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3⃣ Controle hídrico As células-guarda abrem e fecham o estômato dependendo das condições: Abrem → quando há água suficiente Fecham → quando há risco de perder muita água (seca, calor excessivo). Estômatos = reguladores de gases + água da planta. Estômato é tipo um ‘portão inteligente’ — decide quando entra CO₂ e quando sai água” Xilema primário Definição: Tecido condutor formado a partir do procâmbio. Função: Transporta a seiva bruta (água + sais minerais) das raízes para o resto da planta 💧 Também ajuda na sustentação Farmacognosia Estômatos Os estômatos são pequenas aberturas presentes principalmente na epiderme das folhas (e também em caules jovens). Eles são formados por: Duas células-guarda (que controlam a abertura) Um ostíolo (o “buraquinho” por onde passam os gases) Funções dos estômatos 1⃣ Trocas gasosas Permitem: Entrada de CO₂ (essencial para fotossíntese 🌞) Saída de O₂ (produto da fotossíntese) 2⃣ Transpiração Controlam a saída de vapor de água 💧 Isso ajuda a: Regular a temperatura da planta Manter o fluxo de água (da raiz até as folhas). Floema primário Definição: Tecido condutor também originado do procâmbio. Função: Transporta a seiva elaborada (açúcares produzidos na fotossíntese) 🍬 Vai das folhas para outras partes da planta. 1 Epiderme Definição: Tecido de revestimento que se origina da protoderme. Função: Proteção contra perda de água e agentes externos Possui estômatos → trocas gasosas 🌬 2 Parênquima Paliçado Definição: Tecido formado por células alongadas e bem organizadas, dispostas como “colunas”. Localização: 👉 Logo abaixo da epiderme superior da folha Função principal: 👉 Fotossíntese intensa Tem muitos cloroplastos Recebe mais luz diretamente 3 Parênquima lacunoso (ou esponjoso) Definição: Tecido com células irregulares e espaçadas, formando lacunas (espaços cheios de ar) Localização: 👉 Abaixo do paliçádico, mais próximo da epiderme inferior Funções: Trocas gasosas (facilitadas pelos espaços de ar) Também faz fotossíntese (mas menos que o paliçádico) 4 Estomatos Definição: Os estômatos são pequenas aberturas presentes principalmente na epiderme das folhas (e também em caules jovens). Colênquima Definição: Tecido de sustentação com células vivas e paredes espessadas. Função: Dá sustentação flexível (plantas jovens, partes em crescimento). Esclerênquima Definição: Tecido de sustentação com células mortas e paredes bem espessas (lignificadas). Função: Dá rigidez e resistência (partes mais duras da planta) Tecidos primários vs secundários 🌿 Tecidos primários Origem: meristemas primários (protoderme, procâmbio, meristema fundamental) Função geral: crescimento em altura (alongamento) Exemplos: Xilema primário Floema primário Epiderme Parênquima, colênquima e esclerênquima 👉 São os primeiros tecidos formados na planta jovem 🌳 Tecidos secundários Origem: meristemas secundários (câmbio vascular e felogênio) Função geral: crescimento em espessura (grossura) Exemplos: Xilema secundário (madeira 🪵) Floema secundário Periderme (substitui a epiderme em plantas mais velhas). Primário = cresce em comprimento 📏 Secundário = cresce em espessura 📦 👉 “Planta jovem → primário” 👉 “Planta adulta/grossa → secundário” Estômatos → epiderme (folhas, partes jovens) Lenticelas → periderme (troncos, partes mais velhas). I - floema II - medula III - xilema IV - cortéx Periderme O que é: Conjunto de tecidos que substitui a epiderme em caules e raízes mais velhos. Função: 👉 Proteção (contra perda de água, choques, microrganismos) 👉 Faz parte da “casca” da planta 💡 E� formada por: súber + felogênio + feloderme Súber (cortiça) O que é: Camada mais externa da periderme, formada por células mortas. Função: 👉 Impermeabilização (evita perda de água 💧) 👉 Proteção mecânica 💡 Possui suberina, que impede passagem de água e gases Felogênio O que é: Um meristema secundário (tecido que se divide). Função: 👉 Produz: Súber (para fora) Feloderme (para dentro) 💡 E� tipo uma “fábrica” que forma a periderme. Lenticelas O que são: Pequenas aberturas na periderme Função: 👉 Permitem trocas gasosas (entrada de O₂ e saída de CO₂) 💡 Importante: Como o súber é impermeável, as lenticelas são essenciais pra “respiração” da planta. Resumão pra prova: Periderme → proteção secundária Súber → protege e impermeabiliza Felogênio → produz tecidos Lenticelas → trocas gasosas Inclusões celulares São substâncias acumuladas dentro das células, geralmente no citoplasma ou vacúolo, sem função estrutural direta. 👉 Ou seja: não são organelas, são “depósitos” da célula. ⚙ Funções das inclusões celulares 1⃣ Reserva de nutrientes Ex: amido, lipídios 👉 Servem como fonte de energia para a planta. 2⃣ Armazenamento de substâncias Ex: proteínas, óleos 👉 A célula guarda para usar depois . 3⃣ Defesa Ex: alcaloides, cristais (ráfides e drusas) 👉 Podem afastar herbívoros ou causar irritação 4⃣ Excreção / acúmulo de resíduos 👉 Substâncias que a célula não usa mais ficam armazenadas 🧪 Exemplos clássicos Amido 🍚 Ráfides (cristais em forma de agulha) Drusas (cristais em forma de “estrela”) O� leos e resinas 💡 Resumão pra prova: 👉 Inclusões celulares = reservas ou acúmulos dentro da célula (não são organelas) 🔥 Dica rápida: Se na questão aparecer: Organelas (mitocôndria, glioxissomo) ❌ Parede celular (suberina) ❌ Depósitos (amido, cristais) ✅ 1⃣ Epiderme → função de proteção 2⃣ Parênquima paliçádico → fotossíntese 3⃣ Parênquima lacunoso → também faz fotossíntese (além de facilitar circulação de gases) 4⃣ Estômatos → trocas gasosas Suberina é componente de parede celular, não inclusão Glioxissomos e carboxissomos são organelas, não inclusões. 1.Células vegetais adjacentes Lúmen celu lar Lâmela média Parede celular primária Parede celular secundária Campo de pontoaçãoFunção da lamela média na adesão celular: rica em pectinas, sua principal função é manter as células unidas, garantindo a coesão dos tecidos. Diferença estrutural entre parede primária e secundária Parede primária: Mais fina e flexível Formada enquanto a célula ainda está crescendo Fibras de celulose menos organizadas Permite expansão celular. Parede secundária: Mais espessa e rígida Depositada depois que a célula para de crescer Fibras bem organizadas e compactas Pode ter lignina → aumenta resistência. Importância dos campos de pontoação no transporte celular São regiões onde a parede é mais fina, permitindo conexão entre células Funções: Facilitam o transporte de água e solutos entre células vizinhas Permitem comunicação celular São essenciais para o funcionamento de tecidos como o xilema. 2. Inclusões celulares vegetais As inclusões celulares vegetais, como amido, cristais e taninos, desempenham funções de armazenamento e defesa, sendo importantes na identificação farmacognóstica (SIMO� ES et al., 2017; EVANS, 2009). 2.1. Grãos de amido Arroz Milho Trigo Batata Mandioca Função da lamela média na adesão celular: rica em pectinas, sua principal função é manter as células unidas, garantindo a coesão dos tecidos. Localização: Nos amiloplastos (no citoplasma). Teste histoquímico: Lugol (iodo) → coloração azul/azul-escuro. 2.2. Cristais de oxalato de cálcio (drusas, ráfides, prismáticos) Os cristais de oxalato de cálcio, como drusas e ráfides, são estruturas comuns em células vegetais, com função de defesa e relevância na identificação botânica (ESAU, 1974; RAVEN; EVERT; EICHHORN, 2014). Drusas Ráfides Prismáticos Localização: No vacúolo (dentro de idioblastos). Importância farmacognóstica: Característica diagnóstica importante Ajuda na identificação botânica Pode ter papel de defesa da planta. Teste histoquímico: A� cido acético→ não dissolve A� cido clorídrico (HCl) → dissolve os cristais. 2.3 Grãos de Aleurona, gotas lipídicas e os taninos Os grãos de aleurona, as gotas lipídicas e os taninos são inclusões celulares vegetais com funções de reserva e defesa, sendo amplamente utilizados como parâmetros na identificação farmacognóstica de drogas vegetais, podendo ser evidenciados por testes histoquímicos específicos (SIMO� ES et al., 2017; EVANS, 2009; BRASIL, 2019). Localização: No citoplasma (principalmente em sementes) Importância farmacognóstica: Reserva de proteínas Importante na identificação de sementes e farinhas Teste histoquímico: Reagente de Biureto → coloração violeta (proteínas) Localização: No citoplasma (oleossomos/elaioplastos). Importância farmacognóstica: Indica presença de óleos fixos Importante para avaliação de qualidade e pureza. Teste histoquímico: Sudan III ou IV → coloração vermelha/alaranjada. Localização: No vacúolo. Importância farmacognóstica: Propriedades adstringentes Importantes para identificação e atividade terapêutica. Teste histoquímico: Cloreto férrico (FeCl₃) → coloração azul, verde ou preta. Grãos de aleurona Taninos Gotas Lipídicas 3.Amidos oficiais Diferentes fontes vegetais, como milho, batata, arroz, trigo e mandioca, apresentam grãos de amido com características diagnósticas específicas, como tamanho, formato e posição do hilo (SIMO� ES et al., 2017). Forma do grão: Muito pequenos e poligonais Hilo: Central, pontiforme (pontinho) Estrias concêntricas: Pouco visíveis ou ausentes Tipo de grão: Simples (raramente compostos) Características diagnósticas: Tamanho bem pequeno, Aspecto granular compacto, Difícil visualizar detalhes. Forma do grão: Ovais, elípticos ou arredondados (geralmente grandes) Hilo: Excêntrico, alongado ou em fenda Estrias concêntricas: Visíveis, mas mais suaves Tipo de grão: Simples Características diagnósticas: Grãos grandes Hilo deslocado do centro Estrias formando “anéis” bem típicos Arroz Batata Forma do grão: Poligonal, arredondado ou angular Hilo: Presente, central, geralmente em forma de fenda (tipo “Y”) Estrias concêntricas: Bem visíveis Tipo de grão: Simples e compostos Características diagnósticas: Grãos com bordas angulosas, Hilo central típico em “Y”, Aspecto bem definido. Milho 3.1 Amidos oficiais Forma do grão: Lenticulares (tipo disco), arredondados ou ovais Hilo: Central, pontiforme ou em fenda curta Estrias concêntricas: Visíveis Tipo de grão: Simples e compostos Características diagnósticas: Presença de dois tamanhos de grãos (grandes e pequenos) Formato de “disco” bem característico Forma do grão: Arredondados, ovais ou irregulares Hilo: Excêntrico, geralmente em fenda Estrias concêntricas: Bem visíveis Tipo de grão: Simples Características diagnósticas: Formas variáveis Hilo deslocado Estrias bem marcadas Trigo Mandioca Referências SIMÕES, C. M. O. et al. Farmacognosia: da planta ao medicamento. 6. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2017. EVANS, W. C. Trease and Evans' Pharmacognosy. 16. ed. London: Elsevier, 2009. KOKATE, C. K.; PUROHIT, A. P.; GOKHALE, S. B. Pharmacognosy. 49. ed. Pune: Nirali Prakashan, 2014. ESAU, K. Anatomia vegetal. 3. ed. São Paulo: Editora Edgard Blücher, 1974. TAIZ, L.; ZEIGER, E.; MØLLER, I. M.; MURPHY, A. Fisiologia e desenvolvimento vegetal. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. RAVEN, P. H.; EVERT, R. F.; EICHHORN, S. E. Biologia vegetal. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. BRASIL. Farmacopeia Brasileira. 6. ed. Brasília: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), 2019. TESTER, R. F.; KARKALAS, J.; QI, X. Starch—composition, fine structure and architecture. Journal of Cereal Science, London, v. 39, n. 2, p. 151–165, 2004. Funções dos estômatos 1️⃣ Trocas gasosas 2️⃣ Transpiração 3️⃣ Controle hídrico Xilema primário Floema primário 1 Epiderme 2 Parênquima Paliçado 3 Parênquima lacunoso (ou esponjoso) 4 Estomatos Colênquima Esclerênquima Tecidos primários vs secundários 🌿 Tecidos primários 🌳 Tecidos secundários Periderme Súber (cortiça) Felogênio Lenticelas Resumão pra prova: ⚙️ Funções das inclusões celulares 1️⃣ Reserva de nutrientes 2️⃣ Armazenamento de substâncias 3️⃣ Defesa 4️⃣ Excreção / acúmulo de resíduos 🧪 Exemplos clássicos 💡 Resumão pra prova: 🔥 Dica rápida: Células vegetais adjacentes Parede celular primária Lâmela média Lúmen celular Parede celular secundária Campo de pontoação Diferença estrutural entre parede primária e secundária Parede primária: Parede secundária: 1 Amidos oficiais Trigo Forma do grão: Hilo: Tipo de grão: Características diagnósticas: Mandioca Forma do grão: Hilo: Tipo de grão: Características diagnósticas: Referências SIMÕES, C. M. O. et al. Farmacognosia: da planta ao medicamento. 6. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2017. EVANS, W. C. Trease and Evans' Pharmacognosy. 16. ed. London: Elsevier, 2009. KOKATE, C. K.; PUROHIT, A. P.; GOKHALE, S. B. Pharmacognosy. 49. ed. Pune: Nirali Prakashan, 2014. ESAU, K. Anatomia vegetal. 3. ed. São Paulo: Editora Edgard Blücher, 1974. TAIZ, L.; ZEIGER, E.; MØLLER, I. M.; MURPHY, A. Fisiologia e desenvolvimento vegetal. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. RAVEN, P. H.; EVERT, R. F.; EICHHORN, S. E. Biologia vegetal. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. BRASIL. Farmacopeia Brasileira. 6. ed. Brasília: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), 2019. TESTER, R. F.; KARKALAS, J.; QI, X. Starch—composition, fine structure and architecture. Journal of Cereal Science, London, v. 39, n. 2, p. 151–165, 2004.