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Panorama histórico da psiquiatria no Brasil
Ao analisarmos o panorama histórico da psiquiatra no Brasil nos deparamos com diversas questões, dentre elas pontos extremamente relevantes quando observamos o passado da psiquiatria no país é possível notar que ele possui grandes influências ao modelo europeu, especificamente ao germânico e francês, contudo a cada década a psiquiatria se reformula devido a muitos fatores para que seja mais contundente com o a realidade de sua população.
No Brasil a psiquiatria institucional se inicia com a criação dos manicômios, em 1852 houve a inauguração do Hospício Pedro II, na capital do Rio de Janeiro, sendo considerado um marco do início da psiquiatria no país, como já mencionado houve forte influência europeia no processo, tanto que o modelo inicial das instituições manicomiais era asilar, um modelo muito presente na França e influenciado pela medicina alienista, neste contexto pessoas com transtorno mental sofriam com o isolamento, por diversas vezes em situações precárias, sob a falsa justificativa de segurança pública.
Ao adentramos no século 20 a psiquiatra finalmente se consolida como uma especialidade médica, ocupando espaço na formação acadêmica e científica. Nesta época o modelo eugenista era dominante, interligando o conceito de “loucura “a degradação moral e social, desta forma isolar pessoas era algo extremamente comum e aceito pelo senso popular deste período. 
No mesmo período se iniciou algumas críticas ao modelo de tratamento destas instituições e da posição em relação ao tratamento de pessoas portadoras de transtorno mental, esse movimenta ganha força pós década de 40, onde se inicia mudanças nas formas de cuidado, abordagens terapêuticas com grande influência da psicanálise e da psicologia social. Seguindo essa onda que também tem embalo internacional o Brasil começa a evidenciar o caráter excludente e violento dos manicômios, contudo ações práticas se iniciam no final do século 20.
A partir de 1980 com o grande apoio de diversos movimentos sociais e profissionais ligados a área da saúde, finalmente se inicia o que conhecemos por reforma psiquiátrica brasileira e a lei 10.216/2001 que também é conhecida como Lei da reforma psiquiátrica é sancionada e se torna um marco essencial para a substituição contínua dos manicômios por serviços de saúde mental comunitário, a partir desta lei e da força dada a reforma diversas outras ações e políticas públicas foram criadas com o intuito de corrigir a questão. Temos como um exemplo claro de política pública deste seguimento a criação do CAPS (Centro de atenção psicossocial) instituição presente em todos os estados brasileiros que fornece cuidado humanizado, atenção a atividades culturais, lazer e apoio multidisciplinar há população, sendo totalmente o oposto dos manicômios, pois seu intuito é o olhar a humanidade e totalidade do ser associadas ao cuidado em liberdade. 
Atualmente trabalhamos com o conceito de saúde mental e atenção psicossocial, onde se dá grande ênfase no cuidado humano, inclusão social, apoio a diversidade e pluralidade das pessoas, direitos humanos, garantia a acessos e qualidade de vida e por fim, mas não menos importante o cuidado fora do ambiente hospitalar, visando sempre a liberada de o direito de ir e vir do indivíduo.

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