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Técnicas de execução e proteção de instalações elétricas Você vai compreender as técnicas de execução e manuseio de ferramentas e instrumentos para instalações elétricas, assim como conceitos e princípios de proteção. Profa. Isabela Oliveira Guimarães 1. Itens iniciais Propósito Conhecer as técnicas necessárias para execução de instalações elétricas, o uso de ferramentas adequadas, os instrumentos de medição e as emendas de condutores, além dos requisitos de proteção das instalações elétricas de baixa tensão e média tensão, é relevante para profissionais que desejam se especializar no ramo da eletricidade. Preparação Antes de iniciar este conteúdo, tenha em mãos papel e caneta para anotações e uma calculadora. Você também pode usar a calculadora do seu computador ou celular. Objetivos Descrever as técnicas de execução em instalações elétricas. Definir os dispositivos e as formas de proteção utilizados em instalações elétricas. Introdução Olá! Antes de começarmos, assista ao vídeo para entender o que são as instalações e proteções elétricas e suas técnicas. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. • • 1. Execução em instalações elétricas Ferramentas e utensílios Veja neste vídeo as ferramentas e os utensílios que devem ser utilizados na realização de uma instalação elétrica de forma segura. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Na execução de projetos de instalações elétricas, é importante que o profissional responsável seja capaz de conhecer as ferramentas e os utensílios disponíveis. O manuseio correto e a observação das orientações de uso do fabricante, proporcionam maior vida útil aos equipamentos e melhor segurança contra acidentes de trabalho que, nessa área de atuação, podem facilmente ser fatais. O uso correto das ferramentas pode auxiliar e agilizar o trabalho em instalações elétricas, além de proporcionar uma execução com menor tempo e maior qualidade e segurança. Na sequência, são apresentadas as principais ferramentas empregadas em trabalhos envolvendo eletricidade. Acompanhe! Alicates São ferramentas manuais de aço, feitas a partir de processos de fundição e forjamento. Os alicates são compostos por dois braços e um eixo articulado, sendo uma das extremidades adequada para ser a garra. Há vários tipos de alicate disponíveis para o trabalhador em eletricidade. Veja alguns deles! Alicate universal Utilizado para segurar, cortar e dobrar. Alicate de corte (frontal) Serve para cortar chapas, arames e fios. Alicate de bico Utilizado para corte ou torção de cabos, arames e fios, bem como para manipular pequenas peças, como parafusos em locais delicados e de difícil acesso. Existe em diversos formatos e tamanhos. Alicate de pressão Permite apertar peças, sendo a pressão regulada por um parafuso. Alicate de eixo móvel Utilizado para trabalhar com redondos. Sua articulação móvel permite o ajuste da ferramenta ao tamanho da peça a ser manipulada. Alicate manual do tipo desemcapador O desemcapador de fios também pode ser considerado um tipo de alicate, em que se regula a abertura das lâminas de acordo com a seção transversal do condutor a ser desencapado. Chaves de aperto São ferramentas que utilizam o princípio de alavanca para apertar ou desapertar parafusos e porcas. Normalmente, são fabricadas por aço e são muito resistentes. Essas chaves se caracterizam em função do tipo e tamanho de abertura. Confira a seguir os modelos que usualmente podem ser encontrados. Chave de boca fixa simples Chave de boca fixa combinada Chave de boca regulável Chave Allen Chave radial ou de pinos Chave corrente ou cinta Chave soquete É importante que as chaves sejam sempre justas aos parafusos ou porcas, para evitar golpes com as chaves e mantê-las sempre limpas. Chaves de parafuso Comumente encontradas nos formatos de fenda ou Philips, são ferramentas de aperto constituídas de uma haste cilíndrica de aço, em que uma de suas extremidades é forjada no formato de cunha do tamanho do parafuso e a outra no formato de cabo ergonômico de pegada para apoio do técnico. São empregadas para apertar e afrouxar parafusos cujas cabeças tenham ranhuras. De acordo com o tipo de ranhura do parafuso, escolhe-se qual chave utilizar. Observe! Furadeiras São máquinas-ferramentas utilizadas para execução de furos, alargamentos, rebaixamentos e rosqueamentos. Consistem em um dispositivo eletromecânico em que o movimento de rotação é dado por um motor e um jogo de engrenagens que possibilitam o controle da velocidade de rotação. As furadeiras podem ser: Chave de fenda Para parafusos com ranhuras retas. Chave Phillips Para parafusos com ranhuras em cruz. Manuais Costumam ser portáteis e podem ser transportadas com facilidade em maletas, operadas em qualquer posição. Ex.: furadeira portátil Automáticas São mais utilizadas em montagem de bancadas de madeira ou aço. Ex.: furadeira de bancada As furadeiras são descritas em função da potência do motor, da velocidade de rotação em RPM e da capacidade. São acompanhadas, geralmente, de mandril, jogo de buchas de redução e brocas para perfuração. A escolha da broca depende do diâmetro da perfuração e do material a ser perfurado. É importante que o operador mantenha a furadeira sempre limpa e que seja feita a lubrificação periódica do equipamento. Ferros de solda Em algumas situações, pode ser necessária a utilização de técnicas de soldagem de condutores. O ferro de solda é uma ferramenta de produção de calor a partir de uma resistência interna, capaz de fundir materiais como o estanho. A solda é fundida pela extremidade do ferro de solda e se une ao condutor após o resfriamento. Apesar de o ferro de solda ser mais utilizado em soldagem de dispositivos eletrônicos, outras técnicas de soldagem podem ser utilizadas para soldas de peças de maior porte ou em instalações industriais. A imagem a seguir ilustra uma estação de soldagem com ferro de solda. Esse equipamento é tipicamente utilizado para soldagens de pequeno porte, utilizando ligas metálicas compostas por materiais de baixo ponto de fusão como estanho e chumbo. Veja! Estação de soldagem com ferro de solda. É importante que a extremidade do ferro seja sempre limpa após o uso, evitando assim o acúmulo de estanho que prejudique a condução de calor. Se isso ocorrer, o ferro perderá sua capacidade de fundir o material em outros processos de estanhagem. Instrumentos de medida Confira neste vídeo os instrumentos de medidas e sua correta utilização para uma eficiente instalação elétrica. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. O manuseio de componentes elétricos deve sempre ser feito com muita responsabilidade pelo técnico que executa o trabalho. Em instalações elétricas, é extremamente importante que se verifique a ausência de tensão antes de manusear partes condutivas dos circuitos. Para isso, diversos instrumentos e equipamentos de medição podem auxiliar o trabalho de manutenção e execução. Atenção Por questões de segurança, siga sempre as recomendações de uso do fabricante dos instrumentos a serem utilizados. Testes Os aparelhos de teste são instrumentos exclusivamente indicativos, ou seja, não são capazes de medir uma grandeza elétrica, apenas de acusar sua existência ou não naquela parte do circuito. São utilizados, por exemplo, na identificação de fios de fase energizados em circuitos terminais de instalações elétricas. Sempre que possível, utilize outros dispositivos de teste para garantir maior segurança no manuseio de circuitos. Os aparelhos de teste normalmente se apresentam no formato de canetas e a extremidade pode indicar a presença de sinal elétrico a partir de indicação luminosa ou sonora. A imagem a seguir ilustra um aparelho de teste no formato de chave de fenda, conhecido popularmente como chave de teste. Confira na imagem! Chave de teste. Medição Os aparelhos para medição, por sua vez, são instrumentos destinados a fornecer valores de grandezas elétricascom base em escalas, gráficos e dígitos. É importante utilizar esses aparelhos concomitantemente aos aparelhos de testes, para garantir maior segurança no trabalho com a instalação elétrica. Os aparelhos de medição podem ser: Indicadores Fornecem valores instantâneos a partir do movimento de ponteiros. Registradores São capazes de registrar a grandeza por tempo. Integradores São capazes de somar valores instantâneos e fornecer resultados acumulados a cada instante. Na sequência, confira os instrumentos de medição mais importantes para trabalhos com instalações elétricas. Amperímetro É utilizado para medição de corrente elétrica. Essa medição pode ser realizada com o aparelho ligado em série com o circuito. Alternativamente podem ser utilizadas bobinas no entorno dos condutores de forma a medir o campo magnético associado à corrente elétrica. Voltímetro É utilizado para medição da tensão elétrica e deve ser conectado em paralelo com o ponto de medição ou carga. Wattímetro É um aparelho capaz de medir tensão e corrente instantâneas e fornecer o produto dessas grandezas, que é a potência elétrica. Os wattímetros possuem duas bobinas, uma de corrente e uma de tensão. Multímetro digital sendo usado para verificar a corrente elétrica no interruptor do disjuntor. Alicate amperímetro. Ohmímetro Em algumas situações pode ser necessária a medição da resistência elétrica do circuito. Para isso, é utilizado um ohmímetro. Esse aparelho é comumente usado também para medição de continuidade em um circuito e deve ser conectado sempre em circuitos desenergizados. Multímetros É possível construir aparelhos de medição para todas as grandezas elétricas, sendo que cada um possuirá características próprias. Normalmente, um multímetro é utilizado pelos técnicos como aparelho que reúne diversas funcionalidades de medição em um único aparelho. Multímetros são equipamentos responsáveis por fazer a medição de diversas grandezas elétricas e não elétricas por meio de sensores, como a temperatura. Em aparelhos mais completos, é possível medir frequência da rede, indutância, capacitância, entre outras. Os multímetros, analógicos ou digitais, possuem dois terminais em que são ligadas as pontas de prova, também conhecidas como pontas de teste. A ponta de prova de cor vermelha deve ser ligada ao terminal positivo do multímetro, e a ponta de prova preta, ao terminal negativo. Esses aparelhos são multifunção, controlados por uma chave rotativa seletora que define a grandeza a ser medida e a escala da medição. Alicates amperímetros Apesar de muito versáteis, os multímetros não são muito seguros para medição de corrente elétrica, pois é preciso seccionar o circuito para inserção das ponteiras, o que torna a operação potencialmente perigosa e com riscos de choque elétrico quando realizada de modo inadvertido. Além disso, a escala máxima de medição da maioria dos multímetros é de 20A, de modo que a medição em circuitos de maior potência torna-se impraticável. Para isso, utilizamos os alicates amperímetros, que são aparelhos com uma bobina que envolve o condutor e fazem a medição de corrente com base na variação do campo eletromagnético criado no condutor. Emendas em condutores Muitas vezes, ao trabalhar com instalações elétricas, emendas em fiações são necessárias. Neste vídeo, vamos conhecer algumas emendas que permitem que a instalação se mantenha segura e funcional. Não perca! Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Além do conhecimento sobre as ferramentas e os instrumentos utilizados em instalações elétricas, o técnico responsável também precisa executar corretamente as emendas e conexões dos condutores e equipamentos envolvidos na instalação. Curto-circuito provocado por junção de fios elétricos queimando o transformador de uma rua em Troy, Illinois, USA. Caso esses trabalhos não sejam bem executados, permitindo conexões frouxas ou mal soldadas (se for o caso), podem ocorrer problemas que necessitam de intervenção urgente, tais como: Incêndios. Curtos-circuitos. Perdas de energia. Mau funcionamento dos equipamentos. Choques elétricos aos usuários da instalação. Superaquecimento de condutores e dispositivos. O técnico que executa o trabalho é responsável por tudo que acontece na instalação, por isso, é muito importante que suas atividades sejam precedidas de conhecimento e orientadas por boas práticas. Uma emenda de condutores é simplesmente o processo utilizado para unir dois ou mais fios em alguma parte do projeto em execução. As emendas devem possibilitar a passagem da corrente elétrica entre os condutores sem provocar superaquecimento, ou seja, o contato deve ser suficiente para que não ocorra aquecimentos por Efeito Joule. Além disso, devem possuir resistência física (mecânica) para suportar as eventuais solicitações ocasionadas por sua tração. Efeito Joule Fenômeno físico que consiste na conversão de energia elétrica em calor. Esse fenômeno ocorre quando algum corpo é atravessado por uma corrente elétrica. As constantes colisões que ocorrem entre os elétrons e os átomos que compõem a estrutura cristalina do corpo fazem com que sua temperatura aumente, fazendo com que parte da energia elétrica contida nos portadores de carga seja convertida em calor. Emendas em prosseguimento São a união de dois condutores para alongar linhas. Normalmente, são utilizadas em instalações de linhas abertas, conforme imagem a seguir. Emenda em prosseguimento. A execução de uma emenda deve ocorrer sempre com os condutores desenergizados, atentando-se aos seguintes passos: • • • • • • Retirar a isolação Retire a isolação da ponta dos condutores com o uso de uma faca ou de um objeto semelhante. O comprimento da ponta deve ser pelo menos 50 vezes o diâmetro do condutor. Limpar os condutores Limpe os condutores retirando os vestígios do material isolante que tenham ficado presos ao metal. É possível raspar com as costas da lâmina da faca. Cruzar as pontas Cruze as pontas dos condutores, torcendo uma sobre a outra em sentidos opostos. As pontas devem dar, no mínimo, seis voltas sobre o condutor. Finalizar a torção Finalize a torção das pontas com o auxílio de um alicate, caso o diâmetro do condutor dificulte o trabalho com as mãos. Enrolar as pontas Enrole e aperte as pontas dos condutores, mas com espaçamento para penetração da solda. Utilize um ferro de solda para concluir o contato térmico dos condutores. Isolar a emenda Isole a emenda utilizando uma fita isolante. Inicie na extremidade mais cômoda e enrole a fita de modo que as voltas se sobreponham na metade da largura da fita. Retorne com a fita enrolando agora com inclinação oposta. Pressione a ponta da fita para permitir aderência ao isolamento. Emendas em derivação Nas instalações dos ramais de ligação, é necessário fazer a emenda de condutores em derivação, conforme imagem a seguir. Emenda em derivação. Para a execução de uma emenda em derivação, é preciso atentar-se aos seguintes passos: Desencapar as pontas Desencape as pontas dos condutores do circuito ramal após a verificação de que os condutores estão desenergizados. Desencapar os condutores Desencape os condutores da linha. Marque com cortes de faca uma faixa em torno de 20 mm a partir do ponto de derivação. Retire com uma faca o isolamento em volta do condutor, com cuidado para não cortar o metal dos fios. Limpar os condutores Limpe os condutores. Emendar os condutores Emende os condutores cruzando a ponta do condutor da linha sobre a derivação, enrolando-o de modo que as espiras fiquem com um pequeno espaçamento. Se necessário, complete a torção dos fios com o auxílio de um alicate. Olhal na extremidade do condutor. Soldar a emenda Solde a emenda em derivação, se necessário. Fazer a isolação Utilize a fita isolante para fazer a isolação. Enrole a fita primeiramente no condutor da linha e, ao voltar, enrole no condutor do ramal. Emendas em caixas de passagem Para o caso de emendas em caixas de passagem, é importanteque o desencape das pontas seja pelo menos 50 vezes o tamanho do diâmetro do condutor. Acompanhe o passo a passo! Cruzar os condutores Cruze os condutores após verificar se eles estão desenergizados. Torcer os condutores Torça os condutores com a mão, com o auxílio de um alicate. Dar aperto final Dê um aperto final com o alicate e dobre as pontas. Fazer a isolação Faça a isolação. Olhal Quando há a necessidade de conectar condutores rígidos e flexíveis diretamente em bornes de interruptores, tomadas, dispositivos de proteção, entre outros, utiliza-se a técnica de olhal. No caso de condutores flexíveis, a conexão só pode ser feita com auxílio de terminais específicos conectados a esses condutores. A seguir, confira a fórmula. Em que: comprimento da circunferência do olha, em raio do parafuso, em diâmetro do condutor, em Instalações aéreas Veja neste vídeo a forma correta de realizar instalações elétricas em vias aéreas externas, como em postes de luz. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. As linhas aéreas são instalações externas às edificações, destinadas à distribuição de energia. Essas linhas podem ser permanentes ou temporárias. Fonte de energia e iluminação pública. Segundo a NBR 5410, os condutores de instalações aéreas devem ser isolados e, em casos de vãos de até 15 m, devem possuir uma seção transversal superior a 4 mm². Para vãos superiores a 15 m, uma seção superior a 6 mm². Condutores de menor seção podem ser empregados, desde que sejam presos a fios ou cabos-mensageiros que tenham resistência mecânica adequada. Em baixa tensão, quando forem instaladas linhas de diferentes tensões e em diferentes níveis de posteação, deve-se atentar aos seguintes quesitos: Os circuitos devem ser dispostos por ordem crescente de tensões de serviço, a partir do topo. Os circuitos de telefonia, sinalização e semelhantes devem ficar em nível inferior aos condutores de energia. A instalação dos circuitos em postes ou outras estruturas deve permitir o acesso dos condutores mais altos com facilidade e segurança. Os afastamentos mínimos entre os cabos serão de: 0,60 m entre circuitos de baixa tensão. 0,80 m entre circuitos de média tensão (até 15KV) e de baixa tensão. 1,00 m entre circuitos de média tensão (15KV a 38KV) e de baixa tensão. • • • 1. 2. 3. • • • 0,60 m entre circuitos de baixa tensão e circuitos de telefonia, sinalização e semelhantes. Os afastamentos também devem ser de no mínimo 15 cm para condutores isolados e 25 cm para condutores não isolados. As alturas mínimas em relação ao solo devem ser as seguintes: 4,50 m em áreas rurais (cultivadas ou não). 5,50 m em locais acessíveis a veículos pesados. 3,50 m em locais acessíveis apenas a pedestres. 4,00 m em entradas de garagens, estacionamentos ou outros locais sem acesso de veículos pesados. Agora observe a ilustração de uma rede elétrica. Rede elétrica na vertical. As setas no canto superior esquerdo indicam o afastamento mínimo necessário entre os condutores. A altura mínima é de 3,5 m em locais acessíveis apenas a pedestres, conforme já vimos. E o vão máximo entre isoladores nas linhas montadas em armação vertical é de 10 m, conforme veremos a seguir. As linhas aéreas devem ficar fora do alcance de janelas, sacadas, escadas, saídas de incêndio, terraços ou análogos, atendendo às seguintes condições: Estar a uma distância horizontal igual ou superior a 1,20 m; ou Estar a uma distância vertical igual ou superior a 2,50 m acima de sacadas, terraços ou varandas; ou Estar a uma distância vertical igual ou superior a 0,50 m abaixo de sacadas, terraços ou varandas. Se a linha aérea passar sobre uma zona acessível da edificação, deve ser obedecida a altura mínima de 3,50 m. As emendas e derivações devem ser feitas a distâncias iguais ou superiores a 0,30 m dos isoladores. Os vãos devem ser calculados em função da resistência mecânica dos condutores e das estruturas de suporte, não podendo exceder: 10 m em cruzetas ao longo de paredes. 30 m nos demais casos. A seguir, observe a ilustração de uma rede de baixa tensão. • • • • • • • • • • Motor elétrico. Rede de baixa tensão sobre poste. As setas posicionadas verticalmente à esquerda indicam a altura, de acordo com os mínimos já vistos e considerando a passagem de veículos; e horizontalmente à direita, indicam o vão máximo de 30 m, também conforme regras já vistas para vão entre postes. Ligação de motores Os motores elétricos vêm de fábrica com uma placa de identificação, fixada em local visível, com informações pertinentes à sua instalação, como tensão nominal, número de fases, tipo de corrente (contínua ou alternada), frequência, potência, corrente e rotação nominais, grau de proteção, entre outros. Os motores geralmente apresentam um fator de serviço (FS), um valor a ser multiplicado pela potência nominal, que indica a carga que pode ser adicionada continuamente para que o motor opere dentro dos limites de temperatura dos enrolamentos. Exemplo Um motor de potência nominal 30 cv, cuja corrente nominal é de 60 A e FS = 1,25, poderá operar com a seguinte sobrecarga: Os motores são ligados à rede elétrica pelos terminais disponíveis para conexão, por meio de bornes, devidamente identificados por letras e números. Esses bornes permitem que o técnico decida o tipo de ligação que será feita ou faça as conexões em função do método de partida adequado para determinada aplicação. Em alguns casos, os terminais podem não estar identificados, sendo necessário fazer o ensaio para marcação dos bornes, da seguinte forma: Para ligação na tensão mais baixa Liga-se o motor em triângulo. Para ligação na tensão maior Liga-se o motor em estrela. O esquema a seguir ilustra os bornes de um motor 220/380 V (a), ligados em estrela (b) e em triângulo (c). Confira! Ligação de motores. Há motores que operam em tensões maiores, como: 220 V, 380 V, 440 V ou mesmo 760 V. Nesses casos, as máquinas podem conter até 12 terminais, podendo ter os enrolamentos ligados em série ou em paralelo, conforme mostram os esquemas a seguir. Veja! Tensão superior - Bobinas em série 760 V e Tensão inferior - Bobinas em paralelo duplo-estrela 380 V Ligação de motor com 12 terminais (estrela). Tensão superior - Bobinas em série Triângulo-série 440 V e Tensão inferior - Bobinas em série Triângulo-série 220 V • • Motores elétricos trifásicos assíncronos de gaiola de esquilo. Ligação de motor com 12 terminais (triângulo). Partida de motores Vamos começar observando um gráfico. Gráfico: Partida de motor. No momento da partida de motores, sabe-se que a corrente elétrica drenada da rede pode ser de 8 a 10 vezes o valor da corrente nominal. Na maioria dos casos, utilizamos as chamadas chaves de partida para dar início à operação desses equipamentos sem provocar grandes solicitações momentâneas que poderiam eventualmente causar problemas na instalação elétrica. Comentário As concessionárias de energia permitem a partida direta, ou seja, sem artifícios de limitação de corrente, de motores de até 5 cv (4 KW). Acima desse valor de potência nominal, são utilizados dispositivos que reduzem a tensão nos terminais da máquina e, consequentemente, diminuem a corrente de partida. Na sequência, são apresentados os principais dispositivos para partida de motores. Chave estrela-triângulo A partida por chave estrela-triângulo pode ser manual ou automática, para motores de indução trifásicos com rotor do tipo gaiola. Seu funcionamento consiste, inicialmente, em partir o motor na ligação estrela, em que a tensão nos enrolamentos será menor, e após decorrido o tempo de retardamento, os contatores se abrem. Ao mesmo tempo, são fechados os contatores para ligar o motor em triângulo, correspondente à tensão nominal de operação do motor. Essa chave proporciona uma redução de aproximadamente 33% no pico da corrente de partida. Como seu torque também será reduzido por esse percentual, normalmente, é utilizadapara partir motores sem carga. O esquema a seguir ilustra o diagrama de força e comando para a chave estrela-triângulo. Acompanhe! Diagramas para chave estrela-triângulo. Chave compensadora Reduz a tensão nos enrolamentos do motor utilizando um autotransformador ligado em série. Após realizada a partida, as bobinas do motor recebem a tensão nominal. Ao longo dos enrolamentos do autotransformador são feitos TAPs que operam em tensões de 50%, 65% e 80% da tensão nominal de fase. Assim, o conjugado do motor ficará reduzido ao percentual desses TAPs durante a partida. Normalmente, utiliza-se a partida compensadora para motores acima de 15 cv. Após a partida gradual por meio dos TAPs, o autotransformador é desligado e a máquina é ligada diretamente à rede. Chaves de partida eletrônicas A eletrônica de potência permite partidas mais suaves e com maior rendimento para motores elétricos por meio das soft-starters e dos inversores de frequência. As primeiras são utilizadas para a partida, tanto de motores de corrente contínua quanto de corrente alternada, assegurando a aceleração e frenagem progressivas para adaptar a velocidade nas condições de operação. Diferentemente das chaves mecânicas descritas anteriormente, as soft-starters fazem uma partida suave e sem golpes no eixo. Isso é feito por meio de um conversor com uma ponte de tiristores (SCRs). As principais funções de uma soft-starter são: Detectar desequilíbrio de fases. Limitar a corrente e conjugado de partida. Proteger contra sobrecarga e aquecimento. Controlar as rampas de aceleração e frenagem. Os inversores de frequência são um tipo de chave de partida muito comum no controle de velocidade de motores de indução. O método mais eficaz de controle de velocidade em motores de indução é por meio da variação de sua frequência. Os inversores são classificados pela sua topologia, dividida, basicamente, em três partes: Retificação do sinal de entrada • • • • • Controle do circuito Inversão do sinal para a saída por meio de chaveamento Para que o motor trabalhe em uma faixa de velocidades, deve-se variar a frequência e também a amplitude da tensão, de modo a manter a relação V/f constante. Isso mantém o fluxo magnético e, consequentemente, o torque constante na máquina. De acordo com as estruturas de comando, um inversor pode ser do tipo: escalar, que se restringe apenas ao controle de velocidade do motor, ou vetorial, que permite também o controle de torque da máquina. Ligação e partida de motores Acompanhe neste vídeo como fazer a ligação elétrica em motores a fim de garantir a segurança do equipamento e do operador. Veja também como se dá a partida desses motores e qual o comportamento da corrente elétrica durante a partida. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 Durante a instalação elétrica de um novo sistema de iluminação em uma residência, o técnico João percebe que precisa fazer algumas adaptações para garantir a segurança e a funcionalidade do sistema. Após desligar o disjuntor correspondente, ele observa que precisará cortar e desencapar fios para realizar as conexões elétricas de forma adequada. Além disso, ele precisa apertar parafusos e verificar a continuidade dos circuitos. Para realizar as tarefas necessárias com segurança e eficiência, João precisa escolher as ferramenta corretas entre as seguintes opções: I. Alicate de bico II. Desencapador de fios III. Furadeira IV. Chave Phillips V. Lima Dito isso, assinale a alternativa que apresenta as ferramentas que devem ser escolhidas para que a instalação seja realizada com sucesso. A I, II e IV. B II, IV e V. • • C I, II e III. D II, III e V. E I, IV e V. A alternativa A está correta. O desencapador de fios é especificamente projetado para remover o isolamento dos fios sem danificar o condutor, o que é essencial para realizar conexões elétricas seguras e eficazes. O alicate de bico é útil para segurar ou dobrar e cortar fios, mas não é ideal para desencapá-los; a furadeira serve para perfurar superfícies, mas não para trabalhar diretamente com fios; a lima é utilizada para ajustar superfícies metálicas, sem aplicação no desencape de fios; e a chave Phillips é apropriada para apertar parafusos. Questão 2 Durante a instalação de um sistema de bombeamento industrial, o engenheiro responsável se depara com a necessidade de proteger os motores elétricos de altas correntes durante a partida. Ele percebe que, se os motores solicitarem correntes muito altas da rede, isso pode não só causar problemas de desempenho, mas danificar os equipamentos e sobrecarregar a rede elétrica. Considerando o texto acima, analise as asserções a seguir. I. O engenheiro precisa retirar as chaves de partida, uma vez que elas são utilizadas para aumentar a corrente nos terminais dos motores durante a partida. Porque II. Reduzir a tensão nos terminais dos motores no momento da partida diminui a corrente solicitada da rede elétrica. Considerando as asserções apresentadas, assinale a opção correta. A As duas asserções são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. B As duas asserções são verdadeiras, mas a segunda não justifica a primeira. C A primeira asserção é verdadeira, e a segunda é falsa. D A primeira asserção é falsa, e a segunda é verdadeira. E As duas asserções são falsas. A alternativa D está correta. A primeira asserção é falsa porque as chaves de partida não são usadas para aumentar a corrente nos terminais dos motores durante a partida; pelo contrário, elas são utilizadas para reduzir a corrente. A segunda asserção é verdadeira, pois reduzir a tensão nos terminais dos motores no momento da partida efetivamente diminui a corrente solicitada da rede elétrica, protegendo tanto o motor quanto o sistema elétrico. 2. Proteção de instalações elétricas, dispositivos e formas Proteção de instalações elétricas Confira neste vídeo as proteções para instalações elétricas e sua importância para a segurança da instalação e da vida humana. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Toda instalação elétrica está sujeita a falhas que podem comprometer o funcionamento dos equipamentos e até mesmo a segurança dos envolvidos. De modo a reduzir o impacto dessas falhas e promover maior segurança aos operadores, toda instalação elétrica deve ser dotada de equipamentos de proteção. Esses equipamentos precisam ser rápidos e seletivos, ou seja, devem atuar no menor intervalo de tempo possível e desconectar da rede apenas a parte do circuito que está em falha, assim, o restante da instalação se mantém em funcionamento. Nesse sentido, a filosofia básica da proteção de uma instalação prevê os seguintes conceitos: Seletividade Capacidade que os dispositivos de proteção possuem de selecionar a parte com defeito da rede e isolá-la sem afetar outros circuitos. Exatidão Capacidade que os dispositivos de proteção possuem de atuar no momento correto, com mínimo erro. A exatidão traz segurança e confiabilidade à instalação. Sensibilidade Capacidade que os dispositivos de proteção possuem de atuar dentro de determinada faixa de operação. Um projeto de sistema de proteção de instalações elétricas normalmente engloba três dispositivos básicos: fusíveis, disjuntores e relés. O dimensionamento desses dispositivos é feito com base nas correntes de curto-circuito, na capacidade da fiação da instalação e na potência das cargas conectadas ao sistema elétrico. Todos os equipamentos e condutores do circuito devem ter sua capacidade limitada pelos dispositivos de proteção, mesmo que isso corresponda a uma capacidade inferior desses equipamentos. Atenção Por questões de segurança, siga sempre as recomendações da NBR5410 e da NR10 para as atividades realizadas. Engenheiro eletricista testando instalações elétricas e fios no sistema de proteção de relé. Proteção de sistemas de baixa tensão Sistemas de baixa tensão são amplamente utilizadosem distribuição de energia. Veremos neste vídeo como eles podem ser protegidos para que todos os equipamentos ligados nesse sistema não sofram danos em caso de ocorrência de faltas elétricas. Não perca! Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Os equipamentos e condutores de uma instalação elétrica são frequentemente submetidos a correntes e tensões superiores às quais foram projetados. Esses valores são denominados sobrecarga, sobretensões (ou sobtensões) e correntes de curto-circuito. Independentemente do tipo, essas ocorrências devem ser suprimidas no menor tempo possível. Os principais dispositivos de proteção utilizados são os fusíveis dos tipos diazed e NH, disjuntores e relés térmicos (ou relés de sobrecarga). Os dispositivos utilizados na proteção contra sobrecargas e curtos-circuitos devem proteger os equipamentos a eles conectados contra os efeitos térmicos, resultantes da elevação de temperatura causada pelas correntes e contra efeitos mecânicos decorrentes dos esforços nos barramentos. Os condutores-fase devem ser protegidos por pelo menos um dispositivo de seccionamento automático capaz de isolar o elemento em falha. A proteção contra sobrecorrentes deve estar presente em todas as fases do circuito e coordenadas entre si para que atuem no momento correto. Além disso, todos os dispositivos de proteção devem levar em conta o tipo de aterramento das instalações. Por exemplo, nas instalações com esquema TT, é necessária a instalação de uma proteção diferencial. Nos esquemas TT e TN, em que as seções dos condutores de fase e neutro são iguais, não é necessário utilizar proteção de sobrecorrente no neutro. No caso em que a seção do neutro for menor do que a seção das fases, deve-se utilizar essa proteção (para neutro). Já no esquema IT não é frequente a utilização de neutro distribuído, mas caso exista, a instalação deve prever a esse condutor uma proteção de sobrecorrente. Veja a seguir a definição de dois tipos de proteção para instalações elétricas. 1 Proteção contra sobrecarga Deve interromper as correntes de sobrecarga nos condutores para evitar o aquecimento e rompimento da isolação e conexões para valores além dos admissíveis. Além disso, os dispositivos de proteção devem ser localizados em pontos que haja uma mudança qualquer que caracterize uma redução do valor da capacidade de condução dos condutores. No caso de proteção de circuitos de motores, esses dispositivos devem responder ao regime de operação desses equipamentos, ou seja, devem ser compatíveis com as correntes de partida. 2Proteção contra curto-circuito Os dispositivos devem ser dimensionados de modo que sua capacidade de interrupção seja igual ou superior à corrente de curto-circuito no ponto de instalação. Além disso, a energia que circula pelo dispositivo não deve ser superior à máxima energia suportada pelos equipamentos e condutores da instalação a jusante. No caso de circuitos que alimentam motores, deve haver a proteção dos condutores e equipamentos a jusante. Se o circuito comportar apenas um motor, é possível fazer a proteção com fusíveis do tipo NH e diazed retardados, ou disjuntores termomagnéticos. Dispositivo diferencial residual (DDR) São utilizados para proteger os usuários das instalações elétricas em caso de contatos inadvertidos com partes vivas ou partes metálicas energizadas em operação normal. Esse tipo de proteção prove segurança à vida de pessoas que usam a energia elétrica e são submetidas a correntes superiores a 30 mA. Correntes acima desse valor em contato com o tecido humano pode provocar alterações das funções vitais, podendo levar à morte. O gráfico a seguir mostra as zonas de proteção do dispositivo diferencial residual, ou dispositivo DR. Veja! Gráfico: Reações à corrente elétrica e curva tempo x corrente em um dispositivo DR. Em que: Zona 1: não provoca distúrbios fisiológicos. Zona 2: não provoca distúrbios fisiológicos prejudiciais. Zona 4: provoca distúrbios prejudiciais, muitas vezes irreversíveis. Zona 5: faixa de atuação do dispositivo DR. De acordo com a NBR 5410, os dispositivos DR devem ser previstos como proteção complementar contra contatos diretos para correntes residuais acima de 30 mA. O uso de DR não dispensa a utilização do condutor de proteção, sendo, inclusive, aplicado ao condutor neutro. No caso de instalações com esquema TN-C de aterramento, a instalação do DR deve ser feita após conversão para o esquema TN-C-S. • • • • Atenção O uso de DRs é obrigatório em circuitos de tomadas, circuitos de banheira e chuveiros elétricos, cozinhas, áreas de serviço ou áreas sujeitas a presença de água. Relé térmico (relé de sobrecarga) Funciona com base no princípio da dilatação térmica dos metais. Em seu interior está contida uma lâmina bimetálica, cujos materiais têm diferentes coeficientes de dilatação. Ao sofrerem o processo de aquecimento por sobrecarga, esses metais se dilatam de modo distinto, provocando a operação de contatos móveis e atuação do dispositivo. Quanto maior é a sobrecarga, mais rápido a lâmina se aquece e mais rápida é a atuação do relé. Esses dispositivos são muito comuns em instalações elétricas industriais para proteção de motores, instalados diretamente com os contatores. O ajuste dos relés é feito em função do regime de serviço do motor, atuando conforme uma curva de tempo x corrente inversa, como mostra o gráfico a seguir. Gráfico: Característica tempo x corrente inversa para um relé. O tempo de atuação do dispositivo é dado pelo múltiplo da corrente de ajuste, conforme equação: Em que: múltiplo da corrente de ajuste. corrente que atravessa o relé, em corrente de ajuste da unidade temporizada, em Os condutores são muito atingidos em caso de correntes de sobrecarga, pois os efeitos térmicos excessivos podem danificar irreversivelmente sua isolação. A NBR 5410 considera que correntes de sobrecarga até 45% maiores do que a corrente nominal do circuito são de pequena intensidade e podem ser toleradas por um período de tempo, mas devem ser limitadas na duração de ocorrência. Disjuntores de baixa tensão A aplicação de disjuntores é muito comum em circuitos nos quais é desejável atuação quando sensibilizado por uma corrente superior à estabelecida em funcionamento normal. Dessa maneira, os disjuntores podem ter diversas funções, como de proteção contra sobrecarga e curtos-circuitos, seccionamento padrão e de emergência, proteção contra contatos indiretos, entre outras. Em quadros de distribuição industriais, em que as temperaturas são normalmente altas (não superiores a 50 °C) usualmente utilizam-se disjuntores tropicalizados, que contenham um par de lâminas bimetálicas em seu interior, que mantêm a corrente nominal sem atuação do dispositivo. A capacidade de interrupção de curto-circuito pode ser operada por características térmicas, magnéticas ou ainda com as duas características, termomagnético, conforme mostra o gráfico a seguir. O dimensionamento desses dispositivos é feito com base no seu tipo, em função da temperatura de operação. Gráfico: Característica tempo x corrente inversa para um disjuntor termomagnético. Os disjuntores são dimensionados pela característica que representa a máxima energia capaz de passar pelo dispositivo, sendo: • • • Gráfico: Regiões de operação no disjuntor termomagnético. Em que: - corrente que circula pelo disjuntor. corrente nominal ou de ajuste do disjuntor. - corrente de sensibilidade da unidade magnética. - corrente de interrupção do disjuntor ou capacidade de ruptura. Sendo: A: sem limitação de corrente. B: - tempo de disparo longo (temporização da unidade térmica). C: - tempo de disparo curto (temporização da unidade magnética). D: - não aplicável ao uso do disjuntor. Nas instalações elétricas industriais, também é bastante comum o uso do disjuntor-motor, que é uma combinação da proteção contra sobrecarga e proteção contra curto-circuito, adaptado para permitir a partida de motores. São geralmente utilizadosno circuito terminal de motores associados a contatores de potência. Fusíveis São dispositivos de proteção contra sobrecorrente que consistem em um elemento fusível ou lâmina metálica de baixo ponto de fusão, que se rompe por Efeito Joule quando a intensidade da corrente elétrica no circuito for considerada uma corrente de sobrecarga. Esses dispositivos atuam de acordo com sua característica tempo x corrente de tempo inverso. Entre eles, os fusíveis diazed e NH possuem características de limitação de corrente, atuando extremamente rápido em caso de elevadas correntes de curto-circuito. De acordo com a Norma IEC 60269-1 (NBR 11841), os fusíveis são especificados em três categorias: • • • • • • • • Fusíveis gG Utilizados na proteção contra sobrecarga e curto-circuito. Fusíveis gM e aM Utilizados na proteção contra curto-circuito, com indicação para motores. Vejamos os principais tipos! Fusíveis cilíndricos Utilizados principalmente na proteção de máquinas e painéis. Podem ser aplicados no formato de cartuchos, sem riscos de toque acidental. Fusíveis diazed (D) Utilizados na proteção contra curto-circuito em instalações elétricas. São instalados em uma base e protegidos por uma tampa rosqueada, permitindo o manuseio sem risco de contato acidental. Fusíveis NH Utilizados na proteção de curto-circuito em instalações industriais. Atendem correntes nominais de 6 a 1250 A e possuem elevada capacidade de interrupção. Seletividade e coordenação dos dispositivos de proteção Veja neste vídeo como é possível detectar a região de falta (defeito) e como é possível coordenar o tempo de atuação de correção da falta, para que os dispositivos próximos ao defeito voltem a funcionar o mais breve possível. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Tanto a seletividade quando a coordenação são fundamentais para a segurança de uma instalação elétrica. Agora veja a definição desses termos e repare na diferença entre eles. A seletividade em uma instalação elétrica pode ser aplicada em três diferentes procedimentos: seletividade amperimétrica, seletividade cronométrica e seletividade lógica. Vamos entender melhor! Seletividade amperimétrica Baseia-se no princípio de que a corrente de curto-circuito é maior quanto mais próximo o ponto de defeito está da fonte de alimentação da instalação. Normalmente, em sistemas de baixa tensão, esse princípio é válido, visto que as impedâncias dos condutores são significativas. Já em sistemas de transmissão, esse procedimento é mais difícil, pois as correntes apresentam pouca variação em diferentes pontos do circuito. A imagem a seguir ilustra a seletividade amperimétrica para um defeito no ponto A. Seletividade amperimétrica. Nessa condição, a proteção será garantida se: Em que e são os dispositivos de proteção. Seletividade É a capacidade de um dispositivo ou conjunto de dispositivos de proteção em detectar a região de defeito na instalação quando submetido a correntes anormais. A seletividade possibilita a atuação do dispositivo mais próximo ao defeito, desenergizando somente parte do circuito afetado pela falha. Coordenação Está relacionada com o tempo de atuação, de modo que os dispositivos mais próximos ao defeito sejam capazes de atuar de forma mais rápida que os dispositivos mais distantes. Além disso, ainda que os dispositivos próximos, por algum motivo não atuem, aqueles a montante o farão. A seletividade amperimétrica em instalações de baixa tensão pode ser feita utilizando disjuntores termomagnéticos ou somente magnéticos com correntes de atuação distintas. Pode-se ainda utilizar fusíveis de diferentes correntes nominais com características de mesma curva de disparo. Seletividade cronométrica Baseia-se no princípio de que o tempo de atuação de dispositivos de proteção próximos ao defeito deve ser menor que o tempo de atuação de dispositivos mais distantes do ponto de falta. Essa diferença de tempos entre a atuação das proteções deve corresponder ao tempo de abertura do disjuntor e uma pequena incerteza associada. Ela é chamada de intervalo de coordenação entre os dispositivos, na ordem de 03 a 0,5 segundos. A imagem a seguir ilustra o princípio de coordenação entre dispositivos, a partir da seletividade cronométrica. O tempo de atuação, ou seja, a coordenação entre os dispositivos admitida é de 0,4 segundos. Caso ocorra um curto-circuito no alimentador D, a unidade instantânea da proteção P4 atuará em 0,1 segundos. Se por uma falha essa proteção não atuar, os dispositivos a montante, isto é, P3, P2 e P1, atuarão dentro de seus tempos ajustados. Seletividade cronométrica. Os ajustes dos dispositivos podem ser feitos com base em curvas de tempo x corrente, ou curva de tempo inverso e por tempo definido. Esse tipo de seletividade é o mais utilizado em instalações elétricas para coordenar disjuntores termomagnéticos e fusíveis. É preciso, no entanto, perceber que quanto mais distante da fonte de defeito, maiores são os tempos de atuação dos dispositivos a montante, o que pode ser um impeditivo para algumas instalações. Seletividade lógica É um conceito mais recente em proteção de instalações, que surgiu com o advento de novas tecnologias de dispositivos empregadas, como os relés digitais que oferecem funções múltiplas de proteção para sistemas primários ou secundários. Esse tipo de seletividade é mais utilizado em sistemas de instalação com características radiais ou em anel com aplicação de relés do tipo direcionais. A imagem a seguir ilustra um esquema de seletividade lógica em um sistema radial. Veja! Seletividade lógica. Na imagem, cada relé digital se conecta aos outros dispositivos por um condutor responsável por transportar o sinal de bloqueio para os dispositivos próximos, denominados fios-piloto. A proteção mais próxima do defeito é a que necessariamente deve atuar para o isolamento do circuito, sendo que as proteções a jusante não receberão qualquer sinal. As proteções mais a montante, por sua vez, receberão um sinal para bloqueio ou atuação dos dispositivos em função de tempos definidos. Proteção de sistemas primários Descubra neste vídeo como proteger instalações elétricas de média e alta tensão usando disjuntores e chaves fusíveis adequados ao dimensionamento da demanda e à potência do transformador. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. A proteção geral de instalações elétricas alimentadas em média ou alta tensão, ou seja, consumidores atendidos por sistemas primários, é normalmente feita por meio de disjuntores e chaves fusíveis. Quando a proteção é feita por chaves fusíveis, pode ser feita a instalação dos dispositivos na derivação do ramal ou junto ao transformador. O dimensionamento do elo-fusível considera a demanda do consumidor e a potência instalada do transformador. Já no caso de disjuntores, a exigência para proteção de subestações pode variar para cada empresa. A maioria exige disjuntor para subestações abrigadas com transformadores de 225 kVA de potência instalada e de até 1000 kVA se a subestação for protegida por chave fusível para abertura em carga. Chave fusível em um sistema de distribuição. O ajuste dos relés desses disjuntores pode ser feito para a coordenação com outros equipamentos de proteção da instalação ou para uma potência limite do transformador da subestação, em que geralmente admite-se um fator de sobrecarga entre 1,1 e 1,5. Em geral, são especificadas corrente, tensão nominal e capacidade de interrupção desses dispositivos. No caso de disjuntores, a corrente nominal varia entre 350 e 400 A quando a tensão que alimenta esses sistemas encontra-se na classe de 15 kV e capacidade de interrupção variando entre 150 e 250 MVA. Para as chaves fusíveis, os critérios são mais diversos, com correntes nominais entre 50 e 200 A e capacidade de interrupção de 1,2 a 10 kA. De modo geral, a proteção de sistemas primários deve atender a algumas recomendações. Vejas quais são! 1 Potência limite A potência limite parautilização de chaves fusíveis para proteção geral da instalação é estabelecida pela concessionária de energia com o objetivo de garantir a coordenação com a proteção da rede. 2 Corrente de fusão A corrente de fusão do elo deverá ser inferior ou, no máximo, igual ao ajuste do relé de terra na subestação. Relés em quadro de baixa tensão. 3 Localização das chaves A localização das chaves fusíveis de transformadores deverá ser feita preferencialmente junto com esse equipamento. 4 Disjuntor O uso de disjuntor, em decorrência da flexibilidade de ajuste, deve levar em conta a sobrecarga da instalação e o impedimento de desligamentos nos circuitos da concessionária em caso de falhas internas. Segundo a NBR 14039, que dispõe sobre instalações elétricas de média tensão, é considerado proteção geral de uma instalação em média tensão o dispositivo situado entre o ponto de entrega da concessionária e a origem da instalação. A norma estabelece condições de proteção em função da capacidade instalada. Veja! Capacidade de até 300 kVA A proteção da instalação deve ser feita por disjuntor acionado por relés secundários equipados com unidades instantâneas e temporizadas de fase e de neutro. Chave seccionadora e chave fusível podem ser empregadas, com utilização de disjuntor de proteção geral no lado de baixa tensão. Capacidade acima de 300 kVA A proteção da instalação deve ser feita exclusivamente por disjuntor equipado com unidades instantâneas e temporizadas de fase e de neutro. A NBR 14039 não prevê a utilização de relés de ação direta na proteção geral da subestação, salvo em casos em que os ramais derivam do barramento primário após a proteção geral. Relés de sobrecorrente São dispositivos sensores utilizados para comandar a abertura do disjuntor na presença de condições anormais de funcionamento, como o curto-circuito. Os relés de sobrecorrente têm como grandeza de atuação a corrente de curto-circuito do sistema, ou seja, atuarão quando essa corrente atingir um valor igual ou superior ao ajuste estabelecido como valor mínimo de atuação. Os relés são ajustados em função das curvas características de tempo definido e tempo inverso, sendo que a última pode ser classificada em três grupos: normalmente inversa (NI), muito inversa (MI) e extremamente inversa (EI). Essas curvas são definidas a partir da seguinte equação: Em que e são constantes dependentes do tipo de curva: - curva normalmente inversa. e - curva muito inversa. - curva extremamente inversa. corrente que chega ao relé pelo secundário do TC. corrente de ajuste do relé. deslocamento da curva no eixo de tempo, varia entre 0,01 e 1. Comentário Além das funções instantânea (50) e temporizada (51), outras funções definidas pela norma American National Standards Institute (ANSI) podem ser encontradas, como: Função 59 – relé de sobretensão.Função 64 – relé de proteção de terra.Função 67 – relé de sobrecorrente direcional.Função 87 – relé diferencial, entre outras. O ajuste de corrente dos relés é feito para não operar até o limite de carga máxima do sistema, de acordo com a equação a seguir. Em que: corrente de ajuste da unidade temporizada, em A. máxima corrente presumida para o circuito (corrente nominal). = fator de sobrecarga, para relés de fase varia entre 1,2 e 1,5. Para relés de neutro, entre 0,2 e 0,3. relação de transformação do transformador de corrente (TC). Para que seja possível avaliar a coordenação entre os dispositivos de proteção, as curvas de tempo x corrente devem ser plotadas em papel log-log. Com essa plotagem, é possível verificar a coordenação e seletividade para qualquer valor de corrente que eventualmente circule pelos dispositivos instalados. Chave fusível É o dispositivo de proteção contra sobrecorrente mais utilizado em sistemas primários. Dentro da chave, há um elo fusível composto por um filamento que se aquece quando percorrido por um fluxo de corrente que, ao atingir um valor máximo ajustado, é rompido. • • • • • • • • • • Um elo fusível deve ser capaz de isolar completamente a rede elétrica em caso de rompimento do filamento, eliminar o arco elétrico gerado durante o rompimento e manter a rede aberta sem centelhamento, mesmo com a tensão nominal aplicada a seus terminais. A chave fusível é o compartimento, o suporte do elo fusível. Comentário A maioria dos elos fusíveis presentes na rede primária são do tipo expulsão, em que, na ocorrência de um curto-circuito, o aquecimento do filamento produz gases no interior do tubo suporte que levam à expansão abrupta, eliminando o curto-circuito e o arco elétrico. Os elos fusíveis podem ser classificados como rápidos, lentos e muito lentos, designados pelas letras K, T e H, respectivamente. Veja! Tipo K Possuem capacidade de sobrecarga de 50% do seu valor nominal. Em geral, são aplicados na proteção de transformadores e ramais laterais de alimentadores. Tipo T São fusíveis lentos, assim como os fusíveis tipo K. Suportam sobrecargas de até 50% e são aplicados na proteção de transformadores e ramais. Tipo H São dispositivos de atuação muito lenta, suportam elevada sobrecorrente com alto tempo de operação. São aplicados quase exclusivamente na proteção de transformadores, de modo a evitar operações durante o período transitório relacionado às correntes de inrush. Observe o gráfico a seguir. Gráfico: Características de fusão do elo fusível. Independentemente do tipo de elo fusível, a imagem ilustra uma curva tempo x corrente para esses dispositivos. O gráfico mostra os tempos mínimo e máximo de fusão do elo e o tempo total para extinção do arco elétrico. Relé de sobrecorrente e chave fusível Explore neste vídeo o funcionamento dos relés de sobrecorrente em sistemas elétricos, detectando condições anormais, como curtos-circuitos e comandando a abertura de disjuntores conforme ajustes específicos de corrente. Conheça também a chave fusível, componente amplamente utilizado para proteger sistemas primários de sobrecorrentes. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 Diante da possibilidade de falhas em qualquer instalação elétrica, os dispositivos de proteção devem ser corretamente dimensionados de modo a evitar acidentes com os usuários e danos aos equipamentos elétricos. Assinale a alternativa que apresenta a característica que esses dispositivos de proteção devem ter. A Sensibilidade, que é a capacidade de o dispositivo atuar no menor intervalo de tempo. B Exatidão, que é a capacidade de o dispositivo atuar no momento correto e com erro mínimo. C Velocidade, que é a capacidade de o dispositivo atuar dentro de uma faixa de operação especificada. D Seletividade, que é a capacidade de o dispositivo selecionar uma faixa de operação. E Confiabilidade, que a capacidade de o dispositivo delimitar a parte do circuito a ser desligada. A alternativa B está correta. Entre os itens descritos a respeito da filosofia de proteção, a exatidão é a capacidade de os dispositivos atuarem no momento correto, com mínimo erro. A exatidão traz segurança e confiabilidade à instalação. Questão 2 De acordo com a NBR 14039 – Instalações Elétricas de Média Tensão, os dispositivos de proteção mais utilizados em sistemas primários são os A dispositivos DR e fusíveis. B disjuntores e religadores. C fusíveis e disjuntores. D dispositivos DR e disjuntores termomagnéticos. E disjuntores motores e dispositivos DR. A alternativa C está correta. De acordo com a NBR 14039, a proteção geral de instalações elétricas alimentadas em média ou alta tensão, ou seja, consumidores atendidos por sistemas primários, é normalmente feita por meio de disjuntores e chaves fusíveis. 3. Conclusão Considerações finais Neste conteúdo, apresentamos as técnicas de execução de instalações elétricas, como o uso correto de ferramentas e instrumentos de medição, os procedimentos para realização de emendas de condutores e as formas de ligação dos motoreselétricos, que são as principais cargas presentes nas instalações industriais. Estudamos também os requisitos para a proteção de sistemas em baixa tensão (sistemas secundários) e média tensão (sistemas primários), bem como os princípios dos dispositivos de proteção mais utilizados, como os fusíveis, disjuntores e relés, e suas variações. Podcast Agora acompanhe um bate-papo sobre os principais tópicos apresentados neste conteúdo, abordando as técnicas de execução de instalações elétricas e os dispositivos de proteção dos sistemas. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para ouvir o áudio. Explore + Para se aprofundar no conteúdo, consulte as seguintes normas: ABNT. Norma Brasileira NBR 14039 – instalações elétricas de média tensão. 1. ed. 2003. ABNT. Norma Brasileira NBR 5410 – instalações elétricas de baixa tensão. 2. ed. 2004. ABNT. Norma Brasileira NR 10 – segurança em instalações e serviços em eletricidade. 2. ed. 2004. Todas são extremamente relevantes para profissionais da área elétrica. Referências CAVALIN, G.; CERVELIN, S. Instalações elétricas prediais: teoria e prática. Curitiba: Base, 2010. CREDER, H. Instalações elétricas. 15. ed. São Paulo: LTC, 2007. FRAZÃO, R. J. A., Proteção do sistema elétrico de potência. 1. ed. São Paulo: Editora e Distribuidora Educacional, 2019. MAMEDE FILHO, João. Instalações elétricas industriais. 8. ed. São Paulo: LTC, 2013. NUNES, D. R. Ferramentas e instrumentos de medidas Elétricas. 1. ed. Curitiba: Progressiva, 2011. Técnicas de execução e proteção de instalações elétricas 1. Itens iniciais Propósito Preparação Objetivos Introdução Conteúdo interativo 1. Execução em instalações elétricas Ferramentas e utensílios Conteúdo interativo Alicates Alicate universal Alicate de corte (frontal) Alicate de bico Alicate de pressão Alicate de eixo móvel Alicate manual do tipo desemcapador Chaves de aperto Chave de boca fixa simples Chave de boca fixa combinada Chave de boca regulável Chave Allen Chave radial ou de pinos Chave corrente ou cinta Chave soquete Chaves de parafuso Furadeiras Manuais Automáticas Ferros de solda Instrumentos de medida Conteúdo interativo Atenção Testes Medição Indicadores Registradores Integradores Amperímetro Voltímetro Wattímetro Ohmímetro Multímetros Alicates amperímetros Emendas em condutores Conteúdo interativo Emendas em prosseguimento Retirar a isolação Limpar os condutores Cruzar as pontas Finalizar a torção Enrolar as pontas Isolar a emenda Emendas em derivação Desencapar as pontas Desencapar os condutores Limpar os condutores Emendar os condutores Soldar a emenda Fazer a isolação Emendas em caixas de passagem Cruzar os condutores Torcer os condutores Dar aperto final Fazer a isolação Olhal Instalações aéreas Conteúdo interativo Ligação de motores Exemplo Para ligação na tensão mais baixa Para ligação na tensão maior Partida de motores Comentário Chave estrela-triângulo Chave compensadora Chaves de partida eletrônicas Ligação e partida de motores Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 2. Proteção de instalações elétricas, dispositivos e formas Proteção de instalações elétricas Conteúdo interativo Seletividade Exatidão Sensibilidade Atenção Proteção de sistemas de baixa tensão Conteúdo interativo Proteção contra sobrecarga Proteção contra curto-circuito Dispositivo diferencial residual (DDR) Atenção Relé térmico (relé de sobrecarga) Disjuntores de baixa tensão Fusíveis Fusíveis gG Fusíveis gM e aM Fusíveis cilíndricos Fusíveis diazed (D) Fusíveis NH Seletividade e coordenação dos dispositivos de proteção Conteúdo interativo Seletividade amperimétrica Seletividade cronométrica Seletividade lógica Proteção de sistemas primários Conteúdo interativo Potência limite Corrente de fusão Localização das chaves Disjuntor Capacidade de até 300 kVA Capacidade acima de 300 kVA Relés de sobrecorrente Comentário Chave fusível Comentário Tipo K Tipo T Tipo H Relé de sobrecorrente e chave fusível Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 3. Conclusão Considerações finais Podcast Conteúdo interativo Explore + Referências