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Lições Bíblicas
DISCIPULADO
CB4D
0 MELHOR DIA PARA UMA 
BOA LEITURA É TODO DIA!
Ler é um aprendizado contínuo, um veículo eficaz de desenvolvimento inte­
lectual e oratória. 0 hábito da leitura desperta um senso crítico e, desta forma, 
pode transformar a realidade ao nosso redor. Temos tantos exemplos que a 
leitura da palavra de Deus transformou gerações, e a própria Bíblia faz 
citações da bem-aventurança da busca do saber: "Antes, crescei na graça e 
conhecimento de nosso Senhor Salvador Jesus Cristo" 2 Pedro 3.18
Leia também para os seus filhos, e estabeleça um vínculo afetivo importante, 
que ajudará no desenvolvimento emocional da criança e proporcionará 
tempo de qualidade com os pequeninos.
A CPAD TEM 0 COMPROMISSO DE INCENTIVAR A LEITURA 
E REAFIRMAR QUE LER É APRENDER EM CADA CAPÍTULO, 
É DESCOBRIR 0 NOVO EM CADA PÁGINA.
O I INCENTIVO
CB4D A LEITURA I CPAD
DISCIPULRDO .
Lição 01-0 Discípulo e a Comunidade......................................... 4
Lição 02-0 Discípulo e o Lar Cristão........................................... 9
Lição 03-0 Discípulo e a Tentação............................................ 14
Lição 04-0 Discípulo e a Impureza............................................ 19
Lição 05-0 Discípulo e a Idolatria.............................................. 24
Lição 06-0 Discípulo e a Temperança.......................................29
Lição 07-0 Discípulo e o Perdão................................................ 34
Lição 08-0 Discípulo e a Mordomia Cristã................................38
Lição 09-0 Discípulo e o Louvor................................................ 42
Lição 10-0 Discípulo e o Batismo nas Águas...........................46
Lição 11-0 Discípulo e a Santa Ceia.......................................... 50
Lição 12-0 Discípulo e a Volta de Jesus...................................54
Lição 13-0 Discípulo e a Missão de Discipular.........................58
Presidente da Convenção Geral das
Assembléias de Deus no Brasil
José Wellington Costa Junior
Presidente do Conselho Administrativo
José Wellington Bezerra da Costa
Diretor Executivo
Ronaldo Rodrigues de Souza
Gerente de Publicações
Alexandre Claudino Coelho
Consultor Doutrinário e Teológico
Elienai Cabral
Gerente Financeiro
Josafá Franklin Santos Bomfim
Gerente de Produção
Jarbas Ramires Silva
Gerente Comercial
Cícero da Silva
Gerente da Rede de Lojas
João Batista Guilherme da Silva
Gerente de TI
Rodrigo Sobral Fernandes
Gerente de Comunicação
Leandro Souza da Silva
Chefe do Setor de Educação Cristã
Marcelo Oliveira
Chefe do Setor de Arte & Design
Wagner de Almeida
Projeto Gráfico
Leonardo Engel
Diagramação
Alexandre Soares
Banco de Imagens
Shutterstock
RIO DE JANEIRO - CPAD MATRIZ
Av. Brasil, 34.401 - Bangu - CEP 21852-002 
Rio de Janeiro - RJ
CENTRAL DE ATENDIMENTO
0800-021-7373
De segunda a sexta: 8h às 18h.
LIVRARIA VIRTUAL www.cpad.com.br
Lições Bíblicas
DISCIPULADO
ALUNO 2
Bem-vindo(a) à família de Deus.
Você agora faz parte de uma grande fa­
mília. Com esta decisão, o Espírito Santo 
o levou a uma nova dimensão espiritual, 
onde tudo se fez novo pelo poder transfor­
mador da Palavra de Deus.
A partir deste dia tão especial, você passou 
a desfrutar das bênçãos preparadas para os 
que servem ao Senhor, e começou a desco­
brir os tesouros que a vida cristã lhe reserva.
Você está dando os primeiros passos na 
fé cristã, por isso a Casa Publicadora das 
Assembléias de Deus (CPAD) tem não só o 
privilégio de cumprimentá-lo, mas também 
de oferecer a você apoio espiritual, por inter­
médio desta publicação.
São 13 lições preparadas com carinho por 
uma equipe que procurou oferecer o melhor 
para você, a fim de vê-lo equipado como um 
bom e frutífero discípulo de Jesus Cristo.
Os temas tratados nesta lição levam o 
crente a entender melhor a respeito do lar 
cristão, e do seu relacionamento com a 
comunidade, da vitória sobre a tentação, 
dos males da impureza, das consequên­
cias da idolatria, das bênçãos do perdão, 
do verdadeiro significado do louvor, do 
batismo nas águas, da santa ceia e do imi­
nente retorno de Cristo.
Deus o abençoe!
http://www.cpad.com.br
CONHEÇA SUA IGREJA
Tornar-se membro e frequentar uma igreja evangélica é de vital importância 
para o crescimento na vida cristã. Portanto, é bom que você conheça um 
pouco da história da Assembléia de Deus, na qual você está dando os seus 
primeiros passos como discípulo de Cristo. A Assembléia de Deus no Brasil 
foi fundada no dia 18 de junho de 1911, em Belém, PA, pelos missionários 
suecos, Gunnar Vingren e Daniel Berg. Eles desembarcaram em terras bra­
sileiras em obediência à chamada divina, trazendo a mensagem pentecos- 
tal que enfatiza a obra do Espírito Santo na vida do crente.
Não demorou muito, a igreja extrapolou as fronteiras paraenses e come­
çou a propagar-se por outros estados, de modo que, nos idos de 1934, já 
alcançava todo o país. Este crescimento contou com o efetivo de outros 
missionários que aqui aportaram, bem com o de pastores nacionais que 
logo começaram a ser ordenados ao ministério, como fruto do discipulado 
dos pioneiros. A Assembléia de Deus conta, hoje, com milhões de crentes 
em seus quadros, sendo considerada a maior igreja evangélica do país.
A Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil (CGADB) é o ór­
gão máximo da igreja. Suas assembléias são bienais e têm como propósi­
to manter a unidade doutrinária, estimular a fraternidade e corrigir rumos, 
através de diretrizes discutidas e aprovadas em plenário. A Assembléia de 
Deus realiza, hoje, intenso trabalho social, com creches, escolas, cursos 
profissionalizantes e outros programas de atendimento aos mais carentes 
em todos os estados brasileiros.
Na área da literatura, a Casa Publicadora das Assembléias de Deus 
(CPAD) é a editora que dá suporte ao trabalho da Assembléia de Deus. Ela 
edita livros, Bíblias, revistas, material didático para a Educação Cristã, o jor­
nal Mensageiro da Paz (órgão oficial da igreja, que circula desde 1930) e 
a Harpa Cristã, hinário que vem abençoando vidas, através dos cânticos 
congregacionais, há mais de 50 anos. Esta é a igreja da qual, agora, você 
faz parte. Queremos abraçá-lo em Cristo e tornar esta convivência a mais 
frutífera possível para o reino de Deus.
A Paz do Senhor.
0 DISCÍPULO E ? 
n COMUNIDADE
"Assim que se alguém está em Cristo, nova criatura é: as 
coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" 
(2 Coríntios 5.17).
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A vida do crente também se projeta 
na comunidade. É da própria natureza 
humana a necessidade de companhei­
rismo, para a construção conjunta da 
sociedade em que vive. Vale lembrar o 
que Jesus disse em sua oração sacer­
dotal: "Não peço que os tires do mundo, 
mas que os livres do mal" (João 17.15). 
A conversão, portanto, não significa 
afastar-se fisicamente do mundo, mas 
exercer influência, para transformá-lo 
pela presença ativa dos salvos em toda 
parte.
I. UMA NOVA VIDA ESPIRITUAL
1. Uma nova fé. É possível que você 
tenha tido antes uma vida religiosa. Sua 
atuação sempre foi marcada pela fideli­
dade aos princípios religiosos até então 
adotados. Ou, quem sabe, mesmo sem 
ser religioso, sempre teve um comporta­
mento inquiridor, procurando descobrir 
o que está por trás da vida. Ou talvez 
tenha sido daqueles que jamais se pre­
ocuparam com tais coisas, preferindo 
apenas os prazeres da vida material. 
Não importa. A verdade é que onde você 
esteve, a comunidade sofreu os reflexos 
do seu comportamento.
Mas agora tudo mudou. Você expe­
rimenta a fé viva e verdadeira, plantada 
Discipulado Aluno 2
no seu coração pela Palavra de Deus que 
o levou à salvação. Seria uma atitude 
de egoísmo, a partir de agora, se você 
resolvesse viver recluso, sem que os 
outros pudessem ficar sabendo acerca 
da transformação que Deus operou em 
sua vida. Este não é o propósito divino. 
Deus deseja "quê todos venham a arre­
pender-se" (2 Pedro 3.9).
0 apóstolo Paulo passou por experi­prática das obras da carne que, se não 
forem abandonadas a tempo, conduzi­
rão os que se consideram cristãos, e as 
praticam, ao fogo do Inferno.
Você concluiu, através desta lição, que é 
necessário o cristão ser temperante. Se 
você ainda não goza dessa prerrogativa, 
não se desespere! O importante é o seu 
desejo de possuir esta qualidade, produ­
zida pelo fruto do Espírito. Peça a Deus 
esta sublime virtude e exercite a sua força 
de vontade. Prove para você mesmo que é 
capaz de alcançar o autocontrole. Se não 
conseguir de imediato, insista até superar 
todos os desejos que o impeçam de ser 
um autêntico servo de Deus. Ele lhe dará 
a vitória, pois muitos conseguiram vencer 
esta batalha.
Discipulado Aluno 2
ANOTAÇÕES
Q. VERIFIQUE O QUE VOCÊ APRENDEU
1. O que é temperança?
2. A temperança é gerada por quem?
3. De acordo com a lição, por que Davi pecou?
4. O que impede a atuação da temperança na vida do crente?
5. O que é intemperança?
0 Discípulo e a Temperança
0 DISCÍPULO 0
E O PERDOO i
"Suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos 
outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo 
vos perdoou, assim fazei vós também" (Colossenses 3.13).
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Antes de defini-lo, pode-se dizer que 
o perdão, do ponto de vista humano, é 
mais um dos ensinamentos de Deus 
que não se encaixam no raciocínio do 
homem insensato.
Se alguém o ofendeu, logo tem de ser 
punido por você. O escritor evangélico 
americano W. Wangerin diz que "o perdão 
é uma espécie de absurdo divino".
Quando o crente perdoa, ele está sim­
plesmente doando algo. Sim, doar é a 
palavra que resume o perdão. Separe a 
palavra perdoar em duas partes: per-doar. 
O “per" é você. O crente efetua um doar 
santo, completo e irrestrito.
0 perdão, então, é “doar". Um doar 
que envolve renúncia, diálogo, presente 
e sacrifício.
Quem perdoa desiste voluntariamente 
de certos direitos. Não exige reparação pela 
mágoa que sofreu. Não acerta as contas. 
Neste momento, a pessoa sai do mundo da 
lei e entra no da misericórdia. Sente-se feliz 
em conceder uma chance ao ofensor para 
que amadureça. Também não se alegra 
com a culpa ou a dor de outro.
Quem perdoa, demonstra claramente 
a falta do ofensor, sem o acusar. É um 
diálogo que menciona os vários aspectos 
da questão, com a finalidade de oferecer 
Discipulado Aluno 2
benefício para ambas as partes. É impor­
tante que o semblante do ofendido revele 
amor e não mágoa.
Quem perdoa nada quer de volta; pelo 
contrário, faz concessões. Presenteia o amor 
para quem não merece. Paga o mal com o 
bem, e sabe que não será correspondido.
Quem renuncia, dialoga e presenteia, 
faz um sacrifício. 0 perdoador sacrifica 
algo do seu eu, ao desistir dos seus direitos, 
uma coisa pela qual, no mundo, se luta 
com "unhas e dentes". Pelo seu “eu", você 
reagiria com vingança, reabriria feridas e 
não desejaria fazer o bem para a vida do 
ofensor. No entanto, no perdão, você faz 
uma completa entrega do próprio ser. Você 
é capaz de se sacrificar através do perdão, 
para beneficiar alguém que lhe feriu?
Uma das mais poderosas mensagens 
que um crente pode pregar ao mundo é 
o perdão. As pessoas descobrirão que a 
nossa fé significa muito, se estivermos 
prontos para enterrar o nosso orgulho e 
admitir o perdão.
I. A ORIGEM DO PERDÃO
Você não consegue perdoar sem que 
esta capacidade venha de uma outra 
fonte. 0 homem peca infinitamente, mas 
só é capaz de perdoar finitamente.
Deus é esta fonte do perdão. Agora 
leia as referências abaixo e responda:
1) O que Deus fez com Sodoma 
(Gênesis 18.26)?
2) Para quê Deus está pronto (Nee- 
mias 9.13)?
3) Quem perdoa todas as tuas iniqui- 
dades (Salmos 103.3a)?
4) Com quem está o perdão (Salmos 
130.4)?
O crente foi e é perdoado por Deus. Isto 
nos é assegurado por Jesus, que quitou 
a dívida que o homem jamais pagaria. O 
perdão é antes de tudo o relacionamento 
entre você e Deus. Lembre-se de que você 
recebeu esta dádiva do Senhor e que Ele 
é capaz de lhe tornar perdoador também. 
Quando se perdoa, admite-se que Deus 
está no controle da situação. É Ele quem 
deve julgar e punir, se necessário. Quando 
vivemos o ideal divino, refletimos a sua 
misericórdia. Agora, não há mais aquela 
arrogante presunção de que podemos, por 
nós mesmos, decidir o que é bom e ruim. 
Não agimos mais como um deus. Por isso, 
o perdão é tão básico para a vida cristã. Se 
não existe salvação sem a cruz de Cristo, 
também não há cristianismo e vida cristã 
sem o perdão.
Responda às seguintes perguntas:
1. Quem foi e é perdoado por Deus?
2. Quem assegura o perdão de Deus 
para o pecador?
3. Por que o perdão é tão básico para 
a vida cristã?
II. PRATICANDO O PERDÃO
O primeiro passo para perdoarmos 
aos outros é perdoarmos a nós mesmos.
Dificilmente desculparemos os outros 
se não perdoarmos a nós próprios. 
Aprendamos a aceitar a nós mesmos, 
para podermos admitir os outros em 
toda complexidade que Deus os criou. 
Se você é aceito pelo Senhor, possui a 
base da aceitação de si próprio.
O segundo passo, é perdoar os outros.
Leia os textos a seguir e veja alguns 
exemplos de pessoas na Bíblia que pra­
ticaram o perdão: Gênesis 33.4; Gênesis 
45.15; 1 Reis 1.53; Atos 7.60.
0 Discípulo e o Perdão
Jesus declarou que o crente deve 
perdoar. Leia Marcos 11.25 e com­
plete: "Quando estiverdes orando, 
perdoai,_______________________ , para
que também vosso Pai que está nos 
céus, vos perdoe as vossas ofensas". 
Faça o mesmo com Lucas 17.4: “E, se 
___________________________ ___ e sete 
vezes no dia vier ter contigo, dizendo: 
Arrependo-me, perdoa-lhe".
O apóstolo Paulo também ensinou 
sobre o perdão. Leia Efésios 4.32 e com­
plete: "Antes sede bondosos uns para 
com os outros, compassivos, perdoan­
do-vos ______________ , como também
Deus vos perdoou em Cristo".
Depois que você aprendeu que, 
para se praticar esta virtude, é preciso 
perdoar a____________________ e os
______________ , pode se deter no ato do 
perdão em si.
1. 0 que não é perdão. As pessoas 
possuem a tendência de chamar de "per­
dão" o que realmente não é. Fazem coisas 
pequenas e julgam ter feito o bastante.
a) Não é só esquecer. Se você subli­
mar a ofensa, escondê-la dentro do seu 
subconsciente, não adianta. Jamais 
esquecerá. Lá adiante, a ofensa será 
relembrada e o perdão ficará pela metade.
b) Não é deixar o tempo sarar. É uma 
atitude de espera silenciosa e paciente pela 
mudança de quem errou. Mas, lembre-se 
do exemplo de Deus. Ele fez algo pelo peca­
dor. 0 erro não aparece e nem desaparece 
por acaso. Deixar o tempo sarar é fugir 
da responsabilidade cristã. Para que haja 
perdão, o ofendido tem que agir.
c) Não é o ofendido mudar de ideia. 
Esta é uma atitude mental em que o ofen­
dido prefere pensar que o erro não exis­
tiu. Mas o perdão é um ato que envolve 
alguém e, enquanto existirem pessoas 
envolvidas, o erro vai existir também. 
Não há ofensor sem ofensa.
d) Não é fazer as pazes. Quem errou 
tem de saber claramente que é um trans­
gressor. Tanto o perdoador e o perdoado 
têm de ter consciência da falha cometida, 
para seguirem adiante e concretizarem 
o perdão.
e) Não é apenas dizer ‘‘eu o perdoo". 
Você não pode evitar a dor do sacrifício. 
Quem ama, perdoa. E padece, porque o "amor 
tudo sofre" (1 Coríntios 13.4,7). Somente as 
palavras, não causam efeito algum.
2. Como perdoar. Diante do que você já 
estudou até aqui sobre o perdão, aprenda 
agora uma maneira simples, porém efi­
caz, para perdoar. Ela inclui cinco passos. 
Quanto mais praticá-los, melhor resultado 
teremos. 0 perdão virá de sua própria natu­
reza, de sua alma e de sua fé:
a) Seja realista. Faça uma avaliação do 
erro para que seja tomada uma atitude a 
partir da verdade. Se não fizer isso, você 
pode ser levado por exageros, emoções e 
inexatidões, enxergar tudo distorcido e tor­
nar o perdão algo muito difícil de acontecer. 
Faça três perguntas: “Qual foi exatamente o 
erro?" "Contra quem foi cometido?" “Quais 
são as consequências do erro?"
b)Lembre-se de que também foi 
perdoado. Você perdoa não porque seja 
"bonzinho" ou melhor do que os outros, 
pois não está livre de ofender alguém e, 
desta forma se iguala ao ofensor. E tanto 
um como o outro, não têm capacidade 
própria para perdoar, a não ser mediante 
a concessão divina. Ele perdoa você e 
aquele que o ofende.
c) Abra mão dos seus direitos. O 
mundo diz que você tem de agir contra 
a pessoa que o feriu, fazendo-a pagar 
pelo erro cometido. Não importa o quanto 
possa ser incompreensível aos homens, 
mas o perdão coloca o peso da reconci­
liação sobre a vítima do erro. Você "nega 
a si mesmo". Morre um pouco, a fim de 
perdoar. O orgulho, a justiça, os direitos 
Discipulado Aluno 2
e tudo mais desaparecem. Assim, todo o 
seu ser, seu tom de voz, sua expressão, 
seus gestos e sua intenção buscam a 
restauração do outro.
d) Pronuncie o erro. Tenha um diálogo 
sério, honesto e responsável. É reparador 
ouvir reciprocamente os vários aspectos 
do erro. Observe o que vai dizer e vigie 
sua língua (Leia Tiago 3.1-6). Se você 
foi ofendido, mostre através de atitudes 
que realmente perdoou.
III. AS CONSEQUÊNCIAS DO PERDÃO
Quando você perdoa, permite que 
Deus também anule as suas ofensas. 
Leia Mateus 6.14 e complete: "Porque, 
se perdoardes aos homens as suas 
ofensas, também__________________
n
Além do perdão de Deus, você se 
livra de tensões, inabilidade para dormir 
e até de doenças. 0 seu crescimento 
espiritual não é prejudicado, e aumenta a 
sua capacidade de amar o Senhor. Evita 
dúvidas sobre a sua salvação. Você dá 
um belo testemunho aos outros. Estes 
benefícios espirituais do perdão atingem 
tanto o perdoador como o perdoado. E 
o mais importante: o nome de Deus é 
exaltado entre os homens.
DISCIPULADO
1. Pare um instante e reflita se você é uma 
pessoa difícil de perdoar. Faça o propósito 
de mudar, para ser abençoado por Deus ao 
praticar o perdão.
2. Se você conhece alguém que precisa 
praticar o perdão, converse com ele sobre 
os cinco passos para perdoar, ensinados 
nesta lição.
3. Ore e peça a Deus que lhe conceda capa­
cidade de desistir voluntariamente de seus 
direitos. Não deseje nada em troca e ofereça 
um sacrifício que resulte em recompensa 
para você e a pessoa envolvida. 
Q. | VERIFIQUE 0 QUE VOCÊ RPRENDEU
1. O que é perdão?
2. Do que o crente precisa desistir voluntariamente para perdoar?
3. Quem é a fonte de perdão para o crente?
4. Que ideal o crente vive ao praticar o perdão?
5. Cite os cinco passos para se conceder o perdão:
O Discípulo e o Perdão 37
"Bem-aventurado aquele servo a quem o senhor, quando 
vier, achar fazendo assim. Em verdade vos digo que sobre
0 DISCÍPULO E . ? 
R MORDOMIA CRISTA i
todos os seus bens o pora" (Lucas 12.43,44).
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Hoje você vai estudar sobre a mordo­
mia cristã. Esta é uma área que precisa 
ser considerada com especial atenção, 
pois dela dependerá, basicamente, o êxito 
da vida cristã. Isto porque tudo quanto 
se relaciona ao nosso dia a dia, como 
crentes, é consequência direta do modo 
como encaramos e vivemos o nosso 
papel como mordomos de Deus. A Bíblia 
é clara quando estabelece as regras de 
uma boa mordomia, não deixando qual­
quer hipótese para que esqueçamos a 
nossa responsabilidade, sem que isto 
traga prejuízos à nossa vida espiritual. 
Por conseguinte, vale a pena exercitar 
este mister com dedicação, pois o próprio 
Senhor deixou esta promessa: "Sobre o 
pouco foste fiel, sobre o muito te colo­
carei" (Mateus 25.21).
I. 0 QUE É 0 MORDOMO?
1. Um administrador dos bens alheios. 
A palavra mordomo significa "aquele 
que administra os bens de outrem". É 
alguém colocado com a responsabi­
lidade de gerir uma propriedade (uma 
mansão, por exemplo), cuidando para 
que cada pormenor não seja esquecido. 
Ele normalmente responde pelas seguin­
tes áreas: finanças, compras, serviços, 
Discipulado Aluno 2
empregados, manutenção e alimentação. 
O bom mordomo desfruta da confiança 
do patrão e, mesmo na sua ausência, 
cumpre com fidelidade as tarefas que 
lhe são confiadas. Com efeito, fidelidade 
é a palavra-chave nas relações entre o 
mordomo e o patrão.
2. Um administrador de Deus na Terra. 
O Senhor Jesus deu bastante ênfase ao 
papel do mordomo, usando-o figurada- 
mente algumas vezes, para exemplificar 
nosso papel como administradores de 
Deus aqui na Terra. Tudo quanto dis­
pomos pertence a Ele. Porém, tal qual 
o proprietário terreno, o Senhor legou 
estes bens sob nossa administração 
para, de igual forma, exigir em tempo 
oportuno a prestação de contas do que 
fizermos. Daí o texto bíblico básico desta 
lição, que admoesta: “Bem-aventurado 
aquele servo a quem o senhor, quando 
vier, achar fazendo assim". A expressão 
"achar fazendo assim" significa exata­
mente estar cumprindo as determinações 
que foram anteriormente confiadas. Isto 
quer dizer que o Senhor Jesus voltará, um 
dia, para cobrar de cada um o cumpri­
mento da boa mordomia. Ele não deixará 
passar em branco nenhuma omissão de 
nossa parte.
II. AS TRÊS ÁREAS BÁSICAS DA MOR­
DOMIA CRISTÃ
1. A mordomia dos talentos. Talento 
era uma unidade de moeda muito usada 
nos tempos de Cristo. Ele mesmo contou 
uma parábola, na qual usou o talento 
como ilustração para ensinar sobre como 
investir nossos recursos na obra de Deus. 
Leia Mateus 25.14-29. A determinação do 
proprietário exigia-lhes investir aqueles 
bens para que eles se multiplicassem. 
Os dois primeiros foram bons adminis­
tradores. Eles dobraram o investimento 
inicial. O último, porém, apenas guardou 
o que recebeu, sem apresentar qual­
quer resultado. Imagine se isto ocorresse 
numa época de inflação alta. 0 dinheiro 
recebido já não teria mais nenhum valor. 
Qual foi a consequência disso? Leia o 
versículo 29.
Com o tempo, a palavra "talento" pas­
sou a significar os nossos dons pes­
soais, de modo que quando alguém se 
destaca numa determinada atividade, 
ele é chamado de talentoso. Portanto, 
a mordomia dos talentos, em seu sen­
tido atual, significa empregar os nossos 
dons pessoais no serviço do Mestre. É 
importante frisar, inclusive, que esta é a 
visão dos ensinos de Paulo acerca dos 
ministérios. Leia Efésios 4.11.
Os dons ministeriais não podem ser 
confundidos com os dons pessoais. 
Aqueles foram dados por Cristo à Igreja. 
Estes são desenvolvidos de maneira 
natural pelo indivíduo. No entanto, Paulo 
disse no versículo 12 que os dons minis­
teriais visam aperfeiçoar os santos e 
equipá-los para o serviço cristão. Em 
outras palavras, isto significa que os 
ministros, os quais exercem estes dons 
na Igreja, têm o dever de levar cada 
crente em particular a envolver-se de 
corpo e alma na obra de Deus, cantando, 
orando, visitando, pregando, praticando 
as boas obras e empregando os seus 
talentos pessoais para o engrandeci- 
mento do reino.
2. A mordomia do tempo. Antes de 
seguir adiante, leia Efésios 5.15. O seu 
tempo agora deve ser administrado de 
acordo com o propósito de Deus. A pala­
vra "remir", descoberta no texto que você 
acabou de ler, quer dizer exatamente 
isso. Ou seja, os minutos não podem 
ser desperdiçados com coisas vãs, que 
não trarão qualquer resultado para sua 
vida, principalmente de ordem espiritual. 
0 salmista definiu esta questão como 
“contar os dias de tal maneira" (Salmos 
90.12). Isto significa dar utilidade a cada 
dia vivido, de modo que você nunca venha 
a ter o senso de perda, como ocorreu com 
Jeremias em relação ao povo de Israel. 
Ele disse: "Passou a sega, findou o verão, 
e nós não estamos salvos." (Jeremias 
8.20).
Costuma-se dizer que as 24 horas 
do dia devem ser divididas da seguinte 
maneira: oito horas para o trabalho, oito 
para o descanso e oito para o serviço do 
Mestre. No entanto, pelo padrão bíblico, 
esta proposta incorre em erro, porque só 
submete ao Senhor apenas uma parte 
do tempo. Devemos partir da premissa 
de que se Ele exerce o senhorio sobre 
nossas vidas, sendo nós apenas os seus 
mordomos. Nossas atividades, em qual­
quer área, devem ser exercidas segundoa perspectiva divina, seja no trabalho, 
lazer, descanso ou na vida eclesiástica. 
Todo o tempo pertence ao Senhor e deve 
ser bem administrado.
3. A mordomia das finanças. Fala­
mos anteriormente sobre a parábola dos 
talentos, para exemplificar o emprego 
dos nossos dons pessoais no serviço 
do Mestre. No entanto, como o texto 
usa um elemento de valor monetário, 
podemos utilizá-lo também como ponto 
de partida para a mordomia das finanças. 
Nossos recursos financeiros devem ser 
administrados sob a perspectiva de que 
eles também pertencem ao Senhor. (Leia 
Mateus 6.33.) Isto significa que a nossa 
vida, como crentes, deve ter como propó­
sito buscar o reino de Deus e partilhar os 
seus valores, onde quer que estejamos: 
no trabalho, na faculdade, no ônibus, 
em casa, no templo e em nossas rela­
ções pessoais. Como resultado, "todas 
estas coisas (recursos, por exemplo) nos 
serão acrescentadas". Portanto, tudo 
quanto ganhamos vem do Senhor para 
ser reaplicado na sua obra e na nossa 
subsistência pessoal, para que invis­
tamos no seu reino de modo que todas 
estas coisas nos sejam acrescentadas, 
e assim por diante. É um círculo que 
nunca termina. A partir da perspectiva do 
reino, você evitará aplicar o seu dinheiro 
em coisas supérfluas, ponderará mais 
realisticamente sobre o que lhe é útil, 
bem como à sua família, e tudo quanto 
fizer glorificará, com certeza, o nome do 
Senhor. Leia atentamente Isaías 55.2.
A visão do reino far-lhe-á também 
contribuir com voluntariedade para a obra 
de Deus. Os crentes de Filipos soube­
ram agir desta forma, não deixando que 
o apóstolo Paulo passasse por sérias 
privações. Eles sempre lhe providencia­
vam recursos para a sobrevivência. Leia 
Filipenses 4.15,16.
Entregar o dízimo é outra parte da 
mordomia das finanças. Dízimo é a 
décima parte dos rendimentos e deve 
ser entregue à casa do Senhor, para a 
aplicação na sua obra, conforme Mala- 
quias 3.8-10. A ideia de ser proporcional 
aos ganhos está embutida nos textos 
de 1 Coríntios 16.2 e 2 Coríntios 8.12, 
que realçam as expressões "conforme a 
prosperidade" e "segundo o que qualquer 
um tem". A doutrina do dízimo também 
se consubstancia em Hebreus, onde diz 
que Jesus é sacerdote segundo a ordem 
de Melquisedeque (Hebreus 7.17), a quem 
Abraão deu o dízimo de tudo (Gênesis 
14.20). Se assim é, devemos também, 
por fé, cumprir este mandamento.
III. PRESTANDO CONTAS DE UMA BOA 
MORDOMIA
Onde o crente deve praticar a mordo­
mia cristã? Veja o que diz o texto bíblico: 
"Tudo que você é e tem não lhe pertence" 
Discipulado Aluno 2
(Leia Salmos 24.1). Você não tem mais 
o direito de fazer o que quer com o que 
tem. Deus agora está em primeiro lugar 
e você é um mordomo dEle. Isso inclui 
sua vida, seu tempo, seus talentos, suas 
finanças e bens.
Você deve aplicar na igreja a sua 
vida com o melhor dos seus esforços 
e dedicação; deve passar boa parte do 
seu tempo cultuando a Deus e servindo 
a Ele na evangelização; deve empregar 
todos os talentos na igreja, para torná-la 
forte e vibrante; deve entregar os dízimos, 
para que você seja abençoado e a igreja 
tenha recursos suficientes, e deve dedicar 
os seus bens a Deus, sabendo que vai 
prestar contas a Ele sobre como foram 
adquiridos e aplicados.
Naquele dia, perante o tribunal de 
Cristo, que resposta iremos ouvir dos 
lábios do Salvador? Bom seria que fosse: 
"Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te 
colocarei; entra no gozo do teu senhor" 
(Mateus 25.21).
DISCIPULADO
1. Se você ainda não experimentou contribuir 
para a obra de Deus, comece ainda hoje. Faça 
também o propósito de, a partir deste mês, 
separar o dízimo para o trabalho do Senhor.
2. Procure também, a partir de hoje, adminis­
trar o seu tempo segundo a perspectiva do 
Reino de Deus. Onde quer que esteja, saiba 
que você é um instrumento, para que os 
valores do Reino possam ter proeminência. 
E não se esqueça de compartilhar com os 
outros a sua experiência com Cristo.
3. Deus lhe deu talentos, para que eles sejam 
bem utilizados na sua obra. Coloque-se à 
disposição da igreja para o que for útil.
4. Procure o professor de sua classe e até 
mesmo o pastor e diga-lhes do seu desejo 
em empregar o melhor dos seus esforços no 
serviço do Mestre. Eles, por certo, lhe ajudarão 
a dar estes primeiros passos, introduzindo-o 
paulatinamente nas atividades da igreja.
Q, | VERIOQUE 0 QUE VDCÊ APRENDEU
1. Quem disse: "sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei"?
2. O que faz o mordomo, na vida comum?
3. Cite a palavra chave nas relações entre o mordomo e o patrão.
4. O que significa a expressão: "achar fazendo assim"?
5. Qual o significado usual da palavra "talento" nos dias de hoje?
0 Discípulo e a Mordomia Cristã
COMENTÁRIO
D DISCÍPULO E
0 LOUVOR
"Eu te louvarei, Senhor, de todo o meu coração; contarei todas 
as tuas maravilhas. Em ti me alegrarei e saltarei de prazer; 
cantarei louvores ao teu nome, ó Altíssimo" (Salmos 9.1,2).
INTRODUÇÃO
Antes de você conhecer o evangelho 
de Cristo, é provável que tenha questio­
nado por diversas vezes: "Como podem os 
crentes permanecer tanto tempo na igreja 
cantando e declarando a Deus palavras de 
gratidão, exaltação e honra? O que pode­
ría motivá-los a isso? É possível alguém 
conhecer e ter tanta intimidade com o Ser 
divino, a ponto de declarar-lhe palavras elo­
giosas a respeito de sua natureza e de suas 
obras?" Hoje, certamente sua visão sobre 
Deus é bem diferente; você não só sente 
sua maravilhosa presença, mas usufrui 
de suas bênçãos e inteira proteção. Hoje, 
seu questionamento é bem diferente dos 
tempos em que você não conhecia a Deus. 
Agora você se pergunta: "Como posso 
expressar minha gratidão ao Senhor por 
tudo que Ele tem feito por mim? Onde e 
como posso adorá-lo?"
I. 0 QUE É LOUVAR
1. Definição. De modo abrangente, 
"louvar" significa magnificar, honrar, glo­
rificar, oferecer ação de graças, elogiar, 
adorar, aclamar. 0 ato do louvor implica 
a mais íntima comunhão com aquEle que 
está sendo louvado. Em sua essência, o 
louvor significa voluntariedade de espírito 
em adorar e servir ao Supremo Deus.
Discipulado Aluno 2
2. Louvar a Deus é regozijar-se em 
suas obras. Deus se compraz e se deleita 
em suas obras criadas (Gênesis 1; Sal­
mos 104.31; Provérbios 8.30,31) e toda 
a criação, incluindo os anjos, expressam 
sua alegria por meio do louvor (leia Jó 
38.4-7 e Apocalipse 4.6-11). O homem 
foi igualmente criado para regozijar-se 
nas obras de Deus (Salmos 90.14-18). 
O autêntico louvor brota de um coração 
contrito, cheio de gratidão e devoção 
ao Todo-Poderoso. Através do louvor o 
homem declara a natureza, os atributos 
e as obras de Deus. Quando ele sente 
e reconhece a majestade do Altíssimo, 
profere palavras de louvor e gratidão; 
palavras que expressam a grandeza, a 
perfeição e a soberania de Deus.
3. Louvar a Deus é muito mais que 
simplesmente agradecê-lo. Como pode­
mos engrandecer a Deus diante das mais 
diversas circunstâncias? Como podemos 
realmente manter um louvor constante? 
Louvar a Deus é mais elevado que ape­
nas verbalizar expressões de adoração, 
declarando ou reconhecendo as bênçãos 
concedidas por Ele.
A palavra "louvar" não pode ser con­
fundida com ação de graças. Alguém 
pode dizer: "Senhor, eu te louvo por 
nossa nova casa, nosso carro e todos 
os demais bens; louvo-te pelo meu 
aumento de salário e pela minha 
conta bancária", etc. Na verdade essas 
expressões indicam apenas gratidão, e 
não o verdadeiro louvor. Embora o agra­
decimento seja um aspecto importante 
de nosso processo de amadurecimento 
para o louvor pleno, não podemos per­
der de vista o verdadeiro âmago do lou­
vor - o próprio Deus. Devemos louvar 
ao Senhor pelo que Ele é, e não pelo que 
Ele faz e pode fazer por nós.
Abra sua Bíblia em Salmos 9.1,2 e 
complete o texto bíblico.
"Eu te louvarei, Senhor, de todo o 
meu___________ ; contarei todas as tuas
Em ti me_________e__________ de
prazer; cantarei louvores ao teu nome, 
ó Altíssimo."
4. Louvar a Deus é esquecer-se desi 
mesmo. Quando louvamos a Deus, deve­
mos nos esquecer de nós mesmos, de 
nossas necessidades e até das respostas 
que já recebemos. É necessário que nos 
concentremos somente em Deus, nas suas 
qualidades eternas, que não mudam: seu 
poder, sua fidelidade, seu amor, e todos os 
outros atributos que fazem parte de seu 
ser. No genuíno louvor, nossa atitude não 
é tanto a de estar pronto a receber, mas a 
de dar oferecendo a nós mesmos.
II. POR QUE LOUVAR A DEUS
1. Porque Ele é digno. Ser digno sig­
nifica "merecer", ter o direito. A Bíblia 
ensina, claramente, que o Senhor tem o 
direito ao primeiro lugar em nossas vidas 
e corações. É inconcebível ao homem 
adorar uma pedra, uma peça de madeira 
esculpida, uma ideologia bem arranjada 
ou mesmo um anjo poderoso. A Bíblia fala 
de pessoas que acreditavam em Deus, 
mas queriam adorar algumas coisas 
que pudessem ver ou imaginar em suas 
mentes. O Senhor, nosso Deus, é único e 
absoluto. Somente Ele é digno do nosso 
amor, serviço e adoração. É por estas e 
outras razões que o salmista nos convida 
a celebrarmos ao Senhor no Salmo 100: 
"Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os 
moradores da terra. Servi ao Senhor com 
alegria e apresentai-vos a ele com canto. 
Sabei que o Senhor é Deus; foi ele, e não 
nós, que nos fez povo seu e ovelhas do 
seu pasto. Entrai pelas portas dele com 
louvor e em seus átrios, com hinos; lou­
vai-o e bendizei o seu nome" (vv.l -4).
0 Discípulo e o Louvor
2. Porque fomos criados para lou­
vá-lo. A Bíblia afirma que o ser humano 
foi criado para adorar (Isaías 47.7); sua 
natureza o convida incessantemente a 
tributar honra a um ser supremo. Ou o 
homem se ocupará em louvar a Deus 
pelo que Ele é e faz por si só, bem como 
pelas suas qualidades eternas, ou então 
irá dirigir sua devoção para outro lugar. 
Mas quando o homem reconhece a Deus 
nos seus caminhos, nada pode deter o 
louvor que emana do seu interior.
III. AS BÊNÇÃOS PROVENIENTES DO 
LOUVOR
1. O louvor opera maravilhas. Muitos 
crentes dos dias atuais descobriram o 
segredo aprendido pelo povo de Deus há 
longo tempo. Quando o rei Josafá ordenou 
que os cantores louvassem a majestade 
santa do Senhor e que saíssem à frente do 
exército dizendo: "louvai o Senhor, porque 
a sua benignidade dura para sempre" (2 
Crônicas 20.21), o Senhor mandou embos­
cadas contra os inimigos e derrotou-os. 
Sim, o louvor traz vitórias, com a bênção 
de Deus, ainda nos dias de hoje.
Deus nos abençoará após o havermos 
louvado. Não apenas quando tudo vai bem. 
Nem tampouco quando estamos nos sen­
tindo bem de saúde física e espiritual. Não 
apenas quando nossas contas estão pagas 
ou temos uma boa soma na poupança. Mas 
exatamente em meio às adversidades - 
esta é a hora em que devemos bendizê-lo. 
Então Deus nos abençoará.
2. O louvor traz a resposta divina. O 
Salmo 22, no versículo 3 assegura-nos 
que o Senhor está “entronizado entre 
os louvores" do seu povo, isto é, habita 
entre aqueles que o louvam. Muitas vezes 
descobrimos que o louvor traz a presença 
de Deus aos nossos corações de uma 
maneira abençoada. Quando a tristeza 
sobrevêm, cânticos de louvor a dispersa­
rão. O famoso evangelista inglês, Smith 
Wigglesworth, costumava dizer "Se a sua 
segunda-feira amanhecer escura, perma­
neça por mais cinco minutos na cama 
para louvar ao Senhor". Temos inúmeras 
razões para louvar ao Senhor. Podemos 
agradecer-lhe as bênçãos naturais, a 
vida, a saúde, a força e até a capaci­
dade de trabalhar. Devemos agradecer 
ao Senhor o alimento que comemos. 
Jesus nos ofereceu o exemplo, dando 
graças antes de comer. Milhões de pes­
soas dormem e amanhecem famintas, 
mas nós, pela graça de Deus, temos 
tido condições de nos alimentar todos 
os dias. Devemos agradecer as bênçãos 
espirituais. O milagre da salvação por 
exemplo. Pense na vida eterna, livre do 
pecado e do inferno. No batismo com o 
Espírito Santo e no abençoado refrigério 
que vem do Senhor para as nossas almas.
3.0 louvor nos sintoniza com os céus. 
Quando louvamos ao Senhor, estamos 
na verdade em sintonia com a lingua­
gem celestial. Os céus estão plenos de 
louvor. Apocalipse 4 fala-nos dos quatro 
seres viventes e dos vinte e quatro anci­
ãos prostrados diante daquEle que se 
encontra no trono, dando glória e ação 
de graças, adorando o Eterno.
Apocalipse 5 fala-nos de uma multidão 
de anjos, de "milhões de milhões e milhares 
de milhares", louvando o cordeiro. Apoca­
lipse 7 conta-nos de uma grande multidão, 
adorando o Senhor em alta voz. Aqueles 
que se encontram aqui incomodados com o 
barulho que fazem os crentes louvando ao 
Senhor, terão de adaptar-se quando forem 
para os céus. Lá, o barulho será como a 
"voz de uma grande multidão, e como que 
a voz de muitas águas, e como que a voz 
de grandes trovões, que dizia: Aleluia! Pois 
já o Senhor, Deus Todo-Poderoso, reina". 
Leia Apocalipse 19.6.
DISCIPULADO
1. A adoração não é um passatempo, e nem 
uma atitude de louvor irrefletida (Romanos 
12.1), mas sim, é a expressão sacrificial de 
nosso ser a Deus; isso implica uma oferta 
completa de nosso afeto, bens e de todo o 
nosso trabalho. Nosso espírito só poderá 
penetrar na dimensão do louvor quando 
estivermos dispostos a oferecer o nosso 
melhor para Deus.
2. Louvar a Deus é o segredo para se acres­
centarem bênçãos à nossa vida. Portanto, 
tenha como norma básica em sua vida os 
seguintes versículos: "Alegrem-se e rego- 
zijem-se as nações, pois julgarás os povos 
com equidade, e governarás as nações sobre 
a terra. Louvem-te a ti, ó Deus, os povos, 
louvem-te os povos todos. Então, a terra 
dará o seu fruto; e Deus, o nosso Deus, nos 
abençoará. Deus nos abençoará, e todas as 
extremidades da terra o temerão" (Salmos 
67.4-7).
Q, | VERIFIQUE 0 QUE VOCÊ APRENDEU
1. O que significa louvar a Deus?
2. Como podemos identificar o autêntico louvor?
3. Louvar a Deus significa simplesmente agradecê-lo? Explique.
4. Por que devemos louvar a Deus?
5. Segundo a lição, quais são as bênçãos provenientes do louvor?
0 Discípulo e o Louvor
..-'""íÃs-
COMENTÁRIO para você, novo convertido. Como sempre 
aconteceu, ainda hoje é pelo batismo que 
o novo crente, a igreja e o mundo reco­
nhecem a identificação do batizado com 
Cristo e com a igreja local. Sem batismo 
ninguém é aceito como uma parte do 
povo de Deus na igreja. Sem fazer parte 
desse povo, dessa família de Deus, você 
fica impossibilitado de crescer espiritual­
mente conforme deseja o Senhor Jesus. 
Com a comunhão nutritiva da igreja, você 
crescerá dia após dia.
INTRODUÇÃO
Apesar de tudo que você aprendeu até 
aqui, é provável que ainda tenha dúvidas 
em relação à necessidade e à importância 
do batismo na experiência cristã. Talvez 
ainda esteja questionando: "Que mérito 
tem esse ritual para a minha vida com 
Deus? Qual o significado desse ato? Por 
que devo me batizar? O batismo é obri­
gatório ou opcional?"
I. A IMPORTÂNCIA DO BATISMO
O batismo é assunto de extrema 
importância tanto para a igreja quanto
II. 0 SIGNIFICADO DO BATISMO
1. Definição. Batismo significa 
"mergulho", "submersão". É a primeira 
ordenança de Cristo, através da qual
0 DISCÍPULO EO ? 
BATISMO NAS AGUAS | 
"De sorte que foram batizados os que de bom grado 
receberam a sua palavra; e, naquele dia, agregaram-se 
quase três mil almas" (Atos 2.41).
Discipulado Aluno 2
o novo convertido passa a fazer parte 
da igreja local.
2. Conceito. O batismo ilustra a expe­
riência da regeneração efetuada pelo 
Espírito Santo no pecador, experiência 
esta que se relaciona com a morte e a 
ressurreição de Jesus Cristo. Significa 
que quando o pecador aceita a Cristo 
como único e suficiente Salvador passa 
por uma transformação tão radical, que 
só pode ser explicada como sendo morte 
e sepultamento do velho ser e ressurrei­
ção de uma nova criatura para viver uma 
nova vida com Deus. Em outras palavras, 
quando o pecador aceita a morte de 
Jesus como morte vicária, isto é, para 
substituí-lo diante da justiça de Deus, 
morre também com Ele. Mas assim 
como Jesusnão ficou na sepultura, antes 
ressuscitou, o que nEle crê ressuscitou 
com Ele, para viver eternamente. Desse 
modo, o batismo simboliza a morte para 
o mundo e a ressurreição para uma nova 
vida de fé em Cristo Jesus.
É evidente que essa regeneração 
para uma nova vida de fé não se dá no 
momento em que a pessoa se batiza, 
mas sim no momento em que a pessoa 
se submete a Cristo pela fé. 0 batismo 
simboliza simplesmente uma realidade 
já alcançada pelo pecador.
III. A NECESSIDADE DO BATISMO
1. É necessário porque Cristo o orde­
nou. O batismo nas águas não é uma 
opção para o crente; é um mandamento 
do Senhor "Portanto, ide, ensinai todas 
as nações, batizando-as em nome do Pai, 
e do Filho, e do Espírito Santo" (Mateus 
28.19). Todo crente fiel e que de fato ama 
ao Senhor Jesus sentirá prazer em cumprir 
esse mandamento. A admissão no Reino 
de Deus se dá através da fé no sacrifício 
de Cristo associada ao verdadeiro arre­
pendimento. Todavia, é o ato do batismo 
que possibilita o acesso à igreja visível.
2. É necessário porque Cristo deu o 
exemplo. "Então, veio Jesus da Galileia 
ter com João junto do Jordão, para ser 
batizado por ele. Mas João opunha-se- 
-Ihe, dizendo: Eu careço de ser batizado 
por ti, e vens tu a mim? Jesus, porém, 
respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, 
porque assim nos convém cumprir toda 
a justiça. Então, ele o permitiu. E, sendo 
Jesus batizado, saiu logo da água, e 
eis que se lhe abriram os céus, e viu o 
Espírito de Deus descendo como pomba 
e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos 
céus dizia: Este é o meu Filho amado, em 
quem me comprazo" (Mateus 3.13-17).
Era da vontade de Deus que se bati­
zassem todos os que aceitassem o seu 
Reino, de que João Batista era o pre­
cursor. Por isso Jesus, que veio para 
instruí-lo, deu o exemplo, batizando-se 
também. Além disso, no batismo, Jesus 
estava se identificando com a raça de que 
veio ser representante para salvá-la. Se o 
próprio Jesus foi batizado, não há como 
se entender que um crente não o queira. 
A necessidade é evidente.
3. É necessário porque os crentes 
do início da igreja cristã nos deixaram o 
exemplo. Após terem sido cheios do Espí­
rito Santo e ouvirem o inflamado sermão 
do apóstolo Pedro, os primeiros crentes 
de Jerusalém não hesitaram diante da 
oportunidade de serem batizados: “De 
sorte que foram batizados os que de 
bom grado receberam a sua palavra; e, 
naquele dia, agregaram-se quase três 
mil almas" (Atos 2.41).
Agora vamos recapitular um pouco do 
que aprendemos neste ponto. Complete 
as lacunas abaixo de acordo com o texto.
O batismo nas águas não é uma 
opção para o crente; é um ________
_______________ do Senhor.
0 Discípulo e o Batismo nas Águas
A admissão no Reino de Deus se dá 
através da____________________asso­
ciada ao verdadeiro_________ .
IV. 0 MÉTODO BÍBLICO DO BATISMO
Água respingada sobre a cabeça, óleo 
na fronte e tantas outras invencionices que 
vemos por aí, não passam de criações do 
homem não respaldadas e nem ensina­
das pela Palavra de Deus. Por essa razão, 
orientamos os novos convertidos a se sub­
meterem unicamente ao batismo bíblico, 
que é imersão total, ou seja, mergulhar o 
corpo totalmente dentro da água.
Existem basicamente quatro evidên­
cias de que a forma bíblica do batismo 
é a imersão total: a evidência do texto 
bíblico; a evidência do significado da 
palavra batismo; a evidência da história 
e a evidência do simbolismo do batismo.
1. Evidência do texto bíblico. Os 
textos que narram o batismo de Jesus 
dizem: "E, logo que saiu da água...” (Mar­
cos 1.10). "E, sendo Jesus batizado, saiu 
logo da água..." (Mateus 3.16). O texto 
que narra o batismo do eunuco realizado 
por Filipe declara: "E mandou parar o 
carro, e desceram ambos à água, tanto 
Filipe como o eunuco, e o batizou. E, 
quando saíram da água..." (Atos 8.38,39).
Esses textos não deixam dúvida. É 
improvável que, vezes seguidas, os minis- 
trantes dos batismos tivessem que entrar 
na água com os que eram batizados, 
se fosse aspersão de água. Aliás, a ser 
assim, nem mesmo o candidato preci­
saria entrar na água. Você concorda?
2. Evidência do significado da palavra. 
Como afirmamos acima, a palavra vem 
do grego baptizo, que significa imergir 
completamente. Se a própria palavra 
traz esse sentido, é claro que todas as 
demais formas de batismo não passam 
de ensinamentos insignificantes e sem 
apoio nas Escrituras Sagradas.
3. Evidência da História. Os livros de 
História Eclesiástica ensinam que até o ano 
de 150 d.C. aproximadamente, só era pra­
ticada a imersão como forma de batismo.
4. Evidência do simbolismo do 
batismo. Desde que o batismo simboliza 
a morte, o sepultamento e a ressurreição, 
como já assinalamos anteriormente, a 
sua forma de administração não pode 
ser outra, a não ser a imersão total.
DISCIPULADO
Infelizmente, já existe no meio evangélico, 
algumas igrejas que negam a importância do 
batismo. Não deem ouvidos a tais pessoas, 
pois elas estão completamente distanciadas 
dos sagrados princípios bíblicos. Ninguém 
pode pertencer a uma igreja sem se submeter 
ao batismo, e uma pessoa que se negue a esse 
sublime ato, embora diga ser crente, estará 
oferecendo evidência de seu equívoco.
Na "Grande Comissão" registrada em Mateus 
28.19,20, Jesus nos mandou fazer discípulos, 
batizando-os e ensinando-lhes todas as 
coisas. É importante notar que todo o texto 
desta referência tem força de mandamento. 
O Novo Testamento, e especialmente o livro 
de Atos, nos mostra que os discípulos acei­
taram as palavras de Jesus como manda­
mento. Eles reconheceram a importância de 
fazer discípulos, batizar e ensinar.
É verdade que o batismo não salva, mas é 
necessário que você seja batizado conforme 
claramente ensina a Palavra de Deus.
O batismo nas águas é uma demonstração 
pública de que você morreu para o mundo (o 
velho homem) e está assumindo uma nova 
vida em Cristo: "Já estou crucificado com 
Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em 
mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a 
na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se 
entregou a si mesmo por mim" (Gálatas 2.20).
Discipulado Aluno 2
ANOTAÇÕES
Q, | VERIRQUE O QUE VOCÊ APRENDEU
1. Qual é a importância do batismo bíblico?
2. Qual é a definição de batismo, o que significa?
3. É no momento do batismo que o Espírito Santo efetua a regeneração no 
pecador?
4. O que simboliza o batismo?
5. Quais as evidências de que a forma bíblica do batismo é a imersão total?
0 Discípulo e o Batismo nas Águas 49
0 DISCÍPULO E
0 SANTA CEIA i
"Porque, todas as vezes que comerdes este pão e 
beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até 
que venha" (1 Coríntios 11.26).
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A ceia do Senhor foi instituída por 
Jesus na noite de quinta-feira de Pás­
coa, quando foi preso no Getsêmani. 
Primeiro, Ele participou da ceia pascal 
com os discípulos e depois instituiu a sua 
própria ceia, que haveria de comemorar 
sua morte pelos pecadores.
I. SIGNIFICADO E FINALIDADE DA 
SANTA CEIA
1. Em que base foi instituída a Santa 
Ceia? A Santa Ceia, instituída por Jesus, 
está baseada na ceia pascal dos judeus, 
que apontava para o passado e ao mesmo 
tempo para o futuro. Em relação ao pas­
sado, servia para comemorar a saída do 
Egito, onde o povo de Israel esteve em 
cativeiro durante mais de quatrocentos 
anos. E ao futuro, prefigurava o sacrifício 
do Messias.
O cordeiro pascal apontava para 
Jesus. Ele seria sacrificado como o 
"Cordeiro de Deus, que tira o pecado do 
mundo" (João 1.29). Através da morte 
de Cristo, uma nova aliança entre Deus 
e seu povo seria estabelecida, onde os 
laços de sangue seriam substituídos por 
laços de fé.
Na antiga aliança o povo de Deus 
era constituído pelos descendentes de 
Discipulado Aluno 2
Abraão; na nova, é constituído por todos 
aqueles que recebem Jesus como Sal­
vador e Senhor (João 1.11,12; Gálatas 
3.7-9). Portanto, foi necessário substituir 
a páscoa por uma celebração que repre­
sentasse a nova situação: A Santa Ceia.
2. Qualo significado da Santa Ceia. 
É a cerimônia mais solene da Igreja. A 
Santa Ceia simboliza a morte do Senhor 
em nosso lugar, na qualidade de Cordeiro 
Pascal, sacrificado para livrar-nos do 
pecado e da morte. Ela simboliza a liber­
tação de todos os pecadores: libertação 
do pecado, de Satanás e da morte. Assim 
como o sangue do cordeiro livrou os 
primogênitos dos israelitas da morte, o 
sangue de Jesus, nosso Cordeiro pascal 
(1 Coríntios 5.7), nos livra da morte eterna, 
da condenação ao inferno.
3. Para quem foi constituída? A Ceia 
foi instituída para ser celebrada pelos 
crentes biblicamente batizados e que 
estão em comunhão com sua igreja. Deve 
ser comemorada exclusivamente em 
reunião da igreja. Não deve ser celebrada 
por instituição alguma, a não ser a igreja.
4. Quais as finalidades da Santa Ceia? 
A Ceia do Senhor é uma cerimônia memo­
rial, isto é, que serve de lembrança.
a) Faz-nos lembrar da Pessoa e obra 
de Jesus Cristo. Pela sua comemoração 
os crentes relembram que Jesus morreu 
pelos seus pecados, e também que Ele 
voltará ao mundo para estabelecer o juízo 
final e o seu reino glorioso. Durante a Ceia 
o Espírito Santo atua nos crentes, esclare­
cendo-os a realidade do sofrimento, morte, 
ressurreição e ascensão de Jesus Cristo.
b) Une os crentes em amor pela 
comunhão com Jesus. Veja o que escre­
veu o apóstolo João: "Mas, se andarmos 
na luz, como ele na luz está, temos comu­
nhão uns com os outros, e o sangue de 
Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de 
todo pecado" (1 João 1.7).
II. ELEMENTOS QUE CONSTITUEM A CEIA
Os elementos da Ceia são dois: pão e 
vinho. 0 pão simboliza o corpo de Cristo, 
que pelos pecadores foi dado na cruz do 
Calvário. 0 vinho simboliza o sangue de 
Jesus derramado para remissão dos 
pecados da humanidade.
Agora vamos nos deter um pouco no 
significado de cada elemento da Ceia.
1. O significado do pão. Na ceia da 
Páscoa, que Jesus celebrou com seus 
discípulos na véspera da sua crucifica­
ção, Ele tomou um pedaço de pão, deu 
graças, partiu-o e o distribuiu a todos 
dizendo: "Fazei isso em memória de mim" 
(Lucas 22.19b).
Anteriormente, Jesus havia falado de 
si mesmo como sendo "o pão do céu" e o 
pão da vida. Ele foi o pão divino, dado aos 
homens por Deus; vindo do céu, sacri- 
ficou-se para alimentar com sua vida o 
mundo inteiro. Veja o que Ele disse: "Eu 
sou o pão da vida. Vossos pais comeram 
o maná no deserto e morreram. Este é o 
pão que desce do céu, para que o que dele 
comer não morra. Eu sou o pão vivo que 
desceu do céu; se alguém comer desse 
pão, viverá para sempre; e o pão que eu 
der é a minha carne, que eu darei pela 
vida do mundo" (João 6.48-51).
Ao receber o pão na Santa Ceia, 
recebemos, pela fé, a vida de Jesus. Da 
mesma forma que o pão fortalece nossos 
corpos físicos, a vida de Jesus nos dá 
força e energia espiritual.
2.0 significado do cálice. Após a ceia 
da Páscoa, com seus discípulos, Jesus 
tomou do cálice e disse: "Este cálice é o 
Novo Testamento no meu sangue; fazei 
isto, todas as vezes que beberdes, em 
memória de mim” (1 Coríntios 11.25). 
O cálice e o fruto da vide representam o 
sangue derramado de Jesus; significa 
também a nova aliança, selada com esse 
sangue vertido: "Este cálice é o Novo 
Testamento no meu sangue, que é derra­
mado por vós" (Lucas 22.20b). Trata-se 
do pacto predito pelo profeta Jeremias 
no capítulo 31.31 -34.
Jesus foi ao Monte das Oliveiras; ali, 
num jardim de nome Getsêmani, ajoe­
lhou-se para orar: "Pai”, disse Jesus, "se 
queres, passa de mim este cálice; todavia, 
não se faça a minha vontade, mas a tua" 
(Lucas 22.42). O temido "cálice" repre­
senta os pecados do mundo, que Ele iria 
levar. Tal peso ia ser muito mais terrível 
do que a dor física que Ele sofreria. Sua 
angústia foi tal que Ele suou grandes 
gotas de sangue naquela noite.
É importante que o professor escla­
reça ao novo convertido que os elemen­
tos da ceia não passam por nenhuma 
transformação, que permanecem inal­
teráveis em sua natureza; o pão, conti­
nua a ser pão e o vinho continua a ser 
vinho. O professor também deve deixar 
claro que a ceia não tem o poder de 
conferir qualquer graça especial a quem 
dela participa e que sua comemoração 
é feita simplesmente para lembrança 
da morte de Cristo. A bênção advinda 
da sua comemoração consiste somente 
em reavivar na mente dos participantes 
a obra de amor de Cristo Jesus, ense­
jando-lhes oportunidade de examinar a 
consciência e de renovar seus propósitos 
para com Deus.
III. COMO O CRENTE DEVE PARTICIPAR 
DA CEIA
O apóstolo Paulo revelou na pas­
sagem mencionada que os coríntios 
não estavam celebrando corretamente 
a ceia. Não a entendiam, e faziam dela 
um banquete em que uns comiam muito 
e outros nada tinham. Por isso Paulo 
lhes escreveu, orientando-os, para que 
entendessem a finalidade da ceia e a 
maneira adequada de sua celebração. 
De seus ensinos aos coríntios é conve­
niente destacar:
1. Com discernimento. É preciso que 
o crente participe da ceia com discer­
nimento. Isto é, entendendo o que ela 
significa e objetiva. Caso contrário, a 
transformará numa rotina fria e sem 
sentido.
2. Com exame de consciência. É pre­
ciso que o crente se examine antes de 
participar da ceia. Isso não quer dizer que 
deixe de participar, em certas circuns­
tâncias, e sim que se corrija, se estiver 
em falta, e com novo propósito participe 
da ordenança.
3. Com reverência. É preciso que o 
crente participe da ceia reverente e sole­
nemente em virtude do que ela repre­
senta: a morte de Jesus.
A Santa Ceia simboliza o sofrimento e a 
morte de Jesus. Não basta, porém, ficar­
mos comovidos com isto. Devemos pensar 
profundamente e aceitar a vitória ganha por 
Ele através da sua obra completa. A morte 
de Cristo não ocorreu em vão; Jesus assim 
cumpriu a incumbência recebida do seu Pai, 
e ganhou para si um povo santo e crente. 
A Santa Ceia é um ato comemorativo, não 
um ato sacrificial. Ela nos faz lembrar que 
Cristo "uma vez se manifestou, para aniqui­
lar o pecado pelo sacrifício de si mesmo" 
(Hebreus 9.26b).
A Ceia do Senhor não é um altar, sobre o qual 
Jesus Cristo se sacrifica repetidas vezes. 
Participamos da Ceia, dando graças pela 
morte sacrificial de Jesus já realizada em 
nosso favor. Desta forma, continuaremos 
proclamando a morte d Ele até que Ele venha 
de novo (1 Coríntios 11.26).
Discipulado Aluno 2
ANOTAÇÕES
Q VERIFIQUE O QUE VOCÊ APRENDEU
1. Quais são os elementos usados para celebrar a Ceia do Senhor?
2. Explique a simbologia dos elementos usados na Santa Ceia.
3. Qual é o propósito da Ceia do Senhor?
4. Por que é importante comemorarmos a Santa Ceia?
5. Com que Jesus selou o Novo Pacto com os homens?
0 Discípulo e a Santa Ceia
0 DISCÍPULO E
0 VOLTO DE JESUS
"Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trom- 
beta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incor­
ruptíveis, e nós seremos transformados" (1 Coríntios 15.52).
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Se alguém lhe fizesse algumas per­
guntas concernentes à volta de Cristo, o 
que você respondería? Saberia responder 
com convicção? Em que basearia sua res­
posta? Você já examinou as Escrituras a 
respeito desse importante tema? O que diz 
a Bíblia sobre o retorno de Jesus? A volta 
de Cristo é ensinada de maneira clara, 
definida e inequívoca na Palavra de Deus. 
Se você estudara Bíblia minuciosamente, 
descobrirá que, depois da doutrina da 
expiação, mediante o sangue de Cristo, 
não há verdade tão proeminente como 
a referente à Segunda vinda de Cristo.
Jesus mesmo falou diversas vezes > 
que retornaria a este mundo. Até os anjos I 
deixaram sua mensagem sobre esse I 
grandioso evento. Veja o que eles disse- I 
ram no momento da ascensão de Cristo: | 
"Esse Jesus, que dentre vós foi recebido I 
em cima no céu, há de vir assim como ' 
para o céu o vistes ir" (Atos 1.11b). O 
Espírito Santo, através dos tempos, tem | 
vivificado esta verdade nos corações de I 
todos os crentes em todas as épocas e j 
lugares. Leia João 14.1 -3; Atos1.1-11; 1 
1 Timóteo 4.1; João 16.13.
I. A CERTEZA DA VOLTA DE CRISTO
A Bíblia Sagrada relaciona enfatica­
mente a ressurreição dos mortos com 
Discipulado Aluno 2
a Segunda Vinda de Cristo. 0 apóstolo 
Paulo escreveu: "Não quero, porém, 
irmãos, que sejais ignorantes acerca 
dos que já dormem, para que não vos 
entristeçais, como os demais, que não 
têm esperança. Porque, se cremos que 
Jesus morreu e ressuscitou, assim tam­
bém aos que em Jesus dormem Deus 
os tornará a trazer com ele. [...] Porque 
o mesmo Senhor descerá do céu com 
alarido, e com voz de arcanjo, e com 
a trombeta de Deus; e os que morre­
ram em Cristo ressuscitarão primeiro; 
depois, nós, os que ficarmos vivos, 
seremos arrebatados juntamente com 
eles nas nuvens, a encontrar o Senhor 
nos ares, e assim estaremos sempre 
com o Senhor" (1 Tessalonicenses 
4.13,14,16,17). Esta certeza baseia-se 
nas seguintes razões:
1. Jesus mesmo afirmou que vol­
tará. Jesus prometeu voltar ao mundo 
para consumar sua obra. Ele disse aos 
discípulos: “Não se turbe o vosso cora­
ção; credes em Deus, crede também 
em mim. Na casa de meu Pai há mui­
tas moradas; se não fosse assim, eu 
vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos 
lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, 
virei outra vez e vos levarei para mim 
mesmo, para que, onde eu estiver, este­
jais vós também" (João 14.1-3). Esta 
promessa foi repetida várias vezes, de 
várias maneiras.
2. Os anjos afirmaram que Ele vol­
tará. Como já foi dito, no momento da 
ascensão de Jesus, estando os discípulos 
“com os olhos fitos no céu, enquanto ele 
subia, eis que junto deles se puseram 
dois varões vestidos de branco, os quais 
lhes disseram: Varões galileus, por que 
estais olhando para o céu? Esse Jesus, 
que dentre vós foi recebido em cima no 
céu, há de vir assim como para o céu o 
vistes ir" (Atos 1.10,11).
3.0 testemunho da Palavra de Deus 
afirma que Ele voltará. Só no Antigo 
Testamento existem cerca de 1527 
referências à Segunda Vinda de Cristo. 
No Novo Testamento, esse mesmo 
evento é mencionado por trezentos e 
dezenove vezes. Para cada vez que a 
primeira vinda de Cristo é mencionada, 
a Segunda é referida oito vezes. Capí­
tulos inteiros, como Mateus 24, Lucas 
21 e Marcos 13, foram dedicados ao 
ensino do segundo advento; e Cartas 
inteiras, como Primeira e Segunda Tes­
salonicenses, foram escritas, quase 
que especificamente, para tratar desse 
importante tema.
4. O testemunho da Ceia do Senhor 
afirma que Ele voltará. A cada vez que o 
crente se assenta à mesa do Senhor, está 
proclamando a sua fé na volta de Jesus. 
O Senhor mesmo disse: "...fazei isso em 
memória de mim..." (Lucas 22.19). O 
apóstolo Paulo acrescenta as seguintes 
palavras: "Porque, todas as vezes que 
comerdes este pão e beberdes este cálice, 
anunciais a morte do Senhor, até que 
venha" (1 Coríntios 11.26). A igreja haverá 
de celebrar a Ceia do Senhor para sem­
pre? Não. Haverá de celebrá-la enquanto 
Cristo não vier; e assim que ele retornar, 
nunca mais a Igreja terá de celebrar a Ceia 
memorial, porquanto é somente "até que 
Ele venha". Após isso, não teremos mais 
de nos lembrarmos dEle, porquanto Ele 
estará conosco para sempre.
5. Os sinais do fim dos tempos ates­
tam que Jesus voltará. Os sinais que 
ora se cumprem segundo as profecias, 
atestam que o principal dos grandes 
acontecimentos do fim dos tempos, está 
às portas, isto quer dizer que Jesus vem 
muito breve.
Quais são estes sinais? Eles estão 
descritos em Mateus 24.3-12. A Palavra 
de Deus diz que no final dos tempos 
0 Discípulo e a Volta de Jesus 55
haveríam falsos cristos, guerras, rumores 
de guerras, fomes, pestes, terremotos, 
perseguição, falsos profetas, multiplica­
ção da iniquidade, frieza espiritual, etc. 
Para complementar essa parte do estudo, 
leia Mateus 24.3-12 e Marcos 13.28-31.
II. DE QUE MANEIRA JESUS VOLTARÁ
1. A sua volta será em duas fases 
distintas. Em primeiro lugar virá buscar 
a sua noiva, isto é, abruptamente, "num 
momento, num abrir e fechar de olhos", 
levará os que se acharem preparados 
para a sua vinda. Esta fase refere-se ao 
“arrebatamento da Igreja". Ler 1 Coríntios 
15.52; 1 Tessalonicenses 4.17.
A segunda fase diz respeito à reve­
lação de Cristo em glória, ocasião em 
que nosso amado Salvador descerá no 
Monte das Oliveiras (leia Zacarias 14.4). 
Nesta etapa Jesus voltará com a Igreja a 
fim de restaurar o povo de Israel e erguer 
seu Reino de paz sobre a Terra.
Para enriquecer seus conhecimentos, 
leia todo o capítulo 4 e 5 da primeira 
epístola do apóstolo Paulo aos tessalo­
nicenses e todo o capítulo 2 da segunda.
III. QUANDO SE DARÁ A SEGUNDA VIN­
DA DE CRISTO
1. Ninguém sabe. Jesus virá como 
vem o ladrão, e ninguém pode prever o 
momento de um assalto (1 Tessaloni­
censes 5.2; Mateus 24.43,44). Ele próprio 
afirmou que nem os anjos sabem o dia e 
a hora, mas apenas o Pai: "Mas, daquele 
Dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos 
que estão no céu, nem o Filho, senão o 
Pai (Marcos 13.32,33). Por isso deixou 
a seguinte recomendação: "Vigiai, pois, 
porque não sabeis a que hora há de vir 
o vosso Senhor" (Mateus 24.42).
2. Jesus buscará sua Igreja antes 
que venha a "Grande Tributação". Os 
crentes hoje passam por muitas tribu- 
lações, porém, a "Grande Tribulação", 
descrita em Mateus 24.21 -29, somente 
irromperá após o Arrebatamento da 
Igreja. Portanto, os salvos, autênticos 
servos do Senhor Jesus, não passarão 
pela GrandeTribulação. Veja o que diz a 
Palavra de Deus a esse respeito: "Por­
que Deus não nos destinou para a ira, 
mas para a aquisição da salvação, por 
nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu 
por nós, para que, quer vigiemos, quer 
durmamos, vivamos juntamente com 
ele" (1 Tessalonicenses 5.9-11). Leia 
também Apocalipse 3.10.
IV. A VOLTA DE CRISTO CONSTITUI ES­
PERANÇA E CONSOLO PARA 0 CRENTE
1. A bendita esperança. O olhar 
do crente fiel deve percorrer os céus, 
“aguardando a bem-aventurada espe­
rança e o aparecimento da glória do 
grande Deus e nosso Senhor Jesus 
Cristo" (Tito 2.13). Anelamos e espe­
ramos o Filho de Deus que virá desde 
os céus: "assim também Cristo, ofere­
cendo-se uma vez, para tirar os peca­
dos de muitos, aparecerá segunda vez, 
sem pecado, aos que o esperam para 
a salvação" (Hebreus 9.28).
2. Consolo para o crente. A volta do 
Senhor Jesus também é motivo de con­
solo para todos os crentes. Veja o que o 
apóstolo Paulo escreveu aos tessaloni­
censes, ao concluir sua mensagem sobre 
o segundo advento de Cristo: "Portanto, 
consolai-vos uns aos outros com estas 
palavras" (1 Tessalonicenses 4.18).
Morte, separação, martírio, sacrifício, 
perseguição e qualquer outra coisa que 
aflija ao crente, perdem o seu poder e 
se tornam menos terríveis por causa 
da esperança consoladora da vinda do 
Senhor Jesus.
Discipulado Aluno 2
DISCIPULADO
1. Quem será arrebatado na vinda de Jesus? 
A pergunta é séria, mas simples. Quem vai 
para o altar com o noivo? A noiva, natural­
mente! Quem é a noiva de Cristo? O apóstolo 
Paulo escreveu que tinha preparado a Igreja, 
para apresentá-la como uma virgem a um 
noivo, a saber, Cristo, e queria adverti-la 
para que tomasse cuidado de não perder 
sua simplicidade (leia 2 Coríntios 11.2,3). 
Em apocalipse 19.7,8, está escrito que a 
Noiva está vestida da justiça dos santos. 
Sem estas vestes ninguém entra nas Bodas 
do Cordeiro (Mateus 22.11). E você, está 
cuidando de suas vestes a fim de que elas 
não sejam manchadas ou fiquem enruga­
das? Leia Efésios 5.27. Você tem mantido 
sua vida em santidade? A Bíblia diz que 
sem a santidade ninguém verá o Senhor 
(Hebreus 12.14).
2.0 ensino sobre a Segunda Vinda de Cristo 
também estimula o serviço cristão. Os 
crentes que ardentemente aguardam a volta 
de Cristo, reavaliam constantemente as 
prioridades que lhes governam a maneira de 
viver. Sempre colocam em primeiro lugar o 
Reino de Deus e a sua justiça. Não querem 
ser surpreendidos tendo as mãos vazias. 
Eles sabem que, um dia, todos teremos que 
comparecer ante o Tribunal de Cristo. Por 
isso alertamconstantemente seus parentes, 
amigos, conhecidos e os demais pecadores, 
a que estejam preparados para a vinda do 
Senhor. Você está preparado?
Q. | VERIFIQUE 0 QUE VOCÊ APRENDEU
1. Segundo Atos 1.11, o que disseram os anjos no momento em que Jesus 
ascendia aos céus?
2. Em que baseamos nossa certeza da volta de Cristo?
3. Quantas vezes a Segunda Vinda de Cristo é mencionada no Novo Testa­
mento?
4. A Igreja haverá de celebrar a Santa Ceia do Senhor para sempre? Por quê?
5. Quais são os principais sinais do fim dos tempos descritos em Mateus 
24.3-12?
0 Discípulo e a Volta de Jesus 57
0 DISCÍPULO E fl 
MISSÃO DE DISCIPULAR
“O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que 
também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão 
é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo" (1 João 1.3).
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Alimentar-se, crescer e multiplicar-se 
é uma lei biológica a que se sujeita todo o 
organismo vivo. A Igreja, como organismo 
vivo, alimenta-se da Palavra de Deus e da 
oração, cresce através da evangelização 
e se multiplica, quando cada novo crente, 
como você, alcança uma nova pessoa 
para Cristo.
Alcançar novas pessoas é o primeiro 
estágio, o primeiro degrau do crescimento 
espiritual. O segundo chama-se "envol­
vimento". Desde o momento em que 
você participa do curso de discipulado, 
que é o objetivo da presente revista, está 
envolvido com Deus e a Igreja. Agradeça 
ao Senhor por isso. Partilhe a sua expe­
riência com outros.
I. COMPARTILHANDO AS BÊNÇÃOS
1. Partilhe amor e comunhão. Na 
décima terceira lição da "Revista Dis- 
cipulado 1", você aprendeu sobre como 
alcançar novas pessoas para Cristo, e 
certamente já está colhendo os primei­
ros frutos do seu labor evangelístico. 
Agora você vai aprender o que fazer 
para que esses novos convertidos per­
maneçam na igreja e, assim como você, 
produzam bons frutos para o Reino 
de Deus.
Discipulado Aluno 2
Através de sua própria experiên­
cia, você sabe que um novo crente só 
permanece na igreja, quando se sente 
amado e se relaciona com outros, ou 
seja, quando é envolvido com a "grande 
família cristã", emocional e espiritual­
mente. Não haverá crescimento espi­
ritual fora do contexto da comunhão 
cristã. É seu dever, como o de cada 
membro do Corpo de Cristo, promover 
um ambiente favorável à convivência 
comunitária e de adoração, que são os 
elos que formam a relação de interde­
pendência entre as pessoas na igreja. 
Mesmo que alguns crentes antigos não 
ajam assim, faça a sua parte. Ame os 
novos convertidos e tenha comunhão 
com eles.
Lembre-se do dia em que você foi 
alcançado. Pense como foi o seu cres­
cimento desde então. Poderia ter sido 
melhor o tratamento e os cuidados que 
lhe deram na igreja?
Empenhe-se para que as pessoas 
que você está ganhando para Cristo 
recebam os cuidados necessários a um 
crescimento sadio na fé e na comunhão 
com a igreja. Assim deve ser o relacio­
namento cristão: "Conhecemos o amor 
nisto: que ele deu a sua vida por nós, e 
nós devemos dar a vida pelos irmãos" 
(1 João 3.16).
2. Ensine o que aprendeu. O novo 
convertido é como um recém-nascido, 
e necessita dos cuidados especiais de 
um bom pediatra e pai espiritual, para 
que possa alimentar-se do leite racional, 
não falsificado, e crescer na graça e no 
conhecimento de Deus através do ensino.
O novo crente necessita crescer 
em três dimensões: em conhecimento 
bíblico, em qualidade de vida espiritual 
e em serviço para Deus e a igreja. Assim 
como você cresceu em conhecimento e 
qualidade de vida, e está crescendo em 
serviço, é seu dever e privilégio fazer 
outros crescerem.
0 filho, através da qualidade do tes­
temunho de seu pai, se apropria dos 
mesmos hábitos, atitudes e costumes, 
aprende pelo exemplo e, a cada dia que 
passa, cresce em identidade com aquele 
de quem recebeu o ensinamento.
Você, agora como pai espiritual, cons­
trói vidas no poder do Espírito Santo. 
Use como alicerce a infalível e eficaz 
Palavra de Deus. Capacite seus “filhos 
na fé” a serem vencedores nas provas e 
tentações da vida. "E rogo que, à medida 
que você partilha sua fé com outros, ela 
domine também a vida deles, quando 
virem a abundância de coisas boas que 
há em você, proveniente de Cristo Jesus" 
(Filemom 6 - Bíblia Viva).
Sua meta de evangelização deve con­
tinuar até que o novo convertido (cada um 
deles) chegue a duplicar-se, garantindo 
assim o ciclo de crescimento de sua 
igreja. Eis como fazê-lo:
Em primeiro lugar, leve os novos 
convertidos a serem alunos assíduos 
da Classe de Novos Crentes da Escola 
Dominical. Realize pelo menos uma visita 
semanal e repasse com eles as lições 
que estiverem estudando. É extrema­
mente necessário que você acompanhe 
o desenvolvimento espiritual de cada 
pessoa que você levou a Cristo. Ao visi­
tá-los, esteja sempre munido de sua 
Bíblia e de alguns livros de comentários 
e estudos bíblicos.
No caso do novo crente morar longe 
de você ou da igreja, fale com o seu pastor 
para que ele estabeleça uma comissão 
de visitas ou, caso seja mais conveniente, 
faça o discipulado por correspondência. 
Cartas pessoais com estudos bíblicos 
simples, de uma só página, são um bom 
alimento espiritual para a nutrição dos 
novos crentes.
0 Discípulo e a Missão de Discipular
As classes de Novos Convertidos 
podem ser realizadas no templo ou nos 
lares, em qualquer dia ou hora, segundo 
as necessidades e os resultados da evan- 
gelização e do discipulado. É preferível 
que o discipulado seja realizado por uma 
pessoa que ensine a outra, ou um casal a 
outro. A obediência é o alicerce do cres­
cimento espiritual sadio. Leia e medite 
em Atos 2.42-47.
II. MODELOS DE ENVOLVIMENTO
1. Acompanhe outros novos crentes. 
Alguns se perdem, unicamente, por serem 
esquecidos e abandonados. É dever da 
igreja prover a cada novo convertido 
condições de crescimento espiritual. O 
evangelismo não pode ter por alvo apenas 
“ganhar almas", mas, também, "restaurar 
vidas" para o Senhor Jesus Cristo.
Faça parte da equipe de acompanha­
mento de novos crentes. Visite semanal­
mente cada novo convertido em seu lar, 
em dia e hora previamente marcados, 
durante os dois ou três primeiros meses 
de sua conversão. O testemunho pessoal 
do visitador é de grande valor para o 
fortalecimento da fé do novo crente. Fale 
com entusiasmo e convicção daquilo que 
Deus tem feito em sua vida. Partilhe suas 
experiências espirituais e suas vitórias.
2. Participe de estudos bíblicos nos 
lares. 0 livro de Atos realça alguns lares 
como verdadeiras extensões da Igreja. 
Nos três primeiros séculos, verdadei­
ramente os lares foram baluartes do 
ensino, no partir do pão e nas orações. 
Leia Atos 5.42.
É nosso dever restaurar o princípio 
bíblico por nós esquecido e, a exemplo 
dos que pertenciam às igrejas do Novo 
Testamento, utilizar os lares como uma 
agência de missões, de edificação e de 
reprodução espiritual.
0 registro do estudo da Palavra de 
Deus no crescimento e despertamento 
espiritual, na formação de discípulos, 
encontra-se na Bíblia e, especialmente, 
em Neemias 8.5.
3. Participe de grupos de oração nos 
lares. Há perfeita harmonia entre o estudo 
da Palavra de Deus e a oração. Na rea­
lidade, o primeiro depende do segundo, 
para que haja maior eficácia. Estudar a 
Bíblia é ler a carta do Pai amado, mas 
distante; orar é conversar amigavelmente 
com Ele.
0 Grupo de Oração nos lares se distin­
gue do Círculo de Oração. 0 segundo tem 
por finalidade básica a evangelização e o 
pronto socorro espiritual. O primeiro tem 
por objetivo o envolvimento, a integração, 
e a conservação dos frutos. O ensino 
sobre o poder e a prática da oração são 
armas que o crente tem para o combate.
4. Participe da equipe de correspon­
dência pessoal. A importância da corres­
pondência, tanto na evangelização como 
no discipulado, é vital. Paulo, em suas 
cartas pastorais (Tito, Timóteo, Filemom, 
etc), oferece um exemplo de correspon­
dência pessoal. As cartas destinadas 
às igrejas são verdadeiros mananciais 
de doutrina e orientaçõespráticas. 0 
método pode ser utilizado com grande 
sucesso ainda hoje.
Podemos utilizar a correspondên­
cia pessoal para evangelizar, edificar e 
integrar.
III. SEJA UM DISCIPULADOR
1. Trabalhando com disciplina. Você 
agora é um discipulador de novos cren­
tes. Saiba que é Deus quem chama, 
qualifica e capacita, através da igreja. 
Entretanto, alguns princípios vão ajudá- 
-lo no desenvolvimento do seu trabalho 
diário. Observe os pontos abaixo:
Discipulado Aluno 2
a) Seja disciplinado em tudo o que 
você fizer;
b) Organize todo seu trabalho do mês, 
dia após dia;
c) Anote todas as novas idéias e esta­
beleça suas metas;
d) Faça um plano de como alcançar 
suas metas e não desista enquanto não 
alcançá-las;
e) Resolva primeiro as pequenas coi­
sas e depois as mais complexas;
f) Não acumule tarefas;
g) Acredite na capacidade das pes­
soas que você está discipulando. Elas 
querem aprender e devem ser moti­
vadas;
h) Aprenda com Moisés. Exerça uma 
liderança espiritual positiva. Leia Êxodo 
35 e sublinhe os versículos 1, 3,10, 21, 
34 e 35.
Estabelecer alvos, ensinar, treinar, 
motivar outras pessoas, e depois reco­
nhecer que as pessoas aprenderam, tem 
como recompensa os frutos colhidos 
para o reino de Deus e o crescimento 
da igreja.
2. Trabalhando em grupos. O trabalho 
de discipulado deve ser realizado, prefe­
rencialmente, em pequenos grupos de 10 
a 12 pessoas, ou de uma a uma.
Se pessoas de seu grupo de oração, 
de estudo bíblico ou da Classe de Escola 
Dominical praticam atitudes que geram 
hostilidades e quebra de harmonia, se 
o seu relacionamento não tem sido o 
ideal, lembre-se: é você quem deve, por 
seu próprio comportamento e caráter, 
modificar o comportamento delas. Leia 
e medite em Hebreus 5.1 -4.
Recorde algumas atitudes que você 
está praticando:
- Exigir, primeiro de si mesmo, e 
depois dos outros, que a obra de Deus 
seja feita com amor, carinho, prontidão 
e obediência às orientações pastorais;
- Exigir, primeiro de si mesmo, e 
depois dos outros, que o trabalho para 
Deus seja feito nos melhores padrões de 
qualidade, e possa ser conferido e julgado 
pelo pastor ou supervisores. Jamais faça 
a obra de Deus relaxadamente.
- Exigir, primeiro de si mesmo, e 
depois dos outros, que os alvos, as metas 
e os planos estabelecidos sejam realizá­
veis e possam ser avaliados pelos seus 
resultados.
Recorde também algumas atitudes 
que devem ser evitadas pelo grupo:
- Não criticar nem depreciar outra 
pessoa diante do grupo. As críticas e 
correções de comportamento devem ser 
feitas em particular.
- Não despreze as coisas, por pare­
cerem pequenas. Para outras pessoas, 
podem ser muito importantes.
Como discípulo de Jesus Cristo, você pre­
cisa saber:
1. A melhor maneira de aprender é ensinar 
a outra pessoa o que se está estudando.
2.0 melhor ensino é aquele que ministramos 
com a nossa vida. Viva o que está ensinando. 
O contrário é hipocrisia.
3. Seja paciente e persistente em aprender 
e ensinar. Jamais desista.
4. Seja obediente às orientações de seu 
pastor. Ele é o seu melhor amigo e está 
interessado em seu crescimento espiritual 
e ministério pessoal.
5. Faça de cada aluno um amigo. De cada 
irmão um companheiro de oração. De sua 
vida uma fonte de felicidade para outras 
vidas. Tenha um coração de pai.
0 Discípulo e a Missão de Discipular
RNOTRÇÕES
Q. VERIFIQUE O QUE VOCÊ APRENDEU
1. A que se pode comparar um novo convertido?
2. Que tipo de crescimento o novo crente precisa alcançar?
3. Em que situação um novo crente tem mais chance de permanecer na igreja?
4. Cite dois princípios que o discipulador deve observar.
5. Na sua opinião, por que é importante fazer o acompanhamento de novos 
convertidos?
Discipulado Aluno 2
REVISÃO
QUESTIONÁRIO
Este é um questionário de revisão, com perguntas extraídas de todas as 
lições das revistas "Discipulado T'e "Discipulado 2". Responda-o e entre­
gue-o ao seu professor para que adquira o Certificado de Conclusão junto 
à CPAD.
Nome:_________________________________________Data:___ /___/__
1. Mencione, pelo menos, três títulos dados à Bíblia.
R.
2. Quais são, na Bíblia, os nomes mais comuns de Deus?
R.
3. Conforme Romanos 3.23, por que a salvação é necessária?
R.
4. Qual o significado da palavra "igreja"?
R.
5. O que significa orar?
R.
6. Qual a melhor definição para fé?
R.
7. Quais privilégios Deus prometera a Abraão pela sua obediência?
R.
8. O que significa entregar o dízimo?
R.
9. Cite os atributos que atestam a divindade do Espírito Santo.
R.
10. O que é o batismo no Espírito Santo?
R.
11. Qual o principal propósito do Dom de profecia? 
R.
Revisão 63
12. Em que consiste o fruto do Espírito na vida do cristão? 
R.
13. Por que devemos evangelizar?
R.
14. 0 que é impureza?
R.
15. Qual o propósito da Santa Ceia do Senhor?
R.
16. Qual é a definição de batismo, e o que significa?
R.
17. Quem disse: “sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei"?
R.
18. Do que o crente precisa desistir voluntariamente para perdoar? 
R.
19. O que é temperança?
R.
20.0 que acontece com o crente que não anda segundo o conselho dos ímpios? 
R.
21. Por que o lar é a expressão maior da unidade familiar?
R.
22. Quais são os agentes da tentação?
R.
23. O que significa louvar a Deus?
R.
24. O que acontece com os idólatras?
R.
25. Em que baseamos a nossa certeza da volta de Cristo?
R.
26. Que tipo de crescimento o novo crente precisa alcançar?
R.
Discipulado Aluno 2
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MAIS QUE UMAência semelhante. Veja o que ele relatou 
em Gálatas 1.14: "E, na minha nação 
excedia em judaísmo a muitos da minha 
idade, sendo extremamente zeloso das 
tradições de meus pais."
Paulo se considerava zeloso das tra­
dições de seus pais, excedendo na prática 
a muitos de sua idade. Mas quando a 
sua vida foi transformada, ele pronta­
mente mudou de rumo, tornando-se um 
ativo pregador do evangelho. Agora, leia 
em sua Bíblia o que ele escreveu mais 
adiante, nos versículos 15 e 16.
Se você fizer um levantamento crite­
rioso nas cartas de Paulo, vai descobrir 
quantas comunidades, nas regiões da 
Ásia e Europa, foram beneficiadas pela 
nova vida do apóstolo, que lhes pre­
gava a fé no Senhor Jesus. Ainda hoje, e 
enquanto Jesus não voltar, seus ensinos 
repercutem em todo o mundo porque ele 
resolveu ser uma bênção para os outros.
Vivenciar a sua nova fé através 
das boas obras é outra atitude que, de 
agora em diante, deve marcar a sua vida. 
Entenda bem esta verdade bíblica: você 
não pratica boas obras para ser salvo. 
Este caminho jamais leva o homem a 
Deus. Leia Efésios 2.8,9.
Você aprendeu, através da leitura 
do texto citado, que a salvação "é dom 
de Deus. Não vem das obras, para que 
ninguém se glorie". Mas se você já é salvo 
pela obra redentora de Cristo no Calvá­
rio, isto deve resultar em boas obras.
É por isso que está escrito: "Porque, 
assim como o corpo sem o espírito está 
morto, assim também a fé sem obras 
é morta" (Tiago 2.26). Portanto, esta 
é outra maneira de você ajudar a sua 
comunidade, mostrando que a sua nova 
fé está aliada à prática.
2. Uma nova esperança. A fé resulta 
também em esperança, a âncora da 
nossa salvação. Vale salientar que a 
esperança do cristão nunca morre, pois 
"o choro pode durar uma noite, mas a 
alegria vem pela manhã" (Salmos 30.5). 
Em outras palavras, esta esperança traz 
certeza, não só para a eternidade, mas 
também para a vida terrena. O salvo 
é, portanto, um idealista que, por força 
de sua fé, enxerga acima das circuns­
tâncias, para sempre viver em triunfo. 
E como tal, espalha o otimismo onde 
quer que chegue, contagiando os demais 
em busca da superação dos obstáculos 
aparentemente intransponíveis. Mas não 
termina aí. Quando se extingue a vida 
física, a nova esperança coloca-o no Céu, 
diante do trono de Deus, onde receberá os 
galardões pelos trabalhos aqui prestados, 
levando-se em conta as motivações de 
cada obra realizada. Leia 2 Coríntios 5.10.
II. UMA NOVA VIDA MORAL
1. O conceito bíblico de moral. É 
bom ficar claro que o conceito bíblico 
de moral é absoluto. Esta é uma área 
que não pode ser relativizada, como 
querem alguns. Eles condenam com 
dureza determinado pecado, mas em 
relação a outros preferem o caminho 
da omissão. Normalmente, quando este 
assunto é abordado, a primeira coisa 
que vem à tona é que se trata apenas 
de sexo. Mas segundo os padrões bíbli­
cos, isto implica também finanças, a 
palavra empenhada, a sinceridade no 
0 Discípulo e a Comunidade
lidar com os superiores e imediatos, a 
retidão no cumprimento das normas, o 
não comprometimento com os valores 
mundanos e o apego à ética cristã à 
toda prova. É preciso que todas estas 
áreas sejam consideradas, inclusive a 
sexual, no que tange ao nosso compor­
tamento perante a comunidade. Jesus 
disse: "Se a vossa justiça não exceder 
a dos escribas e fariseus, de modo 
nenhum entrareis no Reino dos céus" 
(Mateus 5.20). Leia 1 Coríntios 11.1.
2. Como somos vistos pela comu­
nidade? Vale a pena parar um pouco 
para refletirmos. Como o nosso com­
portamento está sendo refletido sobre a 
comunidade? Como as pessoas que nos 
cercam estão julgando a nossa maneira 
de pensar e agir? O que elas pensam 
acerca do uso que fazemos do dinheiro? 
Como elas encaram o nosso relaciona­
mento com o sexo oposto? Será que nos 
julgam cumpridores das normas que 
regulam as relações sociais?
Você agora é um novo crente e está 
iniciando uma nova vida. É provável que 
em alguns pontos o seu passado não 
tenha sido promissor. Em outros, talvez 
tenha tido um comportamento conside­
rado normal para os padrões gerais. Só 
que hoje você está vivendo na dimensão 
do Espírito Santo, e isto significa produzir 
frutos sadios que testemunhem diante 
dos homens a boa qualidade espiritual 
da árvore.
III. UMA NOVA VIDA SOCIAL
1. Novas relações sociais. Este ponto 
tem maior implicação com a área do 
relacionamento. Antes de converter-se, 
é provável que você, sob a alegação de 
convívio social, tenha frequentado luga­
res impróprios sem se dar conta do mal 
que isto representava. Mas seus olhos 
espirituais agora estão abertos para dis­
cernir quais são as boas amizades, que 
tipo de lugar pode ser frequentado sem 
colocar sua vida espiritual em risco, e 
como afastar-se daquelas situações que 
vão levá-lo, sem dúvida, ao fracasso. 
Nada melhor para este caso do que os 
conselhos do Salmo 1. Abra a sua Bíblia 
e leia-o agora mesmo.
Aí está, com toda a segurança, o refe­
rencial para você se orientar em suas 
novas relações sociais.
Há um texto da revista "Jovem Cris­
tão" (atual "Geração JC") que exemplifica 
bem o assunto que está sendo abordado, 
principalmente em relação à juventude.
"Sua turma de faculdade está 
armando uma tremenda festinha para 
comemorar o aniversário da pessoa 
mais simpática da sala. Vai ter muita 
comida, música, bebida, namoros de
É BOM FICAR CLARO 
! QUE D CONCEITO 
BÍBLICO DE MORRE É 
ABSOLUTO. ESTR É UMA 
ÁREA QUE NÃO PODE 
SER RELATIVIZADR, 
COMO QUEREM ALGUNS. 
ELES CONDENRM COM 
DUREZR DETERMINA­
DO PECADO, MAS EM 
RELAÇÃO R OUTROS 
PREFEREM 0 CRMINHO 
DR OMISSÃO. 
Discipulado Aluno 2
ocasião e sabe lá Deus o que mais. 
Ninguém vai faltar e se você não for, 
terá de passar a semana inteira expli­
cando o motivo.
"Há duas opções: ir e se comportar 
como um peixinho fora d'água, beber 
só refrigerante (se não tiver, vai água 
mesmo), ficar a léguas da pista de dança, 
só conversar com colegas do mesmo 
sexo e nunca, jamais, prestar atenção na 
música que está sendo tocada. Porém, 
é bom que se saiba: esta solução é invi­
ável, pois não condiz com o padrão de 
vida estabelecido pela Bíblia que, entre 
outras coisas, aconselha-nos a evitar a 
aparência do mal.
“A outra saída é recusar o convite, 
pois a tentação será grande, e é melhor 
ter problemas com os colegas de classe 
do que com aquele que o criou e será 
eternamente seu mais verdadeiro 
amigo.
"Caso você resolva contrariar seus 
princípios cristãos e opte pela primeira 
alternativa, é melhor ir-se preparando, 
pois terá de repetir a dose em todas as 
outras festinhas. E isso não será legal! 
Ah! não se esqueça também de pedir 
oração à sua tia, sua mãe, sua avó, ao 
Círculo de Oração... você vai precisar. 
Se decidir, porém, encarar os amigos e 
recusar o convite, fique tranquilo, eles 
não vão mais contar com você para as 
outras festas e a sua aparente covardia 
foi, na verdade, uma grande prova de 
coragem e domínio próprio."
A história que você acabou de ler é 
muito clara em seu significado. Mas, de 
qualquer maneira, fica a pergunta:
Você recusaria o convite e perderia 
a amizade dos amigos, ou aceitaria o 
convite e perderia a amizade de Deus?
2. O outro lado da vida social. Para 
concluir, há o outro lado da vida social 
que não pode ser deixado de lado. E 
aquele ensinado por Tiago que nos impõe 
o dever de ajudar socialmente os mais 
carentes da comunidade. Repartir um 
pouco do nosso pão com os pobres é 
tarefa que devemos desempenhar com 
amor, como resultado da salvação. 
Procure informar-se em sua igreja, pois 
normalmente ela dispõe de algum tipo 
de programa de ajuda aos menos favo­
recidos, no qual você pode envolver-se. 
Se você é empresário, lembre-se de ser 
justo nas relações trabalhistas com os 
seus funcionários, não defraudando os 
salários daqueles que trazem progresso 
à sua empresa. Leia Tiago 5.4-6. Se você 
é empregado, busque dedicar-se como 
se estivesse fazendo para o Senhor, que 
certamente vai recompensá-lo. Leia 1 
Timóteo 6.1,2.1. Faça uma lista das coisas que você vinha 
praticando e que descobriu, com esta lição, 
não serem compatíveis com o comporta­
mento cristão. Depois disso, ponha-se diante 
de Deus em oração, peça-lhe perdão em 
nome de Jesus. Ele vai mudar estas áreas 
de sua vida.
2. Procure desenvolver novas amizades, 
principalmente entre os crentes, e evite 
acompanhar os amigos de outrora, que aca­
barão levando-o para o caminho do mal se 
você não estiver bem firmado em Cristo. Há 
locais que não devem ser frequentados, sob 
pena de você fracassar na fé.
3. Não queira viver uma vida reclusa, pois 
o homem, por natureza, busca o compa­
nheirismo. Seja uma carta aberta e lida 
diante dos homens, sem que isto signifique 
envolvimento com os seus pecados, para que 
eles possam vir ao conhecimento de Cristo.
0 Discípulo e a Comunidade
I 7
ANOTAÇÕES
Q. VERIFIQUE O QUE VOCÊ APRENDEU
1. O que disse Jesus em sua oração sacerdotal?
2. Qual o significado daquela parte da oração?
3. Que tipo de experiência viveu Paulo, no contexto da lição?
4. Segundo Efésios 2.8,9, por que a salvação é dom de Deus, e não das obras?
5. O que acontece com o crente que não anda segundo o conselho dos ím­
pios?
Discipulado Aluno 2
0 DISCIPULLLE ?
0 LflR CRISTÃO i
"Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, 
escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram 
vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos 
amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A salvação que você recebeu, através 
de Jesus Cristo, resultará em grandes 
mudanças no seu modo de vida. A partir daí, 
você começou uma nova caminhada, onde, 
segundo a Bíblia, “tudo se fez novo". Isto 
inclui não só a vida pessoal, mas também 
a área do relacionamento. Esta "nova vida" 
toma forma na maneira como o crente se 
comporta no meio em que vive. Em outras 
palavras, ele não vive mais por si mesmo, 
mas todas as suas ações são fruto desta 
comunhão íntima com o Salvador, como 
disse o apóstolo Paulo:"... vivo, não mais 
eu, mas Cristo vive em mim" (Gálatas 2.20). 
O lar é o ponto de partida desta nova expe­
riência. É ali, junto aos familiares, que você 
pode e deve começar a pôr em prática a sua 
nova vida em Cristo, como testemunho da 
transformação que o conduziu a esta nova 
dimensão espiritual.
I. 0 QUE É O LAR
1. A família, a base do lar. O lar não é sim­
plesmente uma casa, onde a família se reúne. 
0 Discípulo e o Lar Cristão
É muito mais do que isto. É a dimensão física 
que traduz o propósito de Deus, ao instituir 
o casamento, através de nossos primeiros 
pais, Adão e Eva. (Leia Gênesis 2.18).
Jamais foi desejo de Deus que o 
homem vivesse uma vida solitária. Daí 
a decisão de fazer-lhe uma compa­
nheira. A ideia aqui é basicamente de 
companheirismo, solidariedade, respeito 
mútuo, e vida em comum. O lar é, por­
tanto, a expressão maior da unidade 
familiar, onde estas qualidades podem 
ser demonstradas na vida do casal e no 
seu relacionamento com os filhos.
2.0 lar, a base da sociedade. Os lares 
formam a sociedade. Lares desagregados 
vão também corresponder a uma socie­
dade desagregada. Esta é a razão pela qual 
Satanás procura subverter os princípios 
que regem o lar. Desta forma, ele sabe que 
pode destruir a sociedade. De que forma, 
ele faz isto? Disseminando a infidelidade 
conjugal, o desrespeito aos pais, a falta de 
diálogo no lar, o amor livre entre os jovens 
e instituindo outros valores que ferem a 
Palavra de Deus. É por isso que Josué, o 
líder que substituiu Moisés na liderança do 
povo de Israel, fez questão de confrontar 
seus liderados, diante da pressão exercida 
por outros povos que praticavam a idola­
tria. Ele partiu da base, o lar, para o todo: 
"Eu e a minha casa serviremos ao Senhor" 
(Josué 24.15). Ou seja, se as demais famí­
lias seguissem a mesma trilha, o povo de 
Israel seria fortalecido e ficaria imune às 
pressões externas.
Diante do que representa o lar para a 
sociedade, você, como novo crente, tem um 
importante papel a desempenhar, para que 
todos possam ser beneficiados pela sua 
nova vida em Cristo. Jesus mesmo disse: 
"Vós sois a luz do mundo" (Mateus 5.14). 
Luz, neste caso, significa que as trevas são 
afastadas e que existe segurança para a 
caminhada, pois os perigos são expostos 
pela claridade. Esta luz é você, que precisa 
iluminar a partir do seu próprio lar.
II. O LAR COMO EXTENSÃO DA IGREJA
1. O que significa o vocábulo Igreja? 
A palavra "Igreja" quer dizer "uma reu­
nião de pessoas chamadas para fora". 
Ou seja, um grupo de pessoas que saí­
ram de dentro do mundo (espiritual e 
não fisicamente) para juntas seguirem a 
Cristo. Neste sentido, todos os crentes, 
em qualquer parte do mundo, formam a 
Igreja. A palavra, Igreja, pode também ser 
aplicada aos crentes de um determinado 
lugar - isto é, a "igreja local".
Por consequência, a igreja é também 
formada pelos lares, assim como a socie­
dade. Portanto, quando você começou a 
frequentar a igreja na qual está servindo 
a Cristo, pôde observar que ela é cons­
tituída de indivíduos que pertencem a 
famílias distintas que, juntas, adoram a 
Deus em espírito e em verdade.
2. O lar, a extensão da igreja. Ora, 
diante da definição acima, é justo con­
siderar que o lar é a extensão da Igreja. 
Em outras palavras, isto quer dizer que o 
bom testemunho cristão deve começar 
a ser vivido no lar. Não é possível ter um 
"comportamento de crente" no templo, 
onde a igreja se reúne, e ter no lar um 
comportamento de incrédulo. As duas 
coisas não se combinam e significa que 
ainda não houve, de fato, conversão a 
Cristo. Mesmo que todos à sua volta 
não tenham sido salvos, se você se com­
portar como luz, no dizer do Mestre, as 
trevas não terão poder sobre a sua vida. 
É uma questão de lógica: elas não podem 
sobrepor-se à luz. Então lembre-se: onde 
você estiver, aí está a Igreja de Cristo, e 
isto inclui o lar. Faça dele o seu ponto 
de apoio para alcançar outros que ainda 
não conhecem a Cristo. Você é um ins­
trumento pelo qual a graça salvadora 
pode chegar aos seus parentes, vizinhos 
e amigos.
III. A VIDA CRISTÃ NO LAR
1.0 que é vida cristã? Definir vida cristã 
é simples. Agora vivê-la implica sério com­
promisso com Cristo. Veja o que o Mestre 
disse em Mateus 16.24: "Se alguém quiser 
vir após mim, renuncie-se a si mesmo, 
tome sobre si a sua cruz e siga-me." Isso 
significa que a vida cristã é o ato de seguir a 
Cristo, renunciando os interesses próprios, 
para que a vontade d El e prevaleça em todas 
as áreas que lhe são submetidas a partir 
da conversão. Repetindo o texto bíblico 
que foi usado no primeiro ponto deste 
comentário, é o ato de estar figuradamente 
crucificado com Cristo, para que Ele viva 
através de nós. Aqueles que nos virem, 
portanto, observarão em nossa vida não 
a nós mesmos, mas as marcas do caráter 
de Cristo.
NÃO É POSSÍVEL TER UM 
‘COMPORTAMENTO DE 
CRENTE’NO TEMPLO, ONDE 
AIGREJA SE REÚNE, E TER 
NO LRR UM COMPORTA­
MENTO DE INCRÉDULO. 
AS DUAS COISAS NÃO SE 
COMBINAM ESIGNIF1CA 
QUE AINDR NÃO HOUVE, 
DE FRTO, CONVERSÃO R 
CRISTO.
É óbvio que, do ponto de vista de 
Deus, isto é um processo, no qual somos 
aperfeiçoados dia a dia. O profeta Oseias 
escreveu: "Conheçamos, e prossigamos 
em conhecer ao Senhor" (Oseias 6.3a). 
Quando você é apresentado a uma pessoa 
pela primeira vez, jamais irá conhecê-la 
plenamente no primeiro contato. Este 
conhecimento será progressivo, à medida 
que o tempo passa, e ainda assim muitas 
coisas ficarão encobertas. Com a vida 
cristã, em certo sentido, é a mesma coisa. 
O aprendizado é diário, aos pés de Cristo, 
até que se alcance a maturidade espiri­
tual. Paulo definiu este processo dizendo: 
"Irmãos, quanto a mim, não julgo que o 
haja alcançado; mas uma coisa faço, e é 
que, esquecendo-me das coisas que atrás 
ficam e avançando para as que estão diante 
de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio 
da soberana vocação de Deus em Cristo 
Jesus" (Filipenses 3.13,14).
Esquecer as coisas que atrásficam 
não significa permanecer parado 
remoendo as imperfeições. Ao contrário, 
precisamos aprender com os erros do 
passado, para que eles não sejam repe­
tidos. Prosseguir para o alvo é entender 
que a vida cristã não é uma caminhada 
sem destino, mas há um norte para o qual 
todos os crentes avançam: é o prêmio 
da soberana vocação em Cristo Jesus.
2. Como viver a vida cristã no lar. Como 
você já aprendeu, fica claro que, a partir 
da conversão, sua vida mudou. Agora, 
as suas motivações são outras. Isto vai 
refletir em seu comportamento no lar. Tem 
de ser assim. Mas como viver esta nova 
vida no lar, principalmente, se os demais 
familiares não forem crentes? Você não 
pode partir para o extremo e impor, pela 
força, a conversão de seus parentes. A 
Palavra de Deus diz: "Não por força, nem 
por violência, mas pelo meu Espírito, diz 
o Senhor dos Exércitos" (Zacarias 4.6).
0 Discípulo e o Lar Cristão
É o Espírito Santo quem faz a obra, 
sem necessidade da força ou violência. 
Não é, também, recomendável extrapolar 
os limites de sua liberdade e "perturbar" 
os demais familiares nos momentos ino­
portunos. Isto pode fechar as portas para 
o evangelho. Então, o que fazer? Seja pru­
dente, sem que isto signifique falta de ação. 
Procure ser um observador atento das 
oportunidades e aproveite-as com cuidado, 
para mostrar o amor de Jesus. Procure 
deixar que o testemunho de suas próprias 
ações fale, sem palavras, pois soará mais 
alto do que qualquer outra coisa.
Se você é um pai de família, pode 
lentamente introduzir o culto domés­
tico, levando a esposa e os filhos a 
participarem com alegria da reunião. 
Levá-los à igreja depois será uma ques­
tão de tempo.
Se você é a esposa, pode até começar 
o culto doméstico, mas primeiro bus­
que a concordância do marido, para que 
isto não seja fator de desagregação. 
Outra coisa: é importante participar das 
reuniões da igreja, mas não abandone 
o marido e os filhos à própria sorte. A 
Bíblia não aprova este tipo de conduta. 
Procure primeiro cuidar das obrigações 
do lar. Depois vá aos cultos, sem prejuízo 
da família. Muitas mulheres que agiram 
desta forma, ganharam os seus maridos 
para Cristo.
Se você é filho, aja do mesmo modo. 
Seja obediente aos pais, cumpra as suas 
obrigações filiais e mostre que a rebeldia 
é coisa do passado. Se você for induzido 
a alguma prática incompatível com a fé 
cristã, seja educado e responda, com 
mansidão, que você agora tem outro 
projeto de vida: o de servir a Cristo de 
todo o coração.
Não se esqueça: o que você foi no 
passado e o que é agora vão ter grande 
influência sobre aqueles que o cercam.
NÃOÉ,TAMBÉM,RECO-
V MENDRVEL EXTRAPOLAR
OS LIMITES DE SUA LIBERDA­
DE E ‘PERTUBAR’ OS DEMAIS 
FAMILIARES NOS MOMEN­
TOS INOPORTUNOS. ISTO 
PODE FECHAR AS PORTAS 
PARA 0 EVANGELHO.
Finalmente, você pode fazer o mais 
importante: estabeleça um programa pes­
soal e diário de oração e leitura da Palavra 
de Deus. Descubra um horário que lhe seja 
mais oportuno, de modo que você possa 
ficar a sós no seu quarto. Leia a Bíblia, o 
verdadeiro alimento para a sua alma, e ore 
para que o seu testemunho, como crente, 
seja um poder de atração para levar os 
seus familiares aos pés de Cristo.
DISCIPULADO
1. Você deseja que seus familiares experi­
mentem a mesma bênção que agora des­
fruta. Convide-os, portanto, a participar 
de um culto na igreja onde você congrega. 
Este poderá ser o ponto de partida para que 
eles cheguem ao conhecimento de Cristo.
2. Se possível, convide pessoas maduras 
de sua igreja para visitar os seus familia­
res. Mas faça-o de modo que a visita seja 
recebida sem constrangimento e que sejam 
crentes que não venham criar dificuldades.
3. Se os seus familiares gostam de ler, presen­
teie-os com livros evangélicos, principalmente 
aqueles que trazem testemunhos marcantes 
que podem tocar em seus corações.
Discipulado Aluno 2
ANOTAÇÕES
Q. VERIFIQUE O QUE VOCÊ APRENDEU
1. Quem disse: "vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim"?
2. Por que Deus criou a companheira para o homem?
3. Por que o lar é a expressão maior da unidade familiar?
4. O que significa a expressão: "Vós sois a luz do mundo"?
5. Por que o lar é a extensão da igreja?
0 Discípulo e o Lar Cristão
0 DISCÍPULO E u
RTENTRÇRO
"Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; 
porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém |
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Por intermédio da tentação, o 
pecado entrou no mundo. Ela não pro­
cede de Deus, mas é permitida por Ele, 
até o ponto que você possa suportá-la, 
para provar o seu grau de obediência 
e amor à sua Palavra. Veja o que nos 
diz Tiago: "Bem-aventurado o varão 
que sofre a tentação; porque, quando 
for provado, receberá a coroa da vida, 
a qual o Senhor tem prometido aos que 
o amam" (1.12).
Mas, afinal de contas, o que é ten­
tação? São pensamentos que invadem
a mente humana e tentam seduzi-la 
para a prática do mal, que contraria a 
vontade de Deus. É, portanto, de pro­
cedência maligna. Ela não se constitui 
em pecado, se não for consumada. Às 
vezes, surge como algo vantajoso, ou 
seja, uma oportunidade que não pode 
ser desperdiçada. Neste momento, você 
deve examiná-la e constatar, que se 
ceder àquela vontade, será o único pre­
judicado. Por isso, Jesus recomendou: 
"Vigiai e orai, para que não entreis em 
tentação: na verdade, o espírito está 
pronto, mas a carne é fraca" (Mateus 
26.41). 0 próprio Filho de Deus foi o 
mais tentado de todos os homens, mas 
venceu a todas, porque sempre viveu em 
Discipulado Aluno 2
jejum e oração. Após ser batizado nas 
águas do rio Jordão, Jesus foi conduzido 
pelo Espírito Santo, para um período 
de preparação, antes de iniciar o seu 
ministério terreno. Depois de 40 dias 
sem comer, o Diabo apareceu e pro- 
pôs-lhe que transformasse pedras em 
pães. Cristo respondeu: "Está escrito: 
Nem só de pão viverá o homem, mas de 
toda a palavra que sai da boca de Deus" 
(Mateus 4.4). Por mais duas vezes, nesta 
ocasião, Satanás empenhou-se para 
que Cristo cedesse às tentações pro­
postas, mas não conseguiu. Se vigiar­
mos e orarmos, estaremos preparados, 
assim como o Salvador, para vencer a 
todas as investidas do Inimigo.
I. AGENTES DA TENTAÇÃO
Agentes da tentação são os meios 
pelos quais o cristão é seduzido para 
pecar contra Deus. Eles atuam como 
uma força ativa, que tenta lhe afastar 
de Deus pela prática do pecado. Por 
seu intermédio, os crentes aprendem a 
ser pacientes, caso não permitam que 
estes poderes os dominem. Mas Jesus 
nos garante a vitória porque Ele sempre 
foi vencedor, e nos afirmou: "Tende bom 
ânimo, eu venci o mundo” (João 16.33). 
Os principais agentes são:
1.0 Diabo. Lúcifer era o ser celestial 
de maior projeção entre os anjos, criados 
por Deus. Desejoso de tornar-se igual ao 
seu Criador, formou um bem equipado 
exército angelical e marchou contra o 
Todo-Poderoso. Derrotado, foi destituído 
de sua glória e, de anjo de luz, o signifi­
cado de seu antigo nome, transformou-se 
em príncipe das trevas, e foi expulso 
da presença de seu Senhor. Indignado, 
declarou-se o maior inimigo de Deus, 
e passou a ser chamado Satanás, que 
significa adversário.
Consumido pela inveja, o Diabo arqui­
tetou um plano para derrubar o homem, 
o ser criado à imagem e semelhança de 
Deus. Usou a serpente, um dos animais 
que habitavam no Jardim do Éden e, atra­
vés da tentação, conduziu Adão e Eva, e 
seus descendentes, à condenação eterna. 
Abra sua Bíblia, e leia Gênesis 3.4,5.
0 Diabo atua sorrateiramente, de 
maneira que nem percebemos ser ele 
o mentor de muitas tentações, com as 
quais deparamos no nosso dia a dia.
Abra novamente sua Bíblia, leia 1 Pedro 
5.8, e complete as lacunas: "Sede sóbrios; 
vigiai; porque o______________ , vosso
adversário, anda em________________ ,
bramando como leão, buscando a quem 
possa____________
"Mas a vitória é nossa: pelo sangue 
de Jesus".
2.0 mundo. O apóstolo João, escreveu 
o seguinte: "Sabemos que somos de Deus, 
e que todo o mundo está no maligno" (1 
João 5.19).A expressão final deste ver­
sículo diz: “que todo o mundo está no 
maligno”. Isto significa que Satanás, ao ser 
expulso do Céu, estabeleceu a sua morada 
nos ares, de onde comanda as ações dos 
demônios entre os homens. Então, a fer­
tilidade da mente humana, irrigada pela 
maldade satânica, tem criado meios que 
chamamos de mundanismo, os quais con­
duzem a humanidade à perdição.
Leia Tito 2.12 e responda:
1. Quais concupiscências o crente 
deve renunciar?
2. Como o crente deve viver neste 
presente século?
Com a queda do homem, através da 
tentação no Jardim do Éden, a natureza 
humana ficou sujeita ao pecado. Por si só, 
o ser humano não é capaz de vencer as 
muitas tentações que o atacam no decor­
rer de sua vida terrena, à semelhança de 
um vírus que se prolifera rapidamente 
0 Discípulo e a Tentação
quando encontra o local apropriado. A 
tendência para o pecado está impregnada 
em todo o seu ser. Só mediante o sepul- 
tamento do velho homem, conseguimos 
restabelecer a natureza decaída, através 
do Novo Nascimento. Assim, as forças 
que o dominavam são destruídas e você 
passa a viver em novidade de vida.
3. A carne. A sensualidade manifesta- 
-se através da carne. Ela declara guerra 
ao espírito que deseja agradar a Deus. 
E sempre é a vencedora. Só consegui­
mos vencê-la, através da mortificação, 
alcançada por intermédio da oração, da 
consagração e do jejum.
Seacarnenãoestiversubjugadaaoespí- 
rito, por intermédio da_________________ ,
____________________ edo_____________, 
jamais o crente vencerá as tentações, pois 
ela atua como um veículo que conduz o 
crente à prática do pecado.
Leia Tiago 1.14 e 15, e complete: "Mas 
cada um é______________ .quando atraído
e engodado pela____________________ .
Depois, havendo a concupiscência conce­
bido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo 
consumado, gera a morte".
II. A TENTAÇÃO SE MANIFESTA ATRAVÉS
1. Do Corpo. 0 homem possui neces­
sidades básicas e, por intermédio dos 
instintos de sobrevivência, ele procura 
satisfazê-las. Até aí, tudo bem: não há 
nada de anormal nisso! No entanto, o 
corpo se torna um dos principais veí­
culos para a consumação da tentação, 
por causa do desejo desenfreado que o 
domina em consequência do pecado. 
Agora, o seu corpo é santo e o que você 
faz, por intermédio dele, contribui para a 
sua santificação: o sexo no casamento, 
a alimentação, a água, o nosso trabalho, 
etc., é de grande valia para sua existência. 
Tem, portanto, a aprovação divina. Não 
faça como o irmão mais velho de Jacó. 
Esaú, por causa da fome, rejeitou a sua 
primogenitura e a trocou por um prato 
de lentilha. Leia Gênesis 25.32 e 34. 0 
corpo, portanto, foi o instrumento eficaz 
para tomar, do filho mais velho de Isaque, 
o direito da bênção patriarcal.
2. Da alma. Sabemos que a alma se 
manifesta com o mundo exterior atra­
vés dos sentidos. Ela também precisa 
ser "lavada" pela Palavra de Deus, para 
alcançar a autêntica purificação. Por 
isso, o apóstolo Paulo, ao escrever sua 
segunda carta aos Coríntios, demonstrou 
sua preocupação: "Mas temo que, assim 
como a serpente enganou Eva com a sua 
astúcia, assim também sejam de alguma 
sorte corrompidos os vossos sentidos e 
se apartem da simplicidade que há em 
Cristo" (2 Coríntios 11.3).
3. Do espírito. 0 espírito e a alma 
são inseparáveis e constituem o homem 
interior. Se este ser não é convertido, 
os dois elementos, que o compõem, 
contribuem para a consumação do 
pecado, através do corpo. Por isso,
AGENTES DA TENTAÇÃO 
* SÃO OS MEIOS PELOS
QUAIS 0 CRISTÃO É 
SEDUZIDO PARA PECAR 
CONTRA DEUS. ELES ATU­
AM COMO UMA FORÇA 
ATIVA, QUE TENTA LHE 
AFASTAR DE DEUS PELA 
PRÃTICA DO PECADO. 
Discipulado Aluno 2
é necessária a atuação do Espírito 
Santo na limpeza do coração humano, 
conforme lemos em Tito 3.5: "Não pelas 
obras de justiça que houvéssemos feito, 
mas, segundo a sua misericórdia, nos 
salvou pela lavagem da regeneração e 
da renovação do Espírito Santo".
Leia Hebreus 4.12 e preencha as 
lacunas: "Porque a palavra de Deus 
é__________ e_____________ , e mais
____________ do que espada alguma de 
dois gumes, e penetra até a divisão da 
_________________ e do___________ 
Conclui-se, então, que o Espírito Santo, 
através da mensagem bíblica, renova o 
homem interior.
III. COMO VENCEMOS AS TENTAÇÕES
1. Resistindo. Sabemos que o Diabo 
é o mentor da primeira tentação, no Jar­
dim do Éden, ocasião em que os nossos 
primeiros pais acreditaram nas pala­
vras dele e foram destituídos da glória 
de Deus. Hoje, com a ajuda do Espírito 
Santo e o revestimento de poder, temos 
de resistir às astutas ciladas de Satanás 
que investe contra nós para nos der­
rubar. Tiago, no capítulo 4, versículo 7, 
declara: “Sujeitai-vos pois a Deus, resisti 
ao diabo, e ele fugirá de vós". Só mediante 
esta sujeição à vontade do Senhor é que 
conseguimos vencer o Inimigo no seu 
intento de nos destruir. E esta vitória é 
alcançada através da oração, da leitura 
da Bíblia e da estreita comunhão com o 
nosso Criador.
2. Fugindo. Há um ditado popular 
que declara: "Mente vazia é oficina de 
Satanás". Estejamos sempre ocupados 
na realização de alguma coisa boa, para 
que o Diabo não se aproveite da situação 
e nos induza à tentação. Não é covardia 
de nossa parte fugirmos da oportunidade 
de pecarmos.
Sublinhe a expressão correta: Fugir 
da tentação é:
Covardia ou prudência
Fraqueza ou fortaleza 
Vontade de Deus
Quanto ao Diabo a ordem é resis­
tir, e quanto à tentação é _________
3. Reavaliando-se. A cada dia que se 
passa em nossa vida devemos fazer uma 
introspecção para constatarmos qual o 
grau do nosso crescimento espiritual. Se 
algo nos impede de sermos mais santos 
hoje do que fomos ontem, é o momento 
propício de mudarmos de atitude, a fim 
de que a nossa santificação seja uma 
constante até o fim de nossa jornada 
aqui na Terra. A Bíblia nos recomenda 
em Apocalipse 22.11: "Quem é santo, 
seja santificado ainda”.
Não nos esqueçamos de que "o 
sangue de Jesus nos purifica de todo o 
pecado". Se, porventura, a tentação con­
seguir vencê-lo, não se desespere. Con­
fesse sua falta a Jesus, peça-lhe perdão, 
e amadureça, para que possa suplantá-la 
na próxima vez que ela se apresentar!
1. Um velho ditado afirma: “Há males que 
vêm para o bem". A tentação é um deles. Se 
ela vier, não se desespere. Aproveite para 
orar mais, jejuar e ler a Bíblia. Você é um 
vencedor. Jesus foi o mais tentado de todos 
os homens e jamais foi derrotado.
2. Entregue completamente a sua vida nas 
mãos de Deus e seja vitorioso em todas as 
situações difíceis de sua vida.
3. Não se esqueça de que a tentação só se 
caracteriza em pecado quando você cede à 
sua vontade. Por isso, é conveniente fugir 
sempre de pessoas, objetos e lugares que 
nos conduzem à tentação.
0 Discípulo e a Tentação
ANOTAÇÕES
VERIFIQUE O QUE VOCÊ APRENDEU
1. Quem introduziu a tentação no mundo?
2. Quais são os agentes da tentação?
3. Por intermédio de quem se manifesta a tentação?
4. Como vencemos a tentação?
5. É um ato de covardia fugir da tentação, ou é a manifesta vontade de Deus?
Discipulado Aluno 2
0 DISCÍPULO 
E A IMPUREZA
“E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si 
mesmo, como também ele é puro" (1 João 3.3).
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A vida cristã exige constante vigilância, 
perseverança e santidade do discípulo em 
sua caminhada à Nova Jerusalém, onde 
só os puros habitarão (Apocalipse 21.27). 
Todavia, a Escritura declara que “a vereda 
dos justos é como a luz da aurora que vai 
brilhando mais e mais até ser dia perfeito" 
(Provérbios 4.18). Você, ao aceitar Jesus 
como seu Salvador, iniciou a jornada para 
o Céu e, passo a passo, o Espírito Santo 
o ajuda a palmilhar este glorioso, difícil e 
estreito caminho: o da renúncia completa 
de si mesmo, através da purificação con­
tínua do espírito, da alma e do corpo, para 
que alcance a perfeição em Cristo Jesus. 
Nesta lição, você conhecerá o maior obstá­
culo à santificação do cristão: a impureza.
I. A IMPUREZA, UM OBSTÁCULO À SAN­TIFICAÇÃO
Os dicionários definem o termo 
impureza como: "sujeira; contaminação; 
imundícia; pecaminosidade; mácula", etc. 
Assim, o que se encontra em estado de 
impureza está ou é impuro, imundo, con­
taminado, sujo, sórdido, sensual, lúbrico, 
inquinado, imoral, obsceno, etc.
1. Israel, um povo chamado para ser 
santo. O Antigo Testamento enfoca a 
impureza no sentido físico e moral. Os
0 Discípulo e a Impureza
pagãos eram considerados impuros por­
que não conheciam os preceitos dos 
hebreus quanto aos alimentos, à limpeza 
dos utensílios domésticos, etc. Eram 
considerados imundos também os que 
tocassem em cadáver humano ou de 
animal, os leprosos e os que tivessem 
fluxo sanguíneo ou purulento; a mulher, 
durante a menstruação e após o parto 
(de menino, 40 dias; de menina 80). Leia 
Levítico capítulos 11,12,13 e 15.
Você deve estar perguntando o porquê 
deste cerimonial de purificação, ao qual o 
povo hebreu tinha de submeter-se. Consi­
dere: Israel havia sido escolhido por Deus 
para ser um povo santo, separado dos 
povos pagãos entre os quais habitava. 
Estes praticavam toda sorte de imoralidade 
e cultuavam várias divindades obscenas 
(na verdade, demônios). Não faziam dis­
tinção entre o puro e o impuro. Viviam nas 
trevas da ignorância e do pecado. Todavia, 
o Senhor, desde o pecado de Adão, no 
Éden, prometera a redenção da huma­
nidade, através da semente da mulher 
(Gênesis 3.15). Por meio de Israel, Jeová 
tomar-se-ia conhecido como o verdadeiro 
objeto de adoração de todos os povos. O 
Senhor exigia santidade. Ser santo era um 
imperativo para Israel. Significa apartar-se 
da impureza.
Leia Levítico 20.26.
A impureza é um obstáculo à santi­
dade e promove a separação entre Deus 
e o homem. Leia Isaías 59.2.
2. A Igreja, uma noiva imaculada. Tal 
como para Israel, o imperativo moral do 
evangelho é a santificação. A Igreja é 
santa, imaculada (Leia Efésios 5.25-27). 
Seus membros não podem contaminar-se 
com as práticas impuras do mundo e do 
seu príncipe, que foram julgados e con­
denados, pela morte expiatória de Cristo 
(Leia João 12.31). Porém, o cristão não é 
obrigado a cumprir os rituais de purifica­
ção dos hebreus, porque já está purificado 
pelo sangue de Jesus (Leia 1 João 1.7; 
Apocalipse 1.5). Estamos debaixo da 
graça e não da Lei; e pela graça fomos 
salvos (Leia Efésios 2.7-9). Cumpre-nos 
andar em santidade, apartados de toda 
forma de impureza, pois somos a Igreja 
de Cristo, comprada com seu precioso 
sangue. Não podemos entregar nosso 
corpo à prostituição, à impureza, à las­
cívia, pois somos o templo do Espírito 
Santo (Leia 1 Coríntios 6.15-20).
II. MODELOS DE IMPUREZA
A vida de pureza é um imperativo para 
o crente. Fuja da impureza, em qualquer 
forma que se lhe apresentar. Veja alguns 
exemplos:
1. Olhos impuros. (Leia Mateus 
6.22,23). Os olhos e os ouvidos são por­
tas por onde entram imagens e informa­
ções que contaminam o homem. Por 
isso, cumpre-lhe preservá-los de ver e 
ouvir coisas que podem causar-lhe a 
interrupção da comunhão com o Senhor.
A Bíblia relata o triste episódio na vida 
do rei Davi, o homem segundo o coração 
de Deus (Leia 1 Samuel 13.14; Salmos
89.20). Seus olhos, cheios de concu- 
piscência, viram a mui formosa mulher 
de Urias a banhar-se em um de seus 
aposentos. O rei, levado pelos desejos 
impuros do seu coração, mandou seus 
mensageiros trazê-la a sua presença e 
adulterou com ela. Na sequência dos 
fatos, mandou Urias para a frente da 
batalha, a fim de ser morto (2 Samuel
11.2-5). Este pecado trouxe graves con­
sequências à casa de Davi e a todo o 
Israel. Isto ensina que quando os líde­
res pecam, a Igreja sofre. Os crentes 
precisam manter os olhos e ouvidos 
puros, afastados de tudo o que lhes possa 
corromper.
Discipulado Aluno 2
A impureza é um dos instrumen­
tos usados por Satanás, através dos 
meios de comunicação, para corromper 
a humanidade: filmes, novelas, revistas 
e programas pornográficos têm trânsito 
livre na sociedade moderna. Talvez você 
pergunte: "Como posso manter-me puro, 
em meio a tantos apelos aos desejos 
da carne?" A Bíblia tem a resposta. Leia 
Salmos 101.3,6 e Salmos 119.9.
Você pode vencer as tentações se 
permanecer firme no caminho do Senhor, 
renunciando toda espécie de impureza 
e guardando a Palavra de Deus no seu 
coração (Salmos 119.11). Mantenha os 
olhos sempre voltados para Jesus, autor e 
consumador da fé, e corra com paciência a 
carreira que está proposta (Hebreus 12.1,2).
2. Desejos impuros. Não são apenas os 
desejos sexuais ilícitos que contaminam o 
homem. O apóstolo Paulo, escrevendo aos 
Gálatas, relaciona no capítulo 5.19-21 as 
obras da carne, as quais impedem o recebi­
mento da herança do Reino de Deus. Veja: 
prostituição, impureza, lascívia, idolatria, 
feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, 
iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, 
homicídios, bebedices, glutonarias, etc. O 
fim dos que isso praticam é o Inferno, a 
condenação eterna. Porém, contra estes 
males há o antídoto infalível: o sangue de 
Jesus, que nos purifica de todo o pecado 
(1 João 1.7).
Lavados no sangue de Jesus, e cheios 
do Espírito Santo, os crentes produzem o 
Fruto do Espírito: amor, gozo, paz, longa- 
nimidade, benignidade, bondade, fé, man­
sidão, temperança (Gálatas 5.22,24,25).
O que anda em Espírito não satis­
faz a concupiscência da carne, a qual 
se traduz por sexo ilícito (adultério e 
fornicação), e pervertido (sodomismo - 
homossexualismo praticado por homens 
- e lesbianismo, por mulheres); pelo uso 
do fumo, bebidas alcoólicas, jogatinas e 
toda espécie de drogas, que destroem o 
corpo e jogam a alma no Inferno. Fujam 
destas impurezas!
III. COMO PERMANECER PURO
Não é fácil, mas possível. Tenha sem­
pre em mente as palavras do apóstolo 
Pedro: "Sede sóbrios, vigiai, porque o 
diabo, vosso adversário, anda em der- 
redor, bramando como leão, buscando a 
quem possa tragar; ao qual resisti firmes 
na fé, sabendo que as mesmas aflições 
se cumprem entre os vossos irmãos no 
mundo" (1 Pedro 5.8,9). Eis aí o segredo 
da vitória: resistir ao Diabo, firme na fé.
O apóstolo Paulo adverte os crentes 
em Éfeso, contra as astutas ciladas do 
Diabo. Não é fácil manter-se puro diante 
de tantas artimanhas satânicas, em um 
mundo que "jaz no maligno". Porém, 
revestido com a armadura de Deus e firme 
no combate, tendo os lombos cingidos 
com a verdade, envergando a couraça 
da justiça, calçando os pés na prepara­
ção do Evangelho da paz, embraçando o 
escudo da fé; podemos "apagar todos os 
dardos inflamados do maligno" (Efésios 
6.10-16). Os versículos 17 e 18 enfatizam 
que devemos tomar (usar) o capacete 
(a certeza) da salvação, e manejar a 
espada do Espírito, a Palavra de Deus. 
Neste combate, é indispensável a oração 
e súplica no Espírito; vigilância e per­
severança. O apóstolo João afirma que 
podemos vencer o mundo, por meio da fé 
(1 João 5.4). Desta forma, o cristão pode 
permanecer puro, diante do pecado "que 
tão de perto nos rodeia" (Hebreus 12.2):
1. Crucificando a carne (Leia Gálatas
2.20). Neste versículo, Paulo declara que 
está crucificado com Cristo e vive pela 
fé no Filho de Deus.
A crucificação, em sentido figurado, 
do crente com Cristo deve ser um ato
0 Discípulo e a Impureza
constante, no seu cotidiano. Isto significa 
renúncia completa à vontade própria, aos 
desejos impuros, aos prazeres da carne. 
Tal crucificação só é possível aos que 
vivem uma vida de plena comunhão com 
o Senhor, através da fé, da meditação na 
Palavra de Deus, da oração e constante 
vigilância espiritual.
O crente está crucificado com as suas 
paixões e impurezas, e a sua vida está 
escondida com Cristo em Deus (Colossen­
ses 3.3). Leia também Colossenses 3.5,6.
A santidade de Deus exige a cruci­
ficação completa das nossas paixões e 
desejos impuros.
2. Desviando os olhos do mal. A Escri­
tura adverte: "Não olhes para o vinho, 
quando se mostra vermelho, quando 
resplandece no copo e se escoa suave­
mente. No seu fim, morderá como a cobra 
e,como o basilisco, picará" (Provérbios 
23.31,32). Nestes versículos, o vinho é 
apresentado como algo tentador, agra­
dável aos olhos, pronto a satisfazer o 
desejo do homem. No início é suave e 
delicioso, escoa-se facilmente; depois, 
seguem-se os seus efeitos negativos 
(Provérbios 5.3-6; 6.20-29,32,33).
O vinho embriaga a sua vítima, embo­
ta-lhe os sentidos, envenena-lhe o corpo 
e a alma, e, não, raro, leva-a à ruína com­
pleta; às vezes, à morte. Assim é o pecado 
em todas as suas formas. Leia Provérbios 
4.19; 14.12.
Desvie os olhos de tudo o que lhe 
possa contaminar, ande no caminho dos 
justos, até que chegue à perfeição em 
Cristo, na eternidade (Colossenses 3.1-4).
3. Renovando-se no espírito. A salva­
ção é imediata, ocorre quando o pecador 
se arrepende dos seus pecados e aceita 
Jesus Cristo, como Senhor e Salvador. 
Neste exato momento, ele é selado com 
o Espírito Santo, para o dia da redenção 
(Efésios 4.30). Não obstante, a santi­
ficação é progressiva, na medida em 
que você, através da oração e da inteira 
devoção a Deus, vai abandonando as 
práticas pecaminosas. Este processo 
assemelha-se ao romper da aurora, que 
acontece gradativamente: primeiro as 
trevas da noite, depois a madrugada, e 
finalmente, a luz plena do dia, o Sol no seu 
apogeu. A Bíblia declara: “O caminho do 
justo é como a luz da aurora...". Assim, 
também, a santificação, o Espírito Santo 
vai aperfeiçoando o caráter do crente, 
santificando-o continuamente. Como 
o fogo que purifica a prata e o ouro das 
suas escórias, Ele lhe purifica, santifica, 
e renova a cada instante. Contudo, cabe 
ao crente renunciar a si mesmo, crucificar 
as suas paixões e renovar-se no Espírito, 
como ensina a Escritura em Efésios 4.22- 
24, 25-32.
DISCIPULADD
1. Peça forças a Deus para você renunciar 
completamente às obras da carne, as quais 
constam na lista de Gálatas 5.19-21. A san­
tificação é instantânea na salvação, mas, 
também, é um processo gradativo, no qual 
o cristão é aperfeiçoado pelo Espírito Santo, 
durante toda a sua vida.
2. Viva em santidade, desviando os seus 
olhos do mal, ensurdecendo os seus ouvi­
dos e cerrando os seus lábios às palavras 
e às conversações torpes, mesmo diante 
dos constantes apelos à sensualidade fei­
tos pelos meios de comunicação (jornais, 
revistas, programas e filmes pornográficos 
de cinema e televisão, bem como pelos 
comerciais).
3. Fuja da impureza em todas as suas 
formas. Saiba que o caminho é estreito, 
espinhoso, mas glorioso e conduz à vida 
eterna com Cristo. O discípulo de Jesus está 
crucificado para o mundo.
Discipulado Aluno 2
ANOTAÇÕES
Q | VERIF1QUEO QUE VOCÊ HPRENDEU
1. O que é impureza?
2. Como o crente pode resistir aos desejos impuros?
3. Com que arma o crente pode vencer o mundo?
4. Qual o fim daqueles que praticam a impureza?
5. O que Deus exige do seu povo?
0 Discípulo e a Impureza 23
0 discípulo e 
O IDOLATRIA
"Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para 
ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que 
há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas 
águas debaixo da terra" (Êxodo 20.3,4).
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A lição de hoje enfoca o pecado 
da idolatria, em suas várias formas de 
culto. Você, provavelmente, como a 
maioria dos que atualmente são servos 
de Deus e o adoram “em espírito e em 
verdade" (João 4.24), antes de conhecer 
o evangelho de Cristo Jesus e de o acei­
tar como o seu Senhor e suficiente Sal­
vador, praticava alguma forma de culto 
a alguma divindade, e era devoto de 
algum dos inúmeros "santos" e "santas" 
i
?
"medianeiros e milagreiros". Na ver­
dade, você era enganado por Satanás e 
o servia, de uma forma ou de outra, na 
condenável prática da idolatria. Obje­
tivando esclarecê-lo, à luz das Escritu­
ras, escreveremos acerca da idolatria, 
sua origem, disseminação, prática e 
consequências. Passo a passo, você 
perceberá que, através destas lições, o 
seu caminho tem sido iluminado pelo 
Espírito Santo, e as trevas do engano 
das falsas religiões e dos falsos deuses 
foram dissipadas pela luz da verdade 
que provém de Deus, através da sua 
revelação escrita — a Bíblia Sagrada.
Discipulado Aluno 2
I. DEUS CONDENA A IDOLATRIA
1. Origem da idolatria. Nem a Bíblia 
nem a História informam quando teve 
início a idolatria. Porém, através das 
Escrituras, conclui-se que ela teve origem 
no pecado de Adão e sua subsequente 
expulsão da presença do Criador, no 
Éden. A comunhão do homem com Deus 
foi interrompida e um abismo abriu-se 
entre ambos, separando-os.
A Queda deu início ao processo de 
degradação moral da humanidade: o 
primeiro homicídio foi perpetrado por 
Caim contra seu irmão Abel, ambos filhos 
de Adão e Eva. Amaldiçoado por Deus, 
“saiu Caim de diante da face do Senhor, 
e habitou na terra de Node...". Neste 
lugar, o primeiro homicida gerou a sua 
descendência, formando uma linhagem 
de homens materialistas e violentos, 
como Lameque (Gênesis 4.8-24). Além 
de Abel e Caim, Adão e Eva tiveram filhos 
e filhas (Gênesis 5.1-5), entre os quais, 
um de nome Sete, que por sua vez, gerou 
a Enos (Gênesis 5.6).
A geração de Enos começou a invocar 
o nome do Senhor, isto é, a cultuar o Deus 
verdadeiro. Os demais, corrompidos pela 
violência e imoralidade, certamente, cria­
ram para si deuses (ídolos) à semelhança 
de homem e de animais, para serem ado­
rados. Na verdade, cultuavam a Satanás 
e seus anjos rebeldes (demônios) e cada 
vez mais afastavam-se de Deus.
O capítulo 6 de Gênesis reporta a 
condição moral da humanidade, a qual 
esgotou a paciência do Criador. Leia 
Gênesis 6.11,12.
O pecado da humanidade exigia o 
juízo divino, o Dilúvio, que destruiu todo 
o fôlego de vida que havia na Terra, à 
exceção de Noé e sua família, os quais 
eram tementes a Deus e, por isso, foram 
preservados da destruição. Escaparam 
da ira em uma arca, símbolo da salvação 
em Cristo Jesus.
2. A nova geração também se cor­
rompeu. Isto se explica, porque em Adão 
todos pecaram (Leia Romanos 5.12). A 
nova geração trazia dentro de si o “vírus" 
do pecado e, também, afastou-se dos 
caminhos de Deus. Preferiu enveredar 
por caminhos desconhecidos do misti­
cismo e da adoração de ídolos e deuses, 
criados pela sua imaginação. O mentor 
dessas aberrações era o próprio Satanás 
que reivindicava para si a adoração dos 
homens. Os séculos passaram e cada 
vez mais a humanidade afastava-se de 
Deus e cultuava os ídolos. Cada povo, 
cada nação, tinha os seus deuses.
3. A Chamada de Abraão, um prenúncio 
de luz (Leia Gênesis 11.26-31; 12.1-8). 
Deus jamais permitiría que a humani­
dade permanecesse envolta nas trevas 
da ignorância, servindo e adorando a Sata­
nás, cultuando os falsos deuses, ídolos 
feitos pelas mãos do homem. Cheio de 
misericórdia pelo ser humano, criado à sua 
imagem e semelhança, o Senhor começa 
a por em ação o seu plano de redenção 
da humanidade. Por isso, do seio de uma 
nação idólatra e feiticeira, Ele chamou a 
Abraão para ser o pai de uma geração 
eleita, nação santa, a fim de que, por seu 
intermédio, os povos pagãos viessem a 
conhecer o Deus vivo, Criador do homem, 
digno de toda a adoração por parte de suas 
criaturas (Salmo 148). Abraão obedeceu e 
foi a Canaã, e ali habitou como peregrino. 
Era um estrangeiro, mas sua descendência 
possuiría aquelas terras. Porém, antes 
disso, conforme o plano divino, os hebreus 
seriam escravos no Egito, por mais de 
quatrocentos anos. E assim foi.
4. Os hebreus saem do Egito, sob a 
liderança de Moisés. Não se pode dei­
xar de mencionar a escravidão do povo 
hebreu, no Egito, sob os faraós, por cerca 
0 Discípulo e a Idolatria
de 400 anos, de onde foram libertos por 
Deus, sob a liderança de Moisés. Os 
capítulos 3 a 14 de Êxodo narram como 
os fatos se desenrolaram.
5. A proibição da prática da idolatria 
(Leia Êxodo 20.1 -5,23). Libertos da escra­
vidão egípcia, os hebreus são separados 
como povo de Deus e, pelas mãos de Moi­
sés, recebem os mandamentos e fazem 
um pacto solene com o Todo-Poderoso. 
Eles seriam santos, comoo Senhor que 
os tirara do jugo de servidão na terra do 
Egito. Por sua vez, Jeová seria o seu único 
Deus. Leia Êxodo 20.2,3,4a,5a.
II. ISRAEL TORNA-SE IDÓLATRA
Não demorou muito e, os hebreus, 
convivendo com os povos pagãos que 
habitavam Canaã, traíram o pacto feito 
com Jeová e corromperam-se moral e 
espiritualmente, aderindo à idolatria dos 
vizinhos pagãos.
1. A idolatria corrompe Israel. Depressa 
Israel esqueceu as advertências do Senhor 
"Não fareis para vós ídolos, nem vos levan­
tareis imagem de escultura nem estátua, 
nem poreis figura de pedra na vossa terra, 
para inclinar-vos a ela; porque eu sou o 
Senhor, vosso Deus" (Levítico 26.1). Os 
israelitas cultuavam a Deus e os ídolos dos 
pagãos, simultaneamente, como alguns 
pretensos cristãos hoje. Os sacerdotes, 
líderes espirituais do povo, corromperam 
o culto divino, introduzindo os ritos e as 
obscenas práticas dos rituais a Moloque 
(Milcon), Baal, Astarote, Quemós e até a 
natureza; como, por exemplo, as árvores, 
os montes, os rios e os astros (o Sol, a 
Lua as estrelas e os planetas). Trocaram 
a fonte das águas puras pelas putrefatas 
das cisternas rotas e imundas dos pagãos 
(Jeremias 2.13).
2. A idolatria de Salomão, a causa do 
rompimento entre as tribos de Israel (Leia 1 
Reis 11.1-13). Salomão, filho de Davi, rei de 
Israel, coabitou com muitas mulheres pagãs. 
Cada qual cultuava o deus da sua nação e 
exigia que o rei erigisse um altar em honra 
a tal divindade e a adorasse. Assim ele se 
apartou dos caminhos do Senhor e atraiu 
sobre si e o povo a santa e justa ira de Jeová.
III. CONSEQUÊNCIAS DA IDOLATRIA
O líder erra, o povo sofre. Neste caso, 
merecidamente. A luxúria, na qual o rei 
se mergulhara, exigia altos gastos do 
tesouro real. A fim de que não lhe faltas­
sem recursos, Salomão sobrecarregou o 
povo com pesados impostos. Isto não 
agradou ao povo, nem a Deus.
1.0 erro de Reoboão. Morrendo Salo­
mão, seu filho Reoboão ascendeu ao trono 
de Israel. Não foi sábio: aumentou ainda 
mais os impostos e causou a divisão do 
povo em dois reinos: o do Norte, com dez 
tribos, sob a liderança de Jeroboão, que se 
tornou o primeiro rei de Israel. Ele introdu­
ziu a idolatria no Reino do Norte. Mandou 
fazer dois bezerros de ouro e colocou um 
em Betei e o outro em Dã. Prestou-lhes 
adoração e ordenou ao povo que fizesse 
o mesmo (Leia 1 Reis 12.26-33).
2.0 juízo de Deus sobre Israel e Judá. 
Em 721 a.C., o juízo divino caiu sobre 
Israel. Sargão II, da Assíria, invadiu Israel 
e levou para o cativeiro as dez tribos 
do Reino Norte. O Reino do Sul (Judá), 
no entanto, ainda sobreviveu por mais 
cem anos. Em 605 a.C., Jerusalém foi 
sitiada pelos exércitos da Babilônia, sob 
Nabucodonosor. Finalmente, em 589 a. 
C„ os caldeus invadiram e destruíram a 
Cidade Santa e o Templo do Senhor. O 
povo foi levado cativo para Babilônia, 
onde durante setenta anos esteve sob 
o jugo dos caldeus e medo-persas. O 
remédio foi amargo, porém eficaz: os 
judeus ficaram curados da idolatria.
Judá sofreu o castigo porque não se 
importou com o fim de seu irmão do Norte 
e perseverou na prática abominável do 
culto aos falsos deuses, queimando-lhes 
incenso e oferecendo-lhes sacrifícios até 
de vidas humanas (Jeremias 7.17-31). 
Contudo, o Senhor, por meio dos profetas, 
conclamava o povo ao arrependimento e 
mostrava a cegueira dos idólatras que não 
enxergavam a diferença entre o Todo-Po- 
deroso e os ídolos surdos, mudos e inertes 
(Salmos 115.2-11; Jeremias 10.1 -5). Com­
pare este texto com o de Isaías 44.6-20.
IV. ADVERTÊNCIA CONTRA OS ÍDOLOS
São muitas as advertências conti­
das nas Escrituras contra os ídolos e 
a idolatria. Até aqui, foram enfocadas 
dentro do Antigo Testamento; agora, 
serão examinadas no Novo.
1. O Concilio em Jerusalém. Nos 
primórdios da Igreja, surgiram inúme­
ras divergências, entre alguns dos seus 
membros quanto às exigências que deve­
ríam ser impostas aos crentes gentios. 
Alguns dos judaizantes e fariseus enten­
diam que aqueles deviam circuncidar-se 
e guardar a Lei de Moisés para salvar-se.
A fim de dirimir toda dúvida sobre 
o assunto, os apóstolos e os anciãos 
da Igreja reuniram-se em Jerusalém e, 
ao fim, sob a direção do Espírito Santo, 
resolveram enviar à igreja em Antioquia 
alguns irmãos idôneos, entre os quais 
Paulo, Barnabé, Silas e Judas, chamado 
Barsabás, com a decisão que está regis­
trada em Atos 15.28,29.
2. Advertências dos apóstolos. Escre­
vendo aos Coríntios, Paulo adverte contra 
a idolatria, os sacrifícios e as oferendas 
aos ídolos. Leia 1 Coríntios 10.14,20,21.
O cristão não pode participar de fes­
tas em homenagem a "santos", como, por 
exemplo, São João, São Pedro, Cosme e
Damião, etc. Os que tomam parte nestas 
festividades contaminam-se e provocam 
a ira de Deus. Leia, ainda, 2 Coríntios 6.16. 
A astrologia (consulta aos horóscopos), 
ioga transcendental, cristalologia, culto 
aos mortos, duendes e gnomos, etc. são 
práticas demonistas. Não devemos nos 
contaminar com elas. O culto aos anjos 
também é proibido (Colossenses 2.18). 
Atente para o que aconselha o apóstolo 
João: "Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. 
Amém" (1 João 5.21).
Nesta lição, você aprendeu que a idolatria 
consiste em:
• Prostrar-se perante imagens e adorá-las 
(Êxodo 20.5; Deuteronômio 5.9; Isaías 44.17; 
Daniel 3.5,10-15).
• Adorar outros deuses (Deuteronômio 30.17; 
Salmos 81.9).
• Adorar os exércitos dos céus (o Sol, a Lua, 
as estrelas, os planetas, os astros) Leia 
Deuteronômio 4.19; 17.3.
• Adorar os homens (Salmos 106.19.20).
• Adorar os demônios (Mateus 4.9,10; Apo­
calipse 9.20).
• Adorar os anjos (Colossenses 2.18).
Que a idolatria é:
• Uma abominação a Deus (Deuteronômio 
7.25).
• Vã e insensata (Salmos 115.4-8; Isaías 
44.19; Jeremias 10.3).
• Irracional (Atos 17.29; Romanos 1.21 -23).
• Contaminadora (Ezequiel 20.7; 36.18).
Fuja da idolatria: guardemo-nos dos ídolos, 
dos horóscopos, pirâmides de cristais, dos 
gnomos, dos duendes e de tudo o que possa 
nos afastar de Deus.
Tenha um momento de louvor e adoração a 
Deus, voltando a sua mente e coração para 
Ele, deixando que só Jesus seja o Senhor 
de sua vida.
ANOTAÇÕES
Q, | VERIFIQUE O QUE VOCÊ APRENDEU
1. Marque com X a declaração correta:
□ Deus condena a idolatria.
□ A veneração de imagens e culto aos anjos é idolatria.
□ Quem sacrifica aos ídolos submetese aos demônios.
□ O cristão pode participar de festas em homenagem a “santos" da Igreja 
Romana.
□ A idolatria leva o homem a degradação moral.
□ O cristão pode cultuar os anjos.
2. Cite três coisas que, segundo a lição, consistem em idolatria.
3. O que acontece com os idólatras?
Discipulado Aluno 2
0 discípulo e 
fl TEMPERANÇA
"Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, 
benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra 
essas coisas não há lei" (Gálatas 5.22,23). ____
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Conforme nos afirma o dicionarista 
Aurélio, temperança é a "qualidade 
ou virtude de quem é moderado, ou 
de quem modera apetites e paixões; 
sobriedade".
É uma necessidade para o bom viver 
do cristão e uma demonstração de que 
realmente provamos o Novo Nascimento. 
Ela é produzida mediante atuação direta 
da terceira pessoa da Trindade e faz parte 
do fruto do Espírito que se manifesta em 
nove excelentes qualidades, relacionadas 
nos versículos acima citados.
O fruto do Espírito não é produzido 
na vida de alguém que vive de qualquer 
maneira. O cristão precisa dedicar-se à 
oração, ao estudo da Palavra de Deus e 
passar por várias provas para alcançar o 
seu crescimento espiritual.
Ao analisar, uma por uma, as virtu­
des produzidas pelo fruto do Espírito, 
você chega à sublime conclusão que há 
um preço a ser pago, para alcançá-lo, 
mas a alegria é imensurável e lhe sus­
tenta até a sua partida, ao encontro de 
Cristo. Veja, então, em síntese, algumas 
palavras sobre cada uma delas. Você 
terá mais detalhes sobre a última, a 
temperança, pois é o assunto central 
desta lição.
0 Discípulo e a Temperança
1. INTRODUÇÃO AO FRUTODO ESPÍRITO
1. Amor. É muito fácil amar os seus en­
tes queridos, como os pais, filhos, es­
posos, esposas, parentes, amigos, etc. 
Mas, somente pelo Espírito Santo, você 
é capaz de dedicar o amor aos seus ini­
migos, de tal forma que lhes deseje o 
bem e perdoe as suas ofensas de todo 
coração, para jamais se lembrar delas.
2. Gozo. Apesar das dificuldades 
financeiras, das enfermidades, das calú­
nias, pela atuação do Espírito Santo, 
o crente está cheio de gozo, como os 
apóstolos Paulo e Silas, presos injusta­
mente por causa do evangelho. Em vez 
de murmurarem, cantavam e oravam. 
Leia Atos 16.25.
3. Paz. O crente vive no meio da vio­
lência que gera insegurança e medo nas 
pessoas, mas esta virtude do Espírito 
lhe concede tranquilidade e confiança.
4. Longanimidade. Esta virtude faz 
você esperar com paciência no Senhor.
5. Benignidade. Torna você benigno, 
desejoso do bem a todos, principalmente 
para os seus inimigos.
6. Bondade. Se antes você praticava 
o mal, agora é bom para todos, sem 
acepção de pessoas.
7. Fé. É a certeza de que Deus existe 
e está sempre conosco para nos dar a 
vitória. Ela é sobrenatural, muito diferente 
da natural, que leva o homem a confiar 
no motorista de ônibus, no piloto de 
avião, etc.
8. Mansidão. Torna você manso e 
calmo, quando, antes, era agressivo e 
se irava por qualquer coisa que o con­
trariava.
9. Temperança. Parece ser o soma­
tório de tudo. É sobre esta qualidade do 
fruto do Espírito que nos concentrare­
mos nesta lição. Quem a possui, tem o 
domínio próprio.
II. NECESSIDADE DE AUTOCONTROLE
1. Nas palavras. Há um ditado popu­
lar que afirma: "Não devemos falar o que 
sabemos, mas, sim, sabermos o que 
falamos". Isto é o que se pode chamar 
de sobriedade, domínio próprio. Veja o 
que o apóstolo Tiago escreveu em sua 
carta: "Porque todos tropeçamos em 
muitas coisas. Se alguém não tropeça 
em palavra, o tal varão é perfeito e 
poderoso para também refrear todo o 
corpo" (Tiago 3.2)
Você encontra nas Escrituras Sagra­
das diversos exemplos de pessoas mal- 
sucedidas porque falaram demais. Miriã e 
Arão, irmãos de Moisés, o criticaram por 
ter se casado com uma estrangeira. Deus, 
então, os castigou. Ela, por ser a mentora 
da crítica, ficou leprosa por sete dias e 
ambos perderam o direito de entrar na 
Terra Prometida. Agora abra sua Bíblia e 
leia os seguintes textos: Salmos 34.13; 
Provérbios 13.3; Tiago 1.26.
0 CRENTE DEVE SEMPRE 
OCUPAR-SE COM COISRS 
BOAS. E A MELHOR TERAPIA 
É LER A BÍBLIA, CANTAR HI­
NOS EVANGÉLICOS, VISITAR 
OS NOVOS CONVERTIDOS, 
DESVIADOS E ENFERMOS. 
A PALAVRA DE DEUS 
TAMBÉM NOS RECOMENDA 
QUE DEVEMOS FUGIR DA 
APARÊNCIA DO MAL
3 Discipulado Aluno 2
2. Nas ações. Quatro jovens judeus, 
levados cativos para a Babilônia, foram 
escolhidos por Nabucodonosor para 
realizarem um curso, e, depois, servirem 
ao governo caldeu. 0 rei ordenou que os 
alimentasse com todas as iguarias da 
mesa real. Daniel e seus companheiros 
propuseram em seus corações não se 
contaminarem com a porção do manjar 
do rei, nem com o vinho que ele bebia. Leia 
Daniel 1.8. Solicitaram então ao despen- 
seiro que lhes fornecesse apenas legumes 
durante dez dias. Se após este período 
seus semblantes estivessem abatidos, 
aceitariam o manjar do rei. No entanto, 
se apresentassem bom estado de saúde, 
continuariam com a refeição escolhida 
por eles até o final daquele treinamento.
Após aquele período de dez dias, seus 
semblantes eram melhores do que os 
dos demais jovens. Por isso, continua­
ram com aquela alimentação, à base de 
legumes, até o final do curso. O resultado 
desta história está registrado em Daniel 
1.15 e 16.
Esta foi uma demonstração de sobrie­
dade, força de vontade e temperança dos 
quatro jovens judeus.
Outro exemplo de temperança no 
Antigo Testamento está registrado em 
Jeremias 35.1 a 8. Os judeus não obe­
deciam à Palavra de Deus, transmitida 
por Jeremias. Então o Senhor Jeová 
resolveu mostrar aos israelitas do Sul 
que havia um povo, no meio deles, muito 
mais digno, pois honrava um preceito 
estabelecido por Jonadabe, filho de 
Recabe. 0 profeta, dirigido pelo Espírito 
Santo, convidou os líderes dos recabitas 
a visitarem o Templo e, naquele recinto 
sagrado, lhes ofereceu vinho.
Qual foi a atitude daqueles líderes? 
"Eles disseram: não beberemos vinho, 
porque Jonadabe, filho de Recabe, nosso 
pai, nos mandou, dizendo: Nunca bebe-
AINTEMPERRNÇA TEM
X LEVADO MUITOS A 
PERDEREM 0 DOMÍNIO 
PRÓPRIO E COMETEREM 
AUTÊNTICAS LOUCURAS, 
COMO HOMICÍDIOS, SUICÍ­
DIOS, ROUBOS, ESTUPROS, 
ETC., E CONDUZIDO A 
HUMANIDADE A NAUFRA­
GAR EM UM VERDADEIRO 
MAR DE LAMA. »
reis vinho, nem vós nem vossos filhos; 
[...] Obedecemos, pois, à voz de Jona­
dabe, filho de Recabe, nosso pai em tudo 
quanto nos ordenou..." (Jeremias 35.6,8).
Esta é mais uma prova real da sobrie­
dade de um povo que cumpre à risca 
os preceitos de um de seus ancestrais. 
Os cristãos devem ter força de vontade 
para vencer as tentações e suplantar os 
desejos da carne. Este domínio próprio 
em ação chama-se temperança.
O crente deve sempre ocupar-se com 
coisas boas. E a melhor terapia é ler a 
Bíblia, cantar hinos evangélicos, visitar os 
novos convertidos, desviados e enfermos. 
A Palavra de Deus também nos reco­
menda que devemos fugir da aparência 
do mal. (Leia 1 Tessalonicenses 5.22). 
Só assim, venceremos as tentações e 
manteremos a nossa sobriedade. Onde 
você estiver: no trabalho, na igreja, no 
ônibus, etc. pense nas coisas celestiais 
e viva como Jesus, vitoriosamente.
0 Discípulo e a Temperança
3. Nos pensamentos. Por falta de 
vontade própria, Davi cedeu à tentação 
que o naufragou no pecado e o fez pagar 
as consequências pelo resto da vida. 
Era a época em que os reis saíam para 
a guerra. No entanto, ele passeava no 
terraço de sua casa real. Seu pensamento 
vagava distante, em busca de algo que 
satisfizesse o seu "ego". Repentinamente, 
deparou-se com uma cena que o devorou, 
como uma labareda de fogo a consumir 
algo inflamável: uma mulher banhava-se, 
nua, no quintal de sua casa. A chama da 
sensualidade acendeu o desejo incontido 
no coração do rei de Israel de possuí-la. 
Quando percebeu o que fizera, já era tarde 
demais: havia se deitado com ela e tinha 
ordenado a morte do seu marido. Tudo 
isto aconteceu por falta do autocontrole 
do pensamento, que o levou a cometer 
aquela loucura (Leia 2 Samuel 11.1 -4).
III. CAUSAS DA INTEMPERANÇA
O mal que se contrapõe à virtude que 
você estudou chama-se intemperança. 
Ela tem atuado no mundo com muita 
ênfase e causado toda esta imoralidade 
que a gente depara a cada dia através 
dos veículos de comunicação.
A intemperança tem levado muitos a 
perderem o domínio próprio e cometerem 
autênticas loucuras, como homicídios, 
suicídios, roubos, estupros, etc., e con­
duzido a humanidade a naufragar em 
um verdadeiro mar de lama. As drogas 
são as campeãs na triste estatística que 
demonstra a destruição do ser humano 
por falta do conhecimento de Deus.
1.0 Álcool. A pessoa, dominada pelo 
vício das bebidas alcoólicas, perde com 
facilidade a sobriedade, a vergonha e o 
respeito dos que a rodeiam. Abra sua 
Bíblia em Efésios 5.18 e veja o que Paulo 
escreveu sobre esse assunto.
2. O Fumo. Muitos se "convertem", 
mas não conseguem libertar-se do 
vício maldito do fumo em suas diver­
sas modalidades: cigarro, cachimbo, 
charuto, etc. Preencha os espaços em 
branco com “sim" ou “não", de acordo 
com sua opinião:
a) 0 cristão dependente de qualquer
vício está salvo:____________________ .
b) Será salvo na hora da morte, mesmo
que não se arrependa:_______________ .
c) Sem a santificação, ninguém verá
a Deus:__________________ .
3. A glutonaria. Não se esqueça de 
que "comemos para viver, e não vivemos 
para comer". O glutão não tem passa­
porte para o Céu.
Leia Lucas 21.34 e constate esta 
grande verdade.
4. A sensualidade. Significa "amor aos 
prazeres materiais". Leia Gálatas 5.19 a 
21 e veja como a intemperança, a falta 
de vontade própria, pode levar muitos à

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