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LEUCEMIAS E LINFOMAS DIAGNÓSTICO DAS LEUCEMIAS E LNFONODOS. LEUCEMIAS AVALIAÇÃO CLÍNICA O diagnóstico inicia-se investigação dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente, como febre, fadiga, perda de peso, palidez, sangramentos, aumento dos linfonodos e hepatoesplenomegalia. A análise clínica permite levantar a suspeita de doenças hematológicas e direcionar os exames complementares. HEMOGRAMA O hemograma é o principal exame inicial para investigação das leucemias. Pode revelar anemia, leucocitose ou leucopenia, plaquetopenia e presença de blastos circulantes, indicando comprometimento da medula óssea. ESFREGAÇO SANGUÍNEO O esfregaço sanguíneo permite avaliação morfológica das células sanguíneas. Nesse exame podem ser identificados blastos, bastonetes de Auer nas leucemias mieloides agudas e sombras de Gumprecht na leucemia linfocítica crônica. MIELOGRAMA O mielograma avalia diretamente a medula óssea, permitindo identificar infiltração leucêmica, porcentagem de blastos e alterações na hematopoese normal. MUNOFENOTIPAGEM A imunofenotipagem identifica marcadores celulares específicos presentes nas células neoplásicas, possibilitando determinar a linhagem linfoide ou mieloide e classificar o subtipo da leucemia. CITOGENÉTICA E BIOLOGIA MOLECULAR Esses exames detectam alterações genéticas relacionadas à doença, como o cromossomo Philadelphia (BCR-ABL), translocações cromossômicas e mutações associadas ao prognóstico e tratamento. LINFOMAS EXAME FÍSICO DOS LINFONODOS O exame físico avalia tamanho, consistência, mobilidade e localização dos linfonodos aumentados, auxiliando na suspeita diagnóstica. BIÓPSIA DO LINFONODO A biópsia linfonodal é o principal método diagnóstico dos linfomas. O exame permite identificar células neoplásicas, padrão histológico tumoral e células de Reed-Sternberg no Linfoma de Hodgkin. IMUNOHISTOQUÍMICA A imunohistoquímica identifica proteínas específicas das células tumorais, permitindo classificação e diferenciação dos subtipos de linfoma. EXAMES DE IMAGEM Tomografia, PET-CT e ressonância magnética são utilizados para avaliar extensão da doença, acometimento linfonodal e infiltração de outros órgãos. BIÓPSIA DE MEDULA ÓSSEA A biópsia de medula óssea é utilizada para verificar infiltração medular, principalmente em casos avançados ou durante o estadiamento. ETIOLOGIA E FATORES DE RISCO. ETIOLOGIA DAS LEUCEMIAS ALTERAÇÕES GENÉTICAS as mutações genéticas representam o principal mecanismo etiológico das leucemias. Elas podem ativar oncogenes, responsáveis pelo estímulo exagerado da proliferação celular, ou inativar genes supressores tumorais, que normalmente controlam divisão celular e reparo do DNA. Como consequência, células imaturas passam a multiplicar-se continuamente dentro da medula óssea. Algumas alterações cromossômicas são características de determinados tipos de leucemia. O cromossomo Philadelphia, formado pela translocação entre os cromossomos 9 e 22, produz a proteína BCR-ABL, que estimula intensa proliferação celular na leucemia mieloide crônica. RADIAÇÃO IONIZANTE a radiação ionizante provoca lesões diretas no DNA das células da medula óssea. Essas alterações podem causar mutações permanentes, instabilidade cromossômica e transformação maligna das células hematopoéticas. O risco é maior em indivíduos expostos a acidentes nucleares, radioterapia e radiações ocupacionais prolongadas. AGENTES QUÍMICOS substâncias químicas como benzeno, pesticidas, solventes industriais e derivados do petróleo tem ação tóxica sobre a medula óssea. O benzeno é um dos agentes mais associados à leucemia mieloide aguda, pois induz mutações genéticas e destruição progressiva das células hematopoéticas normais e falência medular bem como transformação neoplásica. QUIMIOTERAPIA PRÉVIA alguns medicamentos quimioterápicos podem causar leucemias secundárias anos após o tratamento de outros cânceres. Agentes alquilantes e inibidores da topoisomerase provocam danos no DNA das células da medula óssea, favorecendo aparecimento de mutações malignas. Essas leucemias secundárias geralmente apresentam comportamento mais agressivo. FATORES GENÉTICOS E HEREDITÁRIOS algumas síndromes genéticas aumentam predisposição ao desenvolvimento das leucemias devido à instabilidade cromossômica e defeitos nos mecanismos de reparo do DNA. Síndrome de Down, anemia de Fanconi, síndrome de Bloom e neurofibromatose apresentam maior risco de transformação maligna das células hematopoéticas. INFECÇÕES VIRAIS alguns vírus podem induzir alterações celulares relacionadas ao desenvolvimento de leucemias. O HTLV-1 infecta linfócitos T e estimula proliferação celular persistente, podendo causar leucemia/linfoma de células T do adulto. Os vírus alteram mecanismos imunológicos e favorecem mutações celulares progressivas. IMUNOSSUPRESSÃO pacientes imunossuprimidos possuem redução da vigilância imunológica contra células tumorais facilitando sobrevivência e proliferação de células geneticamente alteradas. Risco maior em transplantados, usuários crônicos de imunossupressores e indivíduos com imunodeficiências. ENVELHECIMENTO o envelhecimento promove acúmulo progressivo de mutações somáticas nas células-tronco hematopoéticas e a redução da capacidade de reparo do DNA e maior instabilidade genética. Por esse motivo, leucemias como leucemia linfocítica crônica e leucemia mieloide aguda são mais frequentes em idosos.) FATORES IDIOPÁTICOS em muitos casos a causa exata da leucemia não é identificada. A doença geralmente resulta da interação entre predisposição genética, alterações moleculares e fatores ambientais ao longo da vida. FATORES DE RISCO RADIAÇÃO IONIZANTE a exposição à radiação ionizante aumenta risco de dano ao DNA celular. Acidentes nucleares, radioterapia e exposição ocupacional prolongada estão associados ao desenvolvimento de leucemias, principalmente leucemia mieloide aguda. BENZENO E AGENTES QUÍMICOS o benzeno, pesticidas, solventes industriais e derivados do petróleo possuem efeito tóxico sobre a medula óssea como mutações genéticas e instabilidade cromossômica. QUIMIOTERAPIA PRÉVIA pacientes tratados previamente com quimioterápicos apresentam maior risco de leucemias secundárias pelos a gentes alquilantes e inibidores da topoisomerase são os principais relacionados. SÍNDROMES GENÉTICAS algumas doenças genéticas aumentam predisposição à leucemia devido à instabilidade cromossômica ex:. Síndrome de Down, anemia de Fanconi, síndrome de Bloom e neurofibromatose apresentam risco elevado. INFECÇÕES VIRAIS o HTLV-1 está associado à leucemia/linfoma de células T do adulto. O vírus estimula proliferação anormal dos linfócitos T. DOENÇAS HEMATOLÓGICAS PRÉVIAS síndromes mielodisplásicas, policitemia vera e outras doenças mieloproliferativas aumentam risco de transformação leucêmica. TABAGISMO o cigarro contém substâncias carcinogênicas capazes de induzir mutações nas células relaciona-se principalmente à leucemia mieloide aguda. IMUNOSSUPRESSÃO transplantados, pacientes imunodeprimidos e usuários crônicos de imunossupressores possuem maior risco devido à redução da vigilância imunológica antitumoral. CLASSIFICAÇÕES DOS LINFOMAS. CONCEITO os linfomas são neoplasias malignas originadas de linfócitos B, T ou células NK em diferentes estágios de maturação. A classificação baseia-se em morfologia, imunofenótipo, genética molecular, comportamento clínico e local de origem. LINFOMA DE HODGKIN caracteriza-se pela presença das células de Reed-Sternberg, derivadas geralmente de linfócitos B do centro germinativo. Apresenta disseminação ordenada entre cadeias linfonodais. CLASSIFICAÇÃO DO LINFOMA DE HODGKIN LINFOMA DE HODGKIN CLÁSSICO representa a maioria dos casos. As células de Reed-Sternberg produzem citocinas inflamatórias que atraem eosinófilos, plasmócitos e linfócitos reacionais. Subtipos: • esclerose nodular • celularidademista • rico em linfócitos • depleção linfocitária LINFOMA DE HODGKIN COM PREDOMÍNIO LINFOCÍTICO NODULAR forma mais rara. Possui células “pipoca” ou LP, derivadas de linfócitos B. Tem comportamento mais indolente. CLASSIFICAÇÃO DOS LINFOMAS NÃO HODGKIN DIVISÃO POR LINHAGEM • linfomas de células B • linfomas de células T/NK LINFOMAS DE CÉLULAS B correspondem à maioria dos linfomas. LINFOMA DIFUSO DE GRANDES CÉLULAS B linfoma agressivo formado por grandes linfócitos B neoplásicos. Possui crescimento rápido e destruição difusa da arquitetura linfonodal. LINFOMA FOLICULAR originado de células do centro germinativo. Relaciona-se à translocação t(14;18), que hiperexpressa BCL2 e reduz apoptose. Apresenta crescimento lento. LINFOMA DE BURKITT tumor extremamente agressivo associado à translocação envolvendo MYC, geralmente t(8;14). Apresenta altíssima taxa proliferativa e padrão histológico “céu estrelado”. LINFOMA DO MANTO origina-se da zona do manto folicular. Relaciona-se à t(11;14), causando superexpressão da ciclina D1 e proliferação celular contínua. LINFOMA DA ZONA MARGINAL originado de linfócitos B pós-centro germinativo. Pode associar-se à estimulação antigênica crônica, como infecção por Helicobacter pylori. LEUCEMIA/LINFOMA LINFOCÍTICO DE PEQUENAS CÉLULAS forma tecidual relacionada à LLC. Composta por pequenos linfócitos B maduros e imunologicamente incompetentes. LINFOMAS DE CÉLULAS T E NK menos frequentes e geralmente mais agressivos. LINFOMA T PERIFÉRICO grupo heterogêneo de tumores derivados de linfócitos T maduros. Apresenta infiltração difusa e intensa produção de citocinas inflamatórias. LINFOMA ANAPLÁSICO DE GRANDES CÉLULAS neoplasia de células T grandes e pleomórficas. Frequentemente associada à proteína ALK. LINFOMA NK/T NASAL relacionado ao vírus Epstein-Barr. Apresenta destruição vascular e necrose importante em região nasal. CLASSIFICAÇÃO PELO COMPORTAMENTO CLÍNICO INDOLENTES crescimento lento, longa evolução e maior dificuldade de cura definitiva. Exemplo: • linfoma folicular • linfoma da zona marginal AGRESSIVOS crescimento rápido, sintomas intensos e necessidade de tratamento imediato. Exemplo: • linfoma difuso de grandes células B • linfoma anaplásico ALTAMENTE AGRESSIVOS altíssima taxa proliferativa e rápida evolução clínica. Exemplo: • linfoma de Burkitt • linfoblastico CLASSIFICAÇÃO PELO LOCAL NODAIS originam-se predominantemente em linfonodos. EXTRANODAIS originam-se fora dos linfonodos. Podem acometer trato gastrointestinal, pele, SNC, testículos e mediastino. CLASSIFICAÇÃO IMUNOFENOTÍPICA identifica quais proteínas estão presentes na superfície ou interior das células tumorais. Essas proteínas são chamadas de CD (“cluster de diferenciação”). imunofenótipo permite descobrir: • origem da célula tumoral • estágio de maturação • tipo do linfoma • agressividade tumoral • prognóstico e tratamento COMO É FEITA • imunohistoquímica → anticorpos coram proteínas no tecido tumoral • citometria de fluxo → identifica CDs por fluorescência celular MARCADORES DOS LINFÓCITOS B • CD19 → marcador da linhagem B • CD20 → linfócitos B maduros; alvo do rituximabe • CD22 e CD79a → confirmam origem B • CD10 → células do centro germinativo • BCL2 → reduz apoptose • BCL6 → diferenciação do centro germinativo • MYC → intensa proliferação celular MARCADORES DOS LINFÓCITOS T • CD2 → ativação e adesão T • CD3 → principal marcador T • CD5 → comum em células T e alguns linfomas B • CD7 → maturação T • CD4 e CD8 → subtipos funcionais dos linfócitos T MARCADORES NK • CD16 e CD56 → característicos de células NK MARCADORES IMPORTANTES • CD15 e CD30 → linfoma de Hodgkin clássico • ciclina D1 → linfoma do manto • ALK → linfoma anaplásico HISTOFISIOPATOLOGIA DAS LEUCEMIAS. LEUCEMIAS AGUDAS LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA B (LLA-B) origina-se de precursores B imaturos da medula óssea. Mutações como TEL-AML1, PAX5, IKZF1 e BCR-ABL alteram fatores de transcrição responsáveis pela diferenciação linfocitária e mantêm os linfoblastos em estado imaturo. Os blastos apresentam intensa atividade mitótica e elevada capacidade proliferativa. A medula óssea torna-se hipercelular e progressivamente substituída por linfoblastos, reduzindo produção normal de hemácias, granulócitos e plaquetas. A neutropenia aumenta susceptibilidade a infecções, enquanto trombocitopenia favorece sangramentos. Os blastos infiltram SNC, fígado, baço e linfonodos devido expressão alterada de moléculas de adesão celular. LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA T (LLA-T) origina-se de precursores T tímicos. Mutações NOTCH1 promovem ativação contínua de vias proliferativas e impedem apoptose celular. Os linfoblastos T proliferam intensamente no timo e mediastino, formando massas mediastinais volumosas. infiltração mediastinal pode comprimir vias aéreas, coração e veia cava superior. A elevada carga tumoral provoca leucocitose importante, aumento da viscosidade sanguínea e risco de leucostase vascular. As células infiltram rapidamente sangue periférico, baço, fígado e SNC. LEUCEMIA MIELOIDE AGUDA (LMA) caracteriza-se pela transformação maligna de progenitores mieloides imaturos. Mutações FLT3 aumentam proliferação celular; NPM1 altera localização nuclear de proteínas reguladoras; CEBPA bloqueia diferenciação mieloide. Os mieloblastos acumulam-se rapidamente na medula óssea e substituem hematopoiese normal. blastos apresentam núcleo grande, nucléolos evidentes e citoplasma contendo bastonetes de Auer, estruturas derivadas da fusão anormal de grânulos azurófilos. A infiltração medular causa falência hematopoética grave e infiltração extramedular em gengiva, pele, fígado e baço. LEUCEMIA PROMIELOCÍTICA AGUDA (LPA) subtipo da LMA associado à translocação t(15;17). A fusão PML-RARA bloqueia ação do ácido retinoico e impede maturação dos promielócitos. Os promielócitos hipergranulares acumulam grande quantidade de tromboplastina e substâncias pró- fibrinolíticas. Isso ativa coagulação intravascular disseminada, formando microtrombos e consumindo fatores de coagulação. O resultado é combinação simultânea de trombose e hemorragias graves. As células frequentemente apresentam múltiplos bastonetes de Auer. LEUCEMIA ERITROIDE subtipo raro da LMA caracterizado por proliferação predominante de eritroblastos anormais. Mutações TP53 e alterações cromossômicas complexas comprometem diferenciação eritroide. Os eritroblastos apresentam multinucleação, alterações nucleares intensas e assincronia maturativa. Apesar da medula extremamente hipercelular, ocorre hematopoiese ineficaz com destruição intramedular precoce dos precursores eritroides. A anemia costuma ser grave e refratária. LEUCEMIA MEGACARIOBLÁSTICA AGUDA proliferação de megacarioblastos imaturos frequentemente associada à síndrome de Down. As células liberam PDGF e TGF-beta, estimulando fibroblastos medulares e deposição de fibras reticulínicas e colágeno. fibrose reduz progressivamente espaço hematopoético normal. A medula óssea torna-se endurecida e a aspiração frequentemente resulta em “punção seca”. Os megacarioblastos apresentam blebs citoplasmáticos relacionados à formação plaquetária anormal. LEUCEMIA MONOBLÁSTICA / MONOCÍTICA AGUDA proliferação de monoblastos derivados da linhagem monocítica. Essas células produzem metaloproteinases e citocinas inflamatórias que aumentam capacidade infiltrativa. A infiltração gengival ocorre devido tropismo dos monoblastos pelo tecido conjuntivo vascularizado. Pode ocorrer acometimento cutâneo, meníngeo e visceral. A elevada atividade inflamatória aumenta risco de CIVD. LEUCEMIA BIFENOTÍPICA AGUDA origina-se de célula-tronco hematopoética extremamente imatura. Os blastos expressam simultaneamente marcadores mieloides e linfoides devido falha precoce de diferenciação celular. A instabilidade genética elevada favorece proliferação rápida, resistência terapêutica e comportamento extremamente agressivo. LEUCEMIAINDEFERENCIADA AGUDA formada por blastos tão imaturos que não expressam marcadores específicos de linhagem. A célula tumoral permanece em estágio hematopoético muito primitivo. A intensa proliferação substitui rapidamente medula óssea normal e provoca falência hematológica grave. LEUCEMIA CRÔNICA LEUCEMIA LINFOCÍTICA CRÔNICA (LLC) neoplasia de linfócitos B maduros caracterizada principalmente por resistência à apoptose. Deleção 13q reduz microRNAs reguladores da proteína BCL2, aumentando sobrevida celular. Os linfócitos acumulam-se lentamente em sangue, medula óssea, linfonodos e baço. Apesar do aspecto maduro, essas células possuem função imunológica inadequada. Ocorre hipogamaglobulinemia devido redução da produção normal de anticorpos. Nos linfonodos formam-se pseudofolículos proliferativos compostos por paraimunoblastos. No sangue periférico surgem sombras de Gumprecht devido fragilidade linfocitária. LEUCEMIA MIELOIDE CRÔNICA (LMC) associada ao cromossomo Philadelphia derivado da t(9;22). O gene BCR-ABL produz tirosina quinase constitutivamente ativa. Essa proteína ativa continuamente vias proliferativas como RAS, PI3K e JAK/STAT. Ocorre expansão clonal de granulócitos maduros e imaturos. A medula óssea torna-se hipercelular e o baço desenvolve hematopoiese extramedular importante. Com progressão genética adicional ocorre fase acelerada e posteriormente crise blástica semelhante à leucemia aguda. LEUCEMIA PROLINFOCÍTICA proliferação agressiva de prolinfócitos B ou T. As células apresentam nucléolo evidente, alta atividade proliferativa e rápida expansão tumoral. Ocorre infiltração maciça da medula óssea, fígado, baço e sangue periférico. LEUCEMIA DE CÉLULAS PILOSAS neoplasia de linfócitos B associada frequentemente à mutação BRAF V600E. As células apresentam projeções citoplasmáticas finas semelhantes a pelos. A infiltração medular induz fibrose reticulínica, dificultando hematopoiese normal. infiltração medular induz fibrose reticulínica, dificultando hematopoiese normal. A pancitopenia ocorre por substituição medular e hiperesplenismo. O baço frequentemente apresenta infiltração extensa da polpa vermelha. LEUCEMIA DE GRANDES LINFÓCITOS GRANULARES proliferação clonal de linfócitos T citotóxicos ou células NK. Mutações STAT3 aumentam ativação celular contínua e resistência à apoptose. As células liberam citocinas inflamatórias e promovem destruição imunológica de neutrófilos. Isso causa neutropenia grave e associação frequente com doenças autoimunes como artrite reumatoide. LEUCEMIA MIELOMONOCÍTICA CRÔNICA neoplasia híbrida mielodisplásica e mieloproliferativa. Mutações TET2, ASXL1 e SRSF2 alteram diferenciação hematopoética e mecanismos epigenéticos. Há monocitose persistente, hematopoiese ineficaz e infiltração de medula óssea, fígado e baço. Com progressão genética pode ocorrer transformação para LMA. LEUCEMIA EOSINOFÍLICA CRÔNICA proliferação clonal de eosinófilos associada a alterações PDGFRA e PDGFRB. Os eosinófilos liberam proteína básica maior, neurotoxina eosinofílica e peroxidase eosinofílica. Essas substâncias causam necrose tecidual, inflamação crônica e fibrose progressiva, principalmente cardíaca e pulmonar. LEUCEMIA BASOFÍLICA proliferação neoplásica de basófilos maduros e imaturos. Os basófilos liberam histamina, heparina e leucotrienos em excesso. Isso provoca vasodilatação intensa, aumento da permeabilidade vascular, prurido, hipotensão e inflamação sistêmica. ACHADOS CLÍNICOS E LABORATORIAIS DOS LINFOMAS E DAS LEUCEMIAS. ACHADOS CLÍNICOS LINFOMAS LINFADENOMEGALIA ocorre devido proliferação e acúmulo de linfócitos neoplásicos dentro dos linfonodos. SINTOMAS B causados pela liberação de citocinas inflamatórias pelas células tumorais. ESPLENOMEGALIA E HEPATOMEGALIA acontecem por infiltração de células linfomatosas no baço e fígado. DISPNEIA E TOSSE podem ocorrer por compressão mediastinal de pulmões e vias aéreas. SÍNDROME DA VEIA CAVA SUPERIOR causada por massa mediastinal comprimindo retorno venoso. FADIGA E PALIDEZ decorrentes de anemia secundária à infiltração medular. INFECÇÕES RECORRENTES relacionadas à neutropenia e disfunção imunológica. PRURIDO associado à liberação de mediadores inflamatórios, principalmente no linfoma de Hodgkin. ACHADOS CLINICOS LEUCEMIAS PALIDEZ E FADIGA A medula óssea fica ocupada pelas células leucêmicas e reduz a produção normal de hemácias, diminuindo o transporte de oxigênio para os tecidos INFECÇÕES RECORRENTES Os leucócitos produzidos são imaturos e incapazes de exercer defesa eficiente contra microrganismos SANGRAMENTOS E HEMATOMAS A infiltração da medula reduz a produção de plaquetas, comprometendo a hemostasia DOR ÓSSEA expansão da medula óssea pelas células leucêmicas aumenta a pressão interna do osso e estimula terminações nervosas AUMENTO DO BAÇO E FÍGADO → ocorre infiltração e acúmulo de células leucêmicas nesses órgãos FEBRE E SUOR NOTURNO → citocinas inflamatórias liberadas pelas células tumorais alteram o centro regulador de temperatura PERDA DE PESO o estado inflamatório e o aumento do metabolismo tumoral favorecem catabolismo muscular FALTA DE AR E TAQUICARDIA organismo tenta compensar a baixa oxigenação causada pela anemia PETÉQUIAS pequenos vasos sangram facilmente devido à redução importante das plaquetas ACHADOS LABORATORIAIS LEUCEMIA LINFOCÍTICA AGUDA (LLA) BLASTOS NO SANGUE PERIFÉRICO presença de linfoblastos circulantes ANEMIA redução da produção de hemácias PLAQUETOPENIA diminuição da produção de plaquetas LEUCOCITOSE OU LEUCOPENIA produção desorganizada de leucócitos LEUCEMIA MIELOIDE AGUDA (LMA) MIELOBLASTOS NO SANGUE presença de células mieloides imaturas BASTONETES DE AUER inclusões citoplasmáticas típicas da Leucemia Mieloide Aguda ANEMIA supressão da eritropoese normal PLAQUETOPENIA falência medular associada LDH E ÁCIDO ÚRICO ELEVADOS alto turnover celular LEUCEMIA LINFOCÍTICA CRÔNICA (LLC) LINFOCITOSE PERSISTENTE acúmulo de linfócitos B maduros anormais SOMBRAS DE GUMPRECHT fragilidade linfocitária no esfregaço sanguíneo ANEMIA infiltração medular ou hemólise autoimune PLAQUETOPENIA destruição periférica ou falência medular LEUCEMIA MIELOIDE CRÔNICA (LMC) LEUCOCITOSE ACENTUADA proliferação excessiva da série mieloide DESVIO À ESQUERDA presença de formas jovens granulocíticas BASOFILIA E EOSINOFILIA expansão clonal mieloide CROMOSSOMO PHILADELPHIA (BCR-ABL) alteração genética característica da Leucemia Mieloide Crônica KAUSHANSKY, Kenneth et al. Williams Hematology. 10. ed. New York: McGraw-Hill Education, 2021; HOFFBRAND, A. Victor; MOSS, Paul A. H. Fundamentos em hematologia de Hoffbrand. 8. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019; HALLEK, Michael et al. Chronic lymphocytic leukemia: 2020 update on diagnosis, risk stratification and treatment. American Journal of Hematology, Hoboken, v. 94, n. 11, p. 1266-1287, 2019; EICHHORST, Barbara et al. Chronic lymphocytic leukaemia: ESMO Clinical Practice Guidelines for diagnosis, treatment and follow-up. Annals of Oncology, Oxford, v. 32, n. 1, p. 23-33, 2021; CHAUFFAILLE, Maria de Lourdes Lopes Ferrari. Leucemia linfocítica crônica: visão geral. Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, São Paulo, v. 31, supl. 2, p. 10-14, 2009. ALUNOS: Camila Regeane Nery Costalat, Eduardo Viana Ribeiro, Helen Karina Paixão Barros, Jade Fernanda de Freitas Nascimento, Kamylla Monteiro Pompeu Lima, Maria Eduarda Castro de Pereira, Silvia Beatriz Silva de Souza