ocorre no nordeste brasileiro, Vale do São Francisco, Tocantins e Maranhão (Caatinga). Utilidade: tem potencial paisagístico, sendo utilizada na arborização urbana no Nordeste. Sua madeira é forte. Suas folhas são empregadas como alimento para o gado e quando secas, retira-se a cera, que é matéria-prima nobre para confecção de artesanatos trançados (esteiras, chapéus, bolsas etc.). Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (frutos) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 43 Cyrtostachys glauca H.E. Moore Nome comum: Palmeira glauca Características: é uma espécie bem delgada e moderada, de 5,5-15 metros de altura e com cerca de 3-4 perfilhos ou hastes. Quando adultas, suas hastes podem ter de 5-15 cm de diâmetro. Exigências ambientais: é uma espécie que não resiste a temperaturas abaixo de 10°C. Indicada para região tropical. Habitat: é uma palmeira endêmica de Papua Nova Guiné. Utilidade: é uma espécie pouca difundida no país, podendo ser cultivada em jardins e bem ornamental. Foto: Geovane Siqueira 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 44 Desmoncus orthacanthos Mart. Nome comum: Palmeira cerca onça Características: é uma palmeira que possui perfilhamento, medindo entre 2-12 metros de altura e 4 cm de diâmetro. Seus frutos são amarelo-alaranjados ou vermelhos quando maduros, sua polpa é carnosa. Exigências ambientais: prefere locais com solo bem drenado e arenoso. Habitat: é uma palmeira largamente distribuída no país (região Amazônica, na Mata Atlântica e restingas da região leste). Ocorre também em áreas de vegetação secundária nessas regiões. Utilidade: seus caules são usados para confecção artesanal de cestos. Os frutos são consumidos pela fauna. Apresenta bom efeito ornamental. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (flores) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 45 Desmoncus polyacanthos Mart. Nome comum: Jacitara Características: é uma palmeira de caule perfilhado, medindo entre 2-15 metros de altura e 0,5-1,3 cm de diâmetro. Seus frutos são avermelhados, medindo de 1-1,4 cm de comprimento. Exigências ambientais: prefere locais como subosque de floresta tropical úmida. Habitat: ocorre no Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Roraima. Utilidade: seu caule é usado no artesanato na construção de cestos. É considerada ornamental. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira Ciclo fenológico: Não teve informação. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 46 Dictyosperma album (Bory) Scheff Nome comum: Palmeira princesa Características: é uma palmeira solitária e elegante, seu caule é anelado, podendo atingir entre 7-10 metros de altura e 20 cm de diâmetro. Seus frutos são preto-arroxeados. Exigências ambientais: possui boa tolerância ao frio, é rustica e tem rápido crescimento. É adequada para regiões litorâneas, tolerando solos arenosos salinos e maresia. Aprecia a exposição direta do sol. Habitat: é originária das Ilhas Mascarenhas, Maurícios e Reúnion. Utilidade: é adequada para arborização de parques e jardins. As mudas são avermelhadas quando jovens. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (flores). Foto: Guilherme Felitto (frutos). 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 47 Drymophloeus oliviformis (Giseke) Miq. Nome comum: Palmeira de guiné Características: é uma palmeira solitária e elegante, de porte pequeno a médio e tem boa aparência. Seus frutos vermelhos quando maduros, possuem uma polpa que irrita a pele. Exigências ambientais: exige uma meia-sombra, uma área bem drenada, precisa ser bem regada e requer condições subtropicais e tropicais ou altas temperaturas. Habitat: é uma espécie rara e delicada. Nativa das florestas de Maluku, Nova Guiné, Tailândia. Utilidade: é uma espécie pouco difundida no país, bastante ornamental e pode ser cultivada em pequenos jardins ou até mesmo em vasos. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira Ciclo fenológico: Não teve informação. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 48 Dypsis cabadae (H.E. Moore) Beentje & J. Dransf Nome comum: Palmeira de cadaba Características: é uma palmeira de caule com perfilhamento, medindo entre 8-12 metros de altura e 10 cm de diâmetro, formando touceiras. É elegante com cor verde-esbranquiçado. Seus frutos são pequenos e vermelhos. Exigências ambientais: é uma palmeira com boa rusticidade e de rápido crescimento, na fase adulta é tolerante ao sol direto e ao inverno moderado. Devem ser plantadas em solo rico em matéria orgânica e úmido. Habitat: é de origem duvidosa, mas provavelmente Madagascar, uma vez que nunca foi encontrada na natureza e tendo sido descrita de plantas provenientes de cultivo em Cuba. Utilidade: possui efeito ornamental, apropriada para vasos, parques e jardins. Foto: Geovane Siqueira 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 49 Dypsis decaryi (Jum.) Beentje & J. Dransf Nome comum: Palmeira triângulo Características: é uma palmeira solitária, medindo 3-6 metros de altura e 30-40 cm de diâmetro. Seu caule é anelado de cor cinza. Seu fruto tem cor amarelo-esbranquiçado. Exigências ambientais: é uma palmeira rústica e de crescimento lento, pouco tolerante a geadas e bem tolerante aos solos arenosos, salinos e maresia. Habitat: originária de Madagascar,em floresta ou savanas secas e terrenos pedregosos. Utilidade: é uma palmeira ornamental, adequada para parques e jardins. Seus frutos são consumidos de forma natural e no preparo de bebida fermentada. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (frutos) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 50 Dypsis fibrosa (C.H. Wright) Beentje & J. Dransf Nome comum: Palmeira fibrosa Características: é uma palmeira solitária, ou agrupada de 2-6 troncos com 3-9 m de altura bem ramificados, seu diâmetro vai de 5-18 cm com sua base coberta de uma piassava fibrosa. Exigências ambientais: não é adequada a baixas temperaturas, prefere solos bem drenados, podendo ser cultivada a pleno sol. Habitat: é uma espécie endêmica do noroeste ao leste de Madagascar, em floresta úmida e costeira. Utilidade: suas folhas são utilizadas para palha, sua inflorescência é vendida como pincéis (Masoala) e seu principal produto é a piassava, que é vendida a 30-50 francos/kg. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira Ciclo fenológico: Não teve informação. COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 51 Dypsis leptocheilos (Hodel) Beentje & J. Dransf Nome comum: Palmeira de pescoço marrom Características: palmeira solitária, elegante, medindo entre 6-10 metros de altura por 20-25 cm de diâmetro. Seu caule é anelado e acinzentado. Seus frutos são redondos com cerca de 1 cm de diâmetro. Exigências ambientais: possui rápido crescimento, é rústica e de pleno sol. Tolerante a solos salinos e clima ameno. Habitat: originária possivelmente de Madagascar, embora nunca foi encontrada na natureza, é descrita a partir de exemplares cultivados no Tahiti. Utilidade: tem características ornamentais, possuindo potencial paisagístico. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (flores) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 52 Dypsis lutescens (H. Wendl.) Beentje & J. Dransf. Nome comum: Areca bambú Características: é uma palmeira de caule com perfilhamento, medindo de 3-8 metros de altura, formando touceiras, com brotação nova intensa na base. Seu palmito é verde-amarelado. Seus frutos são ovais, amarelados e numerosos. Exigências ambientais: é uma palmeira rústica e de rápido crescimento, prefere ambiente à meia-sombra quando jovem. Pode ser transplantada com facilidade em qualquer estágio de desenvolvimento. Eventualmente seu tronco pode ramificar-se e é tolerante ao frio. Habitat: é originária de Madagascar, em floresta litorânea de solos bem arenosos ou pedregosos. Utilidade: é uma espécie cultivada com efeito decorativo. Adequada para vasos, parques e jardins. É a palmeira mais cultivada no mundo. Foto: Geovane Siqueira Foto: Guilherme Felitto (Flores e Frutos) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 53 Dypsis madagascariensis (Becc.) Beentje & J. Dransf. Nome comum: Areca de locuba Características: é uma palmeira solitária, de porte elegante, de 7-15 metros de altura, com caule anelado de cor verde e com cerca de 18 cm de diâmetro. Seus frutos são ovais, marrons, numerosos e com polpa suculenta. Exigências ambientais: é resistente a terrenos secos e ao sol direto, tolera temperaturas amenas, porém raramente produz sementes nestas condições. Suporta transplante, mesmo quando adulta. Habitat: originária de Madagascar, em florestas úmidas e semidecíduas. Utilidade: cultivada em parques e jardins isoladamente, pois suporta o pleno sol. Quando novas, requerem solo fértil e úmido. Foto: Guilherme Felitto Foto: Guilherme Felitto (Flores) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 54 Elaeis guineensis Jacq. Nome comum: Dendê Características: é uma palmeira solitária, desprovida de palmito visível, de 15-20 metros de altura e 35 cm de diâmetro. Seus frutos são em cachos densos, ovais, lisos, brilhantes, de cores preta e vermelha, com grossa polpa amarela e oleosa. Exigências ambientais: é rústica e bem adaptada ao clima tropical brasileiro, porém tolera geadas invernais quando adulta. Seu crescimento é moderado e tolera sol direto. Habitat: originária da África Central e tropical, na floresta úmida. Utilidade: seu cultivo objetiva principalmente a obtenção de óleo da polpa e da amêndoa, destinado à indústria e culinária. Também tem atributos ornamentais, utilizada em paisagismo de parques e jardins. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 55 Elaeis oleifera (Kunth) Cortés Nome comum: Dendê do pará Características: palmeira de caule solitário, podendo atingir 1-6 metros de altura e 30-40 cm de diâmetro. Seus frutos são compridos, de cor alaranjada, com polpa oleosa e de uma única semente. Exigências ambientais: prefere solos como várzeas úmidas ao longo de rios e córregos, persistindo na capoeira após a derrubada da mata. Habitat: ocorre na região Amazônica e na América Central, Colômbia e Guianas, onde é mais frequente. Utilidade: seu fruto é rico em óleo e muito utilizado na cozinha, iluminação e como creme capilar. Também tem atributos ornamentais. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (frutos) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ciclo fenológico: jan/2016 a dez/2018 Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 56 Euterpe oleracea Mart. Nome comum: Açaí Características: é uma palmeira que possui perfilhamento, atingindo entre 3-20 metros de altura e 7-18 cm de diâmetro, de cor acinzentada. Seus frutos são lisos, negro-purpúreos ou verdes quando imaturos. Exigências ambientais: prefere áreas próximas a ribeirões e rios, principalmente no estuário do rio Amazonas. Habitat: ocorre nos estados do Amapá, Maranhão, Pará e Tocantins, em grandes colônias. Utilidade: do fruto é obtido um suco arroxeado que possui alto teor calórico e é consumido como hábito rotineiro. Seu palmito é comestível e ela é muito utilizada no paisagismo. Foto: Geovane Siqueira Foto: Geovane Siqueira (flores e frutos) 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Flor Flor/Fruto Fruto COLEÇÃO DE PALMEIRAS NATIVAS E EXÓTICAS DA RESERVA NATURAL VALE, LINHARES-ES. Página 57 Euterpe precatoria var. precatoria (Mart.) Henderson Nome comum: Açaí da mata Características: é uma palmeira de caule solitário, medindo de 3-20 metros de altura e 4-23 cm de diâmetro. Seus frutos são redondos medindo de 1-1,3 cm de diâmetro, de cor púrpura-negra. Exigências ambientais: prefere matas tropicais úmidas de baixa altitude, geralmente junto aos rios em áreas periodicamente inundadas. Habitat: ocorre nos estados do Acre, Amazonas, Pará e Rondônia. Utilidade: seu palmito é comestível