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Lições Bíblicas DISCIPULADO CB4D 0 MELHOR DIA PARA UMA BOA LEITURA É TODO DIA! Ler é um aprendizado contínuo, um veículo eficaz de desenvolvimento inte lectual e oratória. 0 hábito da leitura desperta um senso crítico e, desta forma, pode transformar a realidade ao nosso redor. Temos tantos exemplos que a leitura da palavra de Deus transformou gerações, e a própria Bíblia faz citações da bem-aventurança da busca do saber: "Antes, crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor Salvador Jesus Cristo" 2 Pedro 3.18 Leia também para os seus filhos, e estabeleça um vínculo afetivo importante, que ajudará no desenvolvimento emocional da criança e proporcionará tempo de qualidade com os pequeninos. A CPAD TEM 0 COMPROMISSO DE INCENTIVAR A LEITURA E REAFIRMAR QUE LER É APRENDER EM CADA CAPÍTULO, É DESCOBRIR 0 NOVO EM CADA PÁGINA. O I INCENTIVO CB4D A LEITURA I CPAD DISCIPULRDO . Lição 01-0 Discípulo e a Comunidade......................................... 4 Lição 02-0 Discípulo e o Lar Cristão........................................... 9 Lição 03-0 Discípulo e a Tentação............................................ 14 Lição 04-0 Discípulo e a Impureza............................................ 19 Lição 05-0 Discípulo e a Idolatria.............................................. 24 Lição 06-0 Discípulo e a Temperança.......................................29 Lição 07-0 Discípulo e o Perdão................................................ 34 Lição 08-0 Discípulo e a Mordomia Cristã................................38 Lição 09-0 Discípulo e o Louvor................................................ 42 Lição 10-0 Discípulo e o Batismo nas Águas...........................46 Lição 11-0 Discípulo e a Santa Ceia.......................................... 50 Lição 12-0 Discípulo e a Volta de Jesus...................................54 Lição 13-0 Discípulo e a Missão de Discipular.........................58 Presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil José Wellington Costa Junior Presidente do Conselho Administrativo José Wellington Bezerra da Costa Diretor Executivo Ronaldo Rodrigues de Souza Gerente de Publicações Alexandre Claudino Coelho Consultor Doutrinário e Teológico Elienai Cabral Gerente Financeiro Josafá Franklin Santos Bomfim Gerente de Produção Jarbas Ramires Silva Gerente Comercial Cícero da Silva Gerente da Rede de Lojas João Batista Guilherme da Silva Gerente de TI Rodrigo Sobral Fernandes Gerente de Comunicação Leandro Souza da Silva Chefe do Setor de Educação Cristã Marcelo Oliveira Chefe do Setor de Arte & Design Wagner de Almeida Projeto Gráfico Leonardo Engel Diagramação Alexandre Soares Banco de Imagens Shutterstock RIO DE JANEIRO - CPAD MATRIZ Av. Brasil, 34.401 - Bangu - CEP 21852-002 Rio de Janeiro - RJ CENTRAL DE ATENDIMENTO 0800-021-7373 De segunda a sexta: 8h às 18h. LIVRARIA VIRTUAL www.cpad.com.br Lições Bíblicas DISCIPULADO ALUNO 2 Bem-vindo(a) à família de Deus. Você agora faz parte de uma grande fa mília. Com esta decisão, o Espírito Santo o levou a uma nova dimensão espiritual, onde tudo se fez novo pelo poder transfor mador da Palavra de Deus. A partir deste dia tão especial, você passou a desfrutar das bênçãos preparadas para os que servem ao Senhor, e começou a desco brir os tesouros que a vida cristã lhe reserva. Você está dando os primeiros passos na fé cristã, por isso a Casa Publicadora das Assembléias de Deus (CPAD) tem não só o privilégio de cumprimentá-lo, mas também de oferecer a você apoio espiritual, por inter médio desta publicação. São 13 lições preparadas com carinho por uma equipe que procurou oferecer o melhor para você, a fim de vê-lo equipado como um bom e frutífero discípulo de Jesus Cristo. Os temas tratados nesta lição levam o crente a entender melhor a respeito do lar cristão, e do seu relacionamento com a comunidade, da vitória sobre a tentação, dos males da impureza, das consequên cias da idolatria, das bênçãos do perdão, do verdadeiro significado do louvor, do batismo nas águas, da santa ceia e do imi nente retorno de Cristo. Deus o abençoe! http://www.cpad.com.br CONHEÇA SUA IGREJA Tornar-se membro e frequentar uma igreja evangélica é de vital importância para o crescimento na vida cristã. Portanto, é bom que você conheça um pouco da história da Assembléia de Deus, na qual você está dando os seus primeiros passos como discípulo de Cristo. A Assembléia de Deus no Brasil foi fundada no dia 18 de junho de 1911, em Belém, PA, pelos missionários suecos, Gunnar Vingren e Daniel Berg. Eles desembarcaram em terras bra sileiras em obediência à chamada divina, trazendo a mensagem pentecos- tal que enfatiza a obra do Espírito Santo na vida do crente. Não demorou muito, a igreja extrapolou as fronteiras paraenses e come çou a propagar-se por outros estados, de modo que, nos idos de 1934, já alcançava todo o país. Este crescimento contou com o efetivo de outros missionários que aqui aportaram, bem com o de pastores nacionais que logo começaram a ser ordenados ao ministério, como fruto do discipulado dos pioneiros. A Assembléia de Deus conta, hoje, com milhões de crentes em seus quadros, sendo considerada a maior igreja evangélica do país. A Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil (CGADB) é o ór gão máximo da igreja. Suas assembléias são bienais e têm como propósi to manter a unidade doutrinária, estimular a fraternidade e corrigir rumos, através de diretrizes discutidas e aprovadas em plenário. A Assembléia de Deus realiza, hoje, intenso trabalho social, com creches, escolas, cursos profissionalizantes e outros programas de atendimento aos mais carentes em todos os estados brasileiros. Na área da literatura, a Casa Publicadora das Assembléias de Deus (CPAD) é a editora que dá suporte ao trabalho da Assembléia de Deus. Ela edita livros, Bíblias, revistas, material didático para a Educação Cristã, o jor nal Mensageiro da Paz (órgão oficial da igreja, que circula desde 1930) e a Harpa Cristã, hinário que vem abençoando vidas, através dos cânticos congregacionais, há mais de 50 anos. Esta é a igreja da qual, agora, você faz parte. Queremos abraçá-lo em Cristo e tornar esta convivência a mais frutífera possível para o reino de Deus. A Paz do Senhor. 0 DISCÍPULO E ? n COMUNIDADE "Assim que se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (2 Coríntios 5.17). COMENTÁRIO INTRODUÇÃO A vida do crente também se projeta na comunidade. É da própria natureza humana a necessidade de companhei rismo, para a construção conjunta da sociedade em que vive. Vale lembrar o que Jesus disse em sua oração sacer dotal: "Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal" (João 17.15). A conversão, portanto, não significa afastar-se fisicamente do mundo, mas exercer influência, para transformá-lo pela presença ativa dos salvos em toda parte. I. UMA NOVA VIDA ESPIRITUAL 1. Uma nova fé. É possível que você tenha tido antes uma vida religiosa. Sua atuação sempre foi marcada pela fideli dade aos princípios religiosos até então adotados. Ou, quem sabe, mesmo sem ser religioso, sempre teve um comporta mento inquiridor, procurando descobrir o que está por trás da vida. Ou talvez tenha sido daqueles que jamais se pre ocuparam com tais coisas, preferindo apenas os prazeres da vida material. Não importa. A verdade é que onde você esteve, a comunidade sofreu os reflexos do seu comportamento. Mas agora tudo mudou. Você expe rimenta a fé viva e verdadeira, plantada Discipulado Aluno 2 no seu coração pela Palavra de Deus que o levou à salvação. Seria uma atitude de egoísmo, a partir de agora, se você resolvesse viver recluso, sem que os outros pudessem ficar sabendo acerca da transformação que Deus operou em sua vida. Este não é o propósito divino. Deus deseja "quê todos venham a arre pender-se" (2 Pedro 3.9). 0 apóstolo Paulo passou por experiprática das obras da carne que, se não forem abandonadas a tempo, conduzi rão os que se consideram cristãos, e as praticam, ao fogo do Inferno. Você concluiu, através desta lição, que é necessário o cristão ser temperante. Se você ainda não goza dessa prerrogativa, não se desespere! O importante é o seu desejo de possuir esta qualidade, produ zida pelo fruto do Espírito. Peça a Deus esta sublime virtude e exercite a sua força de vontade. Prove para você mesmo que é capaz de alcançar o autocontrole. Se não conseguir de imediato, insista até superar todos os desejos que o impeçam de ser um autêntico servo de Deus. Ele lhe dará a vitória, pois muitos conseguiram vencer esta batalha. Discipulado Aluno 2 ANOTAÇÕES Q. VERIFIQUE O QUE VOCÊ APRENDEU 1. O que é temperança? 2. A temperança é gerada por quem? 3. De acordo com a lição, por que Davi pecou? 4. O que impede a atuação da temperança na vida do crente? 5. O que é intemperança? 0 Discípulo e a Temperança 0 DISCÍPULO 0 E O PERDOO i "Suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também" (Colossenses 3.13). COMENTÁRIO INTRODUÇÃO Antes de defini-lo, pode-se dizer que o perdão, do ponto de vista humano, é mais um dos ensinamentos de Deus que não se encaixam no raciocínio do homem insensato. Se alguém o ofendeu, logo tem de ser punido por você. O escritor evangélico americano W. Wangerin diz que "o perdão é uma espécie de absurdo divino". Quando o crente perdoa, ele está sim plesmente doando algo. Sim, doar é a palavra que resume o perdão. Separe a palavra perdoar em duas partes: per-doar. O “per" é você. O crente efetua um doar santo, completo e irrestrito. 0 perdão, então, é “doar". Um doar que envolve renúncia, diálogo, presente e sacrifício. Quem perdoa desiste voluntariamente de certos direitos. Não exige reparação pela mágoa que sofreu. Não acerta as contas. Neste momento, a pessoa sai do mundo da lei e entra no da misericórdia. Sente-se feliz em conceder uma chance ao ofensor para que amadureça. Também não se alegra com a culpa ou a dor de outro. Quem perdoa, demonstra claramente a falta do ofensor, sem o acusar. É um diálogo que menciona os vários aspectos da questão, com a finalidade de oferecer Discipulado Aluno 2 benefício para ambas as partes. É impor tante que o semblante do ofendido revele amor e não mágoa. Quem perdoa nada quer de volta; pelo contrário, faz concessões. Presenteia o amor para quem não merece. Paga o mal com o bem, e sabe que não será correspondido. Quem renuncia, dialoga e presenteia, faz um sacrifício. 0 perdoador sacrifica algo do seu eu, ao desistir dos seus direitos, uma coisa pela qual, no mundo, se luta com "unhas e dentes". Pelo seu “eu", você reagiria com vingança, reabriria feridas e não desejaria fazer o bem para a vida do ofensor. No entanto, no perdão, você faz uma completa entrega do próprio ser. Você é capaz de se sacrificar através do perdão, para beneficiar alguém que lhe feriu? Uma das mais poderosas mensagens que um crente pode pregar ao mundo é o perdão. As pessoas descobrirão que a nossa fé significa muito, se estivermos prontos para enterrar o nosso orgulho e admitir o perdão. I. A ORIGEM DO PERDÃO Você não consegue perdoar sem que esta capacidade venha de uma outra fonte. 0 homem peca infinitamente, mas só é capaz de perdoar finitamente. Deus é esta fonte do perdão. Agora leia as referências abaixo e responda: 1) O que Deus fez com Sodoma (Gênesis 18.26)? 2) Para quê Deus está pronto (Nee- mias 9.13)? 3) Quem perdoa todas as tuas iniqui- dades (Salmos 103.3a)? 4) Com quem está o perdão (Salmos 130.4)? O crente foi e é perdoado por Deus. Isto nos é assegurado por Jesus, que quitou a dívida que o homem jamais pagaria. O perdão é antes de tudo o relacionamento entre você e Deus. Lembre-se de que você recebeu esta dádiva do Senhor e que Ele é capaz de lhe tornar perdoador também. Quando se perdoa, admite-se que Deus está no controle da situação. É Ele quem deve julgar e punir, se necessário. Quando vivemos o ideal divino, refletimos a sua misericórdia. Agora, não há mais aquela arrogante presunção de que podemos, por nós mesmos, decidir o que é bom e ruim. Não agimos mais como um deus. Por isso, o perdão é tão básico para a vida cristã. Se não existe salvação sem a cruz de Cristo, também não há cristianismo e vida cristã sem o perdão. Responda às seguintes perguntas: 1. Quem foi e é perdoado por Deus? 2. Quem assegura o perdão de Deus para o pecador? 3. Por que o perdão é tão básico para a vida cristã? II. PRATICANDO O PERDÃO O primeiro passo para perdoarmos aos outros é perdoarmos a nós mesmos. Dificilmente desculparemos os outros se não perdoarmos a nós próprios. Aprendamos a aceitar a nós mesmos, para podermos admitir os outros em toda complexidade que Deus os criou. Se você é aceito pelo Senhor, possui a base da aceitação de si próprio. O segundo passo, é perdoar os outros. Leia os textos a seguir e veja alguns exemplos de pessoas na Bíblia que pra ticaram o perdão: Gênesis 33.4; Gênesis 45.15; 1 Reis 1.53; Atos 7.60. 0 Discípulo e o Perdão Jesus declarou que o crente deve perdoar. Leia Marcos 11.25 e com plete: "Quando estiverdes orando, perdoai,_______________________ , para que também vosso Pai que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas". Faça o mesmo com Lucas 17.4: “E, se ___________________________ ___ e sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me, perdoa-lhe". O apóstolo Paulo também ensinou sobre o perdão. Leia Efésios 4.32 e com plete: "Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoan do-vos ______________ , como também Deus vos perdoou em Cristo". Depois que você aprendeu que, para se praticar esta virtude, é preciso perdoar a____________________ e os ______________ , pode se deter no ato do perdão em si. 1. 0 que não é perdão. As pessoas possuem a tendência de chamar de "per dão" o que realmente não é. Fazem coisas pequenas e julgam ter feito o bastante. a) Não é só esquecer. Se você subli mar a ofensa, escondê-la dentro do seu subconsciente, não adianta. Jamais esquecerá. Lá adiante, a ofensa será relembrada e o perdão ficará pela metade. b) Não é deixar o tempo sarar. É uma atitude de espera silenciosa e paciente pela mudança de quem errou. Mas, lembre-se do exemplo de Deus. Ele fez algo pelo peca dor. 0 erro não aparece e nem desaparece por acaso. Deixar o tempo sarar é fugir da responsabilidade cristã. Para que haja perdão, o ofendido tem que agir. c) Não é o ofendido mudar de ideia. Esta é uma atitude mental em que o ofen dido prefere pensar que o erro não exis tiu. Mas o perdão é um ato que envolve alguém e, enquanto existirem pessoas envolvidas, o erro vai existir também. Não há ofensor sem ofensa. d) Não é fazer as pazes. Quem errou tem de saber claramente que é um trans gressor. Tanto o perdoador e o perdoado têm de ter consciência da falha cometida, para seguirem adiante e concretizarem o perdão. e) Não é apenas dizer ‘‘eu o perdoo". Você não pode evitar a dor do sacrifício. Quem ama, perdoa. E padece, porque o "amor tudo sofre" (1 Coríntios 13.4,7). Somente as palavras, não causam efeito algum. 2. Como perdoar. Diante do que você já estudou até aqui sobre o perdão, aprenda agora uma maneira simples, porém efi caz, para perdoar. Ela inclui cinco passos. Quanto mais praticá-los, melhor resultado teremos. 0 perdão virá de sua própria natu reza, de sua alma e de sua fé: a) Seja realista. Faça uma avaliação do erro para que seja tomada uma atitude a partir da verdade. Se não fizer isso, você pode ser levado por exageros, emoções e inexatidões, enxergar tudo distorcido e tor nar o perdão algo muito difícil de acontecer. Faça três perguntas: “Qual foi exatamente o erro?" "Contra quem foi cometido?" “Quais são as consequências do erro?" b)Lembre-se de que também foi perdoado. Você perdoa não porque seja "bonzinho" ou melhor do que os outros, pois não está livre de ofender alguém e, desta forma se iguala ao ofensor. E tanto um como o outro, não têm capacidade própria para perdoar, a não ser mediante a concessão divina. Ele perdoa você e aquele que o ofende. c) Abra mão dos seus direitos. O mundo diz que você tem de agir contra a pessoa que o feriu, fazendo-a pagar pelo erro cometido. Não importa o quanto possa ser incompreensível aos homens, mas o perdão coloca o peso da reconci liação sobre a vítima do erro. Você "nega a si mesmo". Morre um pouco, a fim de perdoar. O orgulho, a justiça, os direitos Discipulado Aluno 2 e tudo mais desaparecem. Assim, todo o seu ser, seu tom de voz, sua expressão, seus gestos e sua intenção buscam a restauração do outro. d) Pronuncie o erro. Tenha um diálogo sério, honesto e responsável. É reparador ouvir reciprocamente os vários aspectos do erro. Observe o que vai dizer e vigie sua língua (Leia Tiago 3.1-6). Se você foi ofendido, mostre através de atitudes que realmente perdoou. III. AS CONSEQUÊNCIAS DO PERDÃO Quando você perdoa, permite que Deus também anule as suas ofensas. Leia Mateus 6.14 e complete: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também__________________ n Além do perdão de Deus, você se livra de tensões, inabilidade para dormir e até de doenças. 0 seu crescimento espiritual não é prejudicado, e aumenta a sua capacidade de amar o Senhor. Evita dúvidas sobre a sua salvação. Você dá um belo testemunho aos outros. Estes benefícios espirituais do perdão atingem tanto o perdoador como o perdoado. E o mais importante: o nome de Deus é exaltado entre os homens. DISCIPULADO 1. Pare um instante e reflita se você é uma pessoa difícil de perdoar. Faça o propósito de mudar, para ser abençoado por Deus ao praticar o perdão. 2. Se você conhece alguém que precisa praticar o perdão, converse com ele sobre os cinco passos para perdoar, ensinados nesta lição. 3. Ore e peça a Deus que lhe conceda capa cidade de desistir voluntariamente de seus direitos. Não deseje nada em troca e ofereça um sacrifício que resulte em recompensa para você e a pessoa envolvida. Q. | VERIFIQUE 0 QUE VOCÊ RPRENDEU 1. O que é perdão? 2. Do que o crente precisa desistir voluntariamente para perdoar? 3. Quem é a fonte de perdão para o crente? 4. Que ideal o crente vive ao praticar o perdão? 5. Cite os cinco passos para se conceder o perdão: O Discípulo e o Perdão 37 "Bem-aventurado aquele servo a quem o senhor, quando vier, achar fazendo assim. Em verdade vos digo que sobre 0 DISCÍPULO E . ? R MORDOMIA CRISTA i todos os seus bens o pora" (Lucas 12.43,44). COMENTÁRIO INTRODUÇÃO Hoje você vai estudar sobre a mordo mia cristã. Esta é uma área que precisa ser considerada com especial atenção, pois dela dependerá, basicamente, o êxito da vida cristã. Isto porque tudo quanto se relaciona ao nosso dia a dia, como crentes, é consequência direta do modo como encaramos e vivemos o nosso papel como mordomos de Deus. A Bíblia é clara quando estabelece as regras de uma boa mordomia, não deixando qual quer hipótese para que esqueçamos a nossa responsabilidade, sem que isto traga prejuízos à nossa vida espiritual. Por conseguinte, vale a pena exercitar este mister com dedicação, pois o próprio Senhor deixou esta promessa: "Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colo carei" (Mateus 25.21). I. 0 QUE É 0 MORDOMO? 1. Um administrador dos bens alheios. A palavra mordomo significa "aquele que administra os bens de outrem". É alguém colocado com a responsabi lidade de gerir uma propriedade (uma mansão, por exemplo), cuidando para que cada pormenor não seja esquecido. Ele normalmente responde pelas seguin tes áreas: finanças, compras, serviços, Discipulado Aluno 2 empregados, manutenção e alimentação. O bom mordomo desfruta da confiança do patrão e, mesmo na sua ausência, cumpre com fidelidade as tarefas que lhe são confiadas. Com efeito, fidelidade é a palavra-chave nas relações entre o mordomo e o patrão. 2. Um administrador de Deus na Terra. O Senhor Jesus deu bastante ênfase ao papel do mordomo, usando-o figurada- mente algumas vezes, para exemplificar nosso papel como administradores de Deus aqui na Terra. Tudo quanto dis pomos pertence a Ele. Porém, tal qual o proprietário terreno, o Senhor legou estes bens sob nossa administração para, de igual forma, exigir em tempo oportuno a prestação de contas do que fizermos. Daí o texto bíblico básico desta lição, que admoesta: “Bem-aventurado aquele servo a quem o senhor, quando vier, achar fazendo assim". A expressão "achar fazendo assim" significa exata mente estar cumprindo as determinações que foram anteriormente confiadas. Isto quer dizer que o Senhor Jesus voltará, um dia, para cobrar de cada um o cumpri mento da boa mordomia. Ele não deixará passar em branco nenhuma omissão de nossa parte. II. AS TRÊS ÁREAS BÁSICAS DA MOR DOMIA CRISTà 1. A mordomia dos talentos. Talento era uma unidade de moeda muito usada nos tempos de Cristo. Ele mesmo contou uma parábola, na qual usou o talento como ilustração para ensinar sobre como investir nossos recursos na obra de Deus. Leia Mateus 25.14-29. A determinação do proprietário exigia-lhes investir aqueles bens para que eles se multiplicassem. Os dois primeiros foram bons adminis tradores. Eles dobraram o investimento inicial. O último, porém, apenas guardou o que recebeu, sem apresentar qual quer resultado. Imagine se isto ocorresse numa época de inflação alta. 0 dinheiro recebido já não teria mais nenhum valor. Qual foi a consequência disso? Leia o versículo 29. Com o tempo, a palavra "talento" pas sou a significar os nossos dons pes soais, de modo que quando alguém se destaca numa determinada atividade, ele é chamado de talentoso. Portanto, a mordomia dos talentos, em seu sen tido atual, significa empregar os nossos dons pessoais no serviço do Mestre. É importante frisar, inclusive, que esta é a visão dos ensinos de Paulo acerca dos ministérios. Leia Efésios 4.11. Os dons ministeriais não podem ser confundidos com os dons pessoais. Aqueles foram dados por Cristo à Igreja. Estes são desenvolvidos de maneira natural pelo indivíduo. No entanto, Paulo disse no versículo 12 que os dons minis teriais visam aperfeiçoar os santos e equipá-los para o serviço cristão. Em outras palavras, isto significa que os ministros, os quais exercem estes dons na Igreja, têm o dever de levar cada crente em particular a envolver-se de corpo e alma na obra de Deus, cantando, orando, visitando, pregando, praticando as boas obras e empregando os seus talentos pessoais para o engrandeci- mento do reino. 2. A mordomia do tempo. Antes de seguir adiante, leia Efésios 5.15. O seu tempo agora deve ser administrado de acordo com o propósito de Deus. A pala vra "remir", descoberta no texto que você acabou de ler, quer dizer exatamente isso. Ou seja, os minutos não podem ser desperdiçados com coisas vãs, que não trarão qualquer resultado para sua vida, principalmente de ordem espiritual. 0 salmista definiu esta questão como “contar os dias de tal maneira" (Salmos 90.12). Isto significa dar utilidade a cada dia vivido, de modo que você nunca venha a ter o senso de perda, como ocorreu com Jeremias em relação ao povo de Israel. Ele disse: "Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos." (Jeremias 8.20). Costuma-se dizer que as 24 horas do dia devem ser divididas da seguinte maneira: oito horas para o trabalho, oito para o descanso e oito para o serviço do Mestre. No entanto, pelo padrão bíblico, esta proposta incorre em erro, porque só submete ao Senhor apenas uma parte do tempo. Devemos partir da premissa de que se Ele exerce o senhorio sobre nossas vidas, sendo nós apenas os seus mordomos. Nossas atividades, em qual quer área, devem ser exercidas segundoa perspectiva divina, seja no trabalho, lazer, descanso ou na vida eclesiástica. Todo o tempo pertence ao Senhor e deve ser bem administrado. 3. A mordomia das finanças. Fala mos anteriormente sobre a parábola dos talentos, para exemplificar o emprego dos nossos dons pessoais no serviço do Mestre. No entanto, como o texto usa um elemento de valor monetário, podemos utilizá-lo também como ponto de partida para a mordomia das finanças. Nossos recursos financeiros devem ser administrados sob a perspectiva de que eles também pertencem ao Senhor. (Leia Mateus 6.33.) Isto significa que a nossa vida, como crentes, deve ter como propó sito buscar o reino de Deus e partilhar os seus valores, onde quer que estejamos: no trabalho, na faculdade, no ônibus, em casa, no templo e em nossas rela ções pessoais. Como resultado, "todas estas coisas (recursos, por exemplo) nos serão acrescentadas". Portanto, tudo quanto ganhamos vem do Senhor para ser reaplicado na sua obra e na nossa subsistência pessoal, para que invis tamos no seu reino de modo que todas estas coisas nos sejam acrescentadas, e assim por diante. É um círculo que nunca termina. A partir da perspectiva do reino, você evitará aplicar o seu dinheiro em coisas supérfluas, ponderará mais realisticamente sobre o que lhe é útil, bem como à sua família, e tudo quanto fizer glorificará, com certeza, o nome do Senhor. Leia atentamente Isaías 55.2. A visão do reino far-lhe-á também contribuir com voluntariedade para a obra de Deus. Os crentes de Filipos soube ram agir desta forma, não deixando que o apóstolo Paulo passasse por sérias privações. Eles sempre lhe providencia vam recursos para a sobrevivência. Leia Filipenses 4.15,16. Entregar o dízimo é outra parte da mordomia das finanças. Dízimo é a décima parte dos rendimentos e deve ser entregue à casa do Senhor, para a aplicação na sua obra, conforme Mala- quias 3.8-10. A ideia de ser proporcional aos ganhos está embutida nos textos de 1 Coríntios 16.2 e 2 Coríntios 8.12, que realçam as expressões "conforme a prosperidade" e "segundo o que qualquer um tem". A doutrina do dízimo também se consubstancia em Hebreus, onde diz que Jesus é sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque (Hebreus 7.17), a quem Abraão deu o dízimo de tudo (Gênesis 14.20). Se assim é, devemos também, por fé, cumprir este mandamento. III. PRESTANDO CONTAS DE UMA BOA MORDOMIA Onde o crente deve praticar a mordo mia cristã? Veja o que diz o texto bíblico: "Tudo que você é e tem não lhe pertence" Discipulado Aluno 2 (Leia Salmos 24.1). Você não tem mais o direito de fazer o que quer com o que tem. Deus agora está em primeiro lugar e você é um mordomo dEle. Isso inclui sua vida, seu tempo, seus talentos, suas finanças e bens. Você deve aplicar na igreja a sua vida com o melhor dos seus esforços e dedicação; deve passar boa parte do seu tempo cultuando a Deus e servindo a Ele na evangelização; deve empregar todos os talentos na igreja, para torná-la forte e vibrante; deve entregar os dízimos, para que você seja abençoado e a igreja tenha recursos suficientes, e deve dedicar os seus bens a Deus, sabendo que vai prestar contas a Ele sobre como foram adquiridos e aplicados. Naquele dia, perante o tribunal de Cristo, que resposta iremos ouvir dos lábios do Salvador? Bom seria que fosse: "Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor" (Mateus 25.21). DISCIPULADO 1. Se você ainda não experimentou contribuir para a obra de Deus, comece ainda hoje. Faça também o propósito de, a partir deste mês, separar o dízimo para o trabalho do Senhor. 2. Procure também, a partir de hoje, adminis trar o seu tempo segundo a perspectiva do Reino de Deus. Onde quer que esteja, saiba que você é um instrumento, para que os valores do Reino possam ter proeminência. E não se esqueça de compartilhar com os outros a sua experiência com Cristo. 3. Deus lhe deu talentos, para que eles sejam bem utilizados na sua obra. Coloque-se à disposição da igreja para o que for útil. 4. Procure o professor de sua classe e até mesmo o pastor e diga-lhes do seu desejo em empregar o melhor dos seus esforços no serviço do Mestre. Eles, por certo, lhe ajudarão a dar estes primeiros passos, introduzindo-o paulatinamente nas atividades da igreja. Q, | VERIOQUE 0 QUE VDCÊ APRENDEU 1. Quem disse: "sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei"? 2. O que faz o mordomo, na vida comum? 3. Cite a palavra chave nas relações entre o mordomo e o patrão. 4. O que significa a expressão: "achar fazendo assim"? 5. Qual o significado usual da palavra "talento" nos dias de hoje? 0 Discípulo e a Mordomia Cristã COMENTÁRIO D DISCÍPULO E 0 LOUVOR "Eu te louvarei, Senhor, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas. Em ti me alegrarei e saltarei de prazer; cantarei louvores ao teu nome, ó Altíssimo" (Salmos 9.1,2). INTRODUÇÃO Antes de você conhecer o evangelho de Cristo, é provável que tenha questio nado por diversas vezes: "Como podem os crentes permanecer tanto tempo na igreja cantando e declarando a Deus palavras de gratidão, exaltação e honra? O que pode ría motivá-los a isso? É possível alguém conhecer e ter tanta intimidade com o Ser divino, a ponto de declarar-lhe palavras elo giosas a respeito de sua natureza e de suas obras?" Hoje, certamente sua visão sobre Deus é bem diferente; você não só sente sua maravilhosa presença, mas usufrui de suas bênçãos e inteira proteção. Hoje, seu questionamento é bem diferente dos tempos em que você não conhecia a Deus. Agora você se pergunta: "Como posso expressar minha gratidão ao Senhor por tudo que Ele tem feito por mim? Onde e como posso adorá-lo?" I. 0 QUE É LOUVAR 1. Definição. De modo abrangente, "louvar" significa magnificar, honrar, glo rificar, oferecer ação de graças, elogiar, adorar, aclamar. 0 ato do louvor implica a mais íntima comunhão com aquEle que está sendo louvado. Em sua essência, o louvor significa voluntariedade de espírito em adorar e servir ao Supremo Deus. Discipulado Aluno 2 2. Louvar a Deus é regozijar-se em suas obras. Deus se compraz e se deleita em suas obras criadas (Gênesis 1; Sal mos 104.31; Provérbios 8.30,31) e toda a criação, incluindo os anjos, expressam sua alegria por meio do louvor (leia Jó 38.4-7 e Apocalipse 4.6-11). O homem foi igualmente criado para regozijar-se nas obras de Deus (Salmos 90.14-18). O autêntico louvor brota de um coração contrito, cheio de gratidão e devoção ao Todo-Poderoso. Através do louvor o homem declara a natureza, os atributos e as obras de Deus. Quando ele sente e reconhece a majestade do Altíssimo, profere palavras de louvor e gratidão; palavras que expressam a grandeza, a perfeição e a soberania de Deus. 3. Louvar a Deus é muito mais que simplesmente agradecê-lo. Como pode mos engrandecer a Deus diante das mais diversas circunstâncias? Como podemos realmente manter um louvor constante? Louvar a Deus é mais elevado que ape nas verbalizar expressões de adoração, declarando ou reconhecendo as bênçãos concedidas por Ele. A palavra "louvar" não pode ser con fundida com ação de graças. Alguém pode dizer: "Senhor, eu te louvo por nossa nova casa, nosso carro e todos os demais bens; louvo-te pelo meu aumento de salário e pela minha conta bancária", etc. Na verdade essas expressões indicam apenas gratidão, e não o verdadeiro louvor. Embora o agra decimento seja um aspecto importante de nosso processo de amadurecimento para o louvor pleno, não podemos per der de vista o verdadeiro âmago do lou vor - o próprio Deus. Devemos louvar ao Senhor pelo que Ele é, e não pelo que Ele faz e pode fazer por nós. Abra sua Bíblia em Salmos 9.1,2 e complete o texto bíblico. "Eu te louvarei, Senhor, de todo o meu___________ ; contarei todas as tuas Em ti me_________e__________ de prazer; cantarei louvores ao teu nome, ó Altíssimo." 4. Louvar a Deus é esquecer-se desi mesmo. Quando louvamos a Deus, deve mos nos esquecer de nós mesmos, de nossas necessidades e até das respostas que já recebemos. É necessário que nos concentremos somente em Deus, nas suas qualidades eternas, que não mudam: seu poder, sua fidelidade, seu amor, e todos os outros atributos que fazem parte de seu ser. No genuíno louvor, nossa atitude não é tanto a de estar pronto a receber, mas a de dar oferecendo a nós mesmos. II. POR QUE LOUVAR A DEUS 1. Porque Ele é digno. Ser digno sig nifica "merecer", ter o direito. A Bíblia ensina, claramente, que o Senhor tem o direito ao primeiro lugar em nossas vidas e corações. É inconcebível ao homem adorar uma pedra, uma peça de madeira esculpida, uma ideologia bem arranjada ou mesmo um anjo poderoso. A Bíblia fala de pessoas que acreditavam em Deus, mas queriam adorar algumas coisas que pudessem ver ou imaginar em suas mentes. O Senhor, nosso Deus, é único e absoluto. Somente Ele é digno do nosso amor, serviço e adoração. É por estas e outras razões que o salmista nos convida a celebrarmos ao Senhor no Salmo 100: "Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os moradores da terra. Servi ao Senhor com alegria e apresentai-vos a ele com canto. Sabei que o Senhor é Deus; foi ele, e não nós, que nos fez povo seu e ovelhas do seu pasto. Entrai pelas portas dele com louvor e em seus átrios, com hinos; lou vai-o e bendizei o seu nome" (vv.l -4). 0 Discípulo e o Louvor 2. Porque fomos criados para lou vá-lo. A Bíblia afirma que o ser humano foi criado para adorar (Isaías 47.7); sua natureza o convida incessantemente a tributar honra a um ser supremo. Ou o homem se ocupará em louvar a Deus pelo que Ele é e faz por si só, bem como pelas suas qualidades eternas, ou então irá dirigir sua devoção para outro lugar. Mas quando o homem reconhece a Deus nos seus caminhos, nada pode deter o louvor que emana do seu interior. III. AS BÊNÇÃOS PROVENIENTES DO LOUVOR 1. O louvor opera maravilhas. Muitos crentes dos dias atuais descobriram o segredo aprendido pelo povo de Deus há longo tempo. Quando o rei Josafá ordenou que os cantores louvassem a majestade santa do Senhor e que saíssem à frente do exército dizendo: "louvai o Senhor, porque a sua benignidade dura para sempre" (2 Crônicas 20.21), o Senhor mandou embos cadas contra os inimigos e derrotou-os. Sim, o louvor traz vitórias, com a bênção de Deus, ainda nos dias de hoje. Deus nos abençoará após o havermos louvado. Não apenas quando tudo vai bem. Nem tampouco quando estamos nos sen tindo bem de saúde física e espiritual. Não apenas quando nossas contas estão pagas ou temos uma boa soma na poupança. Mas exatamente em meio às adversidades - esta é a hora em que devemos bendizê-lo. Então Deus nos abençoará. 2. O louvor traz a resposta divina. O Salmo 22, no versículo 3 assegura-nos que o Senhor está “entronizado entre os louvores" do seu povo, isto é, habita entre aqueles que o louvam. Muitas vezes descobrimos que o louvor traz a presença de Deus aos nossos corações de uma maneira abençoada. Quando a tristeza sobrevêm, cânticos de louvor a dispersa rão. O famoso evangelista inglês, Smith Wigglesworth, costumava dizer "Se a sua segunda-feira amanhecer escura, perma neça por mais cinco minutos na cama para louvar ao Senhor". Temos inúmeras razões para louvar ao Senhor. Podemos agradecer-lhe as bênçãos naturais, a vida, a saúde, a força e até a capaci dade de trabalhar. Devemos agradecer ao Senhor o alimento que comemos. Jesus nos ofereceu o exemplo, dando graças antes de comer. Milhões de pes soas dormem e amanhecem famintas, mas nós, pela graça de Deus, temos tido condições de nos alimentar todos os dias. Devemos agradecer as bênçãos espirituais. O milagre da salvação por exemplo. Pense na vida eterna, livre do pecado e do inferno. No batismo com o Espírito Santo e no abençoado refrigério que vem do Senhor para as nossas almas. 3.0 louvor nos sintoniza com os céus. Quando louvamos ao Senhor, estamos na verdade em sintonia com a lingua gem celestial. Os céus estão plenos de louvor. Apocalipse 4 fala-nos dos quatro seres viventes e dos vinte e quatro anci ãos prostrados diante daquEle que se encontra no trono, dando glória e ação de graças, adorando o Eterno. Apocalipse 5 fala-nos de uma multidão de anjos, de "milhões de milhões e milhares de milhares", louvando o cordeiro. Apoca lipse 7 conta-nos de uma grande multidão, adorando o Senhor em alta voz. Aqueles que se encontram aqui incomodados com o barulho que fazem os crentes louvando ao Senhor, terão de adaptar-se quando forem para os céus. Lá, o barulho será como a "voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia: Aleluia! Pois já o Senhor, Deus Todo-Poderoso, reina". Leia Apocalipse 19.6. DISCIPULADO 1. A adoração não é um passatempo, e nem uma atitude de louvor irrefletida (Romanos 12.1), mas sim, é a expressão sacrificial de nosso ser a Deus; isso implica uma oferta completa de nosso afeto, bens e de todo o nosso trabalho. Nosso espírito só poderá penetrar na dimensão do louvor quando estivermos dispostos a oferecer o nosso melhor para Deus. 2. Louvar a Deus é o segredo para se acres centarem bênçãos à nossa vida. Portanto, tenha como norma básica em sua vida os seguintes versículos: "Alegrem-se e rego- zijem-se as nações, pois julgarás os povos com equidade, e governarás as nações sobre a terra. Louvem-te a ti, ó Deus, os povos, louvem-te os povos todos. Então, a terra dará o seu fruto; e Deus, o nosso Deus, nos abençoará. Deus nos abençoará, e todas as extremidades da terra o temerão" (Salmos 67.4-7). Q, | VERIFIQUE 0 QUE VOCÊ APRENDEU 1. O que significa louvar a Deus? 2. Como podemos identificar o autêntico louvor? 3. Louvar a Deus significa simplesmente agradecê-lo? Explique. 4. Por que devemos louvar a Deus? 5. Segundo a lição, quais são as bênçãos provenientes do louvor? 0 Discípulo e o Louvor ..-'""íÃs- COMENTÁRIO para você, novo convertido. Como sempre aconteceu, ainda hoje é pelo batismo que o novo crente, a igreja e o mundo reco nhecem a identificação do batizado com Cristo e com a igreja local. Sem batismo ninguém é aceito como uma parte do povo de Deus na igreja. Sem fazer parte desse povo, dessa família de Deus, você fica impossibilitado de crescer espiritual mente conforme deseja o Senhor Jesus. Com a comunhão nutritiva da igreja, você crescerá dia após dia. INTRODUÇÃO Apesar de tudo que você aprendeu até aqui, é provável que ainda tenha dúvidas em relação à necessidade e à importância do batismo na experiência cristã. Talvez ainda esteja questionando: "Que mérito tem esse ritual para a minha vida com Deus? Qual o significado desse ato? Por que devo me batizar? O batismo é obri gatório ou opcional?" I. A IMPORTÂNCIA DO BATISMO O batismo é assunto de extrema importância tanto para a igreja quanto II. 0 SIGNIFICADO DO BATISMO 1. Definição. Batismo significa "mergulho", "submersão". É a primeira ordenança de Cristo, através da qual 0 DISCÍPULO EO ? BATISMO NAS AGUAS | "De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e, naquele dia, agregaram-se quase três mil almas" (Atos 2.41). Discipulado Aluno 2 o novo convertido passa a fazer parte da igreja local. 2. Conceito. O batismo ilustra a expe riência da regeneração efetuada pelo Espírito Santo no pecador, experiência esta que se relaciona com a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Significa que quando o pecador aceita a Cristo como único e suficiente Salvador passa por uma transformação tão radical, que só pode ser explicada como sendo morte e sepultamento do velho ser e ressurrei ção de uma nova criatura para viver uma nova vida com Deus. Em outras palavras, quando o pecador aceita a morte de Jesus como morte vicária, isto é, para substituí-lo diante da justiça de Deus, morre também com Ele. Mas assim como Jesusnão ficou na sepultura, antes ressuscitou, o que nEle crê ressuscitou com Ele, para viver eternamente. Desse modo, o batismo simboliza a morte para o mundo e a ressurreição para uma nova vida de fé em Cristo Jesus. É evidente que essa regeneração para uma nova vida de fé não se dá no momento em que a pessoa se batiza, mas sim no momento em que a pessoa se submete a Cristo pela fé. 0 batismo simboliza simplesmente uma realidade já alcançada pelo pecador. III. A NECESSIDADE DO BATISMO 1. É necessário porque Cristo o orde nou. O batismo nas águas não é uma opção para o crente; é um mandamento do Senhor "Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mateus 28.19). Todo crente fiel e que de fato ama ao Senhor Jesus sentirá prazer em cumprir esse mandamento. A admissão no Reino de Deus se dá através da fé no sacrifício de Cristo associada ao verdadeiro arre pendimento. Todavia, é o ato do batismo que possibilita o acesso à igreja visível. 2. É necessário porque Cristo deu o exemplo. "Então, veio Jesus da Galileia ter com João junto do Jordão, para ser batizado por ele. Mas João opunha-se- -Ihe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim? Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o permitiu. E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo" (Mateus 3.13-17). Era da vontade de Deus que se bati zassem todos os que aceitassem o seu Reino, de que João Batista era o pre cursor. Por isso Jesus, que veio para instruí-lo, deu o exemplo, batizando-se também. Além disso, no batismo, Jesus estava se identificando com a raça de que veio ser representante para salvá-la. Se o próprio Jesus foi batizado, não há como se entender que um crente não o queira. A necessidade é evidente. 3. É necessário porque os crentes do início da igreja cristã nos deixaram o exemplo. Após terem sido cheios do Espí rito Santo e ouvirem o inflamado sermão do apóstolo Pedro, os primeiros crentes de Jerusalém não hesitaram diante da oportunidade de serem batizados: “De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e, naquele dia, agregaram-se quase três mil almas" (Atos 2.41). Agora vamos recapitular um pouco do que aprendemos neste ponto. Complete as lacunas abaixo de acordo com o texto. O batismo nas águas não é uma opção para o crente; é um ________ _______________ do Senhor. 0 Discípulo e o Batismo nas Águas A admissão no Reino de Deus se dá através da____________________asso ciada ao verdadeiro_________ . IV. 0 MÉTODO BÍBLICO DO BATISMO Água respingada sobre a cabeça, óleo na fronte e tantas outras invencionices que vemos por aí, não passam de criações do homem não respaldadas e nem ensina das pela Palavra de Deus. Por essa razão, orientamos os novos convertidos a se sub meterem unicamente ao batismo bíblico, que é imersão total, ou seja, mergulhar o corpo totalmente dentro da água. Existem basicamente quatro evidên cias de que a forma bíblica do batismo é a imersão total: a evidência do texto bíblico; a evidência do significado da palavra batismo; a evidência da história e a evidência do simbolismo do batismo. 1. Evidência do texto bíblico. Os textos que narram o batismo de Jesus dizem: "E, logo que saiu da água...” (Mar cos 1.10). "E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água..." (Mateus 3.16). O texto que narra o batismo do eunuco realizado por Filipe declara: "E mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e o batizou. E, quando saíram da água..." (Atos 8.38,39). Esses textos não deixam dúvida. É improvável que, vezes seguidas, os minis- trantes dos batismos tivessem que entrar na água com os que eram batizados, se fosse aspersão de água. Aliás, a ser assim, nem mesmo o candidato preci saria entrar na água. Você concorda? 2. Evidência do significado da palavra. Como afirmamos acima, a palavra vem do grego baptizo, que significa imergir completamente. Se a própria palavra traz esse sentido, é claro que todas as demais formas de batismo não passam de ensinamentos insignificantes e sem apoio nas Escrituras Sagradas. 3. Evidência da História. Os livros de História Eclesiástica ensinam que até o ano de 150 d.C. aproximadamente, só era pra ticada a imersão como forma de batismo. 4. Evidência do simbolismo do batismo. Desde que o batismo simboliza a morte, o sepultamento e a ressurreição, como já assinalamos anteriormente, a sua forma de administração não pode ser outra, a não ser a imersão total. DISCIPULADO Infelizmente, já existe no meio evangélico, algumas igrejas que negam a importância do batismo. Não deem ouvidos a tais pessoas, pois elas estão completamente distanciadas dos sagrados princípios bíblicos. Ninguém pode pertencer a uma igreja sem se submeter ao batismo, e uma pessoa que se negue a esse sublime ato, embora diga ser crente, estará oferecendo evidência de seu equívoco. Na "Grande Comissão" registrada em Mateus 28.19,20, Jesus nos mandou fazer discípulos, batizando-os e ensinando-lhes todas as coisas. É importante notar que todo o texto desta referência tem força de mandamento. O Novo Testamento, e especialmente o livro de Atos, nos mostra que os discípulos acei taram as palavras de Jesus como manda mento. Eles reconheceram a importância de fazer discípulos, batizar e ensinar. É verdade que o batismo não salva, mas é necessário que você seja batizado conforme claramente ensina a Palavra de Deus. O batismo nas águas é uma demonstração pública de que você morreu para o mundo (o velho homem) e está assumindo uma nova vida em Cristo: "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim" (Gálatas 2.20). Discipulado Aluno 2 ANOTAÇÕES Q, | VERIRQUE O QUE VOCÊ APRENDEU 1. Qual é a importância do batismo bíblico? 2. Qual é a definição de batismo, o que significa? 3. É no momento do batismo que o Espírito Santo efetua a regeneração no pecador? 4. O que simboliza o batismo? 5. Quais as evidências de que a forma bíblica do batismo é a imersão total? 0 Discípulo e o Batismo nas Águas 49 0 DISCÍPULO E 0 SANTA CEIA i "Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha" (1 Coríntios 11.26). COMENTÁRIO INTRODUÇÃO A ceia do Senhor foi instituída por Jesus na noite de quinta-feira de Pás coa, quando foi preso no Getsêmani. Primeiro, Ele participou da ceia pascal com os discípulos e depois instituiu a sua própria ceia, que haveria de comemorar sua morte pelos pecadores. I. SIGNIFICADO E FINALIDADE DA SANTA CEIA 1. Em que base foi instituída a Santa Ceia? A Santa Ceia, instituída por Jesus, está baseada na ceia pascal dos judeus, que apontava para o passado e ao mesmo tempo para o futuro. Em relação ao pas sado, servia para comemorar a saída do Egito, onde o povo de Israel esteve em cativeiro durante mais de quatrocentos anos. E ao futuro, prefigurava o sacrifício do Messias. O cordeiro pascal apontava para Jesus. Ele seria sacrificado como o "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (João 1.29). Através da morte de Cristo, uma nova aliança entre Deus e seu povo seria estabelecida, onde os laços de sangue seriam substituídos por laços de fé. Na antiga aliança o povo de Deus era constituído pelos descendentes de Discipulado Aluno 2 Abraão; na nova, é constituído por todos aqueles que recebem Jesus como Sal vador e Senhor (João 1.11,12; Gálatas 3.7-9). Portanto, foi necessário substituir a páscoa por uma celebração que repre sentasse a nova situação: A Santa Ceia. 2. Qualo significado da Santa Ceia. É a cerimônia mais solene da Igreja. A Santa Ceia simboliza a morte do Senhor em nosso lugar, na qualidade de Cordeiro Pascal, sacrificado para livrar-nos do pecado e da morte. Ela simboliza a liber tação de todos os pecadores: libertação do pecado, de Satanás e da morte. Assim como o sangue do cordeiro livrou os primogênitos dos israelitas da morte, o sangue de Jesus, nosso Cordeiro pascal (1 Coríntios 5.7), nos livra da morte eterna, da condenação ao inferno. 3. Para quem foi constituída? A Ceia foi instituída para ser celebrada pelos crentes biblicamente batizados e que estão em comunhão com sua igreja. Deve ser comemorada exclusivamente em reunião da igreja. Não deve ser celebrada por instituição alguma, a não ser a igreja. 4. Quais as finalidades da Santa Ceia? A Ceia do Senhor é uma cerimônia memo rial, isto é, que serve de lembrança. a) Faz-nos lembrar da Pessoa e obra de Jesus Cristo. Pela sua comemoração os crentes relembram que Jesus morreu pelos seus pecados, e também que Ele voltará ao mundo para estabelecer o juízo final e o seu reino glorioso. Durante a Ceia o Espírito Santo atua nos crentes, esclare cendo-os a realidade do sofrimento, morte, ressurreição e ascensão de Jesus Cristo. b) Une os crentes em amor pela comunhão com Jesus. Veja o que escre veu o apóstolo João: "Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comu nhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado" (1 João 1.7). II. ELEMENTOS QUE CONSTITUEM A CEIA Os elementos da Ceia são dois: pão e vinho. 0 pão simboliza o corpo de Cristo, que pelos pecadores foi dado na cruz do Calvário. 0 vinho simboliza o sangue de Jesus derramado para remissão dos pecados da humanidade. Agora vamos nos deter um pouco no significado de cada elemento da Ceia. 1. O significado do pão. Na ceia da Páscoa, que Jesus celebrou com seus discípulos na véspera da sua crucifica ção, Ele tomou um pedaço de pão, deu graças, partiu-o e o distribuiu a todos dizendo: "Fazei isso em memória de mim" (Lucas 22.19b). Anteriormente, Jesus havia falado de si mesmo como sendo "o pão do céu" e o pão da vida. Ele foi o pão divino, dado aos homens por Deus; vindo do céu, sacri- ficou-se para alimentar com sua vida o mundo inteiro. Veja o que Ele disse: "Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra. Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer desse pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo" (João 6.48-51). Ao receber o pão na Santa Ceia, recebemos, pela fé, a vida de Jesus. Da mesma forma que o pão fortalece nossos corpos físicos, a vida de Jesus nos dá força e energia espiritual. 2.0 significado do cálice. Após a ceia da Páscoa, com seus discípulos, Jesus tomou do cálice e disse: "Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim” (1 Coríntios 11.25). O cálice e o fruto da vide representam o sangue derramado de Jesus; significa também a nova aliança, selada com esse sangue vertido: "Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue, que é derra mado por vós" (Lucas 22.20b). Trata-se do pacto predito pelo profeta Jeremias no capítulo 31.31 -34. Jesus foi ao Monte das Oliveiras; ali, num jardim de nome Getsêmani, ajoe lhou-se para orar: "Pai”, disse Jesus, "se queres, passa de mim este cálice; todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua" (Lucas 22.42). O temido "cálice" repre senta os pecados do mundo, que Ele iria levar. Tal peso ia ser muito mais terrível do que a dor física que Ele sofreria. Sua angústia foi tal que Ele suou grandes gotas de sangue naquela noite. É importante que o professor escla reça ao novo convertido que os elemen tos da ceia não passam por nenhuma transformação, que permanecem inal teráveis em sua natureza; o pão, conti nua a ser pão e o vinho continua a ser vinho. O professor também deve deixar claro que a ceia não tem o poder de conferir qualquer graça especial a quem dela participa e que sua comemoração é feita simplesmente para lembrança da morte de Cristo. A bênção advinda da sua comemoração consiste somente em reavivar na mente dos participantes a obra de amor de Cristo Jesus, ense jando-lhes oportunidade de examinar a consciência e de renovar seus propósitos para com Deus. III. COMO O CRENTE DEVE PARTICIPAR DA CEIA O apóstolo Paulo revelou na pas sagem mencionada que os coríntios não estavam celebrando corretamente a ceia. Não a entendiam, e faziam dela um banquete em que uns comiam muito e outros nada tinham. Por isso Paulo lhes escreveu, orientando-os, para que entendessem a finalidade da ceia e a maneira adequada de sua celebração. De seus ensinos aos coríntios é conve niente destacar: 1. Com discernimento. É preciso que o crente participe da ceia com discer nimento. Isto é, entendendo o que ela significa e objetiva. Caso contrário, a transformará numa rotina fria e sem sentido. 2. Com exame de consciência. É pre ciso que o crente se examine antes de participar da ceia. Isso não quer dizer que deixe de participar, em certas circuns tâncias, e sim que se corrija, se estiver em falta, e com novo propósito participe da ordenança. 3. Com reverência. É preciso que o crente participe da ceia reverente e sole nemente em virtude do que ela repre senta: a morte de Jesus. A Santa Ceia simboliza o sofrimento e a morte de Jesus. Não basta, porém, ficar mos comovidos com isto. Devemos pensar profundamente e aceitar a vitória ganha por Ele através da sua obra completa. A morte de Cristo não ocorreu em vão; Jesus assim cumpriu a incumbência recebida do seu Pai, e ganhou para si um povo santo e crente. A Santa Ceia é um ato comemorativo, não um ato sacrificial. Ela nos faz lembrar que Cristo "uma vez se manifestou, para aniqui lar o pecado pelo sacrifício de si mesmo" (Hebreus 9.26b). A Ceia do Senhor não é um altar, sobre o qual Jesus Cristo se sacrifica repetidas vezes. Participamos da Ceia, dando graças pela morte sacrificial de Jesus já realizada em nosso favor. Desta forma, continuaremos proclamando a morte d Ele até que Ele venha de novo (1 Coríntios 11.26). Discipulado Aluno 2 ANOTAÇÕES Q VERIFIQUE O QUE VOCÊ APRENDEU 1. Quais são os elementos usados para celebrar a Ceia do Senhor? 2. Explique a simbologia dos elementos usados na Santa Ceia. 3. Qual é o propósito da Ceia do Senhor? 4. Por que é importante comemorarmos a Santa Ceia? 5. Com que Jesus selou o Novo Pacto com os homens? 0 Discípulo e a Santa Ceia 0 DISCÍPULO E 0 VOLTO DE JESUS "Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trom- beta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incor ruptíveis, e nós seremos transformados" (1 Coríntios 15.52). COMENTÁRIO INTRODUÇÃO Se alguém lhe fizesse algumas per guntas concernentes à volta de Cristo, o que você respondería? Saberia responder com convicção? Em que basearia sua res posta? Você já examinou as Escrituras a respeito desse importante tema? O que diz a Bíblia sobre o retorno de Jesus? A volta de Cristo é ensinada de maneira clara, definida e inequívoca na Palavra de Deus. Se você estudara Bíblia minuciosamente, descobrirá que, depois da doutrina da expiação, mediante o sangue de Cristo, não há verdade tão proeminente como a referente à Segunda vinda de Cristo. Jesus mesmo falou diversas vezes > que retornaria a este mundo. Até os anjos I deixaram sua mensagem sobre esse I grandioso evento. Veja o que eles disse- I ram no momento da ascensão de Cristo: | "Esse Jesus, que dentre vós foi recebido I em cima no céu, há de vir assim como ' para o céu o vistes ir" (Atos 1.11b). O Espírito Santo, através dos tempos, tem | vivificado esta verdade nos corações de I todos os crentes em todas as épocas e j lugares. Leia João 14.1 -3; Atos1.1-11; 1 1 Timóteo 4.1; João 16.13. I. A CERTEZA DA VOLTA DE CRISTO A Bíblia Sagrada relaciona enfatica mente a ressurreição dos mortos com Discipulado Aluno 2 a Segunda Vinda de Cristo. 0 apóstolo Paulo escreveu: "Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim tam bém aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele. [...] Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morre ram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor" (1 Tessalonicenses 4.13,14,16,17). Esta certeza baseia-se nas seguintes razões: 1. Jesus mesmo afirmou que vol tará. Jesus prometeu voltar ao mundo para consumar sua obra. Ele disse aos discípulos: “Não se turbe o vosso cora ção; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há mui tas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, este jais vós também" (João 14.1-3). Esta promessa foi repetida várias vezes, de várias maneiras. 2. Os anjos afirmaram que Ele vol tará. Como já foi dito, no momento da ascensão de Jesus, estando os discípulos “com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir" (Atos 1.10,11). 3.0 testemunho da Palavra de Deus afirma que Ele voltará. Só no Antigo Testamento existem cerca de 1527 referências à Segunda Vinda de Cristo. No Novo Testamento, esse mesmo evento é mencionado por trezentos e dezenove vezes. Para cada vez que a primeira vinda de Cristo é mencionada, a Segunda é referida oito vezes. Capí tulos inteiros, como Mateus 24, Lucas 21 e Marcos 13, foram dedicados ao ensino do segundo advento; e Cartas inteiras, como Primeira e Segunda Tes salonicenses, foram escritas, quase que especificamente, para tratar desse importante tema. 4. O testemunho da Ceia do Senhor afirma que Ele voltará. A cada vez que o crente se assenta à mesa do Senhor, está proclamando a sua fé na volta de Jesus. O Senhor mesmo disse: "...fazei isso em memória de mim..." (Lucas 22.19). O apóstolo Paulo acrescenta as seguintes palavras: "Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha" (1 Coríntios 11.26). A igreja haverá de celebrar a Ceia do Senhor para sem pre? Não. Haverá de celebrá-la enquanto Cristo não vier; e assim que ele retornar, nunca mais a Igreja terá de celebrar a Ceia memorial, porquanto é somente "até que Ele venha". Após isso, não teremos mais de nos lembrarmos dEle, porquanto Ele estará conosco para sempre. 5. Os sinais do fim dos tempos ates tam que Jesus voltará. Os sinais que ora se cumprem segundo as profecias, atestam que o principal dos grandes acontecimentos do fim dos tempos, está às portas, isto quer dizer que Jesus vem muito breve. Quais são estes sinais? Eles estão descritos em Mateus 24.3-12. A Palavra de Deus diz que no final dos tempos 0 Discípulo e a Volta de Jesus 55 haveríam falsos cristos, guerras, rumores de guerras, fomes, pestes, terremotos, perseguição, falsos profetas, multiplica ção da iniquidade, frieza espiritual, etc. Para complementar essa parte do estudo, leia Mateus 24.3-12 e Marcos 13.28-31. II. DE QUE MANEIRA JESUS VOLTARÁ 1. A sua volta será em duas fases distintas. Em primeiro lugar virá buscar a sua noiva, isto é, abruptamente, "num momento, num abrir e fechar de olhos", levará os que se acharem preparados para a sua vinda. Esta fase refere-se ao “arrebatamento da Igreja". Ler 1 Coríntios 15.52; 1 Tessalonicenses 4.17. A segunda fase diz respeito à reve lação de Cristo em glória, ocasião em que nosso amado Salvador descerá no Monte das Oliveiras (leia Zacarias 14.4). Nesta etapa Jesus voltará com a Igreja a fim de restaurar o povo de Israel e erguer seu Reino de paz sobre a Terra. Para enriquecer seus conhecimentos, leia todo o capítulo 4 e 5 da primeira epístola do apóstolo Paulo aos tessalo nicenses e todo o capítulo 2 da segunda. III. QUANDO SE DARÁ A SEGUNDA VIN DA DE CRISTO 1. Ninguém sabe. Jesus virá como vem o ladrão, e ninguém pode prever o momento de um assalto (1 Tessaloni censes 5.2; Mateus 24.43,44). Ele próprio afirmou que nem os anjos sabem o dia e a hora, mas apenas o Pai: "Mas, daquele Dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai (Marcos 13.32,33). Por isso deixou a seguinte recomendação: "Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor" (Mateus 24.42). 2. Jesus buscará sua Igreja antes que venha a "Grande Tributação". Os crentes hoje passam por muitas tribu- lações, porém, a "Grande Tribulação", descrita em Mateus 24.21 -29, somente irromperá após o Arrebatamento da Igreja. Portanto, os salvos, autênticos servos do Senhor Jesus, não passarão pela GrandeTribulação. Veja o que diz a Palavra de Deus a esse respeito: "Por que Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele" (1 Tessalonicenses 5.9-11). Leia também Apocalipse 3.10. IV. A VOLTA DE CRISTO CONSTITUI ES PERANÇA E CONSOLO PARA 0 CRENTE 1. A bendita esperança. O olhar do crente fiel deve percorrer os céus, “aguardando a bem-aventurada espe rança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo" (Tito 2.13). Anelamos e espe ramos o Filho de Deus que virá desde os céus: "assim também Cristo, ofere cendo-se uma vez, para tirar os peca dos de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação" (Hebreus 9.28). 2. Consolo para o crente. A volta do Senhor Jesus também é motivo de con solo para todos os crentes. Veja o que o apóstolo Paulo escreveu aos tessaloni censes, ao concluir sua mensagem sobre o segundo advento de Cristo: "Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras" (1 Tessalonicenses 4.18). Morte, separação, martírio, sacrifício, perseguição e qualquer outra coisa que aflija ao crente, perdem o seu poder e se tornam menos terríveis por causa da esperança consoladora da vinda do Senhor Jesus. Discipulado Aluno 2 DISCIPULADO 1. Quem será arrebatado na vinda de Jesus? A pergunta é séria, mas simples. Quem vai para o altar com o noivo? A noiva, natural mente! Quem é a noiva de Cristo? O apóstolo Paulo escreveu que tinha preparado a Igreja, para apresentá-la como uma virgem a um noivo, a saber, Cristo, e queria adverti-la para que tomasse cuidado de não perder sua simplicidade (leia 2 Coríntios 11.2,3). Em apocalipse 19.7,8, está escrito que a Noiva está vestida da justiça dos santos. Sem estas vestes ninguém entra nas Bodas do Cordeiro (Mateus 22.11). E você, está cuidando de suas vestes a fim de que elas não sejam manchadas ou fiquem enruga das? Leia Efésios 5.27. Você tem mantido sua vida em santidade? A Bíblia diz que sem a santidade ninguém verá o Senhor (Hebreus 12.14). 2.0 ensino sobre a Segunda Vinda de Cristo também estimula o serviço cristão. Os crentes que ardentemente aguardam a volta de Cristo, reavaliam constantemente as prioridades que lhes governam a maneira de viver. Sempre colocam em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça. Não querem ser surpreendidos tendo as mãos vazias. Eles sabem que, um dia, todos teremos que comparecer ante o Tribunal de Cristo. Por isso alertamconstantemente seus parentes, amigos, conhecidos e os demais pecadores, a que estejam preparados para a vinda do Senhor. Você está preparado? Q. | VERIFIQUE 0 QUE VOCÊ APRENDEU 1. Segundo Atos 1.11, o que disseram os anjos no momento em que Jesus ascendia aos céus? 2. Em que baseamos nossa certeza da volta de Cristo? 3. Quantas vezes a Segunda Vinda de Cristo é mencionada no Novo Testa mento? 4. A Igreja haverá de celebrar a Santa Ceia do Senhor para sempre? Por quê? 5. Quais são os principais sinais do fim dos tempos descritos em Mateus 24.3-12? 0 Discípulo e a Volta de Jesus 57 0 DISCÍPULO E fl MISSÃO DE DISCIPULAR “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo" (1 João 1.3). COMENTÁRIO INTRODUÇÃO Alimentar-se, crescer e multiplicar-se é uma lei biológica a que se sujeita todo o organismo vivo. A Igreja, como organismo vivo, alimenta-se da Palavra de Deus e da oração, cresce através da evangelização e se multiplica, quando cada novo crente, como você, alcança uma nova pessoa para Cristo. Alcançar novas pessoas é o primeiro estágio, o primeiro degrau do crescimento espiritual. O segundo chama-se "envol vimento". Desde o momento em que você participa do curso de discipulado, que é o objetivo da presente revista, está envolvido com Deus e a Igreja. Agradeça ao Senhor por isso. Partilhe a sua expe riência com outros. I. COMPARTILHANDO AS BÊNÇÃOS 1. Partilhe amor e comunhão. Na décima terceira lição da "Revista Dis- cipulado 1", você aprendeu sobre como alcançar novas pessoas para Cristo, e certamente já está colhendo os primei ros frutos do seu labor evangelístico. Agora você vai aprender o que fazer para que esses novos convertidos per maneçam na igreja e, assim como você, produzam bons frutos para o Reino de Deus. Discipulado Aluno 2 Através de sua própria experiên cia, você sabe que um novo crente só permanece na igreja, quando se sente amado e se relaciona com outros, ou seja, quando é envolvido com a "grande família cristã", emocional e espiritual mente. Não haverá crescimento espi ritual fora do contexto da comunhão cristã. É seu dever, como o de cada membro do Corpo de Cristo, promover um ambiente favorável à convivência comunitária e de adoração, que são os elos que formam a relação de interde pendência entre as pessoas na igreja. Mesmo que alguns crentes antigos não ajam assim, faça a sua parte. Ame os novos convertidos e tenha comunhão com eles. Lembre-se do dia em que você foi alcançado. Pense como foi o seu cres cimento desde então. Poderia ter sido melhor o tratamento e os cuidados que lhe deram na igreja? Empenhe-se para que as pessoas que você está ganhando para Cristo recebam os cuidados necessários a um crescimento sadio na fé e na comunhão com a igreja. Assim deve ser o relacio namento cristão: "Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos" (1 João 3.16). 2. Ensine o que aprendeu. O novo convertido é como um recém-nascido, e necessita dos cuidados especiais de um bom pediatra e pai espiritual, para que possa alimentar-se do leite racional, não falsificado, e crescer na graça e no conhecimento de Deus através do ensino. O novo crente necessita crescer em três dimensões: em conhecimento bíblico, em qualidade de vida espiritual e em serviço para Deus e a igreja. Assim como você cresceu em conhecimento e qualidade de vida, e está crescendo em serviço, é seu dever e privilégio fazer outros crescerem. 0 filho, através da qualidade do tes temunho de seu pai, se apropria dos mesmos hábitos, atitudes e costumes, aprende pelo exemplo e, a cada dia que passa, cresce em identidade com aquele de quem recebeu o ensinamento. Você, agora como pai espiritual, cons trói vidas no poder do Espírito Santo. Use como alicerce a infalível e eficaz Palavra de Deus. Capacite seus “filhos na fé” a serem vencedores nas provas e tentações da vida. "E rogo que, à medida que você partilha sua fé com outros, ela domine também a vida deles, quando virem a abundância de coisas boas que há em você, proveniente de Cristo Jesus" (Filemom 6 - Bíblia Viva). Sua meta de evangelização deve con tinuar até que o novo convertido (cada um deles) chegue a duplicar-se, garantindo assim o ciclo de crescimento de sua igreja. Eis como fazê-lo: Em primeiro lugar, leve os novos convertidos a serem alunos assíduos da Classe de Novos Crentes da Escola Dominical. Realize pelo menos uma visita semanal e repasse com eles as lições que estiverem estudando. É extrema mente necessário que você acompanhe o desenvolvimento espiritual de cada pessoa que você levou a Cristo. Ao visi tá-los, esteja sempre munido de sua Bíblia e de alguns livros de comentários e estudos bíblicos. No caso do novo crente morar longe de você ou da igreja, fale com o seu pastor para que ele estabeleça uma comissão de visitas ou, caso seja mais conveniente, faça o discipulado por correspondência. Cartas pessoais com estudos bíblicos simples, de uma só página, são um bom alimento espiritual para a nutrição dos novos crentes. 0 Discípulo e a Missão de Discipular As classes de Novos Convertidos podem ser realizadas no templo ou nos lares, em qualquer dia ou hora, segundo as necessidades e os resultados da evan- gelização e do discipulado. É preferível que o discipulado seja realizado por uma pessoa que ensine a outra, ou um casal a outro. A obediência é o alicerce do cres cimento espiritual sadio. Leia e medite em Atos 2.42-47. II. MODELOS DE ENVOLVIMENTO 1. Acompanhe outros novos crentes. Alguns se perdem, unicamente, por serem esquecidos e abandonados. É dever da igreja prover a cada novo convertido condições de crescimento espiritual. O evangelismo não pode ter por alvo apenas “ganhar almas", mas, também, "restaurar vidas" para o Senhor Jesus Cristo. Faça parte da equipe de acompanha mento de novos crentes. Visite semanal mente cada novo convertido em seu lar, em dia e hora previamente marcados, durante os dois ou três primeiros meses de sua conversão. O testemunho pessoal do visitador é de grande valor para o fortalecimento da fé do novo crente. Fale com entusiasmo e convicção daquilo que Deus tem feito em sua vida. Partilhe suas experiências espirituais e suas vitórias. 2. Participe de estudos bíblicos nos lares. 0 livro de Atos realça alguns lares como verdadeiras extensões da Igreja. Nos três primeiros séculos, verdadei ramente os lares foram baluartes do ensino, no partir do pão e nas orações. Leia Atos 5.42. É nosso dever restaurar o princípio bíblico por nós esquecido e, a exemplo dos que pertenciam às igrejas do Novo Testamento, utilizar os lares como uma agência de missões, de edificação e de reprodução espiritual. 0 registro do estudo da Palavra de Deus no crescimento e despertamento espiritual, na formação de discípulos, encontra-se na Bíblia e, especialmente, em Neemias 8.5. 3. Participe de grupos de oração nos lares. Há perfeita harmonia entre o estudo da Palavra de Deus e a oração. Na rea lidade, o primeiro depende do segundo, para que haja maior eficácia. Estudar a Bíblia é ler a carta do Pai amado, mas distante; orar é conversar amigavelmente com Ele. 0 Grupo de Oração nos lares se distin gue do Círculo de Oração. 0 segundo tem por finalidade básica a evangelização e o pronto socorro espiritual. O primeiro tem por objetivo o envolvimento, a integração, e a conservação dos frutos. O ensino sobre o poder e a prática da oração são armas que o crente tem para o combate. 4. Participe da equipe de correspon dência pessoal. A importância da corres pondência, tanto na evangelização como no discipulado, é vital. Paulo, em suas cartas pastorais (Tito, Timóteo, Filemom, etc), oferece um exemplo de correspon dência pessoal. As cartas destinadas às igrejas são verdadeiros mananciais de doutrina e orientaçõespráticas. 0 método pode ser utilizado com grande sucesso ainda hoje. Podemos utilizar a correspondên cia pessoal para evangelizar, edificar e integrar. III. SEJA UM DISCIPULADOR 1. Trabalhando com disciplina. Você agora é um discipulador de novos cren tes. Saiba que é Deus quem chama, qualifica e capacita, através da igreja. Entretanto, alguns princípios vão ajudá- -lo no desenvolvimento do seu trabalho diário. Observe os pontos abaixo: Discipulado Aluno 2 a) Seja disciplinado em tudo o que você fizer; b) Organize todo seu trabalho do mês, dia após dia; c) Anote todas as novas idéias e esta beleça suas metas; d) Faça um plano de como alcançar suas metas e não desista enquanto não alcançá-las; e) Resolva primeiro as pequenas coi sas e depois as mais complexas; f) Não acumule tarefas; g) Acredite na capacidade das pes soas que você está discipulando. Elas querem aprender e devem ser moti vadas; h) Aprenda com Moisés. Exerça uma liderança espiritual positiva. Leia Êxodo 35 e sublinhe os versículos 1, 3,10, 21, 34 e 35. Estabelecer alvos, ensinar, treinar, motivar outras pessoas, e depois reco nhecer que as pessoas aprenderam, tem como recompensa os frutos colhidos para o reino de Deus e o crescimento da igreja. 2. Trabalhando em grupos. O trabalho de discipulado deve ser realizado, prefe rencialmente, em pequenos grupos de 10 a 12 pessoas, ou de uma a uma. Se pessoas de seu grupo de oração, de estudo bíblico ou da Classe de Escola Dominical praticam atitudes que geram hostilidades e quebra de harmonia, se o seu relacionamento não tem sido o ideal, lembre-se: é você quem deve, por seu próprio comportamento e caráter, modificar o comportamento delas. Leia e medite em Hebreus 5.1 -4. Recorde algumas atitudes que você está praticando: - Exigir, primeiro de si mesmo, e depois dos outros, que a obra de Deus seja feita com amor, carinho, prontidão e obediência às orientações pastorais; - Exigir, primeiro de si mesmo, e depois dos outros, que o trabalho para Deus seja feito nos melhores padrões de qualidade, e possa ser conferido e julgado pelo pastor ou supervisores. Jamais faça a obra de Deus relaxadamente. - Exigir, primeiro de si mesmo, e depois dos outros, que os alvos, as metas e os planos estabelecidos sejam realizá veis e possam ser avaliados pelos seus resultados. Recorde também algumas atitudes que devem ser evitadas pelo grupo: - Não criticar nem depreciar outra pessoa diante do grupo. As críticas e correções de comportamento devem ser feitas em particular. - Não despreze as coisas, por pare cerem pequenas. Para outras pessoas, podem ser muito importantes. Como discípulo de Jesus Cristo, você pre cisa saber: 1. A melhor maneira de aprender é ensinar a outra pessoa o que se está estudando. 2.0 melhor ensino é aquele que ministramos com a nossa vida. Viva o que está ensinando. O contrário é hipocrisia. 3. Seja paciente e persistente em aprender e ensinar. Jamais desista. 4. Seja obediente às orientações de seu pastor. Ele é o seu melhor amigo e está interessado em seu crescimento espiritual e ministério pessoal. 5. Faça de cada aluno um amigo. De cada irmão um companheiro de oração. De sua vida uma fonte de felicidade para outras vidas. Tenha um coração de pai. 0 Discípulo e a Missão de Discipular RNOTRÇÕES Q. VERIFIQUE O QUE VOCÊ APRENDEU 1. A que se pode comparar um novo convertido? 2. Que tipo de crescimento o novo crente precisa alcançar? 3. Em que situação um novo crente tem mais chance de permanecer na igreja? 4. Cite dois princípios que o discipulador deve observar. 5. Na sua opinião, por que é importante fazer o acompanhamento de novos convertidos? Discipulado Aluno 2 REVISÃO QUESTIONÁRIO Este é um questionário de revisão, com perguntas extraídas de todas as lições das revistas "Discipulado T'e "Discipulado 2". Responda-o e entre gue-o ao seu professor para que adquira o Certificado de Conclusão junto à CPAD. Nome:_________________________________________Data:___ /___/__ 1. Mencione, pelo menos, três títulos dados à Bíblia. R. 2. Quais são, na Bíblia, os nomes mais comuns de Deus? R. 3. Conforme Romanos 3.23, por que a salvação é necessária? R. 4. Qual o significado da palavra "igreja"? R. 5. O que significa orar? R. 6. Qual a melhor definição para fé? R. 7. Quais privilégios Deus prometera a Abraão pela sua obediência? R. 8. O que significa entregar o dízimo? R. 9. Cite os atributos que atestam a divindade do Espírito Santo. R. 10. O que é o batismo no Espírito Santo? R. 11. Qual o principal propósito do Dom de profecia? R. Revisão 63 12. Em que consiste o fruto do Espírito na vida do cristão? R. 13. Por que devemos evangelizar? R. 14. 0 que é impureza? R. 15. Qual o propósito da Santa Ceia do Senhor? R. 16. Qual é a definição de batismo, e o que significa? R. 17. Quem disse: “sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei"? R. 18. Do que o crente precisa desistir voluntariamente para perdoar? R. 19. O que é temperança? R. 20.0 que acontece com o crente que não anda segundo o conselho dos ímpios? R. 21. Por que o lar é a expressão maior da unidade familiar? R. 22. Quais são os agentes da tentação? R. 23. O que significa louvar a Deus? R. 24. O que acontece com os idólatras? R. 25. Em que baseamos a nossa certeza da volta de Cristo? R. 26. Que tipo de crescimento o novo crente precisa alcançar? R. Discipulado Aluno 2 CB4D/veh/s -------H Á 10 ANO S------ TRAZENDO NOTÍCIAS E INFORMAÇÕES PARA VOCÊ E EM COMEMORAÇÃO CARA NOVAO SITE ESTÁ DE SUA MANEIRA DE SE INFORMAR FICOU AINDA MELHOR ------------------ + MODERNO ------------------ + RÁPIDO ------------------ + NOTÍCIAS DO BRASIL E DO MUNDO ACESSE: CPADNEWS.COM.BR CPADNEWS.COM.BR ■ MAIS QUE UMAência semelhante. Veja o que ele relatou em Gálatas 1.14: "E, na minha nação excedia em judaísmo a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais." Paulo se considerava zeloso das tra dições de seus pais, excedendo na prática a muitos de sua idade. Mas quando a sua vida foi transformada, ele pronta mente mudou de rumo, tornando-se um ativo pregador do evangelho. Agora, leia em sua Bíblia o que ele escreveu mais adiante, nos versículos 15 e 16. Se você fizer um levantamento crite rioso nas cartas de Paulo, vai descobrir quantas comunidades, nas regiões da Ásia e Europa, foram beneficiadas pela nova vida do apóstolo, que lhes pre gava a fé no Senhor Jesus. Ainda hoje, e enquanto Jesus não voltar, seus ensinos repercutem em todo o mundo porque ele resolveu ser uma bênção para os outros. Vivenciar a sua nova fé através das boas obras é outra atitude que, de agora em diante, deve marcar a sua vida. Entenda bem esta verdade bíblica: você não pratica boas obras para ser salvo. Este caminho jamais leva o homem a Deus. Leia Efésios 2.8,9. Você aprendeu, através da leitura do texto citado, que a salvação "é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie". Mas se você já é salvo pela obra redentora de Cristo no Calvá rio, isto deve resultar em boas obras. É por isso que está escrito: "Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta" (Tiago 2.26). Portanto, esta é outra maneira de você ajudar a sua comunidade, mostrando que a sua nova fé está aliada à prática. 2. Uma nova esperança. A fé resulta também em esperança, a âncora da nossa salvação. Vale salientar que a esperança do cristão nunca morre, pois "o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã" (Salmos 30.5). Em outras palavras, esta esperança traz certeza, não só para a eternidade, mas também para a vida terrena. O salvo é, portanto, um idealista que, por força de sua fé, enxerga acima das circuns tâncias, para sempre viver em triunfo. E como tal, espalha o otimismo onde quer que chegue, contagiando os demais em busca da superação dos obstáculos aparentemente intransponíveis. Mas não termina aí. Quando se extingue a vida física, a nova esperança coloca-o no Céu, diante do trono de Deus, onde receberá os galardões pelos trabalhos aqui prestados, levando-se em conta as motivações de cada obra realizada. Leia 2 Coríntios 5.10. II. UMA NOVA VIDA MORAL 1. O conceito bíblico de moral. É bom ficar claro que o conceito bíblico de moral é absoluto. Esta é uma área que não pode ser relativizada, como querem alguns. Eles condenam com dureza determinado pecado, mas em relação a outros preferem o caminho da omissão. Normalmente, quando este assunto é abordado, a primeira coisa que vem à tona é que se trata apenas de sexo. Mas segundo os padrões bíbli cos, isto implica também finanças, a palavra empenhada, a sinceridade no 0 Discípulo e a Comunidade lidar com os superiores e imediatos, a retidão no cumprimento das normas, o não comprometimento com os valores mundanos e o apego à ética cristã à toda prova. É preciso que todas estas áreas sejam consideradas, inclusive a sexual, no que tange ao nosso compor tamento perante a comunidade. Jesus disse: "Se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus" (Mateus 5.20). Leia 1 Coríntios 11.1. 2. Como somos vistos pela comu nidade? Vale a pena parar um pouco para refletirmos. Como o nosso com portamento está sendo refletido sobre a comunidade? Como as pessoas que nos cercam estão julgando a nossa maneira de pensar e agir? O que elas pensam acerca do uso que fazemos do dinheiro? Como elas encaram o nosso relaciona mento com o sexo oposto? Será que nos julgam cumpridores das normas que regulam as relações sociais? Você agora é um novo crente e está iniciando uma nova vida. É provável que em alguns pontos o seu passado não tenha sido promissor. Em outros, talvez tenha tido um comportamento conside rado normal para os padrões gerais. Só que hoje você está vivendo na dimensão do Espírito Santo, e isto significa produzir frutos sadios que testemunhem diante dos homens a boa qualidade espiritual da árvore. III. UMA NOVA VIDA SOCIAL 1. Novas relações sociais. Este ponto tem maior implicação com a área do relacionamento. Antes de converter-se, é provável que você, sob a alegação de convívio social, tenha frequentado luga res impróprios sem se dar conta do mal que isto representava. Mas seus olhos espirituais agora estão abertos para dis cernir quais são as boas amizades, que tipo de lugar pode ser frequentado sem colocar sua vida espiritual em risco, e como afastar-se daquelas situações que vão levá-lo, sem dúvida, ao fracasso. Nada melhor para este caso do que os conselhos do Salmo 1. Abra a sua Bíblia e leia-o agora mesmo. Aí está, com toda a segurança, o refe rencial para você se orientar em suas novas relações sociais. Há um texto da revista "Jovem Cris tão" (atual "Geração JC") que exemplifica bem o assunto que está sendo abordado, principalmente em relação à juventude. "Sua turma de faculdade está armando uma tremenda festinha para comemorar o aniversário da pessoa mais simpática da sala. Vai ter muita comida, música, bebida, namoros de É BOM FICAR CLARO ! QUE D CONCEITO BÍBLICO DE MORRE É ABSOLUTO. ESTR É UMA ÁREA QUE NÃO PODE SER RELATIVIZADR, COMO QUEREM ALGUNS. ELES CONDENRM COM DUREZR DETERMINA DO PECADO, MAS EM RELAÇÃO R OUTROS PREFEREM 0 CRMINHO DR OMISSÃO. Discipulado Aluno 2 ocasião e sabe lá Deus o que mais. Ninguém vai faltar e se você não for, terá de passar a semana inteira expli cando o motivo. "Há duas opções: ir e se comportar como um peixinho fora d'água, beber só refrigerante (se não tiver, vai água mesmo), ficar a léguas da pista de dança, só conversar com colegas do mesmo sexo e nunca, jamais, prestar atenção na música que está sendo tocada. Porém, é bom que se saiba: esta solução é invi ável, pois não condiz com o padrão de vida estabelecido pela Bíblia que, entre outras coisas, aconselha-nos a evitar a aparência do mal. “A outra saída é recusar o convite, pois a tentação será grande, e é melhor ter problemas com os colegas de classe do que com aquele que o criou e será eternamente seu mais verdadeiro amigo. "Caso você resolva contrariar seus princípios cristãos e opte pela primeira alternativa, é melhor ir-se preparando, pois terá de repetir a dose em todas as outras festinhas. E isso não será legal! Ah! não se esqueça também de pedir oração à sua tia, sua mãe, sua avó, ao Círculo de Oração... você vai precisar. Se decidir, porém, encarar os amigos e recusar o convite, fique tranquilo, eles não vão mais contar com você para as outras festas e a sua aparente covardia foi, na verdade, uma grande prova de coragem e domínio próprio." A história que você acabou de ler é muito clara em seu significado. Mas, de qualquer maneira, fica a pergunta: Você recusaria o convite e perderia a amizade dos amigos, ou aceitaria o convite e perderia a amizade de Deus? 2. O outro lado da vida social. Para concluir, há o outro lado da vida social que não pode ser deixado de lado. E aquele ensinado por Tiago que nos impõe o dever de ajudar socialmente os mais carentes da comunidade. Repartir um pouco do nosso pão com os pobres é tarefa que devemos desempenhar com amor, como resultado da salvação. Procure informar-se em sua igreja, pois normalmente ela dispõe de algum tipo de programa de ajuda aos menos favo recidos, no qual você pode envolver-se. Se você é empresário, lembre-se de ser justo nas relações trabalhistas com os seus funcionários, não defraudando os salários daqueles que trazem progresso à sua empresa. Leia Tiago 5.4-6. Se você é empregado, busque dedicar-se como se estivesse fazendo para o Senhor, que certamente vai recompensá-lo. Leia 1 Timóteo 6.1,2.1. Faça uma lista das coisas que você vinha praticando e que descobriu, com esta lição, não serem compatíveis com o comporta mento cristão. Depois disso, ponha-se diante de Deus em oração, peça-lhe perdão em nome de Jesus. Ele vai mudar estas áreas de sua vida. 2. Procure desenvolver novas amizades, principalmente entre os crentes, e evite acompanhar os amigos de outrora, que aca barão levando-o para o caminho do mal se você não estiver bem firmado em Cristo. Há locais que não devem ser frequentados, sob pena de você fracassar na fé. 3. Não queira viver uma vida reclusa, pois o homem, por natureza, busca o compa nheirismo. Seja uma carta aberta e lida diante dos homens, sem que isto signifique envolvimento com os seus pecados, para que eles possam vir ao conhecimento de Cristo. 0 Discípulo e a Comunidade I 7 ANOTAÇÕES Q. VERIFIQUE O QUE VOCÊ APRENDEU 1. O que disse Jesus em sua oração sacerdotal? 2. Qual o significado daquela parte da oração? 3. Que tipo de experiência viveu Paulo, no contexto da lição? 4. Segundo Efésios 2.8,9, por que a salvação é dom de Deus, e não das obras? 5. O que acontece com o crente que não anda segundo o conselho dos ím pios? Discipulado Aluno 2 0 DISCIPULLLE ? 0 LflR CRISTÃO i "Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa COMENTÁRIO INTRODUÇÃO A salvação que você recebeu, através de Jesus Cristo, resultará em grandes mudanças no seu modo de vida. A partir daí, você começou uma nova caminhada, onde, segundo a Bíblia, “tudo se fez novo". Isto inclui não só a vida pessoal, mas também a área do relacionamento. Esta "nova vida" toma forma na maneira como o crente se comporta no meio em que vive. Em outras palavras, ele não vive mais por si mesmo, mas todas as suas ações são fruto desta comunhão íntima com o Salvador, como disse o apóstolo Paulo:"... vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim" (Gálatas 2.20). O lar é o ponto de partida desta nova expe riência. É ali, junto aos familiares, que você pode e deve começar a pôr em prática a sua nova vida em Cristo, como testemunho da transformação que o conduziu a esta nova dimensão espiritual. I. 0 QUE É O LAR 1. A família, a base do lar. O lar não é sim plesmente uma casa, onde a família se reúne. 0 Discípulo e o Lar Cristão É muito mais do que isto. É a dimensão física que traduz o propósito de Deus, ao instituir o casamento, através de nossos primeiros pais, Adão e Eva. (Leia Gênesis 2.18). Jamais foi desejo de Deus que o homem vivesse uma vida solitária. Daí a decisão de fazer-lhe uma compa nheira. A ideia aqui é basicamente de companheirismo, solidariedade, respeito mútuo, e vida em comum. O lar é, por tanto, a expressão maior da unidade familiar, onde estas qualidades podem ser demonstradas na vida do casal e no seu relacionamento com os filhos. 2.0 lar, a base da sociedade. Os lares formam a sociedade. Lares desagregados vão também corresponder a uma socie dade desagregada. Esta é a razão pela qual Satanás procura subverter os princípios que regem o lar. Desta forma, ele sabe que pode destruir a sociedade. De que forma, ele faz isto? Disseminando a infidelidade conjugal, o desrespeito aos pais, a falta de diálogo no lar, o amor livre entre os jovens e instituindo outros valores que ferem a Palavra de Deus. É por isso que Josué, o líder que substituiu Moisés na liderança do povo de Israel, fez questão de confrontar seus liderados, diante da pressão exercida por outros povos que praticavam a idola tria. Ele partiu da base, o lar, para o todo: "Eu e a minha casa serviremos ao Senhor" (Josué 24.15). Ou seja, se as demais famí lias seguissem a mesma trilha, o povo de Israel seria fortalecido e ficaria imune às pressões externas. Diante do que representa o lar para a sociedade, você, como novo crente, tem um importante papel a desempenhar, para que todos possam ser beneficiados pela sua nova vida em Cristo. Jesus mesmo disse: "Vós sois a luz do mundo" (Mateus 5.14). Luz, neste caso, significa que as trevas são afastadas e que existe segurança para a caminhada, pois os perigos são expostos pela claridade. Esta luz é você, que precisa iluminar a partir do seu próprio lar. II. O LAR COMO EXTENSÃO DA IGREJA 1. O que significa o vocábulo Igreja? A palavra "Igreja" quer dizer "uma reu nião de pessoas chamadas para fora". Ou seja, um grupo de pessoas que saí ram de dentro do mundo (espiritual e não fisicamente) para juntas seguirem a Cristo. Neste sentido, todos os crentes, em qualquer parte do mundo, formam a Igreja. A palavra, Igreja, pode também ser aplicada aos crentes de um determinado lugar - isto é, a "igreja local". Por consequência, a igreja é também formada pelos lares, assim como a socie dade. Portanto, quando você começou a frequentar a igreja na qual está servindo a Cristo, pôde observar que ela é cons tituída de indivíduos que pertencem a famílias distintas que, juntas, adoram a Deus em espírito e em verdade. 2. O lar, a extensão da igreja. Ora, diante da definição acima, é justo con siderar que o lar é a extensão da Igreja. Em outras palavras, isto quer dizer que o bom testemunho cristão deve começar a ser vivido no lar. Não é possível ter um "comportamento de crente" no templo, onde a igreja se reúne, e ter no lar um comportamento de incrédulo. As duas coisas não se combinam e significa que ainda não houve, de fato, conversão a Cristo. Mesmo que todos à sua volta não tenham sido salvos, se você se com portar como luz, no dizer do Mestre, as trevas não terão poder sobre a sua vida. É uma questão de lógica: elas não podem sobrepor-se à luz. Então lembre-se: onde você estiver, aí está a Igreja de Cristo, e isto inclui o lar. Faça dele o seu ponto de apoio para alcançar outros que ainda não conhecem a Cristo. Você é um ins trumento pelo qual a graça salvadora pode chegar aos seus parentes, vizinhos e amigos. III. A VIDA CRISTà NO LAR 1.0 que é vida cristã? Definir vida cristã é simples. Agora vivê-la implica sério com promisso com Cristo. Veja o que o Mestre disse em Mateus 16.24: "Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me." Isso significa que a vida cristã é o ato de seguir a Cristo, renunciando os interesses próprios, para que a vontade d El e prevaleça em todas as áreas que lhe são submetidas a partir da conversão. Repetindo o texto bíblico que foi usado no primeiro ponto deste comentário, é o ato de estar figuradamente crucificado com Cristo, para que Ele viva através de nós. Aqueles que nos virem, portanto, observarão em nossa vida não a nós mesmos, mas as marcas do caráter de Cristo. NÃO É POSSÍVEL TER UM ‘COMPORTAMENTO DE CRENTE’NO TEMPLO, ONDE AIGREJA SE REÚNE, E TER NO LRR UM COMPORTA MENTO DE INCRÉDULO. AS DUAS COISAS NÃO SE COMBINAM ESIGNIF1CA QUE AINDR NÃO HOUVE, DE FRTO, CONVERSÃO R CRISTO. É óbvio que, do ponto de vista de Deus, isto é um processo, no qual somos aperfeiçoados dia a dia. O profeta Oseias escreveu: "Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor" (Oseias 6.3a). Quando você é apresentado a uma pessoa pela primeira vez, jamais irá conhecê-la plenamente no primeiro contato. Este conhecimento será progressivo, à medida que o tempo passa, e ainda assim muitas coisas ficarão encobertas. Com a vida cristã, em certo sentido, é a mesma coisa. O aprendizado é diário, aos pés de Cristo, até que se alcance a maturidade espiri tual. Paulo definiu este processo dizendo: "Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (Filipenses 3.13,14). Esquecer as coisas que atrásficam não significa permanecer parado remoendo as imperfeições. Ao contrário, precisamos aprender com os erros do passado, para que eles não sejam repe tidos. Prosseguir para o alvo é entender que a vida cristã não é uma caminhada sem destino, mas há um norte para o qual todos os crentes avançam: é o prêmio da soberana vocação em Cristo Jesus. 2. Como viver a vida cristã no lar. Como você já aprendeu, fica claro que, a partir da conversão, sua vida mudou. Agora, as suas motivações são outras. Isto vai refletir em seu comportamento no lar. Tem de ser assim. Mas como viver esta nova vida no lar, principalmente, se os demais familiares não forem crentes? Você não pode partir para o extremo e impor, pela força, a conversão de seus parentes. A Palavra de Deus diz: "Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos" (Zacarias 4.6). 0 Discípulo e o Lar Cristão É o Espírito Santo quem faz a obra, sem necessidade da força ou violência. Não é, também, recomendável extrapolar os limites de sua liberdade e "perturbar" os demais familiares nos momentos ino portunos. Isto pode fechar as portas para o evangelho. Então, o que fazer? Seja pru dente, sem que isto signifique falta de ação. Procure ser um observador atento das oportunidades e aproveite-as com cuidado, para mostrar o amor de Jesus. Procure deixar que o testemunho de suas próprias ações fale, sem palavras, pois soará mais alto do que qualquer outra coisa. Se você é um pai de família, pode lentamente introduzir o culto domés tico, levando a esposa e os filhos a participarem com alegria da reunião. Levá-los à igreja depois será uma ques tão de tempo. Se você é a esposa, pode até começar o culto doméstico, mas primeiro bus que a concordância do marido, para que isto não seja fator de desagregação. Outra coisa: é importante participar das reuniões da igreja, mas não abandone o marido e os filhos à própria sorte. A Bíblia não aprova este tipo de conduta. Procure primeiro cuidar das obrigações do lar. Depois vá aos cultos, sem prejuízo da família. Muitas mulheres que agiram desta forma, ganharam os seus maridos para Cristo. Se você é filho, aja do mesmo modo. Seja obediente aos pais, cumpra as suas obrigações filiais e mostre que a rebeldia é coisa do passado. Se você for induzido a alguma prática incompatível com a fé cristã, seja educado e responda, com mansidão, que você agora tem outro projeto de vida: o de servir a Cristo de todo o coração. Não se esqueça: o que você foi no passado e o que é agora vão ter grande influência sobre aqueles que o cercam. NÃOÉ,TAMBÉM,RECO- V MENDRVEL EXTRAPOLAR OS LIMITES DE SUA LIBERDA DE E ‘PERTUBAR’ OS DEMAIS FAMILIARES NOS MOMEN TOS INOPORTUNOS. ISTO PODE FECHAR AS PORTAS PARA 0 EVANGELHO. Finalmente, você pode fazer o mais importante: estabeleça um programa pes soal e diário de oração e leitura da Palavra de Deus. Descubra um horário que lhe seja mais oportuno, de modo que você possa ficar a sós no seu quarto. Leia a Bíblia, o verdadeiro alimento para a sua alma, e ore para que o seu testemunho, como crente, seja um poder de atração para levar os seus familiares aos pés de Cristo. DISCIPULADO 1. Você deseja que seus familiares experi mentem a mesma bênção que agora des fruta. Convide-os, portanto, a participar de um culto na igreja onde você congrega. Este poderá ser o ponto de partida para que eles cheguem ao conhecimento de Cristo. 2. Se possível, convide pessoas maduras de sua igreja para visitar os seus familia res. Mas faça-o de modo que a visita seja recebida sem constrangimento e que sejam crentes que não venham criar dificuldades. 3. Se os seus familiares gostam de ler, presen teie-os com livros evangélicos, principalmente aqueles que trazem testemunhos marcantes que podem tocar em seus corações. Discipulado Aluno 2 ANOTAÇÕES Q. VERIFIQUE O QUE VOCÊ APRENDEU 1. Quem disse: "vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim"? 2. Por que Deus criou a companheira para o homem? 3. Por que o lar é a expressão maior da unidade familiar? 4. O que significa a expressão: "Vós sois a luz do mundo"? 5. Por que o lar é a extensão da igreja? 0 Discípulo e o Lar Cristão 0 DISCÍPULO E u RTENTRÇRO "Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém | COMENTÁRIO INTRODUÇÃO Por intermédio da tentação, o pecado entrou no mundo. Ela não pro cede de Deus, mas é permitida por Ele, até o ponto que você possa suportá-la, para provar o seu grau de obediência e amor à sua Palavra. Veja o que nos diz Tiago: "Bem-aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam" (1.12). Mas, afinal de contas, o que é ten tação? São pensamentos que invadem a mente humana e tentam seduzi-la para a prática do mal, que contraria a vontade de Deus. É, portanto, de pro cedência maligna. Ela não se constitui em pecado, se não for consumada. Às vezes, surge como algo vantajoso, ou seja, uma oportunidade que não pode ser desperdiçada. Neste momento, você deve examiná-la e constatar, que se ceder àquela vontade, será o único pre judicado. Por isso, Jesus recomendou: "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação: na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca" (Mateus 26.41). 0 próprio Filho de Deus foi o mais tentado de todos os homens, mas venceu a todas, porque sempre viveu em Discipulado Aluno 2 jejum e oração. Após ser batizado nas águas do rio Jordão, Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo, para um período de preparação, antes de iniciar o seu ministério terreno. Depois de 40 dias sem comer, o Diabo apareceu e pro- pôs-lhe que transformasse pedras em pães. Cristo respondeu: "Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus" (Mateus 4.4). Por mais duas vezes, nesta ocasião, Satanás empenhou-se para que Cristo cedesse às tentações pro postas, mas não conseguiu. Se vigiar mos e orarmos, estaremos preparados, assim como o Salvador, para vencer a todas as investidas do Inimigo. I. AGENTES DA TENTAÇÃO Agentes da tentação são os meios pelos quais o cristão é seduzido para pecar contra Deus. Eles atuam como uma força ativa, que tenta lhe afastar de Deus pela prática do pecado. Por seu intermédio, os crentes aprendem a ser pacientes, caso não permitam que estes poderes os dominem. Mas Jesus nos garante a vitória porque Ele sempre foi vencedor, e nos afirmou: "Tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16.33). Os principais agentes são: 1.0 Diabo. Lúcifer era o ser celestial de maior projeção entre os anjos, criados por Deus. Desejoso de tornar-se igual ao seu Criador, formou um bem equipado exército angelical e marchou contra o Todo-Poderoso. Derrotado, foi destituído de sua glória e, de anjo de luz, o signifi cado de seu antigo nome, transformou-se em príncipe das trevas, e foi expulso da presença de seu Senhor. Indignado, declarou-se o maior inimigo de Deus, e passou a ser chamado Satanás, que significa adversário. Consumido pela inveja, o Diabo arqui tetou um plano para derrubar o homem, o ser criado à imagem e semelhança de Deus. Usou a serpente, um dos animais que habitavam no Jardim do Éden e, atra vés da tentação, conduziu Adão e Eva, e seus descendentes, à condenação eterna. Abra sua Bíblia, e leia Gênesis 3.4,5. 0 Diabo atua sorrateiramente, de maneira que nem percebemos ser ele o mentor de muitas tentações, com as quais deparamos no nosso dia a dia. Abra novamente sua Bíblia, leia 1 Pedro 5.8, e complete as lacunas: "Sede sóbrios; vigiai; porque o______________ , vosso adversário, anda em________________ , bramando como leão, buscando a quem possa____________ "Mas a vitória é nossa: pelo sangue de Jesus". 2.0 mundo. O apóstolo João, escreveu o seguinte: "Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno" (1 João 5.19).A expressão final deste ver sículo diz: “que todo o mundo está no maligno”. Isto significa que Satanás, ao ser expulso do Céu, estabeleceu a sua morada nos ares, de onde comanda as ações dos demônios entre os homens. Então, a fer tilidade da mente humana, irrigada pela maldade satânica, tem criado meios que chamamos de mundanismo, os quais con duzem a humanidade à perdição. Leia Tito 2.12 e responda: 1. Quais concupiscências o crente deve renunciar? 2. Como o crente deve viver neste presente século? Com a queda do homem, através da tentação no Jardim do Éden, a natureza humana ficou sujeita ao pecado. Por si só, o ser humano não é capaz de vencer as muitas tentações que o atacam no decor rer de sua vida terrena, à semelhança de um vírus que se prolifera rapidamente 0 Discípulo e a Tentação quando encontra o local apropriado. A tendência para o pecado está impregnada em todo o seu ser. Só mediante o sepul- tamento do velho homem, conseguimos restabelecer a natureza decaída, através do Novo Nascimento. Assim, as forças que o dominavam são destruídas e você passa a viver em novidade de vida. 3. A carne. A sensualidade manifesta- -se através da carne. Ela declara guerra ao espírito que deseja agradar a Deus. E sempre é a vencedora. Só consegui mos vencê-la, através da mortificação, alcançada por intermédio da oração, da consagração e do jejum. Seacarnenãoestiversubjugadaaoespí- rito, por intermédio da_________________ , ____________________ edo_____________, jamais o crente vencerá as tentações, pois ela atua como um veículo que conduz o crente à prática do pecado. Leia Tiago 1.14 e 15, e complete: "Mas cada um é______________ .quando atraído e engodado pela____________________ . Depois, havendo a concupiscência conce bido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte". II. A TENTAÇÃO SE MANIFESTA ATRAVÉS 1. Do Corpo. 0 homem possui neces sidades básicas e, por intermédio dos instintos de sobrevivência, ele procura satisfazê-las. Até aí, tudo bem: não há nada de anormal nisso! No entanto, o corpo se torna um dos principais veí culos para a consumação da tentação, por causa do desejo desenfreado que o domina em consequência do pecado. Agora, o seu corpo é santo e o que você faz, por intermédio dele, contribui para a sua santificação: o sexo no casamento, a alimentação, a água, o nosso trabalho, etc., é de grande valia para sua existência. Tem, portanto, a aprovação divina. Não faça como o irmão mais velho de Jacó. Esaú, por causa da fome, rejeitou a sua primogenitura e a trocou por um prato de lentilha. Leia Gênesis 25.32 e 34. 0 corpo, portanto, foi o instrumento eficaz para tomar, do filho mais velho de Isaque, o direito da bênção patriarcal. 2. Da alma. Sabemos que a alma se manifesta com o mundo exterior atra vés dos sentidos. Ela também precisa ser "lavada" pela Palavra de Deus, para alcançar a autêntica purificação. Por isso, o apóstolo Paulo, ao escrever sua segunda carta aos Coríntios, demonstrou sua preocupação: "Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo" (2 Coríntios 11.3). 3. Do espírito. 0 espírito e a alma são inseparáveis e constituem o homem interior. Se este ser não é convertido, os dois elementos, que o compõem, contribuem para a consumação do pecado, através do corpo. Por isso, AGENTES DA TENTAÇÃO * SÃO OS MEIOS PELOS QUAIS 0 CRISTÃO É SEDUZIDO PARA PECAR CONTRA DEUS. ELES ATU AM COMO UMA FORÇA ATIVA, QUE TENTA LHE AFASTAR DE DEUS PELA PRÃTICA DO PECADO. Discipulado Aluno 2 é necessária a atuação do Espírito Santo na limpeza do coração humano, conforme lemos em Tito 3.5: "Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo". Leia Hebreus 4.12 e preencha as lacunas: "Porque a palavra de Deus é__________ e_____________ , e mais ____________ do que espada alguma de dois gumes, e penetra até a divisão da _________________ e do___________ Conclui-se, então, que o Espírito Santo, através da mensagem bíblica, renova o homem interior. III. COMO VENCEMOS AS TENTAÇÕES 1. Resistindo. Sabemos que o Diabo é o mentor da primeira tentação, no Jar dim do Éden, ocasião em que os nossos primeiros pais acreditaram nas pala vras dele e foram destituídos da glória de Deus. Hoje, com a ajuda do Espírito Santo e o revestimento de poder, temos de resistir às astutas ciladas de Satanás que investe contra nós para nos der rubar. Tiago, no capítulo 4, versículo 7, declara: “Sujeitai-vos pois a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós". Só mediante esta sujeição à vontade do Senhor é que conseguimos vencer o Inimigo no seu intento de nos destruir. E esta vitória é alcançada através da oração, da leitura da Bíblia e da estreita comunhão com o nosso Criador. 2. Fugindo. Há um ditado popular que declara: "Mente vazia é oficina de Satanás". Estejamos sempre ocupados na realização de alguma coisa boa, para que o Diabo não se aproveite da situação e nos induza à tentação. Não é covardia de nossa parte fugirmos da oportunidade de pecarmos. Sublinhe a expressão correta: Fugir da tentação é: Covardia ou prudência Fraqueza ou fortaleza Vontade de Deus Quanto ao Diabo a ordem é resis tir, e quanto à tentação é _________ 3. Reavaliando-se. A cada dia que se passa em nossa vida devemos fazer uma introspecção para constatarmos qual o grau do nosso crescimento espiritual. Se algo nos impede de sermos mais santos hoje do que fomos ontem, é o momento propício de mudarmos de atitude, a fim de que a nossa santificação seja uma constante até o fim de nossa jornada aqui na Terra. A Bíblia nos recomenda em Apocalipse 22.11: "Quem é santo, seja santificado ainda”. Não nos esqueçamos de que "o sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado". Se, porventura, a tentação con seguir vencê-lo, não se desespere. Con fesse sua falta a Jesus, peça-lhe perdão, e amadureça, para que possa suplantá-la na próxima vez que ela se apresentar! 1. Um velho ditado afirma: “Há males que vêm para o bem". A tentação é um deles. Se ela vier, não se desespere. Aproveite para orar mais, jejuar e ler a Bíblia. Você é um vencedor. Jesus foi o mais tentado de todos os homens e jamais foi derrotado. 2. Entregue completamente a sua vida nas mãos de Deus e seja vitorioso em todas as situações difíceis de sua vida. 3. Não se esqueça de que a tentação só se caracteriza em pecado quando você cede à sua vontade. Por isso, é conveniente fugir sempre de pessoas, objetos e lugares que nos conduzem à tentação. 0 Discípulo e a Tentação ANOTAÇÕES VERIFIQUE O QUE VOCÊ APRENDEU 1. Quem introduziu a tentação no mundo? 2. Quais são os agentes da tentação? 3. Por intermédio de quem se manifesta a tentação? 4. Como vencemos a tentação? 5. É um ato de covardia fugir da tentação, ou é a manifesta vontade de Deus? Discipulado Aluno 2 0 DISCÍPULO E A IMPUREZA “E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro" (1 João 3.3). COMENTÁRIO INTRODUÇÃO A vida cristã exige constante vigilância, perseverança e santidade do discípulo em sua caminhada à Nova Jerusalém, onde só os puros habitarão (Apocalipse 21.27). Todavia, a Escritura declara que “a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito" (Provérbios 4.18). Você, ao aceitar Jesus como seu Salvador, iniciou a jornada para o Céu e, passo a passo, o Espírito Santo o ajuda a palmilhar este glorioso, difícil e estreito caminho: o da renúncia completa de si mesmo, através da purificação con tínua do espírito, da alma e do corpo, para que alcance a perfeição em Cristo Jesus. Nesta lição, você conhecerá o maior obstá culo à santificação do cristão: a impureza. I. A IMPUREZA, UM OBSTÁCULO À SANTIFICAÇÃO Os dicionários definem o termo impureza como: "sujeira; contaminação; imundícia; pecaminosidade; mácula", etc. Assim, o que se encontra em estado de impureza está ou é impuro, imundo, con taminado, sujo, sórdido, sensual, lúbrico, inquinado, imoral, obsceno, etc. 1. Israel, um povo chamado para ser santo. O Antigo Testamento enfoca a impureza no sentido físico e moral. Os 0 Discípulo e a Impureza pagãos eram considerados impuros por que não conheciam os preceitos dos hebreus quanto aos alimentos, à limpeza dos utensílios domésticos, etc. Eram considerados imundos também os que tocassem em cadáver humano ou de animal, os leprosos e os que tivessem fluxo sanguíneo ou purulento; a mulher, durante a menstruação e após o parto (de menino, 40 dias; de menina 80). Leia Levítico capítulos 11,12,13 e 15. Você deve estar perguntando o porquê deste cerimonial de purificação, ao qual o povo hebreu tinha de submeter-se. Consi dere: Israel havia sido escolhido por Deus para ser um povo santo, separado dos povos pagãos entre os quais habitava. Estes praticavam toda sorte de imoralidade e cultuavam várias divindades obscenas (na verdade, demônios). Não faziam dis tinção entre o puro e o impuro. Viviam nas trevas da ignorância e do pecado. Todavia, o Senhor, desde o pecado de Adão, no Éden, prometera a redenção da huma nidade, através da semente da mulher (Gênesis 3.15). Por meio de Israel, Jeová tomar-se-ia conhecido como o verdadeiro objeto de adoração de todos os povos. O Senhor exigia santidade. Ser santo era um imperativo para Israel. Significa apartar-se da impureza. Leia Levítico 20.26. A impureza é um obstáculo à santi dade e promove a separação entre Deus e o homem. Leia Isaías 59.2. 2. A Igreja, uma noiva imaculada. Tal como para Israel, o imperativo moral do evangelho é a santificação. A Igreja é santa, imaculada (Leia Efésios 5.25-27). Seus membros não podem contaminar-se com as práticas impuras do mundo e do seu príncipe, que foram julgados e con denados, pela morte expiatória de Cristo (Leia João 12.31). Porém, o cristão não é obrigado a cumprir os rituais de purifica ção dos hebreus, porque já está purificado pelo sangue de Jesus (Leia 1 João 1.7; Apocalipse 1.5). Estamos debaixo da graça e não da Lei; e pela graça fomos salvos (Leia Efésios 2.7-9). Cumpre-nos andar em santidade, apartados de toda forma de impureza, pois somos a Igreja de Cristo, comprada com seu precioso sangue. Não podemos entregar nosso corpo à prostituição, à impureza, à las cívia, pois somos o templo do Espírito Santo (Leia 1 Coríntios 6.15-20). II. MODELOS DE IMPUREZA A vida de pureza é um imperativo para o crente. Fuja da impureza, em qualquer forma que se lhe apresentar. Veja alguns exemplos: 1. Olhos impuros. (Leia Mateus 6.22,23). Os olhos e os ouvidos são por tas por onde entram imagens e informa ções que contaminam o homem. Por isso, cumpre-lhe preservá-los de ver e ouvir coisas que podem causar-lhe a interrupção da comunhão com o Senhor. A Bíblia relata o triste episódio na vida do rei Davi, o homem segundo o coração de Deus (Leia 1 Samuel 13.14; Salmos 89.20). Seus olhos, cheios de concu- piscência, viram a mui formosa mulher de Urias a banhar-se em um de seus aposentos. O rei, levado pelos desejos impuros do seu coração, mandou seus mensageiros trazê-la a sua presença e adulterou com ela. Na sequência dos fatos, mandou Urias para a frente da batalha, a fim de ser morto (2 Samuel 11.2-5). Este pecado trouxe graves con sequências à casa de Davi e a todo o Israel. Isto ensina que quando os líde res pecam, a Igreja sofre. Os crentes precisam manter os olhos e ouvidos puros, afastados de tudo o que lhes possa corromper. Discipulado Aluno 2 A impureza é um dos instrumen tos usados por Satanás, através dos meios de comunicação, para corromper a humanidade: filmes, novelas, revistas e programas pornográficos têm trânsito livre na sociedade moderna. Talvez você pergunte: "Como posso manter-me puro, em meio a tantos apelos aos desejos da carne?" A Bíblia tem a resposta. Leia Salmos 101.3,6 e Salmos 119.9. Você pode vencer as tentações se permanecer firme no caminho do Senhor, renunciando toda espécie de impureza e guardando a Palavra de Deus no seu coração (Salmos 119.11). Mantenha os olhos sempre voltados para Jesus, autor e consumador da fé, e corra com paciência a carreira que está proposta (Hebreus 12.1,2). 2. Desejos impuros. Não são apenas os desejos sexuais ilícitos que contaminam o homem. O apóstolo Paulo, escrevendo aos Gálatas, relaciona no capítulo 5.19-21 as obras da carne, as quais impedem o recebi mento da herança do Reino de Deus. Veja: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, etc. O fim dos que isso praticam é o Inferno, a condenação eterna. Porém, contra estes males há o antídoto infalível: o sangue de Jesus, que nos purifica de todo o pecado (1 João 1.7). Lavados no sangue de Jesus, e cheios do Espírito Santo, os crentes produzem o Fruto do Espírito: amor, gozo, paz, longa- nimidade, benignidade, bondade, fé, man sidão, temperança (Gálatas 5.22,24,25). O que anda em Espírito não satis faz a concupiscência da carne, a qual se traduz por sexo ilícito (adultério e fornicação), e pervertido (sodomismo - homossexualismo praticado por homens - e lesbianismo, por mulheres); pelo uso do fumo, bebidas alcoólicas, jogatinas e toda espécie de drogas, que destroem o corpo e jogam a alma no Inferno. Fujam destas impurezas! III. COMO PERMANECER PURO Não é fácil, mas possível. Tenha sem pre em mente as palavras do apóstolo Pedro: "Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em der- redor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo" (1 Pedro 5.8,9). Eis aí o segredo da vitória: resistir ao Diabo, firme na fé. O apóstolo Paulo adverte os crentes em Éfeso, contra as astutas ciladas do Diabo. Não é fácil manter-se puro diante de tantas artimanhas satânicas, em um mundo que "jaz no maligno". Porém, revestido com a armadura de Deus e firme no combate, tendo os lombos cingidos com a verdade, envergando a couraça da justiça, calçando os pés na prepara ção do Evangelho da paz, embraçando o escudo da fé; podemos "apagar todos os dardos inflamados do maligno" (Efésios 6.10-16). Os versículos 17 e 18 enfatizam que devemos tomar (usar) o capacete (a certeza) da salvação, e manejar a espada do Espírito, a Palavra de Deus. Neste combate, é indispensável a oração e súplica no Espírito; vigilância e per severança. O apóstolo João afirma que podemos vencer o mundo, por meio da fé (1 João 5.4). Desta forma, o cristão pode permanecer puro, diante do pecado "que tão de perto nos rodeia" (Hebreus 12.2): 1. Crucificando a carne (Leia Gálatas 2.20). Neste versículo, Paulo declara que está crucificado com Cristo e vive pela fé no Filho de Deus. A crucificação, em sentido figurado, do crente com Cristo deve ser um ato 0 Discípulo e a Impureza constante, no seu cotidiano. Isto significa renúncia completa à vontade própria, aos desejos impuros, aos prazeres da carne. Tal crucificação só é possível aos que vivem uma vida de plena comunhão com o Senhor, através da fé, da meditação na Palavra de Deus, da oração e constante vigilância espiritual. O crente está crucificado com as suas paixões e impurezas, e a sua vida está escondida com Cristo em Deus (Colossen ses 3.3). Leia também Colossenses 3.5,6. A santidade de Deus exige a cruci ficação completa das nossas paixões e desejos impuros. 2. Desviando os olhos do mal. A Escri tura adverte: "Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suave mente. No seu fim, morderá como a cobra e,como o basilisco, picará" (Provérbios 23.31,32). Nestes versículos, o vinho é apresentado como algo tentador, agra dável aos olhos, pronto a satisfazer o desejo do homem. No início é suave e delicioso, escoa-se facilmente; depois, seguem-se os seus efeitos negativos (Provérbios 5.3-6; 6.20-29,32,33). O vinho embriaga a sua vítima, embo ta-lhe os sentidos, envenena-lhe o corpo e a alma, e, não, raro, leva-a à ruína com pleta; às vezes, à morte. Assim é o pecado em todas as suas formas. Leia Provérbios 4.19; 14.12. Desvie os olhos de tudo o que lhe possa contaminar, ande no caminho dos justos, até que chegue à perfeição em Cristo, na eternidade (Colossenses 3.1-4). 3. Renovando-se no espírito. A salva ção é imediata, ocorre quando o pecador se arrepende dos seus pecados e aceita Jesus Cristo, como Senhor e Salvador. Neste exato momento, ele é selado com o Espírito Santo, para o dia da redenção (Efésios 4.30). Não obstante, a santi ficação é progressiva, na medida em que você, através da oração e da inteira devoção a Deus, vai abandonando as práticas pecaminosas. Este processo assemelha-se ao romper da aurora, que acontece gradativamente: primeiro as trevas da noite, depois a madrugada, e finalmente, a luz plena do dia, o Sol no seu apogeu. A Bíblia declara: “O caminho do justo é como a luz da aurora...". Assim, também, a santificação, o Espírito Santo vai aperfeiçoando o caráter do crente, santificando-o continuamente. Como o fogo que purifica a prata e o ouro das suas escórias, Ele lhe purifica, santifica, e renova a cada instante. Contudo, cabe ao crente renunciar a si mesmo, crucificar as suas paixões e renovar-se no Espírito, como ensina a Escritura em Efésios 4.22- 24, 25-32. DISCIPULADD 1. Peça forças a Deus para você renunciar completamente às obras da carne, as quais constam na lista de Gálatas 5.19-21. A san tificação é instantânea na salvação, mas, também, é um processo gradativo, no qual o cristão é aperfeiçoado pelo Espírito Santo, durante toda a sua vida. 2. Viva em santidade, desviando os seus olhos do mal, ensurdecendo os seus ouvi dos e cerrando os seus lábios às palavras e às conversações torpes, mesmo diante dos constantes apelos à sensualidade fei tos pelos meios de comunicação (jornais, revistas, programas e filmes pornográficos de cinema e televisão, bem como pelos comerciais). 3. Fuja da impureza em todas as suas formas. Saiba que o caminho é estreito, espinhoso, mas glorioso e conduz à vida eterna com Cristo. O discípulo de Jesus está crucificado para o mundo. Discipulado Aluno 2 ANOTAÇÕES Q | VERIF1QUEO QUE VOCÊ HPRENDEU 1. O que é impureza? 2. Como o crente pode resistir aos desejos impuros? 3. Com que arma o crente pode vencer o mundo? 4. Qual o fim daqueles que praticam a impureza? 5. O que Deus exige do seu povo? 0 Discípulo e a Impureza 23 0 discípulo e O IDOLATRIA "Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra" (Êxodo 20.3,4). COMENTÁRIO INTRODUÇÃO A lição de hoje enfoca o pecado da idolatria, em suas várias formas de culto. Você, provavelmente, como a maioria dos que atualmente são servos de Deus e o adoram “em espírito e em verdade" (João 4.24), antes de conhecer o evangelho de Cristo Jesus e de o acei tar como o seu Senhor e suficiente Sal vador, praticava alguma forma de culto a alguma divindade, e era devoto de algum dos inúmeros "santos" e "santas" i ? "medianeiros e milagreiros". Na ver dade, você era enganado por Satanás e o servia, de uma forma ou de outra, na condenável prática da idolatria. Obje tivando esclarecê-lo, à luz das Escritu ras, escreveremos acerca da idolatria, sua origem, disseminação, prática e consequências. Passo a passo, você perceberá que, através destas lições, o seu caminho tem sido iluminado pelo Espírito Santo, e as trevas do engano das falsas religiões e dos falsos deuses foram dissipadas pela luz da verdade que provém de Deus, através da sua revelação escrita — a Bíblia Sagrada. Discipulado Aluno 2 I. DEUS CONDENA A IDOLATRIA 1. Origem da idolatria. Nem a Bíblia nem a História informam quando teve início a idolatria. Porém, através das Escrituras, conclui-se que ela teve origem no pecado de Adão e sua subsequente expulsão da presença do Criador, no Éden. A comunhão do homem com Deus foi interrompida e um abismo abriu-se entre ambos, separando-os. A Queda deu início ao processo de degradação moral da humanidade: o primeiro homicídio foi perpetrado por Caim contra seu irmão Abel, ambos filhos de Adão e Eva. Amaldiçoado por Deus, “saiu Caim de diante da face do Senhor, e habitou na terra de Node...". Neste lugar, o primeiro homicida gerou a sua descendência, formando uma linhagem de homens materialistas e violentos, como Lameque (Gênesis 4.8-24). Além de Abel e Caim, Adão e Eva tiveram filhos e filhas (Gênesis 5.1-5), entre os quais, um de nome Sete, que por sua vez, gerou a Enos (Gênesis 5.6). A geração de Enos começou a invocar o nome do Senhor, isto é, a cultuar o Deus verdadeiro. Os demais, corrompidos pela violência e imoralidade, certamente, cria ram para si deuses (ídolos) à semelhança de homem e de animais, para serem ado rados. Na verdade, cultuavam a Satanás e seus anjos rebeldes (demônios) e cada vez mais afastavam-se de Deus. O capítulo 6 de Gênesis reporta a condição moral da humanidade, a qual esgotou a paciência do Criador. Leia Gênesis 6.11,12. O pecado da humanidade exigia o juízo divino, o Dilúvio, que destruiu todo o fôlego de vida que havia na Terra, à exceção de Noé e sua família, os quais eram tementes a Deus e, por isso, foram preservados da destruição. Escaparam da ira em uma arca, símbolo da salvação em Cristo Jesus. 2. A nova geração também se cor rompeu. Isto se explica, porque em Adão todos pecaram (Leia Romanos 5.12). A nova geração trazia dentro de si o “vírus" do pecado e, também, afastou-se dos caminhos de Deus. Preferiu enveredar por caminhos desconhecidos do misti cismo e da adoração de ídolos e deuses, criados pela sua imaginação. O mentor dessas aberrações era o próprio Satanás que reivindicava para si a adoração dos homens. Os séculos passaram e cada vez mais a humanidade afastava-se de Deus e cultuava os ídolos. Cada povo, cada nação, tinha os seus deuses. 3. A Chamada de Abraão, um prenúncio de luz (Leia Gênesis 11.26-31; 12.1-8). Deus jamais permitiría que a humani dade permanecesse envolta nas trevas da ignorância, servindo e adorando a Sata nás, cultuando os falsos deuses, ídolos feitos pelas mãos do homem. Cheio de misericórdia pelo ser humano, criado à sua imagem e semelhança, o Senhor começa a por em ação o seu plano de redenção da humanidade. Por isso, do seio de uma nação idólatra e feiticeira, Ele chamou a Abraão para ser o pai de uma geração eleita, nação santa, a fim de que, por seu intermédio, os povos pagãos viessem a conhecer o Deus vivo, Criador do homem, digno de toda a adoração por parte de suas criaturas (Salmo 148). Abraão obedeceu e foi a Canaã, e ali habitou como peregrino. Era um estrangeiro, mas sua descendência possuiría aquelas terras. Porém, antes disso, conforme o plano divino, os hebreus seriam escravos no Egito, por mais de quatrocentos anos. E assim foi. 4. Os hebreus saem do Egito, sob a liderança de Moisés. Não se pode dei xar de mencionar a escravidão do povo hebreu, no Egito, sob os faraós, por cerca 0 Discípulo e a Idolatria de 400 anos, de onde foram libertos por Deus, sob a liderança de Moisés. Os capítulos 3 a 14 de Êxodo narram como os fatos se desenrolaram. 5. A proibição da prática da idolatria (Leia Êxodo 20.1 -5,23). Libertos da escra vidão egípcia, os hebreus são separados como povo de Deus e, pelas mãos de Moi sés, recebem os mandamentos e fazem um pacto solene com o Todo-Poderoso. Eles seriam santos, comoo Senhor que os tirara do jugo de servidão na terra do Egito. Por sua vez, Jeová seria o seu único Deus. Leia Êxodo 20.2,3,4a,5a. II. ISRAEL TORNA-SE IDÓLATRA Não demorou muito e, os hebreus, convivendo com os povos pagãos que habitavam Canaã, traíram o pacto feito com Jeová e corromperam-se moral e espiritualmente, aderindo à idolatria dos vizinhos pagãos. 1. A idolatria corrompe Israel. Depressa Israel esqueceu as advertências do Senhor "Não fareis para vós ídolos, nem vos levan tareis imagem de escultura nem estátua, nem poreis figura de pedra na vossa terra, para inclinar-vos a ela; porque eu sou o Senhor, vosso Deus" (Levítico 26.1). Os israelitas cultuavam a Deus e os ídolos dos pagãos, simultaneamente, como alguns pretensos cristãos hoje. Os sacerdotes, líderes espirituais do povo, corromperam o culto divino, introduzindo os ritos e as obscenas práticas dos rituais a Moloque (Milcon), Baal, Astarote, Quemós e até a natureza; como, por exemplo, as árvores, os montes, os rios e os astros (o Sol, a Lua as estrelas e os planetas). Trocaram a fonte das águas puras pelas putrefatas das cisternas rotas e imundas dos pagãos (Jeremias 2.13). 2. A idolatria de Salomão, a causa do rompimento entre as tribos de Israel (Leia 1 Reis 11.1-13). Salomão, filho de Davi, rei de Israel, coabitou com muitas mulheres pagãs. Cada qual cultuava o deus da sua nação e exigia que o rei erigisse um altar em honra a tal divindade e a adorasse. Assim ele se apartou dos caminhos do Senhor e atraiu sobre si e o povo a santa e justa ira de Jeová. III. CONSEQUÊNCIAS DA IDOLATRIA O líder erra, o povo sofre. Neste caso, merecidamente. A luxúria, na qual o rei se mergulhara, exigia altos gastos do tesouro real. A fim de que não lhe faltas sem recursos, Salomão sobrecarregou o povo com pesados impostos. Isto não agradou ao povo, nem a Deus. 1.0 erro de Reoboão. Morrendo Salo mão, seu filho Reoboão ascendeu ao trono de Israel. Não foi sábio: aumentou ainda mais os impostos e causou a divisão do povo em dois reinos: o do Norte, com dez tribos, sob a liderança de Jeroboão, que se tornou o primeiro rei de Israel. Ele introdu ziu a idolatria no Reino do Norte. Mandou fazer dois bezerros de ouro e colocou um em Betei e o outro em Dã. Prestou-lhes adoração e ordenou ao povo que fizesse o mesmo (Leia 1 Reis 12.26-33). 2.0 juízo de Deus sobre Israel e Judá. Em 721 a.C., o juízo divino caiu sobre Israel. Sargão II, da Assíria, invadiu Israel e levou para o cativeiro as dez tribos do Reino Norte. O Reino do Sul (Judá), no entanto, ainda sobreviveu por mais cem anos. Em 605 a.C., Jerusalém foi sitiada pelos exércitos da Babilônia, sob Nabucodonosor. Finalmente, em 589 a. C„ os caldeus invadiram e destruíram a Cidade Santa e o Templo do Senhor. O povo foi levado cativo para Babilônia, onde durante setenta anos esteve sob o jugo dos caldeus e medo-persas. O remédio foi amargo, porém eficaz: os judeus ficaram curados da idolatria. Judá sofreu o castigo porque não se importou com o fim de seu irmão do Norte e perseverou na prática abominável do culto aos falsos deuses, queimando-lhes incenso e oferecendo-lhes sacrifícios até de vidas humanas (Jeremias 7.17-31). Contudo, o Senhor, por meio dos profetas, conclamava o povo ao arrependimento e mostrava a cegueira dos idólatras que não enxergavam a diferença entre o Todo-Po- deroso e os ídolos surdos, mudos e inertes (Salmos 115.2-11; Jeremias 10.1 -5). Com pare este texto com o de Isaías 44.6-20. IV. ADVERTÊNCIA CONTRA OS ÍDOLOS São muitas as advertências conti das nas Escrituras contra os ídolos e a idolatria. Até aqui, foram enfocadas dentro do Antigo Testamento; agora, serão examinadas no Novo. 1. O Concilio em Jerusalém. Nos primórdios da Igreja, surgiram inúme ras divergências, entre alguns dos seus membros quanto às exigências que deve ríam ser impostas aos crentes gentios. Alguns dos judaizantes e fariseus enten diam que aqueles deviam circuncidar-se e guardar a Lei de Moisés para salvar-se. A fim de dirimir toda dúvida sobre o assunto, os apóstolos e os anciãos da Igreja reuniram-se em Jerusalém e, ao fim, sob a direção do Espírito Santo, resolveram enviar à igreja em Antioquia alguns irmãos idôneos, entre os quais Paulo, Barnabé, Silas e Judas, chamado Barsabás, com a decisão que está regis trada em Atos 15.28,29. 2. Advertências dos apóstolos. Escre vendo aos Coríntios, Paulo adverte contra a idolatria, os sacrifícios e as oferendas aos ídolos. Leia 1 Coríntios 10.14,20,21. O cristão não pode participar de fes tas em homenagem a "santos", como, por exemplo, São João, São Pedro, Cosme e Damião, etc. Os que tomam parte nestas festividades contaminam-se e provocam a ira de Deus. Leia, ainda, 2 Coríntios 6.16. A astrologia (consulta aos horóscopos), ioga transcendental, cristalologia, culto aos mortos, duendes e gnomos, etc. são práticas demonistas. Não devemos nos contaminar com elas. O culto aos anjos também é proibido (Colossenses 2.18). Atente para o que aconselha o apóstolo João: "Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém" (1 João 5.21). Nesta lição, você aprendeu que a idolatria consiste em: • Prostrar-se perante imagens e adorá-las (Êxodo 20.5; Deuteronômio 5.9; Isaías 44.17; Daniel 3.5,10-15). • Adorar outros deuses (Deuteronômio 30.17; Salmos 81.9). • Adorar os exércitos dos céus (o Sol, a Lua, as estrelas, os planetas, os astros) Leia Deuteronômio 4.19; 17.3. • Adorar os homens (Salmos 106.19.20). • Adorar os demônios (Mateus 4.9,10; Apo calipse 9.20). • Adorar os anjos (Colossenses 2.18). Que a idolatria é: • Uma abominação a Deus (Deuteronômio 7.25). • Vã e insensata (Salmos 115.4-8; Isaías 44.19; Jeremias 10.3). • Irracional (Atos 17.29; Romanos 1.21 -23). • Contaminadora (Ezequiel 20.7; 36.18). Fuja da idolatria: guardemo-nos dos ídolos, dos horóscopos, pirâmides de cristais, dos gnomos, dos duendes e de tudo o que possa nos afastar de Deus. Tenha um momento de louvor e adoração a Deus, voltando a sua mente e coração para Ele, deixando que só Jesus seja o Senhor de sua vida. ANOTAÇÕES Q, | VERIFIQUE O QUE VOCÊ APRENDEU 1. Marque com X a declaração correta: □ Deus condena a idolatria. □ A veneração de imagens e culto aos anjos é idolatria. □ Quem sacrifica aos ídolos submetese aos demônios. □ O cristão pode participar de festas em homenagem a “santos" da Igreja Romana. □ A idolatria leva o homem a degradação moral. □ O cristão pode cultuar os anjos. 2. Cite três coisas que, segundo a lição, consistem em idolatria. 3. O que acontece com os idólatras? Discipulado Aluno 2 0 discípulo e fl TEMPERANÇA "Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei" (Gálatas 5.22,23). ____ COMENTÁRIO INTRODUÇÃO Conforme nos afirma o dicionarista Aurélio, temperança é a "qualidade ou virtude de quem é moderado, ou de quem modera apetites e paixões; sobriedade". É uma necessidade para o bom viver do cristão e uma demonstração de que realmente provamos o Novo Nascimento. Ela é produzida mediante atuação direta da terceira pessoa da Trindade e faz parte do fruto do Espírito que se manifesta em nove excelentes qualidades, relacionadas nos versículos acima citados. O fruto do Espírito não é produzido na vida de alguém que vive de qualquer maneira. O cristão precisa dedicar-se à oração, ao estudo da Palavra de Deus e passar por várias provas para alcançar o seu crescimento espiritual. Ao analisar, uma por uma, as virtu des produzidas pelo fruto do Espírito, você chega à sublime conclusão que há um preço a ser pago, para alcançá-lo, mas a alegria é imensurável e lhe sus tenta até a sua partida, ao encontro de Cristo. Veja, então, em síntese, algumas palavras sobre cada uma delas. Você terá mais detalhes sobre a última, a temperança, pois é o assunto central desta lição. 0 Discípulo e a Temperança 1. INTRODUÇÃO AO FRUTODO ESPÍRITO 1. Amor. É muito fácil amar os seus en tes queridos, como os pais, filhos, es posos, esposas, parentes, amigos, etc. Mas, somente pelo Espírito Santo, você é capaz de dedicar o amor aos seus ini migos, de tal forma que lhes deseje o bem e perdoe as suas ofensas de todo coração, para jamais se lembrar delas. 2. Gozo. Apesar das dificuldades financeiras, das enfermidades, das calú nias, pela atuação do Espírito Santo, o crente está cheio de gozo, como os apóstolos Paulo e Silas, presos injusta mente por causa do evangelho. Em vez de murmurarem, cantavam e oravam. Leia Atos 16.25. 3. Paz. O crente vive no meio da vio lência que gera insegurança e medo nas pessoas, mas esta virtude do Espírito lhe concede tranquilidade e confiança. 4. Longanimidade. Esta virtude faz você esperar com paciência no Senhor. 5. Benignidade. Torna você benigno, desejoso do bem a todos, principalmente para os seus inimigos. 6. Bondade. Se antes você praticava o mal, agora é bom para todos, sem acepção de pessoas. 7. Fé. É a certeza de que Deus existe e está sempre conosco para nos dar a vitória. Ela é sobrenatural, muito diferente da natural, que leva o homem a confiar no motorista de ônibus, no piloto de avião, etc. 8. Mansidão. Torna você manso e calmo, quando, antes, era agressivo e se irava por qualquer coisa que o con trariava. 9. Temperança. Parece ser o soma tório de tudo. É sobre esta qualidade do fruto do Espírito que nos concentrare mos nesta lição. Quem a possui, tem o domínio próprio. II. NECESSIDADE DE AUTOCONTROLE 1. Nas palavras. Há um ditado popu lar que afirma: "Não devemos falar o que sabemos, mas, sim, sabermos o que falamos". Isto é o que se pode chamar de sobriedade, domínio próprio. Veja o que o apóstolo Tiago escreveu em sua carta: "Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal varão é perfeito e poderoso para também refrear todo o corpo" (Tiago 3.2) Você encontra nas Escrituras Sagra das diversos exemplos de pessoas mal- sucedidas porque falaram demais. Miriã e Arão, irmãos de Moisés, o criticaram por ter se casado com uma estrangeira. Deus, então, os castigou. Ela, por ser a mentora da crítica, ficou leprosa por sete dias e ambos perderam o direito de entrar na Terra Prometida. Agora abra sua Bíblia e leia os seguintes textos: Salmos 34.13; Provérbios 13.3; Tiago 1.26. 0 CRENTE DEVE SEMPRE OCUPAR-SE COM COISRS BOAS. E A MELHOR TERAPIA É LER A BÍBLIA, CANTAR HI NOS EVANGÉLICOS, VISITAR OS NOVOS CONVERTIDOS, DESVIADOS E ENFERMOS. A PALAVRA DE DEUS TAMBÉM NOS RECOMENDA QUE DEVEMOS FUGIR DA APARÊNCIA DO MAL 3 Discipulado Aluno 2 2. Nas ações. Quatro jovens judeus, levados cativos para a Babilônia, foram escolhidos por Nabucodonosor para realizarem um curso, e, depois, servirem ao governo caldeu. 0 rei ordenou que os alimentasse com todas as iguarias da mesa real. Daniel e seus companheiros propuseram em seus corações não se contaminarem com a porção do manjar do rei, nem com o vinho que ele bebia. Leia Daniel 1.8. Solicitaram então ao despen- seiro que lhes fornecesse apenas legumes durante dez dias. Se após este período seus semblantes estivessem abatidos, aceitariam o manjar do rei. No entanto, se apresentassem bom estado de saúde, continuariam com a refeição escolhida por eles até o final daquele treinamento. Após aquele período de dez dias, seus semblantes eram melhores do que os dos demais jovens. Por isso, continua ram com aquela alimentação, à base de legumes, até o final do curso. O resultado desta história está registrado em Daniel 1.15 e 16. Esta foi uma demonstração de sobrie dade, força de vontade e temperança dos quatro jovens judeus. Outro exemplo de temperança no Antigo Testamento está registrado em Jeremias 35.1 a 8. Os judeus não obe deciam à Palavra de Deus, transmitida por Jeremias. Então o Senhor Jeová resolveu mostrar aos israelitas do Sul que havia um povo, no meio deles, muito mais digno, pois honrava um preceito estabelecido por Jonadabe, filho de Recabe. 0 profeta, dirigido pelo Espírito Santo, convidou os líderes dos recabitas a visitarem o Templo e, naquele recinto sagrado, lhes ofereceu vinho. Qual foi a atitude daqueles líderes? "Eles disseram: não beberemos vinho, porque Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, nos mandou, dizendo: Nunca bebe- AINTEMPERRNÇA TEM X LEVADO MUITOS A PERDEREM 0 DOMÍNIO PRÓPRIO E COMETEREM AUTÊNTICAS LOUCURAS, COMO HOMICÍDIOS, SUICÍ DIOS, ROUBOS, ESTUPROS, ETC., E CONDUZIDO A HUMANIDADE A NAUFRA GAR EM UM VERDADEIRO MAR DE LAMA. » reis vinho, nem vós nem vossos filhos; [...] Obedecemos, pois, à voz de Jona dabe, filho de Recabe, nosso pai em tudo quanto nos ordenou..." (Jeremias 35.6,8). Esta é mais uma prova real da sobrie dade de um povo que cumpre à risca os preceitos de um de seus ancestrais. Os cristãos devem ter força de vontade para vencer as tentações e suplantar os desejos da carne. Este domínio próprio em ação chama-se temperança. O crente deve sempre ocupar-se com coisas boas. E a melhor terapia é ler a Bíblia, cantar hinos evangélicos, visitar os novos convertidos, desviados e enfermos. A Palavra de Deus também nos reco menda que devemos fugir da aparência do mal. (Leia 1 Tessalonicenses 5.22). Só assim, venceremos as tentações e manteremos a nossa sobriedade. Onde você estiver: no trabalho, na igreja, no ônibus, etc. pense nas coisas celestiais e viva como Jesus, vitoriosamente. 0 Discípulo e a Temperança 3. Nos pensamentos. Por falta de vontade própria, Davi cedeu à tentação que o naufragou no pecado e o fez pagar as consequências pelo resto da vida. Era a época em que os reis saíam para a guerra. No entanto, ele passeava no terraço de sua casa real. Seu pensamento vagava distante, em busca de algo que satisfizesse o seu "ego". Repentinamente, deparou-se com uma cena que o devorou, como uma labareda de fogo a consumir algo inflamável: uma mulher banhava-se, nua, no quintal de sua casa. A chama da sensualidade acendeu o desejo incontido no coração do rei de Israel de possuí-la. Quando percebeu o que fizera, já era tarde demais: havia se deitado com ela e tinha ordenado a morte do seu marido. Tudo isto aconteceu por falta do autocontrole do pensamento, que o levou a cometer aquela loucura (Leia 2 Samuel 11.1 -4). III. CAUSAS DA INTEMPERANÇA O mal que se contrapõe à virtude que você estudou chama-se intemperança. Ela tem atuado no mundo com muita ênfase e causado toda esta imoralidade que a gente depara a cada dia através dos veículos de comunicação. A intemperança tem levado muitos a perderem o domínio próprio e cometerem autênticas loucuras, como homicídios, suicídios, roubos, estupros, etc., e con duzido a humanidade a naufragar em um verdadeiro mar de lama. As drogas são as campeãs na triste estatística que demonstra a destruição do ser humano por falta do conhecimento de Deus. 1.0 Álcool. A pessoa, dominada pelo vício das bebidas alcoólicas, perde com facilidade a sobriedade, a vergonha e o respeito dos que a rodeiam. Abra sua Bíblia em Efésios 5.18 e veja o que Paulo escreveu sobre esse assunto. 2. O Fumo. Muitos se "convertem", mas não conseguem libertar-se do vício maldito do fumo em suas diver sas modalidades: cigarro, cachimbo, charuto, etc. Preencha os espaços em branco com “sim" ou “não", de acordo com sua opinião: a) 0 cristão dependente de qualquer vício está salvo:____________________ . b) Será salvo na hora da morte, mesmo que não se arrependa:_______________ . c) Sem a santificação, ninguém verá a Deus:__________________ . 3. A glutonaria. Não se esqueça de que "comemos para viver, e não vivemos para comer". O glutão não tem passa porte para o Céu. Leia Lucas 21.34 e constate esta grande verdade. 4. A sensualidade. Significa "amor aos prazeres materiais". Leia Gálatas 5.19 a 21 e veja como a intemperança, a falta de vontade própria, pode levar muitos à